Os dez maiores romances

 

“Os dez maiores romances de todos os tempos, no meu modesto entender:
1 – Ilusões Perdidas, de Balzac
2 – O Vermelho e o Negro, de Stendhal
3 – Grandes Esperanças, de Dickens
4 – Os Demônios, de Dostoiévski
5 – Madame Bovary, de Flaubert
6 – Guerra e Paz, de Tolstói
7 – Os Noivos, de Manzoni
8 – Em Busca do Tempo Perdido, de Proust
9 – Etzel Andergast (trilogia), de Jacob Wassermann
10 – Luz de Agosto, de William Faulkner

Fora esses, há um monte de romancistas que admiro, como Joseph Conrad, Pío Baroja, Machado de Assis, Benito Perez Galdós, François Mauriac, Georges Bernanos, Eça de Queiroz, José Geraldo Vieira, Herman Hesse, muitos outros.”

— Olavo de Carvalho

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A monogamia

Qual o mérito de dizer à sua mulher “Eu amo só você” quando você é obrigado a isso pela pressão social, pelo Código Civil, pelo Imposto de Renda, pela polícia e pela parentada toda, sob pena de destruírem a sua vida?
A monogamia é um grande mérito quando oferecida a Deus numa sociedade “sex lib”, como a de hoje e a do Império Romano. No auge da moral burguesa, era apenas cagaço e mediocridade.

Caridade

“Há quem neste país tenha nojo da corrupção oficial. Pois eu tenho é da caridade oficial.

Ainda há quem diga: “Mas se você dá dinheiro o sujeito vai beber na primeira esquina!” Pois que beba! Tão logo ele o embolsou, o dinheiro é dele. Vocês querem educar o pobre “para a cidadania” e começam por lhe negar o direito de gastar o próprio dinheiro como bem entenda? Querem educá-lo sem primeiro respeitá-lo como um cidadão livre que atormentado pela miséria tem o direito de encher a cara tanto quanto o faria, mutatis mutandis, um banqueiro falido? Querem educá-lo impingindo-lhe a mentira humilhante de que sua pobreza é uma espécie de menoridade, de inferioridade biológica que o incapacita para administrar os três ou quatro reais que lhe deram de esmola? Não! Se querem educá-lo, comecem pelo mais óbvio: sejam educados. Digam “senhor”, “senhora”, perguntem onde mora, se o dinheiro que lhes deram basta para chegar lá, se precisa de um sanduíche, de um remédio, de uma amizade. Façam isso todos os dias e em três meses verão esse homem, essa mulher, erguer-se da condição miserável, endireitar a espinha, lutar por um emprego, vencer.

(…) O brasileiro de classe média e alta está virando uma gente estúpida que clama contra a miséria no meio da abundância porque cada um não quer usar seus recursos para aliviar a desgraça de quem está ao seu alcance, e todos ficam esperando a solução mágica que, num relance, mudará o quadro geral. Sofrem de platonismo à outrance: crêem na existência de um geral em si, dotado de substância metafísica própria, independente dos casos particulares que o compõem.”

Frases de Olavo de Carvalho XIII

Meu primeiro modelo de conduta cristã foi a Sônia de “Crime e Castigo”. Foi com ela que aprendi que o cristianismo é, em essência, o perdão e nada mais.

Tudo o que não seja feito para a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo é futilidade, e às vezes crime.

É preciso selecionar as pessoas que você quer que gostem de você. Não mais que meia dúzia. Passou disso, você já está com sinais de carência afetiva. Se você não tem espírito de seleção, você não tem nobreza. Amigos são aqueles que compartilham valores com você.

Ter a consciência tranquila não é próprio de um cristão.

Pessoas que pensam muito são, só por isso, chamadas de ‘intelectuais’, mas isso é errado: a vida do intelecto só começa na fronteira em que o pensamento se apaga para dar lugar ao vislumbre da verdade.

Debate sério no Facebook é IMPOSSÍVEL. Quem não entende isso não sabe o que é debate, nem o que é sério, nem o que é o Facebook

Um homem maduro é aquele em cuja alma todos os sentimentos e emoções – ternura, ódio, esperança, pressa, indiferença, todos eles – são balizados pela consciência da morte.

O Brasil só tem DOIS problemas: uma incultura MONSTRUOSA e a ânsia do brilho fácil.

Não existe caminho das pedras. O Brasil só pode ser melhorado cérebro por cérebro.

A deformação maquiavélica

Foi Maquiavel quem ensinou ao Ocidente que olhar a humanidade pelas lentes deformantes da malícia corrosiva, atribuindo a tudo os motivos mais baixos e sórdidos, é realismo. Mas isso não é realismo nenhum. É uma redução metonímica da substância a algumas de suas propriedades e acidentes. É fantasia de um tímido ressentido que, incapaz de se opor eficazmente à adversidade, se vinga da própria fraqueza xingando e rebaixando a espécie humana.
A deformação maquiavélica do rosto humano se tornou, no último século, quase uma obrigação para muitos escritores, mas, da minha parte, desde jovem notei que nada poderia compreender da realidade se não me vacinasse primeiro contra o vírus desse Ersatz de realismo.

Escala da sinceridade perfeita

A confissão agostiniana não é só uma narrativa, muito menos uma narrativa só de pecados, é o ato no qual a alma se abre a um ouvinte e observador onisciente ao qual não pode ocultar ou relevar nada que ele já não saiba.
Falar para o observador onisciente é pela primeira vez na sua vida você obter a escala da sinceridade perfeita. Só para Deus você pode ser totalmente sincero.
Agostinho partiu de um sacramento da Igreja, mas deu-lhe uma riqueza filosófica e cognitiva que as pessoas até então sequer suspeitavam mesmo já tendo passado quatro séculos de cristianismo. O que Agostinho deu à humanidade não tem preço. Ele foi o primeiro sujeito que ensinou ao ser humano o modo como ele pode ser ele mesmo, o que é ser sincero e o que é viver na verdade.

Senso das proporções

Numa alma bem estruturada, as emoções refletem naturalmente o senso das proporções e a realidade da situação. A afeição, a esperança, o temor, a ansiedade, o ódio são proporcionais aos seus objetos e, nesse sentido, são verdadeiros órgãos de percepção. Afiná-las para que cheguem a esse ponto é o objetivo de toda educação das emoções. Na sociedade histérica, porém, cada um só pode alcançar esse objetivo mediante um tremendo esforço de tomada de consciência e de auto-reeducação. O que deveria ser simplesmente o padrão da normalidade humana torna-se uma árdua conquista pessoal.

Genuíno estilo brasileiro

Minha esperança é que os meus alunos, com o tempo, consolidem um genuíno estilo brasileiro de alta cultura: inseparavelmente popular e erudito, engraçado até ao ponto de matar de rir, com clarões de lucidez escandalosa que parecem loucura à primeira vista. Sem folclorismos veados. Profundamente cristão sob uma aparência enganosamente obscena. Aristóteles no programa do Alborghetti. Cogito ergo Mussum. Isso há de acontecer, se Deus quiser.

Fórmula infalível

“Fórmula infalível. Antes de julgar quem quer que seja, sobretudo negativamente, certifique-se de que você já se tornou, de maneira mais ou menos estável e geral, alguém BONDOSO, VALENTE, HUMILDE e CAPAZ. Exija de si essas qualidades básicas e, quando as alcançar — porque ninguém tem as quatro de nascença –, seus julgamentos sobre os demais seres humanos serão razoavelmente justos, na medida do possível. Até chegar lá, contenha seu impulso de julgar. Praticamente todos os males do mundo vêm de que as pessoas exigem mais dos outros que de si mesmas.”