14.2.2018

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Esporráru nu hômi:

https://www.infowars.com/portrait-shock-obama-covered-in-sperm/

Será o pessoal da mídia tocando punheta diante do ícone?

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Glossário médico.
A tradução correta de “virose” é: “Foda-se.”

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Naquele tempo os atores não fumavam maconha, não tomavam pico, não enfiavam o dedo uns nos cus dos outros e não se consideravam a consciência da humanidade. E este gostosão dos gostosões está casado há 54 anos com a mesma mulher. Nunca o conheci em pessoa, embora o tivesse visto numa festa da família da minha então namorada, que era prima dele e sempre dizia que ele era um homem bom. (Sugestão do Domingos Torres):

https://globoplay.globo.com/v/6480452/

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Mulher bonita é bonita para sempre. Na foto, Glória Menezes tinha 81 anos. Agora está com 83 e não muito bem de saúde.

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Aprendi no filme “37 Dias”: Derrote um vigarista por meio de mentiras e engodos, e ele pode até se tornar seu admirador. Mas derrote-o por meios honrados, e ele vai queimar você vivo.

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Alexandre Augusto Peres Por gentileza, alguém sabe alguma coisa sobre investimento em “Bitcoin” a nova moeda virtual?
Olavo de Carvalho Invista em chainblock technology, fique rico. Só não sei o nome dessa porra em português.

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Muito bom. Dica da Meri Angélica Harakava :

https://www.actuall.com/entrevista/familia/agustin-laje-la-ideologia-de-genero-es-una-imposicion-que-se-ha-decidido-a-espaldas-de-la-gente/

 

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13.2.2018

Ao longo dos milênios, e em muitos lugares diversos, houve uma infinidade de variações na moral sexual, mas coube à cultura do pós-modernismo a glória de ser a primeira e única que tentou fazer do prazer erótico o princípio organizador da sociedade — o que equivale mais ou menos a fazer das pipocas o princípio organizador do circo.

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Fragmento autobiográfco.
No começo dos anos 80, escrevi um livreto, “O Crime da Madre Agnes”, uma análise impiedosa da peça de John Pielmeyer, “Agnes de Deus”. Tanto no teatro como na versão cinematográfica a peça fizera grande sucesso nos meios católicos, o que indicava, segundo então escrevi, que ninguém nesses meios tinha mais a menor idéia do que fosse um milagre. Levei o livreto para meu querido amigo e protetor, o Pe. Caetano de Vasconcelos (ao qual eu devia minha introdução no jornalismo). Ele leu e disse: “Isto está muito bom, meu filho, mas não vai adiantar nada. Você não vai conseguir converter os padres.” Uns anos depois o Pe. Vasconcelos morreu e o nosso segundo polo de referência na Igreja, o Pe. Miguel Pedroso, exorcista, milagreiro e um tremendo orador sacro, foi transferido para o cafundó-do-judas por uma cabala episcopal. Por essa época li “The Destruction of the Christian Tradition”, do dr. Rama Coomaraswamy, que reduzia a pó o “Novus Ordo Missae” de Paulo VI, e cheguei à conclusão de que a Igreja só sobrevivia em pequenos grupos tradicionalistas, mas nestes só encontrei um doutrinarismo seco aliado a doses cavalares de ressentimento e intrigas. Então eu disse à Roxane:
— Fudeu. Acabou. Kaputt. Agora só resta a Igreja invisível, mas cadê?
P. S. – Depois conto o resto.

Bruno Lima Schönhofen Professor, não sei se o senhor já falou a respeito disso, mas eu gostaria muito de saber qual foi a importância e a influência do autor de A Educação Segundo a Filosofia Perene na sua vida intelectual e na sua caminhada espiritual, se alguma houve. Grande abraço!

Olavo de Carvalho Na vida intelectual, nada de notável, mas na vida moral foi decisiva. Conhecer um santo muda tudo.
Olavo de Carvalho Dediquei o livro a Santa Inês e à minha filha Maria Inês.
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Na época não cheguei a perceber que eu mesmo havia ajudado um pouquinho a foder com tudo, quando, vinte anos antes, iludido pelo livro de Roger Garaudy, “Perspectivas do Homem” (até hoje o único produto intelectualmente relevante daquilo que viria a se chamar “teologia da libertação”), achei que podia militar na esquerda sem prejuízo da adesão íntima ao cristianismo. Por isso só alego em meu favor o privilégio de ter sido trouxa antes da maioria e portanto me curado da trouxice também antes.
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Padre Nando, o personagem do romance “Quarup”, do Antonio Callado, publicado em 1967, seguiu um trajeto bem parecido com o meu, com a diferença de que parou no meio do caminho.
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Se os esquerdistas acham que a liderança do narcotráfico vai fazer uma revolução para dar o poder a eles, sugiro que já vão besuntando os cus com Hipoglós.
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A promessa de uma revolução geral da bandidagem é antiga. William Lima da Silva, o chefe do Comando Vermelho, prometia em 2001:
“Conseguimos aquilo que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês nas esquinas. Já pensou o que serão três milhões de adolescentes e dez milhões de desempregados sem armas?”
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É bom reler:
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Mudando de pau para cacete. Brian Cox é um grande e injustiçado ator, capaz de representar Goering e Churchill de maneira igualmente persuasiva. O Churchill dele é até melhor que o do aliás justamente badalado Gary Oldman.
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A melhor interpretação do Daniel Craig foi a do soldado corno em “Saints and Soldiers”. Tão boa que nunca mais consegui vê-lo em qualquer outro papel sem achar que está com cara de corno.
É Çobejetivo, mas a mulher mais linda que apareceu no cinema nas últimas décadas é Yekaterina Rednikova.
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O que eles entendem por “fake news” é tudo o que não sai na mídia chapa-branca. (Dica do Karim Sebti):
Nos próximos anos, veremos a censura estender-se por todo o planeta, sob os pretextos mais democráticos que se pode imaginar. Mais uma herança de 68.
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Sugestão ao Jair Bolsonaro: Quando alguém mentir contra você, processe-o imediatamente antes que ele o processe. Lembre-se da Maria do Rosário.
Que vá subindo de instância até chegar aos tribunais internacionais.
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Bolsonaro no programa do Nando Moura:
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O Carnaval do Rio está cada vez mais parecido com o “Satyricon” do Fellini.
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A última vez que me interessei pelo Carnaval eu tinha nove anos e saí fantasiado de Super Mouse.
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Meio século armando o Lumpenproletariado e desarmando a população trabalhadora. Isso é a preparação CONSCIENTE E DELIBERADA de um massacre.
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Hoje em dia as pessoas falam tanto de sexo infantil, que dão a impressão de que a puberdade foi abolida ou transferida para os seis meses de idade.
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Você ainda não percebeu que os adeptos da “diversidade” não nos consideram gente, não admitem que tenhamos sequer o direito de existir? Não percebeu que o ódio que eles sentem por nós é ilimitado, irrefreável e absolutamente insano? Não percebeu que eles se sentem ameaçados o tempo todo precisamente porque só pensam em matar, matar e matar?
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Como é que eu poderia discutir com alguém que acha que os meninos já nascem de pau duro, como as hienas?
A única espécie de mamífero que pratica sistematicamente o sexo infantil são as hienas.
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Lucas Moreira Professor, o que você aconselharia a um jovem que não tem a mínima noção de sua vocação, muito menos da área burocrática – faculdade? (Perdoe-me o desvio do post)
Olavo de Carvalho Que é que você faz com total boa vontade ainda que lhe custe muito esforço e desconforto?
Lucas Moreira Professor, eu já matutei por muito tempo nessa pergunta, mas nunca cheguei a uma resposta…
Olavo de Carvalho Pergunte a pessoas que conhecem os seus hábitos.
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12.2.2018

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Os cientistas sociais da Rand Corporation estão preocupadíssimos com algo que eles chamam “truth decay”. fenômeno caracterizado por “increasing disagreement about facts and analytical interpretations of facts and data; a blurring of the line between opinion and fact; an increase in the relative volume, and resulting influence, of opinion and personal experience over fact; and declining trust in formerly respected sources of factual information”.
Entre as causas, eles apontam “cognitive bias, changes in the information system (including the rise of social media and the 24-hour news cycle), competing demands on the educational system that limit its ability to keep pace with changes in the information system, and political, sociodemographic, and economic polarization”, mas a nenhum ocorre que, entre essas causas, possam estar, simplesmente cem anos de mentiras sobre fatos essenciais.

https://www.rand.org/pubs/research_reports/RR2314.html

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Acho que a humanidade inteira, hoje em dia, tem esta impressão:

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Se as teorias da conspiração fossem a pura realidade, seria um alívio: pelo menos elas são compreensíveis.

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A principal ocupação dos médicos americanos, hoje, não é curar os doentes: é pular fora da encrenca e passar o abacaxi, mais que depressa, a alguma mega-instituição capaz de arcar com o custo das indenizações.

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Só hoje entendi o significado da palavra “virose”. É: “Não tenho a menor idéia do que seja essa porra.”

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Medicina, educação, mídia, religião e nutricionismo, hoje, são apenas instrumentos de controle comportamental. Os frankfurtianos conseguiram construir aquilo que diziam querer destruir: a sociedade administrada.

Mauro Silva-Krug Como os Frankfurtians controlam por meio da religião, professor?

Olavo de Carvalho Criando o mercado de “experiências espirituais”.
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Pensem no Kurt Levin: como é que um sujeito pode impedir o advento da sociedade administrada criando instrumentos de engenharia social?
É como tentar curar hemorróidas dando o cu.
*
Para mim isto é uma certeza final: a esquerda mundial INTEIRA trabalha hoje para a elite megabilionária.
A mais alta ambição de cada intelectual esquerdista, hoje em dia, é tornar-se um idiota útil bem pago.
O idiota útil, por definição, é idiota demais para saber a quem é útil.
Como é que um intelectual pode chegar a imaginar que os megabilionários lhe dão dinheiro para lutar contra eles?
Sem a menor sombra de dúvida a fórmula de Lênin foi invertida. Agora é: “A burguesia nos fornece a corda com que nos enforcamos a nós mesmos.”
A obviedade das obviedades (mas, para os intelectuais de esquerda, um mistério inconcebível):
Se um sujeito lhe paga para você destruir tudo, só quem vai sobreviver ileso à destruição é ele mesmo.
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11.2.2018

É pura teoria da conspiração, ou delírio, mas não sai da minha cabeça: um grupo de bilionários subornou os frankfurtianos para que transformassem o esquerdismo no melhor instrumento para a glória do capital. Se não foi isso, foi burrice mesmo.

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A burrice, quando passa de um certo limite, pode se transformar numa profissão rentável.

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O Michael Hoffmann, o mais famoso negacionista do Holocausto nos EUA, finalmente chegou aonde queria: seu último livro é um ataque brutal à Igreja Cstólica. Anti-semitismo e anticatolicismo sempre foram irmãos siameses.

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Bem lembrado pelo JS Cesar :

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Não sei se existe ainda, mas existia uma revista só de bundas, chamada “Preferência Nacional”. Quando vi aquilo nas bancas, nos anos 90, achei que era profético.

 

O suicídio do idiota útil

“Medicina, educação, mídia, religião e nutricionismo, hoje, são apenas instrumentos de controle comportamental. Os frankfurtianos conseguiram construir aquilo que diziam querer destruir: a sociedade administrada. Pensem no Kurt Levin: como é que um sujeito pode impedir o advento da sociedade administrada criando instrumentos de engenharia social?
É como tentar curar hemorróidas dando o cu.

Para mim isto é uma certeza final: a esquerda mundial INTEIRA trabalha hoje para a elite megabilionária. A mais alta ambição de cada intelectual esquerdista, hoje em dia, é tornar-se um idiota útil bem pago. O idiota útil, por definição, é idiota demais para saber a quem é útil.
Como é que um intelectual pode chegar a imaginar que os megabilionários lhe dão dinheiro para lutar contra eles?
Sem a menor sombra de dúvida a fórmula de Lênin foi invertida. Agora é: “A burguesia nos fornece a corda com que nos enforcamos a nós mesmos.” A obviedade das obviedades (mas, para os intelectuais de esquerda, um mistério inconcebível):
Se um sujeito lhe paga para você destruir tudo, só quem vai sobreviver ileso à destruição é ele mesmo.”

10.2.2018

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Se alguém espera que o Bolsonaro se eleja sem NENHUMA aliança com tipos suspeitos, está confundindo eleição presidencial com processo de beatificação.

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Dizem horrores de João Paulo II, mas eu continuo a admirá-lo. Ele era um polonês valentão mais acostumado a brigas de rua e explosões de granadas do que a trâmites burocráticos e intrigas palacianas. Aqueles velhos romanos com meio século de experiência nessas coisas devem tê-lo feito de trouxa umas mil vezes.

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Católicos tradicionalistas, justamente horrorizados com o culto moderno do progresso, da evolução e da mudança, apelam, para combatê-lo, às idéias de permanência e imutabilidade. Mas essas idéias expressam corretamente algo do mundo divino? Só analogicamente — e uma analogia, não esqueçam, é apenas uma síntese de semelhanças e diferenças, nada mais. A perfeição divina não comporta aperfeiçoamentos, mas também não pode ser concebida como a forma estática que aquelas palavras sugerem. Deus ser perfeito não quer dizer que perca um átomo da sua liberdade e criatividade. Um Ser preso na sua imutabilidade jamais poderia criar “um novo Céu e uma nova Terra”. O próprio de Deus é criar coisas novas sem que Ele mesmo seja alterado no processo. Portanto a idéia de imutabilidade só expressa uma das suas propriedades separada de todas as outras, o que é, como tudo o que dizemos d’Ele, um tanto impróprio.

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Tem aí uns fulaninhos que, esgotado o repertório das invencionices, estão espalhando que organizo surubas com as alunas que vêm aqui me visitar.

O Antonio Gramsci se converteu no leito de morte e até o Jacques Lacan acabou admitindo, no fim da vida, que a Igreja Católica é que tinha razão. Locos si, pero no tontos.

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Agradeço à Roxane por ter-me falado de Santa Rita de Cássia, da qual eu sabia quase nada, e ter-me chamado a atenção para o “martírio do coração”, assim descrito na página “Formação Católica”:

“Nem todos são chamados ao crudelíssimo martírio de sangue, a maioria no entanto deve receber aquele martírio que é o mais comum, que é o do Coração. Quem o conhece sabe bem o quanto é também este martírio doloroso, tão angustiante e heroico quanto o derramar todo seu sangue por Nosso Senhor diante dos verdugos em um patíbulo ou nas arenas romanas nos dias de perseguição à Santa Fé.”

Rita de Cássia, linda santa, linda, linda, linda.

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Definitivamente, é o povo contra o establishment:

http://www.breitbart.com/big-government/2018/02/10/poll-americans-overwhelmingly-believe-obama-improperly-surveilled-trump-campaign/

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Uma das coisas mais patéticas no pensamento do século XX é a crítica frantkurtiana à “sociedade administrada”. Críticos que ajudam a consolidar aquilo mesmo que desejavam destruir mostram uma cegueira fora do comum. Como é possível um filósofo não perceber, num relance intuitivo imediato, que a destruição dos valores civilizacionais, morais e culturais faria necessariamente da economia o último e único eixo articulador da sociedade, passando toda a iniciativa, de imediato e inexoravelmente, aos donos do capital? Para dizer o mínimo: os frankfurtianos eram BURROS ERUDITOS.

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Mapapacos — sínteses se pagagaio e macaco — como Marco Antonio Vil e Arruinaldo Azevedo usam as expressões “democracia” e “direitos humanos” como meros fetiches autocongratulatórios, emblemas convencionais de bom-mocismo, sem nenhum conteúdo conceitual identificável. Fenômenos da ordem política e social não coisas do mundo físico, que você possa apontar com o dedo e dizer: “É disso aí que estou falando”. Muito menos são valores univocamente positivos ou negativos cujo mero nome remeta a uma experiência direta e simples, como o doce e o salgado. São complexos de valores, imagens, tendências e tensões, que só podem ser pensados mediante a clara consciência das suas ambiguidades e contradições. Por exemplo, o Vil critica o Bolsonaro por querer “resolver tudo na porrada” em vez de “respeitar a democracia”. Mas o Brasil inteiro só ouviu o Bolsonaro defender o emprego da violência num único setor da atividade estatal: o combate ao crime. Existe alguma maneira “democrática” de prender um assaltante, de parar um sequestro ou deter um assassino? O apelo ao conceito de democracia em problemas dessa ordem é como tentar aprender álgebra num cardápio de restaurante. É ÓBVIO que o Vil usa essa palavra em tal contexto só para mostrar boniteza, com total irresponsabilidade, sem ter pensado nem por um segundo no que está dizendo.

*

Uma contradição interna sem a qual a idéia de democracia não pode nem ser pensada, quanto mais compreendida: Como é possível “ampliar direitos” sem ampliar, no mesmo ato, o aparato estatal de controle e, assim, limitar direitos anteriormente existentes?

Na prática, a democracia só pode ser digna desse nome se não consistir numa profusão de direitos garantidos por uma imensa máquina jurídico-policial, mas nuns poucos direitos essenciais garantidos não pelo governo, e sim pelo consenso popular espontâneo.

O mecanismo essencial da democracia é limitar-se, administrando a imperfeição em vez de querer eliminá-la.
Uma democracia inconsciente das suas contradições é uma ditadura apaixonada por si mesma.

Sujeitos incapazes de compreender essas coisas deveriam ser BANIDOS do comentário político por inépcia comprovada.

O conflito entre o povo brasileiro e a grande mídia é total e sem possibilidade de conciliação. Um dos dois vai morrer.

A idéia de “engenharia do consenso” é a mais imoral que já passou pela cabeça de um falso amante da democracia. Ou você respeita o consenso já existente, formado pelo tempo sem engenharia nenhuma, ou só aceita um povo que você mesmo adestrou para pensar como você.

Os “Founding Fathers” da democracia americana não botaram idéia nenhuma na cabeça do povo. Botaram na Constituição e no Bill of Rights as idéias que o povo já tinha antes. Foi por isso que funcionou.

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A fuga de leitores do Grobo e da Fóia tem de continuar até que sobrem apenas as mães dos jornalistas.

Se um sujeito com formação dialética fala em “ampliação de direitos”, É ÓBVIO que ele está com treta.

Num é pá mi gambá, mas fato é fato:
Tire o emprego dos tagarelas da mídia, e deles não sobra nada. Tire o meu, e sobram mais leitores do que eu tinha antes.

*

Hoje no COF: Cristianismo e globalismo (primeira parte).

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“O homem de antigamente ia a Deus por meio da ordem da natureza. O homem de hoje vai a Deus por meio da sua própria desordem interior.”
Fulton J. Sheen

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Gosto de tudo o que o dr. Peterson diz e escreve. Aqui um brasileiro apresenta o grande psicólogo:

View story at Medium.com

Acho que o Oscar Wilde já saiu do Purgatório, mas o Antonio Gramsci, sei não. É melhor rezar pela alma dele.

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Fulton J. Sheen explica que o inferno não é bem um castigo. Não é como a punição de um crime, a qual vem por outras vias que não as do próprio crime. É antes, diz ele, como a cegueira que vem junto com a extração de um olho.

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Informações:

http://www.seminariodefilosofia.org/a-guerra-contra-a-inte…/

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Esse é um dos temas do meu novo livro.

9.2.2017

Acabo de receber: Arnaud-Aron Upinsky (org,) “L’Identification Scientifique de l’Homme du Linceuil: Jésus de Nazareth. Actes du Symposium Scientifique International, Rome, 1993”, Paris, François-Xavier de Guibert, 1995. O silêncio sobre o Santo Sudário TEM de ser rompido.

Thiago Bouzan qual explicação para a altura da imagem?

Olavo de Carvalho O tamanho do Homem.
Michael Dos Anjos A altura do Homem do Santo Sudário é 1,83m.

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Se o conteúdo da nossa fé está muito deslocado da nossa imagem espontânea ou científica do mundo físico, mais dia menos dia essa fé se reduzirá a abstrações e metáforas. A cultura ocidental já passou desse ponto faz tempo.

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Quem quiser ler uns sermões do Abade Marmion pode encontrá-los aqui, em português:

https://mega.nz/#!pcsB2BbK!WV4fcGtUVxGPWbVC7-eW1O-TlZ-RjJcDeYsfd4F9JpQ

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O melhor que o moralista ranheta e cobrador de virtudes consegue é forçar seus ouvintea a uma devoção exterior enquanto por dentro rosnam contra um Deus que se compraz em aterrorizar os indefesos.

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Que existem processos mentais inconscientes, ninguém pode negar. O que me parece duvidoso é que exista um inconsciente pessoal, perfeitamente individualizado, como se fosse um segundo eu que nos acompanha vida a fora. O inconsciente me parece antes uma rede de esgotos por onde escorre toda a merda ambiente, assim como uns embriões de pensamentos ainda não pensados, semi-idéias em estado larval.

“Inconsciente” e “individualidade” me parecem termos antagônicos. Só a vontade consciente nos individualiza.

Quando me cobram virtudes demais, meus pecados festejam, num assanhamento dos diabos.

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Um dia um conhecido do bairro, chefe do esquadrão da morte local, me pegou para padre e me confessou os seus pecados: trinta e dois homicídios nas costas. Semanas depois, o trigésimo-terceiro atirou mais rápido.

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Se um sujeito vive escandalizadinho e não consegue olhar o mal nem com calma e soberania, como vai olhá-lo com compaixão e caridade?

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Eu adoraria saber quem foi Lucio Navarro, autor de “Legítima Interpretação da Bíblia” (1956). Se alguém souber, por favor me informe. Agradeço desde já.

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Em ver de tentar ficar de bem com a ciência, a Igreja deveria é estar cobrando mais idoneidade dos cientistas, que vão ficando cada vez mais mentirosos.

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Quem tem a ganhar com a censura:

https://www.infowars.com/news-corp-ceo-admits-he-wants-internet-censored-so-news-corp-can-make-more-money/

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Exemplo da verdadeira eloqüência católica, tão diferente do estilo falsamente papal dos santarrões nacionais. Além de herói nacional da Hungria, o Cardeal Mindszenty foi um poderoso e inspirado escritor:

http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2014/06/para-formar-familias-catolicas.html

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Bom faroeste, com o sempre convincente Mark Valley:

https://www.amazon.com/Jericho-Mark-Valley/dp/B0184ML0KY/ref=sr_1_4?s=instant-video&ie=UTF8&qid=1518195224&sr=1-4&keywords=jericho

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Marco Antonio Vil: Pare com esse fingimento de gostar de debates. Se você quisesse debater, ao menos diria o meu nome quando espalha indiretas venenosas contra mim. Não tendo coragem para isso, o que você quer é apertar a campainha e sair correndo.

“Extremismo” é o xingamento preferido dos santarrões da política.

Embora confiando na idoneidade e tirocínio do Dr. José Carlos Graça Wagner, nunca confirmei o tal Pacto de Princeton, mas a prova irrefutável de um encontro secreto de FHC com os dirigentes do Foro de São Paulo e do Diálogo Interamericano foi publicada no jornal “Granma” (edição cubana, não internacional) de 5 de maio de 1993. Se o Marco Antonio Vil fosse um historiador de verdade, não arrotaria certezas antes de averiguar os documentos de fonte primária.

Já contei a história mirabolante dessa edição, que desapareceu da Biblioteca do Congresso por iniciativa da mesma senhora que havia organizado aquele encontro.

http://www.olavodecarvalho.org/a-oea-orgao-do-foro-de-sao-paulo/

 

Pouco importando qual o adversário que desejam destruir, os esquerdistas sempre fingem que a luta deles é contra:
o nazismo
o racismo
o extremismo
a tortura
o preconceito.

Juram que o Marco Antonio Vil está falando em “ódio ao conhecimento”? Até as minhas expressões esse bundinha copia, e ainda fica se fazendo de superior. A miséria humana dessa gente é indescritível.

Quando um pseudo-intelectual é brindado com a chance de trabalhar para um serviço secreto, para um movimento político ou para um grupo de pressão, para ele isso é o auge da glória. Tudo o que um intelectual de verdade consideraria a abjeção das abjeções é para ele a maior honra que se pode conceber, o caminho áureo da auto-realização — e isso lhe infunde uma autoconfiança dos diabos.
Nisso estão incluídos praticamente todos os “formadores de opinião” brasileiros.

O jornalismo brasileiro está repleto de sujeitos que vivem de fingir desprezo àquilo que macaqueiam.

Eis o tipo de democracia a que servem os Marcos Antonios Vis:

http://www.olavodecarvalho.org/travessia-perigosa/

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8.2.2018

É de outubro de 2017, mas vale a pena examinar:

https://torinonews.org/2017/10/06/exclusivo-o-homem-que-pode-ser-o-elo-de-george-soros-e-joao-doria-jr-no-brasil/

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No Brasil cada um raciocina com os próprios miolos, usa o pensamento crítico e exerce uma tremenda independência de julgamento para aderir à opinião da moda sem precisar saber de nenhuma outra.

Miguel Soriani Professor, ter passado por 8 psicanalistas foi uma total perda de tempo ou isso lhe ajudou de algum modo? Abração.

Olavo de Carvalho Ajudou a compreender por que não funciona.
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Como Deus criou o mundo muito antes de nos enviar Moisés e o Pentatêuco, e como Sto. Tomás ensina que nós falamos com palavras mas Deus fala com palavras, coisas e fatos, tenho como orientação pessoal – que nunca me falhou mas não posso impor a ninguém –entender à Bíblia à luz da realidade conhecida e não espremer a realidade para fazê-la caber na Bíblia.
Se, antes de começar a ler a Bíblia, você já não soubesse o que é Céu e o que é Terra, não entenderia nem o primeiro versículo do Gênesis.
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Você pode fazer da História um instrumento da apologética católica, com a condição de que não use a doutrina da Igreja como esconderijo para fugir das dificuldades e contradições do processo histórico.
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Estou aceitando solicitações de contato no MeWe à base de cem por dia, e não dou conta. Desculpem a demora.
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Depoimento singelo mas instrutivo. É até mais fácil ser católico neste país protestante do que no Brasil:
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Jamais consegui me identificar com qualquer dos ressentimentos hereditários que, no Brasil, ainda tingem camadas profundas da nossa visão do passado. Católicos contra maçons, descendentes de Templários contra a Igreja Católica, judeus contra portugueses, portugueses contra ingleses, nacionalistas contra judeus etc.
Tudo isso, para mim, é coisa de museu.
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Há pessoas que acham lindo tomar partido em lutas que já acabaram.
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Numa época em que uma porra de um programa de TV muda todo o panorama do mundo em alguns minutos (v. Walter Cronkite), querer explicar o que acontece hoje pelo que aconteceu cinco ou seis séculos atrás é coisa de maluco.
Flávio Lindolfo Sobral No mesmo dia que li a matéria sobre este âncora, acho que no WND, um dos jornalistas de O Antagonista afirmou com aquele ar debochado só dele que é tudo mito e invencionice a influência da mídia nas eleições no Brasil.

Olavo de Carvalho Todo sujeito que abandona a esquerda brasileira se sente imediatamente obrigado a aderir à americana, como uma espécie de penitência.
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A impotência de agir no presente gera a fantasia de interferir no passado.
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O passado só determina o quadro de possibilidades e limites das nossas ações, nunca as ações mesmas.
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Onde os brasileiros falham por falta de seriedade, os americanos fazem-no um excesso dela, ao ponto de se tornar rígidos e incompreensivos uns com os outros. Tenho assistido, consternado e perplexo, a um confronto entre cristãos feministas e biblistas literais, no qual me sinto impotente para dizer uma palavra qualquer que um dos lados não interprete como adesão ao outro. Felizmente vejo o Brasil como o extremo limite geográfico da minha tarefa.
*
Todos os confrontos culturais e políticos nos EUA, hoje em dia, são de uma seriedade trágica que não prenuncia nada de bom.
*
Todo sujeito que abandona a esquerda brasileira se sente imediatamente obrigado a aderir à americana, como uma espécie de penitência.
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Extra! Extra! Incrível! Inédito no mundo! Jornal perde audiência e põe a culpa… nos leitores:

Primeiro a Éporca fechou. Agora a Fôia sai do Facebook confessando que perdeu 32 por cento dos seus leitores, mas sai arrotando superioridade, dizendo que esses cretinos é que não querem mais “jornalismo de qualidade profissional”.
Essa gente nunca aprende. Só falta dizer que foi macumba do Olavo. Ou do Bolsonaro.

Comentários da Claudia Wild :

Uma bela notícia matutina:

O jornal Folha de São Paulo, expert em panfletagem ideológica e ‘Fake News’, acaba de anunciar que encerrará a publicação de suas matérias no Facebook.

O argumento principal apresentado pelo folhetim paulista é que com as novas regras do algoritmo da rede social sua visibilidade diminuiu consideravelmente. Alega ainda que não tem interesse em manter suas atualizações numa rede social onde é crescente a divulgação de notícias falsas e jornalismo sem profissionalismo.

Entretanto, confessa que a queda já estava em curso. Em um ano, segundo informam, perderam 32% dos leitores.

Acreditamos que o motivo principal da perda de ledores está no conteúdo publicado por este jornal, pois quem tem sede de notícia séria – geralmente – procura por ela.

Da série: “Uvas verdes? Bahhhh… Detesto”.

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Não se iludam com o MeWe. Ele é MAIS esquerdista do que o Facebook. Vou utilizá-lo como back-up, mas sem grandes esperanças.

O MeWe está protestando contra a margem de liberdade que o Faceook dá a seus usuários, a seu ver “excessiva”. E lança nisso a culpa da eleição do Trump. É briga de cobra.

Obviamente a grande mídia — a elite global — está perdendo o controle das multidões, ao qual já havia se acostumado como se fosse um direito adquirido, e no desespero apela a tudo quanto é truque sujo.

A elite ocidental se gabava de ter inventado instrumentos de controle social mais sutis e eficientes que os da URSS, e nisso tinha razão até certo ponto. Pavlov, comparado com Kurt Lewin, é um domador de pulgas. Mas, como já ensinava Platão na “República”, TODO controle social acaba virando bagunça.

Só existe um controle social eficiente: um povo que não quer fazer o mal. O resto é tudo engenharia do absurdo.

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Nunca o mundo precisou tanto de um verdadeiro PAPA. Por enquanto, só temos o Chiquinho.

A coisa mais inútil do mundo é tentar harmonizar “religião e ciência”. Ou a religião engole a ciência e produz uma melhor, como já fez em outras épocas, ou até a ciência acaba virando loucura, como já está acontecendo, e harmonizar-se com ela é submeter o superior ao inferior.

Frank J. Tipler e Wolfgang Smith estão no caminho certo.

Durante os quatrocentos e tantos anos da sua existência, a Companhia de Jesus, sozinha, fez mais contribuições à ciência do que qualquer universidade deste mundo. Depois dos anos 50 do século passado, suas únicas criações foram a Teologia da Libertação e o Chiquinho,

Não tenho conhecimentos suficientes de teologia, nem de direito canônico, nem muito menos dos acontecimentos concretos, para saber se a eleição do Bergoglio foi válida ou inválida. Só sei que, por mais que me esforce, não consigo enxergar esse homem como Papa. É, com certeza, uma limitação minha.

Noventa e nove por cento dos sujeitos que fazem da religião sua fonte de recursos financeiros são vigaristas. Isso é um cálculo otimista.

Sandra Santos Professor, c todo o respeito, gostaria de saber seo senhor já leu esse trecho dos Diálogos, de Sta. Catarina de Sena:

http://www.deuslovult.org/…/respeito-devido-aos…/

Olavo de Carvalho Quando Jesus fala de maus ministros, Ele se refere a fornicadores, relapsos, bêbados, brigões, etc. Não àqueles que O traem. E Ele nunca disse que devemos mentir em favor de alguém só por ter sido ordenado padre.

Rezar, rezamos até pelos maiores criminosos. Ocultar os crimes que praticam contra a Igreja é outra coisa

Leitura indispensável: “Reformation Myths”, de Rodney Stark.

Há uns sujeitos que não conseguem falar da religião sem ser no estilo de cartas encíclicas. Para mim isso é a marca inconfundível do vigarista. Nem se eu fosse cardeal eu faria uma macaquice dessas.

De S. Paulo Apóstolo e Sto. Agostinho até Georges Bernanos, Fulton Sheen e Dietrich von Hildebrand há tantos escritores católicos maravilhosos. Por que não aprender a escrever com eles em vez de macaquear discursos oficiais?

É simples: eles escreviam com o coração nas mãos, não com a mão no bolso do próximo.

Nem se eu tentasse com todas as minhas forças conseguiria falar com mais veemência contra um ladrão, contra o Lula, do que contra o homem que está subjugando a Igreja à autoridade satânica da elite global. O senso das proporções, no meu entender, é uma decorrência lógica incontornável do Primeiro Mandamento.

Ainda assim, a palavra “veemência” é ‘inadequada. Ao falar dos traidores da Igreja, prefiro o estilo sarcástico, ou piadístico, para não cair na tentação demoníaca de imitar a força apocalíptica das palavras de Nossa Senhora de La Salette.

Sei que João Paulo II se prostrava diante de Jesus pedindo guiamento, e, como não grampeei a conversa, só posso esperar e crer que aquele Papa NÃO foi desobediente ao fazer certas concessões indigestas ao ecumenismo pós-conciliar. Nunca ousei criticá-lo por isso, quando tantos bons católicos o faziam com amargura e ressentimento. Mas o Chiquinho, ora bolas, é outra coisa.

Nunca esperem de mim que eu assuma os ares de alminha pura escandalizada. Muito menos que eu tente me fazer passar pela Voz do Senhor. Deixo isso para quem vive disso.

Com quase seis décadas de estudo literário, sei perfeitamente distinguir o que é eloquência inspirada e o que é macaqueação, por mais bem feitinha que seja.
Se querem saber o que é eloquência inspirada, leiam os sermões do Abade Marmion. E contenham as lágrimas, se puderem.

Carmela Manna Ferreira Professor, me explica, por favor .
Imitar a força apocalíptica da profecia de La Salete, seriam as pessoas que acusam e denunciam os erros do Vaticano , com palavras muito fortes e terríveis?
E quem age assim, sofreu uma tentação demoníaca ?

Olavo de Carvalho Não. Mas seria uma tentação demoníaca se EU fizesse isso. Conheço os meus limites.

 

 

7.2.2018

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Faço este Diário para imitar, aqui, e à medida mesma que ela acontece, a minha própria busca de orientação na existência, a minha própria filosofia em formação. É um complemento natural do COF.

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Nem só os diários especialmente filosóficos são úteis para o estudante de filosofia. Tudo aquilo que documente os percalços da formação de uma consciência ajuda. Os escritos autobiográficos de Goethe ou Berdiaev, assim como o diário de Julien Green me ajudaram bastante. Ler pela ordem cronológica os artigos de imprensa do Georges Bernanos tem o mesmo efeito.

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É justo que as mulheres ganhem o mesmo que os homens, com a condição de que primeiro elas abdiquem do monopólio no uso da palavra “Não”.

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https://www.infowars.com/execute-order-666-stock-market-plunge-globalist-signal-to-trump/

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https://www.infowars.com/nyt-climate-change-hysteria-forcing-public-to-abandon-families/

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Estou acrescentando pessoa por pessoa à minha lista no MeWe, mas os pedidos são muitos e não estou dando conta de tudo de uma vez. Seu dia chegará.

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Em matéria de analogia inversa, nunca vi melhor que a comparação entre Getúlio Vargas e Lula. O primeiro foi um filho da puta, mas criou a Petrobrás, o segundo foi o filho da puta que a destruiu. É quase a mesma coisa, né?

Getúlio e Lula são idênticos como a tragédia é idêntica à comédia.

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A dúvida não é prova de inteligência. Ou ela é o resultado de alguma perplexidade insolúvel que a própria vida nos impõe, ou, quando você mesmo a cria, é uma prova de covardia apenas.

As verdades mais auto-evidentes e mais preciosas são as mais impossíveis de provar e, por isso mesmo, as que a dúvida sepulta mais facilmente.
Qualquer idiota pode jogar fora o sentido da vida só pela vaidade de criar objeções.

Há anos não tenho outra ocupação senão buscar vinte e quatro horas por dia a verdade da existência, até quando estou dormindo. Tudo o mais, para mim, é frescura e encheção de saco, inclusive aquelas coisas que as pessoas em geral consideram as mais interessantes e divertidas. Inclusive uns noventa por cento daquilo a que chamam “filosofia” e “religião”.

Na adolescência eu já tinha o pressentimento de que tudo o que não dissesse respeito diretamente ao destino e aos sofrimentos dos seres humanos era só algum tipo de frescura. Praticamente todos os adultos em torno me pareciam crianças brincando. Ninguém era sério.

Cheguei a essa conclusão não porque tivesse sofrido muito, pessoalmente, mas porque tinha VISTO muito sofrimento, muito acima do que eu podia explicar ou consolar.
Aos quatorze anos, meus olhos já estavam cansados de ver tristezas.

A ausência de compaixão sempre me pareceu uma prova de fraqueza, uma coitadice egoísta.

O universo que eu via era uma imensa creche, onde todo mundo estava dodói, mesmo com os bolsos cheios e estourando de saúde.

Nada me deprimia mais do que a autocompaixão do homem rico, que cuidava de si mesmo como se fosse um doente terminal.

O único exemplo de força que me chegou, e isto só por volta dos vinte anos, veio do meu amigo Otto. Ele NUNCA era o coitadinho que não tinha tempo para os problemas dos outros.

Um dia minha mãe e eu fomos visitar a ex-esposa de um bêbado da vizinhança, farrapo humano sem remédio. Encontrei ali a mulher mais bonita que eu já tinha visto. A beleza da dona me fez mal. Fiquei semanas perguntando, sem encontrar a resposta, que demônios poderiam ter induzido um homem a abandonar aquela jóia viva por uma garrafa de pinga.

Imaginei uns vinte romances com a história desse casamento, mas nenhum me pareceu verossímil.

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Nada como a sinceridade:

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A coisa mais repugnante nos esquerdistas é a desenvoltura leviana com que acham que duas ou três palavrinhas de reprovação tardia bastam para isentá-los de culpa moral por tudo o que aconteceu na URSS, na China e no Camboja.

Laudo Paroni Professor Olavo, o senhor deve ter vários alunos/seguidores ítalo-brasileiros, que possuem direito a voto na Itália. Pois bem, no dia 04/03, haverá eleição na Itália para renovar o Parlamento. Vários candidatos “ítalo-brasileiros” estão concorrendo…

Olavo de Carvalho Laudo Paroni : Conheci o Maierovitch na Embaixada Brasileira em Bucareste, e o achei um sujeito simpático, mas depois li um artigo dele na Carta Capetal e cheguei às seguintes conclusões: http://www.olavodecarvalho.org/o-autentico-numero-um/ 
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Atenção, leitores residentes na Itália: muitos brasileiros com dupla nacionalidade estão tentando fazer carreira na política italiana. Imaginem que tipo de gente são eles — entre os quais se destaca este aqui, Walter Fanganiello Maierovitch:
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Quando você é jovem, anseia pelo reconhecimento, justamente porque não fez ainda porra nenhuma para merecê-lo. Quando você fica velho e vê que não precisa provar que é capaz de fazer o que já fez, o reconhecimento não significa mais nada.
O dever, a verdadeira vocação, está infinitamente acima do prazer e da dor que acompanham todo esforço.
O dever, por mais tedioso ou doloroso que pareça, é o único sentido da vida.
Se o trabalho a que você se dedica já não é sua própria recompensa, toda recompensa será prejuízo.
“Quando você não sabe o que quer fazer, faça o que é do seu dever.” Foi o meu falecido amigo Juan Alfredo César Müller que me ensinou isso. Nunca falhou.
A vida, dizia José Ortega y Gasset, é como um soneto que recebemos pronto com um verso faltante. O dever consiste em completá-lo com métrica e rima.
Seu dever, ensinava Victor Frankl, é aquilo que a situação exige de você e só de você.
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Opressão masculina:
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Vocês nunca me viram defender, em bloco, nenhuma doutrina, escola ou corrente de pensamento. Só escrevo sobre pontos precisos e determinados que estudei pessoalmente.
Como neste país só há repetidores de generalidades, ninguém sabe lidar com pontos precisos e cada um tenta adivinhar, por trás daqueles que exponho, alguma generalidade entre as que ele já conhece; e, julgando esta última, crê que julgou a mim.
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Não temos filósofos, mas, em compensação, temos milhares de representantes autorizados de tudo quanto é idéia pronta.

Faça o que é do seu dever

Quando você não sabe o que quer fazer, faça o que é do seu dever.” Foi o meu falecido amigo Juan Alfredo César Müller que me ensinou isso. Nunca falhou.

O dever, por mais tedioso ou doloroso que pareça, é o único sentido da vida.

O dever, a verdadeira vocação, está infinitamente acima do prazer e da dor que acompanham todo esforço.

A vida, dizia José Ortega y Gasset, é como um soneto que recebemos pronto com um verso faltante. O dever consiste em completá-lo com métrica e rima.

Seu dever, ensinava Victor Frankl, é aquilo que a situação exige de você e só de você.