18.1.2018

 

Segundo o Euclides Mance, o fato de a reforma do apartamento no Guarujá ter sido submetida ao Lula para que a aprovasse não prova, por si, que ele fosse o dono do apartamento. É verdade. Mas, caso ele não o fosse, caso fosse apenas um comprador potencial, a inusitada e até absurda hipótese de a empresa precisar do “nihil obstat” de um mero comprador potencial para reformar um apartamento já seria, por si, um favorecimento ilícito. O Euclides Mance aposta nessa hipótese sem nem perceber que está incriminando o Lula. Ele lê MUITO MAL.

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Repito e repetirei mil vezes: Botar um sujeito para estudar lógica antes de assegurar que ele tenha pleno domínio do idioma geral é fazer dele um burro especializado. O número de erros de português no livro do Mance não é de natureza a sugerir, nem de longe, que ele esteja capacitado a aplicar as leis da lógica fora do domínio estritamente formal, ou lógico-matemático.

Analisar as transcrições de um depoimento oral requer habilidades literárias que vão INFINITAMENTE ALÉM do mero treinamento lógico.

Pela bilionésima vez: Lógica não estuda — nem muito menos ensina — interpretação de textos.

Se você vai estudar lógica formal, não esqueça que o inventor dela, Aristóteles, escreveu o livro “Peri Hermenéias” (“Sobre a [arte da] Interpretação”) como PREÂMBULO INDISPENSÁVEL aos estudos lógicos. Antes de ser um lógico, você tem de ser um bom leitor.

O desprezo de um lógico pela cultura literária fará dele, para sempre, um pato manco que manca com precisão matemática.

 

Em qualquer tribunal do mundo, um testemunho é por si um elemento de prova, independentemente da comprovação dos fatos por outro meio. Isso não tem NADA ver com “argumentum ad hominem”. Parece que não é só na interpretação de textos que o tal Mance não é muito hábil.

Espero, sinceramente, que os vinte e tantos lógicos tenham aprovado o livro sem lê-lo e por mera compaixão lulista. Porque, se o examinaram antes de aprová-lo, estão pagando um mico dos diabos, um destino que não desejo para pessoas cujo trabalho merece todo o meu respeito.

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Cadê a militância antipetista em Porto Alegre? Por que deixar à polícia o trabalho inteiro de conter a fúria lulista?

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“Timor Domini principium sapientiae”, mas o que Deus espera de nós não é o nosso temor, e sim o nosso amor. Como é isso? É mediante a transfiguração do temor, de modo que ele não seja mais como aquele que um juiz , um carrasco ou a perspectiva de um castigo nos inspiram, mas como aquele que sentimos ante a perspectiva de perder o amor de uma pessoa querida.

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A Gleisi Hoffmann não tem mais paciência de esperar. Ela quer logo partir para os finalmentes, como estes seus correligionários:

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Celso Porto Nogueira é mais um chupim descarado que copia os meus conselhos, alguns velhos de vinte anos, e diz que são dele.

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Às vezes até o George Soros diz uma verdade.

https://www.infowars.com/soros-european-union-on-the-verge-of-breakdown/

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Comentário de Wolfgang Amadeus Mozart quando da morte de Voltaire:
“Finalmente o arquivigarista chutou o balde.”

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Há tempos a insistência dos cristãos em preservar as pessoas de todo contato com o demoníaco, e a dos cientistas e racionalistas em defendê-las do “irracional”, já passaram dos limites sensatos e resultaram no culto de uma trivialidade sufocante que bloqueia todo acesso não somente à vida religiosa profunda mas também às regiões mais altas da filosofia, das artes e das próprias ciências. Afinal, se não podemos nem ter uma antevisão dos demônios e das forças sutis da natureza, como teremos a dos anjos? Dante desce aos abismos infernais antes de subir ao céu, e Nossa Senhora, em Lourdes, em Fátima ou em Garabandal, mostra às crianças os horrores do inferno antes de lhes abrir as portas do mundo divino.

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O que temos hoje é uma religião kantiana, amputada do mundo do espírito e reduzida a banalidades morais.

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Não se esqueçam que este e os outros cursos avulsos do Seminário de Filosofia estão com com 30% de desconto até amanhã. Aproveitem.
Compartilhem.

http://www.seminariodefilosofia.org/produto/a-crise-da-inteligencia-segundo-roger-scruton/

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Agradeço ao Bruno Dornelles a bela chacoalhada que deu no Padre Celso Porto Nogueira.

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No meio de tantos padres comunistas e pedófilos, é até um alívio encontrar um que é só mentiroso e difamador. Bastaria esse miserável ler as listas de livros recomendados nos meus cursos para perceber que está apenas aconselhando genericamente algo que já PRATICO há mais de vinte anos. Também é fácil falar de “sínteses mal feitas” sem ter jamais chegado perto de alguma delas. Celso Porto Nogueira, largue essa batina antes que ela o vomite.

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Vá estudar, palpiteiro:

http://www.gigantesrecomendam.com.br/gigante/olavo-de-carvalho/page/3/

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É lindo ver esse padreco infame garganteando no vazio que devemos ler livros com os quais não concordamos, e recordar estas recomendações que fiz em 2013:

Para um sujeito falar com alguma propriedade sobre o movimento comunista, deve antes ter estudado as seguintes coisas:
(1) Os clássicos do marxismo: Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao Dzedong.
(2) Os filósofos marxistas mais importantes: Lukács, Korsch, Gramsci, Adorno, Horkheimer, Marcuse, Lefebvre, Althusser.
(3) Main Currents of Marxism, de Leszek Kolakowski.
(4) Alguns bons livros de história e sociologia do movimento revolucionário em geral, como Fire in the Minds of Men, de James H. Billington, The Pursuit of the Millenium, de Norman Cohn, The New Science of Politics, de Eric Voegelin.
(5) Bons livros sobre a história dos regimes comunistas, escritos desde um ponto de vista não-apologético.
(6) Livros dos críticos mais célebres do marxismo, como Eugen von Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, Raymond Aron, Roger Scruton, Nicolai Berdiaev e tantos outros.
(7) Livros sobre estratégia e tática da tomada do poder pelos comunistas, sobre a atividade subterrânea do movimento comunista no Ocidente e principalmente sobre as “medidas ativas” (desinformação, agentes de influência), como os de Anatolyi Golitsyn, Christopher Andrew, John Earl Haynes, Ladislaw Bittman, Diana West.
(8) Depoimentos, no maior número possível, de ex-agentes ou militantes comunistas que contam a sua experiência a serviço do movimento ou de governos comunistas, como Arthur Koestler, Ian Valtin, Ion Mihai Pacepa, Whittaker Chambers, David Horowitz.
(9) Depoimentos de alto valor sobre a condição humana nas sociedades socialistas, como os de Guillermo Cabrera Infante, Vladimir Bukovski, Nadiejda Mandelstam, Alexander Soljenítsin, Richard Wurmbrand.
É um programa de leitura que pode ser cumprido em quatro ou cinco anos por um bom estudante. Não conheço, na direita ou na esquerda brasileiras, ninguém, absolutamente ninguém que o tenha cumprido.

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Agora me lembro de que há anos um amigo meu me convidou para fazer um retiro onde praticaríamos os Exercícios Espirituais de Sto. Inácio sob a orientação de um tal Padre Celso, que não era outro senão esse de agora.
Na época, ouvi dizer que o homem era dos “Legionários de Cristo”. Fui investigar o que era a coisa, fiquei horrorizado e, na véspera do retiro, decidi não ir. Aproveitei para escrever o artigo que reproduzo no link abaixo.
Meu amigo ficou rompido comigo por vários meses e só quando depois leu os resultados da investigação papal que condenava aquela organização me escreveu pedindo desculpas e reatando a amizade. Bem está o que bem acaba.

http://www.olavodecarvalho.org/o-bem-como-instrumento-do-mal/

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Professores existem, POR DEFINIÇÃO, para ser superados. Quem não quer ser superado guarda os seus conhecimentos para si em vez de ensiná-los.

 

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Nunca o nome materno de uma criatura foi tão profético quanto o de Marcial Maciel, o chefe dos “Legionários de Cristo”: Degollado.

O Pe. Celso tem bons motivos emocionais — e nenhuma razão justa — para me odiar em vez de odiar os que o lambuzaram de merda.

Na época, não resisti a começar chamando o braço direito do Marcial Maciel, Álvaro Corcuera, de Álvaro Porcuera.

Se alguém diz que eu tenho “um ego enorme” é porque ainda não viu a minha pica.

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Obrigadão, Nelson Barbudo:

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O Marco Antonio Vil querendo ser o Arruinaldo Azevedo é um peido querendo ser bosta quando crescer.

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Esse negócio de pinto grande é só gozação. Uma vez uma moça pela qual eu estava louquinho da silva me disse: “Que pintão!” Diante de tanto romantismo, broxei irremediavelmente.

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Esse Celso Porto Nogueira jamais me perdoará por ter estourado o balão das suas ilusões e mentiras sobre o Marcial Maciel, mais conhecido, entre suas vítimas, como “Pai Nosso que Estás na Cama”.

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Mas, confesso, Celsos Portos Nogueiras, Veadascos, Paulos Porcões e tutti quanti são doces de coco se comparados ao carrapato “Lone Star”. Já lá se vão três anos, e os sintomas de fotofobia, ainda que rareando, ainda estão aqui. Desequilíbrios ocasionais, similares aos da labirintite, também não vão embora. Bicho tinhoso filho da puta. Só escapei do pior: poderia ter pegado uma alergia de carne vermelha para o resto da vida.

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O princípio fundamental do marxismo está certíssimo: todos os valores materiais do mundo são produzidos pelo trabalho humano. Só que ele soma a essa premissa uma segunda, de que é possível e obrigatório devolver a cada indivíduo o valor integral daquilo que produziu, e de que deixar de fazer isso é um crime. Ele só não reparou que o pagamento do trabalho não vem automaticamente, mas depende do fator mais ignorado em “Das Kapital”: o consumidor. O consumidor só paga por aquilo que compra, não por tudo aquilo que o trabalhador poderia desejar que ele comprasse, e não vejo como poderia ser de outra maneira. A própria vida de Karl Marx comprova isso: ele nunca recebeu o equivalente do trabalho despendido para escrever os seus livros, pelo simples fato de que o autor morreu antes de que eles fizessem sucesso. Karl Marx, como muitos de nós, não foi prejudicado por nenhum capitalista, mas pelo tempo.

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Ademais, como poderia o capitalista pagar o valor integral do trabalho, se além deste ele tem de pagar pela matéria-prima, pelas máquinas, pelo imóvel da fábrica, etc. etc. etc.? Ad impossibilia nemo tenetur.

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Marx está tão obsediado pelos produtores — operários e patrões — que se esquece do consumidor. E nem percebe que o capitalista, ao contratar um operário, age como consumidor e não como produtor.

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O socialismo não funciona pela simples razão de que nele o Estado é ao mesmo tempo o único produtor e o único consumidor.

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