18.1.2018

 

Segundo o Euclides Mance, o fato de a reforma do apartamento no Guarujá ter sido submetida ao Lula para que a aprovasse não prova, por si, que ele fosse o dono do apartamento. É verdade. Mas, caso ele não o fosse, caso fosse apenas um comprador potencial, a inusitada e até absurda hipótese de a empresa precisar do “nihil obstat” de um mero comprador potencial para reformar um apartamento já seria, por si, um favorecimento ilícito. O Euclides Mance aposta nessa hipótese sem nem perceber que está incriminando o Lula. Ele lê MUITO MAL.

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Repito e repetirei mil vezes: Botar um sujeito para estudar lógica antes de assegurar que ele tenha pleno domínio do idioma geral é fazer dele um burro especializado. O número de erros de português no livro do Mance não é de natureza a sugerir, nem de longe, que ele esteja capacitado a aplicar as leis da lógica fora do domínio estritamente formal, ou lógico-matemático.

Analisar as transcrições de um depoimento oral requer habilidades literárias que vão INFINITAMENTE ALÉM do mero treinamento lógico.

Pela bilionésima vez: Lógica não estuda — nem muito menos ensina — interpretação de textos.

Se você vai estudar lógica formal, não esqueça que o inventor dela, Aristóteles, escreveu o livro “Peri Hermenéias” (“Sobre a [arte da] Interpretação”) como PREÂMBULO INDISPENSÁVEL aos estudos lógicos. Antes de ser um lógico, você tem de ser um bom leitor.

O desprezo de um lógico pela cultura literária fará dele, para sempre, um pato manco que manca com precisão matemática.

 

Em qualquer tribunal do mundo, um testemunho é por si um elemento de prova, independentemente da comprovação dos fatos por outro meio. Isso não tem NADA ver com “argumentum ad hominem”. Parece que não é só na interpretação de textos que o tal Mance não é muito hábil.

Espero, sinceramente, que os vinte e tantos lógicos tenham aprovado o livro sem lê-lo e por mera compaixão lulista. Porque, se o examinaram antes de aprová-lo, estão pagando um mico dos diabos, um destino que não desejo para pessoas cujo trabalho merece todo o meu respeito.

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Cadê a militância antipetista em Porto Alegre? Por que deixar à polícia o trabalho inteiro de conter a fúria lulista?

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“Timor Domini principium sapientiae”, mas o que Deus espera de nós não é o nosso temor, e sim o nosso amor. Como é isso? É mediante a transfiguração do temor, de modo que ele não seja mais como aquele que um juiz , um carrasco ou a perspectiva de um castigo nos inspiram, mas como aquele que sentimos ante a perspectiva de perder o amor de uma pessoa querida.

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A Gleisi Hoffmann não tem mais paciência de esperar. Ela quer logo partir para os finalmentes, como estes seus correligionários:

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Celso Porto Nogueira é mais um chupim descarado que copia os meus conselhos, alguns velhos de vinte anos, e diz que são dele.

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Às vezes até o George Soros diz uma verdade.

https://www.infowars.com/soros-european-union-on-the-verge-of-breakdown/

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Comentário de Wolfgang Amadeus Mozart quando da morte de Voltaire:
“Finalmente o arquivigarista chutou o balde.”

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Há tempos a insistência dos cristãos em preservar as pessoas de todo contato com o demoníaco, e a dos cientistas e racionalistas em defendê-las do “irracional”, já passaram dos limites sensatos e resultaram no culto de uma trivialidade sufocante que bloqueia todo acesso não somente à vida religiosa profunda mas também às regiões mais altas da filosofia, das artes e das próprias ciências. Afinal, se não podemos nem ter uma antevisão dos demônios e das forças sutis da natureza, como teremos a dos anjos? Dante desce aos abismos infernais antes de subir ao céu, e Nossa Senhora, em Lourdes, em Fátima ou em Garabandal, mostra às crianças os horrores do inferno antes de lhes abrir as portas do mundo divino.

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O que temos hoje é uma religião kantiana, amputada do mundo do espírito e reduzida a banalidades morais.

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Não se esqueçam que este e os outros cursos avulsos do Seminário de Filosofia estão com com 30% de desconto até amanhã. Aproveitem.
Compartilhem.

http://www.seminariodefilosofia.org/produto/a-crise-da-inteligencia-segundo-roger-scruton/

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Agradeço ao Bruno Dornelles a bela chacoalhada que deu no Padre Celso Porto Nogueira.

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No meio de tantos padres comunistas e pedófilos, é até um alívio encontrar um que é só mentiroso e difamador. Bastaria esse miserável ler as listas de livros recomendados nos meus cursos para perceber que está apenas aconselhando genericamente algo que já PRATICO há mais de vinte anos. Também é fácil falar de “sínteses mal feitas” sem ter jamais chegado perto de alguma delas. Celso Porto Nogueira, largue essa batina antes que ela o vomite.

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Vá estudar, palpiteiro:

http://www.gigantesrecomendam.com.br/gigante/olavo-de-carvalho/page/3/

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É lindo ver esse padreco infame garganteando no vazio que devemos ler livros com os quais não concordamos, e recordar estas recomendações que fiz em 2013:

Para um sujeito falar com alguma propriedade sobre o movimento comunista, deve antes ter estudado as seguintes coisas:
(1) Os clássicos do marxismo: Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao Dzedong.
(2) Os filósofos marxistas mais importantes: Lukács, Korsch, Gramsci, Adorno, Horkheimer, Marcuse, Lefebvre, Althusser.
(3) Main Currents of Marxism, de Leszek Kolakowski.
(4) Alguns bons livros de história e sociologia do movimento revolucionário em geral, como Fire in the Minds of Men, de James H. Billington, The Pursuit of the Millenium, de Norman Cohn, The New Science of Politics, de Eric Voegelin.
(5) Bons livros sobre a história dos regimes comunistas, escritos desde um ponto de vista não-apologético.
(6) Livros dos críticos mais célebres do marxismo, como Eugen von Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, Raymond Aron, Roger Scruton, Nicolai Berdiaev e tantos outros.
(7) Livros sobre estratégia e tática da tomada do poder pelos comunistas, sobre a atividade subterrânea do movimento comunista no Ocidente e principalmente sobre as “medidas ativas” (desinformação, agentes de influência), como os de Anatolyi Golitsyn, Christopher Andrew, John Earl Haynes, Ladislaw Bittman, Diana West.
(8) Depoimentos, no maior número possível, de ex-agentes ou militantes comunistas que contam a sua experiência a serviço do movimento ou de governos comunistas, como Arthur Koestler, Ian Valtin, Ion Mihai Pacepa, Whittaker Chambers, David Horowitz.
(9) Depoimentos de alto valor sobre a condição humana nas sociedades socialistas, como os de Guillermo Cabrera Infante, Vladimir Bukovski, Nadiejda Mandelstam, Alexander Soljenítsin, Richard Wurmbrand.
É um programa de leitura que pode ser cumprido em quatro ou cinco anos por um bom estudante. Não conheço, na direita ou na esquerda brasileiras, ninguém, absolutamente ninguém que o tenha cumprido.

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Agora me lembro de que há anos um amigo meu me convidou para fazer um retiro onde praticaríamos os Exercícios Espirituais de Sto. Inácio sob a orientação de um tal Padre Celso, que não era outro senão esse de agora.
Na época, ouvi dizer que o homem era dos “Legionários de Cristo”. Fui investigar o que era a coisa, fiquei horrorizado e, na véspera do retiro, decidi não ir. Aproveitei para escrever o artigo que reproduzo no link abaixo.
Meu amigo ficou rompido comigo por vários meses e só quando depois leu os resultados da investigação papal que condenava aquela organização me escreveu pedindo desculpas e reatando a amizade. Bem está o que bem acaba.

http://www.olavodecarvalho.org/o-bem-como-instrumento-do-mal/

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Professores existem, POR DEFINIÇÃO, para ser superados. Quem não quer ser superado guarda os seus conhecimentos para si em vez de ensiná-los.

 

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Nunca o nome materno de uma criatura foi tão profético quanto o de Marcial Maciel, o chefe dos “Legionários de Cristo”: Degollado.

O Pe. Celso tem bons motivos emocionais — e nenhuma razão justa — para me odiar em vez de odiar os que o lambuzaram de merda.

Na época, não resisti a começar chamando o braço direito do Marcial Maciel, Álvaro Corcuera, de Álvaro Porcuera.

Se alguém diz que eu tenho “um ego enorme” é porque ainda não viu a minha pica.

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Obrigadão, Nelson Barbudo:

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O Marco Antonio Vil querendo ser o Arruinaldo Azevedo é um peido querendo ser bosta quando crescer.

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Esse negócio de pinto grande é só gozação. Uma vez uma moça pela qual eu estava louquinho da silva me disse: “Que pintão!” Diante de tanto romantismo, broxei irremediavelmente.

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Esse Celso Porto Nogueira jamais me perdoará por ter estourado o balão das suas ilusões e mentiras sobre o Marcial Maciel, mais conhecido, entre suas vítimas, como “Pai Nosso que Estás na Cama”.

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Mas, confesso, Celsos Portos Nogueiras, Veadascos, Paulos Porcões e tutti quanti são doces de coco se comparados ao carrapato “Lone Star”. Já lá se vão três anos, e os sintomas de fotofobia, ainda que rareando, ainda estão aqui. Desequilíbrios ocasionais, similares aos da labirintite, também não vão embora. Bicho tinhoso filho da puta. Só escapei do pior: poderia ter pegado uma alergia de carne vermelha para o resto da vida.

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O princípio fundamental do marxismo está certíssimo: todos os valores materiais do mundo são produzidos pelo trabalho humano. Só que ele soma a essa premissa uma segunda, de que é possível e obrigatório devolver a cada indivíduo o valor integral daquilo que produziu, e de que deixar de fazer isso é um crime. Ele só não reparou que o pagamento do trabalho não vem automaticamente, mas depende do fator mais ignorado em “Das Kapital”: o consumidor. O consumidor só paga por aquilo que compra, não por tudo aquilo que o trabalhador poderia desejar que ele comprasse, e não vejo como poderia ser de outra maneira. A própria vida de Karl Marx comprova isso: ele nunca recebeu o equivalente do trabalho despendido para escrever os seus livros, pelo simples fato de que o autor morreu antes de que eles fizessem sucesso. Karl Marx, como muitos de nós, não foi prejudicado por nenhum capitalista, mas pelo tempo.

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Ademais, como poderia o capitalista pagar o valor integral do trabalho, se além deste ele tem de pagar pela matéria-prima, pelas máquinas, pelo imóvel da fábrica, etc. etc. etc.? Ad impossibilia nemo tenetur.

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Marx está tão obsediado pelos produtores — operários e patrões — que se esquece do consumidor. E nem percebe que o capitalista, ao contratar um operário, age como consumidor e não como produtor.

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O socialismo não funciona pela simples razão de que nele o Estado é ao mesmo tempo o único produtor e o único consumidor.

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17.1.2018

Da página do Rodrigo Jungmann :

Prof. Olavo de Carvalho, uma equipe numerosíssima de lógicos brasileiros uniu-se para denunciar os supostos sofismas nas sentenças do juiz Sérgio Moro. Assinaram um abaixo-assinado em defesa de um tratado a respeito.
É a politização completa de tudo. Estou assombrado.

https://www.sul21.com.br/jornal/logicos-lancam-documento-apoiando-livro-que-denuncia-falacias-da-sentenca-de-moro/

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Uma argumentação deve não apenas obedecer à lógica das provas, mas à honestidade da situação de discurso. Se um homem grande e musculoso agarra pela goela um pequenininho e frágil, aponta-lhe uma arma carregada e então lhe berra aos ouvidos os argumentos mais irrefutáveis do universo, é claro que esses argumentos estarão se impondo pela intimidação e não pela sua consistência lógica intrínseca. Do mesmo modo, se dez dias antes de um julgamento alguém publica 276 páginas de argumentos contra um esboço de sentença judicial e ainda as reforça com a chancela de vinte e tantos professores de lógica — entre os quais alguns pesos-pesados como o meu caro Alexandre Costa Leite –, é patente que ele não espera que o juiz, já assoberbado de trabalho e premido pelas exigências do prazo, examine e discuta o conteúdo desses argumentos, mas apenas que o juiz e o povo em torno se deixem intimidar pela quantidade das alegações, pela autoridade dos que as apóiam e pela própria exiguidade do prazo.
Índependentemente do seu conteúdo argumentativo — que com certeza deve ser de alta qualidade –, o livro, pela situação de discurso na qual intervém e pelo modo como entra em cena, é, em si mesmo, um TRUQUE DE ERÍSTICA bem descrito por Schopenhauer no pequeno tratado que publiquei há anos pela Topbooks: despejar sobre o adversário tantas objeções que ele não tenha o tempo de respondê-las.
Os professores de lógica sabem perfeitamente disso e foram muito afoitos em endossar alegações publicadas em tão comprometedora circunstância.

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“Legalidade ou ilegalidade reduzem-se, para o Partido Comunista, a uma mera questão de tática.”
(Georg Lukacs)

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Li apenas as vinte primeiras páginas do livro do Euclides Mance (na versão online) e já encontrei ali um erro de interpretação de texto e uma falácia lógica das mais grosseiras. Voltarei a isso mais tarde.
É um desastre o sujeito estudar lógica antes de dominar a compreensão de textos.

Exemplo. Do depoimento de Pinheiro Filho (ilustração 1), o prof. Mance conclui (ilustração 2) que o depoente só sabia que o apartamento era de Lula “porque lhe foi dito”. Ora, “era de propriedade de Lula” e “me foi dito” são obviamente afirmações independentes (mal separadas na transcrição por uma vírgula em vez de um ponto). Primeiro o depoente afirma que o apartamento era de Lula e DEPOIS diz que desde não sei qual data “lhe disseram” isso. Primeiro faz uma afirmação categórica e em seguida informa que já lhe haviam dado informação similar antes, mas NADA aí indica que a primeira afirmação dependesse da segunda, isto é, que Pinheiro SÓ SOUBESSE DA PROPRIEDADE DO APARTAMENTO POR ESSA FONTE.
MANCE LÊ MUITO MAL.

 

É a falácia “post hoc, ergo propter hoc”: se uma coisa aconteceu antes de outra, conclui-se erradamente que foi necessariamente causa dela.

Começou mal, mas vou ler o resto para ver se melhora.

Querem saber o erro fundamental do processo? Não é nada do que o Mance diz. É apegar-se a questões de dinheiro em vez de acusar o réu de, confessadamente, ajudar a instaurar uma ditadura genocida num país vizinho. Mesmo que o Lula não tivesse cometido nem um crimezinho de corrupção sequer, cometeu um monstruoso contra os direitos humanos.

No Brasil, a mistura de isentismo político com dinheirismo idólatra corrompeu até a mente das pessoas honestas.

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“A ética comunista faz com que agir com malícia se torne o mais alto dever moral.”
(Georg Lukacs)

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Com neve até montes de merda ficam lindos. (Foto Roxane Carvalho)

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Se a sua mulher tem defeitos, não fique choramingando. Desenvolva em você mesmo as virtudes que os compensem, de modo que, somados, vocês fiquem perfeitos.

Deus perdoa muitos pecadores por conta das virtudes das suas mulheres.

Acima da procriação e de algumas gostosuras ocasionais, a finalidade do casamento é dar a cada criatura uma chance dupla no Juízo Final.

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16.1.2018

Os livros do Daniel Estulin trazem muitas informações interessantes, mas também outras distorcidas ou totalmente falsas. Leiam com critério e confiram as fontes.

Fábio V. Barreto Quais fontes ajudam a corrigir essas distorções?

Olavo de Carvalho Nenhuma em especial. Você tem de se guiar pelo seu conhecimento geral de História. Por exemplo, quando o Estulin diz que as pesquisas sobre controle mental das massas começaram na Alemanha nazista, sabemos que isso é falso.
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Uma das coisas que mais me surpreendem é o número de pessoas que se crêem habilitadas a planejar e decidir o futuro da espécie humana como um todo. Por toda parte há ONGs, mega-empresas, organismos internacionais, fundações, universidades, governos, órgãos de mídia — repletos desse tipo de gente, subsidiada com verbas bilionárias, reinventando o mundo em escala planetária, quando não intergalática, e acreditando piamente que, se a humanidade a obedecer, tudo vai ser lindo maravilhoso. Eu não tenho nenhum plano global para o futuro da espécie humana, mas algo me diz que tudo iria melhor se o dinheiro dado a essa turma fosse empregado na solução de problemas do aqui e agora.
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Eu não quero ser ministro da Cultura (nem aliás de porra nenhuma), mas tenho uma sugestão para dar ao infeliz que venha a ocupar esse cargo: Corte imediatamente as verbas estatais dadas a:
a) shows de música popular
b) espetáculos eróticos
c) oba-obas políticos
e gaste tudo pondo à disposição dos brasileiros, a preços populares, os livros fundamentais de todas as áreas do conhecimento. 
Já temos as obras completas de Caetano Veludoso, mas não as de Aristóteles.
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Segunda sugestão ao futuro ministro da Cultura: Não receba, NUNCA, “delegações de artistas”. Mande todos à merda.
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A insistência do Daniel Estulin em chamar de “fascista” a Nova Ordem Global é pura retórica forçada. O regime que vai se perfilando no mundo se assemelha parcialmente ao fascismo pelo tipo de relações que cria entre Estado e grandes empresas, mas se diferencia em tudo o mais (a começar pelo seu caráter global em vez de nacional). Nomes de regimes e ideologias devem corresponder à sua caracterização científica objetiva e não ser usados como rótulos infamantes, por mais infame que o rotulado seja na realidade.
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O único nome que descreve o novo regime mundial é filhodaputismo.
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Na próxima aula do COF, prosseguindo “A dupla tragédia da utopia”: Kurt Lewin, Leon Festinger e o “sensitivity training”.
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O nazismo nunca conheceu outro método de manipulação mental das massas senão o velho sistema de alternar ameaças terrificantes e afagos grosseiros. A noção popular da propaganda nazista é acima de tudo um mito, um exagero monstruoso. Comparar o dr. Goebbels aos soviéticos e à Escola de Frankfurt é comparar Bruce Lee com Albert Einstein.
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Se o Lula não tivesse roubado um tostão, ele já seria o maior criminoso do Brasil pela ajuda que deu à criação da ditadura venezuelana. Um monstro, um genocida.
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De que adiantou conquistar para as mulheres o direito de acesso às mais altas profissões universitárias, se elas desperdiçam isso em fúteis suscetibilidades feministas em vez de mostrar capacidade nas questões científicas mais sérias, de interesse para toda a humanidade?
A mim me parece que o feminismo foi inventado só como manobra diversionista para afastar as mulheres dos altos destinos que elas almejavam.
Comparem os feitos da Judith Butler com os da filósofa Susanne K.Langer e entenderão do que estou falando.
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15.1.2018

Uma das fraudes mais impressionantes da história do jornalismo, cujas conseqüências se multiplicam até hoje, meio século depois.
Em 13 de fevereiro de 1968, o âncora de TV Walter Cronkite, transmitindo diretamente de Saigon, noticiou a fragorosa derrota comunista na famosa “Ofensiva do Tet”, a tentativa de invadir a capital do Sul. Na luta, o exército do Norte, amparado por armas e ajuda da China, havia sido reduzido a frangalhos, sem conseguir sequer penetrar no prédio da Embaixada americana, um dos seus objetivos principais.
Voltando a Nova York, Cronkite, sem que se houvesse produzido nesse ínterim nenhum fato novo, fez uma segunda emissão dizendo exatamente o oposto: as tropas comunistas haviam saído vitoriosas, os EUA derrotados.
A primeira emissão ficou ESCONDIDA durante cinquenta anos e só apareceu agora. Vendo a segunda sem saber da primeira, o presidente Johnson ficou tão impressionado que mandou parar imediatamente o esforço de guerra e, admitindo como verdadeira a falsa derrota, iniciou os acordos de paz em Paris, onde os EUA, humilhados pela mídia mundial, cederam tudo e mais alguma coisa. O Vietnã do Norte, que militarmente já não tinha saída senão a rendição, voltou ao combate, desta vez no campo da diplomacia e da publicidade, entrando na História como vencedor. “Foi a primeira vez em que uma guerra foi encerrada por um âncora de TV”, comentou o escritor David Halberstam. Leiam a história inteira no WND.

http://www.wnd.com/2018/01/lost-cronkite-broadcast-reveals-180-degree-war-flip/

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Nas páginas finais da trilogia de Jacob Wassermann, o atormentado escritor Alexandre Herzog liberta-se de uma obsessão de décadas e redescobre o amor da sua esposa Betina, Joseph Kerkhoven, próximo da morte, alcança a perfeita e doce conformidade com o destino, e a raivosa Aleida, que durante a gravidez só pensava em abortar, recebe o seu bebê como uma graça divina. Bem está o que bem acaba.

Nando Castro Professor, o senhor já tem em mente alguma aula sobre o panorama eleitoral brasileiro? Esse mês ainda terá uma aula nesse sentido?
Olavo de Carvalho Se eu puder evitar esse assunto, será melhor para todos nós.
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Exercício mental: Faça de conta que em novembro de 2018 foi eleito o pior candidato de todos, que o Brasil está fodido para semore, e decida que mesmo na pior das circunstâncias você vai conduzir a sua vida de modo que ela esteja cheia de sentido.
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Vejo a cara do Cronkite e me ocorre a clássica pergunta: “Você compraria um velocípede usado desse sujeito?”
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Se lemos tudo o que os distintos intelectuais escrevem sobre religião, ficamos com a impressão de que ela só trata de “estados de consciência”, “evolução espiritual”, “harmonia” e coisas assim. Nada tem a ver com Deus.
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Tudo isso é kantismo.
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Tudo o que o Paulo Guedes disse nesta entrevista é verdade:

14.1.2018

Sinto um alívio tremendo cada vez que posso dizer “Não sei”. Os brasileiros seriam mais felizes se não sentissem a obrigação de opinar sobre todas as coisas que existem e algumas que não existem.

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Os Veadascos e similares não vão parar nunca. Daqui a dois milênios ainda estarão resmungando no inferno: “Foi aquele porra do Sidi Mohammed”.

Era o nome que recebi na tariqat do F,. Schuon, da qual saí em 1986.

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Novidades na minha fanpage: www.facebook.com/carvalho.olavo

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Síntese de flexão e levantamento de peso:

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Todos os grandes animais herbívoros — búfalos, gnus, alces, etc. — só se expõem a ser comidos por um predador quando tentam fugir. Quando se voltam contra ele e o enfrentam, quase sempre levam vantagem.

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Todos os cursos avulsos do Seminário de Filosofia com 30% de desconto. Aproveitem.

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13.1.2018

Não vejo nenhum anti-semitismo em dizer que judeu é teimoso, pois a Bíblia também o diz. Nunca averiguei essa teimosia pessoalmente. O que averiguei muitas vezes — e podem me chamar de anti-semita, se quiserem — é que judeu é trouxa, pelo menos na América, pois vive confiando em quem só quer por no cu dele. Barack Obama, por exemplo.

Vocês todos têm de cultivar a precisão da linguagem. Sem isso, meter-se em discussões só dá merda.

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A maior prova de que judeu é trouxa foi a Seção Judaica do Partido Comunista soviético, que se prevalecia de laços de parentesco para infiltrar agentes nas sinagogas e depois mandar fuzilar todo mundo. Leiam as memórias do célebre Rabino Schneerson e verão a merda que foi isso.

Judeus americanos deram um monte de dinheiro a Trotski, por ser patrício, sem imaginar que ele viria a renegar o judaísmo da maneira mais ostensiva.

Se laços de sangue valessem alguma coisa, não haveria violência doméstica. Amizade e lealdade vêm de Deus, não do seu piru, circuncidado ou não.

A criação do Estado de Israel foi boa, no mínimo, para devolver aos judeus as suas antigas virtudes guerreiras, que eles tinham perdido ao longo dos séculos em que tiveram de viver só de arranjos e diplomacia — uma situação que, como a História demonstrou, é muito mais perigosa do que a guerra.

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Pergunta sem resposta: Por que os chineses, o povo mais inteligente do mundo em ciência e matemática, nunca conseguiram criar um governo que não os oprimisse barbaramente?

Hoje no COF: Continuação de “A dupla tragédia da utopia”.

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Era impossível e absurdo que um povo arraigadamente conservador continuasse vivendo indefinidamente num regime que tinha só partidos de esquerda. Desde os anos 80 percebi isso claramente, apostei que essa merda ia acabar e descobri quais botões era preciso apertar para que a coisa acontecesse. Acertei (até hoje não me perdoam por isso), mas, se acabar com o monopólio ideológico era uma condição indispensável para que houvesse uma democracia, com isso só resolvemos um centésimo do problema. Os outros noventa e nove por cento são a idolatria da burrice, o horror ao conhecimento, a ânsia irrefreável de opinar e o culto dos cargos públicos e diplomas. Nesse problema, mal começamos a mexer.

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Recordar é viver:

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Pedro Henrique Medeiros Pessoal fica reclamando que eu fico dando UP nos posts antigos, mas parece que dessa vez eu acertei em cheio. rs26239170_1521354444650698_6361480450213748814_n

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AVISO:

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AVANTE, GENTE BOA.

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É inútil ao católico fiel protestar contra os abusos do ecumenismo. As religiões não são espécies do mesmo gênero e só concorrem umas com as outras de um ponto de vista mercadológico que, por si mesmo, já é nivelador e falseia tudo. O catolicismo tem é de absorver e superar dialeticamente o legado espiritual das outras religiões, mas isso é trabalho para um novo Sto. Tomás de Aquino, que está difícil de aparecer.

Anderson Elias Carvalho A meu ver o catolicismo perde espaço em países como o Brasil justamente por não saber disputar mercado, historicamente as religiões não disputavam mercado e sim território e influencia na sociedade o que era feito de varias maneiras, mas quando se  se desligou totalmente a igreja do estado (algo que não ocorreu tanto na Europa que ainda possui muitas igrejas oficiais e estatais ligadas as monarquias) crio-se um mercado da fé comandado perincipalmente pelo neo pentecostalismo.
Olavo de Carvalho Ao contrário: Se não vencer primeiro a disputa no terreno intelectual, é inútil disputar mercado ou buscar a proteção do Estado.
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A Igreja não é uma mocinha concorrendo com as outras pelos homens da vizinhança. É Mãe E MESTRA. Se ela não produz os intelectuais mais capacitados, se deixa que os outros a superem na compreensão das exigências dos tempos, não adianta disputar mercado nem enrijecer-se num tradicionalismo exterior.
Alexander van Bezerra Professor, a História da Igreja de Daniel Rops é a melhor?
Olavo de Carvalho É ótima, mas muito oficialista.
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Até hoje o único católico que tentou compreender seriamente o sentido e as implicações do tradicionalismo guénoniano fui eu, que sou um zé-ruela (v. ” As garras da Esfinge”). Por aí já se vê a miséria intelectual do catolicismo presente.
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Mateus Matos Diniz É isso que não entendo. Esse pessoal vive acusando o senhor de perenialista, num sei quê, mas quando vamos ver a única produção nacional crítica em relação aos perenialistas, em forma de cursos e artigos, ela é do senhor.
Ué!
Olavo de Carvalho Perenialista é o cu deles, cada um com uma piroca perene dentro.
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Tanto as tomadas de posição ideológico-filosóficas quanto a adesão a correntes religiosas, heréticas ou não, exigem absolutamente a precisão da linguagem e o completo esclarecimento da intenção formal. Sem isso, a conversa toda não passa de adivinhação pejorativa e desejo de ver sangue.
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Puta merda, se até os tribunais da Inquisição, antes de acusar um sujeito de heresia, o interrogavam longamente para que ele pudesse esclarecer sua intenção formal e desfazer equívocos de linguagem, que é que custa pessoas sem nenhuma autoridade eclesiástica fazerem o mesmo?
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Não tem sentido, por exemplo, acusar de nazista um semi-analfabeto como o Lula só porque ele disse umas palavrinhas em louvor do Hitler. Ele não tem A MENOR IDÉIA do que seja nazismo.
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Quando eu era pequeno, os meninos do interior, quando brabinhos, xingavam uns aos outros de “morféticos” sem nenhuma intenção dermatológica.
Nem sabiam que era nome de doença.
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No Brasil os esquerdistas chamam de “fascista” quem se opõe a leis trabalhistas fascistas.
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O ser humano tem no cérebro uma máquina de falar, uma máquina de pensar e uma máquina de perceber, mas em geral elas funcionam de maneira totalmente independente.
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Walmor Grade Professor Olavo, o senhor já estudou os mecanismos e a utilidade da hipnose?
Olavo de Carvalho Sim. O suficiente para saber que requer anos de prática e não vale a pena.
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A obra do Guénon é como a do Kant: uma jaula da qual só se sai engolindo-a.
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12.1.2018

Maravilhas do mundo moderno:

App creates contracts for one night stands to ‘prove’ sex is consensual

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Desde o início era ÓBVIO que o “sex lib” iria culminar na maior onda de repressão sexual que já se viu no mundo. O velho Hegel tinha razão: Toda idéia, quando sai do abstrato para o concreto, se transforma na sua oposta.

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Quando irão os conservadores brasileiros — muito mais discriminados que os americanos — fazer o que tem de ser feito?

http://www.wnd.com/2018/01/conservatives-wage-war-against-tech-giants-over-discrimination/

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Se você acha que os judeus todos estão metidos numa conspiração sionista, me explique por que setenta e tantos por cento dos judeus americanos votaram DUAS VEZES em Barack Obama, inimigo jurado de Israel? Não há conspiração que vença a idiotice.

Tem gente que não encontra o próprio cu nem apalpando com as duas mãos diante do espelho.

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https://www.frontpagemag.com/fpm/268992/why-professing-christ-becoming-hate-crime-west-raymond-ibrahim

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William Botazzini Rezende é mais um típico cagotólico metido a juiz de tribunal eclesiástico. Diante da minha afirmação de que um dos mistérios do Rosário presta homenagem à tradição judaica, ele diz:
“São Paulo – para não mencionar os Padres – deve ter-se contorcido no Céu.”
Então o Apóstolo se contorce ao ler suas próprias palavras de Romanos 11: 28-29.

Há pessoas que só estão na Igreja Católica porque são covardes demais para suportar um minuto de dúvida e perplexidade, e encontram um doce reconforto na idéia de que todas as suas opiniõezinhas são garantidas pela chancela da autoridade infalível. Há milhões dessas pessoas no Brasil. Reconhecem-se pelo estilo de decreto canônico com que expressam as suas idéias de jerico.

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Um dos títulos mais sugestivos inventados por Kierkegaard é “Sem Autoridade”. Todo cristão deveria escrever assim.

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http://ufvjm.edu.br/noticias/7695-2018-01-10-19-19-05.html?lang=pt_BR.utf8%2C+pt_BR.UT

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Olavo de Carvalho Igor Sabino São os duguinetes, até hoje brabinhos com a suave enrabada que levaram.

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Aos enfezadinhos:
Com meio século de experiência em análise de textos, asseguro: Escarafunchar intenções malignas ou mesmo toda uma estratégia ideológica por trás de palavras ditas a esmo é a essência da polícia “politicamente correta” da linguagem. Não preciso dizer que essa coisa não tem base científica nenhuma e em noventa e nove por cento dos casos é puro chute. Essa atividade não se torna mais decente quando praticada em nome de valores “conservadores”.

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https://noticias.gospelprime.com.br/estudo-comprova-que-vivemos-pior-perseguicao-aos-cristaos-da-historia/

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Bloqueei um tal de Daniel France. O sujeito vem com mil acusações em desordem contra o cristianismo, num truque erístico bem conhecido, e espera que eu lhe responda educadamente.

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Os gajos da tal “Nova Resistência Brasil” e similares pertencem à classe dos direitistas bundões que nada ousaram fazer contra a esquerda quando ela estava por cima, mas, quando a viram cambalear sob os golpes que eu desferia, se encheram de bravura retroativa e passaram, com ares de heróis da Pátria, a açoitar a moribunda. Para camuflar o seu passado de covardia e omissão, xingam, de quebra, aquele que fez sozinho o que eles deveriam ter feito.

Fábio V. Barreto Isso aí tem raízes no grupo da extinta comunidade “Olavo de Carvalho do B”, do Orkut.Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho Então é merda antiga

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A esquerda, no conjunto, é maligna, mas, indivíduo por indivíduo, nunca vi nela tantos vigaristas quantos apareceram na direita quando esta se viu livre do perigo e abriu campo a todas as ambições de carreiristas.

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Eles já não querem apenas policiar e reprimir: pretendem moldar a linguagem, obrigar todo mundo a dizer só o que eles querem:

https://www.projectveritas.com/2018/01/11/undercover-video-twitter-engineers-to-ban-a-way-of-talking-through-shadow-banning-algorithms-to-censor-opposing-political-opinions/

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Se eu soubesse que o conservadorismo iria virar uma profissão tão lucrativa, teria registrado a patente para cobrar royalties.

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Há um número considerável de direitistas que permaneceram bem quietinhos sob as saias das suas mães nos anos de glória do tucanopetismo e agora, quando vêem a esquerda capenga e falida, têm de dar sumiço na minha pessoa para camuflar o vexame. Não espanta que, dizendo alguma coisinha contra a esquerda (metade bobagem, metade cópia do que eu disse vinte anos atrás), não falem contra ela um centésimo do que falam de mim.

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11.1.2018

Mais uma realização intelectual da Gwen-Gwen: aprendeu a fazer cocô no peniquinho.

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Se você aceita o sofrimento com total resignação e doçura, não como um castigo ou como uma injustiça cósmica, mas simplesmente como um capítulo normal daquela parte do nosso destino que só Deus entende, acaba descobrindo que esse sofrimento, ainda que em si permaneça incompreensível aumenta o seu realismo e fortalece a sua maturidade. É a pretensão de entender tudo que nos leva a não entender nada.

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Se tudo o que escandaliza a sua razão fosse mesmo absurdo em si, você seria o Logos universal.

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Sou descendente de alemães, mas, quanto mais estudo, mais acho que — com raras e notáveis exceções — a tradição filosófica alemã é destrutiva. O que me salva é a parte portuguesa do meu cérebro.

José Ortega y Gasset dizia: latinos são pessoas que acreditam na existência do mundo exterior. Germânicos só acreditam no Eu.

O maior filósofo desde o Renascimento até hoje foi um português: João de S. Tomás, também conhecido como João Poinsot.

Poinsot resolveu antecipadamente quase todos os problemas em que os demais filósofos se debateram durante três séculos.

Ainda não estou capacitado para dar um curso sobre a filosofia desse grande espírito. Em 2019 estarei, espero.

Poinsot é um desses espíritos tão grandiosos que os contemporâneos não o enxergam e os sucessores levam séculos para começar a enxergar. O mesmo aconteceu com Giambattista Vico e Leibniz.

O maior dos filósofos alemães — Leibniz — pouco tem de alemão. Era um viajante incansável e quase nunca escrevia na sua língua natal, só em francês e latim.

Schelling foi uma vítima e ao mesmo tempo um redentor da tradição filosófica alemã. Após debater-se durante décadas com a confusão herdada de Fichte e Hegel, viu a luz ao aproximar-se da escolástica na velhice.

Os alemães são grandes — os maiores — na música, na poesia e na síntese de ambas que aparece na obra de Richard Wagner. Eles vivem num mundo mitológico de névoas e duendes, e quando se metem a filosofar mitologizam tudo.

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Tento apaziguar os ânimos, mas, como diz a Roxane, não sou a madre superiora que tem a obrigação de botar ordem no convento.

Nunca existiu uma madre superiora que só se comunicasse com as freiras por internet. Muito menos por telepatia.

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Mais um cagotólico dando palpite. O idiota que não vê diferença entre homenagear a tradição antiga e praticá-la. Analfabeto funcional quatro cruzes. Mil vezes o próprio Jesus presta homenagem à Lei antiga, mas, se eu faço a mesma coisa, sou um herege.

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TODA VEZ que Jesus diz “Ouvistes o que foi dito”, Ele presta homenagem à Lei antiga.

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Bem lembrado, Andre Tavares :

«O antissemitismo (…) é a mais horrível bofetada que Nosso Senhor recebeu na sua Paixão que dura sempre, é a mais sangrenta e mais imperdoável, pois ele a recebe na Face de sua Mãe e pela mão dos cristãos…»
–Léon Bloy, “La Vieux de la Montagne”.

Jesus foi crucificado não como um pregador ou agitador social qualquer, mas como REI DOS JUDEUS, REX IUDEORUM.

Se Jesus não tivesse a Lei antiga na mais alta conta, Ele nunca diria que veio cumpri-la.

Ironia das ironias: O anti-semitismo francês no século XX começou porque na I Guerra os franceses pensavam que os judeus eram agentes da Alemanha.

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Se é verdade que meus alunos me obedecem como escravos, por que é que mesmo fazendo das tripas coração mal consigo parar uma briguinha entre eles?

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Quando é lícito atribuir uma ação a um povo, genericamente, sem distinguir nela os agentes individuais e concretos? Creio que só nas seguintes circunstâncias:
a) Uma crença geral subscrita por maioria significativa (por exemplo, “os poloneses são católicos”).
b) Um costume generalizado (“os franceses consomem vinhos e queijos”).
c) Uma eleição vencida por ampla margem por um dos partidos.
d) Um plebiscito, formal ou informal (por exemplo, “os brasileiros apoiaram o governo na Guerra do Paraguai”).
Fora disso, toda generalização é pura metonímia e, se pretende ter valor de julgamento objetivo, é falsa.

Isso quer dizer, obviamente, que a Claudia Wild, ao se referir a “os alemães”, no sentido de “os eleitores da Merkel”, não cometeu erro nenhum. Erro, e grave, é dizer, como o tal Wollman, que “com judeu não dá para discutir”.

Não vejo nenhum anti-semitismo em dizer que judeu é teimoso, pois a Bíblia também o diz.

Charles Maurras cultivava um “anti-semitismo não racial” e odiava os nazistas. Na mente humana, todas as combinações são possíveis.

Walkis Pacheco Estaria incorreto, então, dizer que “os japoneses atacaram Pearl Harbor”?

Olavo de Carvalho É pura metonímia. A maioria dos japoneses nem sabia da coisa.
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O cagotólico não concorda com S. Paulo Apóstolo:

“Se, quanto ao Evangelho, eles [os judeus] são inimigos, para proveito vosso, quanto à eleição eles são muito queridos por causa de seus pais. Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis.”
Romanos, 11 : 28-29.

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Ser anti-sionista antes da II Guerra era uma opinião política como outra qualquer. Depois, virou sacanagem.

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Atenção, leitores do francês. Em português, “mais ou menos interessante” quer dizer “medianamente interessante”. Em francês, “plus ou moins intéressant” quer dizer ora mais, ora menos interessante.

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10.1.2018

O mais perigoso tipo de pentelho que existe é aquele que vive se oferecendo para ajudar você a fazer o que você não quer fazer.
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Só aquilo que impressiona a nossa imaginação fica na memória, porque, como bem viu Aristóteles, imaginação e memória são a mesma coisa.
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O padre da St. Joseph tinha tanta razão ao dizer que nossa sexualidade é alheia ao que nós somos, que nossos desejos sexuais não acompanham nem mesmo a forma do nosso corpo: homens de corpo másculo bem diferenciado podem ter desejos femininos e jovens de aparência indefinida, quase andrógina, podem ser cem por cento machos na vida sexual.
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Se em vez de dar opiniões cada um se esforçasse para descrever suas experiências o mais exatamente possível, noventa por cento das divergências sumiriam na hora.
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Isto é uma maravilha (dica do Stefan Carrão Pinto):

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É deplorável que o Thomas Dresch tenha ido para o seminário antes de pedir desculpas à Claudia Wild pelas ofensas grosseiras e despropositadas que lhe fez. Ele parece preferir antes levar a pecha de nazista (injusta, a meu ver) do que reconhecer que abusou da retórica inflamada no afã de defender a honra dos seus antepassados alemães numa discussão com alguém que lhe é intelectualmente superior, e que aliás tinha cem por cento de razão ao qualificar de alemão um filósofo cuja obra nasce inteiramente da tradição alemã e não judaica. Ingressar no seminário levando nas costas um pecado cometido em público e não reconhecido — não é uma boa maneira de se preparar para o sacerdócio.
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Noventa por cento dos desentendimentos na internet seriam eliminados se cada autor de um post tivesse a consciência de que opiniões pessoais de indivíduos obscuros e desconhecidos do público NÃO SÃO expressões formais e válidas de uma corrente de pensamento.

Pedro Henrique Medeiros Identificar um analfabeto funcional é fácil:

Basta saber se, quando ele lê a expressão “Olavo tem razão”, ele entende que “Olavo nunca erra”.

É batata.
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devotam-se dia e noite à tarefa de informar ao mundo que eu não sou Deus e ao mesmo tempo insinuam que O serei quando me tornar igualzinho a elas.
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Horrível (dica do Amoneli Dantas):
http://www.jmnoticia.com.br/2018/01/09/regime-de-evo-morales-criminalizara-evangelizacao-bolivia/
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O establishment moscovita mudou de discurso ideológico mas continua o mesmo (dica do Danilo Pedrosa):
http://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/historiador-crimes-stalin.phtml#.WlZUIktuk66
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Será tão difícil entender que, em qualquer campo da atividade humana, superioridade se mede pelos feitos e não pela afetação de desprezo?
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As arquibancadas sempre estiveram repletas de críticos do Pelé. Só não se via nenhum deles no campo.
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Se você acha que o ódio, o sentimento de superioridade e a suspeita tornam você mais lúcido, lembre-se de que Nietzsche morreu louco abraçado a um burro.
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Desde há um quarto de século aguardo que meus detratores provem a sua superioridade mediante obras e feitos, mas, sem nenhum perdão da palavra, só vem merda e em geral nem isso.
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Tem gente que não pode assistir a uma luta do Mike Tyson sem depois comentar no boteco:
— Esse negão é um fracote.
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Ódio é veadagem.
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Em geral, quando me ofendem, tenho dois minutos de raiva, uma semana de tristeza e o resto da vida de esquecimento.
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Fórmula da felicidade segundo o meu amigo William Kawasaki:
Comer bem.
Dormir bem.
Trepar bem.
Esquecer bem.
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Sempre achei que, se você ama uma mulher com sinceridade, NUNCA vai comentar com outros homens as experiências sexuais que teve com ela e nem mesmo outros aspectos do seu relacionamento. O mínimo de respeito que uma mulher merece é uma aura de segredo protetivo. Estou errado?
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Quando alguém me convidava para uma despedida de solteiro, a única resposta que me ocorria era:
— Então é a última vez que você dá o cu?
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O que mais me agrada nas pinturas do Henry Gasser (meu professor por telepatia) é a tremenda capacidade de abstração visual, a redução do complexo ao simples, uma espécie de mistura de Cézanne com Canaletto.
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Como é que uma coisa tão diferente da realidade pode se parecer tanto com a realidade?
O Henry Gasser tinha o dom de enxergar (e mostrar) beleza em qualquer barraco de pés-rapados.
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Mas não toquem nas mesquitas!

https://m.facebook.com/story.php…
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9.1.2018

Pelo que vi até agora, o Thomas Dresch apenas RECEBEU uma mensagem anti-semita, não a produziu. Estou certo?
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Não vejo outro erro que o Thomas Dresch possa ter cometido senão o erro histórico de dizer que Karl Marx não era alemão e sim judeu. Marx jamais recebeu educação judaica, só cristã, e as fontes alemãs do seu pensamento são todas cristãs, não judaicas: Mestre Eckart, Nicolau de Cusa, Jacob Boehme, Angelus Silesius, Fichte, Hegel, David Strauss, Bruno Bauer. O único judeu que o influenciou foi Moses Hess, mas este se considerava um discípulo de Spinoza, inimigo declarado do judaismo.
Intelectualmente, Marx faz parte da tradição alemã e foi tão judeu quanto eu sou tailandês.
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O Thomas Dresch não tem nada de nazista, nem a Carmela Manna Ferreira de fofoqueira. Até agora, tudo quanto li contra eles foram adjetivos, nenhum fato.
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Carmela Manna Ferreira Aviso pra dona Celina Vieira :
Seu ataque não colou, continuo sendo a “queridinha do pofessô,” mesmo você dizendo que eu faço parte da ala das chacretes e que o Olavo, tem esse gosto duvidoso .

Olavo de Carvalho Você só merece respeito e carinho, Carmela Manna Ferreira.
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A resposta do Thomas Dresch à Claudia Wild é confusa e indigesta, mas isso não faz dele um anti-semita.
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Não use carimbos ideológicos como xingamento. É de uma vulgaridade atroz. Cadê os bons e velhos “filho da puta”, “corno”, “cuzão” e similares?
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Na Igreja houve sempre uma briga de foice entre amigos e inimigos dos judeus. Mas hoje em dia, considerando o nazismo e a subsequente agressão islâmica que em parte se inspira nele, todos os católicos, no meu entender, têm a obrigação de defender os judeus contra o cerco mundial que os ameaça.
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Que eu saiba, não foi revogada a sentença de Deus de que quem amaldiçoar os judeus será amaldiçoado, e quem os abençoar será abençoado (Gênesis, 12:3).
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Pedro Henrique Medeiros Já que o senhor tocou no assunto…

Tem uma galera (famosos rad-trad) chamando o senhor de “neocon” e “sionista” por aí porque o senhor usou algumas vezes a expressão ‘judaico-cristã’ para se referir à Civilização Ocidental. A maioria desse pessoal é antissemita.

Eu sei que a melhor resposta a estes sujeitos é “neocon e sionista é o cu de vossas mães”, mas o senhor poderia jogar uma luz sobre a questão?

É correto dizer que a Civilização Ocidental é direito romano, filosofia grega e moral judaico-cristã?

Obrigado.

Olavo de Carvalho Se encontrar algum deles por aí, informe-lhe que neocon é a puta que o pariu. Sou judaico-cristão porque Jesus Cristo também o era.
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Que eu saiba, não foi revogada a sentença de Deus de que quem amaldiçoar os judeus será amaldiçoado, e quem os abençoar será abençoado (Gênesis, 12:3)
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“A investigação histórica, em quem a professa honradamente, tem certo poder elevado e moderador que acalma o tumulto das paixões mesmo quando são generosas e de nobre raiz.”
(Marcelino Menendez y Pelayo)
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Se você reza o Rosário, então presta homenagem à tradição judaica toda vez que contempla a apresentação do Menino Jesus na sinagoga. Não é possível, para o católico, ser cristão sem ser judaico-cristão. That’s all, folks.

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By the way, o tal Cassio Arthur desapareceu do Facebook. Talvez reapareça com outro nome.
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Poucas coisas me emputecem no mundo, mas uma delas é gente que se mete a discutir algum assunto sem fazer sequer um esforcinho de conhecer a bibliografia a respeito. Neguinho lê um post num blog e já forma opinião, defendendo-a com o entusiasmo de um pregador.
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Sem o conhecimento do “status quaestionis” (a evolução histórica de uma discussão desde as origens até hoje), nenhuma opinião vale PORRA NENHUMA.
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Sem o “status quaestionis”, até os nomes que você dá às coisas estão errados. Você chama galinha de crustáceo e gato de computador, e ainda quer que alguém preste atenção à merda que está dizendo.
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A essência da auto-educação é: enfie suas opiniões no cu antes que elas se espalhem por aí e gerem mais confusão.
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O sonho da minha vida é fazer com que, ao menos no círculo dos meus alunos, os bate-bocas idiotas sejam substituídos por discussões eruditas em regra, dando um bom exemplo para o resto da sociedade. Sem isso, o Brasil estará fodido PARA SEMPRE.
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Domingos Salomão Regras para não bater boca: 1 – Ser tardio em se ofender. 2 – Ser tardio em julgar, 3 – Aprender a não se inserir gratuitamente em generalizações (isso ajuda a não cair nos outros dois itens). 4 – Presumir o melhor dos outros (difícil pra caramba). 5 – Não exigir demasiado rigor numa postagem de Facebook (falamos de discussões, não debates filosóficos). Você apresenta um tratado sócio-político numa conversa de boteco? 6 – Tente temperar todos esses itens com bom senso. O mundo é dialético, e não um conjunto de regras 80/8. Confesso que nem sempre faço isso, mas mantenho esses alvos na mente.
Olavo de Carvalho Perfeito. Isso é a essência do olavismo cultural.
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Inspirem-se nisto SEMPRE:

“A investigação histórica, em quem a professa honradamente, tem certo poder elevado e moderador que acalma o tumulto das paixões mesmo quando são generosas e de nobre raiz.”
(Marcelino Menendez y Pelayo)
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Hoje em dia até as discussões científicas viraram bagunça. Isso tem de acabar, porra.
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O número de questões insolúveis é diretamente proporcional ao de opiniões definitivas em circulação.
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Na juventude fui um incansável ladrão de beijos. Hoje estaria preso.
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A opinião bem-pensante, e em breve a legislação, vão consagrar o direito exclusivo dos transexuais ao assédio sexual. Rejeite os avanços de um trans, e será preso por transfobia:
https://www.infowars.com/singer-accused-of-transphobia-for-rejecting-unwanted-kiss-from-transgender/
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Refrear uma opinião é um gesto tão humanitário quanto reter um peido no elevador.
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Esses caras são o Johnny English: He knows no fear. He knows no danger. He knows NOTHING:

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O INTELECTUAL-MODELO DOS NOSSOS DIAS:

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No MSM

http://diariofilosofico.midiasemmascara.org/cultura/zuenir-ectoplasma/
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Conheci dois transex que eram uns amores de pessoas. O primeiro era meu vizinho(a) e sempre foi gentil conosco. O segundo era um caso trágico. Apaixonou-se por um japonês, o gajo se foi para o Japão e ela foi atrás. Chegando lá levou um belo pé na bunda e não tinha dinheiro para voltar ao Brasil. Parou em Roma e ficou fazendo michê por dois anos para comprar a passagem. Ao chegar tentou uma carreira artística mas meteu-se numa confusão dos diabos com um ator da Globo disputado por uma trans concorrente e perdeu o emprego. Uma bosta de vida.
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A segunda, pelo menos, era transex a sério. Odiava o próprio piru e mais ainda os homens que só queriam saber de pinto.
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Rowan Atkinson emergiu para a fama, se bem me lembro, num filme de 007, no papel de um funcionário trapalhão da administração colonial inglesa num país da África. Não é qualquer zé-mané que rouba a cena de Roger Moore. Atkinson é um tremendo ator, mesmo em papéis sérios, mas o Comissário Maigret não é para o seu físico. Maigret era grande e gordo, elementos indispensáveis à sua personalidade. Bruno Cremer ainda é o número um, tanto quanto Jeremy Brett é o Sherlock Holmes definitivo.
É mesmo. Era o Sean Connery.
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O Zurrenir não tem a mais mínima idéia, seja da longa e vasta preparação intelectual das rebeliões de 68, seja do monstruoso investimento em dinheiro envolvido na coisa, seja da participação de vários governos, organismos internacionais e mega-empresas na produção do efeito aparentemente espontâneo. Sua visão do fenômeno é mistificação no sentido mais estrito do termo.

Ricardo da Costa Um texto seu seria absolutamente fundamental, Olavo de Carvalho: ademais, és praticamente uma fonte primária viva! Desmistificar Cohn-Bendit & Cia. e contar essa história da geração “É proibido proibir” proporcionaria uma alternativa em nossa língua à “versão oficial” divulgada por Daniel Aarão Reis! Infelizmente, sou filho cultural dessa violenta ruptura, ainda que tenha presenciado o fim educacional daquele mundo tradicional. Conte aos mais jovens, Olavo!

Olavo de Carvalho Estou escrevendo a respeito na segunda parte de “A dupla tragédia da utopia” (originalmente um capítulo de “A Mentalidade Revolucionária”, mas que cresceu demais e está virando um livreto independente). O problema é que a documentação é muita e só agora estou conseguindo refazer a ordem na minha biblioteca, que os carinhas da mudança transformaram numa bagunça do cão.
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