Issa

L H I
( N E. não vou escrever o nome dessa anta por extenso pra não dar visibilidade no google)

17 de julho às 12:10 · 

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O pseudo filósofo OLAVO DE CARVALHO vem alimentando de maneira criminosa o ódio religioso no Brasil. Éramos há pouco tempo um país em que judeus e muçulmanos tinham suas lojas lado a lado no Rio e SP e eram amigos, em que cristãos e muçulmanos conviviam em harmonia! Éramos modelo de tolerância religiosa segundo a ONU, mas Carvalho e pessoas como Silas Malafaia estão conseguindo destruir isso. O astrólogo Olavo de Carvalho, que estudou apenas até a 5 série do Fundamental e costuma dizer que o diploma universitário equivale a papel higiênico ( sim, esse diploma que vc ralou muito para conseguir) , o homem que convence apenas os analfabetos espirituais que o idolatram, decidiu alimentar agora também falácias como : Ah, a Inquisição nunca existiu de fato ” ou ” Ah, os muçulmanos são todos iguais e querem destruir vc!” ou “Jesus quer que vc seja mártir e que haja mortos nessa nossa luta pela hegemonia da fé cristã!”
Na verdade, Jesus teria imensa vergonha de Olavo de Carvalho e o chamaria de ” sepúlcro caiado”, como ele chamava os fanáticos religiosos de sua época.
Não alimente o ódio semeado pelo guru de racistas, odiadores, preconceituosos, boçais e gente que nunca leu um livro de História na vida.
No meu Canal no Youtube, estou fazendo uma série de 3 videos com dicas de leituras sobre a Idade Média, livros de autores sérios e gostosos de ler, para quem gosta de aprender e não de odiar!

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Olavo de Carvalho LÁGRIMAS DE CROCODILO
A todas essas auto-alardeadas vítimas de “perseguição direitista”, pergunto:
1) Algum de vocês foi ameaçado de morte? Eu já. Centenas de vezes.
2) Algum de vocês teve o seu endereço publicado, com uma convocação ostensiva a que alguém fosse lá para matá-lo? Eu já.
3) Algum de vocês já viu a história da sua família ser vasculhada, deformada e achincalhada com toda sorte de intrigas e insinuações maliciosas? Eu já.
4) Algum de vocês teve a lista dos seus débitos fiscais e pessoais invadida e publicada? Eu já.
5) Algum de vocês já teve a sua foto alterada em fotoshop para dar a impressão de que você é um agente estrangeiro? Eu já.
6) Algum de vocês já foi sugerido como candidato à execução pública pelo garrote vil? Eu já.
7) Algum de vocês tem uma coleção de VINTE MIL PÁGINAS de ataques publicados contra a sua pessoa? Eu tenho.
Vocês choram por coisa pouca. Atacam, xingam, ameaçam, achincalham, e à primeira reaçãozinha já se fazem de vítimas.

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Pedro Henrique Medeiros ARRIVISMO CULTURAL

Pedro Henrique Medeiros ARRIVISMO CULTURAL

Tem uma galerinha nessa nossa “Direita” que só admite que é amiga, aluna, leitora, admiradora, que respeita, que foi influenciada ou que desfruta do espaço aberto e da estrutura criada e mantida pelo esforço, pelo trabalho, pela coragem, pela determinação, pela dedicação, pelas idéias ou pela ousadia do professor Olavo de Carvalho se, de alguma forma, essa declaração — pública ou particular — trouxer-lhe alguma vantagem ou benefício, sejam estes imediatos ou a longo prazo; como, por exemplo, angariar likes e seguidores em seu perfil pessoal ou páginas nas redes sociais, ser bem visto no grupo de referência mais próximo, ganhar pontos com a paquera que está na mira, para aumentar o público de leitores de seus blogs ou canais no Youtube, aumentar o número de doadores de suas campanhas de crowdfunding, para vender seus cursos, livros ou outras bugigangas, etc.

Não vou fazer listas, mas esses anos em que eu estou envolvido nesse meio forneceram-me (e acredito que não só a mim, mas a um grande número de pessoas) mecanismos para identificar esse tipo de gente rapidamente e, em algumas vezes, até mesmo fazer previsões sobre qual será o próximo a ter a máscara derrubada — ou, em expressões do próprio Olavo: aquele que vai ‘despirocar’ (geralmente é o tipo que demonstra algum sintoma de histeria) ou aquele que vai tomar uma pílula de ‘Desolavisol’ (este é mais dissimulado). Francisco Razzo não foi o primeiro, mas fez escola e praticamente criou um modelo quase padronizado de conduta, com uma espécie de passo-a-passo do processo. Esse tempo frequentando grupos reais e virtuais traz experiência e facilita, também, que sejam identificados aqueles que são realmente sinceros em seus depoimentos, elogios, críticas, análises e historiografias (quando alguém se mete a escrever sobre o papel do Olavo no curso da História recente).

O próprio professor Olavo possui esse sensor/radar muito mais apurado do que qualquer um, mas, por uma questão de contingência (o número de pessoas ao seu redor, nas redes sociais, ultrapassa os trezentos mil), fica praticamente impossível para ele, sozinho, observar e identificar todos os canalhas, sangue-sugas e maus-caracteres que o cercam. O fenômeno é tão importante que o próprio Olavo já se manifestou sobre a necessidade de ter que escrever um possível “Imbecil Coletivo da Direita”. Se Olavo fosse dedicar tempo para observar todos ao seu redor, teria tempo é para nada. Por isso mesmo é comum que vejamos o professor tratar respeitosamente, não fazer idéia de quem seja e até mesmo compartilhar postagens de pessoas que são conhecidas por caluniá-lo pela internet ou em outros grupos, ou que venham a dar-lhe uma facada pelas costas. Vimos brotar muitos tipos assim de dentro do anti-petismo e que, aos poucos, vão se revelando.

Olavo ensina o seguinte, mais ou menos com essas palavras: “Se você quer saber o que tem dentro de alguém de verdade, dê a essa pessoa todo apoio, oportunidade e meios de ação. Se a pessoa for boa, ela fica melhor ainda; se for filha da puta, fica ainda pior”. O que ajuda-nos a confirmar ou abandonar nossas suspeitas, sem cometer injustiças ou errar pela omissão. Veritas filia temporis.

Esse comportamento descrito nos dois primeiros parágrafos é conhecido como arrivismo, ou, em termos da biologia, parasitismo, que denota uma fraqueza de personalidade e uma grave falha de caráter.

Eu não abro mão de denunciar essas pessoas para meus amigos sempre que as vejo (em alguns casos graves, informo diretamente ao Olavo), removendo-lhes da minha lista de amigos, retirando o like de suas páginas, a inscrição de seus canais no Youtube, não contribuindo para suas campanhas e cursos, não adquirindo seus produtos ou serviços, e até mesmo xingando-as, se necessário.

Discordar de alguma idéia do Olavo é normal e comum, mas é interessante notar como alguns tipinhos são prepotentes, pretensiosos e arrogantes em suas divergências, e como dão publicamente ares de respeitosas a estas divergências enquanto camuflam um desprezo pela figura do professor (alguns só tem coragem de dizer o que realmente pensam em grupos secretos e panelinhas). Quando erram, seguem a vida como se nada tivesse acontecido, sem se desculpar, sem reconhecer o erro e sem fazer um mea-culpa, como foi o caso de todos que optaram pela estratégia da “Bicudagem” e do impeachment da Dilma.

O mais comum é vermos o perfil descrito acima em pessoas que se declaram Libertárias, Liberais ou “Liberais-conservadores”. São pessoas que querem se beneficiar das vantagens de estar ao lado do Olavo mas que ficam em silêncio quando estão diante de grupinhos e figurões (com algum poder aquisitivo ou de influência) que reconhecidamente atacam o professor de todas as formas, com mentiras, calúnias e difamações. Para ganhar um carguinho, agradar umas vadias, ganhar uma boquinha, publicar um livrinho, ser chamado para dar palestra ou ganhar uma coluna num site suspeito e obscuro vale até mesmo apelar para a chacota sobre temas como fetos da Pepsi e outras “teorias da conspiração” mais imputadas ao Olavo.

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em resposta a este post do Olavo:

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Já expliquei aqui que o anti-olavismo é um fenômeno sem similares na história do mundo e, ao mesmo tempo, o indicador mais visível — bem como a documentação mais acessível — da completa destruição da inteligência no Brasil.
De fato, nenhum escritor ou filósofo, em qualquer país ou época que seja, esteve tão desprovido de debatedores capacitados e tão cercado de meninos semi-analfabetos (de todas as idades) inflados de ódio insano e sem razão, empenhados na missão impossível de tentar destruir sua reputação por meio de xingamentos, risadinhas de deboche, pequenas intrigas, lendas urbanas, suposições paranóicas, piadas de mau gosto e outros instrumentos de combate inteiramente incapazes de atingi-lo exceto no tempo que lhe consomem.
Tão vasto, endêmico e deprimente é esse fenômeno, que a tendência mais natural do espírito humano — o meu inclusive — é negar-lhe atenção e deixá-lo passar como se nada tivesse acontecido.
Mas fazer isso é pura alienação de terceiromundista que não quer enxergar a miséria ambiente e prefere imaginar-se um intelectual europeu envolvido em altos debates com interlocutores qualificadíssimos, sem sujar suas delicadas mãozinhas na latrina em que, não obstante, corre o risco de afogar-se.
Não contem comigo para desempenhar esse papel fingido e kitsch. Uma vida autêntica — e especialmente uma vida intelectual autêntica — tem de construir-se desde a realidade em torno, e, na presente realidade brasileira, se você quer se elevar a Aristóteles e Platão, vai ter de começar com o Pirula e o Maestro Bagos, pois são eles que estão onde você está.

Josias Teófilo na  Folha de S. Paulo

Meu artigo na Folha de S. Paulo de hoje:

JOSIAS TEÓFILO
Esquerda faz retórica política no cinema

No final da década de 1960, no Recife, meu avô, o cineasta Pedro Teófilo, filmou dois longas-metragens em 35mm. Segundo relatos de família, uma rede de intrigas o impediu de concluir os filmes.

Meu avô morreu pobre e esquecido, delirante num quarto com as suas invenções. Nada de estranho nessa história: como diz Olavo de Carvalho, o Brasil é o país das vocações frustradas.

A história de Pedro Teófilo paira sobre a minha vida. Algumas semelhanças saltam aos olhos: resolvi fazer um filme através de um sistema de crowdfunding, parecido com as cotas de participação que o meu avô utilizara e, ainda como ele, vejo-me cercado igualmente por uma rede de intrigas e maledicências.

Desde quando resolvi fazer o documentário “O Jardim das Aflições”, um retrato do pensamento e do cotidiano do filósofo Olavo de Carvalho, vi-me numa trama típica do Brasil dos anos 2010, em que se busca politizar tudo.

A esquerda, desde os anos 1960, especializou-se em fazer retórica política no cinema. “De todas as artes, o cinema é a mais importante”, dizia Lênin. Hoje os esquemas da retórica socialista, da luta de classes até o discurso atualizado de opressão das minorias, tornaram-se o único terreno possível. Quem se opuser a isso frontalmente vai viver o mesmo que eu vivi.

Vi profissionais se recusarem a trabalhar no meu filme ou pedirem para não serem creditados, com medo de represálias da classe. Outros tentaram de todas as formas convencer profissionais a não trabalhar no documentário.

Antes tudo era subterrâneo. Ninguém falava nada sobre o documentário. Até que, depois de ser recusado por praticamente todos os festivais brasileiros, ele foi selecionado para o Cine PE, em Pernambuco.

Eu sabia que alguma coisa iria acontecer, mas não esperava tão escandalosa e ineficiente tentativa de censura. Não vou aqui entrar em detalhes sobre a absurdidade daquele ato; já o fizeram Cora Rónai, Cacá Diegues, André Barcinski, Ruth de Aquino, Eduardo Escorel, Carlos Andreazza e tantos outros.

Reforço apenas que se trata de um sintoma da condição doentia do establishment cinematográfico nacional ligado à esquerda socialista.

O cinema brasileiro é como uma casa fechada há três décadas. Quase tudo está mofado e podre. É preciso abrir as janelas e deixar o ar entrar.

No Recife, sentia-me como se tivesse chegado de Chernobyl: ninguém chegava perto, todos me evitavam, ninguém citava publicamente os meus projetos, nem mesmo meus amigos próximos. A classe falante da minha cidade permanece muda e complacente à tentativa de censura. Gilberto Freyre faz falta.

Em compensação, o público lota todas sessões do filme. A estreia no Recife confirmou essa visão: nunca uma plateia foi tão calorosa e atenta a um filme. Parecia final de Copa do Mundo, mas era só a estreia de um filme sobre filosofia.

Qual a explicação para isso? Esse é um público que foi ignorado por décadas no cinema brasileiro, por pura limitação ideológica.

O júri do Cine PE, liderado pelo mestre Vladimir Carvalho, consagrou “O Jardim das Aflições”com o prêmio de melhor filme e melhor montagem, e o público o elegeu como melhor pelo júri popular.

E eu dediquei os prêmios a Pedro Teófilo, meu avô.

JOSIAS TEÓFILO é cineasta e autor do livro “O Cinema Sonhado”. Dirigiu o documentário “O Jardim das Aflições”, sobre o filósofo Olavo de Carvalho.

Jardim das Aflições – Damáris Martins

Hoje teve: Jardim das Aflições! Demais!
Amanhã vou de novo haha
#olavotemrazao
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Damáris Martins

Ontem teve: “O DEBATE QUE NÃO DEVERIA EXISTIR”
E foi maravilhoso! Apesar de o Josias Teófilo não gostar e alegar que era preciso uma prévia autorização dele pra que um grupo de alunos ANTIGOS do Olavo se reunissem após o filme pra contar suas experiências com o Olavo, o bem e a transformação que ele causou em suas vidas, e fazerem algumas considerações e elogios a aspectos do filme (que aliás ficou muito bom e bem produzido), valeu a pena!
Tentamos fazer contato com o dito cujo um mês antes da exibição e fomos ignorados solenemente. Mas após postarmos fotos do encontro ele reclamou seu direito de saber precisamente de antemão tudo que acontecia na sala do cinema, mesmo depois do filme já ter acabado, e o convite pra uma exposição pós sessão ter sido feito pelo diretor do cinema local. Nunca vi coisa assim…
Em momento algum foi dito que eram representantes do próprio filme, cada um falava em nome de si.
Obrigada aos professores e presentes, foi muito enriquecedor!
Amanhã vou ver o filme pela terceira vez, porque realmente vale muito a pena!

#Olavotemrazao #jardimdasafliçoes

Josias Teófilo Vou ligar para o cinema. Quero saber quem autorizou um debate após a exibição do meu filme sem o conhecimento da distribuidora do filme e do diretor. Não tenho nada contra a ideia em si, mas isso aqui não é a casa da mãe joana, e os eventos associados à exibição do filme tem que ser autorizados formalmente. Também não tenho nada contra os debatedores, mas não os conheço.

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Olavo de Carvalho Josias Teófilo Da minha parte, ninguém precisará jamais da minha autorização para debater qualquer coisa que eu diga ou faça, filmada ou não.

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Silvio Grimaldo Fico imaginando Aristóteles baixando num médium de Centro Espírita para passar um sabão no Olavo, que comenta sua obra em aulas sem autorização do filósofo grego.
O filme está excelente, Josias. Não estrague a boa impressão que ele tem causado nas pessoas, sobretudo nos alunos do Olavo, com esses arroubos de vaidade boboca e estrelismo do diretor.

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Damáris Martins Eu to tremendo até agora com o comentário do Olavo.. Não tenho psicológico pra isso não.. É muita euforia, felicidade e gratidão de uma vez só! Deus me ajude!

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Rafael Malanchini Esteves Foi excelente o debate, começou com o testemunho do Roberto Varela que relatava sua experiência real com os ensinamentos do Olavo e o efeito que isto causou em sua aproximação com Deus.
Outra parte foi a síntese sobre o que é um filósofo, baseado na vida de grandes filósofos, dentre eles o Olavo de Carvalho.
Damáris Martins Teve gente que deu feedback dizendo que ate chorou, de tao bonito que foi.. haha Muita gente agradeceu depois…
Sergio Resende Àqueles que tiverem interesse, eis o link para baixar o áudio do debate: https://www.dropbox.com/…/AABk9We-BfOw0sSrYr2kkuEJa…

 

Eugênio Bruno A parte final do Jardim foi para mim a mais marcante. O filme mudou para uma atmosfera mais íntima e entramos no escritório do Olavo, vendo toda aquela beleza aconchegante de estantes repleta de livros. A cena final e mais grave fechou o filme magistralmente falando do sentido e da temporalidade da existência humana. Fora da casa, a noite e o som da chuva… que obra de arte. Eu vou rever esse filme pelo resto da minha vida!

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Hoje teve de novo! Jardim das Aflições + apresentação sobre o filme, e filosofia do Olavo, com os professores de filosofia Sergio Resende e Roberto Varela. Foi demais!

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Roberto Mallet lendo esse trecho do Ortega y Gasset no filme Jardim das Aflições foi uma das minhas partes preferidas! Ficou incrível! E no final, quando o Olavo fala da Eternidade e da existência, que tudo que acontece não desacontece jamais… Chorei nas duas partes haha

“Homem de mente lúcida é aquele que se liberta dessas “ideias” fantasmagóricas e olha de frente a vida, e se convence de que tudo nela é problemático, e se sente perdido. Como isso é a pura verdade – a saber, que viver é sentir-se perdido –, quem o aceita já começou a encontrar-se, já começou a descobrir sua autêntica realidade, já esta no firme. Instintivamente, como o náufrago, buscará algo para se agarrar, e esse olhar trágico, peremptório, absolutamente veraz porque se trata de salvar-se, lhe facultará pôr ordem no caos de sua vida. Estas são as únicas ideias verdadeiras; as ideias dos náufragos. O resto é retórica, postura, íntima farsa. Quem não se sente de verdade perdido perde-se inexoravelmente; é dizer, não se encontra jamais, não topa nunca com a própria realidade.”

(A Rebelião das Massas)

Roberto Mallet Obrigado, Damáris, pela parte que me toca. Um abração.
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Eugênio Bruno A parte final do Jardim foi para mim a mais marcante. O filme mudou para uma atmosfera mais íntima e entramos no escritório do Olavo, vendo toda aquela beleza aconchegante de estantes repleta de livros. A cena final e mais grave fechou o filme magistralmente falando do sentido e da temporalidade da existência humana. Fora da casa, a noite e o som da chuva… que obra de arte. Eu vou rever esse filme pelo resto da minha vida!
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Chega de falar mal do Josias, né. Vamos falar de coisa boa! Eis o link do “Debate que não deveria existir” hahaha

Professor Roberto Varela conta nos dez primeiros minutos sobre sua transformação ao conhecer o Olavo. Desde a experiencia na faculdade de filosofia, passando pela sua conversão, redescoberta da família, até seu encontro com a vocação verdadeira de professor.

Professor Sergio Resende nos apresenta o papel do filósofo, o que é um filósofo, como ele intervem na sociedade e quais os efeitos colaterais que ele causa na cultura. No final fica claro as razões pelas quais Olavo de Carvalho é um grande filósofo!

Ambos são formados em filosofia e puderam contar o show de horrores que viveram lá dentro. E ambos foram meus professores no ensino médio, e me passaram alguma medida de merda na época.. haha Hoje são dois grandes amigos meus, e companheiros de classe no COF. Deus é muito bom! Ele faz cada coisa…

Enfim, a quem interesse, aproveite:

https://www.dropbox.com/sh/ndgamhuhua4gto6/AAC2mpm7vi7jOroBSR1JMwNoa/Palestra%20-%20O%20Jardim%20das%20Afli%C3%A7%C3%B5es%20-%20Roberto%20Varela%20e%20Sergio%20Resende.mp3?dl=0

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Vinícius Moreira Quem foram os debatedores, Damáris???
Damáris Martins Sergio e Varela.. Não foi bem um debate, debate foi só o título.. Foi mais um “testemunho” do contato que eles tiveram com a obra e pessoa do Olavo.

Jardim das Aflições Daniel Bastos 

Hoje vivi um momento inesquecível. Fui logo pra missa das 16:00 que à noite iria fazer uma coisa que nunca fiz: ir ao cinema sozinho. Tô com o dedão do pé machucado, aí lá fui eu meio que mancando e tal, mas disfarçando. Para assistir ‘O Jardim das Aflições’ vale tudo. Aliás quase tudo.

Chego no cinema sozinho, e entro na sala já ansioso. Li relatos de protestos durante a exibição. Resolvi que se algum asno tivesse a ousadia de prejudicar meu deleite passaria momentos de dor e agonia. Rezei para que tudo desse certo, esse era um filme especial pra mim. Aliás o mais especial. Poucas pessoas, e tal, todas quietinhas, ufa. Começaram os trailers, e eu me concentrando pra não ficar emocionado. Afinal, o documentário tinha nada mais nada menos que o prof. Olavo de Carvalho, a quem provavelmente mais amo no mundo depois dos meus parentes mais próximos.

Pois bem, Spider Man, Planeta de Macaco, um filme lá francês água com açúcar e tal, daí apagam as luzes. Já fiquei tenso, chega apertei a cadeira. Segura! Não deu, infelizmente. Foi a porra do filme começando e jorrando água olho abaixo. Puta que pariu! Eu vendo um filme do prof. Olavo de Carvalho no cinema do Shopping Recife. Nem funguei, nem nada, pra ninguém pensar que tava vendo um documentário ao lado de um maluco que já começa chorando, do nada. Utilizando de técnicas secretas, engoli o choro por instantes aí, bum, Olavão em tela de cinema! Tivesse sozinho tinha aberto o berreiro e mandado dar pausa. “É muitcha emoção”, na voz daquele fita do Papa Capim.

Por instantes me perdi em lembranças de anos atrás quando lia aqueles textos numa página de fundo bege clarinho. Mas quem é esse cara que escreve isso? Era tudo tão diferente do que se lia nos jornais e revistas, e eu achava fantástico. Acho que eu li aquele site quase todo. Nem sei que ano foi aquilo. Sei que eu tinha um iMac daqueles translúcidos, azul. Em 2003, será? Não sei como, achei. Sei que no lançamento do ‘Mínimo’ eu já fiquei todo feliz, poxa que massa, livro todo colorido moderno, pop. Comprei dei a amigos, aquela coisa toda. Do escondido pro mainstream.

No Facebook fiquei sabendo do filme, tinha uma parada de financiar, corri lá e dei uma pequena ajuda, e fiquei na ansiedade, até hoje. Finalmente fui realizar esse desejo. O resumo foi esse.

Achei o filme simplesmente perfeito. Estão todos de parabéns. Passei a exibição toda com uma lágrima querendo cair. O filme acabou e aquela coisa toda de ligar as luzes e tal, vou fingir que sou cinéfilo e ficar lendo os créditos. Quando boto fé, João Pedro Cavalcanti nos agradecimentos, já engoli seco. Para completar minha sessão de tabacudo, começa um monte de nomes, e sem brincadeira nenhuma fiquei com as pernas bambas. “Financiadores”. Letra A, B, C… D! Tô lá olhando arregalado ‘Daniel Bastos’. Que arrepio. Saí andando meio que flutando.

Nós podemos fazer coisas grandiosas nos unindo com boas pessoas. Um pequeno esforço, no sentido certo, de várias pessoas ordenadas, pode resultar num grande acontecimento. Saber que jovens como Lucas Grimaldivão ao prof. na telona me enche de esperanças no futuro do Brasil. Tanta coisa errada os ladrões todos soltos, tudo de cabeça pra baixo. Dá uma desesperança. Fiquei com pouco de vergonha de mim depois que acabou, pois só na Bíblia tem mais de 300 vezes dizendo pra gente não ter medo, a primeira coisa que São João Paulo II disse em sua posse foi “Não tenham medo”. A burrice, o socialismo, comunismo, globalismo, islamismo, não prevalecerão, um homem sozinho alertou tantas pessoas, e agora estamos atentos, e Deus nos guiará para tempos melhores, assim como acabou a URSS, o III Reich. A verdade vencerá!

Parabéns Josias, Matheus Bazzo, Daniel Aragão e todos responsáveis, vocês botaram para fuder.

Prof. Olavo, foi uma honra e uma emoção muito grande assisti-lo na telona. Seu amor deixa a Roxane mais bonita, e tenha certeza que o seu amor pela verdade deixa a todos nós muito mais inteligentes. E nós vamos chegar lá!

Quem não assistiu ainda o filme, recomendo MUITO.

O Jardim das Aflições – Bruno Pessoa

Filme sobre Olavo de Carvalho lota sessão do Cine PEExibição de O Jardim das Aflições foi marcada pela reação calorosa do público

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2017/06/29/internas_viver,710688/filme-sobre-olavo-de-carvalho.shtml

20170629071051218596iAlguns temiam protestos durante a sessão de O jardim das aflições, documentário de Josias Teófilo sobre o filósofo Olavo de Carvalho, exibido na segunda noite do Cine PE, na quarta-feira (28). O receio se mostrou infundado bem antes da projeção: bastou o nome do diretor ser anunciado na abertura da programação e boa parte do público presente no Cinema São Luiz ovacionou o jovem cineasta pernambucano.

Confira o horário dos filmes em cartaz no Divirta-se

Segundo a organização do festival, os ingressos esgotaram ainda na terça-feira (27) e quase mil pessoas compareceram ao evento. Longe de qualquer reação negativa, o que se viu foi uma aclamação antecipada, como se a simples presença do documentário na programação fosse motivo de celebração. Poucas vezes a audiência do Cine PE se mostrou tão efusiva, de forma tão unânime. Além das salvas de palmas e gritos calorosos, muitos abordaram pessoalmente o diretor para cumprimentos ou fotos.

A inclusão do documentário na grade do festival quase inviabilizou o evento, já que, no mês passado, alguns cineastas decidiram retirar suas obras em discordância à escalação de O jardim das aflições e do filme Real: O plano por trás da história, exibido na noite da segunda-feira (27). A saída dos realizadores criou lacunas na programação, obrigando o adiamento do evento, mas a celeuma trouxe enorme exposição para o longa de Josias, visibilidade antes restrita quase que exclusivamente aos admiradores do filósofo e apoiadores do projeto, viabilizado em boa parte a partir de uma plataforma de financiamento coletivo.

O filme entra em cartaz hoje no circuito comercial, no UCI Recife. Josias Teófilo espera também conseguir emplacar o filme na programação Cinema São Luiz. Durante discurso que precedeu a exibição do longa do Cine PE, fez questão de citar nominalmente o programador da sala, Geraldo Pinho, e falar sobre o desejo de ver O jardim das aflições em cartaz no tradicional cinema.

A polêmica acabou, em certa medida, sendo benéfica também para o festival, ao menos neste segundo dia de evento: raras vezes nos últimos anos o Cine PE público tão expressivo, ainda mais em uma noite de quarta-feira. Bom também para outros realizadores que tiveram as obras exibidas na ocasião. A programação contou com as animações Almas secas e Marina e o passarinho perdido, além do documentário Soberanos da resistência, concorrentes na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Pernambucanos. Já a mostra competitiva nacional teve três títulos: O ex-mágico (PE), Luiza (PR) e Dia dos namorados (RS).

Marcelo Siqueira

Adverso O Jardim das Aflições

 

http://www.impresso.info/2017/05/30/adverso-o-jardim-das-aflicoes/#at_pco=smlrebh-1.0&at_si=594b59d7eeed41cc&at_ab=per-2&at_pos=1&at_tot=4

Não existe palavra mais proferida pela esquerda no Brasil, salvo o xingamento-capa “fascista”, que nasceu na esquerda italiana e agora é imputado aos conservadores, do que a palavra Democracia ou o “estado democrático de direito” que nada mais é do que a peça íntima da Hidra socialista. Não poderia ser muito diferente quando se assimila o ensinamento máximo atribuído à esquerda, “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”. A frase pode até não ser de Lênin, mas a esquerda usa com uma destreza ímpar. Ou alguém imagina um grupo de mortadelantes vociferando pra cima de algum conservador com os seguintes termos:

– Seu democrático!

– Seu defensor da liberdade!

– Seu monstro representante do Catolicismo criador da Universidade!

– Seu descendente de revisores da Lei Romana!

– Seu apoiador dos criadores da primeira Constituição!

Usa-se exatamente os termos que foram originados na direita, notadamente europeia. Mas não, a psicopatia brada ofensas reconhecidas no espelho de suas consciências imorais, vestindo uma capa com as características inatas de seus inimigos.

No “Decálogo de Lenin”, citado no livro “O pensamento Vivo de Lenin”, que foi escrito pelo comunista Paulo Trotello, Ulyanov revela seu décimo mandamento:

“Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo”

Na República das Bananas ocorre casos sistemáticos da inversão revolucionária, como bem nos alertou o Professor Olavo de Carvalho, basta que um aluno discorde de um professor marxista em sala de aula, ou que se descubra que um aluno leu um livro conservador, para o mesmo ser sumariamente humilhado e perseguido. Ou então, nos casos em que professores são punidos por oferecer lastro literário conservador aos alunos. Há casos em que um livreiro, este que vos fala, resolve organizar livros conservadores e de economia liberal, entre as estantes de sociologia e ciência política, estantes que concentram 90% de literatura de esquerda, sendo acusado de ser parcial, pós organização feita, recebendo “alertas” pelo ato antidemocrático de criar o ex adverso.

Sergio Augusto de Avellar Coutinho nos mostra como é a engrenagem da mentalidade desta gente:

“Etimologicamente, *democracia* é “governo do povo”. Ora, no pensamento gramsciano, a burguesia é “*não- povo*”. Portanto, numa dedução simplista, a democracia é o governo do proletariado, dos camponeses e dos marginais da sociedade, excluindo os burgueses”.

Ademais, já com o couro curtido por ter trabalhado em um dos maiores sanatórios (livraria-entretenimento) de Curitiba, por ter cursado Licenciatura em História em um dos maiores manicômios (Universidade) do Paraná e por ter nascido no maior hospício do mundo (Brasil), faz algum tempo que aguardo a estreia do filme O Jardim das Aflições, programado para exibição em 30 de maio de 2017, imaginando o alvoroço da esquerda.

Já em meados de 2016 eu imaginava o reboliço que o filme poderia causar, e ainda imagino, pois não creio que os grupos “defensores do amor, da paz, da pluridade intelectual e da democracia” deixarão os cinemas incólumes, sem suas especialidades, a intolerância e a sessão de terror. Não devemos nos espantar ao presenciar protestos nos cinemas, shoppings, festivais, enfim, tudo que envolver a exibição do filme sobre Olavo de Carvalho.

Não me surpreendeu ao ler matéria do Diário de Pernambuco de 10/05/2017, mencionando um boicote ao festival CINE PE por um grupo de “realizadores” cujos filmes foram selecionados para exibição no Festival.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2017/05/10/internas_viver,703163/cineastas-tiram-filmes-do-cine-pe-em-protesto-contra-selecao-alinhada.shtml

O que mais causa espanto, não é a saída deliberada, por livre arbítrio, mas a alegação canalha, mentirosa e esquizofrênica de que a escolha dos filmes foi” ideológica” se tornou “partidário e alinhado à direita conservadora”. É a tentativa criminosa da eliminação do pensamento oposto,  nem que esse mesmo oposto seja um trinta avos.

Ora, primeiramente o conservadorismo não é uma ideologia, e posteriormente, como pode um Festival de cinema com um único filme conservador e com SETE filmes de esquerda, sem mencionar que a grade do festival possui 26 filmes, demonstrar parcialidade para o conservadorismo????

Respondam seus Sete FILHOS DE UMA PUTA!!!

Serão capazes ainda de se vitimizar ao mostrar, agora com a saída, que o Festival é intolerante com filmes socialistas. Provavelmente ocorrerão manifestações para denunciar o fascismo, o golpe contra a “democracia cinéfila”, exigindo o “debate de boteco”, que só possui uma versão, reunindo maconha, cerveja barata e muita suruba mental, especialidade da esquerda.

Mas o filme é uma realidade, uma dura realidade para a esquerda, afinal (E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Mateus 13:42) ainda que Mefistófeles esteja aos berros pela rua, fumando maconha e praticando o terrorismo, com a conivência ambígua dos “novos pensadores” brasileiros, professores popstars e artistas palpiteiros, no mais vermelho fluxo que a cloaca Brasil poderia expelir.

“Tolerância não significa renunciar a todas as opiniões que outros podem considerar ofensivas. Não significa um relativismo maleável ou uma crença de que qualquer coisa serve. Ao contrário, significa aceitar o direito dos outros de pensar e agir de um modo que desaprovamos. Significa estar preparado para proteger as pessoas da discriminação negativa, mesmo quando odiamos o que pensam e o que sentem. No entanto, os autoproclamados progressistas de hoje em dia farão campanha para excluir pessoas do serviço público e do debate público em virtude de opiniões não ortodoxas”.  Roger Scruton

Para a mentalidade esquerdista é assim, tudo o que não for originário das suas mazelas mais profundas não terá o direito ao uso da democracia, se o oposto externo adentrar, se tornar parte mesmo que minimamente, o conceito então estará corrompido, como uma contaminação. Trata-se da total eliminação do contrário, não pelo confronto de ideias, não pelo debate, pela argumentação, mas pela “não-presença” do rival, como um Dom Quixote em um duelo, não contra o moinho, mas contra o vento, em que o barulho da espada no ar já é o suficiente para declarar a vitória contra o imaginário.

EDUARDO ESCOREL

O JARDIM DAS AFLIÇÕES – MORADA E PENSAMENTO DO FILÓSOFO

Envolvido à revelia nesse lamentável quid pro quo, dificilmente O Jardim das Aflições poderá ser avaliado em si mesmo com alguma objetividade. Carregará para sempre a marca da arbitrariedade de que foi vítima

POR EDUARDO ESCOREL

Trata-se de um documentário escrito e dirigido por Josias Teófilo, no qual um pacato intelectual disserta sobre filosofia. Ainda assim, O Jardim das Aflições, junto com Real – O Plano por trás da História, de Rodrigo Bittencourt, foi boicotado por sete diretores de outros filmes, também selecionados para o Festival Cine PE, previsto para ocorrer no final de maio, mas que acabou sendo adiado.

Envolvido à revelia nesse lamentável quid pro quo, dificilmente O Jardim das Aflições poderá ser avaliado em si mesmo com alguma objetividade. Carregará para sempre a marca da arbitrariedade de que foi vítima.

Ao adiar o Cine PE, os organizadores prejudicaram os filmes boicotados e se renderam aos autores do boicote, afinal vitoriosos por terem conseguido o que queriam – impedir a exibição de O Jardim das Aflições e de Real – O Plano por trás da História.

A justificativa do grupo que retirou seus filmes foi a programação do Festival que, segundo alegaram, favoreceria “um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016”, conforme carta aberta divulgada em 10 de maio.

A alegação dos que assinam a carta denota intolerância, só admitindo participar do Festival se os demais participantes estivessem alinhados com suas próprias convicções. Ao retirarem seus filmes cometeram, além do mais, um paradoxal e estapafúrdio gesto de autocensura.

Segundo consta, os boicotadores não haviam assistido aos filmes boicotados, tendo baseado sua iniciativa apenas nas sinopses – “a vida, a rotina, o pensamento e a obra de Olavo de Carvalho”, no caso de O Jardim das Aflições; “a história da criação do Plano Real, em 1993”, no de Real – O Plano por trás da História. Na verdade, porém, pouco importa se assistiram ou não – a atitude que tomaram, em qualquer dos casos, foi simplesmente vergonhosa.

Tomando por base apenas o que se vê e ouve em O Jardim das Aflições, título de um livro de Olavo de Carvalho, não há como saber que ele é também um polemista irascível – essa face permanece oculta. A que aparece no documentário de Josias Teófilo é a de um homem sereno que expõe seu conhecimento de filosofia, pratica tiro ao alvo com uma carabina dotada de mira telescópica, fuma cigarros em profusão, usa chapéu de cowboy preto, tem um cachorro e mora com a mulher na Virgínia (EUA), em uma casa ampla com uma grande biblioteca e a bandeira americana hasteada na entrada.

“Eu moro num jardim”, diz Carvalho no filme, “exposto à natureza, exposto ao universo, exposto ao ilimitado, sem muro, sem fronteira, sem coisa nenhuma, de modo a você sempre lembrar a presença do universo. O sujeito que vive na cidade, ele tá fora do universo, ele tá fechado, dentro de um universo puramente humano administrado. […]”

Não há nada no filme O Jardim das Aflições nem de longe comparável ao que Carvalho é capaz de escrever e pode ser lido no seu site oficial. No artigo “Devastação cultural encarnada” ele qualifica “[…] o que se publica hoje sob o nome de ‘comentário político’” como sendo “a devastação cultural brasileira encarnada com plena fidelidade aos traços simiescos que a definem.” Em outro artigo, militantes comunistas são acusados de sentir que “esmigalhar as cabeças dos adversários é uma obrigação moral sublime, uma graça santificante. Se o adversário vê nisso algum mal, é a prova definitiva de que ele é um fascista sanguinário e, portanto, mais um motivo justo para lhe esmigalhar a cabeça. A naturalidade quase ingênua com que essa gente se sente ofendidíssima com meras opiniões e reage mediante apelos ao assassinato político seria inexplicável sem a ‘síndrome de Al Capone’.” Também disponível no site, a entrevista de Carvalho a O Antagonista, revela a faceta descontraída e polêmica do filósofo.

Josias Teófilo e Olavo de Carvalho

Josias Teófilo e Olavo de CarvalhoFOTO: DIVULGAÇÃO

Não é preciso concordar com Carvalho para fazer, nem para apreciar um filme a seu respeito. Com certeza faltam ao cinema brasileiro documentários sobre personagens dos quais o diretor discorde e com os quais não tenha afinidade. Seria um sinal de progresso civilizatório se houvesse entre nós mais obras dedicadas à tentativa de compreender os opositores. Pensando bem, está em tempo. Outros filmes podem ser feitos sobre Olavo Carvalho. Quem se habilita?

No caso de O Jardim das Aflições, porém, o diretor não só mora na mesma cidade que Carvalho, nos Estados Unidos, como vai “todo sábado às aulas do Seminário de Filosofia que ele dá em casa. E eventualmente”, disse Teófilo em entrevista recente, “saio com a família dele. Por vezes eu apareço na casa dele para falar dos projetos e ficamos conversando até de madrugada, rindo, contando piada.” (a entrevista completa de Josias Teófilo está disponível aqui).

A intimidade entre diretor e personagem talvez explique a versão suave e reverente de Carvalho apresentada em O Jardim das Aflições. O resultado é uma longa e tépida dissertação oral, subdividida por temas e entremeada por diversos planos muito bem fotografados, alguns especialmente bonitos gravados com drones. Há imagens de arquivo de bombardeios, antigas entrevistas à televisão e trechos de clássicos do cinema. Vemos desde a região onde Carvalho mora até a esplanada dos ministérios em Brasília, infindáveis estantes de livros, sua familia reunida em um almoço e assistindo à missa etc. Mas resulta penoso seguir o depoimento de Carvalho, durante o qual ele está quase sempre sentado na sua escrivaninha.

Um dos méritos de Teófilo, dado o pioneirismo do tema no cinema brasileiro, é ter incluído um comentário de Carvalho sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em resumo, Carvalho diz que o impeachment foi um “prêmio de consolação” da “elite governante”. O povo, segundo Carvalho, estava contra o PT, a grande mídia e a roubalheira, que para ele “são três nomes da mesma coisa”. Sem conseguir acabar com nenhum deles, “então você tira uma pessoa e deixa os outros no lugar. É um prêmio de consolação que a própria elite governante ofereceu pras pessoas. Olha, nós te oferecemos a cabeça da Dilma e você nos deixa aqui no lugar”. Diante do quadro atual, não deixa de ser uma avaliação interessante.

No filme, segue-se um longo silêncio. O drone recua. A camera afasta-se da Praça dos Três Poderes, em Brasília, percorrendo a Esplanada dos Ministérios deserta e cortada ao meio pelo tapume instalado para separar os manifestantes a favor dos contra o impeachment.

http://piaui.folha.uol.com.br/questoes-cinematograficas/o-jardim-das-aflicoes-morada-e-pensamento-do-filosofo/

Ricardo Bordin

OLAVO DE CARVALHO NEM PRECISA SEMPRE “TER RAZÃO” PARA ESTAR MUITO À FRENTE DE SEU TEMPO

Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal

http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/olavo-de-carvalho-nem-precisa-sempre-ter-razao-para-estar-muito-frente-de-seu-tempo/

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As primeiras reações ao ler qualquer texto redigido por Olavo de Carvalho, sejam excertos de seus livros, sejam artigos por ele produzidos, não costumam variar muito de um indivíduo para outro: ficar incrédulo, por vezes indignado, pensar “mas eu nunca ouvi falar disso” (como se a ignorância constituísse contra-argumento definitivo), ou até mesmo concluir que está-se diante de alguém “muito radical” e que estaria plantando teorias conspiratórias na cabeça do brasileiro.

Não é tarefa pouco traumática, de fato, perder a “virgindade intelectual” ao deparar-se com a obra do campineiro que por décadas pregou no deserto em Terra Brasilis, não apenas devido ao forte impacto que suas análises provocam em nosso distorcido senso comum, mas também (e principalmente) em decorrência do ineditismo de muitas de suas concepções e ideias.

O terreno (a base de conhecimentos solidificados) de nosso povo indefectivelmente encontrava-se despreparado toda vez que Olavo tentava semear um novo assunto até então totalmente oculto na academia e na mídia, gerando, destarte, muita resistência à assimilação de seus profícuos.

Mas o tempo, invariavelmente, é um aliado do escritor. Sempre acabam vindo à tona evidências de que aquilo que ele alegava há muitos anos tinha mesmo fundamento, posto que cabe aqui salientar ao menos cinco temas cujo pioneirismo em abordá-los no Brasil custou-lhe a pecha de maluco  – até que a realidade se impôs.

Trazer à baila tais tópicos nos dias atuais pode soar como chover no molhado, claro, já que depois que Colombo equilibrou o ovo em pé na mesa, qualquer um consegue também. Mas a antecipação com que nos despertou para tais discussões impressiona – e serve de lição sobre como proceder diante de seus próximos alertas.

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Vamos a eles.

1) Globalismo (artigo de 2009):

Com grande frequência vejo liberais e conservadores repetindo os slogans mais estúpidos do globalismo, como por exemplo o de que certos problemas – narcotráfico, pedofilia, etc. – não podem ser enfrentados em escala local, requerendo antes a intervenção de uma autoridade global. O contrassenso dessa afirmativa é tão patente que só um estado geral de sonsice hipnótica pode explicar que ela desfrute de alguma credibilidade. Aristóteles, Descartes e Leibniz ensinavam que, quando você tem um problema grande, a melhor maneira de resolvê-lo é subdividi-lo em unidades menores. A retórica globalista nada pode contra essa regra de método. Ampliar a escala de um problema jamais pode ser um bom meio de enfrentá-lo. A experiência de certas cidades americanas, que praticamente eliminaram a criminalidade de seus territórios usando apenas seus recursos locais, é a melhor prova de que, em vez de ampliar, é preciso diminuir a escala, subdividir o poder, e enfrentar os males na dimensão do contato direto e local em vez de deixar-se embriagar pela grandeza das ambições globais.

2) Islamização do Ocidente (artigo de 2007):

Continua portanto válida — não obstante erros de detalhe, concernentes por exemplo à China –, a análise feita em 1924 por René Guénon (ele próprio um muçulmano) em Orient et Occident, segundo a qual o Ocidente só teria, daquele momento em diante, três caminhos a escolher: a reconquista da tradição cristã; a queda na barbárie e em conflitos étnicos sem fim; e a islamização geral. Os que pretendem defender o Ocidente na base do laicismo ou do ateísmo só concorrem para fortalecer a segunda alternativa, ante a qual a terceira pode surgir, mais dia menos dia, até como alternativa humanitária. A “civilização laica” não é uma promessa de vida: ela é a agonia de uma humanidade declinante que, um minuto antes da morte, terminará pedindo socorro ao Islam.

3) Importância dos valores culturais para o desenvolvimento econômico (artigo de 2001):

O que distinguiu o capitalismo moderno, surgido nos Países Baixos na época da Reforma, foi um conjunto de condições culturais, morais e políticas que, na ausência de forças políticas reguladoras da vida social, permitiram que o próprio mercado assumisse o papel de regulador. Mas não de regulador autocrático. Os principais fatores daquele conjunto eram a homogeneidade dos valores morais vigentes (cristãos e judaicos) e a inexistência de um poder central coercitivo: o acordo interior, na ausência de coerção externa. Tais foram as bases éticas que, como bem viu Adam Smith, fundamentavam a economia de mercado sem que esta, por si, pudesse criá-las. Foi a presença dessas condições que favoreceu o desenvolvimento do capitalismo nos países protestantes e o inibiu nos países católicos, de forte autoridade central.

4) Foro de São Paulo (artigo de 2002, mas há textos seus correlatos datados de 1996):

O Lula que os brasileiros elegeram não é o mesmo que fundou e há doze anos lidera o Foro de São Paulo, entidade criada para coordenar as ações legais e ilegais do movimento comunista no continente, que tem entre suas fontes de sustentação financeira o narcotráfico das Farc e os sequestros do MIR chileno.

5) A disputa PT x PSDB é uma briga interna da esquerda (artigo de 2006):

Não havendo partidos ou políticos de direita no Brasil, toda a confrontação direita-esquerda que se vê atualmente é uma obra de engenharia social criada pela própria esquerda com três objetivos: (1) ocultar sua hegemonia e seu poder monopolístico sob uma aparência de disputa democrática normal; (2) neutralizar quaisquer tendências direitistas, canalizando-as para uma direita pré-fabricada, a “direita da esquerda”, o que se observou muito claramente nas duas campanhas eleitorais de Fernando Henrique Cardoso, um marxista gramsciano que foi alegremente aceito como depositário (infiel, é óbvio) da confiança do eleitorado direitista; (3) dominar todo o espaço político por meio do jogo de duas correntes partidárias fiéis ao mesmo esquema ideológico, só separadas pela disputa de cargos, como aliás o reconheceram explicitamente o próprio Fernando Henrique e o prof. Christovam Buarque, então um dos mentores do PT. Essas três linhas de ação definem exatamente o que Lênin chamava “estratégia das tesouras”, termo inspirado na idéia de cortar com duas lâminas.

Eu não sei vocês, mas para a maioria dos brasileiros estas constatações todas, em grande parte, são novidades reveladas pelo recente movimento liberal/conservador que emergiu graças à internet – quando não são ainda totalmente desconhecidas. O quão surpreendente, pois, é perceber que uma pessoa falava sobre tudo isso (e muito mais) há tanto tempo e seus escritos não ganhavam a reverberação necessária? Muito, com certeza. Teríamos chegado a este ponto de governo agigantado e interventor caso a este cidadão tivéssemos destinado mais atenção? Pouco provável.

Em relação ao famoso bordão “Olavo tem razão”, que se deixe claro que ninguém precisa concordar sempre com ele quanto às resoluções que devam ser adotadas frente a conflitos concretos diversos. No episódio recente do impeachment de Dilma Rousseff, por exemplo, não me foi possível compartilhar do ponto de vista do professor (que acreditava, basicamente, que retirar apenas a “presidenta” do Planalto poderia acobertar investidas mais pesadas da esquerda), o que não impede, em absoluto, que reconheça a profundidade de seus argumentos e os acolha na mente.

Em grande parte dos casos, contudo, o fenômeno do reconhecimento tardio é a regra: após um considerável lapso para digestão é que logramos internalizar seus ensinamentos e passar a compreender sua relevância.

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Que fique a lição: da próxima vez que lhe vier à cabeça “mas eu nunca ouvi falar disso” quando estiver lendo ou assistindo algo, não relegue o texto ou o vídeo à lixeira virtual apenas por este motivo. Pode ser que grandes oportunidades de amadurecermos como nação e como indivíduos estejam sendo desperdiçadas. Melhor é procurar saber por que cargas d’água informações de vital importância permaneceram-lhe deliberadamente sonegadas até este fatídico dia de epifania – seu professor do ensino médio e seu telejornal favorito talvez lhe devam satisfações.