23.5.2018

Muito do que fazemos na vida — às vezes, tudo — é compensação de alguma tristeza que tivemos na infância ou na adolescência. No meu caso, sei exatamente que tristeza foi essa. Quando, no início da adolescência, comecei a me interessar por literatura, teatro, música clássica, história, filosofia, psicologia, teologia, entendi que tinha descoberto um tesouro infinitamente valioso, o alívio quase imediato da maioria dos padecimentos humanos. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que em geral as pessoas não apenas eram desprovidas de qualquer interesse por essas coisas, como tinham até um certo orgulho da sua indolência mental, acreditando piamente que acabariam por vencer todas as dificuldades da vida pela simples repetição dos automatismos rotineiros que lhes davam um sentimento de segurança na mesma medida em que, a longo prazo, garantiam o seu fracasso.
Muitas dessas pessoas não escondiam o desprezo que sentiam pelas minhas preocupações, que elas diziam estratosféricas, e não raro o desprezo se manifestava como arrogância, agressividade e exclusão ostensiva. Aos poucos fui descobrindo que isso não acontecia só no meu ambiente social, mas era uma praga endêmica, uma constante da vída brasileira, Os melhores, os mais conscientes e mais sensíveis eram sistematicamente boicotados e escorraçados, jogados para o fundo de uma existência obscura e deprimente pela santa aliança da mediocridade com a arrogância, da inépcia com a vaidade, da indolência com o carreirismo.
Eu SEMPRE soube que um dia teria de fazer algo contra isso.

O culto devoto da mediocridade obrigatória me deixava mais deprimido do que aquele personagem do Robert Crumb que tentou se afogar na privada e foi expulso pelos cocôs enojados.

Na infância eu me achava muito burro, o que acabou me ensinando a fazer algo que tantos brasileiros não sabem fazer: admitir claramente que não estou entendendo aquilo que não estou entendendo.

*

Sempre que ouço alguém dizer “O mundo está mudando e temos de acompanhá-lo”, sei que estou diante de um conformista idiota que tenta passar por progressista.
Outro dia alguém me perguntou o que eu achava da reforma que o F. Schuon propôs no sistema das categorias de Aristóteles. Posso explicar melhor na aula, mas por enquanto digo que o Schuon tinha um conhecimento muito superficial da filosofia de Aristóteles e não deveria ter-se metido com um problema que estava acima da sua capacidade.
O problema do Schuon era simples: um grande homem que se achava maior ainda.
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O sr.Loryel Rocha nada fez contra mim, e da minha parte também nada sei contra ele. Apenas não posso suportar que anos de esforços despendidos no intuito de organizar a mente dos meus alunos sejam diluídos numa pasta simbólico-esotérica que terá sobre a inteligência deles o efeito de uma castração química.

Carmela Manna Ferreira Aliás, segundo ele , estará esperando refutações das provas documentadas que colocará, sobre a simbologia extra – terrestre das Aparições de Fátima.

Olavo de Carvalho Mas — caralho — como é que aparições celestes poderiam NÃO ter uma simbologia extraterrestre? O problema dessas exposições dele não é carência de provas, é total falta de relevância.
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Alguém, por favor, por caridade, explique ao Loryel Rocha que, POR DEFINIÇÃO, é IMPOSSÍVEL provar que um símbolo tem determinado significado. Odeio ver gente desperdiçando energia à toa.
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Jose Gouveia Mas um símbolo, qualquer um, deve ter sido criado para simbolizar alguma coisa. Um símbolo sem significado, não simbolizaria nada. Os esquerdosos costumam embaralhar e tomarem para si os significados. Por exemplo o arco íris que sempre entendi como tendo uma conotação infantil, embora não possa provar isso, foi sequestrado para a causa LGBT de tal forma que simplesmente não pode mais ser usado em uma festa infantil porque já reflete uma idéia errônea para crianças.

Olavo de Carvalho A ligação de um símbolo com o simbolizado é ANALÓGICA…*
*
Informem também ao Loryel que, por si, NENHUMA acumulação de fatos prova jamais teoria nenhuma. Prova requer CONFRONTAÇÃO DE HIPÓTESES, não a inflação documental de uma delas.
Isso é o BEABÁ do método científico.
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Priscila Garcia Para que a hipótese exista, ela tem que estar associada a um conjunto de fatos – eu creio que o que você está dizendo é que um mesmo conjunto de fatos pode ter interpretações diversas, e o que você define como prova seria um confronto para indicar a prevalência – ou a “vitória” – de uma específica interpretação.
Em resumo, tal “vitória” não constitui um DOGMA – ou seja, não ANULA a existência dessas outras interpretações do conjunto de fatos.
Isto é nítido em coisas como a “teoria da evolução”, por exemplo: que é uma específica interpretação de um conjunto de fatos, e que foi “DOGMATIZADA” e desgraçadamente se tornou “incontestável”.
O que eu quero dizer é que a EXISTÊNCIA de várias teses é algo natural e desejável, e que é absurdo pretender que uma “vença” e se torne um DOGMA.
O confronto de idéias é em geral proveitoso, desde que este entendimento seja preservado.
Olavo de Carvalho Priscila Garcia Você está fazendo uma confusão dos diabos. Uma hipótese não é impugnada por “outra interpretação” dos fatos, mas pela adequação maior dos fatos a OUTRA hipótese. Quando isso acontece, a primeira hipótese está automaticamente impugnada, sem que a segunda, só por isso, seja “vitoriosa”.
Olavo de Carvalho Se para impugnar uma hipótese fosse preciso ter na manga uma “hipótese vitoriosa”, toda investigação científica teria de come;çar pelo fim.
Olavo de Carvalho Até o momento, by the way, não apresentei NENHUMA explicação das aparições celestes. Não há aqui uma “explicação vitoriosa” contra uma “explicação derrotada”, mas a smples incompaibilidade entre uma explicação absurda e o método científico pelo qual ela pretende ser julgada.
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Repito: Acumulação de fatos — ainda que “de fonte primária” — é um meio de PERSUASÃO, NÃO DE PROVA.
Alguém aí está com peninha do Loryel? Pois pense nisto: Levei muito tempo para reagir a essa história de Nossa Senhora Astronauta justamente porque tinha assistido a outras aulas do Loryel, que me pareceram inteligentes e idôneas e por isso, durante semanas inteiras, meu cérebro se recusou a acreditar que ele tivesse dito semelhante enormidade. Ainda está em tempo de ele desistir dessa merda e recauchutar uma reputação na qual ele próprio, num momento de exaltação imaginativa, abriu um rombo formidável. Espero mesmo que ele faça isso, pois não é um sujeito destituído de méritos.
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NÃO HÁ autonomia de pensamento contra a lógica e o método científico. A divergência de opiniões é pura frescura quando não há critérios estáveis de juilgamento, os quais, precisamente, têm de permanecer imunes ao jogo de opiniões. Quem acha que impor esses critérios é o mesmo que “impor opiniões” não conhece a diferença entre o jogo e a regra do jogo. Vocês me desculpem, mas isso é um erro primário e grosseiro que não tenho NENHUMA obrigação de tolerar.
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Pense, bem: Se as aparições celestes se realizam por meio de aparatos astronáuticos, as aparições TERRESTRES deveriam exigir, no mínimo, um patinete cósmico.
Se Jesus e a Santa Virgem não podem descer do céu sem um UFO, não podem caminhar na Terra sem sapatos gravitacionais.
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Para vocês terem uma idéia da idoneidade científica do Loryel, ele insinua uma comprometedora ligação secreta entre eu e o Gilmar Mendes tomando com prova o simples fato de que encontrei esse juiz num debate público na Universidade Harvard e alguém ali nos fotografou, como fotografou dezenas de outros participantes e convidados. Isso é EMPULHAÇÃO CALUNIOSA. Até esTe momento,m eu achava que ainda se podia salvar algo do Loryel. Agora acabou; ESSE SUJEITO NÃO VALE UM PEIDO.
Isso é apenas um Veadasco mais tímido.
A piroca estava chegando perto, e ele ainda tinha a chance de se desviar. Mas, para mostrar que era valente, fez questão de sentar em cima.
Agora, literalmente, fu… deu.
Agora, para salvar o Loryel, só o Bispo Arnaldo. Aquele da Igreja Evangélica Pica das Galáxias.
By the way, Priscila Garcia, uma segunda hipótese NÃO É uma segunda “interpretação” dos fatos mas uma segunda EXPLICAÇÃO deles. Enquanto subsistem interpretações divergentes, é impossível formular uma hipótese.
Priscila Garcia Troque por “entendimento”, se preferir.
E confrontar teses pode não levar a prova nenhuma, como se vê no caso de um confronto entre “a teoria da evolução” e “a teoria do criacionismo” – que continuam a ser teses, independentemente do confronto – regardless que surjam outras. O FATO é que nenhum confronto ANULA qualquer uma das teses, até porque podem AMBAS ser erradas.
De qualquer maneira, eu continuo a achar uma grande pena que um debate sobre o José Bonifácio não possa mais existir, dadas as circunstâncias que o inviabilizaram.
Olavo de Carvalho Você não está dizendo NADA. Qualquer um pode insistir indefinidamente numa tese já refutada. Isso não quer dizer que uma dúvida legítima subsista. Você confunde o método científico com os hábitos da classe acadêmica.
Uma teoria ambígua não é NUNCA uma hipótese legitima, capaz de submeter-se a um teste científico. O marxismo e a teoria da evolução são exemplos: mudam de interpretação cada vez que são refutados.
*
A discussão sobre o José Bonifácio, que a Priscila Garcia tanto queria, JÁ ACONTECEU. A tese do Loryel está morta e enterrada. Em vez de responder às objeções fulminantes do Rafael Nogueira, ele peferiu lançar no ar uma teoria da conspiração sobre as minhas ligações com o Gilmar Mendes, baseado no fato de que encontrei o juiz por dez minutos num evento internacional. Pare de tomar as dores desse vigarista, Priscila.
Priscila Garcia Olavo, a pergunta é indispensável: este “lançamento no ar” refere-se à entrevista que a equipe do filme solicitou ao Loryel Rocha, e ele deu?
Pergunto porque o que eu sei é que ele pesquisa isso há muitos anos – creio que trinta – o que certamente  é diferente de “lançar no ar uma teoria”, seja ela considerada conspiratória ou não, “na boca” do lançamento do filme.
Em suma, esta questão de onde e quando o lançamento desta tese teria sido feito me parece relevante – pra mim pelo menos é, admitidamente.

Olavo de Carvalho Não de faça de desentendida.
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O primeiro filho da puta que entrar nesta página dizendo que proíbo o pensamento individual e exijo a submissão ao coletivo será PROCESSADO POR DIFAMAÇÃO. Chega de ter paciência para com canalhas que se prevalecem da minha tolerância para dizer que ela não existe.
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Olavo de Carvalho OK, Deve ser por isso que no Brasil a Igreja se aliou à Maçonaria contra o Império.
*
Vejam o comentário
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6 h · 

Quem usa o espaço da minha página para me contestar e, no mesmo ato, diz que o proíbo de ter opinião individual é evidentemente um vigarista, um difamador porco da estirpe dos Veadascos.

 

Sobre lógica e teoria da prova escrevi dois livros e dei centenas de aulas não só no meu curso privado mas em instituiçõers acadêmicas e congressos científicos internacionais, e aí uma lambisgóia bêbada e gagá, cuja única experiência na área foram uns posts antipetistas convencionais, vem me dando lições usando a expressão “paralaxe cognitiva” como porrete, de maneira mais errada e pueril. Para mim chega. Vá pastar, dona.

Sobre lógica e teoria da prova escrevi dois livros e dei centenas de aulas não só no meu curso privado mas em instituiçõers acadêmicas e congressos científicos internacionais, e aí uma lambisgóia bêbada e gagá, cuja única experiência na área foram uns posts antipetistas convencionais, vem me dando lições usando a expressão “paralaxe cognitiva” como porrete, de maneira mais errada e pueril. Para mim chega. Vá pastar, dona.
Quem usa a expressão ‘PARALAXE COGNITIVA” como sinônimo de incoerência moral é um ANALFABETO, INCAPAZ DE APREENDER MESMO OS CONCEITOS MAIS SIMPLES.
MIL VEZES expliquei que a paralaxe cognitiva é o deslocamento entre o eixo da construção intelectual e o da experiência real de um pensador. Portanto, é algo que só pode ser diagnosticado a partir de uma compreensão integral da ESTRUTURA do seu pensamento COMO UM TODO, confrontada com os dados biográficos mais constantes e repetitivos.
Aí vêm uns jovenzinhos assanhados, instruídos ou não por alguma velha gagá, e crêem perceber “paralaxe cognitiva” em qualquer aparência de incoerência moral entre uma frase e uma atitude, mais ou menos no estilo do adolescente que cobra do pai: “Se você pode fumar cigarros, por que eu não posso fumar maconha?”
Já estou com o saco cheio de ver o que esses analfabetos presunçosos fazem com os conceitos que tento lhes ensinar. Infelizmente, dar cursos populares de Filosofia no Brasil é arriscar-se a se tornar um jogador profissional de pérolas aos porcos. O meu curso não se dirige a charlatães, oportunistas e carreiristas. Mas é evidente que não posso carimbá-los “a priori” e tenho de esperar que eles se revelem.
Cada vez que falam em “paralaxe cognitiva”, “argumentum ad hominem”, “fontes primárias” e conceitos semelhantes, só ilustram a sua incapacidade de subir acima do nível da parasitagem tosca e da macaqueação grotesca.
*
Lucília Coutinho Professor, no Maquiavel Pedagogo, o Bernardin fala da dissonância cognitiva e dá uma explicação meio complicada que custei a entender. A sua é mais desenhada, dá para imaginar os eixos como numa equação matemática. São a mesma coisa? Se não, qual a diferença entre elas?
Desculpe a pergunta boba, mas quem sabe ela possa até distrai-lo dos eventos recentes…

Olavo de Carvalho Dissonância copgnitiva é um estado mental produzido pela estimulação contraditória. Uma criança pode sofrer disso. Até um cachorro pode. Paralaxe cognitiva é um conceito criado para descrever fenômenos próprios da história da filosofia, não estados psicológicos quaisquer.

Aurélio Sampaio Carrilho De Castro Póvoa Professor, um exemplo de paralaxe cognitiva seria aquela conduta de Rousseau que o senhor menciona n’O Mínimo?

Olavo de Carvalho Os traços de doença mental em Jean-Jacques Rousseau são tão pronunciados que eles bastam para explicar muitas das inconsistência do seu pensamento, sem necessidade de recorrer ao conceito de “paralaqxe cognitiva”.
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MIL VEZES expliquei que a paralaxe cognitiva é o deslocamento entre o eixo da construção intelectual e o da experiência real de um pensador. Portanto, é algo que só pode ser diagnosticado a partir de uma compreensão integral da ESTRUTURA do seu pensamento COMO UM TODO, confrontada com os dados biográficos mais constantes e repetitivos.
Aí vêm uns jovenzinhos assanhados, instruídos ou não por alguma velha gagá, e crêem perceber “paralaxe cognitiva” em qualquer aparência de incoerência moral entre uma frase e uma atitude, mais ou menos no estilo do adolescente que cobra do pai: “Se você pode fumar cigarros, por que eu não posso fumar maconha?”
Já estou com o saco cheio de ver o que esses analfabetos presunçosos fazem com os conceitos que tento lhes ensinar. Infelizmente, dar cursos populares de Filosofia no Brasil é arriscar-se a se tornar um jogador profissional de pérolas aos porcos. O meu curso não se dirige a charlatães, oportunistas e carreiristas. Mas é evidente que não posso carimbá-los “a priori” e tenho de esperar que eles se revelem.
Cada vez que falam em “paralaxe cognitiva”, “argumentum ad hominem”, “fontes primárias” e conceitos semelhantes, só ilustram a sua incapacidade de subir acima do nível da parasitagem tosca e da macaqueação grotesca.
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No tempo em que a esquerda dominava todo o espaço verbal disponível, era preciso dar uma força a qualquer zé-mané que se dispusesse a lutar contra isso, por mais inepto e burro que fosse. As palavras de estímulo que distribuí na ocasião subiram à cabeça de alguns, que, tão logo se sentiram seguros na nova atmosfera livre de petismo. começaram a se julgar os senhores doutores e a opinar com arrogância sobre assuntos que estavam léguias acima da sua capacidade.
Esses idiotas não entendem sequer que “paralaxe cognitiva” não é um conceito psicológico, não descreve um estado mental, mas é um conceito de história da filosofia, criado para descrever certos fenômenos culturais ocorridos no pensamento ocidental entre os séculos XVI a XX. Dizer que um sujeito sofre de “paralaxe cognitiva” é tão deslocado quanto dizer que alguém foi operado de Pacto Ribentropp-Molotov.
O Loryel Rocha não entende a diferença entre “heaven” e “sky”.
Os traços de doença mental em Jean-Jacques Rousseau são tão pronunciados que eles bastam para explicar muitas das inconsistência do seu pensamento, sem necessidade de recorrer ao conceito de “paralaxe cognitiva”.
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