15.8.2018

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Boa, Lobão!

Olavo de Carvalho Proibido destruir a política por causa de amizades.

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Milhares de ungidinhos proclamando com feroz alegria a minha humilhante derrota ante o superior discernimento teológico de um tal sr. Yago Martins suscitaram em mim, de início, só estranheza, porque o texto exposto ao julgamento crítico do referido cidadão era apenas o post “Por que não sou ‘evangélico’” onde não explico nada da minha filosofia, apenas emito opiniões de ocasião sobre assunto periférico, de modo que mesmo sua refutação integral e definitiva, caso acontecesse, em nada deporia contra a minha pessoa nem a minha obra.

Afinal, como dizia Antonio Gramsci, “não é muito ‘científico’ (ou, mais simplesmente, ‘muito sério’)… escolher entre as opiniões dos adversários as menos essenciais e as mais ocasionais, presumido assim ter ‘destruído’ ‘todo’ o adversário porque se destruiu uma sua opinião secundária e acidental”.

No entanto, o tom das mensagens que me davam ciência das palavras do sr. Yago sugeria, quando não proclamava abertamente, algo como a total derrocada de um monstro de orgulho intelectual – eu.

Intrigado pela cômica desproporção entre essa efusão coletiva de “Schadenfreude” triunfal e a modéstia do texto que o meu vitorioso refutador teria reduzido a pó, bem como pelo tom desafiador com que os remetentes me exigiam uma resposta cabal ou a confissão de ser mesmo um bosta, busquei o vídeo do sr. Yago, disposto a seguir até o fim as suas ponderações e averiguar se deveria concordar com elas ou contestá-las.

Não aguentei. Fui até o minuto 14, e parei. Era um erro por minuto, um besteirol sem mais tamanho, fruto da arrogância autobeatificante de um analfabeto que escrevia “bucho” com “x” e “fralda” com “u” e que, pavoneando-se de dominador perfeito do grego antigo, mostrou não conhecer nem a fonética nem o alfabeto desse idioma.

Tomei algumas notas, mas, já sem o ânimo de redigir a resposta em regra que a multidão de yaguettes me exigia, passei-as ao Bernardo Kuster para que as acrescentasse ao vídeo-resposta que me contou estar preparando.

Portanto, aguardem.

Bernardo Pires Küster Olavo de Carvalho, leia a maravilha:

“Quando Jesus faz aquela Ceia e comemora a Páscoa com os discípulos, Ele está transformando aquele momento já em um anúncio e em algo que era feito em relação ao que aconteceria na Cruz. Ele diz então que sempre que comermos e participarmos daquele momento, faríamos isso em memória Dele: ‘Fazei isto em memória de mim’. ‘Em memória de mim’ em que sentido? Do corpo partido; do sangue derramado. Ou seja, a Ceia seria, então, ao fazermos isto, estaríamos fazendo o memorial daquilo que Jesus fez. O quê? A sua morte e a sua ressurreição; o derramamento de seu sangue na Nova Aliança. Nenhum cristão está fazendo um memorial da Ceia, porque se Ele dissesse ‘Fazei um memorial disso em memória de mim’ – ué? –, não faria nenhum sentido rememorar o memorial inicial. Nós participamos do memorial. Nós fazemos isto, porque isto já era um memorial; já era a declaração do que aconteceria no futuro. E, para nós, é uma lembrança do que aconteceu no passado.” – Yago Martins.

Olavo de Carvalho PQP

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Eu SEMPRE disse que o Punheteu era gente boa:

 

VOCÊS PEDIRAM, YAGUETTES

Recado à Paula Felix: De fato, para discutir com certos teologuinhos, é preciso um alto índice de RSBA: Resistência Sacal à Burrice Alheia.

Acho ALTAMENTE OFENSIVO me enviarem aquele amontoado de confusões pueris com o nome de “refutação”. Aquilo é apenas a expressão de um caos mental inextricável. Que tanta gente leia aquela porcaria e não veja isso é, para mim, a prova de que o Brasil, no fim das contas, é ineducável.

Mais uma vez comprova-se aquilo que repito todas as semanas. Toda educação começa com o domínio da língua pátria. Sem isso, o cidadao não tem qualificações mínimas para se meter em discussões de alto nível.

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