Seu ideal

”Se você sabe quem você quer ser, você sabe se você está se aproximando ou se afastando desse ideal. Por vezes as forças que te afastam do teu ideal moral são tão tremendas que você precisará de vários anos para encontrar uma brecha pela qual você retomará o caminho. Mas para algumas pessoas tudo é tão fácil… É tão fácil ser lindo, ser maravilhoso, ser moral, ser perfeito, ter um pensamento independente… São pessoas que vivem numa espécie de jardim de infância moral.

Não adianta falar de sinceridade para quem não sabe o que é ser sincero. Tem gente que acha que ser sincero é dizer o que você pensa. Mas dizer o que você pensa é simplesmente desempenhar um papel que num determinado momento você se atribui no teu teatro mental. Isso não é sinceridade. Sinceridade é você confrontar os teus vários pensamentos e emoções diferentes, toda a tua tensão interior, e arbitrar tudo isso. Por isso o grande psiquiatra Lipot Szondi chamava o homem de ‘homo pontifex’, o construtor de pontes. Todos nós temos um leque inteiro de impulsos contraditórios que devemos arbitrar, combinar, harmonizar etc. Essa é a prática de tornar-se gente.”

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Os Frutos do COF

Obras relevantes de alunos e admiradores de Olavo de Carvalho

Atualizado em 19 de novembro de 2017
Compilado por Gustavo B. N. da Gamafacebook.com/gustgama ou  gustavobndg@gmail.com

    1. Luiz Gonzaga, Talles de Carvalho etc. – estudos da antigüidade, Instituto Cultural Lux et Sapientia
    2. Carlos Nadalim – alfabetização, literatura infantil, ginástica, psicologia infantil, Como Educar Seus Filhos
    3. Pe. Paulo Ricardo, Fábio Salgado de Carvalho, Rafael Brodbeck – catolicismo, Salvem a Liturgia!
    4. Ives Gandra Martins – Direito
    5. Francisco Marques, Estêvão Marques – diversão e literatura infantil, Palavra Cantada
    6. Francisco Escorsim, Melquisedec Ferreira, Ana Caroline Campagnolo – educação do imaginário
    7. Robson Poreli, Felipe Scagliusi, Dante Mantovani – música, Seminário de Música, Curso de Piano Online
    8. Ítalo Marsili – psiquiatria, Afetividade Infantil e Harmonia Familiar
    9. Rodrigo Gurgel, Érico Nogueira, Yuri Vieira, Lorena Miranda, Marcio Antonio Campos etc. – literatura, análise literária
    10. Rafael Falcón, William Bottazzini – latim, literatura clássica, literatura infantil, Curso de Latim Online
    11. Arno Alcântara – livros indicados por Olavo de Carvalho, Gigantes Recomendam
    12. João Spacca, Emerson Oliveira etc. – desenhos, cartuns, Arte Piedosa, Afonsinho
    13. Camila & Gustavo Abadie, Mônica Camatti etc. – ensino doméstico/homeschooling, rotina doméstica tradicional, Encontrando Alegria
    14. Sidney Silveira, Álvaro Mendes, Sérgio Pachá etc. – ativismo católico, editora Centro Dom Bosco
    15. Clístenes Hafner, Matheus da Costa etc. – educação clássica, Schola Classica, Instituto Hugo de São Vítor
    16. Pe. Luís Filidis, Fábio Leite – cristianismo ortodoxo

 

  • Tiago Amorim, Luciane Amato – psicologia de Léopold Szondi e Viktor Frankl, Centro de Estudos Landmark

 

  1. Fábio Blanco – psicologia, fortalecimento da volição/“força de vontade”, Núcleo de Ensino e Cultura
  2. Roberto Mallet – voz, oratória, teatro, Encontre Sua Própria Voz
  3. Thomas Giuliano – história do Brasil, educação sócio-construtivista, Desconstruindo Paulo Freire
  4. Mauro “Abranches” Kraenski – história do comunismo no Brasil, STB no Brasil
  5. Adolfo Sachsida, Helio Beltrão, Leandro Roque, Rodrigo Constantino etc. – Escola Austríaca de Economia, Institutos Liberais estaduais, Instituto Mises Brasil, Instituto Millenium, Ordem Livre
  6. Josias Teófilo, Matheus Bazzo, Daniel Aragão, etc. – documentários (O Jardim das Aflições, Iconostasis, Milagre)
  7. Rafael Nogueira, Rafaella Gappo – história do Brasil, documentário Bonifácio, série Brasil Paralelo
  8. Ícaro de Carvalho – publicidade, redes sociais, documentário O Código da Riqueza
  9. Danilo Gentili (SBT), Márvio Lúcio “Carioca” (Band), Marcelo Madureira (Globo), Carlos Vereza (Globo) – humor, televisão, comédia stand up, teatro, documentário O Limite do Humor
  10. Flávio Quintela, Bene Barbosa – desarmamento, violência no Brasil, documentários Desarmados e Silenciados
  11. Nando Moura, Leonardo “Conde Loppeux” Oliveira, Fabio “Click Time”, Maro Schweder, Arthur “Mamaefalei” etc. – YouTube, blogs
  12. Bia Kicis, Carla Zambelli, Kim Kataguiri, Steh Papaiano, Felipe Diehl, Caio Bellote, Bruno Engler – organização de movimentos ou eventos, Direita São Paulo, Direita Minas
  13. Hugo Silver, Israel Pestana – Tradutores de Direita
  14. Flávio Morgenstern, Filipe G. Martins, Flávio Gordon, Alexandre Borges, Joice Hasselmann, Alexandre Garcia (Globo), Augusto Nunes (Veja) – análise política, Senso Incomum, Implicante, VejaJoice, Diário do Poder
  15. Guilherme Macalossi, José Linhares, Cristian Derosa, Alex Pereira – rádio, Rádio VOX
  16. Felipe Moura Brasil, Paulo Briguet, Percival Puggina, Paulo Eduardo Martins, Rachel Sheherazade – jornalismo
  17. Allan dos Santos, Ítalo Lorenzon, Fernanda Salles etc. – Canal Terça Livre, Terça Livre Cursos
  18. Silvio Grimaldo – editora Vide Editorial
  19. Janilson Carvalho, Michael Amorim, Taiguara Fernandes, Sávio Mota, Danilo Hage, Flavio Bacha, Ruan Moraes, João Pedro Muffato, Renato Galdino, Gilberto Bergamin Neto etc. – grupos em Universidades Federais
  20. Graça Salgueiro – Foro de São Paulo
  21. Márcio Umbraglia – Programa judicial de re-socialização de condenados Reeducação do Imaginário
  22. Fernando Ulrich – bitcoin, criptomoedas
  23. Stella Caymmi, Marie Asmar – compilação de escritos do Olavo de Carvalho
  24. Ricardo da Costa – história medieval (professor na UFES)
  25. Rodrigo Jungmann – filosofia (professor na UFPE)
  26. Ricardo Augusto Felício – climatologia, hoax “aquecimento global” (professor na USP)
  27. Vitor Geraldi Haase – neurologia (professor na UFMG)
  28. Ana Paula Henkel – esporte
  29. Senador Magno Malta, deputados Victório Galli, Marco Feliciano, Marcel van Hattem, Rogério Peninha, família Bolsonaro, vereadores Fernando Holiday, Carlos Jordy etc. – política, Partido Novo
  30. Dom Bertrand – monarquia, Casa Imperial Brasileira
  31. Miguel Reale († 14/4/2006) – Direito
  32. Jorge Amado († 6/8/2001) – literatura
  33. Bruno Tolentino († 27/6/2007) – poesia, análise literária
  34. José Monir Nasser ( 16/3/2013) – Escola Austríaca de Economia, análise literária
  35. José Osvaldo de Meira Penna († 29/7/2017) – liberalismo econômico, sociologia e psicologia do brasileiro

https://drive.google.com/file/d/1fdWBt1YrqW-hWf4rENzTNSRf6QJixtub/view

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Igualdade entre homens e animais

“-Certas idéias só podem ser defendidas PORQUE seus adeptos contam com a garantia absoluta de que jamais terão de levá-las à prática.

O propugnador da igualdade entre homens e animais só a explica aos homens, não aos animais. O adepto da “causa operária” só o é porque não corre o mais mínimo risco de tornar-se um operário no paraíso socialista. O defensor da pedofilia jamais se tornará criança para sofrê-la. E o apologista do aborto jamais será abortado.

Ser impraticáveis não é um “defeito” dessas teorias: é o seu fundamento.”

Jardim das Aflições na UFBA

Sábado, 11 de Novembro de 2017 – 00:00

Centrais sindicais organizam protesto contra exibição de filme de Olavo de Carvalho na Ufba

por Lucas Arraz

Na próxima segunda-feira (13) centrais sindicais irão se reunir contra a exibição de “O Jardim das Aflições”, documentário que explora algumas das ideias do controverso filósofo Olavo de Carvalho, na Universidade Federal da Bahia (Ufba). A iniciativa do protesto, segundo Rodrigo Pereira, um dos organizadores, é evitar o crescimento de discursos separatistas dentro do espaço público. “Quem quiser exibir ou ver seu filme, que seja em espaços particulares. Mas a universidade pública não pode ser espaço de multiplicação do preconceito e de fascismo. De jeito nenhum vamos topar que se reproduza um discurso de supremacia branca”, declarou Pereira sobre a sessão. A ação concentrará, na área externa do Pavilhão de Aulas da Federação (PAF III), em Ondina, debates e manifestantes contrários à exibição do filme. Um ato similar aconteceu no último dia 28 de outubro na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e terminou em agressões entre grupos contra e a favor da exibição do filme (leia aqui). Para Salvador, Pereira não deseja que se repitam atos de violência, mas não descarta que uma confusão semelhante pode acontecer. “A nossa ação nunca é premeditadamente violenta, mas infelizmente os fascistas usam a violência se achando a soberania branca”, afirmou, admitindo que o grupo pode responder a eventuais provocações. De acordo com o Jornal Commercio, um integrante do ato contra a exibição do filme teria começado a confusão na UFPE. A exibição de “O Jardim das Aflições” está sendo feita de forma aparentemente independente. Nenhum grupo assumiu a organização do evento gratuito, porém, uma vaquinha online, criada há 7 dias, já arrecadou R$ 240 para ajudar na confecção de cartazes, banners e compra de livros para sorteio no local. Na descrição da vaquinha, os organizadores descrevem que o evento irá “ajudar a fazer da Ufba um lugar mais plural” e que este “é apenas o primeiro filme que será exibido na universidade”.

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http://www.bahianoticias.com.br/cultura/noticia/29877-centrais-sindicais-organizam-protesto-contra-exibio-de-filme-de-olavo-de-carvalho-na-ufba.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

Platão diz que a filosofia é uma preparação para a morte

 

Quando começamos a fazer perguntas filosóficas no tempo da nossa adolescência é exatamente a isto que estamos procurando: um refúgio intelectual contra a complexidade e o tamanho de uma realidade que nos abarca, e que não controlamos de maneira alguma. É isto o que os fulanos chamam de busca da verdade quando é exatamente o contrário. É a busca de um refúgio, portanto, a busca de uma segurança intelectual contra a complexidade do real. Só depois de se dedicar a esta atividade durante algum tempo é que se começa a sentir um pouco mais protegido, na medida mesmo que aceita-se o próprio estado de desproteção e não se busca mais proteção. Aí o sujeito se acalma e, um dia, descobre que existe algo chamado realidade. Não fui eu que a inventei, não é um objeto do meu pensamento. É uma coisa dentro da qual estou e ela é, sem dúvida, muito mais interessante do que qualquer coisa que eu tenha pensado.

O encontro com esta realidade é a marca da qual nós podemos chamar de maturidade intelectual. A maturidade intelectual é quando já não buscamos aquele esquema conceptual, doutrinal, ou aquela crença que vá nos defender contra a realidade, mas quando buscamos o ajuste da nossa inteligência ao quadro da realidade que estamos vivendo, ou seja, não queremos mais fugir da realidade. Queremos entrar nela e experienciá-la com toda a medida da sua complexidade, da sua riqueza, de tal modo que tenhamos certeza que as nossas ações da nossa modalidade de existência representem uma experiência consciente desta realidade a qual nunca vamos abarcar, nem dominar, mas na qual queremos ter a certeza de que estivemos, ou seja, queremos ter a certeza que estivemos acordado, vivendo na realidade que nos cerca e não dentro de um mundo de idéias que nós mesmos criamos para nos defender. Esta é a medida máxima que a inteligência humana pode alcançar: a participação consciente e lúcida numa realidade que ela não pode abarcar. Ou seja, não sabemos quais são os limites da realidade, qual é o quadro inteiro, nem a resposta final, mas sabemos onde estamos, o que estamos fazendo aqui e sabemos o que está acontecendo.

[…]

Muitas vezes eu tenho esta sensação, mesmo quando o acontecer é de natureza deprimente. Se nós estamos sufocados debaixo de problemas, se existe miséria, medo, perseguição e etc., é melhor sabermos o que está acontecendo do que ignorar. Porque senão, seremos como um coelhinho que está correndo no meio do mato e de repente leva um tiro e nem sabe daonde aquela porcaria veio.

A diferença entre sofrimento humano e sofrimento animal é esta. O bichinho sofre e não tem a menor idéia do porquê. E nós podemos (na medida em que podemos), dentro da própria experiência do sofrimento, tirar uma imagem da nossa dignidade, de seres que têm acesso à verdade. E isto é o máximo que podemos conseguir nesta vida. Quando Aristóteles dizia que a forma superior de vida é a forma contemplativa, era isto o que ele queria dizer. É entender o que está acontecendo. Se ao invés de procurar entender, busca-se apenas defender-se da situação, procurando o prazer e evitando a dor, faz-se exatamente o que um bichinho faz. Agora, se o bichinho também não entende a situação, é evidente que quando ele busca o prazer, encontra a dor e quando foge da dor, encontra mais dor ainda.

A atitude cognitiva perante isso cria, não um estado de beatitude, mas uma espécie de tranqüilidade superior. E esta é a atitude com a qual Sócrates enfrenta a morte. Ele diz: “Eu não sei exatamente o que é a morte mas sei mais do que vocês. Tenho alguma idéia do que está se passando e do que me vai acontecer. E por isso mesmo é que não tenho medo”. Isto aí é, ao mesmo tempo, o começo e a culminação da filosofia. A filosofia não pode passar além disso. E todas estas magníficas construções intelectuais que nós vemos na modernidade (a metafísica de Descartes, de Spinoza, de Leibniz, o Iluminismo, esta coisa toda), com freqüência, não passa de uma fuga, de uma atitude defensiva de indivíduos que querem construir um edifício intelectual dentro do qual possam se encerrar. É claro que a construção de todos estes aparatos, ao invés de acalmar o medo, o aumenta. Além de terem de enfrentar a pressão, as dificuldades, as humilhações da vida normal, esses indivíduos têm de segurar o edifício para impedir que ele caia tampando aquilo com durex aqui, uma cola ali, com um cuspe, para provar que têm razão, que aquela sua visão do universo deles é a verdadeira e todas as outras são falsas. Tudo isso é uma ocupação de idiotas porque, para onde vão quando morrerem? Vão para dentro daquele edifício conceptual que criaram? Não há um único caso de experiência de estado de morte clínica na qual as pessoas contem que morreram e foram para dentro da metafísica de Aristóteles ou de Spinoza. Ninguém foi para um destes lugares! Essas coisas só existiam na cabeça de Aristóteles e Spinoza, não são o mundo real e tampouco a resposta real.

Quando Platão diz que a filosofia é uma preparação para a morte, é disto que ele está falando. O que quer que possa ser obtido na construção doutrinal será sempre menor do que a alma do ouvinte. Porque a alma do ouvinte terá a Vida Eterna e estas construções intelectuais não! O máximo que o filosofo pode fazer é tentar dar aos seus ouvintes aqueles momentos de lucidez que são a expectativa da Vida Eterna. Lembrar a Vida Eterna é a função máxima do filósofo: entender a vida transitória, o momento que passa e a situação real em que se vive, e puxar a alma da consciência viva da situação para a recordação da esperança da Vida Eterna (que é mais que esperança, é certeza). Nisto consiste toda a filosofia, e isto está brutalmente compactado nestes dois textos que eu estou lhes recomendando: a Apologia de Sócrates e o Fédon. Por enquanto vocês estão entendendo isso na minha formulação, daqui a pouco vocês não só compreenderão dentro da formulação em que estão ouvindo, mas na formulação que lhes deu Platão nestes dois textos magníficos.

Aula COF 99 Olavo de Carvalho

Feagacê foi o pai da merda.

“Quem começou a propaganda comunista nas escolas? Quem começou a doação do território nacional a tudo quanto é ONG picareta e comunista? Quem sucateou e desfibrou as Forças Armadas? Quem começou a reprimir a polícia em vez dos bandidos? Quem encheu de dinheiro o MST, transformando-o de um grupinho de malucos numa temível organização militante? Quem destruiu a educação nacional? Não foi o PT. Este já recebeu de bandeja a situação de que precisava para virar o dono de tudo e poder roubar à vontade. Feagacê foi o pai da merda. Não foi à toa que ele se gabou de ser o melhor discípulo de Antonio Gramsci no Brasil.”

A natureza do conhecimento

“A questão de minha própria educação teve de ser resolvida por mim mesmo, por meios que eu próprio inventei.
Logo compreendi que a questão da inteligência, da consciência e da natureza do conhecimento seria para mim, ao mesmo tempo, um problema teórico e prático, isto é, que eu teria de investigar a natureza do conhecimento no próprio processo de ir adquirindo conhecimento. A teoria do conhecimento nada valeria se não fosse, ao mesmo tempo, uma ética e uma pedagogia, ou melhor, uma psicagogia ou guiamento da alma. Conhecer e aprofundar a natureza da inteligência era uma só e a mesma coisa que tornar-se inteligente, assumir as responsabilidades da inteligência, colocar a inteligência no centro e no comando da personalidade.”

Dimensão espiritual

Numa aula foi abordada a questão de como seria a dimensão espiritual e como seria a comunicação entre os espíritos. Penso que formulei uma hipótese que pode descrever um quadro coerente: a história da criação do mundo é a história de uma realidade que vai se tornando cada vez mais dócil aos anseios dos espíritos que atuam no mundo a partir de uma existência inicial precária, e projeta na matéria a luta para conseguir o milagre da comunicação. Um espírito não pode alterar a si mesmo. Não pode refletir. Um espírito é puro impulso que precisa ser refreado pela matéria para que possa se alterar. Uma comunicação entre dois entes implica em alteração, em reflexão, e não havendo nada que possa refrear o espírito então eles não podem se comunicar e isso é inferno. Portanto, se não há matéria é preciso haver um mediador entre os espíritos para que eles se comuniquem, e a Eucaristia poderia ser a simbolização do mediador apresentando-se como substituto da matéria para mediar a comunicação; e a comunicação universal entre os espíritos é o Céu. O ato da confissão e da remissão dos pecados é da mesma natureza que o instrumento de comunicação entre os anjos. Deus os refaz para inserir em cada ente a mensagem do outro. Os demônios, afastados do mediador, só podem comunicar entre si mediante possessão dos corpos. Quando as pessoas morrem, elas tornam ao estado final com que estavam e se estiverem desconectadas do mediador vão para a solidão absoluta. Não podem se refrear e, como disse Dante, tomam o caminho que já escolheram pois suas escolhas não podem ser refeitas”. 

Inveja e cobiça

“O homem torna-se invejoso quando desiste intimamente dos bens que cobiçava, por acreditar, em segredo, que não os merece. O que lhe dói não é a falta dos bens, mas do mérito. Daí sua compulsão de depreciar esses bens, de destruí-los ou de substituí-los por simulacros miseráveis, fingindo julgá-los mais valiosos que os originais. É precisamente nas dissimulações que a inveja se revela da maneira mais clara.”