Professora Margarita Noyes

Professora Margarita Noyes

1 h · 

Já está disponível a entrevista com o professor Olavo legendada em português!

A conversa partiu da frase, conhecida da maioria dos alunos do COF, de Hugo von Hofmannsthal: “Nada se torna realidade na política de um país se antes não está presente, como espírito, na sua literatura.”

A partir disso pudemos falar de diversos tópicos, como a luta constante de um escritor contra os clichês, a influencia cultural do professor no Brasil, o amor pela realidade e muitos outros assuntos.

Tivemos um problema com o microfone nos primeiros 10 minutos, felizmente com as legendas dá para acompanhar tudo. De qualquer modo, dalí em diante o som fica muito melhor.

Espero que vocês gostem e não esqueçam de enviar esse vídeo para algum amigo estrangeiro, ter as palavras do professor Olavo em inglês é uma preciosidade.

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Pedro Bial

Dahise Brando

Ontem às 15:35 · 

Ainda não tinha postado as minhas fotos que foram tiradas na casa do professor Olavo de Carvalho, na entrevista que ele deu ao Bial! Essa entrevista parece que irá ao ar no dia 9/10 de abril no programa dele, foram quase duas horas de conversa informal, mas quando se corta a gordura e comerciais, não passará de uns 45 minutos, isso sem falar que, por nunca ter assistido o programa dele com entrevistas internacionais, nāo saberemos que formato irá ao ar, em geral o Bial tem alguém para fazer o contraponto! A entrevista feita por ele ao Olavo, nos anos 90 foi relembrada durante o encontro. Vamos aguardar para ver o que será editado, espero que ele seja honesto! 
Não tivemos autorização da produção para gravar a entrevista, mas pude tirar fotos desde a chegada dele até o fim da entrevista!

The Guardian – Felipe Moura Brasil

Roxane Carvalho

Felipe Moura Brasil avisa:
Ainda de férias, dei essa entrevista ao jornal inglês The Guardian.)

Como você descobriu o trabalho do Olavo de Carvalho?

Descobri o trabalho de Olavo de Carvalho na década de 1990 por meio de seus artigos de jornal, que depois me despertaram o interesse pelos seus livros de crítica cultural, filosofia e história da filosofia.

O que achou?

Ao contrário da maioria dos colunistas da imprensa, que tratava apenas da política diária e com frequência buscava produzir sentimentos, tomadas de posição e ações nos leitores, Olavo de Carvalho examinava as questões mais sensíveis do debate público como um educador que resgata a definição de conceitos fundamentais como educação (‘ex ducere’, que significa levar para fora), conhecimento, verdade, inteligência, vocação, sociedade, cultura, democracia, direita, esquerda e fanatismo, sempre identificando, acompanhando e até constituindo as correntes intelectuais profundas que geram transformações culturais e depois políticas, estas últimas normalmente surpreendentes para os setores da imprensa limitados aos acontecimentos de superfície e/ou cegos pela ideologia e pela militância, como vimos recentemente nas eleições de Donald Trump e Jair Bolsonaro. Em seus artigos, Olavo levava o leitor para fora da bolha criada por aqueles que transformaram a atividade intelectual em megafone de interesses partidários.

Por que achou importante colecionar os textos dele para o livro e como foi esse processo?

Os artigos jornalísticos de Olavo de Carvalho representam a parte da sua obra dedicada à crítica cultural, embora também embutam elementos de sua filosofia e até de seus ensinamentos de história da filosofia, que constituem outras partes. Apesar do sucesso do livro “O imbecil coletivo”, de 1996, que reunia artigos jornalísticos do autor voltados mais especificamente à exposição da decadência e da corrupção da camada intelectual da sociedade brasileira, a parte de crítica cultural era a menos organizada de sua obra e, ao mesmo tempo, aquela com maior potencial de fisgar o cidadão comum – como aconteceu comigo – não só pela capacidade de síntese, como também pela destreza no trato de questões existenciais e sociais, como a juventude, a vocação, a formação da personalidade, a pobreza e a prática do amor ao próximo.

Os artigos, muitos dos quais haviam apontado também os germes intelectuais de acontecimentos políticos atuais e cujo conteúdo sem o devido crédito já passava a ser repetido por velhos e novos colunistas com décadas de atraso, estavam dispersos na internet, de modo que organizá-los por temas e acrescentar explicações em notas foi uma maneira de fazer jus à obra pioneira do autor e de torná-la acessível ao cidadão comum disposto a sair da bolha. Apresentei o projeto de “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” e o título a Carlos Andreazza, editor da Record, que topou de imediato; e depois a Olavo, que adorou e deu o sinal verde para que eu continuasse o trabalho, sem qualquer interferência dele. O resultado foi um best seller para os padrões brasileiros, que teve desde 2013 mais de 300 mil exemplares vendidos e uma edição comemorativa em capa dura, consolidando mudanças culturais que teriam reflexo na política.

Por que a importância dele na política brasileira cresceu tanto?

A importância da obra jornalística de Olavo de Carvalho é primeiramente cultural. Ela quebrou a hegemonia intelectual esquerdista, à medida que diagnosticou esta situação e expôs suas raízes históricas, seus exemplos práticos nos meios acadêmicos e de comunicação, e suas consequências nefastas para a cultura e a democracia. Com isso, abriu espaço para outras ideias, também favorecidas (1) pelo advento da internet e das redes sociais, que permitiram a refutação de narrativas circulantes por meio de um contato direto de autores com o grande público sem o filtro político-ideológico do establishment; e (2) pela operação Lava Jato, que mostrou a magnitude da corrupção no Estado inchado brasileiro, defendido e ocupado pela esquerda e por seus aliados. Que um político não esquerdista como Jair Bolsonaro considere a opinião de um autor como Olavo sobre uma ou outra pessoa capaz de fazer um bom trabalho como ministro, é apenas um efeito periférico dessas mudanças culturais. No entanto, é o efeito periférico que desperta o interesse da maior parte da imprensa. O trabalho mais profundo que Olavo fez, quebrando a hegemonia intelectual esquerdista e abrindo espaço para outras ideias, nunca havia sido objeto de notícia.

Por que tantos brasileiros seguem os vídeos e textos dele, coisa inédita para um filosofo por aqui?

Se os jornalistas lessem a obra de Olavo de Carvalho, a começar por “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, talvez entendessem a capacidade dele de lançar luz sobre a experiência mental brasileira e as forças que atuam sobre ela, sendo ao mesmo tempo erudito, popular, educativo e engraçado.

Qual foi a importância da influência e pensamentos dele no crescimento dessa onda conservadora dos últimos anos? Qual foi a importância dele na vitória do Jair Bolsonaro?

A expressão “onda conservadora”, usada pela imprensa, é, no mínimo, imprecisa. A maioria do povo brasileiro já tinha posições conservadoras, de acordo com os próprios institutos de pesquisa respeitados pela imprensa. O que o povo não tinha era representatividade, no caso um candidato viável com posições conservadoras em quem votar. Esta lacuna foi até celebrada pelo então presidente Lula em setembro de 2009, quando declarou: “Pela primeira vez não vamos ter um candidato de direita na campanha. Não é fantástico isso? Vocês querem conquista melhor do que numa campanha neste país a gente não ter nenhum candidato de direita?”

Em 2012, no entanto, o Datafolha mostrou que 83% dos brasileiros são contra a legalização das drogas. Em 2014, o Ibope mostrou que 79% são contra a legalização até da maconha. Em 2010 e 2016, o Ibope também mostrou que 78% são contra o aborto. Em 2016, o Ibope mostrou ainda que 78% são a favor da redução da maioridade penal e que 78% são a favor de prisão perpétua para quem comete crimes hediondos. Esses dois números ainda haviam aumentado 12 e 15 pontos, respectivamente, em relação a 2010, indicando que o aumento da criminalidade no país durante os governos de esquerda só fazia crescer no povo a demanda por punições mais duras aos criminosos. Olavo, entre outras coisas, mostrava a desconexão entre os anseios do povo e os do establishment cultural e político; e o projeto de Jair Bolsonaro de virar presidente começou neste cenário até então ignorado pela maioria dos supostos representantes do povo, que não vocalizavam o sentimento popular nem representavam suas ideias, geralmente consideradas retrógradas pela imprensa. Mesmo não sendo a encarnação perfeita do conservadorismo, Bolsonaro se posicionou contra a legalização das drogas, contra o aborto, a favor da redução da maioridade penal e de penas mais duras aos criminosos, incluindo corruptos como Lula presos pela Lava Jato, operação que só potencializou a demanda por ordem no país. O atual presidente, apesar de ter adotado o liberalismo econômico apenas recentemente e mesmo assim com várias ressalvas, soube explorar tudo isso a seu favor, falando com simplicidade diretamente ao cidadão comum.

Como o trabalho dele te ajudou na sua carreira e pensamento? Fez um curso com ele? Como foi?

No artigo “O imbecil juvenil”, Olavo expressou o que eu percebia em muitos jovens ao meu redor, sempre dispostos a adquirir vícios alheios e suprimir sua personalidade para pertencer a um grupo qualquer, sem jamais desenvolver a consciência individual e fazer o esforço necessário para sair da bolha em que se meteram. No artigo “Vocações e equívocos”, Olavo descreveu o que eu percebia em pessoas frustradas, amarguradas e/ou ressentidas, que só concebiam a dedicação a alguma atividade por dinheiro ou por prazer, ignorando a experiência da vocação, do chamado, do sentido da vida. Esses e outros artigos, além de livros, apostilas e aulas de seu curso online de filosofia que ainda não encontrei tempo para concluir, sem falar nos numerosos e fundamentais autores indicados por ele, tiveram forte influência sobre minha vida intelectual e minhas decisões práticas, tanto pessoais quanto profissionais, porque busquei e sigo buscando exercer minha personalidade e minha vocação sem me deixar nivelar pelo corporativismo social, político ou ideológico de qualquer patota. Sobre minha carreira, a influência de Olavo é indireta: como ele quebrou a hegemonia intelectual esquerdista, abrindo espaço para outras ideias no debate público, o meu trabalho de mais de 10 anos como colunista na internet, alguns dos quais no site Mídia Sem Máscara, criado por ele, acabou me rendendo contratos para escrever e falar em veículos maiores onde havia editores que não boicotavam vozes dissidentes capazes de refutar as narrativas circulantes.

Como descreveria a personalidade e pessoa do Olavo de Carvalho? O que ele contou para você da historia da vida, da descoberta de filosofia, do tempo que foi de esquerda, dos trabalhos com astrologia, a fé e a mudança para os EUA?

Nunca encontrei Olavo pessoalmente, o que pretendo fazer assim que possível, viajando à cidade onde ele mora nos EUA. Nosso contato até aqui foi inteiramente virtual. Mas ele é uma das pessoas mais generosas que conheci. Tão generosa que não preciso falar da vida dele, porque o próprio Olavo tem tido a paciência de explicá-la em detalhes até mesmo a jornalistas que não leram sua obra, que trabalham para veículos que o demonizam, que buscam detalhes banais de sua biografia para rotulá-lo pejorativamente e que só o procuram porque Bolsonaro nomeou como ministros um par de nomes elogiados por ele.

O Olavo de Carvalho já fez alguns comentários polêmicos. Concorda com todos? Se não, do que discorda?

Eventuais discordâncias pontuais são irrelevantes perto do que aprendi com a obra de Olavo e dos autores indicados por ele, como Roger Scruton e Dennis Prager.

Gostou das recomendações de ministros dele? Compartilha as posições ideológicas dos dois?

Essa análise da política diária, referente a um governo que acabou de começar, prefiro deixar para o programa Os Pingos Nos Is, da rádio Jovem Pan, que volto a ancorar em 21 de janeiro. Neste momento, estou curtindo duas semanas de férias, que só interrompi para tratar de assuntos culturais mais relevantes. Obrigado.

Por J. R. Nyquist

Entrevista: Olavo de Carvalho fala sobre comunismo no Brasil e na América Latina

“O Partido dos Trabalhadores é o Partido Comunista. Nós não podemos mais esconder isso”

https://www.epochtimes.com.br/entrevista-olavo-de-carvalho-fala-sobre-comunismo-no-brasil-e-na-america-latina/?fbclid=IwAR3gnsrJNQAZ0k97R-oCrnKCYOMzkGCuzQFe-PZbkDks1Dzb9Xii5x8isTs

Olavo de Carvalho é uma das principais vozes do ressurgimento conservador do Brasil. Ele é escritor, professor e crítico da esquerda política no Brasil.

J.R. Nyquist: É um prazer falar com você, Olavo. Talvez você possa nos dizer o que está acontecendo no Brasil.

Olavo de Carvalho: Você sabe, os comunistas e marxistas sempre condenaram a burguesia, dizendo que eles definiam a democracia apenas por traços legais e formais, sem levar em conta a substância das relações de poder. Eles sempre diziam isso. Mas agora no Brasil, os comunistas estão usando o sistema formal de poder e legalidade. Eles se escondem atrás do formalismo para tornar invisíveis as relações de poder.

Toda a pesquisa de opinião mostra que a maior parte da população brasileira — cerca de 70 a 80% — é extremamente conservadora, especialmente do ponto de vista moral e religioso. Em um país onde a maioria da população é conservadora, não há partido conservador (até recentemente), não há jornal conservador, não há canal de TV conservador, não há universidade conservadora, não há nada conservador! Então, a maioria das pessoas não tem como expressar sua opinião. Esta é uma relação real de poder. Mas formalmente, legalmente, somos uma democracia, então os comunistas adotaram o “esquema burguês” de se esconder atrás de formalidades para tornar invisíveis as verdadeiras relações de poder.

J.R. Nyquist: Você está dizendo que o Partido dos Trabalhadores é uma fachada para os comunistas?

leia tudo no link…

Instituto Liberal

Afinal, o que a nova direita deve a Olavo de Carvalho?

Rafael Valladão

https://www.institutoliberal.org.br/blog/afinal-o-que-a-nova-direita-deve-a-olavo-de-carvalho/

É claro que o velho agiu não como um ideólogo, mas como um legítimo professor. A diferença consiste no seguinte: o ideólogo doutrina seus ouvintes na ortodoxia em que deseja alinhá-los, já o professor apresenta um universo plural de possibilidades intelectuais. O resultado esperado da doutrinação é a uniformidade mental que possibilita a obediência cega ao comando oficial; o produto da boa educação é uma postura curiosa de observação e reflexão permanentes sobre a realidade. É como a diferença entre diversidade e uniformidade. Francisco Campos, ideólogo da ditadura varguista, dedicou um livro à justificação teórica do Estado Novo. Em O Estado Nacional, Campos afirma que “o regime político das massas é a ditadura”, então Vargas teria legitimidade na medida em que seu poder pessoal, formalmente radicado no Estado, se estendesse implacavelmente a toda a sociedade civil. Campos foi fiel a Getúlio Vargas como o escol nazista foi leal a Hitler. Isso porque o ideólogo trabalha a favor de um projeto de poder, no estilo gramsciano do intelectual orgânico que ocupa posições estratégicas na sociedade, como um esquadrão de artilharia se organiza no campo de batalha. Ao contrário, o bom professor está além do governo porque não se dedica à execução de um projeto político, mas à realização cultural dos indivíduos, o que constitui um itinerário intelectual individualmente conduzido, impossível de ser controlado por outrem. Logo, o professor não conspira, mas inspira.


Podemos dizer que a maior contribuição do filósofo ao ressurgimento da direita brasileira é de ordem intelectual. Isso pode soar como obviedade a ouvidos incautos, mas Olavo é também um polemista de primeira grandeza. É claro que Filosofia e polêmica são igualmente constitutivas da identidade do filósofo, mas não se confundem – a primeira quer pensar, a segunda quer causar. E embora a polêmica possa ser inteligente e provocativa (no melhor estilo Danilo Gentili), é evidente que a atividade filosófica é intelectualmente superior à polêmica. Isso quer dizer que Olavo não é um polemista barato que se meteu na filosofia em busca de passatempo, como a extrema-imprensa faz parecer. É precisamente o contrário: o velho é filósofo e toda a sua verve polêmica é condicionada pelo rigor filosófico. Suas afirmações veementes e ásperas refletem um espírito culto e simples. Como bom professor, Olavo sabe se comunicar com seus alunos: mistura raciocínios convincentes e argumentos incisivos com palavrões e comentários ácidos. A polêmica é apenas um tempero no pensamento do filósofo, não sua matéria-prima. O Olavo dos “fetos abortados” é uma caricatura do autor de 18 livros que elevou a intelectualidade do país a novos patamares. Como filósofo, portanto, Olavo formou uma parcela significativa da inteligência nacional e nos presenteou com escritores e analistas que, ensinados pelo velho, se dedicam agora à restauração da intelectualidade no Brasil. São escritores, jornalistas e personalidades da mídia em geral que se comunicam com os brasileiros no tom olaviano: linguagem acessível, ideias complexas.
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