Perdão

Jesus ensinou a rezar: “Perdoa as nossas dívidas ASSIM COMO perdoamos os nossos devedores” e ainda esclareceu: “Com o mesmo critério com que julgardes sereis julgados”. A conclusão é ÓBVIA: ou você aprende a perdoar, ou quanto mais estrita seja a sua obediência a todas as demais regras daquilo que você entende por “moral cristã”, tanto mais elas servirão para endurecer o critério com que você será julgado e muito provavelmente condenado. 
Nossa ÚNICA saída neste vale de lágrimas é perdoar sempre, perdoar tudo, perdoar de todo o coração. 
Para ser sincero, só encontrei na vida uns três ou quatro cristãos que compreendessem isso.

Exercício

[…] experimente, durante alguns meses, ser atento, cuidadoso e generoso com cada pessoa que você encontrar; que a sua passagem pela vida dessa pessoa faça alguma diferença. Experimente isso. Mesmo que você não queira, [mesmo que] for a pessoa mais chata do mundo, faça abstração da chatice dela e faça de conta que você é a solução dos problemas dessa pessoa. – “Não interessa quem você é, não interessa de onde você veio, em mim você vai encontrar atenção, reconforto, bondade etc., seja você quem for, pode ser o pior bandido.” Faça isso com todo mundo, sem exceção. Claro, você não vai aguentar viver assim o tempo todo, mas uma parte disso vai se incorporar na sua maneira de ser permanente. É claro,também, que quando você for tão atencioso, bondoso com as pessoas, muitas delas depois vão abusar de você, mas, como parte do exercício, isso não tem importância. Se elas abusarem de você, o problema é delas, elas estarão fazendo o mal e só vão se prejudicar a si mesmas. Durante um tempo, faça abstração dos seus próprios interesses, faça de conta que você é um balcão de reclamações. Todo mundo vai vir com algum problema e todo mundo vai sair satisfeito. Dê o melhor de si durante algum tempo. Você vai ver que isso vai fazer diferença para o resto da sua vida. Mas tem de ser com todo mundo, não pode falhar nenhum, pode ser o maior chato de galocha. Claro que você vai ter alguma satisfação pessoal nisto. Durante esse tempo todo, você tem todo o direito de pensar: – Como eu sou um sujeito educado, como eu sou um sujeito bom. Claro, faz parte, é um prêmio subjetivo que você vai ter disso aí. É apenas um exercício. Faça isso durante um mês. Você nunca mais vai ser o mesmo depois.

Arrependimento

Voltando ao assunto bíblico. O fenômeno da culpa e do arrependimento é ali descrito com várias metáforas. Primeira: a metáfora policial. O pecador pega horror de si mesmo e, envergonhado, se esconde do olhar da autoridade. É o caso de Caim, no Gênesis. Segunda: a metáfora judiciária. O pecador é o réu que, perante o tribunal, admite sua culpa e pede clemência. Terceira: a metáfora médica: o pecador é o doente que exibe suas feridas ao médico, em busca de uma cura. Quarta: a metáfora paterna. O pecador é o filho que desperdiça o dinheiro do pai e ao voltar, arrependido, recebe mais presentes ainda (o Filho Pródigo). Quinta: a metáfora matrimonial. O pecador é a mulher adúltera que se refugia em Deus contra a ira da multidão. Evidentemente, o arrependimento, a confissão e a absolvição têm todas essas dimensões e muitas mais. Por que a Bíblia usa várias metáforas diferentes? Precisamente porque nenhuma delas é nem pode ser a descrição exata e literal de um mistério.

Isso quer também dizer que, apegar-se a qualquer dessas metáforas, por hábito mais ou menos inconsciente (quase sempre a metáfora judiciária), é reduzir o mistério a uma simples relação humana, perdendo de vista toda a substância espiritual do sacramento. O pecador pode ficar tão envergonhado dos seus erros que desvia os olhos de Deus, foge de Deus. A ênfase unilateral no arrependimento como EMOÇÃO leva a isso. Pensar na confissão sob o aspecto da metáfora médica alivia essa emoção e previne esse erro. O doente, em vez de esconder os seus males, os exibe ao médico

Adultos

São duas as formas de felicidade: uma é egoísta, narcisista; a outra é altruísta, própria do adulto.”

“Eu fico aborrecido com pessoas adultas que buscam satisfações de adolescentes, lambendo o próprio ego, dizendo: ‘Eu quero isso!’, ‘Eu preciso disso!’. Você não precisa de nada! Você precisa é de serviço, de encargo, de responsabilidade, de amor ao próximo para aprender a viver.”

“O sacrifício é nesta direção, a direção de largar o mundo da ilusão egoísta, o mundo da auto-proteção que é bom apenas para as crianças, e encontrar satisfação em algo que transcenda a tua pessoa, que pode ser o benefício da humanidade ou mesmo de uma família. O homem que se sacrifica pela sua família já é um ser humano evoluído.

Miséria espiritual

Os “teólogos da libertação”, os gurus dos Lulas e Jandiras, os Gutierrez e Bettos e Boffs, precisam mesmo padecer de uma falta de imaginação que raia a estupidez pura e simples para acreditar que Jesus veio trazer uma revolução social. O Homem-Deus vem nos libertar da morte, nos abrir as portas de uma vida sem fim nem limites, e eles pensam que Ele veio somente nos elevar de escravos a empregados com carteira assinada, ou de empregados a acionistas. Não conheço maior miséria espiritual que a desses desgraçados, indignos de pregar a porcos e galinhas.

Professora Margarita Noyes

Professora Margarita Noyes

1 h · 

Já está disponível a entrevista com o professor Olavo legendada em português!

A conversa partiu da frase, conhecida da maioria dos alunos do COF, de Hugo von Hofmannsthal: “Nada se torna realidade na política de um país se antes não está presente, como espírito, na sua literatura.”

A partir disso pudemos falar de diversos tópicos, como a luta constante de um escritor contra os clichês, a influencia cultural do professor no Brasil, o amor pela realidade e muitos outros assuntos.

Tivemos um problema com o microfone nos primeiros 10 minutos, felizmente com as legendas dá para acompanhar tudo. De qualquer modo, dalí em diante o som fica muito melhor.

Espero que vocês gostem e não esqueçam de enviar esse vídeo para algum amigo estrangeiro, ter as palavras do professor Olavo em inglês é uma preciosidade.