28/3/2017

Estou colecionando os livros do Pierre Boutang. Já encontrei todos, menos dois, que estão entre os mais importantes: “La Fontaine Politique” e “Le Purgatoire”. Só existem em bibliotecas. Se alguém os encontrar na sua biblioteca local e puder encomendar cópias em PDF, ficarei gratíssimo. Naturalmente, reembolsarei todas as despesas.

Fred Figueiredo Le Purgatoire não achei. O La Fontaine Politique tem nesta biblioteca: http://www.culture-evreux.fr/…/la-fontaine-politique

https://www.google.com.br/search…

 
CULTURE-EVREUX.FR
Olavo de Carvalho Fred Figueiredo Obrigado. Só não entendi como fazer o download (téléchargement).

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Complementando o curso sobre o Esoterismo:
“Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele.” ( João, 14:23)
Santa Catarina de Siena ensina que “faremos morada nele” significa: “seremos um, Eu com ele, ele comigo”. 
Assim — explica ela –, a alma “converte-se em outro Ele (Jesus) pelo desejo, pela afeição e pela união de amor”. 
Pode haver expressão mais clara daquilo que o Pe. González Arintero chama “divinização do homem”?
Se algo merece o nome de “realização metafísica”, é isso. Como pode o René Guénon ter ignorado tão gritante evidência?

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A mídia cada vez mais criminosa:

http://avancabrasil.site/2017/03/27/excelentes-resultados-manifestacoes-midia-fake-news/

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Atenção:

http://www.frontpagemag.com/fpm/266197/civil-war-here-daniel-greenfield

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Quando o Ciro Gomes ameaça receber os emissários do Sérgio Moro “a bala”, é uma boa hora para exigir dele uma tomada de posição contra o desarmamento civil:
— Se você tem o direito de se defender a bala contra quem ameaça simplesmente prendê-lo, por que não teremos nós o direito de fazer o mesmo contra quem ameaça nos matar?

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Bons tempos aqueles em que temíamos tigres de papel. Hoje tememos vacas de papel.

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Toda a miséria e a desigualdade social do mundo provêm de uma causa única: o desperdício monstruoso de dinheiro público e privado em universidades destinadas a formar bilhões de filhinhos-de-papai histéricos revoltadíssimos contra a miséria e a desigualdade social.

João Pedro Magalhães Camargo Samsara entrópico da porra.
Olavo de Carvalho Resumo perfeito.

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Publiquei na página “Ciro Gomes Presidente”:

Quando o Ciro Gomes ameaça receber os emissários do Sérgio Moro “a bala”, é uma boa hora para exigir dele uma tomada de posição contra o desarmamento civil:
— Se você tem o direito de se defender a bala contra quem ameaça simplesmente prendê-lo, por que não teremos nós o direito de fazer o mesmo contra quem ameaça nos matar?

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Este cara é o meu herói:

http://www.al.com/news/huntsville/index.ssf/2017/03/rep_mo_brooks_files_bill_to_re.html

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Hegemonia intelectual é o monopólio das idéias circulantes. Hegemona cultural é o controle dos canais de difusão, educação e cultura. A hegemonia intelectual da esquerda foi quebrada, e eu a quebrei sozinho, entre 1993 e 2005. A hegemonia cultural continua intacta. Quantas universidades a direita tomou? Nenhuma. Quantas redações de jornais? Nenhuma. Quantos canais de TV? Nenhum.

 

27/03/2017

Não sei quem são esses cidadãos nem estou aderindo ao seu movimento, se algum existe, mas neste vídeo eles estão dizendo muitas verdades, e merecem respeitosa atenção:

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Tento dormir, mas começo a rir e acordo quando me vem à mente a imagem do Isaac fazendo aquela carinha de pânico e dizendo: “Véui skéui”.

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Um grupo de alunos, liderado pela Marie Asmar, já estava fazendo uma vaquinha para financiar a Expedição “Kiu de Béo”, quando lhes informei, gratíssimo e comovido, que não poderia aceitar semelhante presente, e lhes pedi que em vez disso prometessem matricular-se no meu próximo curso. Concordaram, o que me deixou imensamente feliz.
Ao mesmo tempo, o Bob Cusack, consultado por uma amiga minha, diz que não quer me levar caçar porque estou demasiado véio para ficar subindo e descendo montanhas no Alasca. Em vez disso, devo procurar um guia que faça caçada por barco, o que diminui bastante a extensão das caminhadas mas não existe na região do Cusack. De qualquer modo, só posso ir caçar na primavera, quando os ursos acordam da hibernação e vão para a beira dos rios comer salmões — o que tem de ser no ano que vem.
Agradeço novamente à Marie e aos demais cotistas a imensa gentileza.

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Trocar de ideologia não prova que você melhorou. O filho da puta, quando muda de partido, leva a mãe junto.

26/03/2017

Obamistas e clintonistas estão fazendo contra o Trump, injustamente, tudo o que os conservadores, com plena justiça, deveriam ter feito contra o Obama em 2008. É sempre assim. Os omissos acabam pagando pelos crimes que não quiseram denunciar.

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Está mais do que claro que, no novo modelo de governo implantado no mundo ocidental nas últimas décadas, os mandatários eleitos têm cada vez menos poder do que os funcionários de carreira (na administração pública e no Judiciário), as associações de bilionários e a indústria das comunicações de massa (mídia e show business). É um processo que vai muito mais fundo e é muito mais grave do que qualquer “revolução cultural”. Já estamos num novo regime, em que o processo eleitoral tem função cosmética e nada mais. Os movimentos que desejam exercer alguma influência positiva no curso das coisas têm de estudar muito profundamente as novas estruturas do poder e mudar COMPLETAMENTE a sua estratégia de ação ou condenar-se à total irrelevância. Digo isto sem a menor esperança de ser ouvido por aqueles mesmos cujo destino depende de compreenderem claramente o que estou dizendo.

Caio Fonseca Creio que Hayek previu isso no “Caminho da Servidão”, professor. Quem comandaria na verdade seriam os “técnicos da burocracia”. Na verdade não previu porque já estava acontecendo.
Olavo de Carvalho Não. O Hayek falou apenas da burocracia, nunca dos grandes capitalistas.

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Quebrar o poder das grandes organizações de mídia é INFINITAMENTE MAIS IMPORTANTE do que eleger ou derrubar presidentes. Nenhum dos chamados “movimentos populares” está pensando nisso.

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A piada virou realidade: “Algumas mulheres chegam a ser substitutivos quase satisfatórios da masturbação.” ( Karl Kraus)

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“Wild Bill”, de 1995, é uma notável exceção àquilo que eu disse sobre a perda do senso de “physique du rôle” nos filmes de Hollywood. Jeff Bridges leva mesmo um jeitão de Wild Bill Hicock e Ellen Barkin até se parece um pouco com a Calamity Jane da vida real. Mas o diretor, Walter Hill, nasceu em 1942. É de outra época.

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Trecho da aula 376 do COF:

25/3/2017

Obamistas e clintonistas estão fazendo contra o Trump, injustamente, tudo o que os conservadores, com plena justiça, deveriam ter feito contra o Obama em 2008. É sempre assim. Os omissos acabam pagando pelos crimes que não quiseram denunciar.
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Está mais do que claro que, no novo modelo de governo implantado no mundo ocidental nas últimas décadas, os mandatários eleitos têm cada vez menos poder do que os funcionários de carreira (na administração pública e no Judiciário), as associações de bilionários e a indústria das comunicações de massa (mídia e show business). É um processo que vai muito mais fundo e é muito mais grave do que qualquer “revolução cultural”. Já estamos num novo regime, em que o processo eleitoral tem função cosmética e nada mais. Os movimentos que desejam exercer alguma influência positiva no curso das coisas têm de estudar muito profundamente as novas estruturas do poder e mudar COMPLETAMENTE a sua estratégia de ação ou condenar-se à total irrelevância. Digo isto sem a menor esperança de ser ouvido por aqueles mesmos cujo destino depende de compreenderem claramente o que estou dizendo.

24/3/2017

https://medium.com/@chesterbelloc/quem-%C3%A9-olavo-de-carvalho-f302870c0c82#.wqdi1bol7

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Sessão de perguntas e respostas no Philosophy Club da VCU (Virginia Commonwealth University) após a exibição do filme do Josias Teófilo “O Jardim das Aflições”, com legendas em inglês.

https://www.facebook.com/ojardimdasaflicoes/videos/1142997085829912/?hc_location=ufi

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A música de Jan Sibelius faz até as pedras chorarem.

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Obamagate:

http://www.foxnews.com/politics/2017/03/23/potential-smoking-gun-showing-obama-administration-spied-on-trump-team-source-says.html

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O problema de ter uma agenda é que, ao menos em público, você tem de segui-la, o que exige ignorar ou desprezar os aspectos contraditórios e imprevistos da realidade, isto é, justamente tudo aquilo que faz com que a realidade seja a realidade e não uma mera idéia.

Marisa Badiz Professor, tenho orgulho em poder seguir seus ensinamentos!!!
Por favor, nunca desista de nós!!!
#Gratidão

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Dei um upgrade na minha presunção de ser um sério colecionador da armas da II Guerra Mundial: desmontei um fuzil suíço K-31, fiz uma limpeza em regra no mecanismo, restaurei a coronha e montei tudo de novo. Agora estou fazendo o mesmo com um fuzil japonês Arisaka.

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Conselho de amigo: Nunca permita que a sua alegria interior seja destruída nem mesmo pelos maiores sofrimentos. A alegria atrai os anjos como a mágoa atrai os demônios.

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Meu falecido amigo Otto nunca odiou ninguém: ele enchia os carinhas de porradas gratíssimo por lhe darem tanto divertimento.

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A coisa mais cômica no Brasil de hoje é o uso generalizado do vocabulário político-ideológico para expressar emoções pessoais: Você come a mulher do cidadão, ele chama você de fascista ou de comunista.

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Comprei um fuzil Mauser 98 da II Guerra, de fabricação chinesa, mas descobri que era um Frankestein: duas peças tinham marquinhas de suástica, provando a origem alemã. É um bicho mestiço. Ao contrário do que possam pensar os profanos, isso não aumenta, mas diminui o valor de uma peça de coleção. Mifu.

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Se você prefere mulheres dotadas de vaginas em vez de pintos, você é transfóbico:

https://www.infowars.com/feminist-some-women-have-penises-youre-cissexist-if-you-disagree/

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Nem a democracia nem o capitalismo são princípios universais, cuja aplicação possa se estender indefinidamente em todas as direções sem levar a incongruências na teoria e a efeitos letais na prática. A “ampliação dos direitos democráticos” leva ao crescimento ilimitado da burocracia estatal e à eliminação dos mesmos direitos. O capitalismo, levado às suas últimas conseqüências, tudo quantifica, contabiliza e administra, esvaziando de todo sentido a expressão “liberdade de mercado”.
Tomar idéias limitadas como se fossem princípios universais é coisa de gente de baixo QI, como em geral o são os doutrinários.

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Cada vez mais a idéia de sexo se reduz às sensações imediatas, fazendo-se abstração da genética, da bioquímica, da estética e de tudo o mais. A quintessência do sexo reside na punheta.

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Virá o dia em que precisar de um parceiro para fazer sexo será considerado um exagero.

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Brave New World:

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Fuckerjustice:
“Perseguir e matar as mulheres brancas” NÃO É “discurso de ódio”.

https://www.infowars.com/hunt-kill-all-white-women-facebook-post-deemed-not-hate-speech/

23/3/2017

 

Não agüento mais essas discussões entre privatistas e estatistas. Para um país periférico, sujeito a todas as pressões e contrapressões de um cenário global em perpétua mudança, a escolha entre privatizar ou estatizar, assim como entre livre comércio e protecionismo, não é uma opção de fé e doutrina, um juramento de fidelidade eterna como tantos idiotas parecem imaginar, mas apenas uma questão de momento, de oportunidade, de tática — inclusive militar em certas situações. Não conheço um só político ou administrador público que compreenda isso.

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As universidades privadas são instrumentos de perversão da mente juvenil tanto quanto o são as públicas.

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As ONGs estrangeiras não são instituições estatais brasileiras. Elas já dominam um terço do território nacional.

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O problema do Brasil NÃO É o “tamanho do Estado”. É a desproporção entre a força da classe política e a inermidade da sociedade civil. É um problema totalmente diferente, que não se pode resolver mediante “privatizações”.

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A mídia, por exemplo, é propriedade privada e é cem por cento instrumento do “establishment”. Ela faz muito mais mal ao país do que todas as burocracias imagináveis.

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“Público versus privado” NÃO É o problema real do Brasil. É um cacoete mental das classes falantes, e nada mais.

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O “estamento burocrático” NÃO É uma instituição estatal. ELE — e não o Estado — é o problema.

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Privatizar uma empresa estatal é tirá-la de uma parte do estamento burocrático para dá-la a outra parte do estamento burocrático.

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Antigamente, quando o sujeito ficava gagá, babava na gravata. Agora já estão babando no pinto.

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Liberais e libertarians costumam confundir o texto das leis com a estrutura real do poder. Por isso confundem também o estamento burocrático com “o Estado”, como se este surgisse do nada, sem uma base social anterior. Então remexem o Estado sem perceber que deixam a base social intacta.

Cristiano Fiori Chiocca Que besteirada. Em todo lugar do mundo são os libertarians que batem de frente no confronto com o establishment. São os que confrontam toda a estrutura financeira mundial que o establishment montou e sua monumental máquina de propaganda midiática.

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Os privatistas dividem-se em dois tipos: os doutrinários ingênuos, que imaginam que uma coisa existe de per si tão logo tem um nome — “o Estado”, para eles, é uma “causa sui”, sem precisar de uma base social — e os beneficiários de privatizações. Os primeiros são burros, os segundos são demasiado espertos.

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Privatização consiste em entregar as propriedades do Estado aos mesmos grupos que financiam os partidos estatistas.

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Que é “propriedade privada”? Não é um ente material. É um limite imposto ao uso de alguma coisa por terceiros. Esse limite não existe sem um acordo legal reconhecido e defendido por uma autoridade externa. É inútil dizer que a propriedade é um direito natural. Se o direito natural não é consagrado num direito legal e protegido por uma autoridade, ele simplesmente não tem vigência. Longe de ser o inimigo da propriedade privada, o Estado é a única garantia dela. Tanto que o socialismo, que promete abolir a propriedade privada, nada mais faz senão tomá-la de uns para dá-la a outros.

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Socialismo não é abolição da propriedade privada. É a EXTREMA CONCENTRAÇÃO dela.

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Quando um cretino puxa discussão, tenho ganas de responder como o Macunaíma: ”Me dá uma preguiiiiiiiça…”

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Se quem manda no Estado é o establishment e não ao contrário, então privatizar não adianta NADA. Como de fato não adiantou. A onda de corrupção não veio justamente depois do festival de privatizações do governo FHC?

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Discutir com Cristiano Fiori Chiocca é mais ou menos assim:
Ele: — Onde vai?
Eu: — Vou pescar.
Ele: — Bobagem. Você deveria é ir pescar.

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Não tenho agenda nenhuma a defender, expresso apenas as conclusões de análises muito cuidadosas que venho fazendo há tempos. Aí vêm uns sujeitos que são agendas vivas e puxam discussão. Não tenho nada a ver com eles.

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Alguém quer me convencer de que, se os canais de TV não fossem concessões do Estado, a Rede Globo seria menos politicamente correta?
No Brasil o estatismo é globalista e o liberalismo não o é menos. A discussão “público versus privado” só serve para impedir o povão de enxergar o verdadeiro problema.

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Algum idiota vai querer me convencer de que a Globo só defende as agendas globalistas porque o Estado malvadão a obriga a isso?

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Meu sonho é ir caçar no Alasca tendo como guia o Bob Cusack ou as filhas dele. Mas custa os olhos da cara.

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Olavo de Carvalho Não menos de quarenta mil dólares, mais despesas
Ana Pualla C. Lins De Aragão Bora fazer uma vaquinha, gente!!!!
O professor Olavo tem que realizar este sonho antes de partir para eternidade!!!!
Olavo de Carvalho Nããããããããããããããooooooo!!!!!!!!

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A tragédia permanente de toda política é que a conquista e manutenção do poder são necessariamente ações de grupos organizados, ao passo que a percepção correta da realidade é monopólio do indivíduo isolado. É a fábula do cego e do aleijado levada às suas últimas conseqüências.

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A disputa entre estatismo e liberalismo não passa de uma briguinha de família entre globalistas.

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Em 1989, numa conferência dada na Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, eu já me perguntava o que seria do Brasil, país cuja cultura era maciçamente voltada para a busca da identidade nacional, numa época em que as identidades nacionais eram proclamadas coisas do passado e por toda parte um poder global se erguia soberanamente. Decorridos vinte e oito anos, noto que essa questão vital simplesmente desapareceu do horizonte de consciência dos políticos de esquerda e direita, cada vez mais alienados da situação real e enrijecidos em meras poses num teatrinho montado pelos globalistas.

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O Parlamento brasileiro discutindo banheiros unissex enquanto a economia, a educação, a assistência médica e a segurança pública vão para o ralo — nunca se viu uma cena que mais merecesse o título de “Hotel do Apocalipse”.

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Uma vez, acompanhando até o seu carro uma aluna que ficara na minha casa conversando até tarde da noite, deparamos com uma dupla de mendigos esfarrapados, ambos homens, transando em cima do capô. Gentilmente pedi que removessem o seu arrebatamento erótico para local mais apropriado, de modo que a minha aluna pudesse voltar para o seio da família, no que eles consentiram com igual gentileza.
Até hoje essa cena me parece um condensado simbólico da história do Brasil nas últimas décadas.

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Requintes de luxúria no meio da miséria, da sujeira e da humilhação. Isso é o Brasil.

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Aviso: Quando removo o seu post sem bloquear você, acredite: Foi para o seu próprio bem.

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Alegria de brasileiro é tocar punheta no meio do lixo.

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Se é para tomar no cu, tanto faz ser de esquerda ou de direita.

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Só muuuuuita vontade de dar o cu explica um sujeito achar que gayzismo é a expressão máxima do esquerdismo.

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O cidadão tem de estar muito louco para imaginar que dando o cu põe em risco o capitalismo.

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Não fique se gabando de que reza. Continue rezando e peça para ficar inteligente.

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Muito bom artigo:

View story at Medium.com

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22/3/2017

 

Uma das vantagens do cachorro bonzai é que nele só cabe uma pulga de cada vez.

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O Red Skelton dizia que no Texas tudo era tão grande, tão grande, que uma vez ele viu por lá uma pulga com quatro cachorros.

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Desde pelo menos os anos 90 comecei a reparar que muitos diretores de filmes de Hollywood tinham perdido todo senso do “physique du rôle”. Escolhiam atores que não tinham em nada a cara dos personagens. Pior ainda: escolhiam jovens, quase adolescentes, para fazer o papel de homens maduros, e uns boiolinhas para fazer o papel de malvadões. No filme “Wyatt Earp’s Revenge”, para dar um exemplo entre mil, o sujeito que fazia o Bat Masterson tinha cara de bailarino, e o próprio Wyatt Earp era, sem dúvida, um roqueiro fracassado. Até um ator tarimbado como Val Kilmer, fazendo o papel de Wyatt Earp velho com aquela cara inchada de bolacha empapada, não convencia nem um pouco. Parecia antes um ex-bebum do que um ex-pistoleiro. Isso denotava, na turma de Hollywood, um declínio gravíssimo do senso de realidade, prenunciando um estado de alienação completa, que hoje vemos como fato consumado.

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Se nem o presidente dos EUA pode sentir-se seguro nas mãos do FBI, quem pode?

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A Vide Editorial lançou mais um clássico do pensamento conservador. Parabéns.

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Não consigo parar de rir quando me lembro do leão avisando os companheiros de caçada:
— Corre, que fudeu. Fudeu. Fudeeeeeeeeeeuuu!

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Contribuição da Maria Fernanda Rossi.
A mãe americana ensinando à filhinha os nomes dos planetas:
— Mars.
— Mars.
— Jupiter.
— Jupiter.
— Saturn.
— Saturn.
— Uranus.
— My anus.

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Todos os problemas que o prof. Vamireh Chacon levanta quanto ao conceito de “identidade nacional” podem ser resolvidos se, tomando por base o conceito de consciência tal como definido por Maurice Pradines — a memória do passado preparada para os desafios do presente –, definimos identidade nacional como consciência intersubjetiva dos feitos realizados (e falhados) em comum. Essa definição absorve em si todas as contradições e dificuldades, até mesmo a diluição ou falta de uma identidade nacional.

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Embora tendo-me transportado fisicamente para os EUA, o horizonte das minhas ambições literárias e pedagógicas jamais ultrapassou as fronteiras do Brasil. Isso não quer dizer que meu trabalho não possa ser útil em outros países, mas todo o valor dele depende de testes realizados no laboratório brasileiro. Na medida em que meus diagnósticos funcionem para o caso do nosso país em particular, eles criam, não digo um modelo, mas ao menos um estilo de análise política que algum dia poderá ser usado também em outros lugares, feitas as devidas transposições. Isso não depende de que eu me empenhe em escrever em inglês ou em publicar traduções dos meus livros — um desgaste de tempo que não posso me permitir na idade em que estou –, mas sim de que eu termine de escrever o que ainda me falta escrever, em português mesmo.

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A próxima campanha eleitoral promete repetir a velha lenga-lenga de livre mercado versus estatismo, pulando fora de todos os problemas substantivos, de novo.

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Não vejo por que a pergunta pela identidade nacional deva se concentrar na busca de “constantes”. Uma identidade nacional, como uma consciência pessoal, é sobretudo uma história, uma narrativa cujo sujeito não vem pronto, mas se forma e se deforma, se acha e se perde, se salva e se dana no curso dela mesma.

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Só para anotar. Meus maestros preferidos são:
1. Georges Prêtre
2. Sergiu Celibidache
3. Wilhelm Furtwangler

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Nenhuma conclusão frutífera se obterá sobre a questão da “identidade nacional” sem fazer primeiro uma “história da consciência nacional”, mapeando, na vasta bibliografia disponível, o horizonte de consciência dos nossos intelectuais e suas mutações ao longo das várias gerações. Tenho a visão clara do que pode ser essa história, mas jamais terei o tempo de escrevê-la, embora alguns artigos meus sejam capítulos inteiros dela. Uma coisa eu garanto : esse horizonte de consciência jamais foi tão estreito quanto é hoje.

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Começou?

http://www.mirror.co.uk/news/politics/north-korea-fires-several-missiles-10072049?service=responsive

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Se explodirem o mundo antes de eu terminar os meus livros, me considerarei dispensado de escrevê-los, por absoluta inexistência terrestre do autor.

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Não vejo entre os “direitistas” brasileiros NINGUÉM capacitado para enfrentar o Ciro Gomes num debate. Se conseguirem negociar com ele já devem se dar por muito satisfeitos, depois de toda a capacidade que demonstraram para destruir as suas próprias conquistas.

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Quanto mais os obamistas e clintonistas insistem em acusar o Trump de trocar figurinhas com os russos, mais se acusam a si próprios de tê-lo grampeado durante a campanha. A coisa está ficando interessante.

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Só um brasileiro pode foder com a candidatura Ciro Gomes: o Lula. Ele já fez isso no passado e pode fazer de novo. A mania de posar de fiel esquerdista — coisa que no fundo ele nem é — é o calcanhar-de-Aquiles do ex-governador do Ceará. Só que, desta vez, se em nome da unidade da esquerda ele engolir mais um sapo, será o sapo definitivo.

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October 31, 2016 ·
Caro amigo, você pode ser nazista sem saber. Caso você apóie mais de 3 políticas que os nazistas defendiam (e ainda defendem nas sombras) você tem 99% de chances de ser nazista sem perceber. Caso isso aconteça com você, procure ajuda no NAZISTAS ANÔNIMOS mais próximo da sua residência.
As políticas que os nazistas defendiam são as seguintes:
1- Eugenia;
2- Eutanásia;
3- Aborto em qualquer situação;
4- Controle de Armas;
5- Estado Grande;
6- Aliança com o Islã;
7- Aversão aos judeus (ou a Israel na versão moderna);
8- Controle social da mídia;
9- Perseguição aos católicos;
10- Ambientalismo radical;
11- Anti-tabagismo radical;
12- Dívida histórica.

 

21/3/2017

O princípio de TODA compreensão histórica e sociológica é o amor ao próximo, incluindo a preocupação pessoal com o seu destino eterno. Ignorando isso, o estudioso não se coloca na posição real de indivíduo humano concreto, mas na de um observador divino hipotético, na qual toda a sua visão da realidade histórico-social se reduz a uma dança de estereótipos.

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A mera possibilidade teórica da vida eterna deveria levar um historiador, mesmo agnóstico, a compreender que espremer o ser humano na escala da pura temporalidade terrestre é reduzi-lo para torná-lo mais manejável, e por isso mesmo mais falso.

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Uma coisa que não suporto por mais de dez segundos é um amigo vindo falar mal de outro amigo. Em geral minha resposta é:
— Pode parar por aí mesmo. Não quero saber quem tem razão. Vão os dois tomar no(s) cu(s).

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Uma das vantagens do cachorro bonzai é que nele só cabe uma pulga de cada vez.

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O Red Skelton dizia que no Texas tudo era tão grande, tão grande, que uma vez ele viu por lá uma pulga com quatro cachorros.

20/03/2017

Nada alegra e exalta o brasileiro como ostentar uma bela pose de dignidade , especialmente se ofendida. Neguim sobe nas tamancas, estufa o peito, emposta a voz, colhe um bom vocabulário nos acórdãos de algum tribunal e sai por aí exibindo, para deleite geral da espécie humana, uma superioridade moral tão sublime que chega mesmo a ser do caralho.

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A maior prova de mentalidade mesquinha é a pressa em sentir-se ofendido.

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Sugestão para quem não tem muito espaço em casa: cachorro bonzai.

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Uma vez uma namorada da qual eu nem gostava muito começou a se esfregar num sujeito numa festa. Senti que era um bom momento para me livrar da mardita, mas pensei: “Caralho, agora vou ter de fazer uma cena de ciúmes para não saírem dizendo que sou corno manso.” E fui lá dar umas porradas no cidadão, a coisa mais divertida do mundo.

Gustavo Almeida Conseguiu dar umas porradas ou apanhou?
Olavo de Carvalho Só apanhei uma vez na vida, e não foi essa.

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Bons tempos aqueles em que uma ofensa resultava no desafio para um duelo. Essas briguinhas de hoje são uma nojeira, uma irresponsabilidade pueril. Quando alguém puxa briga comigo, sempre penso: “Eu mataria esse sujeito, se as coisas chegassem a esse ponto?” Se a resposta é “Não”, nem começo a briga. Briga sem morte — ao menos sem a possibilidade da morte — é frescura.

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Espero jamais fazer pose de dignidade ofendida. Para quê isso, se qualquer pretensão de ofensa pode ser neutralizada na hora mediante uma piada mortífera?

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A introdução de Pierre Boutang à sua tradução do “Banquete” de Platão não é uma introdução: porque para compreendê-la você tem de já ter lido o diálogo, aliás o Platão quase inteiro. Monsieur Joudain às avessas, Boutang parece estar fazendo prosa quando faz mesmo é poesia. Uma poesia hermética composta com imagens de milênios de cultura e História, como a de Ezra Pound ou a do nosso magnífico Gerardo Mello Mourão.

*

Quando penso, com saudades, em Gerardo Mello Mourão, já octogenário quando me foi apresentado pelo Paulo Mercadante, sempre me lembro do que dele disse, com justiça, o Ezra Pound: “Esse foi o sujeito que fez aquilo que eu queria fazer.”

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Juro: a coisa mais engraçada do mundo são as caretas de pânico do Isaac.

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Gerardo teve um destino dos mais singulares: perseguido pela ditadura Vargas como agente nazista e perseguido pela ditadura militar como agente comunista, sem nunca ter sido nazista nem comunista, apenas um gênio e um incomparável esquisitão.

*

Outro esquisitão admirável foi o Vamireh Chacon, que por sua vez me apresentou o Paulo Mercadante. Tudo o que ele dizia era interessantíssimo, com um detalhe: ele não sabia que raio de coisa podia ser “parar de falar”.

*

O Roberto Campos era o oposto: ouvinte atentíssimo e humilde, um perfeito cavalheiro em toda a extensão do termo.
Tenho saudade de todos esses velhinhos geniais que conheci no Rio — os últimos exemplares de uma espécie agora extinta.

*

Quando estava escrevendo as orelhas para um livro do Mário Vieira de Mello, me ocorreu, de repente, a temível realidade: Os últimos escritores brasileiros eram todos octogenários. Que seria de mim na geração seguinte, condenado a realizar a profecia contida no meu nome, que quer dizer “sobrevivente”?
Hoje em dia, ser “escritor” é publicar livros. Naquele tempo era escrevê-los.

O Rodrigo Gurgel, doze anos mais novo, já não é da minha geração.

*

 

19/02/2017

*

Os dois melhores amigos de seus amigos que já vi neste mundo são o meu filho Pedro e o Mauricio Marques Canto Jr.. São incríveis. Excetuado o cu, nada negam a seus amigos.

P.S. Também recusam boquetes.

Mauricio Marques Canto Jr. Poha, Olavo.
Fiquei sem palavras aqui, Irmão.
Muito obrigado.

*

O principal efeito da tecnologia moderna na História foi o de reduzir a guerra, de empreendimento heróico, a uma apoteose da covardia.

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Esquisitices da Natureza. Um alce chega a ter vinte mil carrapatos. Com o sangue que esses bichos consomem em um ano, daria para fazer outro alce.

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Só o Jack entende o que o Isaac diz. É o tradutor do irmãozinho.

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A ciência moderna nos diz que o universo inteiro não passa de um conjunto de reflexos da nossa fisiologia cerebral, mas ao mesmo tempo assegura que a anatomia e fisiologia do nosso cérebro resultam da evolução animal. Nunca encontrei UM SÓ cientista, de qualquer área que fosse, que percebesse que isso é um problema e não uma solução.

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Dos dois cacoetes mentais coexistentes e antagônicos que a modernidade impôs ao mundo, o subjetivismo e o materialismo, o materialismo é o menos prejudicial.

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Ser um filósofo num tempo de loucura geral é perceber, todos os dias, a impossibilidade de proteger mais de uns poucos cus mais próximos.

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“Os fascistas do futuro se chamarão antifascistas.” (Winston S. Churchill)

https://www.facebook.com/jairbolsonaropresidente2018Oficial/videos/761667080660924/

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Momentos inesquecíveis.
Diálogo com um adepto do controle da natalidade:
Ele: — Você é um maluco, fica pondo crianças no mundo!
Eu: — E onde mais você quer que eu as ponha?

Nando Castro KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Ei, professor, o que fazer pra convencer a namorada a ter 6 filhos?
Olavo de Carvalho Não a convença. Vá fazendo sem dizer nada.
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O mundo está tão doido que o Vladimir Putin parece mais sensível ao apelo de Fátima do que o Papa.

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Vivendo e aprendendo. O presidente dos Estados Confederados, Jefferson Davis, era tão racista que só teve um único escravo, o qual depois libertou e que se tornou proprietário da sua fazenda. Davis também adotou um menino pretinho, ao qual deu seu nome de família. Quando acabou a guerra, o menino foi tomado pelos soldados do Norte e seus pais adotivos nunca voltaram a vê-lo.

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Não deixem de ver:

https://www.youtube.com/watch?v=oGe3pypQWl0

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O documentário que acabo de recomendar mostra que, apesar das recentes declarações conciliatórias do prof. Duguin, o governo Putin está tentando transformar a onda antiglobalista num novo anti-americanismo — e usando para isso os mesmos métodos da velha URSS. Não por coincidência, aqueles mesmos que nos EUA colaboram ativamente com esse projeto são os primeiros a acusar o Donald Trump de “trabalhar para os russos”. É sempre assim.

Pablo Daniel Mendes Zárate Olavo de Carvalho, por falar em Rússia, o que o senhor tem a comentar sobre a acusação que John McCain fez ao senador Rand Paul (R-KY) dizendo que o filho de Ron Paul era um agente a serviço de Putin (KGB)???
Olavo de Carvalho Pablo Daniel Mendes Zárate NADA do que o John McCain diga é confiável. Em 2008 o filho da puta estava pedindo dinheiro na embaixada da Rússia.

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