O idiota útil

Como a arte de rastrear a origem dos próprios pensamentos é apanágio de poucos, a maioria acredita que suas opiniões são livres, pelo simples fato de que não sabe de onde vieram. O idiota útil, por definição, é idiota demais para saber que é útil e quem o utiliza. Cada um imagina que julga desde as alturas de uma superior autonomia de pensamento justamente quando repete os chavões mais vulgares e mais surrados.

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18.1.2018

 

Segundo o Euclides Mance, o fato de a reforma do apartamento no Guarujá ter sido submetida ao Lula para que a aprovasse não prova, por si, que ele fosse o dono do apartamento. É verdade. Mas, caso ele não o fosse, caso fosse apenas um comprador potencial, a inusitada e até absurda hipótese de a empresa precisar do “nihil obstat” de um mero comprador potencial para reformar um apartamento já seria, por si, um favorecimento ilícito. O Euclides Mance aposta nessa hipótese sem nem perceber que está incriminando o Lula. Ele lê MUITO MAL.

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Repito e repetirei mil vezes: Botar um sujeito para estudar lógica antes de assegurar que ele tenha pleno domínio do idioma geral é fazer dele um burro especializado. O número de erros de português no livro do Mance não é de natureza a sugerir, nem de longe, que ele esteja capacitado a aplicar as leis da lógica fora do domínio estritamente formal, ou lógico-matemático.

Analisar as transcrições de um depoimento oral requer habilidades literárias que vão INFINITAMENTE ALÉM do mero treinamento lógico.

Pela bilionésima vez: Lógica não estuda — nem muito menos ensina — interpretação de textos.

Se você vai estudar lógica formal, não esqueça que o inventor dela, Aristóteles, escreveu o livro “Peri Hermenéias” (“Sobre a [arte da] Interpretação”) como PREÂMBULO INDISPENSÁVEL aos estudos lógicos. Antes de ser um lógico, você tem de ser um bom leitor.

O desprezo de um lógico pela cultura literária fará dele, para sempre, um pato manco que manca com precisão matemática.

 

Em qualquer tribunal do mundo, um testemunho é por si um elemento de prova, independentemente da comprovação dos fatos por outro meio. Isso não tem NADA ver com “argumentum ad hominem”. Parece que não é só na interpretação de textos que o tal Mance não é muito hábil.

Espero, sinceramente, que os vinte e tantos lógicos tenham aprovado o livro sem lê-lo e por mera compaixão lulista. Porque, se o examinaram antes de aprová-lo, estão pagando um mico dos diabos, um destino que não desejo para pessoas cujo trabalho merece todo o meu respeito.

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Cadê a militância antipetista em Porto Alegre? Por que deixar à polícia o trabalho inteiro de conter a fúria lulista?

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“Timor Domini principium sapientiae”, mas o que Deus espera de nós não é o nosso temor, e sim o nosso amor. Como é isso? É mediante a transfiguração do temor, de modo que ele não seja mais como aquele que um juiz , um carrasco ou a perspectiva de um castigo nos inspiram, mas como aquele que sentimos ante a perspectiva de perder o amor de uma pessoa querida.

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A Gleisi Hoffmann não tem mais paciência de esperar. Ela quer logo partir para os finalmentes, como estes seus correligionários:

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Celso Porto Nogueira é mais um chupim descarado que copia os meus conselhos, alguns velhos de vinte anos, e diz que são dele.

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Às vezes até o George Soros diz uma verdade.

https://www.infowars.com/soros-european-union-on-the-verge-of-breakdown/

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Comentário de Wolfgang Amadeus Mozart quando da morte de Voltaire:
“Finalmente o arquivigarista chutou o balde.”

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Há tempos a insistência dos cristãos em preservar as pessoas de todo contato com o demoníaco, e a dos cientistas e racionalistas em defendê-las do “irracional”, já passaram dos limites sensatos e resultaram no culto de uma trivialidade sufocante que bloqueia todo acesso não somente à vida religiosa profunda mas também às regiões mais altas da filosofia, das artes e das próprias ciências. Afinal, se não podemos nem ter uma antevisão dos demônios e das forças sutis da natureza, como teremos a dos anjos? Dante desce aos abismos infernais antes de subir ao céu, e Nossa Senhora, em Lourdes, em Fátima ou em Garabandal, mostra às crianças os horrores do inferno antes de lhes abrir as portas do mundo divino.

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O que temos hoje é uma religião kantiana, amputada do mundo do espírito e reduzida a banalidades morais.

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Não se esqueçam que este e os outros cursos avulsos do Seminário de Filosofia estão com com 30% de desconto até amanhã. Aproveitem.
Compartilhem.

http://www.seminariodefilosofia.org/produto/a-crise-da-inteligencia-segundo-roger-scruton/

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Agradeço ao Bruno Dornelles a bela chacoalhada que deu no Padre Celso Porto Nogueira.

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No meio de tantos padres comunistas e pedófilos, é até um alívio encontrar um que é só mentiroso e difamador. Bastaria esse miserável ler as listas de livros recomendados nos meus cursos para perceber que está apenas aconselhando genericamente algo que já PRATICO há mais de vinte anos. Também é fácil falar de “sínteses mal feitas” sem ter jamais chegado perto de alguma delas. Celso Porto Nogueira, largue essa batina antes que ela o vomite.

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Vá estudar, palpiteiro:

http://www.gigantesrecomendam.com.br/gigante/olavo-de-carvalho/page/3/

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É lindo ver esse padreco infame garganteando no vazio que devemos ler livros com os quais não concordamos, e recordar estas recomendações que fiz em 2013:

Para um sujeito falar com alguma propriedade sobre o movimento comunista, deve antes ter estudado as seguintes coisas:
(1) Os clássicos do marxismo: Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao Dzedong.
(2) Os filósofos marxistas mais importantes: Lukács, Korsch, Gramsci, Adorno, Horkheimer, Marcuse, Lefebvre, Althusser.
(3) Main Currents of Marxism, de Leszek Kolakowski.
(4) Alguns bons livros de história e sociologia do movimento revolucionário em geral, como Fire in the Minds of Men, de James H. Billington, The Pursuit of the Millenium, de Norman Cohn, The New Science of Politics, de Eric Voegelin.
(5) Bons livros sobre a história dos regimes comunistas, escritos desde um ponto de vista não-apologético.
(6) Livros dos críticos mais célebres do marxismo, como Eugen von Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, Raymond Aron, Roger Scruton, Nicolai Berdiaev e tantos outros.
(7) Livros sobre estratégia e tática da tomada do poder pelos comunistas, sobre a atividade subterrânea do movimento comunista no Ocidente e principalmente sobre as “medidas ativas” (desinformação, agentes de influência), como os de Anatolyi Golitsyn, Christopher Andrew, John Earl Haynes, Ladislaw Bittman, Diana West.
(8) Depoimentos, no maior número possível, de ex-agentes ou militantes comunistas que contam a sua experiência a serviço do movimento ou de governos comunistas, como Arthur Koestler, Ian Valtin, Ion Mihai Pacepa, Whittaker Chambers, David Horowitz.
(9) Depoimentos de alto valor sobre a condição humana nas sociedades socialistas, como os de Guillermo Cabrera Infante, Vladimir Bukovski, Nadiejda Mandelstam, Alexander Soljenítsin, Richard Wurmbrand.
É um programa de leitura que pode ser cumprido em quatro ou cinco anos por um bom estudante. Não conheço, na direita ou na esquerda brasileiras, ninguém, absolutamente ninguém que o tenha cumprido.

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Agora me lembro de que há anos um amigo meu me convidou para fazer um retiro onde praticaríamos os Exercícios Espirituais de Sto. Inácio sob a orientação de um tal Padre Celso, que não era outro senão esse de agora.
Na época, ouvi dizer que o homem era dos “Legionários de Cristo”. Fui investigar o que era a coisa, fiquei horrorizado e, na véspera do retiro, decidi não ir. Aproveitei para escrever o artigo que reproduzo no link abaixo.
Meu amigo ficou rompido comigo por vários meses e só quando depois leu os resultados da investigação papal que condenava aquela organização me escreveu pedindo desculpas e reatando a amizade. Bem está o que bem acaba.

http://www.olavodecarvalho.org/o-bem-como-instrumento-do-mal/

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Professores existem, POR DEFINIÇÃO, para ser superados. Quem não quer ser superado guarda os seus conhecimentos para si em vez de ensiná-los.

 

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Nunca o nome materno de uma criatura foi tão profético quanto o de Marcial Maciel, o chefe dos “Legionários de Cristo”: Degollado.

O Pe. Celso tem bons motivos emocionais — e nenhuma razão justa — para me odiar em vez de odiar os que o lambuzaram de merda.

Na época, não resisti a começar chamando o braço direito do Marcial Maciel, Álvaro Corcuera, de Álvaro Porcuera.

Se alguém diz que eu tenho “um ego enorme” é porque ainda não viu a minha pica.

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Obrigadão, Nelson Barbudo:

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O Marco Antonio Vil querendo ser o Arruinaldo Azevedo é um peido querendo ser bosta quando crescer.

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Esse negócio de pinto grande é só gozação. Uma vez uma moça pela qual eu estava louquinho da silva me disse: “Que pintão!” Diante de tanto romantismo, broxei irremediavelmente.

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Esse Celso Porto Nogueira jamais me perdoará por ter estourado o balão das suas ilusões e mentiras sobre o Marcial Maciel, mais conhecido, entre suas vítimas, como “Pai Nosso que Estás na Cama”.

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Mas, confesso, Celsos Portos Nogueiras, Veadascos, Paulos Porcões e tutti quanti são doces de coco se comparados ao carrapato “Lone Star”. Já lá se vão três anos, e os sintomas de fotofobia, ainda que rareando, ainda estão aqui. Desequilíbrios ocasionais, similares aos da labirintite, também não vão embora. Bicho tinhoso filho da puta. Só escapei do pior: poderia ter pegado uma alergia de carne vermelha para o resto da vida.

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O princípio fundamental do marxismo está certíssimo: todos os valores materiais do mundo são produzidos pelo trabalho humano. Só que ele soma a essa premissa uma segunda, de que é possível e obrigatório devolver a cada indivíduo o valor integral daquilo que produziu, e de que deixar de fazer isso é um crime. Ele só não reparou que o pagamento do trabalho não vem automaticamente, mas depende do fator mais ignorado em “Das Kapital”: o consumidor. O consumidor só paga por aquilo que compra, não por tudo aquilo que o trabalhador poderia desejar que ele comprasse, e não vejo como poderia ser de outra maneira. A própria vida de Karl Marx comprova isso: ele nunca recebeu o equivalente do trabalho despendido para escrever os seus livros, pelo simples fato de que o autor morreu antes de que eles fizessem sucesso. Karl Marx, como muitos de nós, não foi prejudicado por nenhum capitalista, mas pelo tempo.

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Ademais, como poderia o capitalista pagar o valor integral do trabalho, se além deste ele tem de pagar pela matéria-prima, pelas máquinas, pelo imóvel da fábrica, etc. etc. etc.? Ad impossibilia nemo tenetur.

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Marx está tão obsediado pelos produtores — operários e patrões — que se esquece do consumidor. E nem percebe que o capitalista, ao contratar um operário, age como consumidor e não como produtor.

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O socialismo não funciona pela simples razão de que nele o Estado é ao mesmo tempo o único produtor e o único consumidor.

17.1.2018

Da página do Rodrigo Jungmann :

Prof. Olavo de Carvalho, uma equipe numerosíssima de lógicos brasileiros uniu-se para denunciar os supostos sofismas nas sentenças do juiz Sérgio Moro. Assinaram um abaixo-assinado em defesa de um tratado a respeito.
É a politização completa de tudo. Estou assombrado.

https://www.sul21.com.br/jornal/logicos-lancam-documento-apoiando-livro-que-denuncia-falacias-da-sentenca-de-moro/

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Uma argumentação deve não apenas obedecer à lógica das provas, mas à honestidade da situação de discurso. Se um homem grande e musculoso agarra pela goela um pequenininho e frágil, aponta-lhe uma arma carregada e então lhe berra aos ouvidos os argumentos mais irrefutáveis do universo, é claro que esses argumentos estarão se impondo pela intimidação e não pela sua consistência lógica intrínseca. Do mesmo modo, se dez dias antes de um julgamento alguém publica 276 páginas de argumentos contra um esboço de sentença judicial e ainda as reforça com a chancela de vinte e tantos professores de lógica — entre os quais alguns pesos-pesados como o meu caro Alexandre Costa Leite –, é patente que ele não espera que o juiz, já assoberbado de trabalho e premido pelas exigências do prazo, examine e discuta o conteúdo desses argumentos, mas apenas que o juiz e o povo em torno se deixem intimidar pela quantidade das alegações, pela autoridade dos que as apóiam e pela própria exiguidade do prazo.
Índependentemente do seu conteúdo argumentativo — que com certeza deve ser de alta qualidade –, o livro, pela situação de discurso na qual intervém e pelo modo como entra em cena, é, em si mesmo, um TRUQUE DE ERÍSTICA bem descrito por Schopenhauer no pequeno tratado que publiquei há anos pela Topbooks: despejar sobre o adversário tantas objeções que ele não tenha o tempo de respondê-las.
Os professores de lógica sabem perfeitamente disso e foram muito afoitos em endossar alegações publicadas em tão comprometedora circunstância.

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“Legalidade ou ilegalidade reduzem-se, para o Partido Comunista, a uma mera questão de tática.”
(Georg Lukacs)

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Li apenas as vinte primeiras páginas do livro do Euclides Mance (na versão online) e já encontrei ali um erro de interpretação de texto e uma falácia lógica das mais grosseiras. Voltarei a isso mais tarde.
É um desastre o sujeito estudar lógica antes de dominar a compreensão de textos.

Exemplo. Do depoimento de Pinheiro Filho (ilustração 1), o prof. Mance conclui (ilustração 2) que o depoente só sabia que o apartamento era de Lula “porque lhe foi dito”. Ora, “era de propriedade de Lula” e “me foi dito” são obviamente afirmações independentes (mal separadas na transcrição por uma vírgula em vez de um ponto). Primeiro o depoente afirma que o apartamento era de Lula e DEPOIS diz que desde não sei qual data “lhe disseram” isso. Primeiro faz uma afirmação categórica e em seguida informa que já lhe haviam dado informação similar antes, mas NADA aí indica que a primeira afirmação dependesse da segunda, isto é, que Pinheiro SÓ SOUBESSE DA PROPRIEDADE DO APARTAMENTO POR ESSA FONTE.
MANCE LÊ MUITO MAL.

 

É a falácia “post hoc, ergo propter hoc”: se uma coisa aconteceu antes de outra, conclui-se erradamente que foi necessariamente causa dela.

Começou mal, mas vou ler o resto para ver se melhora.

Querem saber o erro fundamental do processo? Não é nada do que o Mance diz. É apegar-se a questões de dinheiro em vez de acusar o réu de, confessadamente, ajudar a instaurar uma ditadura genocida num país vizinho. Mesmo que o Lula não tivesse cometido nem um crimezinho de corrupção sequer, cometeu um monstruoso contra os direitos humanos.

No Brasil, a mistura de isentismo político com dinheirismo idólatra corrompeu até a mente das pessoas honestas.

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“A ética comunista faz com que agir com malícia se torne o mais alto dever moral.”
(Georg Lukacs)

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Com neve até montes de merda ficam lindos. (Foto Roxane Carvalho)

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Se a sua mulher tem defeitos, não fique choramingando. Desenvolva em você mesmo as virtudes que os compensem, de modo que, somados, vocês fiquem perfeitos.

Deus perdoa muitos pecadores por conta das virtudes das suas mulheres.

Acima da procriação e de algumas gostosuras ocasionais, a finalidade do casamento é dar a cada criatura uma chance dupla no Juízo Final.

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16.1.2018

Os livros do Daniel Estulin trazem muitas informações interessantes, mas também outras distorcidas ou totalmente falsas. Leiam com critério e confiram as fontes.

Fábio V. Barreto Quais fontes ajudam a corrigir essas distorções?

Olavo de Carvalho Nenhuma em especial. Você tem de se guiar pelo seu conhecimento geral de História. Por exemplo, quando o Estulin diz que as pesquisas sobre controle mental das massas começaram na Alemanha nazista, sabemos que isso é falso.
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Uma das coisas que mais me surpreendem é o número de pessoas que se crêem habilitadas a planejar e decidir o futuro da espécie humana como um todo. Por toda parte há ONGs, mega-empresas, organismos internacionais, fundações, universidades, governos, órgãos de mídia — repletos desse tipo de gente, subsidiada com verbas bilionárias, reinventando o mundo em escala planetária, quando não intergalática, e acreditando piamente que, se a humanidade a obedecer, tudo vai ser lindo maravilhoso. Eu não tenho nenhum plano global para o futuro da espécie humana, mas algo me diz que tudo iria melhor se o dinheiro dado a essa turma fosse empregado na solução de problemas do aqui e agora.
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Eu não quero ser ministro da Cultura (nem aliás de porra nenhuma), mas tenho uma sugestão para dar ao infeliz que venha a ocupar esse cargo: Corte imediatamente as verbas estatais dadas a:
a) shows de música popular
b) espetáculos eróticos
c) oba-obas políticos
e gaste tudo pondo à disposição dos brasileiros, a preços populares, os livros fundamentais de todas as áreas do conhecimento. 
Já temos as obras completas de Caetano Veludoso, mas não as de Aristóteles.
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Segunda sugestão ao futuro ministro da Cultura: Não receba, NUNCA, “delegações de artistas”. Mande todos à merda.
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A insistência do Daniel Estulin em chamar de “fascista” a Nova Ordem Global é pura retórica forçada. O regime que vai se perfilando no mundo se assemelha parcialmente ao fascismo pelo tipo de relações que cria entre Estado e grandes empresas, mas se diferencia em tudo o mais (a começar pelo seu caráter global em vez de nacional). Nomes de regimes e ideologias devem corresponder à sua caracterização científica objetiva e não ser usados como rótulos infamantes, por mais infame que o rotulado seja na realidade.
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O único nome que descreve o novo regime mundial é filhodaputismo.
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Na próxima aula do COF, prosseguindo “A dupla tragédia da utopia”: Kurt Lewin, Leon Festinger e o “sensitivity training”.
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O nazismo nunca conheceu outro método de manipulação mental das massas senão o velho sistema de alternar ameaças terrificantes e afagos grosseiros. A noção popular da propaganda nazista é acima de tudo um mito, um exagero monstruoso. Comparar o dr. Goebbels aos soviéticos e à Escola de Frankfurt é comparar Bruce Lee com Albert Einstein.
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Se o Lula não tivesse roubado um tostão, ele já seria o maior criminoso do Brasil pela ajuda que deu à criação da ditadura venezuelana. Um monstro, um genocida.
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De que adiantou conquistar para as mulheres o direito de acesso às mais altas profissões universitárias, se elas desperdiçam isso em fúteis suscetibilidades feministas em vez de mostrar capacidade nas questões científicas mais sérias, de interesse para toda a humanidade?
A mim me parece que o feminismo foi inventado só como manobra diversionista para afastar as mulheres dos altos destinos que elas almejavam.
Comparem os feitos da Judith Butler com os da filósofa Susanne K.Langer e entenderão do que estou falando.
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Formas de felicidade

“São duas as formas de felicidade: uma é egoísta, narcisista; a outra é altruísta, própria do adulto.
Há uma frase linda que diz: ‘Ser sincero é morrer um pouco’. Toda vez que você é sincero, que você fala a verdade, morre em você mais uma ilusão. E você apenas suportará as mortes de suas ilusões se você conseguir uma outra satisfação, num outro plano, que é a satisfação do amor ao próximo, do amor a Deus. Somente assim você irá reconquistando no plano da universalidade a felicidade a que você tem acesso no plano do egoísmo individual. Isso é a raiz da vida humana. O homem foi feito para isso.
Por isso eu fico aborrecido com pessoas adultas que buscam satisfações de adolescentes, lambendo o próprio ego, dizendo: ‘Eu quero isso!’, ‘Eu preciso disso!’. Você não precisa de nada! Você precisa é de serviço, de encargo, de responsabilidade, de amor ao próximo para aprender a viver. Quando eu vejo um sujeito dizendo que precisa de determinada roupa, de determinada comidinha, empreguinho, namoradinha, carrinho, tudo isso apenas para ele não ficar tristinho, eu acho isso asqueroso! Você tem de buscar a realização de um supremo valor que torna a vida humana valiosa, independentemente de assim ir para cima ou para a morte. Nesse ponto, o sacrifício é o único sentido da vida humana. Sacrifício é uma obra sacra, sagrada.
O sacrifício é nesta direção, a direção de largar o mundo da ilusão egoísta, o mundo da auto-proteção que é bom apenas para as crianças, e encontrar satisfação em algo que transcenda a tua pessoa, que pode ser o benefício da humanidade ou mesmo de uma família. O homem que se sacrifica pela sua família já é um ser humano evoluído.
Para que um indivíduo viva uma vida de auto-satisfação é necessário que o protejam de suas fantasias infantis. O teste é o seguinte: retire o sujeito de dentro desse universo protegido, e deixe-o sozinho numa determinada situação, e você verá que ele é menos que um bebê. O homem tem de estar preparado para saber que ele, individualmente, não pode ser nada. Ele só é alguém em função do valor pelo qual ele se dedica, pelo qual ele arriscaria a sua vida. Curiosamente, a negação da individualidade é condição essencial para a valorização da mesma. O indivíduo que morre por um bem universal encarna esse universal. Só isso pode ser o fundamento da ética ou da moral, o resto é conversa fiada. Você vale aquilo que você é. A medida do quanto você ama é o quanto você se sacrifica. Se o que você ama é um carro importado ou uma dose de cocaína, então você vale apenas isso”.
(Olavo de Carvalho, da apostila ”Edmund Husserl contra o psicologismo”)

Destino individual

NENHUM destino individual é predeterminado. A liberdade de escolha é um fato. Ocorre, porém, que o “destino individual” é apenas uma construção abstrata. Cada escolha, cada ação humana está presa numa rede inabarcável de trajetórias individuais, familiares, grupais etc., que, não podendo ser controlada pelo indivíduo nem mesmo em pensamento, pesa sobre as conseqüencias de seus atos, levando-as numa direção que em geral ele não imagina e criando, pelo peso da sua irreversibilidade, a impressão de determinismo.

15.1.2018

Uma das fraudes mais impressionantes da história do jornalismo, cujas conseqüências se multiplicam até hoje, meio século depois.
Em 13 de fevereiro de 1968, o âncora de TV Walter Cronkite, transmitindo diretamente de Saigon, noticiou a fragorosa derrota comunista na famosa “Ofensiva do Tet”, a tentativa de invadir a capital do Sul. Na luta, o exército do Norte, amparado por armas e ajuda da China, havia sido reduzido a frangalhos, sem conseguir sequer penetrar no prédio da Embaixada americana, um dos seus objetivos principais.
Voltando a Nova York, Cronkite, sem que se houvesse produzido nesse ínterim nenhum fato novo, fez uma segunda emissão dizendo exatamente o oposto: as tropas comunistas haviam saído vitoriosas, os EUA derrotados.
A primeira emissão ficou ESCONDIDA durante cinquenta anos e só apareceu agora. Vendo a segunda sem saber da primeira, o presidente Johnson ficou tão impressionado que mandou parar imediatamente o esforço de guerra e, admitindo como verdadeira a falsa derrota, iniciou os acordos de paz em Paris, onde os EUA, humilhados pela mídia mundial, cederam tudo e mais alguma coisa. O Vietnã do Norte, que militarmente já não tinha saída senão a rendição, voltou ao combate, desta vez no campo da diplomacia e da publicidade, entrando na História como vencedor. “Foi a primeira vez em que uma guerra foi encerrada por um âncora de TV”, comentou o escritor David Halberstam. Leiam a história inteira no WND.

http://www.wnd.com/2018/01/lost-cronkite-broadcast-reveals-180-degree-war-flip/

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Nas páginas finais da trilogia de Jacob Wassermann, o atormentado escritor Alexandre Herzog liberta-se de uma obsessão de décadas e redescobre o amor da sua esposa Betina, Joseph Kerkhoven, próximo da morte, alcança a perfeita e doce conformidade com o destino, e a raivosa Aleida, que durante a gravidez só pensava em abortar, recebe o seu bebê como uma graça divina. Bem está o que bem acaba.

Nando Castro Professor, o senhor já tem em mente alguma aula sobre o panorama eleitoral brasileiro? Esse mês ainda terá uma aula nesse sentido?
Olavo de Carvalho Se eu puder evitar esse assunto, será melhor para todos nós.
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Exercício mental: Faça de conta que em novembro de 2018 foi eleito o pior candidato de todos, que o Brasil está fodido para semore, e decida que mesmo na pior das circunstâncias você vai conduzir a sua vida de modo que ela esteja cheia de sentido.
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Vejo a cara do Cronkite e me ocorre a clássica pergunta: “Você compraria um velocípede usado desse sujeito?”
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Se lemos tudo o que os distintos intelectuais escrevem sobre religião, ficamos com a impressão de que ela só trata de “estados de consciência”, “evolução espiritual”, “harmonia” e coisas assim. Nada tem a ver com Deus.
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Tudo isso é kantismo.
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Tudo o que o Paulo Guedes disse nesta entrevista é verdade:

14.1.2018

Sinto um alívio tremendo cada vez que posso dizer “Não sei”. Os brasileiros seriam mais felizes se não sentissem a obrigação de opinar sobre todas as coisas que existem e algumas que não existem.

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Os Veadascos e similares não vão parar nunca. Daqui a dois milênios ainda estarão resmungando no inferno: “Foi aquele porra do Sidi Mohammed”.

Era o nome que recebi na tariqat do F,. Schuon, da qual saí em 1986.

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Novidades na minha fanpage: www.facebook.com/carvalho.olavo

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Síntese de flexão e levantamento de peso:

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Todos os grandes animais herbívoros — búfalos, gnus, alces, etc. — só se expõem a ser comidos por um predador quando tentam fugir. Quando se voltam contra ele e o enfrentam, quase sempre levam vantagem.

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Todos os cursos avulsos do Seminário de Filosofia com 30% de desconto. Aproveitem.

http://www.seminariodefilosofia.org/categor…/cursos-avulsos/

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