COF

O Mário Chaínho está montado na razão: a única verdadeira introdução à obra e ao pensamento do Olavo de Carvalho é o COF. Poderão haver algumas pouquíssimas excepções.

Ler um, dois, até três livros deste filósofo não são certamente suficientes para alguém dizer que sabe exactamente qual é o pensamento deste autor. Unicamente no COF estão dadas todas as explicações, perspectivas e abordagens que sustentam o seu pensamento, além de um contacto directo com o próprio Olavo, onde temos a oportunidade de ver um filósofo a… fazer o quê? A filosofar “em cima do acontecimento”. Isso é coisa que raramente aprendemos através da leitura de uns quantos artigos e livros. Mais: só no COF podemos ir observando e aprendendo o que o professor tantas vezes explicou: irmos vendo o objecto ao qual as aulas se referem a ir tomando forma diante de nós, NÃO DE UMA SÓ VEZ, mas através de diferentes e sucessivas perspectivas e sobre o mesmo objecto ao longo de várias aulas. É deste modo que o objecto se torna tridimensional.

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Flávio Lindolfo Sobral

Flávio Lindolfo Sobral
Segundo meus cálculos, já são 773 horas, 58 minutos e 28 segundos de aulas do Curso Online de Filosofia, o famoso COF, do Olavo de Carvalho. Estamos na aula de número 412. Oito anos no ar completados em março deste ano de 2017. Se a alergia lhe oferecer uma trégua neste sábado, 30/12, o professor atingirá a marca de mais 775 horas de aulas.
Qual a importância destes números? Simples: quantas horas/aulas os críticos anti-olavo assistiram?
Já escutei de tudo: “é uma seita”, “é nada demais”, “é lixo”, “é enfadonho”, “eu já superei o Olavo”… Pergunte a estas alminhas: quantas horas/aulas do COF você assistiu? Se o indivíduo insistir que não é necessário assistir nenhuma aula para proferir sua crítica, mande-o tomar no cu logo. Não dê oportunidade de diálogo com desonesto. Se você acha que há outra forma de abordagem com gente que toma atitudes desonestas como estas, bem, a vida, a paciência e o tempo perdido são seus.

Insisto: as jóias de uma verdadeira educação superior, o ouro alquimicamente produzido por uma pedagogia que realmente educa, enfim, o essencial do professor Olavo de Carvalho se encontra nas aulas do COF. Tudo o mais são expressões, ora mais encorpadas e substanciosas, ora mais rarefeitas e tênues, da atividade pedagógica-filosófica que ele exerce. Aí se enquadram suas apostilas, hangouts, artigos de jornal, livros, programas de rádio e TV e publicações nas redes sociais. Nada chega perto do que é desenvolvido nas aulas do COF. Nada! Porque é uma oportunidade ímpar de ver em ação um filósofo filosofando e, melhor ainda, ensinando a filosofar a quem desejar seriamente. Filosofia não é um curso acadêmico ou uma atividade profissional de uns fulanos ao longo do tempo: é antes de tudo uma forma de viver a vida.

A ação divina

As provas experimentais da ação divina no mundo são tão abundantes, que qualquer um que se meta a discutir a existência de Deus sem tê-las estudado deve ser considerado um charlatão incurável. Que é um santo da Igreja Católica? É um cidadão que através de uma vida de orações, jejuns, concentração moral e sacrifícios removeu os obstáculos que impediam que Deus se manifestasse nele. Então ele começa a atravessar o fogo sem se queimar, curar as doenças mais temíveis por meio da oração, ou, como S. Vicente Ferrer, pregar o Evangelho durante quarenta dias e quarenta noites sem dormir, comer ou ir ao banheiro. Quando ele morre, seu corpo se conserva intacto por mais de um milênio, e sua intercessão, desde o outro mundo, continua a operar milagres. Tudo isso testado e documentado com os critérios científicos mais exigentes por uma instituição que se empenha mais em afastar os falsos milagres do que em apregoar os verdadeiros. Você conhece algum Karl Marx, Bertrand Russell ou Richard Dawkins que tenha estudado essa documentação antes de começar a dar palpites? Que nada! Eles fogem disso como baratas fogem da luz. São de uma covardia intelectual a toda prova, micos-leões fazendo-se de leões.

O Jardim das Aflições e suas circunstâncias

 

O filme O Jardim das Aflições tem servido de termômetro para a situação da cultura nacional

Matheus Bazzo

Tem sido impossível não notar quanto “O Jardim das Aflições” revela sobre a classe artística e acadêmica do Brasil. Durante a produção e distribuição do filme, enfrentamos diferentes níveis de hostilidade e censura. Essa coleção de reações formam um grande retrato do funcionamento do mundo das artes no Brasil, especialmente do setor audiovisual. Como produtor do filme, creio ser pertinente dar uma amostra de como foi esse conjunto de reações.
Em 2015, considerando o propenso monopólio ideológico nos editais de cultura, não era possível fazer um documentário sobre Olavo de Carvalho, um filósofo que se posiciona contra os regimes de dominação de massa, especialmente os de esquerda. Como os integrantes da classe artística são em, sua maioria, fiéis direta ou indiretamente adeptos de alguma ideologia de esquerda, não era concebível que se fizesse um filme como esse. Mas cabe destacar que o trabalho de crítica política é a parte mais inicial da obra de Olavo de Carvalho.

O filme foi exibido por semanas nos cinemas e também não recebeu essa reação. Por que uma exibição para 200 pessoas em um auditório de universidade causou tamanho furor na esquerda?

A grande preciosidade da sua obra encontra-se em livros e cursos nos quais se fala menos sobre política do que imaginam seus piores críticos (o que prova que eles talvez não tenham lido nada do filósofo). O coração de sua obra trata de temas muito mais profundos, como a formação da consciência, a análise filosófica intuitiva e radical, a paralaxe cognitiva, etc. É precisamente nesse coração de ideias que “O Jardim das Aflições” procura se instalar. Quem vê o filme sabe disso. Ainda assim, muitos esquerdistas chamam Olavo de Carvalho, seus alunos e até o público do filme de fascistas. Isso não só é um crime como é de uma burrice atroz. O intuito do filme não era fazer uma investigação jornalística sobre a classe artística, mas agora temos documentado o comportamento dos profissionais da classe artística, dos jornalistas e das universidades diante de um filme sobre um personagem que eles tem repulsa – uma repulsa coletivamente imbecil.

Começando pela produção, o que enfrentamos foram hostilidades por parte dos profissionais do cinema de forma velada. Houve também declarações abertas como a de Fabio Leal, que virou slogan do filme: “O Jardim das Aflições é o filme que não deveria existir”. De maneira geral, o que os profissionais da área fizeram foi constranger integrantes da equipe do filme e forçá-los a não trabalhar conosco. Agiam quase sempre por baixo dos panos, o que denota o comportamento de um classe dominada por panelinhas e fofocas. As implicâncias com o filme começaram muito antes de saberem como ele seria.

 

Depois do filme produzido, chegou a vez de testemunhar a reação dos festivais de cinema. Nesse momento, ficou evidente que o patrulhamento ideológico (termo cunhado pelo cineasta Cacá Diegues) é bastante abrangente. Inscrevemos o filme em dezenas de festivais brasileiros e ele não foi selecionado por nenhum, inclusive no “É Tudo Verdade”, um festival especializado em documentários. Como foi possível ignorar um filme com uma demanda popular tão evidente e que foi até o momento o maior crowdfunding cinematográfico na história do Brasil? O único festival que aceitou o filme foi o Cine PE e nele ainda ganhamos o prêmio de melhor filme por júri oficial e júri popular e melhor montagem. Ou seja, a recusa não era por falta de qualidade.

Ainda assim, sete cineastas retiraram seus filmes quando descobriram que o festival havia selecionado “O Jardim das Aflições”. Nenhum dos cineastas havia visto o filme. Enquanto o público e os jurados do festival decidiram premiar o filme, incluindo Vladimir Carvalho, que é um nome importante na história do cinema nacional, os cineastas provincianos optaram pela ignorância e negação da realidade. Já era possível perceber o retrato da classe artística nacional: os artistas não falam mais para o coração do público, são incapazes de fazer críticas construtivas e estão mais preocupados em retroalimentar o ego e o bolso do seu grupo de amigos.

Prova disso é que o filme seguiu muito bem de bilheteria em se tratando de um documentário nacional. Ficou mais de 9 semanas em cartaz, passou por mais de 30 cidades e angariou mais de 25 mil pessoas de público. Somente um quinto dos documentários nacionais passa de 20 mil pessoas de bilheteria. Não tivemos nenhum problema com os exibidores. Pelo contrário, fomos muito bem acolhidos e recebemos muitas mensagens parabenizando nosso desempenho. Ou seja, os que trabalham em uma lógica de oferta e demanda não compartilham da mesma visão da classe artística. Depois de ter entrado nos cinemas, o filme foi vendido por tempo limitado em uma plataforma exclusiva e também foi um sucesso de vendas. Recebemos muitos comentários elogiosos por parte do público.

O mais surpreendente foi quando surgiram alguns estudantes querendo exibir o filme nas universidades. Mais do que em qualquer outra etapa do filme, essas exibições foram o momento em que enfrentamos a hostilidade mais radical. Considero essas exibições o diagnóstico mais significativo da situação cultural no Brasil atualmente. Na primeira exibição na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Partido da Causa Operária (PCO) organizou um evento de protesto no mesmo dia e horário. O que aconteceu em seguida muitos já sabem. Depois da exibição, os militantes tentaram invadir o prédio e agredir o público do filme. Foram impedidos por uma dezena de integrantes da exibição que conseguiram barrar a horda com seus próprios punhos.

Tudo aquilo me pareceu muito fora de proporção. O filme foi exibido em um festival de cinema e não recebeu tamanha hostilidade. O filme foi exibido por semanas nos cinemas e também não recebeu essa reação. Por que uma exibição para 200 pessoas em um auditório de universidade causou tamanho furor na esquerda? Acontece que, agora, definitivamente entramos no seu território sagrado. A exibição não era um ato de ataque, mas a militância esquerdista a interpretou dessa maneira e acabou revelando o valor que dão ao território que lhes é mais caro: a universidade. Eles sabem que um auditório com 200 alunos em uma faculdade tem um valor cultural igual ou maior do que um festival de cinema.

Dostoievski descreve em “Crime e Castigo” a trama psicológica de Raskolnikov. Ele demonstra as etapas psicológicas que Raskolnikov sofre após ter matado e roubado duas pessoas. Após o roubo, ele esconde os bens em seu apartamento. Toda vez que alguém chega perto do esconderijo, Raskolnikov fica raivoso e instável. Vejo um comportamento semelhante na militância que tenta impedir a exibição do filme nas universidades. Por que tanto ódio contra um filme? Porque a exibição desse filme revela um crime que eles têm medo de admitir: o aparelhamento das universidades e o uso dos centros acadêmicos como instrumento de formação de militância. Esses grupos que circundam o PCO, MST e PT querem única e exclusivamente perpetuar seu discurso hegemônico na academia assim como se perpetuam nos aparelho do governo. Na exibição na Universidade Federal da Bahia (UFBA), um militante ainda levantou um cartaz escrito “morte aos cristãos”. Ou seja, de um lado você tem pessoas querendo ver um filme e de outro você tem pessoas querendo destruir, silenciar e até matar.

No final das contas, “O Jardim das Aflições” tem servido de termômetro para a situação da cultura nacional. E o diagnóstico atual é que os artistas estão preocupados somente com seu pequeno grupo de amigos, a classe artística não fala sobre temas que interessam a população e as universidades são o território sagrado onde a esquerda não tolera nenhum tipo de diálogo. O que era para ser apenas uma obra de arte se tornou um retrato do comportamento tirânico da classes letradas.

Em seu livro “Aristóteles em Nova Perspectiva”, Olavo de Carvalho demonstra que sempre raciocinamos em cima dos objetos que apreendemos pela nossa imaginação. Ou seja, raciocinamos com base na biblioteca de símbolos presente em nosso imaginário. Se algo em nossa alma está soterrado pelo desconhecido, é comum termos medo daquilo. E o salto do medo para a agressividade é curto, pois em cima do medo construímos nossas quimeras. Como se pode ver pelos acontecimentos que circundam “O Jardim das Aflições”, seus críticos mais ferozes são justamente os que não sabem nada sobre o filme. Essa raiva surge a partir do medo do desconhecido, um medo que nasce da ignorância. Se o sono da razão produz monstros, como diz a gravura de Goya, isso faz ainda mais sentido quando falamos de um filme sobre um filósofo conhecido por ter razão. Os que se negam a ver a realidade sobre o filme, projetam em seu público e em seus realizadores a imagem de monstros. Fazem isso no mesmo instante em que gritam pela morte dos cristãos demonstrando assim a contradição em que vivem: são eles mesmos os monstros que temem ver em nós.

Matheus Bazzo, produtor do filme “O Jardim das Aflições”, é produtor, diretor de arte e desenvolve trabalhos na área de produção e design

Olavo e Matheus Bazzo

24/11/2017
AVENIDA PARANÁ

Olavo na Casa da Tolerância

Filme sobre o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho será exibido na UEL na próxima segunda-feira

Na próxima segunda-feira (27 de novembro) a Universidade Estadual de Londrina viverá um momento histórico: às 19h30, no Anfiteatro do CCH, será exibido em sessão aberta o filme “O Jardim das Aflições”, dirigido pelo cineasta pernambucano Josias Teófilo. A exibição do documentário sobre o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho dá início ao projeto UEL, A Casa da Tolerância, iniciativa de um grupo de professores liderados por Gabriel Giannattasio, do Departamento de História da UEL. Tentando não atrapalhar muito, este cronista de sete leitores também faz parte da Casa da Tolerância.

Em algumas universidades onde foi exibido, “O Jardim dos Aflições” provocou conflitos, às vezes violentos, entre os espectadores do filme e militantes políticos de esquerda. Esse desentendimento nasce de um equívoco. Como Olavo de Carvalho é geralmente associado ao pensamento conservador e “de direita” (seja lá o que isto signifique), as pessoas acreditam que o filme é um libelo político ou a defesa deste ou daquele candidato. Nada poderia estar mais longe da verdade: “O Jardim das Aflições” é uma belíssima reflexão metafísica sobre a condição humana, o tempo, a história e a eternidade.

Josias Teófilo conseguiu produzir uma autêntica obra de arte em que filosofia, literatura, música e fotografia se combinam admiravelmente em torno de um núcleo de ideias centrais, sem perder a referência na estrutura da realidade. É tão absurdo dizer que “O Jardim das Aflições” é um libelo político quanto seria comparar um panfleto a um filme de Andrei Tarkovsky.

Ao mesmo tempo, “O Jardim das Aflições” é um exemplo de produto cultural bem realizado. Com financiamento integral por apoiadores privados, o documentário venceu o festival Cine PE (em um júri do qual participou o nosso secretário municipal de Cultura, Caio Cesaro) e teve uma bilheteria maior que a de todos os documentários brasileiros somados nos últimos dez anos.

O filme é uma excelente oportunidade para que o público londrinense possa conhecer o verdadeiro Olavo de Carvalho, ele que, na opinião deste cronista, é um dos melhores escritores da língua portuguesa em atividade. “O Jardim das Aflições” configura, digamos assim, uma antecâmara para quem deseja conhecer de perto a obra de Olavo, seja em seus livros propriamente filosóficos — “O Jardim das Aflições”, “A Nova Era e a Revolução Cultural”, “O Futuro do Pensamento Brasileiro”, “Aristóteles em Nova Perspectiva”, “A Filosofia e seu Inverso” —, seja na sua produção de artigos de polêmica cultural — “O Imbecil Coletivo” e “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” —, seja nas mais de 400 aulas do seu Seminário de Filosofia na internet.

O Olavo do filme é o Olavo que este cronista conheceu pessoalmente, em duas visitas ao filósofo em Richmond (EUA): um homem generoso, bem-humorado, sempre disposto a contar histórias e compartilhar conhecimento, pai de uma linda e amorosa família. Que o Jardim de Olavo traga boas sementes para o Jardim do Perobal.

por Paulo Briguet

Os Frutos do COF

Obras relevantes de alunos e admiradores de Olavo de Carvalho

Atualizado em 19 de novembro de 2017
Compilado por Gustavo B. N. da Gamafacebook.com/gustgama ou  gustavobndg@gmail.com

    1. Luiz Gonzaga, Talles de Carvalho etc. – estudos da antigüidade, Instituto Cultural Lux et Sapientia
    2. Carlos Nadalim – alfabetização, literatura infantil, ginástica, psicologia infantil, Como Educar Seus Filhos
    3. Pe. Paulo Ricardo, Fábio Salgado de Carvalho, Rafael Brodbeck – catolicismo, Salvem a Liturgia!
    4. Ives Gandra Martins – Direito
    5. Francisco Marques, Estêvão Marques – diversão e literatura infantil, Palavra Cantada
    6. Francisco Escorsim, Melquisedec Ferreira, Ana Caroline Campagnolo – educação do imaginário
    7. Robson Poreli, Felipe Scagliusi, Dante Mantovani – música, Seminário de Música, Curso de Piano Online
    8. Ítalo Marsili – psiquiatria, Afetividade Infantil e Harmonia Familiar
    9. Rodrigo Gurgel, Érico Nogueira, Yuri Vieira, Lorena Miranda, Marcio Antonio Campos etc. – literatura, análise literária
    10. Rafael Falcón, William Bottazzini – latim, literatura clássica, literatura infantil, Curso de Latim Online
    11. Arno Alcântara – livros indicados por Olavo de Carvalho, Gigantes Recomendam
    12. João Spacca, Emerson Oliveira etc. – desenhos, cartuns, Arte Piedosa, Afonsinho
    13. Camila & Gustavo Abadie, Mônica Camatti etc. – ensino doméstico/homeschooling, rotina doméstica tradicional, Encontrando Alegria
    14. Sidney Silveira, Álvaro Mendes, Sérgio Pachá etc. – ativismo católico, editora Centro Dom Bosco
    15. Clístenes Hafner, Matheus da Costa etc. – educação clássica, Schola Classica, Instituto Hugo de São Vítor
    16. Pe. Luís Filidis, Fábio Leite – cristianismo ortodoxo

 

  • Tiago Amorim, Luciane Amato – psicologia de Léopold Szondi e Viktor Frankl, Centro de Estudos Landmark

 

  1. Fábio Blanco – psicologia, fortalecimento da volição/“força de vontade”, Núcleo de Ensino e Cultura
  2. Roberto Mallet – voz, oratória, teatro, Encontre Sua Própria Voz
  3. Thomas Giuliano – história do Brasil, educação sócio-construtivista, Desconstruindo Paulo Freire
  4. Mauro “Abranches” Kraenski – história do comunismo no Brasil, STB no Brasil
  5. Adolfo Sachsida, Helio Beltrão, Leandro Roque, Rodrigo Constantino etc. – Escola Austríaca de Economia, Institutos Liberais estaduais, Instituto Mises Brasil, Instituto Millenium, Ordem Livre
  6. Josias Teófilo, Matheus Bazzo, Daniel Aragão, etc. – documentários (O Jardim das Aflições, Iconostasis, Milagre)
  7. Rafael Nogueira, Rafaella Gappo – história do Brasil, documentário Bonifácio, série Brasil Paralelo
  8. Ícaro de Carvalho – publicidade, redes sociais, documentário O Código da Riqueza
  9. Danilo Gentili (SBT), Márvio Lúcio “Carioca” (Band), Marcelo Madureira (Globo), Carlos Vereza (Globo) – humor, televisão, comédia stand up, teatro, documentário O Limite do Humor
  10. Flávio Quintela, Bene Barbosa – desarmamento, violência no Brasil, documentários Desarmados e Silenciados
  11. Nando Moura, Leonardo “Conde Loppeux” Oliveira, Fabio “Click Time”, Maro Schweder, Arthur “Mamaefalei” etc. – YouTube, blogs
  12. Bia Kicis, Carla Zambelli, Kim Kataguiri, Steh Papaiano, Felipe Diehl, Caio Bellote, Bruno Engler – organização de movimentos ou eventos, Direita São Paulo, Direita Minas
  13. Hugo Silver, Israel Pestana – Tradutores de Direita
  14. Flávio Morgenstern, Filipe G. Martins, Flávio Gordon, Alexandre Borges, Joice Hasselmann, Alexandre Garcia (Globo), Augusto Nunes (Veja) – análise política, Senso Incomum, Implicante, VejaJoice, Diário do Poder
  15. Guilherme Macalossi, José Linhares, Cristian Derosa, Alex Pereira – rádio, Rádio VOX
  16. Felipe Moura Brasil, Paulo Briguet, Percival Puggina, Paulo Eduardo Martins, Rachel Sheherazade – jornalismo
  17. Allan dos Santos, Ítalo Lorenzon, Fernanda Salles etc. – Canal Terça Livre, Terça Livre Cursos
  18. Silvio Grimaldo – editora Vide Editorial
  19. Janilson Carvalho, Michael Amorim, Taiguara Fernandes, Sávio Mota, Danilo Hage, Flavio Bacha, Ruan Moraes, João Pedro Muffato, Renato Galdino, Gilberto Bergamin Neto etc. – grupos em Universidades Federais
  20. Graça Salgueiro – Foro de São Paulo
  21. Márcio Umbraglia – Programa judicial de re-socialização de condenados Reeducação do Imaginário
  22. Fernando Ulrich – bitcoin, criptomoedas
  23. Stella Caymmi, Marie Asmar – compilação de escritos do Olavo de Carvalho
  24. Ricardo da Costa – história medieval (professor na UFES)
  25. Rodrigo Jungmann – filosofia (professor na UFPE)
  26. Ricardo Augusto Felício – climatologia, hoax “aquecimento global” (professor na USP)
  27. Vitor Geraldi Haase – neurologia (professor na UFMG)
  28. Ana Paula Henkel – esporte
  29. Senador Magno Malta, deputados Victório Galli, Marco Feliciano, Marcel van Hattem, Rogério Peninha, família Bolsonaro, vereadores Fernando Holiday, Carlos Jordy etc. – política, Partido Novo
  30. Dom Bertrand – monarquia, Casa Imperial Brasileira
  31. Miguel Reale († 14/4/2006) – Direito
  32. Jorge Amado († 6/8/2001) – literatura
  33. Bruno Tolentino († 27/6/2007) – poesia, análise literária
  34. José Monir Nasser ( 16/3/2013) – Escola Austríaca de Economia, análise literária
  35. José Osvaldo de Meira Penna († 29/7/2017) – liberalismo econômico, sociologia e psicologia do brasileiro

https://drive.google.com/file/d/1fdWBt1YrqW-hWf4rENzTNSRf6QJixtub/view

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Marlon Belotti

Vinte coisas que percebi no professor Olavo de Carvalho na época em que morou em Curitiba:
1- Extremamente inteligente.
2- Sempre disposto a ajudar.
3- Intolerante com conversas paralelas em sala de aula.
4- Grande apreciador de café.
5- Fumante inveterado.
6- Brincalhão.
7- Grande conselheiro.
8- Piadista.
9- Bem-humorado.
10- Amigo dos alunos.
11- Trabalhador.
12- Amoroso.
13- Dedicado
14- Humilde.
15- Gentil.
16- Temente a Deus.
17- Amante da verdade.
18- Amante da beleza.
19- Amante das coisas elevadas.
20- Um homem com uma vida cheia de significado e propósito.

Eu fui reconduzido à Santa Igreja Católica por sua influência. Muitos dos meus amigos e colegas de curso seguiram o mesmo caminho. Esse homem só trouxe bênçãos para as nossas vidas. Meu Senhor Jesus Cristo é testemunha de que digo a verdade.

O Jardim das Aflições

http://www.amigosdoforum.com.br/ja-pensou-em-assistir-o-jardim-das-aflicoes-talvez-voce-goste/

 

Já pensou em assistir O Jardim das Aflições? Talvez você goste

O Jardim das Aflições não é uma cinebiografia de Olavo de Carvalho, mas fala sobre sua obra. E você pode gostar bastante.

Luide

O filme que não deveria existir“: é assim que, pouco antes de entrar em cartaz nos cinemas, O Jardim das Aflições foi apresentado pela campanha de marketing. Naquela altura já estava bastante claro que o documentário teria um público específico. A frase teria sido dita por algum profissional de cinema do Recife, e assim que Josias Teófilo a divulgou em seu facebook, ela se tornou o principal slogan de uma obra que foi abraçada pela polêmica. Do boicote no Festival de PE (onde o filme se consagrou vencedor meses depois) até mesmo o racha entre membros da produção (com direito a puxão de orelha do próprio Olavo), O Jardim das Aflições nasceu, cresceu se desenvolveu e agora entra para a história do cinema nacional como um dos documentários mais debatidos, amado e na mesma intensidade, odiado. Esse último um oferecimento de quem nem ao menos assistiu.

A abordagem escolhida por Josias Teófilo é bastante pessoal. O diretor é fã declarado da obra do filósofo e esse documentário é praticamente uma homenagem ao seus anos como escritor. Não é um documentário biográfico: são poucos os momentos em que Olavo ou sua esposa falam de suas vidas pessoais. Um momento em especial é quando, no sofá da sala, eles contam como se conheceram e de algumas situações estranhas de seus antigos cursos. Soa mais como uma conversa para refrescar e manter boas lembranças. Não é didático ou muito menos tenta pontuar a carreira de Olavo.

Em 2012, sabe-se lá porque, me deparei com um vídeo de Olavo de Carvalho. Era um trecho do programa True Outspeak, feito por ele no Youtube e também disponibilizado em podcast. Naquela época antes da releição da Dilma e principalmente das manifestações de junho, Olavo de Carvalho já era um best seller e intelectual influente. Porém, a grande massa que hoje o acompanha com fervor nas redes sociais, pouco ou quase nada sabia sobre ele. Foi graças a internet e de figuras influentes por aqui, que o filósofo ganhou ainda mais espaço. Seguido de perto políticos e apresentadores de TV, Olavo é visto por alguns como guru, já por outros, como um desserviço para a política nacional. Foi com esse argumento que os cineastas retiraram seus filmes do Cine PE.

Mas o fato é que indiferente ao zunido das redes sociais, O Jardim das Aflições é um excelente produto do audiovisual nacional, um belíssimo documentário que explora temas complexos de uma maneira simples e dinâmica. Belamente fotografado por Daniel AragãoJardim não esconde sua admiração por Olavo. O tempo todo a câmera o foca como esmero, o enchendo de poder. E longe daquele Olavo que tuita palavrões e grita diante das câmeras, o que temos aqui é um homem sereno, confiante de suas ideias. E, em determinados momentos, um homem brilhante.

Montado em atos, O Jardim das Aflições não deixa de ter um teor político, mas é justamente quando toca em temas mais universais que Josias Teólifo extrai o melhor de Olavo de Carvalho. Seu monólogo final sobre eterninade é para deixar qualquer um pensativo durante horas. É inevitável.

Entendo quem odeia Olavo de Carvalho, entendo quem ama e até quem não tem opinião alguma sobre ele. Mas não entendo que sai de O Jardim das Aflições sem dizer que assistiu a um belíssimo filme. Nacional.

Apesar do preço salgado, O Jardim das Aflições chegou em streaming.