24.7.2017

Andre Chilano descobriu a identidade secreta da Dona Issa: Ela é a versão feminina do Punheteu.

*

Saiu na página da Cláudia Wild. É o pogrécio:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2017/07/23/internas_polbraeco,611759/pcc-brasileiro-tem-parceria-com-o-hezbollah.shtml

*

Dona Issa, não quero foder com a sua vida. Só quero que você vá para casa estudar e volte a conversar comigo daqui a dez anos. Se quiser, dou-lhe matrícula de graça no COF. Seu QI vai subir uns vinte pontos.

*

Desafio Dona Issa a mostrar um artigo, um post, uma linha onde eu tenha afirmado que “Jesus quer que vc seja mártir e que haja mortos nessa nossa luta pela hegemonia da fé cristã!”

*

Também a desafio a provar que algum dia escrevi uma linha, uma palavra, incitando algum judeu a fazer violência contra um árabe.

*

Para instrução da Dona Issa: Não é propriamente o Olavo de Carvalho quem acaba com a boa convivência entre diferentes comunidades religiosas:

*

A tal da Dona Issa é a prova viva de que a instrução universitária no Brasil é uma FRAUDE COMPLETA.

*

Se um sujeito que não terminou nem o segundo ciclo (equivalente à atual oitava série) pode escrever livros aplaudidos por intelectuais do porte de um Miguel Reale, de um Jorge Amado, de um Romano Galeffi, de um Ernildo Stein, de um Vladimir Tismaneanu, de um David Walsh e dezenas de outros, por que diabos praticamente nenhum dotô formado pelas nossas lindas universidades consegue produzir uma tese que não esteja repleta de solecismos, erros bárbaros de lógica e provas gritantes de incultura?
Não espanta que, nessas condições, eu tenha me tornado o destinatário campeão das ameaças de morte, xingamentos histéricos, invencionices caluniosas e maledicências abjetas. Que outra reação à minha presença no cenário poderiam oferecer os milhares de incapazes e analfabetos funcionais que ela tanto incomoda?
Coube a mim o destino único e incomparável de ser, por contraste, a prova viva de que todo portador de um diploma universitário brasileiro que não se envergonhe de exibi-lo é um vigarista, um estelionatário da mais baixa espécie.

*

Um belo exemplo de conduta, da parte de um intelectual brasileiro, foi o do Eduardo Portella, que escondeu enquanto pôde o seu diploma de filosofia, só o revelando quando, nomeado ministro, foi obrigado a isso para poder tomar posse.

*

O que salva a minha reputação é que o material difamatório publicado em blogs e em sites como Orkut e Facebook (mais de vinte mil páginas, até onde tive a pachorra de calcular) é de qualidade tão miserável que se esquece no dia seguinte, ao passo que os meus livros, artigos e cursos alcançam tanto mais leitores quanto mais tempo passa. Em qualquer tipo de luta ou conflito, quem dura mais, vence.

*

Graça Corrêa descreveu a situação corretamente: a universidade brasileira criou um tipo especial de estudantes: os UNIVERSITÁRIOS AUTODIDATAS — os únicos que ali aprendem alguma coisa.

*

Truculência olaviana. As únicas criaturas deste mundo que eu um dia desejei matar foram um carrapato, que mesmo depois de esmigalhado quase deu cabo da minha pessoa, e um urso preto que esperei por uma semana, encarapitado numa árvore, sob a chuva e o frio, segurando uma Browning cal. 300 Winchester Magnum, e não deu as caras até agora, o filho da puta.

*

Matei também umas cobras, mas sem premeditação, no improviso, só para que elas não mordessem a minha cachorrinha Cherry,

*

À Roxane faltava só uma última provinha para ser socióloga da PUC. Mas, pensando bem, que caralho é ser socióloga da PUC?

*

O carrapato, prendi numa fita durex antes de esmigalhá-lo aos poucos, com um sadismo igual ao da Dilma falando português.

*

O Trump continua nomeando inimigos e virtuais traidores para postos-chave. O diretor da CIA ameaça abrir guerra contra o Wikileaks, que é um importante ponto de apoio do presidente, e o novo porta-voz presidencial, Scaramucci, é um clintonista declarado. É a mesma ilusão bushista da “união nacional”.

*

Conheçam a mentalidade de quem molda a mentalidade das massas:

http://www.wnd.com/2017/07/hellraiser-something-wicked-creeping-into-u-s-homes/

*

O aviso é de meses atrás, mas continua valendo:

*

A página da Dona Issa SUMIU.

Evelin Olívia Fróes Será que a dona Issa ficou com vergonha?
Olavo de Carvalho Impossível.

*

O problema com a onda diversitária surgida em 1968 não está nas críticas que ela faz à civilização ocidental, todas parcialmente justificadas. Está nas novas instituições e esquemas de poder que ela vem criando, infinitamente mais alienantes, controladores e repressivos do que tudo o que se viu antes no mundo. Não que o movimento tenha se “desviado dos seus altos ideais”. Um breve exame desses ideais, já em maio de 1968, bastaria para mostrar que eles SÓ poderiam se realizar mediante a construção de um gigantesco sistema de controle policial da sociedade, mas, é claro, os assanhadinhos só queriam pensar nos seus desejos, não no preço da sua realização. Seus críticos, por sua vez, atacavam em vão o “caos”, a “desordem” e outras aparências superficiais da rebelião juvenil, sem prever que ela só poderia se desenvolver mediante a fusão com os centros do poder global.

*

Cada vez entendo menos essa Dona Issa. Ela disse que eu e o Rodrigo Jungmann somos “líderes de torcidas homicidas”. É verdade que eu sou corintiano, mas nem tanto. O Rodrigo, nem sei para qual time torce.
Também esse negócio de “ódio ao Islam” é doideira pura. Será que foi por ódio anti-islâmico que ganhei um prêmio da Universidade de El-Azhar por um ensaio histórico sobre as origens do Islam (o que aliás me rendeu o título de “agente islâmico”, conferido pelos Veadascos)?
Essa muié não leu sequer o meu currículo.
Mas, cá entre nós: Posso perdoá-la por tudo, exceto por aquelas fotos com decote até o umbigo. Isso realmente ofendeu a minha sensibilidade visual.

*

Dona Issa diz que não vai discutir mais, porque não quer “dar visibilidade” (sic) a um ilustre desconhecido como eu.
Agora vocês me desculpem, mas estou de saída para Nova York, onde vou assistir ao filme que o Josias Teófilo fez sobre a vida e a obra de Dona Issa.

*

Dona Issa me lembra o Zellig, que, entrevistado pela psiquiatra no hospício, acreditava piamente ser o médico, e ela a paciente.

*

Mas nem tudo está perdido. Se dia o Islam dominar o Brasil, Dona Issa terá de usar burqa.

23.7.2017

Recordações.
Aos quinze anos, meu primeiro namoro sério foi abruptamente interrompido pela intervenção de parentes moralistas. Semanas depois, fui expulso da escola por ter dito uns palavrões de pura gozação para um funcionário que, surpreendentemente, os levou a mal e foi-se queixar ao diretor, o qual ainda teve a pachorra de convocar os pais dos meus amigos para lhes advertir que não deixassem seus filhos andar em companhia de tão mau elemento (anos mais tarde fiquei sabendo que o homem era um contumaz vendedor de diplomas). De repente me vi privado da minha namorada, dos meus amigos, de toda a minha vida social e de boa parte da família, com quem não briguei mas da qual me afastei em silêncio.
Não foi a primeira nem a última vez na vida em que fiquei totalmente sozinho, mas foi aquela em que descobri, antes mesmo de conhecê-la, a lição de Nietzsche: “O que não te mata te fortalece,”

*

E eu, que achava que o Ceaucescu era megalomaníaco…

https://www.theguardian.com/artanddesign/2017/jul/23/inside-billion-dollar-palaces-of-tech-giants-facebook-apple-google-london-california-wealth-power

*

Por que é preciso caçar ursos…

http://www.telegraph.co.uk/news/2017/07/22/hundreds-sheep-killed-bear-chases-cliff/

*

Lembram-se do que eu disse da CIA na aula de ontem? Que os comunistas só faziam barulho contra ela para encobrir o trabalho dos milhares de agentes que haviam infiltrado nela DESDE A ORIGEM? Ouçam o que diz o homem mais bem informado do mundo:

https://www.infowars.com/assange-cia-not-only-armed-syrias-insurgents-it-paid-their-salaries/

20293064_1125422087602140_8218517846741740197_n

É a “lei de queda” proposta pelo Gurdjieff, que se enuncia assim: “Tudo cai.”

*

Momentos inesquecíveis. Eu devia ter uns nove anos, no máximo. Sempre obcecado pela busca da beleza no mundo, e deprimido com o excesso de mocréias na família, fiquei felicíssimo quando o meu tio Nahim (sim, tenho parentes árabes) começou a namorar a Santina, que era a garota mais bonita da cidadezinha onde moravam. O Nahim, a quem chamávamos Tiozinho e que eu considerava o meu melhor amigo, era um sujeito bonitão, um verdadeiro galã, e a Santina era o tipo da beleza que espalhava a paz no ambiente pela simples doçura do olhar e da voz. O casamento deles foi um grande momento da minha infância.

*

Momentos inesquecíveis. Aprendi com um motorista de táxi: “Com tempo, paciência e jeito, se põe no cu do sujeito.”

 

22.7.2017

Não deixem de ler:

http://www.wnd.com/2017/07/plot-to-replace-europeans-with-refugees-exposed/

*

Até agora os bravos apóstolos da “diversidade” não mostraram um único caso de agressão a gay ou travesti, ocorrido no Brasil, que tivesse por autor um cristão praticante e por motivo a indignação religiosa. A inexistência de exemplos não impede, no entanto, que tipos como Luisa Gadelha e Flavio Moura continuem lançando sobre o “fanatismo religioso” a culpa de crimes que nenhum cristão praticou. Diluindo o específico no genérico, essa expressão lança sobre as principais vítimas da violência islâmica — 150 mil assassinados por ano — as culpas dos seus perseguidores e algozes. É uma confusão semântica tão grosseira e injustificável, que só um ódio anticristão essencialmente genocida, aliado a doses maciças de analfabetismo funcional, explica a sua presença constante no vocabulário da mídia.

*

Órgãos de mídia anêmicos, falidos ou semifalidos, descobriram o truque mais sórdido para atrair leitores: publicam alguma mentira idiota contra o Olavo de Carvalho e em seguida lhe oferecem, fingindo gentileza, o direito de resposta. Sabem que o ofendido tem mais leitores do que jamais tiveram ou terão, e esperam, mediante essa manobrinha infame, parasitar uma parcela do seu público.

*

Outra constante observada no puteiro sociológico nacional: ninguém pode aparecer na internet como aluno, leitor ou admirador do Olavo de Carvalho sem ver-se imediatamente cercado, em pessoa ou por mensagem escrita, de parasitas anti-olavistas que lhe oferecem cursos, hangouts, espaço em alguma publicação chinfrim, convites para congressos políticos e mil e uma outras lisonjas sedutoras.
Minha imagem pública tornou-se alimento para todo um exército de áscaris lumbricóides.

*

Estendendo-se para muito além do círculo de leitores sérios que buscam conhecer o seu pensamento, a imagem pública de um escritor é um resíduo longínquo, diluído e inevitavelmente deformado da sua obra e da sua presença, como um cocô é um resíduo longinquo dos alimentos, esvaziados das suas propriedades nutritivas nobres e reduzidos a repasto de vermes. É justamente sobre ela que se lançam, famintos, os representantes de ONGs, de movimentos políticos e de empreendimentos comerciais, tentando viver da única parte dos ensinamentos do Olavo de Carvalho que lhes é acessível.

*

Burrice e maldade são irmãs siamesas: onde vem uma, a outra vem junto.

*

Li apenas as primeiras páginas de “Os Invernos da Ilha”, de Rodrigo Garcia Duarte, e já vejo que estou diante de um escritor de verdade, um dominador perfeito do idioma e criador de um mundo imaginário fascinante — em suma, um inesperado sobrevivente dos tempos em que havia uma literatura brasileira.

*

Quando a gente pensa que o Brasil chegou ao fundo do poço, vem alguém e cava mais fundo. Uma professora Lucia Helena Issa colocou no Youtube um vídeo no qual promete “desmascarar as falácias do Olavo de Carvalho” sobre a Idade Média,e cita como fonte histórica “O Nome da Rosa”, do Umberto Eco, uma obra de ficção baseada numa hipótese impossível, a de que a segunda parte da Poética de Aristóteles tivesse sido proibida pela Igreja… numa época em que ninguém sabia sequer da existência da primeira parte (só descoberta em 1548).
Não contente com isso, a dona recomenda a leitura de Platão (na edição “Os Pensadores”, caraio!), jurando que na Idade Média a Igreja “proibia a filosofia grega”, o que transforma num mistério insolúvel o fato de que o platonismo dominou o pensamento católico desde Agostinho até o advento de Sto. Alberto e Sto. Tomás.
São pessoas como essa rematada imbecil que progridem nas nossas universidades e aí dominam todos os postos, repassando a seus alunos o vírus do analfabetismo funcional.

*

Essa dona superou o Pirula, que ostentava todos os DEZESSEIS livros da sua biblioteca.

*

Que inveja dos sobrinhos do Pato Donald, porra!

http://blogs.correiobraziliense.com.br/nqv/crianca-limonada-multada/

*

Está sem som mas vale a pena assim mesmo. Estréia do Jack no mundo teatral. Sem inibição nenhuma, um autêntico cara-de-pau como o vô, ele já sobe ao palco levando a sua claque — os irmãozinhos Isaac e Gwen. Adoro esse menino.

https://www.facebook.com/tiffany.noyes/videos/10154805028911417/

*

Com enorme satisfação, recebi do tradutor Fabiano Rollim, a quem agradeço, um exemplar da sua versão brasileira do livro de Michael Davies, “A Reforma Litúrgica de Cranmer. A Destruição da Catolicismo por Meio da Mudança Litúrgica”, que sai pela Editora Permanência, do Rio, criada pelo meu saudoso amigo Dr. Julio Fleichmann. Davies dá um show de erudição historiográfica e teológica ao ilustrar como, ao longo dos tempos, o conteúdo doutrinal da fé (a “lex credendi”) pode ser destruído sem sofrer nenhum ataque direto, por meio de simples mudanças na liturgia (a “lex orandi”). O livro é o primeiro da trilogia em que o autor rastreia as remotas origens históricas das reformas litúrgicas empreendidas desde o Concílio Vaticano II, que acabaram se revelando realmente — e, como demonstra Davies, inevitavelmente — desastrosas. Parabenizo efusivamente o tradutor e a editora, esperando que também coloquem à disposição do público brasileiro os dois volumes restantes da série.

*

De nada adianta você ensinar a verdade se primeiro não destrói a ignorância, rasgando impiedosamente os véus com que o hábito e o falatório geral bloqueiam as operações da inteligência. Hegel falava do “trabalho do negativo”, mas muito antes de ler Hegel eu já havia aprendido isso com Swami Dayananda Sarasvati: “Avidyanasa”, a destruição da ignorância, é o primeiro e na verdade o único dever do filósofo, do intelectual, do escritor, do professor. Quando tentamos dizer a verdade divina, a pobreza dos nossos recursos lingüisticos e a má qualidade da nossa alma podem deformá-la e a nossa influência pessoal pode se sobrepor, indevidamente, à mensagem que queremos transmitir. Mas, quando nos limitamos a destruir a ignorância, deixamos o ouvinte ou leitor livre para perceber a verdade por si mesmo, com a ajuda direta de Deus e sem passar pelo nosso filtro.
Ah, como eu gostaria de que todos os pregadores aprendessem isso!

*

A Roxane é um docinho, mas por que, por que toda vez que vem me fazer carinho ela enfia o dedo no meu olho?

*

A tal Lucia Helena Issa reage conforme a receita consagrada. Eu sabia. Sempre que são desmoralizadas intelectualmente, essas criaturas apelam ao chororô autovitimizante.
Muçulmanos podem matar 150 mil pessoas da nossa comunidade por ano, e nós não podemos nem xingá-los um pouquinho que eles já se debulham em lágrimas.

Eu sabia. Sempre que são desmoralizadas intelectualmente, essas criaturas apelam ao chororô autovitimizante.

*

Curiosamente, a filosofia grega foi perseguida e reprimida, oficialmente, em muitos países islâmicos, onde teve de se refugiar nas sociedades esotéricas. No Ocidente isso NUNCA aconteceu. Não espero que uma idiota como essa empombada professorinha tenha a menor informação a respeito.

*

LÁGRIMAS DE CROCODILO
A todas essas auto-alardeadas vítimas de “perseguição direitista”, pergunto:
1) Algum de vocês foi ameaçado de morte? Eu já. Centenas de vezes.
2) Algum de vocês teve o seu endereço publicado, com uma convocação ostensiva a que alguém fosse lá para matá-lo? Eu já.
3) Algum de vocês já viu a história da sua família ser vasculhada, deformada e achincalhada com toda sorte de intrigas e insinuações maliciosas? Eu já.
4) Algum de vocês teve a lista dos seus débitos fiscais e pessoais invadida e publicada? Eu já.
5) Algum de vocês já teve a sua foto alterada em fotoshop para dar a impressão de que você é um agente estrangeiro? Eu já.
6) Algum de vocês já foi sugerido como candidato à execução pública pelo garrote vil? Eu já.
7) Algum de vocês tem uma coleção de VINTE MIL PÁGINAS de ataques publicados contra a sua pessoa? Eu tenho.
Vocês choram por coisa pouca. Atacam, xingam, ameaçam, achincalham, e à primeira reaçãozinha já se fazem de vítimas.

*

Versão sonora: Estréia do Jack no mundo teatral.

*

A tal da Dona Issa é tão cristã quanto eu sou vegetariano.

*

Estou acostumado com esse tipo de ignorantes metidos. A única coisa que me espanta é a Dona Issa acreditar que REALMENTE conhece História da Idade Média.

*

“Éramos há pouco tempo um país em que judeus e muçulmanos tinham suas lojas lado a lado no Rio e SP e eram amigos, em que cristãos e muçulmanos conviviam em harmonia! Éramos modelo de tolerância religiosa segundo a ONU, mas Carvalho e pessoas como Silas Malafaia estão conseguindo destruir isso.”
Lucia Helena Issa

É claro: os muçulmanos matarem 150 mil cristãos por ano não perturba a paz de maneira alguma. O que perturba são umas palavrinhas do Olavo de Carvalho e do Silas Malafaia.

*

Que a Dona Issa se ache erudita em História já é inexplicável. Mas, examinando as fotos na página dela, verão que ela também se acredita sexy. Aí transcendeu.

*

Como é freqüente e até endêmico no Brasil, a dona alardeia não sei quantos diplomas, mas ainda não aprendeu a distinguir entre o verbo “haver” e a preposição “a”.

*

Eu, que não tenho títulos nem sequer no protesto, me permito humildemente duvidar daqueles que os empombadinhos vivem alardeando. Nunca fui investigar esses casos, mas, sacumé, depois do diploma falso ostentado por uma PRESIDENTE DA REPÚBLICA, tudo é possível neste país.

*

Nada me deprime tanto na vida quanto mocréia exibida.

*

Meditem por alguns minutos os termos “progresso”, “democracia”, “tolerância”, “fraternidade”, “liberdade”, “igualdade” e similares, e terão aprendido a noção número um da arte de ler, isto é, que doutrinas, metas e estratégias opostas entre si ao ponto da inimizade mortal e do combate sem tréguas podem ser expostas EXATAMENTE COM AS MESMAS PALAVRAS.

*

A lição número dois é enormemente mais difícil: é aquela que Hegel resumia ao dizer que nenhuma idéia ou proposição é verdadeira ou falsa fora do SISTEMA TOTAL em que se integra.

*

A lição número três, que o próprio Hegel não chegou a perceber, é que o sistema total jamais se compõe somente de um conjunto de idéias, mas contém em si um conjunto de ações reais, manifestadas no espaço-tempo terrestre, que às vezes expõem o verdadeiro sentido das idéias muito mais exatamente do que as palavras em que elas se expressam.

*

Por exemplo, quando um sonso profissional como o Marco Antonio Vil diz a palavra “comunismo”, o que ele expressa com isso são apenas outras palavras, aquelas que definem o termo no dicionário. Quando eu uso a mesma palavra, quero indicar a unidade virtual entre um conjunto de idéias que evoluem e se modificam no tempo até transformar-se, por vezes, nas suas opostas, e uma longa e conflituosa história de ações humanas que vem desde o início da modernidade até os nossos dias. Tudo depende do seguinte: qual a dimensão do complexo de representações que o falante consegue ter diante dos olhos da sua imaginação quando diz uma palavra?

*

Creio que as explicações que dei na aula de ontem sobre a evolução histórica do marxismo ilustram bem essa diferença.

*

Outro exemplo. Um guerreiro valoroso que tenha morrido em combate após matar um punhado de inimigos é geralmente chamado, na tradição cristã ocidental, de “herói”. No Islam, é chamado de “mártir”, um termo que no cristianismo se reserva àqueles que se ofereceram docemente para morrer sem ferir ninguém. A palavra “martir” é a mesma nos dois casos. No seu uso, há todo o universo de diferenças entre duas civilizações milenares. Na igreja em que fui criado, a de Nossa Senhora da Paz no bairro paulista do Cambuci, havia DUAS lâmpadas votivas permanentemente acesas, cada uma no fundo de uma grande bacia de mármore em cujas bordas vinham esculpidas as dedicatórias em italiano: “Ai martiri” e “Agli eroi”…

*

By the way, até hoje acho que nada no mundo exerceu influência mais profunda e duradoura na minha mente do que os painéis do Fulvio Pennacchi na mesma igreja. Este é um deles:

20245975_10155484089797192_7605963802998183691_n

*

Recordações.
Aos quinze anos, meu primeiro namoro sério foi abruptamente interrompido pela intervenção de parentes moralistas. Semanas depois, fui expulso da escola por ter dito uns palavrões de pura gozação para um funcionário que, surpreendentemente, os levou a mal e foi-se queixar ao diretor, o qual ainda teve a pachorra de convocar os pais dos meus amigos para lhes advertir que não deixassem seus filhos andar em companhia de tão mau elemento (anos mais tarde fiquei sabendo que o homem era um contumaz vendedor de diplomas). De repente me vi privado da minha namorada, dos meus amigos, de toda a minha vida social e de boa parte da família, com quem não briguei mas da qual me afastei em silêncio.
Não foi a primeira nem a última vez na vida em que fiquei totalmente sozinho, mas foi aquela em que descobri, antes mesmo de conhecê-la, a lição de Nietzsche: “O que não te mata te fortalece,”

21.7.2017

*

Assim como na vida de todos os dias encontramos umas poucas pessoas que resolvem problemas e uma multidão que gosta de criá-los, assim também há filósofos que nos ajudam a encontrar nosso caminho e outros que adoram semeá-lo de obstáculos e armadilhas.

*

Um muçulmano, aonde quer que vá no mundo, encontra as mesquitas de portas abertas para recebê-lo, abrigá-lo, alimentá-lo e protegê-lo. Um católico não encontra nem mesmo na sua própria cidade uma igreja onde possa se confessar, exceto em horários muito limitados. Para quantos católicos o amor ao próximo ainda significa alguma coisa além, precisamente, da dispensa de praticá-lo?

*

A única coisa que vi católicos e protestantes jamais negarem a seu próximo são sermões de moral, principalmente quando são a última coisa de que ele precisa.

*

Se os católicos rezam pela conversão de um judeu, é uma ofensa intolerável, mas, se os muçulmanos ameaçam matá-lo caso não se converta, é apenas “diversidade cultural”.

*

Como os cristãos já não sabem envergonhar-se perante Deus, envergonham-se perante a opinião bem-pensante. Para que a confissão, se hoje temos a arte sublime do bom-mocismo?

*

Há décadas não ouço, nas igrejas católicas, um sermão no qual se fale de milagres eucarísticos. O que não entendo é: por que um padre continua dando a comunhão se não confia que a hóstia é realmente o corpo de Cristo, capaz de verter sangue?

*

Que a comunhão seja a repetição ritual e portanto real do sacrifício do Calvário, é algo que um católico não pode por em dúvida. Afinal, quando Cristo ofereceu aos apóstolos o pão e o vinho, afirmando que eram o Seu corpo e o Seu sangue oferecidos em sacrifício, Ele mandou que fizessem EXATAMENTE ISSO em memória dele, e não que apenas o recordassem. Recordar não é fazer.

*

Assim que a construção da nova casa pegou velocidade, na velha os ratos, baratas e mosquitos começaram a se multiplicar. Eles entendem que chegou a nossa hora de dar no pé.

*

O sofrimento e o fracasso são vícios endêmicos, às vezes incuráveis.

*

Como pode alguém ser tão imbecil ao ponto de acreditar, ao mesmo tempo, que tudo é relativo e que o progresso é inevitável?

*

Quando um católico perde o hábito de se confessar, ele adquire o de se foder.

*

Alain (Émile Chartier) ensinava: Ninguém conseguiria dormir se não se persuadisse de que tudo pode ficar para amanhã.

*

Alguns falam contra o celibato monacal, mas sem ele não existiria a maior parte dos queijos e vinhos da França.

*

Não consigo tirar da cabeça aquela menininha índia que fala do MOQUITINHO. Isto aqui está um festival de moquitinhos.

*

Se, como os ateus e ranhetas em geral, todo mundo só acreditasse nos fatos para os quais já tem explicação, ninguém teria estudado fato nenhum e tudo continuaria sem explicação.

*

A ciência começa no instante em que alguém admite que o “o quê” vem antes do “porquê”.

*

O número de coisas que eu realmente entendo é muito pequeno e, pior, eu me sinto perfeitamente bem com isso,

*

Toda noite, penso assim: Ainda bem que eu não sou Deus. Se o universo dependesse de mim, estaria fodido.

*

As minorias só devem ter um único direito: o de não sofrer perseguição. Tudo o mais é frescura.

*

O legislador que escreve uma lei com figuras de linguagem está dizendo aos juízes: Façam o que bem entendam e digam que fui eu que mandei.

*

Quem não entende que “casamento gay” é metonímia não entende porra nenhuma.

*

Só estude lógica o suficiente para fazer dela um instinto. Depois esqueça tudo e siga o instinto.

*

Ninguém jamais interpretou a “Carmen” de Bizet com a sensualidade da Denyce Graves. A mulher é um prodígio.

Carmen é sensual e má. Não é um papel fácil.

*

Quando, nos anos 50-60, os intelectuais de esquerda começaram a compreender que (1) o regime soviético era uma tirania sangrenta pior que o nazismo, (2) o marxismo explicava errado o desenvolvimento do capitalismo, que foi que eles fizeram? Pediram desculpas à humanidade por tê-la metido no maior dos enroscos? Admitiram que os anticomunistas tinham tido razão desde o começo? Decidiram ir para casa curtir o vexame e ficar quietinhos para sempre? Que nada. Exigiram um novo crédito de confiança como se fosse um direito congênito e passaram a inventar novas maneiras de fazer merda, jurando: Agora vai!

*

Todo intelectual de esquerda é vigarista. Não há exceções.

*

Todo intelectual de direita que inventa uma proposta de sociedade é um intelectual de esquerda que pensa que é de direita.

*

Eduardo Paiva tem razão: O pessoal de 68 trocou a Internacional Proletária pela Internacional da Inveja.

*

O invejoso que é invejoso para valer inveja até o que os outros não têm.

*

Platão não criou utopia nenhuma: inventou a “República” só para provar que era impossível.

*

NINGUÉM, neste país, foi mais alvo de “massacre virtual” do que eu. Até apelos diretos ao meu assassinato foram publicados, sem que ninguém na mídia visse nisso nada de anormal ou ofensivo. Mas agora querem botar em mim a culpa de xingamentos enviados a uma dona que não conheço por pessoas que também não conheço.

http://www.gazetadopovo.com.br/ideias/bel-pesce-e-outros-cinco-linchamentos-que-revelam-a-era-do-odio-virtual-0n9bp4tfqmqxykt2td45313ts/?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=gazeta-do-povo

*

Ouçam de novo e de novo:

*

“Não seremos salvos por uma fórmula, mas por uma Pessoa.”
(S. João Paulo II)

*

A minicanalha que escreveu a matéria da “Gazeta do Povo” disse que “tirei do contexto” a frase “Meu corpo, minhas regras” que apareceu na Revistinha da Mônica, dando-lhe o sentido de uma propaganda do aborto. Mas não há como disfarçar o conteúdo abortista de uma frase que é, por si, nome de uma campanha mundial abortista lançada pela Anistia Internacional:
“My Body My Rights is Amnesty’s global campaign to stop the control and criminalization of sexuality and reproduction. Join us in defending sexual and reproductive rights for all.”

https://www.amnesty.org/en/get-involved/my-body-my-rights/

*

Como alardear sem nenhuma intenção abortista a frase que serviu de slogan ao DIA MUNDIAL DO ABORTO?

20155875_10155478313792192_2443816015854729274_n

*

Quem mudou a frase de contexto não fui eu, foram os editores da Revistinha da Mônica. Usando esse slogan num contexto aparentemente inócuo, eles se superaram na malícia ao instilar nas crianças a idéia de que abortar ou não abortar é uma decisão tão inofensiva quanto a de usar ou não aparelho de dentes.

*

É TOTALMENTE IMPOSSÍVEL convencer, induzir ou forçar um esquerdista a julgar por um mesmo sistema de valores e critérios os seus correligionários e aqueles que ele vê como seus adversários. A mera sugestão de que ele deveria fazer isso o ofende e atemoriza como uma ameaça de morte.

*

Mesmo que admitíssemos como veraz e adequado o horrendo slogan “Meu corpo, minhas regras”, é óbvio e patente que tudo o que, em vez de estar permanentemente no corpo humano como seu órgão, componente ou função, só passa por ele temporariamente para ser necessariamente expelido — um conceito que abrange desde os excrementos até os fetos — NÃO É PARTE DELE DE MANEIRA ALGUMA. Aplicar a esses elementos o conceito jurídico de “propriedade” é uma aberração lógica que não se torna mais aceitável quando subscrita em nome do “livre mercado” do que o é quando proclamada em nome do feminismo “enragé”.

E mesmo que o fosse. Extensão de um corpo é, por definição, aquilo que se estende PARA ALÉM dele.

*

A gasolina não é parte do automóvel, a água não é parte do cano e o peido não é parte do cu.

*

Um outro mundo é possível? É claro que é. Nada é tão ruim que não possa piorar.

*

Do alto da sabedoria dos seus dez anos de idade, os meninos da minha escola, quando ouviram a canção caipira “Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora”, logo comentaram:
— Sacanagem. Neguinho aproveita o choro da dona e já vai passando a mão.

*

A modernidade é mesmo doida. Faz tudo para matar os bebês nos ventres das mães só para depois fabricar mais outros tantos em laboratório.

*

Ainda mais vergonhoso do que transformar o maior massacrado virtual do Brasil em massacrador é a Gazeta do Povo fazer isso copiando o Diário do Cu do Mundo com um ano de atraso.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-ataque-de-olavo-de-carvalho-a-turma-da-monica-por-luiza-gadelha/

*

O mais lindo comentário à matéria do Diário do Cu do Mundo. O remetente não tem a menor idéia de que o tal debate no qual eu seria reduzido a pó efetivamente aconteceu, de que os lindos intelectuais de esquerda em que ele deposita sua esperança retroativa de acabar comigo se foderam de verde e amarelo no confronto, e muito menos de que os intelectuais de direita, como Paulo Francis, Roberto Campos, Meira Penna e outros, que segundo ele poderiam também dar cabo de mim com um peido, preferiram me ouvir humildemente e aprender comigo. A empáfia da ignorância é a oitava maravilha do universo.

20246295_10155479245742192_6468828873430493219_n

*

*

Não deixem de ler:

http://www.wnd.com/2017/07/plot-to-replace-europeans-with-refugees-exposed/

20.7.2017

*

Os critérios de julgamento subscritos hoje em dia pela grande mídia, pela corporação universitária e pelo establishment globalista são TODOS, sem exceção, teses da extrema-esquerda dos anos 60, que, de tão repetidas, entraram no “senso comum” e o moldaram por dentro, de tal modo que suas raízes ideológicas se tornaram invisíveis. Isso configura a VITÓRIA TOTAL E AVASSALADORA da extrema-esquerda, que realizou o seu sonho gramsciano de tudo dominar sem ser sequer percebida.

*

Na opinião dominante, matar um bebê no ventre da mãe cinco minutos antes do nascimento é coisa mais decente do que dizer um palavrão em público.

*

A idiotice é um dos mistérios maiores do universo. Um enigma perto do qual as mais complexas equações da matemática superior não passam de obviedades triviais.

*

A única explicação plausível que encontro para o fenômeno da idiotice é aquela piada do Gurdjieff: A inteligência humana é uma substância material que existe no planeta Terra em quantidades definidas. Cada vez que o QI de um cidadão sobe um ponto, algum outro perde um ponto.

*

Desde que a extrema-esquerda trocou o discurso econômico pelo da “diversidade” — gayzismo, abortismo, feminismo etc. –, este se tornou dominante e obrigatório em praticamente todas as nações ocidentais. No Brasil não há um só órgão de mídia que ouse se opor a ele. E ainda existem vigaristas que negam haver uma hegemonia esquerdista da mídia.

*

O estudo das obras de gênio pode revelar muito sobre a sociedade e a cultura de onde emergiram, mas o estudo da idiotice revela muito mais. A razão é simples: o gênio integra os dados da cultura na medida em que os sintetiza numa ordenação pessoal, de modo que eles não aparecem em sua forma bruta, mas mediados por toda uma dialética entre sociedade e personalidade. Já o idiota tudo copia e repete sem nem saber de onde veio: chavões, frases feitas, cacoetes, discursos de propaganda, lendas urbanas, preconceitos e desvarios. Tudo, tudo. Muito mais que o gênio, ele é um documento vivo da sua época. Um dia ainda realizarei o meu sonho de expor toda a sociologia cultural do nosso tempo por meio da análise da mente de um único idiota.

*

Obrigado, Rosamaria Murtinho, Geigê e Bia Kicis, queridíssimas:

*

Ainda estou dando tratos à bola para entender como é possível alguém imaginar que um escritor mostrado no seu ambiente real e na sua vida cotidiana pode ser um “disfarce” da sua verdadeira realidade, aquela que moleques bocós espalharam na mídia e na internet vinte anos atrás.
Por mais que me esforce, não consigo atingir as profundezas da mente do Flavio Moura.

*

O que ele entende por “realidade” é o que eu entendo por “peido”.

*

Não sei se dedico o meu estudo dos mistérios da idiotice ao Juio Soumzero, ao Marco Antonio Vil ou ao Flavio Moura.

*

Para a “direita” servir fielmente aos esquerdistas, não é preciso que ninguém, nela, apoie o programa esquerdista inteiro. Basta cada um apoiar um pedacinho, e o efeito de conjunto é devastador. O Papa é contra o abortismo, mas favorece a imigração em massa. Os libertarians são pelo livre mercado, mas aplaudem o gayzismo e o abortismo. Pastores protestantes negros combatem abortismo e gayzismo, mas ajudam a espalhar lendas anti-ocidentais, E assim por diante. O resultado geral é que, entre tantos pontos de vista diversos, o programa esquerdista de 68 é o ÚNICO CONSENSO restante.

*

Até os anos 50, a propaganda comunista ainda era baseada na unidade do proletariado mundial. Ao trocar essa concepção pela da “diversidade”, a esquerda passou a tirar proveito sistemático de todas as forças destrutivas existentes ou possíveis, mesmo antagônicas entre si, como gayzismo e islamismo. Não estarmos enfrentando uma “ideologia”, mas uma estratégia do caos.

*

Até agora ninguém na “direita” parece ter compreendido que a única maneira de vencer o esquerdismo é rejeitá-lo EM BLOCO, SEM NENHUMA CONCESSÃO PARCIAL.

*

NÃO CORTEJAR “MINORIA” NENHUMA. NENHUMA.

*

Como a esquerda mundial adiou “sine die” e meta da socialização dos meios de produção e concentrou suas baterias no front diversitário, a apologia “libertarian” do “livre mercado” reduziu-se a um mero adoçante da pílula venenosa do gayzismo, do abortismo etc. “Libertarians” não são “socialistas fabianos”, por grande que seja a tentação simplista de chamá-los assim. São apenas idiotas úteis.

*

Um liberal ou “libertarian” que, baseado na doutrina fetichista da “propriedade do próprio corpo”, fale em favor do abortismo, colabora mais com a esquerda do que mil apologistas da estatização da economia.

*

A presença corporal dos seres existentes é uma propriedade em sentido lógico (algo que, não fazendo parte da definição, pode ser dela deduzido). Daí os imbecis concluem que é uma propriedade em sentido jurídico, isto é, um “bem” material à disposição exclusiva do seu “dono”. Um pai de família tem todo o direito de suicidar-se, deixando à família à míngua, ou de drogar-se até chegar à incapacidade total, porque afinal seu corpo é sua “propriedade”.
Só dizendo como Wolfgang Pauli: é uma idéia tão idiota que não chega sequer a ser uma idéia errada.

*

Se o surgimento dos totalitarismos genocidas no século XX não foi suficiente para desmoralizar por completo a ideologia do “progresso inevitável da democracia”, é porque essa ideologia, da qual o “espírito de 68” é o prolongamento lógico, despreza por completo a realidade.
No entanto, quantos “conservadores” não a subscrevem. alegando apenas que o capitalismo é mais “progressista” do que o socialismo?

*

Todo progresso é relativo, implicando perdas, retrocessos e horrores sem fim, e NENHUM é inevitável.

*

O grande erro dos “antimodernos” em geral foi apostar em alguma fórmula antimodernista do Estado, em vez de fortalecer apenas a resistência cultural da sociedade. Quantos, por horror ao socialismo, não aderiram ao fascismo, que não passa de um socialismo no fim das contas?

*

Em vez de dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, preferiram tomar tudo de César e tornar-se eles mesmos césares. Incluo nisso muitos apologistas do “Estado cristão”.

*

“Estado cristão”, como ensinou Jesus, é uma contradição de termos. O que há — quando há — é POVO CRISTÃO que deixa César governar mas resiste eficazmente aos seus abusos.

*

Assim como os comunistas, os fascistas tinham razão em alguns pontos. Quando diziam que liberalismo e socialismo concorrem ambos à destruição do cristianismo, como negar que diziam a verdade? Mas ter razão no diagnóstico não impede que o médico erre na terapëutica.

*

O mais importante não é votar leis pró-cristãs. É aprender a desobedecê-las em massa quando são anticristãs.

*

O Estado pertence e pertencerá sempre aos filhos da puta. O negócio não é dominá-lo, nem tentar limitá-lo por dentro — isto é, por meios estatais –, mas limitá-lo por fora, pela desobediência civil.

*

A coisa mais inteligente, no Brasil, seria transformar o “jeitinho” numa estratégia positiva, em vez de usá-lo somente para fins egoístas.

*

Momentos inesquecíveis:
A Rosamaria Murtinho, com certeza, não vai se lembrar de mim, duvido até de que ela tenha reparado na minha existência, mas ela era a estrela do Teatro Oficina na época em que eu estudava ali com o Eugênio Kusnet, do qual era, reconhecidamente, o pior aluno. O maior sucesso da companhia, então, era a peça “Os Pequenos Burgueses”, de Máximo Gorki, na qual a Rosamaria e o Raul Cortez — assim como, inevitavelmente, o próprio Kusnet — nos deram interpretações memoráveis.

*

Cada vez mais odeio cenas de sexo no cinema americano. Na vida real ninguém trepa com coreografia,

*

Se, como alguns filósofos pretenderam, tudo o que percebemos são “fatos atomísticos”, e se toda visão abrangente é apenas uma construção em vez de percepção, então a única maneira realista de ouvir música é a completa surdez tonal.

19.7.2017

Finalmente, o termo “refugiados” começa a ser aplicado aos perseguidos em vez dos perseguidores:

http://www.frontpagemag.com/fpm/267322/president-trump-reverses-obamas-anti-christian-joseph-klein

*

Quando John Adams disse que a Constituição americana só servia para um povo cristão, ele não se referia só ao documento assinado em 1787, mas a todo o sistema aí representado: tudo aquilo que conhecemos como liberdade de opinião, eleições transparentes, economia de mercado etc. — a “democracia capitalista”. Notem que Adams não falava da influência cristã sobre o governo ou sobre as leis, mas sobre a mentalidade do povo. Não a uma “política cristã”, muito menos a um “Estado cristão”, mas a uma SOCIEDADE CRISTÃ capaz de frear as ambições de poder da classe governante. Dissolvida essa hegemonia cristã sobre a sociedade e a cultura, desaparecem junto com ela todos os limites, todos os entraves, e a democracia capitalista se transforma numa hedionda caricatura de si mesma, no reino dos mais descarados e brutais.

*

Fico impressionado com algumas pessoas que acompanham o meu trabalho por anos a fio, evoluem e se desenvolvem com ele, expressam admiração e gratidão, e, à primeira fofoca idiota que lhes chega aos ouvidos, acreditam ter tido uma iluminação súbita e descoberto — finalmente — o “verdadeiro” Olavo de Carvalho, o malvadão secreto por trás de tudo. Esse pessoal não cresce nunca?

*

Para muitos brasileiros, a mera possibilidade de que exista alguém melhor que eles é uma perspectiva aterrorizante, uma imagem da condenação eterna. Para libertá-los de tão opressivo sentimento, toda fofoca é bem-vinda.

*

A Gleisi Hoffmann está chocada com a violenta ofensiva da direita venezuelana: esses direitistas filhos da puta avançam descaradamente em direção às balas disparadas pela polícia, já se viu tamanha falta de respeito?

*

Jamais confiei no tal de Jeff Sessions. Agora ele se revelou não apenas um adepto do Civil Asset Forfeiture (“CONFISCO CIVIL”, autoridade estatal de tomar as propriedades de qualquer cidadão sem precisar sequer acusá-lo de um crime), mas um ardoroso defensor da sua AMPLIAÇÃO. VEJA:

https://www.infowars.com/sessions-plan-to-expand-slavery-govt-theft/

*

Sou mesmo um homem de outra época. Jamais comprarei um desses rifles modernos que parecem britadeiras.

*

De vez em quando reclamo daqueles que, lendo meus posts do Facebook, sem ter a menor idéia dos meus livros, cursos e artigos de mídia, já se consideram habilitados a pontificar sobre “o pensamento do Olavo de Carvalho”.
Mas essas criaturas acabam de ser superadas por um tal de Flávio Moura, doutor em sociologia, é claro, pela Úichpe, o qual opina a meu respeito com base exclusiva naquilo que viu no filme do Josias Teófilo, sem ter lido SEQUER os posts do Facebook.
Se os tivesse lido, jamais escreveria que não me preocupo com o Brasil (objeto da quase totalidade dos meus posts) e que o meu candidato presidencial é “Ronaldo Caiado, ídolo da bancada ruralista”.
Muito menos asseguraria, do alto dos 126 seguidores que tem no Facebook, e ao sair de um cinema aonde foi assistir um filme a meu respeito, que ninguém mais me dá atenção.
Esse sujeito é o verdadeiro Doncovim, Oncotô, Poncovô.

*

Não adianta nem mandar esse sujeito tomar no cu, porque ele não sabe onde é.

*

Com o Flavio Moura, temos finalmente a versão nacional do Johnny English:

20228713_10155473126882192_9121986348465983617_n

*

Ninguém poderá explicar JAMAIS o enlace fortuito de sinapses que levou o tal Flavio Moura a enxergar no Olavo de Carvalho filósofo uma mera construção abstrata criada pelo Josias Teófilo para encobrir o “verdadeiro” Olavo de Carvalho, o qual se encontraria, sobretudo, nas atitudes “direitistas” e nas imagens que dele espalharam, entre 1990 e 2000, alguns dos seus entusiastas mais superficiais e volúveis, que nunca foram sequer alunos dele.
No entender do próprio Olavo de Carvalho, ter proferido mais de quatrocentas aulas de filosofia, além de dezenas de cursos avulsos sobre o tema — incluindo a volumosa “História Essencial da Filosofia” –, ter publicado a respeito livros que atraíram a atenção dos maiores estudiosos da área, como Mendo Castro Henriques, Ernildo Stein, Miguel Reale, Romano Galeffi, Vladimir Tismaneanu, David Walsh e mais não sei quantos, e, por fim, ter dedicado a temas filosóficos metade dos seus mil e tantos artigos de imprensa, são fatores que, documentadamente, provam que a política do dia NÃO É NEM PODERIA SER JAMAIS o centro vital dos seus esforços. Com certeza, o observador projetou sobre o observado a imagem da sua própria hierarquia de interesses, isto é, não observou nada, apenas fantasiou.

*

É mais fácil compreender a mente de um gênio que a de um idiota. Se a do gênio, por mais complexa e rica que seja, orbita sempre em direção a algum princípio de unidade, fazendo dele um gênio precisamente por isso, a do idiota carece de qualquer articulação de conjunto, perdendo-se numa poeira de impressões inconexas que, não podendo ser explicadas umas pelas outras, têm de ser enfocadas uma a uma, isoladamente, e referidas tão-somente a estados externos fortuitos e transitórios que deixaram sua marca acidental numa mente fútil cuja única atividade consiste em borboletear.
Se há biografias que nos fazem por vezes vislumbrar a unidade íntima da alma de um Goethe, de um Napoleão Bonaparte, de um Beethoven, de um T. S. Eliot ou de um William Faulkner, nenhum estudioso de vidas humanas logrou jamais delinear com igual precisão a alma de um idiota, pelo simples fato de que ela não tem delineamento nenhum e é apenas uma coleção de resíduos deixados por acontecimentos de toda sorte, como uma espécie de imagem fragmentada do caos, uma poeira de ninharias.
Nenhum biógrafo, por mais talentoso, comporá jamais o desenho da alma de um Arruinaldo Azevedo, de um Julio Soumzero, de um Joel Dinheiro ou do mais recente exemplar da espécie, o tal de Flávio Moura.

18.07.2017

TODA a política contemporânea no Ocidente baseia-se na premissa de que o processo histórico mundial caminha inevitavelmente no sentido da maior liberdade, da eliminação de todas as desigualdades e de toda forma de exclusão.
Só há portanto duas correntes políticas possíveis: a legítima, que vai na direção do inevitável, e a ilegítima, que opõe a ele uma resistência obstinada e vã.

*

Samuel Taylor Coleridge, após uma estréia brilhante onde todo mundo viu o sinal do gênio, foi considerado um fracasso porque as exposições metafísicas que compôs na maturidade pareciam muito obscuras. Isso foi na Inglaterra. Na Alemanha, ninguém viu fracasso nenhum na obscuridade de Kant, Fichte, Hegel e Schelling. Só hoje, com dois séculos de atraso, o público culto anglo-saxônico começa a reconhecer que pagou mico.

*

Fico impressionado com a minha diferença de desempenho entre o inglês lido e o inglês ouvido ou falado. Na velhice, o cérebro continua aprendendo (até mais do que na juventude), mas a audição fica cada vez pior e as porras das cordas vocais, quando você quer produzir um som, lhe dão outro.

*

A grande cagada dos reacionários é querer defender as antigas hierarquias em vez de simplesmente boicotar a formação das novas.

*

Botar um George Soros na cadeia ou levar qualquer metacapitalista à falência vale mais do que mil belos discursos em defesa de “valores tradicionais”.

*

A luta essencial do nosso tempo NÃO É IDEOLÓGICA. É uma luta pelo controle dos MEIO DE AÇÃO. OU nós os democratizamos, ou eles nos estrangulam a pretexto de nos dar “mais direitos”.

*

Quando vier um metacapitalista oferecendo “direitos humanos”, responda:
— Pode enfiar os direitos no cu. O que eu quero é o seu computador.

*

Não aguento mais ouvir nos filmes a seguinte frase quando um personagem morre:
— Pô, ainda ontem ele estava vivo.

*

Quando assisti “A Testemunha”, fiquei tão impressionado com a beleza da Kelly McGillis que, quando me perguntavam se ela era também boa atriz, eu respondia:
— Não sei.

*

Por falar em “Não sei”, um parente meu teve de comer a chefe para não perder o emprego e, quando lhe perguntei se ela loira ou morena, me respondeu exatamente isso.

*

Momentos inesquecíveis.
O Carlos Heitor Cony sempre aparecia no nosso estande na Bienal do Livro do Rio, cada vez com uma mulher mais linda que a outra, implorando:
— Eu não estive aqui. Eu não estive aqui.

*

Gravamos anteontem. Não sei quando vai ao ar:

https://www.facebook.com/brasilparalelo/videos/585334228522919/

*

Cada vez que vem um exterminador de insetos, as baratas se multiplicam. Elas poderiam ensinar ao PT o que é a verdadeira ocupação de espaços.

*

Sociedade É hierarquia. Uma “sociedade igualitária” equaliza todo mundo tão baixo que já ninguém enxerga quem está por cima.

*

Stalin fazia pelo menos discursos à multidão, de modo que todo mundo sabia onde ele estava. Os poderosos de hoje ficam invisíveis em bunkers, em condomínios fechadíssimos ou em ilhas paradisíacas, pagando uns políticos idiotas para ficar no palanque levando tomates na cara em lugar deles.

17.7.2017

*

Praticamente todos os analistas políticos americanos, inclusive os melhores, são muito convencionais, atêm-se à superfície dos fenômenos e, quando arriscam uma visão histórica mais ampla, submetem-se ao consenso usual dos acadêmicos conservadores. Não conheço um só que alcance hoje a profundidade do velho A. James Gregor.

20108456_10155463631647192_3917182201873029040_n.jpg

*

Em política, tirar do caminho um pseudolíder, mesmo pequeno, é mil vezes mais importante do que refutar qualquer idéia. Só amadores acreditam que política é luta de idéias, de ideologias ou de “propostas”. Política é luta entre pessoas e grupos.

*

Até hoje não se sabe exatamente qual a ideologia de Napoleão Bonaparte, de Abraham Lincoln ou de Franklin Roosevelt. Nem por isso eles deixaram de influenciar o curso real das coisas,

*

Suponham que um político genial tenha uma linda idéia na cabeça. Para realizá-la ele tem de alcançar e manter o poder, e isso, com certeza, tomará mais tempo e energia da sua vida do que o empenho de realizar a idéia linda. O mesmo vale para as idéias mais porcas.

*

A velhice, a debilidade e a confusão mental crescente são obstáculos mais sérios a uma candidatura Lula do que qualquer sentença judicial.

*

Lula é um homem sem substância. Não tem fibra para resistir bem à adversidade. Sua mente está se desmantelando a olhos vistos.

*

A qualidade de um político não se mede pela força com que encarna uma idéia, mas pela habilidade com que sobrevive a ela.

*

Todo intelectual (ou semi-intelectual) que abandonou a ortodoxia marxista sem querer, no entanto, contaminar-se de direitismo é um castrado político e, como acontece com todos os castrados, seu maior sonho será castrar o restante da espécie humana.

*

É por isso que o progressismo democrático pós-marxista vem inventando instrumentos de dominação mais eficientes e temíveis do que a tradição marxista teria sequer ousado imaginar.

*

O maior dos males é acreditar que a política pode nos libertar de quaisquer males, exceto menores e locais.

*

Foi com Éric Weil que aprendi como se expõe uma filosofia alheia, porém não aprendi mais nada.

Fábio V. Barreto Ele não tem contribuições originais?
Olavo de Carvalho Porra, quer mais do que isso?

*

O prazer e a dor, assim como as partículas atômicas, as radiações, a gravidade, as combinações químicas, o espaço, o tempo e uma infinidade de outros fatores estâo presentes em tudo o que os seres vivos fazem e em tudo o que lhes acontece. Mas, no Brasil, o cidadão tem de passar por uma traumática revolução interior e estudar muitos anos com o Olavo de Carvalho para um dia, finalmente, entender que aquilo que está presente em todos os fenômenos não pode ser causa de nenhum deles em especial.

Não tenho a ambição de poder explicar isso ao Alfredo Marcolin Peringer.

*

Se um cidadão critica o marxismo ou as variadas formas de esquerdismo desde um ponto de vista “conservador” ou “liberal”, ele vai acertar em parte e errar em parte. Isso é inevitável. Só pode pretender a uma dose mais elevada de acerto a crítica que não dependa da adesão a nenhum valor cultural historicamente localizado e que se fundamente por inteiro nos critérios mais duráveis da validade científica e filosófica.

*

Já expliquei aqui que o anti-olavismo é um fenômeno sem similares na história do mundo e, ao mesmo tempo, o indicador mais visível — bem como a documentação mais acessível — da completa destruição da inteligência no Brasil.
De fato, nenhum escritor ou filósofo, em qualquer país ou época que seja, esteve tão desprovido de debatedores capacitados e tão cercado de meninos semi-analfabetos (de todas as idades) inflados de ódio insano e sem razão, empenhados na missão impossível de tentar destruir sua reputação por meio de xingamentos, risadinhas de deboche, pequenas intrigas, lendas urbanas, suposições paranóicas, piadas de mau gosto e outros instrumentos de combate inteiramente incapazes de atingi-lo exceto no tempo que lhe consomem.
Tão vasto, endêmico e deprimente é esse fenômeno, que a tendência mais natural do espírito humano — o meu inclusive — é negar-lhe atenção e deixá-lo passar como se nada tivesse acontecido.
Mas fazer isso é pura alienação de terceiromundista que não quer enxergar a miséria ambiente e prefere imaginar-se um intelectual europeu envolvido em altos debates com interlocutores qualificadíssimos, sem sujar suas delicadas mãozinhas na latrina em que, não obstante, corre o risco de afogar-se.
Não contem comigo para desempenhar esse papel fingido e kitsch. Uma vida autêntica — e especialmente uma vida intelectual autêntica — tem de construir-se desde a realidade em torno, e, na presente realidade brasileira, se você quer se elevar a Aristóteles e Platão, vai ter de começar com o Pirula e o Maestro Bagos, pois são eles que estão onde você está.

*

Conselho meu, bem lembrado pelo Pedro Henrique Medeiros :
“Se você quer saber o que tem dentro de alguém, de verdade, dê a essa pessoa todo apoio, oportunidade e meios de ação. Se a pessoa for boa, ela fica melhor ainda; se for filha da puta, fica ainda pior”.
Isso aplica-se a amigos, alunos e familiares.

*

Parece que a uruca foi embora. A construção está subindo. Obrigado pela torcida e orações.

*

Em 20 de julho de 2015 escrevi:

“O horror do esquerdismo é muito maior do que o conservador vulgar imagina.
O incesto, a zoofilia e a necrofilia estão no programa . É questão de tempo.”

Pura teoria da conspiração, né? Vejam agora a mensagem do Rafael Kenji Mekaro, logo abaixo.

https://www.infowars.com/swedish-liberal-youth-party-wants-to-legalize-necrophilia-child-porn/

*

O exercício normal da democracia consiste em conceder aos cidadãos mais desonestos e mentirosos a autoridade de legislar sobre todos os outros.

*

TODA a política contemporânea no Ocidente baseia-se na premissa de que o processo histórico mundial caminha inevitavelmente no sentido da maior liberdade, da eliminação de todas as desigualdades e de toda forma de exclusão.
Só há portanto duas correntes políticas possíveis: a legítima, que vai na direção do inevitável, e a ilegítima, que opõe a ele uma resistência obstinada e vã.
A total eliminação desta segunda corrente é tão inevitável quanto o sucesso universal da primeira.
Essa premissa e suas conseqüências não foram inventadas em maio de 1968. Elas apenas cristalizam numa fórmula simples uma teologia da História que veio se desenvolvendo desde o século XVII pelo menos.
Não conheço um só liberal ou conservador que não as aceite como verdades óbvias e inegáveis, tanto quanto as aceitam os socialistas e comunistas, contra os quais os liberais e conservadores, tentando deter a marcha em direção a um futuro que antevêem catastrófico, não fazem senão brandir os mesmos princípios que a puseram em movimento.
Isso quer dizer que todo o debate político contemporâneo, na medida em que se resuma a um confronto de ideologias, já está decidido se antemão, só restando aos liberais e conservadores tentar desacelerar uma queda que não podem deter e para a qual eles mesmos contribuem com fervor quase religioso.
Só é possível sair desse impasse mediante o reconhecimento (para a maioria, a descoberta) de que o curso real das coisas não depende de uma luta ideológica, mas da ampliação dos MEIOS DE AÇÃO, determinada, por sua vez, pelo progresso tecnológico que evolui independentemente e à margem da luta ideológica.
Quando se leva esse fator em consideração, torna-se claro que a sociedade, em vez de evoluir no sentido pretensamente inevitável acima mencionado, corre velozmente na direção do maior controle social e da consolidação de diferenças hierárquicas cada vez mais sólidas e indestrutíveis.

Num é pa mi gambá, mas, somado, tudo o que nos últimos trinta anos saiu do cérebro e da boca dos “analistas políticos” brasileiros, jornalísticos ou universitários, tem menos substância do que esse parágrafo.

*

Samuel Taylor Coleridge, após uma estréia brilhante onde todo mundo viu o sinal do gênio, foi considerado um fracasso porque as exposições metafísicas que compôs na maturidade pareciam muito obscuras. Isso foi na Inglaterra. Na Alemanha, ninguém viu fracasso nenhum na obscuridade de Kant, Fichte, Hegel e Schelling. Só hoje, com dois séculos de atraso, o público culto anglo-saxônico começa a reconhecer que pagou mico.

*

16.7.2017

*

No meu primeiro emprego de mídia, no antigo “Noticias Populares”, conheci o velho arquivista do jornal. sr. Liberto, militante anarquista histórico que chegou a conhecer os fundadores do movimento. Esse homem tinha mais cultura do que toda a esquerda reunida — e nem comparo com a direita de hoje porque seria sadismo.

*

Na esquerda, só conheci dois tipos com quem podia conversar seriamente sobre marxismo: o veterano jornalista Nabor Caires de Brito e o então estudante de Direito Roberto Negrão de Lima. Mas havia outros, com os quais não cheguei a conviver pessoalmente, como Carlos Nelson Coutinho, José Guilherme Merquior (era esquerdista na época) e Otto Maria Carpeaux, Comparada com a direita atual, a esquerda dos anos 60 era uma nova Academia de Platão.

*

A direita brasileira ainda está naquela fase pueril em que se imagina que “ação” é sair gritando na rua ou chamar a milicada. Para quem teve alguma experiência na militância esquerdista e sabe o que é luta política, isso é tão miserável que chega a arrancar lágrimas de piedade.

*

Dois anos e meio atrás escrevi, e repito:

7 de fevereiro. Durante quarenta anos a direita brasileira ficou quietinha no seu canto, intimidada e conformada com a “espiral do silêncio”. Ao ver o que seus autonomeados representantes dizem hoje na mídia, já não sei se libertei os escravos ou simplesmente destampei uma latrina.

*

Contribuição do Emílio José Plentz. (Nota – Robert Mueller, discípulo da teósofa Alice Bailey, é o criador do modelo educacional da ONU, hoje copiado em todo o mundo.) Sua mensagem é: EIN REICH, EIN GLAUBE, EIN FÜHRER.

19990040_10155459970767192_5000446928065477585_n

*

Até agora não vi na “direita” alguém tomar um sindicato, um partido, uma redação de jornal ou TV, uma diocese, uma universidade. Todos querem eleger logo um presidente — e entregá-lo aos lobos. E não param de me dar lições sobre a necessidade de “ação”.

*

Eis como a Wikipedia define “fé”:
— Faith is confidence or trust in a particular system of religious belief, in which faith may equate to confidence based on some perceived degree of warrant.
Procuro nos quatro Evangelhos e não encontro nada disso. Encontro só pessoas depositando sua confiança num INDIVÍDUO dotado de poderes inexplicáveis, cujos feitos miraculosos tinham PRESENCIADO, no mais das vezes sem nada saber de “sistema de crenças religiosas” nenhum.

*

Se Nosso Senhor Jesus Cristo tivesse apenas trazido um “sistema de crenças religiosas”, com ou sem garantias, Ele seria apenas o PORTADOR de uma Revelação, e não a própria Revelação em carne e osso.

*

Quando criança, cantando o hino da Igreja, eu exclamava junto com os outros meninos: “Queremos Deus!” Nunca nos passou pela cabeça querer “um sistema de crenças religiosas”. Deus, sim. O resto é conversa.

*

Se você pratica a religião, mas a define no sentido corrente, você tem apenas “um sistema de crenças religiosas”. Troque isso por um Deus de verdade e a coisa começará a funcionar.

*

Já vi hóstia virar sangue, mas nunca vi um “sistema de crenças religiosas” fazer isso.

*

Se você pega um livro de Platão ou Aristóteles e lê uma frase aqui, outra ali, acaba encontrando só contradições e concluindo que os autores são umas bestas quadradas. Tal é o método interpretativo usado por aqueles que acreditam conhecer o “pensamento do Olavo de Carvalho” por notinhas do Facebook.

*

Natalia Veselnitskaya, a advogada russa que, segundo a grande mídia, teria conspirado com Donald Trump Jr. para prejudicar a Hillary Clinton nas eleições, (a) foi admitida nos EUA ilegalmente pelo governo Obama; (b) tem uma longa folha de serviços prestados a políticos democratas; c) tem velhas relações de amizade com antitrumpistas notórios como John McCain; (d) não é funcionária nem agente do governo russo; (e) no encontro com Donald Trump Jr. não disse porra nenhuma contra a Hillary.
Que é que falta para concluir que ela foi plantada pelos democratas para forjar um escândalo?
A ciobertura do Infowars a respeito está excelente.

*

A regra infalível é: Quando os esquerdistas cometem um crime e você, por preguiça, covardia, oportunismo ou qualquer outra razão, se omite de denunciá-los à Justiça, logo eles denunciarão você por crime idêntico, semelhante ou pior, quer você o tenha cometido ou não.
O Trump está pagando caro por ter ignorado essa regra.

Eduardo Paiva Trump foi um dos que denunciou o quanto pode a fraude dos documentos do Obama.
Olavo de Carvalho Eu disse “denunciar à Justiça” e não apenas “denunciar”.

*

Se Jesus, em vez de ser Ele próprio a Revelação em forma de gente, fosse apenas o portador de um novo “sistema de crenças religiosas”, Sua vinda ao mundo não se chamaria Mistério da Encarnação e sim “Mistério da Segunda Edição”.

Não é pa mi gambá, mas acho que fiz a melhor piada cristã dos últimos dois milênios.

*

APELO URGENTE AO QUE POSSA RESTAR DE INTELIGÊNCIA NA CABEÇA DA DIREITA: A situação calamitosa do Donald Trump ilustra COM CLAREZA MÁXIMA o que acontece quando a direita elege um presidente antes de ter destruído a hegemonia esquerdista. Por isso é que considero totalmente insana a esperança direitista de salvar o Brasil pela via eleitoral sem quebrar antes o monopólio esquerdista da mídia e o poder absoluto do estamento burocrático.

*

Um escritor sozinho, com algum QI, pode quebrar uma hegemonia INTELECTUAL, isto é, o controle monopolístico das idéias circulantes. Como dizia o Soljenítsin, um escritor com recursos intelectuais suficientes é uma espécie de segundo governo. Mas se, depois que ele faz isso, ninguém prossegue o serviço destruindo ou neutralizando a hegemonia CULTURAL, isto é, o controle sobre a mídia e as instituições de cultura e ensino — coisa que nenhum ser humano poderia fazer sozinho –, mas em vez disso todo mundo se assanha logo para eleger um presidente ou dar um golpe militar, o perigo iminente é que nada mais resulta dos esforços dele exceto uma imensa ejaculação precoce.

*

A opção pela monarquia, ou qualquer outra, NÃO RESOLVE O PROBLEMA. A hora das soluções construtivas só virá depois de encerrado o “trabalho do negativo”, como o chamava Hegel, do qual trabalho, como acabo de explicar, só foi feito o primeiro capítulo, a abertura de um rombo na hegemonia intelectual, ao qual não se seguiu a destruição da hegemonia cultural, educacional e midiática, e sim o assanhamento eleitora; (ou intervencionista, que dá na mesma).

*

Pensei dia e noite no problema nacional dos vinte aos cinquenta anos, e tudo o que consegui fazer foi o começo do serviço, a abertura de um rombo na hegemonia intelectual. Aí vem neguinho, pensa no problema vinte e quatro horas e, incapaz de tomar sequer um sindicato ou uma escolinha, já cria na cabeça um novo modelo de Brasil a ser construído desde Brasília, seja por um presidente eleito, seja por um general-presidente, seja por um imperador. Isso é que é reduzir um sonho de amor a uma punheta solitária.

*

Por que, meu caralho, por que cada brasileiro acredita piamente que é uma exceção à queda do QI nacional médio?
Na minha modesta opinião, só pode acreditar razoavelmente nisso quem tinha pelo menos vinte anos de idade quando a queda começou quatro décadas atrás. Eu tinha trinta.

*

NOTA: Alguém me enviou um meme com a foto do Robert Mueller diretor do FBI e uma citação do Robert Mueller da ONU. A foto está errada, mas a citação é autêntica.

Walmor Grade Professor Olavo de Carvalho, foto e nome. O Robert S.MUELLER era o Diretor do FBI e o Robert MULLER era o Assistant Secretary-General da ONU.

*

Prêmio Nobel de Fofura:

— Segure a minha mão, que assim você não cai.

*

Um tal de Alfredo Marcolin Peringer, que é, como não poderia deixar de ser, um empresário liberal, veio aqui comentar um livro que DUAS VEZES ele chamou de “Os Jardins das Aflições”, provando que não leu nem o título, ou pior, nem viu a capa. Com base nesse profundo conhecimento da obra, ele imagina que critiquei Epicuro como libertino — coisa que nunca fiz — e passa a contestar o que não leu, ao mesmo tempo que, vejam só, me acusa — a mim e não a si próprio — de apelar contra aquele filósofo a “argumentos espantalho”, isto é, de criticá-lo por coisas que ele não disse.
Por fim, revoga os Dez Mandamentos, a aritmética elementar, o sentido da vida e o ADN, jurando que Deus não deu aos homens nenhum código fixo, apenas o critério epicurista do prazer e da dor, que, assegura, governa todas as suas condutas. Por fim, afirma que tudo isso é tremendamente científico e me dá uns tapinhas paternais nas costas, admitindo que, embora como cientista social eu seja uma besta quadrada, não sou muito ruim como filósofo.
Não vou bloquear o cidadão por ele não fez por mal.

*

O pastor que orava “Porra, Deus, abençoa nóis, caraio!” foi finalmente superado. Uns narcotraficantes evangélicos foram presos e ficaram na delegacia orando para Deus livrá-los da cana. Vejam na página do Yuri Vieira.

*

Acabo de gravar a conversa com o Stefan Molyneux. Não sei ainda quando vai ao ar. Avisarei em tempo.

Daniel France Stefan ta arrebentando no Youtube! Ora traz revisao de livros, ora escritores, ora comentaristas e toda a nata do Trumpismo. Enquanto isso, alguns ficam de intriguinha com internautas no facebook!
Olavo de Carvalho Se você acha mesmo que só o que conta são idéias, livros e autores, que as pessoas reais dos líderes ou pseudolíderes não pesam no conjunto, que falar deles é portanto somente intriguinha, é melhor você não dar nenhuma opinião sobre política pelos próximos vinte anos.

*

http://inliniedreapta.net/the-new-world-order-and-russias-…/

*

Vocês gostam de mim? Gostam, né? Então, por favor, Não me enviem mensagens inbox e não me convidem para ir a lugar nenhum.

*

Se o progresso econômico, em si, fizesse a fama de um presidente, o Trump já seria considerado um anjo do Senhor. Mas o que produz a fama não são os fatos brutos, e sim a IMAGEM deles na mídia dominante. Aquilo que ninguém sabe não influencia a opinião de ninguém.

15.7.2017

*

O Kim Katakokinho, como tantos outros da mesma marca, imita as minhas explicações com atraso e ainda se faz de superior ao modelo copiado.
Nenhum comunista jamais se rebaixou a esse ponto. Há porcarias que só a “direita” consegue fazer.
A esquerda, pelo menos, tem um mínimo indispensável de respeito pelos intelectuais que lhe ensinam alguma coisa.

*

“Veja tudo o que ele fez”, alegam os apologistas do Kim. Eu sei o que ele fez. Foi fabricado pela “Veja”e vendeu o movimento popular ao tucanato. Só não foi pioneiro nisso porque o Arruinaldo o antecedeu nas duas coisas. That’s all, folks.

*

No dia em que a direita tiver dado tantas contribuições essenciais à cultura brasileira quanto a esquerda deu entre 1930 e 1960, ela terá alguma autoridade moral. Por enquanto, é só pretensão, carreirismo e inveja.

*

Quando a moral de um país desce ao ponto em que ser de esquerda começa a parecer a única virtude possível, não venham me dizer que colocar uns larápios na cadeia e eleger um presidente de direita vai salvar a situação.

*

Pior: hoje em dia o suprassumo da moralidade concebível neste país já não é nem o esquerdismo autoconsciente, mas a macaqueação servil do seu resíduo degenerado, a ideologia diversitária.

*

Não me incomodo de ser macaqueado, com a condição de que o macaqueador não diga que o macaco sou eu.

*

Só no Brasil é possível alguém conceber que invejoso é o macaqueado em vez do macaqueador.

*

Arruinaldos, Kims, Leandros Espirituais, Villas e similares jamais existiriam se tanto a esquerda quanto a direita jujuba em pânico não tivessem entrado num consenso quando à urgência de inventar algum Ersatz para o Olavo de Carvalho.

*

No Brasil, parecer um jovem promissor já equivale a uma coleção de Obras Completas.

*

Quando vem por trás, um dildo é indistinguível de uma piroca humana ou mesmo animal.

*

Há várias dezenas de brasileiros talentosos que não só ecoam as minhas idéias, mas as prolongam e complementam de maneira honrosa. A lista é longa demais para que eu a reproduza aqui. Aí vem o Kim com macaquices e ainda dizem que eu deveria lhe estar grato.

*

O Rodrigo Cocô Instantâneo começou macaqueando e posando de superior. Depois evoluiu, aprendeu a citar e até a agradecer. Não há vergonha nenhuma nisso.

*

Quando os utilizo para alguma coisa, tomo o cuidado de citar com precisão e gratidão até posts do Facebook e mensagens inbox. Mas no Brasil citar é puxassaquismo, idolatria e falta de independência.

*

Se a direita brasileira aceita como “líder” qualquer um que a grande mídia lhe apresente como tal, o futuro da esquerda está garantido. Não esqueçam que, nos anos 90, a Time publicou uma lista dos jovens líderes destinados a moldar o novo mundo no Terceiro Milênio — e o destaque era… o Anthony Garotinho.

*

Se você quer saber o que não vai acontecer de maneira alguma, leia a grande mídia.

*

Tudo o que o prof. Pierluigi Piazzi observou no seu campo de experiência pessoal sobre a queda vertiginosa da inteligência dos brasileiros nas últimas décadas é hoje um dado científico incontornável: o Brasil é o único país do mundo onde o QI médio cai sem parar há quarenta anos. Cada brasileiro, antes de abrir a boca para dar palpite, deveria pensar: Será que não estou apenas engrossando a estatística?

*

A vantagem mais imediata da cultura literária é ensinar você a perceber imediatamente aquilo que é postiço e soa falso. Se você não tem essa capacidade, TODAS as suas idéias serão erradas.

*

“Os Ph. Ds de hoje têm menos conhecimento e capacidade do que um formando de escola técnica de quarenta anos atrás.”
(Pierluigi Piazzi)

*

Enquanto faço o diabo para criar uma nova geração de pensadores originais, a turma em volta não para de produzir genéricos do Olavo de Carvalho.

*

Acabo de excluir um tal de Eric Ellwanger de Oliveira, sem possibilidade de retorno, por vir à minha página dizer que só o que sei é xingar. Ou seja: Em quatrocentas aulas do COF, mil artigos de imprensa e dezesseis livros publicados, nada mais se lê além de: Tomar no cu. Tomar no cu. Tomar no cu. Tomar no cu. Tomar no cu. Tomar no cu. Tomar no cu. Tomar no cu. Tomar no cu.

*

A direita está REPLETA de puros doentes mentais.

*

É a revolta do rabo contra o cachorro.

*

Perdoar meus inimigos? É claro que os perdoo e rezo por eles. Se não fizesse isso, não teria a autoridade moral requerida para chutar os seus cus.

Jose Angelini Aquino Desculpe mestre, mas, me pareceu contraditório?
Olavo de Carvalho A vida é assim.

*

Agostinho, Alberto Magno, Tomás de Aquino e Boaventura, que eram santos de Igreja, diretamente inspirados pelo Espírito divino, ainda tinham de queimar as pestanas por anos a fio antes de chegar a conclusões sobre algumas coisas. Mas hoje em dia neguinho assiste a duas missas e já sai com o discernimento completo do certo e do errado. Deve ser o tal do pogrécio.

*

Contribuição do Diego Gomes:
A última moda multicultural:
Queimar o rosto das pessoas com ácido.

http://resistancerepublicaine.eu/2017/07/15/multiculturalisme-les-attaques-a-lacide-se-muliplient-a-londres/

*

O mal brasileiro mais antigo e mais perverso é, mais que a pura indolência mental, o ÓDIO ao conhecimento e a seus detentores. E hoje em dia isso se observa muito mais ostensivamente na “direita” do que jamais o foi na esquerda.

*

A esquerda brasileira levou décadas para formar-se. A direita é um improviso todo cagado.

*

Os primeiros livros que li na vida (encerrada a fase das histórias em quadrinhos) foram: “O Caçador”, de John A. Hunter; “Capitão Blood” de Raphael Sabatini, “Aventuras Completas de Sherlock Holmes”, de A. Conan Doyle, e “O Livro da Natureza”, de Fritz Kahn. Até hoje releio todos com prazer.

*

Nunca, nunca, nunca vi um esquerdista macaquear um livro de esquerda e fingir desprezo pelo autor. Na direita vejo isso TODOS OS DIAS.

*

A omissão letárgica e sonsa da direita durante quarenta anos foi um mico tão colossal, que aqueles que foram repentinamente despertados dela pelo Olavo de Carvalho se sentem obrigados a fingir que sempre souberam de tudo.

*

Considero um GRAVE sinal de psicastenia política não perceber que tipos como Kim Katakokinho e Fernando Olha-Eu-Dei são fantoches inteiramente desprovidos de substância criados pelo esquema globalista.

*

Acabo de receber, e lerei com interesse, o livro do maestro Dante Mantovani, “Ensaios sobre a Música Universal. Do Canto Gregoriano a Beethoven” (Paraguaçu Paulista, Editora Si Vis Pacem, 2017).

Nando Castro Professor, o que o senhor recomenda que eu faça para começar a interpretar as mensagens das partituras? Como Uirapuru, do Villa-Lobos, por exemplo?
Olavo de Carvalho Leia tudo o que o Victor Zuzkerkandl escreveu.

*

Se um cidadão ostentar macheza como arma de propaganda eleitoral é indecente, porque não o será também ostentar homossexualismo?

*

No Brasil a turma consegue prostituir até a fidelidade à Igreja. O número de picaretas que vivem disso cresce a olhos vistos.

*

A turma da Montfaible ouviu falar de Louis Lavelle anteontem e já tem uma bula papal pronta para condená-lo.

O’Couto Felipe Professor, os tradicionalistas descobriram, enfim, a “suprema gnose” de Louis Lavelle. O Instituto Montfort publicou um artigo a respeito mas o deletou logo em seguida. Aguardemos novos ataques tradicionalistas a ameaça lavelliana.
Olavo de Carvalho Discutir com monfortiano é como querer ensinar atletismo a uma tartaruga.