4.12.2017

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Recordar é viver. Da página do Percival Puggina :

CONDUZIDOS À FORÇA
por Olavo de Carvalho

Artigo publicado em 04.12.2017

Abortismo, casamento gay, quotas raciais, desarmamento civil, regulamentos ecológicos draconianos, liberação das drogas, controle estatal da conduta religiosa, redução da idade de consentimento sexual para doze anos ou menos: tais são, entre alguns outros, os ideais que fazem bater mais forte o coração de estudantes, professores, políticos, jornalistas, ongueiros, empresários “esclarecidos” e demais pessoas que monopolizam o debate público neste país.

Nenhuma dessas propostas veio do povo brasileiro ou de qualquer outro povo. Nenhuma delas tem a sua aprovação.
Isso não importa. Elas vêm sendo e continuarão sendo impostas de cima para baixo, aqui como em outros países, mediante conchavos parlamentares, expedientes administrativos calculados para contornar o debate legislativo, propaganda maciça, boicote e repressão explícita de opiniões adversas e, last not least, farta distribuição de propinas, muitas delas sob a forma de “verbas de pesquisa” oferecidas a professores e estudantes sob a condição de que cheguem às conclusões politicamente desejadas.

De onde vêm essas idéias, a técnica com que se disseminam e o dinheiro que subsidia a sua implantação forçada?
A fonte desses três elementos é única e sempre a mesma: a elite bilionária fabiana e globalista que domina a rede bancária mundial e tem nas suas mãos o controle das economias de dezenas de países, assim como da totalidade dos organismos internacionais reguladores.

Nada nos seus planos e ações é secreto. Apenas, para perceber a unidade de um empreendimento cuja implementação se estende por todo um século e abrange as contribuições de milhares de colaboradores altamente preparados — uma plêiade de gênios das humanidades e das ciências –, é preciso reunir e estudar uma massa de fatos e documentos que está infinitamente acima das capacidades da população em geral, aí incluído o “proletariado intelectual” das universidades e da mídia onde esse mesmo empreendimento colhe o grosso da sua militância e dos seus idiotas úteis. Em geral, nem seus adeptos e servidores, nem a população que se horroriza ante os resultados visíveis da sua política têm a menor idéia de quem é o agente histórico por trás do processo. Os primeiros deixam-se levar pelo atrativo aparente das metas nominais proclamadas e acreditam piamente – ó céus! – estar lutando contra a “elite capitalista”. A população vê o mundo piorando e de vez em quando se revolta contra esta ou aquela mudança em particular, contra a qual brande em vão os mandamentos da moralidade tradicional, sem que nem em sonhos lhe ocorra a suspeita de que essas reações pontuais e esporádicas já estão previstas no esquema de conjunto e canalizadas de antemão no sentido dos resultados pretendidos pela elite iluminada.

Para explicar a confortável invisibilidade que, após décadas de ação ostensiva em todo o mundo, o mais ambicioso projeto revolucionário de todos os tempos continua desfrutando, não é preciso nem mesmo apelar ao famoso adágio esotérico de que “o segredo se protege a si mesmo”. No meio do quadro há, é claro, alguns segredos, bem como a supressão de notícias indesejáveis, ordenada desde muito alto e praticada com notável subserviência pela classe jornalística. Mas esses não são, nem de longe, os fatores decisivos. O que tem feito das populações as vítimas inermes de mudanças que elas não desejam nem compreendem são três fatores: (a) a luta desigual entre uma elite intelectual e financeira altíssimamente qualificada e a massa das pessoas que não recebem informação nem educação senão dessa mesma fonte; (b) a continuidade do projeto ao longo de várias gerações, transcendendo o horizonte de visão histórica de cada uma delas; (c) a prodigiosa flexibilidade das concepções fabiano-globalistas, cuja unidade reside inteiramente em objetivos de longuíssimo prazo e que, na variedade das situações imediatas, sabem se adaptar camaleonicamente às mais diversas exigências ideológicas, culturais e políticas, sem nenhum dogmatismo, sem nada daquela rigidez paralisante dos velhos partidos comunistas.

Para enxergar a unidade e coerência por trás da diversidade alucinante das ações empreendidas por essa elite em todo o mundo ocidental, é preciso, além da massa de dados, alguns conceitos descritivos que o “cientista social” vulgar ignora por completo. É preciso saber, por exemplo, que as “nações” e as “classes” não são nunca sujeitos agentes da História, mas apenas o excipiente com que os verdadeiros agentes injetam no corpo do tempo a substância ativa dos seus planos e decisões. Isto deveria ser óbvio, mas quem, numa intelectualidade acadêmica intoxicada de mitologia marxista (ou, em parte, de formalismo doutrinário liberal-conservador), entende que só grupos e entidades capazes de durar inalteradamente ao longo das gerações podem ter a veleidade de conduzir o processo histórico? Entre esses grupos destacam-se, é claro, as famílias dinásticas, de origem nobre ou não, que hoje constituem o núcleo vivo da elite globalista. Quando essas famílias têm a seu serviço a classe acadêmica mundial, os organismos reguladores internacionais, o grosso das empresas de mídia, a rede planetária de ONGs e, por meio destas, até a massa de militantes enragés que imaginam combater aqueles que na verdade os dirigem, quem pode resistir a tanto poder concentrado? Decerto, só os dois esquemas globalistas concorrentes, o russo-chinês e o islâmico. Mas o “mundo melhor” que eles prometem não é nem um pouco mais humano, nem mais livre, do que aquele para o qual a elite fabiana está nos conduzindo à força.

* Publicado originalmente no Diário do Comércio de 25/09/2012

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“Desde Deus sabe quando, o homem que é capaz de enfrentar animais predatórios é também o que mais provavelmente atrairá as mulheres.”
(Jordan Peterson)

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Sim, Joselito! Até a vitória sempre.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/04/1879511-com-o-pseudonimo-joselito-muller-tornou-se-figura-da-internet-brasileira.shtml

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Já se viu alguém beber um pé na bunda?

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3.12.2017

Da página do Marlon Belotti :

Trinta ensinamentos do filósofo Olavo de Carvalho para você começar a semana um pouco mais inteligente:
1- O tempo é a substância da vida humana. O dinheiro que se perde, ganha-se de novo. O tempo, nunca.
2- Um homem maduro é aquele em cuja alma todos os sentimentos e emoções – ternura, ódio, esperança, pressa, indiferença, todos eles – são balizados pela consciência da morte.
3- Não prostitua a sua personalidade em troca da aceitação pelo grupo. É um preço muito alto a ser pago.
4- O mistério da existência não é dado a qualquer um, mas para aquele que dá tudo e mais alguma coisa em troca de obtê-lo.
5- O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio.
6- Aquilo que é nobre e elevado só transparece a quem o ama.
7- Quando você vê um casal bonito e fica sinceramente feliz com a felicidade deles, é sinal que Deus o está ajudando de muito perto.
8- Deus perdoa os adúlteros, os mentirosos, os ladrões e até os assassinos, mas não perdoa quem não perdoa. Posso estar enganado, mas suspeito que no inferno há menos adúlteros do que cônjuges virtuosos que lhes negaram o perdão.
9- A mais perfeita forma de amizade somente é possível para aqueles que buscam a Verdade. Pessoas mundanas, por melhores que sejam, jamais conhecerão a dimensão espiritual de um verdadeiro amigo.
10- Se um pai conseguir educar uma criança até os cinco anos sem nunca fazê-la chorar, ela vai amá-lo, respeitá-lo, admirá-lo e obedecê-lo pelo resto da vida.
11- As pessoas que mais se angustiam na vida são aquelas que padecem de uma desesperadora falta de problemas.
12- O capital intelectual é o que define o destino das nações.
13- A paciência é o começo da coragem. E é mesmo. Se você não consegue sofrer calado, sem choramingar nem amaldiçoar o destino, muito menos vai conseguir agir certo quando surgir a oportunidade.
14- O amor é sobretudo um instinto de defender o ser amado contra a tristeza.
15- As portas do espírito só se abrem à perfeita sinceridade de propósitos.
16- Não há ingenuidade maior do que querer parecer esperto.
17- O que você quer ter sido quando morrer?
18- O Brasil só tem DOIS problemas: uma incultura MONSTRUOSA e a ânsia do brilho fácil.
19- Pare de propor soluções nacionais, seu filho da puta. Faça algo para se educar e educar as pessoas em torno.
20- Não existe caminho das pedras. O Brasil só pode ser melhorado cérebro por cérebro.
21- Já expliquei mil vezes: Não tenho nenhuma solução para os problemas nacionais, mas tenho algumas para você deixar de ser burro.
22- Estudar pouco e discutir muito é a desgraça do brasileiro.
23- À medida que vai se empoderando, o sujeito sai logo enfoderando todo mundo em torno.
24- O comodismo conservador é tão obsceno quanto o fanatismo esquerdista.
25- A moral burguesa só se preocupa com pequenos deslizes sexuais porque é covarde demais para enxergar os grandes crimes do satanismo universal.
26- Ser jovem é uma doença que o tempo cura.
27- Em grego, “idios” quer dizer “o mesmo”. “Idiotes”, de onde veio o nosso termo “idiota”, é o sujeito que nada enxerga além dele mesmo, que julga tudo pela sua própria pequenez.
28- Quanto ao politicamente correto: só crianças acreditam que mudando o nome de algo, ele passa a ser o que elas desejam.
29- O Brasil é o país em que famílias de bandidos mortos em conflito de facções nos presídios tem o direito a uma indenização do Estado e as vítimas destes mesmos criminosos da sociedade não faz jus a nada.
30- A vocação é algo para o qual você tem uma resistência específica. A minha resistência específica é a burrice humana.

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O senso das proporções aparece primeiro como faculdade estética (visual, auditiva e motora) e só depois se desenvolve como capacidade lógica e percepção literária. Quem é desprovido dele não apenas é incapaz de distinguir o essencial e o acessório, mas em vez do sentido da beleza desenvolve o desejo da feiúra, a tal ponto que, quando não a encontra, a inventa. Não que a ame, mas, quanto mais a odeia, mais se vê incapaz de desgrudar os olhos dela. Pode ser feiura física, moral, ou ambas. Não lembro quem disse, com toneladas de razão, que esse tipo de pessoa se caracteriza por um intenso ódio ao mal sem o correspondente amor ao bem.

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Tipos como os Veadascos e o Caraio Rossi são incapazes de perceber a beleza exceto em homens musculosos.

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Não há técnica ou método: a ÚNICA coisa que desenvolve a capacidade estética é a experiência repetida da beleza na vida diária.

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Também não acredito em outra educação moral exceto a experiência repetida da bondade.

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Translation  Fabio L. Leite 

The sense of proportion appears first as an aesthetic faculty (visual, auditive and motor). Only afterwards it develops into logical skills and literary perception.

He who lacks it is unable to distinguish the essential from the accidental. But not only that. Instead of a sense of beauty, he develops the desire for ugliness, to such a degree, that not finding it, he will invent it.

Not that he loves ugliness, but the more he hates its, the more he is unable to not look directly into it. It may be a physical or moral ugliness, or even both.

I don’t remember who said it, but this kind of person is characterized by an intense hate against Evil without the corresponding love for the Good. Whoever said it, that’s meticulously correct.

There is no technique or method: the ONLY thing that develops the aesthetic capacity is the repeated experience of Beauty in one’s daily life.

Neither do I believe in any moral education except the repeated experience of Goodness.

Olavo de Carvalho

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2.12.2017

Recordar é viver. Conselho de 2014:

Se você diz “Me dá nojo”, mostra que foi ferido, afetado fisicamente. É o mesmo que dizer “Ai, me dói.” Conversa de perdedor. Nunca se permita sentir nojo no meio de uma briga: ao contrário: Instile-o no adversário, faça o desgraçado ter diarréia, vômito, enxaqueca, o diabo.

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Reinaldo José Lopes, colunista da Fôia, incapaz, como todos os foísticos e semi-intelectuais similares, de apreender o sentido de conjunto da minha obra e discuti-la, apega-se a detalhes irrisórios mencionados de passagem numa declaração oral, e mesmo ao contestar essas coisinhas se mela todo. Exemplo:
“Temos as duas grandes bobagens ditas por Olavo de Carvalho [no ‘Brasil Paralelo’]. A primeira foi dizer que o império islâmico, o primeiro grande califado da história, foi muito mais tirânico com seus súditos do que o Império Romano, que ‘dava cidadania para todo mundo de cara’. Bobeira: na maior parte dos séculos de domínio romano, 90% ou mais da população do império não tinha direitos políticos, não era cidadã.”
Ai, meu saco. Essa turma não perde uma oportunidade de não entender alguma coisa. É ÓBVIO que eu não quis dizer que o Império distribuía cidadanias como chicletes. Está subentendido que as dava a quem fosse a Roma solicitá-las, não a qualquer zé-mané que morasse no cu do judas. A objeção do Lopes é o típico “homem de palha”: dar à opinião do adversário o sentido mais absurdo disponível, e aí contestá-la com a maior facilidade.
Ademais, numa comparação com o supostamente bondoso império islâmico, não consta que o Império Romano mandasse capar os escravos que aprisionava. Os islâmicos fizeram pelo menos vinte milhões se escravos na África, e caparam oitenta por cento dos homens. A escravidão islâmica foi genocídio puro e simples. Pior, para empreendê-lo, foram eles os primeiros a inventar as teorias da inferioridade racial negra, já desde o século XI da nossa era.
Segunda: “Carvalho reforça muito a ideia de que grupos não muçulmanos eram oprimidos pelo califado… A pressão para conversão ao islamismo demorou séculos para aparecer, por motivos econômicos.”
Caraio, esse sujeito não sabe NADA de história islâmica. As conversões forçadas começaram DESDE O PRIMEIRO DIA da expansão islâmica, impostas por Maomé em pessoa.
P.S. – Nenhum intelequituar foístico deveria puxar discussão sobre história islâmica com o autor de um livro a respeito premiado pelo governo da Arábia Saudita.

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Resposta ao comentário de um tal Gorock: Você não tem vergonha de inventar uma estupidez desse tamanho? É CLARO que eu nunca disse ter recebido uma carta de Humboldt. Disse que ele escreveu aquelas coisas numa carta enviada a um dos seus contemporâneos.

http://darwinedeus.blogfolha.uol.com.br/2017/12/01/olavo-de-carvalho-afunda-serie-do-brasil-paralelo/

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Da página do Rafael Nogueira :

A Folha de São Paulo publicou ontem um artigo analisando o Brasil Paralelo.

O autor, Reinaldo José Lopes, aponta defeitos que de fato existem; uns são relevantes, outros, detalhes explorados por quem, de antemão, já não gostava de nós e do nosso trabalho.

Vi professores ligados ao Reinaldo, pretensiosos donos exclusivos das narrativas de História, criticando toda nossa equipe sem nem sequer terem assistido aos vídeos. Os comentários eram mais ou menos assim: “nem tive coragem de assistir essa coisa ainda, você teve?”.

A análise crítica é intitulada “Olavo de Carvalho afunda série do Brasil Paralelo”. De forma absolutamente desnecessária, o autor pareceu fazer estripulias para agradar os seus leitores esnobando o Olavo, e focando em problemas de detalhe e em sugestões que não foram pedidas, como o caso do Prestes João, tema que trabalhei em aula no meu curso de História do Brasil do Estratégia Concursos, mas que não achei suficientemente relevante para tornar ainda mais complexa a narrativa.

O que achei mais curioso é o seguinte: eu trabalhei duro para fornecer aos colegas do Brasil Paralelo uma visão panorâmica da História do Brasil, e isso, Reinaldo elogiou. Mas elogiou de má vontade: disse que “até tem acertos” e “até vale a pena ver”, mas todo o texto e todo o vídeo apresentam as agulhas (erros) que ele encontrou no palheiro (visão geral) como aquilo que merece holofote, e nossa total atenção.

Dado o baixíssimo nível de críticas, difamações e até calúnias que vínhamos recebendo, até reconheço que Lopes foi mais justo e mais interessado em história do que em fofoca e maledicência. Mas não foi uma crítica justa.

Olavo de Carvalho é o professor de todos nós. Se ele se equivocou num ou noutro detalhe, o fato é que em muitos outros detalhes ele iluminou, e sua visão filosófica da história que nos permitiu ir em busca de novos fatos que engendrassem um novo enfoque para as versões mais corriqueiras da HB, divulgadas em livros, filmes e em materiais didáticos.

E, por fim, o principal: o meu objetivo pessoal com esse trabalho (não posso falar por toda a equipe) foi dar uma outra visão de conjunto ao brasileiro, sabendo que eu corria riscos enormes com isso — riscos de errar e riscos de ser atacado por todos os lados por invejosos, caluniadores e professores (de escola ou da academia) raivosos pelo furo em seus discursos rotineiros.

Se este foi meu maior objetivo, e isto foi motivo de elogio por parte de Lopes, sinto-me então feliz pela conquista: levei ao meu público uma versão dos fatos enterrada sob escombros de ideologias e erros grosseiros que, não, não são meros detalhes.

E, cá entre nós: o público levará no coração e na memória o centro da narrativa, não os detalhes de data, nem a óbvia confusão entre Europa e Península Ibérica.

Os aspectos pontuais que poderiam ser corrigidos eu sempre soube que viriam à tona por nossas próprias autocríticas e, também, pela crítica ponderada feita por historiadores genuínos que se disporiam a nos ajudar a contar essa história, tão mal tratada, aos brasileiros.

Infelizmente, mesmo os melhores precisam pagar seu tributo ao seu meio e ao seu público. E não, não é um público islâmico. É um público anti-Olavo e enviesado, sim, para a esquerda.

Olavo de Carvalho não afundou porcaria nenhuma. Olavo de Carvalho nos elevou a todos — não fosse ele, nem eu, que sou seu aluno, nem todo o apelo do projeto existiriam. Ele nos elevou inclusive, à altura de reconhecermos nossos erros e acertos em nossos empreendimentos. E expôr essa visão ao Brasil tem sido, sim, um grande mérito.

Quanto ao que foi pontuado no artigo, deixo para outro post. Afinal, não sei se terei tempo. O Reinaldo mesmo que disse que não sabe se terá tempo de ver o restante dos nossos vídeos. Ele não se interessa pelo nosso trabalho. Mas eu precisava dizer estas coisas a vocês:

Até para quem nos critica, alcançamos grandes objetivos. E muito do que aparece nas melhores análises é tributo pago à subcultura anti-olaviana.

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Não sei qual dos dois gestos é o mais típico dos foísticos: empinar o narizinho ou empinar a bundinha.

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No meu tempo, obter um emprego na Fôia, desgraça que sucedeu a mim mesmo aos dezoito anos de idade, significava apenas a humilhação de ter de esperar anos a fio antes de ter registro em carteira de trabalho.
Hoje, é a suprema glória intelectual dos semi-analfabetos que as universidades despejam anualmente no mercado, aos quais esse tremendo “upgrade” das suas carreiras miseráveis confere o direito e o dever de emitir os jugamentos finais sobre tudo quanto existe na Terra e no céu.

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Da página do Paulo Antônio Briguet :

O PRECONCEITO DE ESQUERDA
Não existe nada mais preconceituoso do que a esquerda. Quando a agenda ideológica está em questão, a mídia lacradora (no Brasil e no exterior) sente-se livre para dizer QUALQUER COISA contra os adversários da causa. Aí vale ser racista, machista, homofóbico, intolerante. Aí vale o discurso de ódio. Se o caso é defender a ideologia de gênero e a madame Butler, vale estigmatizar um movimento de milhões de pessoas reduzindo-o a Alexandre Frota, “ex-ator pornô”. Para além do fato de que esse “reductio ad Frotum” é uma absoluta MENTIRA, imaginem o caso inverso: se os conservadores começassem a atacar uma ativista de esquerda por ter sido atriz pornô ou garota de programa. No dia seguinte, a moça estaria na Fátima Bernardes e todo o Projac usaria camisetas em solidariedade a ela.

Mas tudo isso é um bom sinal. É o sinal de que estamos no caminho certo. “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.” (Mt 5,11)

Parabéns, Bernardo Pires Küster. O seu trabalho está abalando o mundo.

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Nota minha de 2016, bem lembrada pela página da Léa Nilse Mesquita :

Se aparece um cidadão que dá ordens à tempestade e ela obedece, manda os peixes caírem na rede e eles caem, manda as doenças sumirem e elas somem, manda um morto voltar à vida e ele volta, é mais sensato acreditar nesse cidadão ou numa comunidade de profissionais que estão a todo momento cavando verbas colossais, disputando prestígio e se desmentindo uns aos outros? Só um cretino acha que a comunidade científica é mais confiável do que Nosso Senhor Jesus Cristo.

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No mundo de hoje há tantas celebridades — assim chamadas pela mídia — que a maioria delas permanece totalmente desconhecida.

Filipe G. Martins Professor Olavo de Carvalho;

Não sei se o senhor viu as “críticas” que um sujeito da Folha de São Paulo fez ao senhor, mas escrevi este texto a respeito. Seria interessante se o senhor pudesse comentar algo sobre os dois supostos erros que ele atribui ao senhor.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1202741066536908&set=a.103961786414847.6588.100004030782843&type=3Filipe G. Martins

O ATAQUE DA FOLHA DE SÃO PAULO AO BRASIL PARALELO

Um tal de Reinaldo José Lopes, colunista da Folha de São Paulo ou algo do tipo, resolveu iluminar nossas opacas alminhas e nos oferecer seu parecer ilustradíssimo de leitor da Super Interessante sobre a série “A Última Cruzada”, produzida pelo Brasil Paralelo.

Para isso, ele se valeu de alguns expedientes típicos da extrema-imprensa; expedientes que revelam pouco apreço pela precisão factual, além de uma carência completa de senso das proporções. Querem um exemplo? Numa provável tentativa de transcender sua marca de quarenta e um leitores e meio, ele optou por um título chamativo: “Olavo de Carvalho afunda série do Brasil Paralelo”.

Diante de um título como esse, são poucos os leitores que podem se guardar da reação automática e reflexiva de pensar que o Professor Olavo de Carvalho cometeu um erro muito grave ou que ele, no mínimo, empreendeu um ataque fulminante à série. Mas não foi nada disso… Os atos críticos o bastante para afundar a série, segundo o nosso ilustríssimo parecerista, foram dois supostos erros cometidos pelo Olavo ao discorrer sobre o Islã.

Segundo o sapientíssimo Dotô Reinaldo, Olavo de Carvalho cometeu dois erros imperdoáveis: (1) afirmar que o império islâmico (sob os califados ortodoxo e omíada) foi mais tirânico com seus súditos do que o Império Romano, que “dava cidadania para todos os conquistados logo de cara”; (2) afirmar que grupos não muçulmanos eram oprimidos pelo califado e transformados em cidadãos de segunda classe.

Eis aí os erros gravíssimos e brutais de que o seu dotô acusa o Professor Olavo de Carvalho; erros graves o bastante, segundo ele deseja que creiamos, para “afundar” uma série de sucesso como a produzida pelo Brasil Paralelo.

Ainda que essas informações estivessem erradas, só mesmo com muita má fé, e com uma disposição inesgotável de ser desonesto, é que seria possível alardear que esses erros afundam a série, já que ambas as afirmações estão contidas em um trecho de aproximadamente 1 minuto numa série composta por inúmeros episódios de mais de 50 minutos cada.

Vale notar que até mesmo os grandes clássicos e as obras maiores dos estudos históricos e sociais apresentam erros, sem que isso afete no mais mínimo que seja sua qualidade superior e sua contribuição para a compreensão do fenômeno estudado. Mas a situação aqui é ainda pior, já que as “correções” feitas pelo doutíssimo colunista da Folha são questionáveis, na melhor das hipóteses, e completamente incorretas, na pior delas. Senão vejamos.

Primeiro vamos ler a íntegra do que disse o Professor Olavo de Carvalho no trecho em questão. Em seguida, leremos os comentários do nosso brilhante parecerista.

OLAVO DE CARVALHO: “O que foram as cruzadas? Foram uma resposta parcial e tardia à maior agressão imperialista que a Europa já havia sofrido. Notem que nem os romanos fizeram tanta devastação quanto os muçulmanos. Os romanos quando invadiam um país, imediatamente, transformava todo mundo em cidadão. Além disso, os romanos se adaptavam às religiões locais. Se você tinha lá sua religião, uma divindade esquisita ou algo assim, os romanos pegavam aquilo e colocavam no seu panteão em Roma, o que significa que foram os romanos que inventaram o multiculturalismo. Os muçulmanos, ao contrário, quando invadiam um local, davam duas opções: ou você se convertia ao Islã e aceitava a autoridade islâmica, ou você poderia se tornar um cidadão de segunda classe, que não pode praticar sua religião em público, que não pode dizer nada sobre ela publicamente, que terá metade dos seus ganhos tirados de você e que poderá até mesmo ser submetido à pena de morte”.

REINALDO: “(…) Temos duas grandes bobagens ditas por Olavo de Carvalho. A primeira foi dizer que o império islâmico, o primeiro grande califado da história, foi muito mais tirânico com seus súditos do que o Império Romano, que ‘dava cidadania para todo mundo de cara’. Bobeira: na maior parte dos séculos de domínio romano, 90% ou mais da população do império não tinha direitos políticos, não era cidadã.

Outra coisa importantíssima: Carvalho reforça muito a ideia de que grupos não muçulmanos eram oprimidos pelo califado, transformados em cidadãos de segunda classe. Bem, mais ou menos — beeeem mais ou menos, na verdade. Primeiro, pros grupos cristãos orientais que não seguiam a ortodoxia do Império Bizantino, e pros judeus, a chegada do Islã foi, em certa medida, um alívio. A pressão para conversão ao islamismo demorou séculos para aparecer, por motivos econômicos: dava para cobrar impostos mais altos dos não muçulmanos.”

A justaposição das afirmações originais e das “críticas” é o suficiente para demonstrar que o Dotô Reginaldo não foi fiel às palavras do Olavo e não apontou nenhum erro factual evidente, tendo se limitado a levantar duas questões que podem e são discutidas por historiadores e especialistas, estando longe de constituir qualquer tipo de erro grave ou gravíssimo.

No que diz respeito à primeira crítica, não há muito a dizer. O seu dotô distorce o que foi dito ao mesmo tempo que ignora que havia diferentes classes de cidadãos romanos e que a cidadania romana era um instrumento de controle político e de romanização utilizado estrategicamente pelo império. Como o Professor Olavo de Carvalho explicou, povos aliados ou conquistados frequentemente recebiam uma forma menor de cidadania romana (como o direito latino, por exemplo), eram assimilados culturalmente e apresentados à promessa de uma ascensão possível dentro da esfera de influência do império, algo que era parte central da Pax Romana — o que não significa, é claro, que todo mundo se tornava cidadão automaticamente ou qualquer hipérbole do tipo. É possível ler mais sobre esse asusnto em qualquer livro decente sobre direito romano, mas recomendo especificamente os livros de Élisabeth Deniaux que li há não muito tempo.

No que diz respeito à segunda crítica, basta notar que o Professor Olavo de Carvalho qualificou no que consistia se tornar um cidadão de “segunda classe”, de modo que as afirmações dele podem ser facilmente verificadas e comprovadas à luz de livros como o de Bernard Lewis e outros orientalistas.

Em suma, o sujeito é desonesto, exagerado e não sabe do que está falando, além de ter escrito seu texto com um claro desejo de apontar a todo custo algum erro na série, de modo que a única utilidade de sua coluna é demonstrar a desonestidade da grande mídia e ilustrar a péssima qualidade literária dos nossos jornalistas, perceptível em anglicismos como a frase “assistir com muitos grãos de sal” (em vez da expressão latina “cum grano salis”). A única qualidade do sujeito parece ser gostar de Tolkien, mas, cá entre nós, o velho J. R. R. Tolkien já teve leitores muito melhores.

Olavo de Carvalho Hominho ridículo.

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A expressão oral improvisada tende naturalmente às generalizações hiperbólicas, na esperança de que o ouvinte as entenderá com o devido senso das proporções. Dizer que o Império Romano dava cidadania a “todo mundo” é obviamente um desses casos. Se nem mesmo os moradores da própria Roma eram todos cidadãos, por que o seriam os das nações ocupadas? O que a expressão quer dizer é apenas que, em princípio, Roma não excluía estes últimos do direito à cidadania. Qualquer pessoa alfabetizada nota isso à primeira vista, mas tal não é o caso do Reinaldo José Lopes, que, como bom analfabeto funcional, atribui ao vago hiperbolismo a literalidade de uma exatidão matemática e em seguida se pavoneia de refutar um erro que é da sua própria invenção, não da minha. Para piorar ainda mais, ele completa a exibição de burrice com chave de ouro, hiperbolizando em proporções demenciais NUM TEXTO ESCRITO E REVISTO e afirmando que, com essa imprecisão de detalhe, AFUNDEI o “Brasil Paralelo”.

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O Leandro Espiritual prova que o Brasil é um país tremendamente racista mediante o argumento de que entre 1931 e 1988 houve apenas NOVE queixas de racismo apresentadas à Justiça.
Prova suplementar, segundo ele, é que a Constituição de 1988 e a a lei penal subsequente instituÍram para o racismo AS PENALIDADES MAIS SEVERAS DO MUNDO.
Ninguém, na platéia, perguntou que lógica é essa.

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Li o artigo do sr. Otávio Frias Filho. Tenho a certeza de que o li. Mas não sei se o próprio autor o leu. Se o houvesse lido, teria notado que estes dois parágrafos contêm uma confusão dos diabos: os males das redes sociais, afinal, provêm da proliferação desordenada de opiniões, ou, ao contrário, do controle exercido sobre essas redes por oligopólios gigantescos como o Facebook e o Google? O sr. Frias parece pensar que essas duas coisas são a mesma.

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Eduardo Paiva parece que ele fumou maconha. -rsrsrs

Olavo de Carvalho Não sei, mas que bebeu o Santo Daime, bebeu.

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Também é absurdo imaginar que quem publica uma opinião no Facebook está se isolando num grupo para escapar à controvérsia. QUALQUER post do Facebook atrai controvérsia imediatamente.

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Não é possível viver na mentira e da mentira sem perder pouco a pouco o uso da inteligência, substituída por um tosco desconforto interior que se expressa por meio de ilogismos e nonsense.

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Para poder provar a onipresença endêmica de delitos racistas na sociedade brasileira com base no fato de que houve apenas nove queixas de racismo entre 1931 e 1988 — o qual prova exatamente o oposto –, o Leandro Espiritual alega que “a lei não foi aplicada”, o que lhe parece “uma hipótese bem razoável” — sem notar que a Justiça não tem como agir em casos que, se existiram, não foram levados ao seu conhecimento. Prova um ilogismo com base em outro pior, invertendo, de um só golpe, a lei das probabilidades e a função da Justiça.
Em seguida argumenta que a severidade da pena legal prova a abundância dos crimes, em vez da sua rejeição pela sociedade.
Numa outra conferência, ele afirmou que “o pensar abomina gaiolas”. Sim, digo eu, principalmente aquelas com um papagaio dentro.

 

Trinta ensinamentos do filósofo Olavo de Carvalho

Trinta ensinamentos do filósofo Olavo de Carvalho para você começar a semana um pouco mais inteligente:
1- O tempo é a substância da vida humana. O dinheiro que se perde, ganha-se de novo. O tempo, nunca.
2- Um homem maduro é aquele em cuja alma todos os sentimentos e emoções – ternura, ódio, esperança, pressa, indiferença, todos eles – são balizados pela consciência da morte.
3- Não prostitua a sua personalidade em troca da aceitação pelo grupo. É um preço muito alto a ser pago.
4- O mistério da existência não é dado a qualquer um, mas para aquele que dá tudo e mais alguma coisa em troca de obtê-lo.
5- O medo de enxergar o tamanho do mal já é sinal de submissão ao demônio.
6- Aquilo que é nobre e elevado só transparece a quem o ama.
7- Quando você vê um casal bonito e fica sinceramente feliz com a felicidade deles, é sinal que Deus o está ajudando de muito perto.
8- Deus perdoa os adúlteros, os mentirosos, os ladrões e até os assassinos, mas não perdoa quem não perdoa. Posso estar enganado, mas suspeito que no inferno há menos adúlteros do que cônjuges virtuosos que lhes negaram o perdão.
9- A mais perfeita forma de amizade somente é possível para aqueles que buscam a Verdade. Pessoas mundanas, por melhores que sejam, jamais conhecerão a dimensão espiritual de um verdadeiro amigo.
10- Se um pai conseguir educar uma criança até os cinco anos sem nunca fazê-la chorar, ela vai amá-lo, respeitá-lo, admirá-lo e obedecê-lo pelo resto da vida.
11- As pessoas que mais se angustiam na vida são aquelas que padecem de uma desesperadora falta de problemas.
12- O capital intelectual é o que define o destino das nações.
13- A paciência é o começo da coragem. E é mesmo. Se você não consegue sofrer calado, sem choramingar nem amaldiçoar o destino, muito menos vai conseguir agir certo quando surgir a oportunidade.
14- O amor é sobretudo um instinto de defender o ser amado contra a tristeza.
15- Não existe caminho das pedras. O Brasil só pode ser melhorado cérebro por cérebro.
16- Não há ingenuidade maior do que querer parecer esperto.
17- O que você quer ter sido quando morrer?
18- O Brasil só tem DOIS problemas: uma incultura MONSTRUOSA e a ânsia do brilho fácil.
19- Pare de propor soluções nacionais, seu filho da puta. Faça algo para se educar e educar as pessoas em torno.
21- Já expliquei mil vezes: Não tenho nenhuma solução para os problemas nacionais, mas tenho algumas para você deixar de ser burro.
22- Estudar pouco e discutir muito é a desgraça do brasileiro.
23- À medida que vai se empoderando, o sujeito sai logo enfoderando todo mundo em torno.
24- O comodismo conservador é tão obsceno quanto o fanatismo esquerdista.
25- A moral burguesa só se preocupa com pequenos deslizes sexuais porque é covarde demais para enxergar os grandes crimes do satanismo universal.
26- Ser jovem é uma doença que o tempo cura.
27- Em grego, “idios” quer dizer “o mesmo”. “Idiotes”, de onde veio o nosso termo “idiota”, é o sujeito que nada enxerga além dele mesmo, que julga tudo pela sua própria pequenez.
28- Quanto ao politicamente correto: só crianças acreditam que mudando o nome de algo, ele passa a ser o que elas desejam.
29- O Brasil é o país em que famílias de bandidos mortos em conflito de facções nos presídios tem o direito a uma indenização do Estado e as vítimas destes mesmos criminosos da sociedade não faz jus a nada.
30- A vocação é algo para o qual você tem uma resistência específica. A minha resistência específica é a burrice humana.

1.12.2017

Da página do George Rafael Freyre Gomes :

O povo brasileiro, aquele que acorda às cinco da manhã pra pegar ônibus, tirar leite da vaca, preparar o pão na padaria, arrumar a mochila do filho pra ir para a escola; sim, o povo que não tem tempo de saber das decisões que atingem suas vidas, o povo que reza a Deus para que o pão de cada dia não falte na mesa, sim, o povo que não tem tempo para pensar se Deus existe ou não, pois o milagre de cada dia lhes garante essa existência. É desse povo que vos falo.

No século XIX o primoroso Machado de Assis já vislumbrava — não por graça divina, mas por pura intuição lógica — a derrocada cultural brasileira. Intuição esta que se tornou realidade, bastando olhar para nossos livros, universidades e partidos políticos e contemplar a profecia do “Assis” escritor.
Quando se destrói a alta cultura de um país, o fruto será o oceano de ignorância em que seu povo mergulhará, podendo ser facilmente manejados, manipulados, transformados em idiotas úteis.
Quando ocorreu a contra-revolução de 64, se findando no estado de regime militar de 67, onde foi combatida uma guerrilha armada e não donzelos e donzelas indefesas, os “gurus” revolucionários viram que como em toda tentativa comunista do sé. XX de se ter o poder usando a força, suas tentativas também estariam findadas a duas coisas: um grande número de mortos e ums grande miséria e opressão para o povo. Foi nesse momento que brilhou a luz do “santo” que mais interferiu na vida do brasileiro sem nunca ser conhecido por ninguém: “Santo Antonio Gramisci”. Italiano franzino, comunista ferrenho, que criou o método de revolução que trouxe o Brasil ao estado que estamos hoje, a revolução através da cultura; isso mesmo, revolucionar um país desde sua fé até seus desejos sexuais. E foi isso que os sacrossantos intelectuais da esquerda brasileira fizeram, colocaram os guerrilheiros para fazerem barulho contra os militares, enquanto eles tomavam nossas universidades, mídias, escolas e igrejas. Tendo todos esses meios de formação em mãos eles conseguiram destruir nossa cultura, emburrecer o povo, e ainda saíram com ar de salvadores da pátria. Este é o primeiro grande culpado pelo nosso estado hoje: a revolução gramisciana através da cultura, ou melhor dizendo, marxismo cultural.

O messianismo político é um mal que fere a natureza do homem, levando-o a fazer de sua ideologia, partido ou candidato, sua própria religião civil. Nesse cenário messiânico surge o mito “Lula”, homem “humilde”, “do povo”, “guerreiro”, que possuía (talvez ainda possui) uma quedinha por cabritas indefesas. No mesmo período o muro de Berlim é derrubado, a utopia socialista, mais uma vez, é derrocada. Então nesse cenário surge a “grande idéia” no nosso continente de se criar uma organização internacional que visa tão somente conservar os ideais socialistas na América Latina — idéia essa que teve como um dos principais mentores o “guru” do “Luifinácio”, o excomungado Frei Beto, onde teve como os dois garotos propaganda o assassino Fidel e o coitadinho do Lula. Esta organização, que mais interferiu na vida do brasileiro nas últimas duas décadas, mas que por um magia macabra não era conhecida por nenhum brasileiro, ficou batizada como “Foro de São Paulo”. Na qual participa, até hoje, a grande maioria dos partidos de esquerda da América Latina, algo que no Brasil é proibido pela constituição: particpar de orgão políticos internacionais. Somente este fato já era motivo para o fechamento dos partidos brasileiro que fazem parte dessa organização (PT e afins), mas como nossa constituição é uma brincadeira sem graça, nada foi feito a respeito. Este é o segundo grande culpado pelo nosso estado.

Usar do sofrimento do povo para um projeto de poder bolivariano, sim, usar da pobreza de um povo, com um discurso de fachada, aproveitando o cabresto psicológico colocado pela péssima educação e pelo discurso utópico, foi assim que chegaram ao poder, não somente o PT, mas a esquerda — pois o próprio Lula uma vez se gabou de fazer parte de uma corrida eleitoral onde só haja candidatos de esquerda, isso incluía o PSDB e afins. O povo que citei lá no início, que foi ludibriado com migalhas enquanto o “pão” era repartido para conseguir governabilidade, e assim, continuar com seus ideais de poderio. Esse povo não saiu do sofrimento, apenas começou a administrar a dureza da vida, a pobreza material, e isso eu vejo com bons olhos, pois não se corromperam com o veneno dos “grandes”. A corrupção foi institucionalizada nesse país, não sendo fruto de um partido, mas de um sistema, de um establishment que visava (e ainda visa) sua auto-conservação, e se por acaso sobrar algo joga no meio do povo.
O Temer está sucedendo a Dilma como vice-presidente, que sucedeu o Lula, que sucedeu o FHC…não há diferença de objetivos, a diferença está nos meios de ação, isso é algo tão claro, que chega a ser vergonhoso ter que falar sobre este tema.

No meio de toda essa decaída nacional aparecem pessoas como o Prof. Olavo de Carvalho, que buscam apenas tapar um buraco deixado pela omissão midiática e pela desonestidade intelectual que tomaram conta da classe falante deste país. Sem levantar bandeira nenhuma, mostrando com fatos verídicos tudo isso (e muito mais) que citei acima, aí o cara é taxado com tudo quanto é adjetivo desonesto, apenas por estar promovendo um trabalho de restauração do pensamento nacional. Eu só tenho a agradecer a este grande brasileiro.

Por fim, posso dizer que o brasileiro hoje é mais consciente, mas sempre resta uma ninhada que dificilmente tirarão o cabresto de suas mentes encharcadas de fantasias que se tornam reais em seus jardins epicurianos.

Eu prefiro continuar respaldando minhas limitações naquilo que é mais elevado que eu. Sou um brasileiro entre milhões, não tenho a pretensão de mover multidões, desejo apenas encostar a cabeça no travesseiro e, ao fechar os olhos, ter minha consciência como testemunha de defesa e não como acusadora de minhas omissões.”

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Creio que depois da aula de ontem a idéia, hipótese ou crença de que o Mário Ferreira redigiu pessoalmente os volumes da sua “Enciclopédia” e lhes deu meticulosa revisão está morta e enterrada, exceto, é claro, nas cabeças que esperam obter dela algum lucro no comércio de livros.
“Certas pessoas — dizia Goethe — não desistem do erro porque devem a ele a sua subsistência.”
Sem complacência, colocarei no Youtube os primeiros dez minutos dessa aula, onde dou a prova cabal de que aquela hipótese (que seus criadores não apresentam como hipótese, mas como certeza) é não somente falsa mas IMPOSSÍVEL.

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Isso vai terminar mal…

https://www.theguardian.com/media/2017/nov/30/press-freedom-at-all-time-low-journalist-safety-article-19-v-dem-study

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A coisa mais difícil será remover da cabeça da zé-lite paulistana a confusão entre alta cultura e chiqueza.

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Perguntar não ofende: Por que a mídia nunca diz nada sobre assédio sexual lésbico ou gay?

Muito instrutivo: https://www.amazon.com/She-Stole-Voice…/dp/B000YEBL64…

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Em 1984 dei uns amassos na Roxane sem aviso prévio. Ela poderia estar hoje na página dos Veadascos me acusando de assédio sexual. Em vez disso, ela gostou e aí fomos felizes para sempre.
Até hoje não entendi que caraio de doutrina jurídica é essa em que a diferença entre o amor e o crime é apenas uma questão de gosto.

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Mundo louco filho da puta:
Se o assédio sexual masculino pode ser uma experiência repugnante para a mulher que não quer nada com o cidadão, muito mais repugnante é o assédio homossexual para a pessoa decididamente hetero. Mas, no primeiro caso, o assédio é crime, enquanto no segundo o crime é queixar-se dele.

Want To End Sexual Harassment? AG Hopeful Says ‘Elect Candidate Who Doesn’t Have A Penis’

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O momento mais glorioso da minha adolescência foi sofrer assédio sexual da garota mais gostosa do bairro, que me agarrou embaixo da escada com todo o furor da paixão insana.

Marco Aurélio Que danadinha, professor.

Olavo de Carvalho Assanhada e adorável.

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Arre! Até que enfim, um juiz sensato! (Contribuição do Carlos Estevam):

https://carta-forense.jusbrasil.com.br/noticias/277552/tentativa-de-beijo-roubado-acaba-na-justica

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Vocês já me ouviram falar mal de alguma ex-mulher ou ex-namorada? Não ouviram nem ouvirão. Amor é para sempre, mesmo depois que acaba.

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Um dos tipos que mais abomino no mundo intelectual é o expositor acadêmico que, num gesto que lhe parece de benemerência, desce do seu pedestal imaginário e expõe à platéia leiga o que ele chama de “a filosofia” — um produto histórico pronto, supostamente valioso e de difícil acesso, ao qual só falta ser moído em pedacinhos e espremido na banalidade dos exemplos ginasianos para caber em cabeças de poucos centímetros cúbicos.

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Se não acredito que o meu aluno tem a capacidade para tornar-se ele próprio um filósofo, para quê ensinar-lhe “filosofia”?

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“Filosofia para as multidões”? Besteira. Um país não precisa de mais de umas dúzias de filósofos que saibam o que estão fazendo. Não precisa de milhões de tagarelas semicultos que adornem a banalidade das suas conversações cotidianas com citações de Platão e Descartes.

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Não venham me citar casos de autores que produziram, em tempo recorde, até mais livros que o Mário Ferreira. A impossibilidade a que me refiro não é a de um autor escrever muitos livros em pouco tempo, mas a de que textos com tantos hiatos e anacolutos na sua versão impressa tenham sido “meticulosamente revistos” pelo autor.

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Também é impossível que originais datilografados com o cabeçalho “Fita número tal” tenham sido redigidos diretamente pelo próprio autor em vez de transcritos de gravações.

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Ninguém ensina arte marcial a quem pretende ser somente espectador de lutas sem jamais lutar. Também não se ensina filosofia a quem deseja apenas observá-la de longe.

 

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A filosofia não é um tipo de “conhecimento” que se possa adquirir ou deixar de adquirir. É um tipo de ATIVIDADE COGNOSCITIVA que ou se pratica ou não se pratica.

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Tem homem que adora mulher difícil e fica de pau duro quando desprezado. Para mim, mulher orgulhosa tem o “sex appeal” do Lula.

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Na minha casa vigoram só duas regras:
1 – Faça o que quiser.
2 – Pare quando eu mandar parar.

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No meu modesto entender, os movimentos liberais e conservadores deveriam PROCESSAR JUDICIALMENTE os partidos de esquerda quando estes dizem que a direita é uma ameaça à democracia e aos direitos humanos. Desde quando difamação é um direito, bastando ser praticada sob o pretexto de propaganda política?

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Na década de 90 avisei repetidamente a coronéis e generais que a criação do Ministério da Defesa — da qual tantos deles eram entusiastas — era apenas um truque sórdido para colocar as Forças Armadas dentro do campo da hegemonia comunista. Responderam que não. Agora a merda está feita. (Agradeço o link ao Natan Falbo.)

http://claudiomafra.com.br/eu-disse-muitas-vezese-ja-esta-acontecendo-portaria-que-vai-colocar-o-pt-nas-escolas-militares/

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O Jardim das Aflições e suas circunstâncias

 

O filme O Jardim das Aflições tem servido de termômetro para a situação da cultura nacional

Matheus Bazzo

Tem sido impossível não notar quanto “O Jardim das Aflições” revela sobre a classe artística e acadêmica do Brasil. Durante a produção e distribuição do filme, enfrentamos diferentes níveis de hostilidade e censura. Essa coleção de reações formam um grande retrato do funcionamento do mundo das artes no Brasil, especialmente do setor audiovisual. Como produtor do filme, creio ser pertinente dar uma amostra de como foi esse conjunto de reações.
Em 2015, considerando o propenso monopólio ideológico nos editais de cultura, não era possível fazer um documentário sobre Olavo de Carvalho, um filósofo que se posiciona contra os regimes de dominação de massa, especialmente os de esquerda. Como os integrantes da classe artística são em, sua maioria, fiéis direta ou indiretamente adeptos de alguma ideologia de esquerda, não era concebível que se fizesse um filme como esse. Mas cabe destacar que o trabalho de crítica política é a parte mais inicial da obra de Olavo de Carvalho.

O filme foi exibido por semanas nos cinemas e também não recebeu essa reação. Por que uma exibição para 200 pessoas em um auditório de universidade causou tamanho furor na esquerda?

A grande preciosidade da sua obra encontra-se em livros e cursos nos quais se fala menos sobre política do que imaginam seus piores críticos (o que prova que eles talvez não tenham lido nada do filósofo). O coração de sua obra trata de temas muito mais profundos, como a formação da consciência, a análise filosófica intuitiva e radical, a paralaxe cognitiva, etc. É precisamente nesse coração de ideias que “O Jardim das Aflições” procura se instalar. Quem vê o filme sabe disso. Ainda assim, muitos esquerdistas chamam Olavo de Carvalho, seus alunos e até o público do filme de fascistas. Isso não só é um crime como é de uma burrice atroz. O intuito do filme não era fazer uma investigação jornalística sobre a classe artística, mas agora temos documentado o comportamento dos profissionais da classe artística, dos jornalistas e das universidades diante de um filme sobre um personagem que eles tem repulsa – uma repulsa coletivamente imbecil.

Começando pela produção, o que enfrentamos foram hostilidades por parte dos profissionais do cinema de forma velada. Houve também declarações abertas como a de Fabio Leal, que virou slogan do filme: “O Jardim das Aflições é o filme que não deveria existir”. De maneira geral, o que os profissionais da área fizeram foi constranger integrantes da equipe do filme e forçá-los a não trabalhar conosco. Agiam quase sempre por baixo dos panos, o que denota o comportamento de um classe dominada por panelinhas e fofocas. As implicâncias com o filme começaram muito antes de saberem como ele seria.

 

Depois do filme produzido, chegou a vez de testemunhar a reação dos festivais de cinema. Nesse momento, ficou evidente que o patrulhamento ideológico (termo cunhado pelo cineasta Cacá Diegues) é bastante abrangente. Inscrevemos o filme em dezenas de festivais brasileiros e ele não foi selecionado por nenhum, inclusive no “É Tudo Verdade”, um festival especializado em documentários. Como foi possível ignorar um filme com uma demanda popular tão evidente e que foi até o momento o maior crowdfunding cinematográfico na história do Brasil? O único festival que aceitou o filme foi o Cine PE e nele ainda ganhamos o prêmio de melhor filme por júri oficial e júri popular e melhor montagem. Ou seja, a recusa não era por falta de qualidade.

Ainda assim, sete cineastas retiraram seus filmes quando descobriram que o festival havia selecionado “O Jardim das Aflições”. Nenhum dos cineastas havia visto o filme. Enquanto o público e os jurados do festival decidiram premiar o filme, incluindo Vladimir Carvalho, que é um nome importante na história do cinema nacional, os cineastas provincianos optaram pela ignorância e negação da realidade. Já era possível perceber o retrato da classe artística nacional: os artistas não falam mais para o coração do público, são incapazes de fazer críticas construtivas e estão mais preocupados em retroalimentar o ego e o bolso do seu grupo de amigos.

Prova disso é que o filme seguiu muito bem de bilheteria em se tratando de um documentário nacional. Ficou mais de 9 semanas em cartaz, passou por mais de 30 cidades e angariou mais de 25 mil pessoas de público. Somente um quinto dos documentários nacionais passa de 20 mil pessoas de bilheteria. Não tivemos nenhum problema com os exibidores. Pelo contrário, fomos muito bem acolhidos e recebemos muitas mensagens parabenizando nosso desempenho. Ou seja, os que trabalham em uma lógica de oferta e demanda não compartilham da mesma visão da classe artística. Depois de ter entrado nos cinemas, o filme foi vendido por tempo limitado em uma plataforma exclusiva e também foi um sucesso de vendas. Recebemos muitos comentários elogiosos por parte do público.

O mais surpreendente foi quando surgiram alguns estudantes querendo exibir o filme nas universidades. Mais do que em qualquer outra etapa do filme, essas exibições foram o momento em que enfrentamos a hostilidade mais radical. Considero essas exibições o diagnóstico mais significativo da situação cultural no Brasil atualmente. Na primeira exibição na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Partido da Causa Operária (PCO) organizou um evento de protesto no mesmo dia e horário. O que aconteceu em seguida muitos já sabem. Depois da exibição, os militantes tentaram invadir o prédio e agredir o público do filme. Foram impedidos por uma dezena de integrantes da exibição que conseguiram barrar a horda com seus próprios punhos.

Tudo aquilo me pareceu muito fora de proporção. O filme foi exibido em um festival de cinema e não recebeu tamanha hostilidade. O filme foi exibido por semanas nos cinemas e também não recebeu essa reação. Por que uma exibição para 200 pessoas em um auditório de universidade causou tamanho furor na esquerda? Acontece que, agora, definitivamente entramos no seu território sagrado. A exibição não era um ato de ataque, mas a militância esquerdista a interpretou dessa maneira e acabou revelando o valor que dão ao território que lhes é mais caro: a universidade. Eles sabem que um auditório com 200 alunos em uma faculdade tem um valor cultural igual ou maior do que um festival de cinema.

Dostoievski descreve em “Crime e Castigo” a trama psicológica de Raskolnikov. Ele demonstra as etapas psicológicas que Raskolnikov sofre após ter matado e roubado duas pessoas. Após o roubo, ele esconde os bens em seu apartamento. Toda vez que alguém chega perto do esconderijo, Raskolnikov fica raivoso e instável. Vejo um comportamento semelhante na militância que tenta impedir a exibição do filme nas universidades. Por que tanto ódio contra um filme? Porque a exibição desse filme revela um crime que eles têm medo de admitir: o aparelhamento das universidades e o uso dos centros acadêmicos como instrumento de formação de militância. Esses grupos que circundam o PCO, MST e PT querem única e exclusivamente perpetuar seu discurso hegemônico na academia assim como se perpetuam nos aparelho do governo. Na exibição na Universidade Federal da Bahia (UFBA), um militante ainda levantou um cartaz escrito “morte aos cristãos”. Ou seja, de um lado você tem pessoas querendo ver um filme e de outro você tem pessoas querendo destruir, silenciar e até matar.

No final das contas, “O Jardim das Aflições” tem servido de termômetro para a situação da cultura nacional. E o diagnóstico atual é que os artistas estão preocupados somente com seu pequeno grupo de amigos, a classe artística não fala sobre temas que interessam a população e as universidades são o território sagrado onde a esquerda não tolera nenhum tipo de diálogo. O que era para ser apenas uma obra de arte se tornou um retrato do comportamento tirânico da classes letradas.

Em seu livro “Aristóteles em Nova Perspectiva”, Olavo de Carvalho demonstra que sempre raciocinamos em cima dos objetos que apreendemos pela nossa imaginação. Ou seja, raciocinamos com base na biblioteca de símbolos presente em nosso imaginário. Se algo em nossa alma está soterrado pelo desconhecido, é comum termos medo daquilo. E o salto do medo para a agressividade é curto, pois em cima do medo construímos nossas quimeras. Como se pode ver pelos acontecimentos que circundam “O Jardim das Aflições”, seus críticos mais ferozes são justamente os que não sabem nada sobre o filme. Essa raiva surge a partir do medo do desconhecido, um medo que nasce da ignorância. Se o sono da razão produz monstros, como diz a gravura de Goya, isso faz ainda mais sentido quando falamos de um filme sobre um filósofo conhecido por ter razão. Os que se negam a ver a realidade sobre o filme, projetam em seu público e em seus realizadores a imagem de monstros. Fazem isso no mesmo instante em que gritam pela morte dos cristãos demonstrando assim a contradição em que vivem: são eles mesmos os monstros que temem ver em nós.

Matheus Bazzo, produtor do filme “O Jardim das Aflições”, é produtor, diretor de arte e desenvolve trabalhos na área de produção e design

Olavo e Matheus Bazzo

30.12.2017

Três coisas que os ecopentelhos desarmamentistas ignoram por completo e desejariam continuar ignorando pelos séculos dos séculos: (1) Praticamente todos os movimentos para a conservação das espécies animais ameaçadas de extinção foram fundados por caçadores. (2) Na África a proteção dessas espécies é financiada essencialmente pelo dinheiro das licenças de caça. (3) A concessão dessas licenças é parte integrante da engenharia de controle das população animais.

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Aprendi isso lendo as memórias africanas de Robert Stack, o ator da série “Os Intocáveis”, ele próprio um caçador entusiasta e respeitado matador de leões.

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A aula de ontem, na qual expliquei a pentadialética do Mário Ferreira dos Santos mediante um exemplo histórico que nunca ocorreu ao seu próprio criador, foi parcialmente inspirada na idéia dos filósofos pragmatistas — Charles S. Peirce, William James e Josiah Royce — de que o sentido de um conceito é o uso que fazemos dele. Idéia que não subscrevo como regra geral, mas que pode ser útil em determinadas circunstâncias.

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A ÚNICA maneira de compreender uma filosofia é dar-lhe continuidade, estendendo-a a temas e problemas que não ocorreram ao seu próprio criador e que fazem parte da nossa circunstância, não da dele.
O conhecimento histórico-filológico (uspiano, digamos) de cada filosofia é apenas um aquecimento preliminar que, por si, jamais pode gerar a compreensão.

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É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO, para a sobrevivência do Brasil como nação independente, remover da vida pública TODA a classe política atualmente existente, com duas ou três exceções no máximo.

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Com a exceção da propaganda antijudaica na Alemanha nazista, nunca houve uma campanha racista tão vasta, ostensiva e descarada como a do racismo anti-branco que se tornou moda (inclusive entre brancos) nas universidades americanas.

https://www.infowars.com/student-op-ed-calls-white-people-an-abomination/

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Pela milésima vez: Integralismo é babaquice.

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Na hierarquia social brasileira, não confio em ninguém de gerente de posto de gasolina para cima.

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Sócrates, o fundador da tradição filosófica no Ocidente, não tinha doutrina filosófica nenhuma. Pena que o exemplo não pegou.

Max Costa Olavo, qual a importância de se benzer?
É só um cerimonial ou existe uma importância espiritual no gesto?
A pergunta parece boba, mas é séria, fiquei 10 anos sem me benzer antes de sair de casa e voltei a fazer o ritual hoje!

Olavo de Carvalho O sinal da Cruz consagra todo ato humano a Nosso Senhor. O “Pelo Sinal” é um tipo de exorcismo.
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A É-Foda-Realizações, num esforço desesperado para dar alguma respeitabilidade às edições bonitinhas mas ordinárias que vem fazendo das obras do Mário Ferreira dos Santos, publica fotos dos originais de um ROMANCE escrito pelo filósofo em 1940, repletos de correções manuscritas, e com isso pretende insinuar que todos os volumes da “Enciclopédia das Ciências Filosóficas”, compostos a partir de QUATORZE ANOS DEPOIS, receberam do autor o mesmo tratamento e constituem por isso textos canônicos, dignos de ser publicados sem novas correções.
A desonestidade intelectual dessa gente não tem limites, nem constrangimentos, nem escrúpulos de qualquer natureza.
Pensem bem. Os volumes da “Enciclopédia” estão tão repletos de anacolutos, que, admitida a hipótese de o autor tê-los redigido em pessoa e dado a eles uma revisão criteriosa, seria inescapável a conclusão de que esse autor era um semi-analfabeto. Conclusão desmentida antecipadamente pela boa qualidade literária dos livros que ele publicou antes de lançar-se à aventura de compor, às pressas, sua obra magna. Construida em apenas quatorze anos de trabalho, à base de quatro ou cinco livros por ano, essa obra resulta obviamente de gravações transcritas de improvisos orais, nos quais a presença dos anacolutos é normal e praticamente inevitável, em nada depondo contra a dignidade literária do autor.
A tese — chamemo-la assim — da editora é apenas autojustificação forçada “ex post facto” e, ao mesmo tempo, fusquinha anti-olavética pueril e desprezível.
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 P.S. – A “Filosofia da Crise” parece ter mesmo recebido do autor uma revisão mais séria. Os demais volumes da “Enciclopédia”, não.
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Nunca, na minha porca vida, hei de dar um curso meramente escolar sobre a obra de um filósofo. Ou trabalho as idéias dele seriamente, até torná-las minhas ao ponto de raciocinar como ele sobre pontos em que ele nunca pensou, ou então não faço porra nenhuma. Ensina-se filosofia filosofando, ou não se ensina de maneira alguma.
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Por exemplo, não posso dar um curso sobre Bernard Lonergan porque ainda não me lonerganizei o suficiente.
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Mas talvez dê um curso sobre Nicolai Berdiaev, que creio ter assimilado em profundidade.
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O traço mais saliente da miséria cultural de um país é a proliferação endêmica de idéias esquisitas, surgidas de idiossincrasias pessoais ou preconceitos grupais e locais sem nenhuma raiz na História do pensamento, no “grande diálogo”, como o chamava Mortimer Adler.
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29.11.2017

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“We need a mama.”

 

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O embaixador do México na ONU dizia do Oswaldo Aranha: “Me gusta don Oswaldo porque tiene dos cojones y los pone sobre la mesa.”
Era outro Brasil.

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O “Mínimo” nas livrarias. Chique no úrtimo!

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Não tenho NENHUM interesse por doutrinas filosóficas, políticas ou sociais. Só por análises da realidade. Não troco a obra inteira de Jean-Jacques Rousseau por duas páginas de Eric Voegelin.

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Hoje, na segunda aula do curso sobre a filosofia de Mário Ferreira dos Santos, demonstrei um pouco do seu método fazendo uma análise pentadialética do movimento socialista.
A aula gravada já está no site para os alunos inscritos. O curso vai até sábado, mas as aulas ficam disponíveis para download. Se você ainda não se inscreveu, inscreva-se aqui:

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Hoje, em todo o Ocidente, ter duas bolas é ter duas a mais que a média da população.

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Não sei de outros ramos da economia, mas na mídia nunca vi ninguém perder o emprego por ser gay, preto, mulher ou índio. Só por ser conservador.

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A União Européia quer injetar mais 75 MILHÕES DE IMIGRANTES nos vários países do continente. É a maior operação de “limpeza étnica” já observada na História.

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Não deixo de admirar a bravura física do Ciro Gomes (coisa tão rara hoje em dia), mas, vamos e venhamos, que ele é doido da cabeça, isso é. Fodeu com o próprio comício só pelo prazer de dar umas porradas num cidadão.

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Pelas notícias dos últimos dias, a maior ocupação dos repórteres da CNN é a passação de mão.

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Na única vez em que vi o dr. Roberto Mangabeira Unger, notei que ele era um desafio à lei da gravidade: caminhava com uma inclinação de 45 graus e não caía.

Lucas Novaes Roberto Mangabeira Unger é um filósofo e teórico social brasileiro. Por duas vezes foi ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República do Brasil. Wikipédia
Nascimento: 24 de março de 1947 (70 anos), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Influenciado por: Karl Marx, Immanuel Kant, Aristóteles, MAIS
Nacionalidade: Americano, Brasileiro
Formação: Escola de direito de Harvard (1976), MAIS
Prêmios: Bolsa Guggenheim para Ciências Sociais, Estados Unidos e Canadá
Não tem influência do Olavo, nem gente é…
Olavo de Carvalho Bela merda. Você já leu os livros dele? O homem é incapaz de distinguir entre doutrina liberal e economia capitalista.

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O Leandro Espiritual descobriu que o prejuízo é compensado quando os ganhos igualam ou superam as perdas e que a fidelidade matrimonial só é possível quando não há traição. Que faríamos sem esse farol da inteligência para nos iluminar os grandes segredos da existência?

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Aposto em cada autor novo que me aparece. Perco em noventa e nove por cento dos lances, mas o centésimo compensa o prejuízo. Valeu a pena ler até o Leandro Espiritual para descobrir o Érico Nogueira.

Francisco Rabelo Jr. Quais livros do Pondé o senhor já leu, professor? “Do pensamento no deserto” vale a pena.
Olavo de Carvalho Só o livro sobre Dostoiévski. É bom.

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Li a Márcia Tiburi e a Patrícia Melo antes de encontrar o Rodrigo Duarte Garcia. No pain, no gain.

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O que leio de porcarias em busca de tesouros escondidos no lixo não é brincadeira. Mas — creiam — os tesouros existem. Jogados no lixo pelos criadores das porcarias.

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“Só quem é capaz de adular é que teme ser chamado adulador.”
(Gilberto Amado)

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É teoria da conspiração?

http://www.frontpagemag.com/fpm/268499/its-war-christians-raymond-ibrahim

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Da página do Israel Azevedo :

O que aconteceu hoje (29/11/17) na FFLCH-USP durante o VI Simpósio de Filologia e Culturas Latino-Americanas teria sido digno de uma comédia de opereta se não fosse financiado com dinheiro público.

Fiquei sabendo, há poucos dias, que haveria no supracitado local um Simpósio de Cultura Latina onde um dos locutores seria o prof° Victor Emanuel Vilela Barbuy – que também é presidente da Frente Integralista Brasileira.

O tema seria um muitíssimo polêmico assunto que está onipresente em todas as discussões político-partidárias modernas e que é o foco da contenda entre os grupos políticos do momento: O municipalismo.

Pois é. Só que não.

Atiçado por uma neutra curiosidade a respeito do tema e pela simpatia ao professor, fui ao local despretensiosamente.

A priori, a simples opinião política do palestrante – opinião esta completamente alheia ao assunto da palestra – foi suficiente para despertar mais de 200 membros das hostes esquerdosas daquela cracolândia intelectual chamada FFLCH-USP dispostos a obstruir o valoroso evento.

Após a infantil expulsão do Prof Victor Emanuel Vilela Barbuy, o tema foi trocado para a “Vida de São Frei Galvão” – polêmico demais, mds – e outro palestrante seguiu a locução. Entretanto, mesmo isto não bastou para acalmar os ânimos dos analfabetos.

Entraram na sala, interromperam a palestra e gritaram estúpidas palavras de ordem dos anos 30 e 40: “Fascistas não passarão!” (?).

Não resisti. Ri em silêncio e com discrição. Mas este mero gesto já bastou para me render ameaças de toda a sorte, além de xingamentos espúrios que usavam o nome de uma doutrina política como injúria.

Em pouco tempo, todos voltaram à sala, exigiram o fim da palestra e expulsaram violentamente os ouvintes, incluindo eu e meu companheiro que estava comigo.

Mas não antes, obviamente, de uma boa dúzia de socos e ponta-pés de marmanjos gordos e acomodados de meia-idade contra dois adolescentes franzinos e desarmados – verdadeiras ameaças à democracia.

Foi uma piada.

Era um bando de favelados mentais se fantasiando no auge das disputas Integralistas X Comunistas dos anos 30; descarregando toda sua fúria revolucionária (sic) em um, no máximo, cético-simpatizante do movimento do Sigma, em um leigo absolutamente alienado à discussão e em uma meia dúzia de senhores de idade que assistiam a locução. Um verdeiro primor de coragem e bravura dos vermelhos.

Não me importo de ter apanhado e não me arrependo de nada, a não ser de não ter tido a intrepidez do japa da pochete para ter afrontado aqueles idiotas; mas 200 contra 2 é sacanagem.

Mas também, sem drama… Não foi nada demais; estas coisas acontecem.

O mais trágico é que toda esta comédia é financiada com dinheiro público. Aquele bando de estudantes analfabetos que não sabem o que é fascismo – e muito menos integralismo – são bancados pelo suado dinheiro do povo brasileiro; o mesmo que ganha em média R$ 1.242 por mês e trabalha durante vários para pagar os impostos direcionados às orgias, ao uso recreativo de drogas e à ignorância cultivada naqueles dantescos ambientes.

Se fosse uma palestra de doutrinação pura integralista, eu mesmo seria contra e entenderia; universidade pública não é local para pregação ideológica. Mas não, se tratava de um tema absolutamente alheio e quase transcendental aos imbecis da faculdade.

E mesmo que o fosse, nada justificaria a agressão física – típica de primatas – e a gritaria histérica que lá foi ouvida contra os adeptos, simpatizantes, leigos e céticos do movimento verde.

Em suma, foi a cara da FÊFÊLÉTCHI. A cara da tolerância esquerdista.

Por fim;

Não sou apoiador da violência
E não sou fascista;
mas juro que às vezes
sinto-me tentado a ser!

#FFLCH #USP