20.9.2018

Durante mais de uma década só tive, na intelectualidade, amigos entre quinze e trinta anos mais velhos, como o Paulo Mercadante, o Meira Penna, o Roberto Campos, o Romano Galeffi, o Vamireh Chacon, o Antonio Olinto, o Miguel Reale, o Paulo Francis e outros sobreviventes da época áurea da cultura brasileira. Da minha geração, só tive o Bruno Tolentino (quando voltou da Inglaterra), o José Mário Pereira, o Ângelo Monteiro e, quando mudei para o Paraná, o José Monir Nasser.

Os alemães parecem não ter mesmo talento para a democracia. Quando têm uma, logo a sacrificam em troca de um bom chicote estalando no lombo. Cederam sua liberdade ao kaiser, depois aos nazistas, depois aos comunistas e, depois de arrasar com a reputação do homem que os libertou da URSS, Helmut Kohl, já estão de joelhos — ou de quatro — ante os invasores muçulmanos.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/pesquisa-independe-para-a-o-1-turno-da-eleicao-2018

Novo vídeo do Yago Martins. Primeiro, quinze minutos de ostentação egolátrica, depois vem logo a falsificação: ele me atribui, para poder facilmente refutá-la, a opinião absurda de que só filólogos eruditos podem compreender a mensagem cristã, quando eu disse apenas que ninguém pode ser um teólogo sem conhecer ao menos o seu próprio idioma. Quem entrou no debate gabando-se de altos conhecimentos filológicos foi o próprio Yago, que acabou se revelando um deplorável semi-analfabeto.

Não saio fiscalizando a gramática de todo mundo. Só de quem vem botar banca para cima de mim com uma grotesca ostentação de conhecimentos filológicos inexistentes.

 

Não vou examinar o besteirol todo. Basta notar que, querendo botar banca para cima de mim, ele volta a ostentar erudição inexistente, insistindo na criancice de que cometi um erro grosseiro ao transliterar o “u” grego como “y”. Com isso ele só prova que ignora o USO UNIVERSAL dos filólogos, ilustrado, por exemplo, na página “Système de translittération”:

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Os yaguettes, como bons e típicos leitores brasileiros, sofrem de “ignoratio elenchi” e por isso não apreendem os problemas e argumentos específicos em discussão, mas os dissolvem logo nas questões genéricas e estereotipadas com que estão mais acostumados. Assim, entendem a minha discussão com o Iago como um confronto entre um filósofo e a Bíblia, no qual, evidentemente, já está decidido de antemão quem tem razão. O Yago pode cometer todas as barbaridades lógicas e filológicas do universo, a platéia devota há de sempre celebrá-lo aos gritos de “Louvor e glória ao Senhor!”.

Várias vezes na vida tentei fumar cachimbos mas acabei desistindo porque dava muito trabalho. Só na velhice vim a entender que a trabalheira é parte integrante da curtição. Fumar cigarros é apenas um automatismo fisiológico, mas o cachimbo é uma cultura inteira e um estilo de vida. A começar pela variedade dos tipos de fumos, com aromas diferentes para todos os gostos, em contraste com a uniformidade global dos cigarros, aliás tão carregados de aditivos químicos que no fim você já não sabe mais que raio de coisa está fumando. Em segundo lugar, o próprio ato de fumar cachimbo é uma arte requintada, que tem de ser aprendida. Por fim, a variedade das marcas, estilos e formatos faz de todo fumante de cachimbos um colecionador e produz toda uma erudição cachimbológica que enriquece o intelecto do cachimbeiro e o ajuda a definir, aos poucos, sua própria personalidade cachímbica, diferente de todas as outras. Uma coleção de cachimbos não é um amontoado de peças exóticas, mas o mostruário caleidoscópico de uma alma humana transposta nas figuras tridimensionais das peças que lhe dão acesso às mais recônditas fantasias desenhadas em fumaça. A minha coleção, por exemplo, não é grande mas tem traços pessoais bem definidos. Fornilhos prediletos: pot (pote) e billiard (caçapa de bilhar). Estilo: clássico, austero. Formato: reto ou só levemente curvo. Piteira: Só acrílico (lucite) marmorizado ou colorido, ou chifre (sou alérgico ao vulcanite). Marcas: Peterson, Savinelli, Brebbia e Castello. Da Dr. Grabow, cachimbos não muito elegantes mas tremendamente funcionais, já tenho todos os que queria. Essa parte da minha coleção está fechada. Aceito doações, desde que respeitadas as especificações.

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Novo vídeo no meu Youtube:

Finalmente entendi por que o John Deely, um gênio filosófico assombroso, escreve num estilo tão complicado e feio: ele escreve depressa demais. Em menos de mês produziu uma história inteira da filosofia em… mil páginas. É um Mário Ferrreira dos Santos americano.

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19.9.2018

Se isso estivesse no meu poder, eu demitiria das universidades estatais todos os professores de filosofia e lhes daria alguma tarefa socialmente útil, como por exemplo a de apagar grafitagens horríveis.

Não vejo nada de mais em comer a Rita Lee. É um ato de justiça social.

https://blogdoolavo.com/a-missao-da-foia/

https://blogdoolavo.com/filosofia-no-brasil/

https://blogdoolavo.com/fascismo-e-fascistas/

O mundo está repleto de revoltadinhos que querem foder com alguma coisa. Só eu quero foder com tudo.

Não faço parte da campanha do Bolsonaro, não sou guru de político nenhum nem muito menos de qualquer partido, mas, se quiserem saber a minha posição política no momento, é esta: TODO O APOIO AO GENERAL MOURÃO. Quem está contra ele está contra o Bolsonaro, e quem está contra o Bolsonaro está contra o Brasil. Divulguem, por favor. Assumo o que disse e sei por que o disse.

Que a Deutsche Welle atribua a tipinhos excêntricos da América Latina, como eu e o Kim, uma idéia que aprendemos de eminentes pensadores de língua alemã como Ludwig von Mises, Erik von Kuehnelt-Leddihn, Eric Voegelin e Ernest Topitsch já basta para nos revelar que os jornalistas alemães concorrem com os redatores da Foia e do Grobo em matéria de ignorância presunçosa. Tamanha demonstração de inépcia na elite falante de um país supostamente culto ilustra perfeitamente a fraqueza de uma nação que se prostra, acovardada e sonsa, ante as hordas de agressores estrangeiros que não a respeitam porque ela não se respeita.

Na direita há uma bela “banda podre” que teme, com justa razão, ser escorraçada da vida pública após a vitória do Bolsonaro, motivo pelo qual se esforça, em vão, para que ela não aconteça. Os nomes dos seus integrantes não demorarão a ser revelados, bem como a lista dos seus crimes. Não é só o tucanopetismo que vive, entre espasmos de ódio impotente, os seus últimos dias.

*

Que delícia, que festa ouvir as aulas do meu saudoso amigo José Monir Nasser sobre tantos clássicos da literatura! Comecei este curso no Paraná, mas tive de interrompê-lo na décima aula. O Monir prossegui-o com talento e bravura, num estilo próprio que nada devia ao meu. Não percam:

http://www.monir.com.br/

Durante mais de uma década só tive, na intelectualidade, amigos entre quinze e trinta anos mais velhos, como o Paulo Mercadante, o Meira Penna, o Roberto Campos, o Romano Galeffi, o Vamireh Chacon, o Antonio Olinto, o Miguel Reale, o Paulo Francis e outros sobreviventes da época áurea da cultura brasileira. Da minha geração, só tive o Bruno Tolentino (quando voltou da Inglaterra), o José Mário Pereira, o Ângelo Monteiro e, quando mudei para o Paraná, o José Monir Nasser.

Os alemães parecem não ter mesmo talento para a democracia. Quando têm uma, logo a sacrificam em troca de um bom chicote estalando no lombo. Cederam sua liberdade ao kaiser, depois aos nazistas, depois aos comunistas e, depois de arrasar com a reputação do homem que os libertou da URSS, Helmut Kohl, já estão de joelhos — ou de quatro — ante os invasores muçulmanos.

Henrique Ortiz Professor, o senhor foi citado nesta matéria da Deutsche Welle:

https://www.dw.com/…/linke-nazis-absurde…/a-45548294

18.9.2018

*

Contribuam, por favor:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/pesquisa-independe-para-a-o-1-turno-da-eleicao-2018

Para qualquer pessoa que saiba ler, deveria ser patente à primeira vista, na discussão entre um velho de setenta e um anos que entra em campo reconhecendo a exiguidade dos seus conhecimentos, e o jovem de vinte e poucos que já chega se gabando de amplo domínio da matéria, qual dos dois é o humilde e qual o arrogante.
Para as yaguettes, no entanto, o Yago Martins personifica a autoridade da Bíblia, e contrariá-lo é erguer-se contra o próprio Deus – um hediondo pecado de soberba.

O mais grosseiro vício de pensamento – e o efeito mais visível do analfabetismo funcional – é a “ignoratio elenchi”: a incapacidade de perceber qual o ponto em discussão. Seu sinal mais patente é a dissolução do específico no genérico. Por exemplo, se estamos discutindo a questão da Eucaristia nas doutrinas de Lutero e Calvino, o analfabeto funcional transforma isso logo num confronto geral de protestantismo e catolicismo, e dispara contra a igreja adversária todas as acusações mais disparatadas que lhe vêm à cabeça, sem notar que cada uma delas não apenas é incapaz de resolver a questão inicial, mas levanta, por si mesma, uma discussão em separado, em geral tão difícil e complicada quanto a primeira. Na minha discussão com o sr. Yago Martins, apareceram, entre outros temas alheios ao ponto central, as fogueiras da Inquisição, a Noite de S. Bartolomeu, o capitalismo americano e até – pasmem! – o formato do templo erigido “post mortem” em ambígua homenagem ao Padre Pio. É evidente que nenhuma discussão racional sobrevive a essa operação, a qual dissolve todas as questões num confronto geral de torcidas – uma disputa “política” no sentido de Carl Schmitt, impossível de ser arbitrada senão pelo recenseamento do número de gritos.

Para as yaguettes, a demonstração de que seu ídolo e guru não passa de um analfabeto funcional é tão chocante e inaceitável. que nem podem perceber que ela aconteceu.

Essa gente é tão burra e despreparada, que acha que demonstrar o analfabetismo funcional nos argumentos de um opositor é “argumentum ad hominem”.

O sr. Carlos Velasco, anos atrás, publicou numa revista russa um artigo no qual se gabava de ter descoberto um perigoso agente sionista incumbido de provocar uma guerra na América Latina. O sr. Julio Severo, que com a ajuda de um parceriro tradutor do russo invoca todas as maldições bíblicas contra o referido agente, já foi várias vezes à Rússia dar relatório dos seus serviços prestados. Espero que o governo Putin não seja mão-de-vaca ao ponto de recusar um subsidiozinho a tão prestimosos servidores.

Quer isto no Brasil? Vote em Ciro Gomes, um negócio da China:

https://istoe.com.br/catolicos-denunciam-campanha-de-destruicao-de-templos-pelo-regime-na-china/

O Bolsonaro vai ser, na história do mundo, o primeiro candidato presidencial que se elegeu sem participar da própria campanha.

*

Selma Brasil

URGENTE

*Não escrevam 17 no livro de assinatura de presença! Pois seu voto estará sendo anulado! Assine normalmente! Um vereador do PSDB que deu essa ideia pra prejudicar Bolsonaro! Não escrevam 17 na hora da assinatura! Isso anulará seu voto!*

REPASSEM URGENTEMENTE!

*

Excelente ensaio do Laio Brandão:

https://docs.google.com/document/d/1th4bRNzHpqLMQvj8af2kGiPaUlVWYX5-8PuHH0NEU6o/edit

A esquerda vive de dar aos tipos mais insignificantes e desprezíveis o estatuto de heróis, sábios e santos. Passado o momento de sucesso na mídia, resta só uma vaga lembrança que vai se apagando até desaparecer sem fazer falta nenhuma.

*

Da página da Carla Pola:

O verdadeiro começo do fim
2018-09-12 | Carla Pola
Engraçado. Hoje eu me peguei pensando no Lula. Imagino o quanto deve estar desesperado por ter que passar o bastão para o Haddad.

Como psicopata que é, conforme o livro de Ponerologia o coloquei na categoria dos caracteropatas, aqueles que precisam de holofotes, que precisam aparecer o tempo todo subjugando todos a sua volta.

O Lula foi um homem que passou por cima de tudo e de todos para chegar ao poder. Entregou companheiros de sindicato aos militares, destruiu a vida de muitos, comandou a fundação do PT e soube trazer o partido em rédeas curtas. Junto com o assassino Fidel Castro fundou o Foro de SP que vem destruindo os países da América Latina.

Jamais foi comunista, jamais foi esquerdista (ideologicamente falando), mas entendeu cedo que o poder que queria estava na esquerda; ou seja, o poder total. O domínio sobre tudo e todos.

É um animal político, geralmente todos os psicopatas do meio político são. Calculista, foi um mito criado pela esquerda. O falso romantismo de se ter um operário no poder, no caso dele um falso operário.

Na verdade, as mentiras contadas com uma naturalidade de impressionar qualquer pessoa normal sempre foi o tom de seu poder. Nada e nem ninguém o preocupa a não ser ele mesmo.

Usou as pessoas até mesmo preso. Manteve a corrida eleitoral até hoje sob seu domínio, não se preocupou nenhum pouco que estava prejudicando seu partido e muitos candidatos, o negócio era ele continuar nos holofotes, sob as luzes da ribalta.

É público e notório que muitos petistas não o suportavam, caso do José Dirceu, por exemplo. Só o aguentavam porque inteligente e espertamente Lula conseguiu manter o poder concentrado nele.

Jamais deixou que alguém crescesse mais do que ele dentro do próprio partido, mas hoje teve que passar o bastão para o Haddad disputar a Presidência.

Deve ter sido duro para ele.

Muitos especialistas acreditam na capacidade que o Lula ainda tem de transferir votos. Também acho que ele transfere, mas não no percentual que muitos colocam. Não vejo o Haddad no 2º turno, sinceramente.

A casa do Lula começou a cair quando resolveu fazer caravanas pelo Brasil. Foi um fiasco no nordeste, no sul então nem se fala! A máscara já havia caído.

A imprensa esquerdista se desespera, pois o mito criado era e sempre foi uma farsa.

Aos poucos os petistas se afastarão dele, na política não há vácuos, com o tempo ele será só notícia em páginas policiais. José Dirceu tentará reorganizar o PT, mas não creio que conseguirá. A legenda está queimada.

Também não sei se o tirarão da cadeia. Lembremos que o Toffoli é vassalo do Dirceu e não do Lula. Acho que o Dirceu prefere que ele permaneça mais um tempo atrás das grades a fim de não o atrapalhar.

As cortinas começam a se fechar para um falso mito criado pela esquerda, para um homem que não honrou a esposa em vida e nem mesmo na morte; para um homem que sempre foi pequeno, mas achou que era grande.

As luzes começam a se apagar uma a uma para um homem que sempre só quis ser o Fidel Castro brasileiro.

Por onde um psicopata passa, ele deixa um rastro de destruição e dor. Assim foi Lula em toda sua vida a ponto de acabar com uma nação.

Para um caracteropata como ele o dia de hoje deve estar sendo mais difícil que o dia de sua prisão.

As visitas à Curitiba diminuirão com o passar do tempo, ele sairá da mídia como político e só aparecerá como bandido. Em breve ninguém dará bola se ele for para um presídio. A esquerda seguirá outro líder. Outro psicopata, mas, mesmo assim, outro líder.

Durante anos sonhei com esse momento e parecia que nunca chegaria. Chegou. Claro que não no tempo que eu desejava, mas no tempo de Deus que é sempre o tempo certo.

Adeus Lula, feche as cortinas e apague a luz. O palco político se fechou para você.

PT saudações!

17.9.2018

Nem por um segundo me passou pela cabeça a idéia de que o Yago Martins fosse malicioso ou desonesto. Ele apenas lê muito mal. O que escrevi a respeito depõe menos contra ele do que contra o ensino universitário brasileiro, de teologia ou de qualquer outra coisa, que infunde no estudante inculto e despreparado um falso sentimento de segurança baseado no seu diploma e na aprovação dos pares. A rigor, o estudante que escreve “bucho” com “x” e “fralda” com “u” não poderia ser aprovado no vestibular, quanto mais sair da faculdade com canudo na mão e certezas absurdas na cabeça.

https://blogdoolavo.com/atenuante/

O método brasileiro de leitura consiste em impressionar-se positiva ou negativamente com algumas palavras e enxergar nelas o sentido do texto; ou em adivinhar esse sentido por meio de conjeturas sobre as ligações do autor com grupos, partidos e interesses que ele na maior parte dos casos desconhece.

Os yaguettes reagiram à minha resposta de duas maneiras: (1) ignorando o seu conteúdo e repetindo incansavelmente o mantra: “Você foi refutado. Confesse”; (2) mudando de assunto e trazendo à baila tudo quanto lhes ocorresse no momento contra a Igreja Católica: as fogueiras da Inquisição, a Noite de São Bartolomeu, o culto dos Santos, o culto de Nossa Senhora, etc. etc. etc.

Por que, no Brasil, errar é um dever de humildade? Supondo-se que um cidadão acertasse sempre, isso não faria dele nem um deus, nem um gênio, apenas um bom observador da realidade.

Paulo Bastos Professor Olavo, como posso desejar ardentemente a Salvação, sem saber em que ela consiste? Substancialmente. Todos que escuto se referem à Salvação pelos seus aspectos adjetivos.

Não creio que imaginar uma vida eterna esteja ao nosso alcance. Mas, com certeza, podemos imaginar o reencontro com os nossos entes queridos. Tamb;em sugiro que você leia os depoimentos do Colton Burpo e da Erica Mackenzie.

Quando um sujeito acerta sempre, ou quase sempre, ou com muita freqüência, isso só quer dizer que ele guardou para si mesmo as opiniões erradas que lhe passaram pela cabeça.

Quando Deus infunde verdades de ouro na mente de um homem simples, Ele não permite que as escreva numa língua de chumbo.

A maior parte dos yaguettes não consegue sequer distinguir entre erros de digitação e erros de ortografia. Um deles até apela à desculpa de que está digitando “abordo” de um trem.

Uma prova cabal do analfabetismo funcional endêmico entre os yaguettes que me enviaram mensagens é que TODOS, sem exceção, entenderam a minha conversa com o Yago como uma polêmica catoloicismo versus protestantismo, sem reparar que nem eu disse uma palavra a favor do catoliciamo nem ele disse uma contra. É IMPOSSíVEL a essa gente entender o que lê em vez de saltar para um confronto geral entre torcidas. Bando de animais.

Para mim, é óbvio que, na resposta ao Yago, não discuti “protestantismo”, mas apenas os argumentos do meu opositor, demonstrando que eram confusos, autocontraditórios e baseados em citações truncadas.
Como, em resposta, dezenas de yaguettes começaram a alegar tudo o que sabiam ou pensavam contra a Igreja Católica, como se isso tivesse algo a ver com o caso, só posso concluir que esses milhares de palpipeiros não são um rebanho de fiéis, mas de vacas.

Se eu mesmo, citando aliás o Antonio Gramsci, afirmo que é desonesto alguém achar que refutou uma doutrina porque demoliu os argumentos capengas de um seu porta-voz inepto, como poderia eu achar que refutei o protestantismo só porque desmantelei o falatório de um analfabeto funcional?

Também os professores de humildade não repararam nem mesmo que quem entrou na conversa se gabando de altas qualificações eruditas (aliás inexistentes) não fui eu, mas o meu humilde opositor.
Só posso concluir que “o Olavo é arrogante e o Yago é humilde” é matéria de fé, imune ao testemunho dos fatos.

A repetição uniforme de mantras difamatórios caracteriza inconfundivelmente a campanha de assassinato de reputação. Quem assim se comporta não está numa disputa de idéias, e sim numa disputa de público.

Alguns autoconstituídos “líderes evangélicos”, da estatura moral do Julio Soumzero, devem estar aterrorizados com o número crescente de seus fiéis que me lêem e apreciam. Temendo perder a liderança — como se eu a estivesse disputando –, mobilizam então a massa para repetir slogans difamatórios,

*

Daqui a pouco.

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alta cultura e alto consumo

‘Os colegas acadêmicos de Eric Voegelin notavam muitas das suas excentricidades. Por exemplo: eles notavam que o Voegelin, o homem mais culto que eles conheciam, não tinha nenhum refinamento em matéria de vestimenta ou de gastronomia. Em vez de jantar num bom restaurante, o Voegelin entrava no primeiro botequim da esquina e jantava qualquer coisa; se fumava um charuto, ao invés de fumar um charuto cubano, fumava um mata-rato alemão. Então era algo chocante, pois o Voegelin aparecia para os seus colegas acadêmicos como um aristocrata intelectual com gostos de proletário. Mas o Voegelin não tinha gostos de proletário, ele apenas não dava a mais mínima importância a essas questões de refinamento.

Mas notem que no ambiente universitário brasileiro um tipo excêntrico como o Voegelin não seria sequer tolerado, pois aqui a identificação entre alta cultura e alto consumo é inerente. Tanto que o simples alto consumo é tomado como sinônimo de alta cultura. No dia em que o nosso presidente Lula aprendeu a fumar charutos caros e a vestir ternos Armani, todo mundo o considerou como um homem culto, pois há uma impregnação de uma ideia na outra. Sendo assim, entende-se que um homem culto também deve ser versado em bons vinhos, no melhor da culinária francesa etc etc. Claro que esta é uma concepção deveras mundana do que seja a alta cultura. Nesta concepção, a alta cultura seria um bem de consumo reservado a certas elites financeiras, no fim das contas. Evidente que este é apenas um conceito de alta cultura que só funciona num meio que acredita nele, pois na prática ele é insustentável. Notemos que toda a alta cultura brasileira foi realizada por pobretões: Machado de Assis, Capistrano de Abreu, Castro Alves, Gonçalves Dias, Lima Barreto etc. Quase todos eles eram uns pobretões e mesmo assim fizeram a nossa alta cultura. E é curioso que esta alta cultura, no instante seguinte, seja considerada tanto pelos ricos, quanto
pelos pobres, como um produto de alto consumo reservado para as elites.

Naturalmente, esse produto de alto consumo, na medida em que é cobiçado como se cobiça um carro importado, um iate, um terno Armani etc, torna-se também um motivo de humilhação para os que não o têm. Logo, ele como tal, passa a ser odiado. Então, a alta cultura, entendida como um mero produto de alto consumo, torna-se um símbolo de inferioridade para quem não a possui. Sendo assim, como o sujeito que não a possui faz para se auto-afirmar? De duas maneiras: ou ele adquire alta cultura, tornando-se igual aos que a possuem; ou ele a desmoraliza, a combate, e toma a si mesmo como algo mais elevado do que a alta cultura. Assim, juntamente com os carros importados e os ternos Armani que o sujeito não possui, ele também rejeita a alta cultura, pois ela é considerada como um odioso símbolo de discriminação social. Esta motivação esteve muitíssimo presente na eleição do senhor Luís Inácio para a presidência da república. Muitos de seus eleitores pensaram assim: ‘Temos que votar num indubitável semi-analfabeto para que nos libertemos deste sentimento humilhante de sermos inferiores’. Então é óbvio que há uma confusão mórbida entre o consumo de bens materiais e a aquisição de cultura. É uma confusão doente e as pessoas se livram dela mediante um expediente igualmente doente.

É claro que isto também está totalmente presente nas legitimações letradas da cultura inferior. Isto é, quando aparece algum professor universitário afirmando que a legítima cultura brasileira digna de atenção é o carnaval, o samba, o futebol etc, ele está reforçando exatamente a tendência nacional ao desprezo da verdadeira alta cultura. O professor em questão, embora seja um indivíduo que teve acesso à alta cultura, ele, de algum modo, sente que não a tem efetivamente, porque a sua absorção foi superficial e não se integrou à sua personalidade. Sendo assim, a alta cultura persiste para ele como um símbolo externo de um bem que não lhe é acessível. O homem que teve acesso à alta cultura, mas que não a integrou em sua personalidade, mantém a impressão de que a alta cultura é um bem externo do qual ele está injustamente privado, passando a odiá-la por isso. Neste contexto, só restaria a sua aquisição ou a sua destruição, e a destruição sistemática da alta cultura é empreendida por muitos acadêmicos brasileiros”.

(Olavo de Carvalho – Seminário de Filosofia 30/11/2002)

16.9.2018

*

Primeira leitura da Missa de hoje:

Isaias, 50:5-9

5 O Soberano, o Senhor,
abriu os meus ouvidos,
e eu não tenho sido rebelde;
eu não me afastei.
6 Ofereci minhas costas
àqueles que me batiam,
meu rosto àqueles
que arrancavam minha barba;
não escondi a face da zombaria
e dos cuspes.
7 Porque o Senhor, o Soberano, me ajuda,
não serei constrangido.
Por isso eu me opus firme
como uma dura rocha
e sei que não ficarei decepcionado.
8 Aquele que defende o meu nome
está perto.
Quem poderá trazer acusações contra mim?
Encaremo-nos um ao outro!
Quem é meu acusador?
Que ele me enfrente!
9 É o Soberano, o Senhor, que me ajuda.
Quem irá me condenar?
Todos eles se desgastam
como uma roupa;
as traças os consumirão.

*

Grandes realizações de Haddad e Aidemim:

https://www.facebook.com/anilo.anunciato.3/videos/229292611274188/

Todos os devotos do Padre Pio denunciaram, na ocasião, esse “santuário”, obviamente construído na intenção de neutralizar a influência espiritual do santo.
Não acuse a vítima, Paula Felix.

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Quando apareceu um zunzum de que o general Mourão seria candidato a presidente, atrapalhando a candidatura Bolsonaro, falei o diabo contra ele. Depois ele virou candidato a vice na chapa Bolsonaro, e evidentemente nada mais tenho contra ele. Não adianta fazer intriga.

Çangue bão.

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Mais um bebum no comando:

Como neocachimbeiro convicto, lembro-me de que, quando criança, ao ouvir os versinhos “Hoje é domingo / pede cachimbo”, eu não ousava revelar minha ignorância perguntando aos adultos que caraio seria um pé de cachimbo.

Sou fã da Serena Williams (quem não é?), mas ela armar aquele fuzuê para estragar a vitória da Naomi Osaka e ainda se queixar de “sexismo”, como se a Naomi fosse um homem, foi uma das cenas mais ridículas já vistas no mundo do esporte.

https://blogdoolavo.com/mais-dois-dedos-de-yaguismo/

*

Da página do Ênio Mainardi:

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Se os protestas acham que eu sou bom de política mas ruim de teologia — o que provavelmente é verdade –, que é que impede que estejamos separados na teologia e juntos na política?

A atmosfera de maldade na série “Ordeal by Innocence” é de arrepiar os cabelos do cu. Nunca imaginei que a Agatha Christie, tão jovial nas histórias do Poirot e da Miss Marple, fosse capaz de escrever uma coisa tão sinistra.

Nas mudanças perdi duas coleções preciosas: uma de bengalas, que copiei despudoradamente do Dorival Caymmi — tinha peças da Índia, da Itália e da Irlanda — e uma, enorme, de discos de vinil, com gravações de Jerome Hines, Bidu Sayão, Jan Peerce e Chaliapin. Até hoie não tenho uma só pista de onde foram parar.

Coleção é coisa de véio maluco.

O filósofo que virou camiseta.

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Não ganho um tostão com as tais camisetas, mas, que a coisa é divertida, é.

15.8.2018

*

Boa, Lobão!

Olavo de Carvalho Proibido destruir a política por causa de amizades.

*

Milhares de ungidinhos proclamando com feroz alegria a minha humilhante derrota ante o superior discernimento teológico de um tal sr. Yago Martins suscitaram em mim, de início, só estranheza, porque o texto exposto ao julgamento crítico do referido cidadão era apenas o post “Por que não sou ‘evangélico’” onde não explico nada da minha filosofia, apenas emito opiniões de ocasião sobre assunto periférico, de modo que mesmo sua refutação integral e definitiva, caso acontecesse, em nada deporia contra a minha pessoa nem a minha obra.

Afinal, como dizia Antonio Gramsci, “não é muito ‘científico’ (ou, mais simplesmente, ‘muito sério’)… escolher entre as opiniões dos adversários as menos essenciais e as mais ocasionais, presumido assim ter ‘destruído’ ‘todo’ o adversário porque se destruiu uma sua opinião secundária e acidental”.

No entanto, o tom das mensagens que me davam ciência das palavras do sr. Yago sugeria, quando não proclamava abertamente, algo como a total derrocada de um monstro de orgulho intelectual – eu.

Intrigado pela cômica desproporção entre essa efusão coletiva de “Schadenfreude” triunfal e a modéstia do texto que o meu vitorioso refutador teria reduzido a pó, bem como pelo tom desafiador com que os remetentes me exigiam uma resposta cabal ou a confissão de ser mesmo um bosta, busquei o vídeo do sr. Yago, disposto a seguir até o fim as suas ponderações e averiguar se deveria concordar com elas ou contestá-las.

Não aguentei. Fui até o minuto 14, e parei. Era um erro por minuto, um besteirol sem mais tamanho, fruto da arrogância autobeatificante de um analfabeto que escrevia “bucho” com “x” e “fralda” com “u” e que, pavoneando-se de dominador perfeito do grego antigo, mostrou não conhecer nem a fonética nem o alfabeto desse idioma.

Tomei algumas notas, mas, já sem o ânimo de redigir a resposta em regra que a multidão de yaguettes me exigia, passei-as ao Bernardo Kuster para que as acrescentasse ao vídeo-resposta que me contou estar preparando.

Portanto, aguardem.

Bernardo Pires Küster Olavo de Carvalho, leia a maravilha:

“Quando Jesus faz aquela Ceia e comemora a Páscoa com os discípulos, Ele está transformando aquele momento já em um anúncio e em algo que era feito em relação ao que aconteceria na Cruz. Ele diz então que sempre que comermos e participarmos daquele momento, faríamos isso em memória Dele: ‘Fazei isto em memória de mim’. ‘Em memória de mim’ em que sentido? Do corpo partido; do sangue derramado. Ou seja, a Ceia seria, então, ao fazermos isto, estaríamos fazendo o memorial daquilo que Jesus fez. O quê? A sua morte e a sua ressurreição; o derramamento de seu sangue na Nova Aliança. Nenhum cristão está fazendo um memorial da Ceia, porque se Ele dissesse ‘Fazei um memorial disso em memória de mim’ – ué? –, não faria nenhum sentido rememorar o memorial inicial. Nós participamos do memorial. Nós fazemos isto, porque isto já era um memorial; já era a declaração do que aconteceria no futuro. E, para nós, é uma lembrança do que aconteceu no passado.” – Yago Martins.

Olavo de Carvalho PQP

*

Eu SEMPRE disse que o Punheteu era gente boa:

 

VOCÊS PEDIRAM, YAGUETTES

Recado à Paula Felix: De fato, para discutir com certos teologuinhos, é preciso um alto índice de RSBA: Resistência Sacal à Burrice Alheia.

Acho ALTAMENTE OFENSIVO me enviarem aquele amontoado de confusões pueris com o nome de “refutação”. Aquilo é apenas a expressão de um caos mental inextricável. Que tanta gente leia aquela porcaria e não veja isso é, para mim, a prova de que o Brasil, no fim das contas, é ineducável.

Mais uma vez comprova-se aquilo que repito todas as semanas. Toda educação começa com o domínio da língua pátria. Sem isso, o cidadao não tem qualificações mínimas para se meter em discussões de alto nível.

14.8.2018

Teste.

Já tô disbroqueadu?

Ói nóis aqui traveiz.

Mensagem do Cristiano Xavier:

https://blogdoolavo.com/licao-de-um-comunista-aos-ungidinhos-de-plantao/

 

QUANDO VÃO ACORDAR?

https://blogdoolavo.com/quando-vao-acordar/

https://blogdoolavo.com/tolerancia-zero/

https://blogdoolavo.com/quando-vao-acordar/

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http://www.defesanet.com.br/eleicao/noticia/30458/Exclusivo—A-Analise-de-um-Atentado/

VISO: Por uma elementar questão de precaução, doravante postarei as minhas mensagens no meu blog e as linkarei aqui, em vez de entregá-las direto aos cuidados do prestimoso Fuckerberger, como fazia antes.

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Sempre gostei dos cachimbos Savinelli e Peterson, mas depois que experimentei o Brebbia Ninja ele se tornou, definitivamente, o meu preferido, um misto de força e beleza que revela uma habilidade artesanal fora do comum. Dos fumos, o que mais gosto é o Maple Cavendish, feito na Carolina do Norte por Cornell & Diehl. Espero que o furacão não tenha funhanhado com a plantação toda.

Se o cachimbo é dubão, é gostoso desde a primeira fumada.