Frases de amor e casamento

Organização: Bruno Ayres

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Por Olavo de Carvalho

“Amor eterno” sem suporte sacramental é um sonho idiota de adolescentes.
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A Igreja instituiu o casamento monogâmico indissolúvel e só ela fornece os meios sacramentais que o tornam possível. Onde acaba o catolicismo, reina o divórcio, pela simples razão de que ninguém é de ferro.
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Só pessoas insensíveis ou imaturas não percebem que um casamento fiel para toda a vida é um MILAGRE, não uma coisa normal e exigível na ordem natural.
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Quando Jesus diz que nos tempos antigos Deus Pai permitia o divórcio tendo em vista a dureza de coração dos homens, Ele NÃO quis dizer que a partir da vinda d’Ele todos os homens, dentro ou fora da Igreja, ficaram de coração mole.
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Depois de dois milênios, a vida sacramental realizou tantas vezes o milagre do casamento fiel, que a turminha acabou achando que isso era um direito natural.
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Resultado: nos EUA, 50 por cento dos casamentos terminam em divórcio, e entre os negros 75 por cento.
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Todo sujeito que toma a ordem legal como se fosse a estrutura real do poder na sociedade deveria ser condenado a andar de fraldas e touquinha de bebê pelas ruas.
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Não por coincidência, o romantismo inventou ao mesmo tempo o mito do amor natural eterno e a moda das histórias de cornos suicidas.
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Lembro-me de que, no meu tempo de criança, todas as mulheres ouviam as novelas lacrimosas da Rádio São Paulo, cujo slogan era “Sonho, ilusão, poesia e romance”.
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Até hoje acho que isso é o lema fundamental do mundo moderno: idiotizar todo mundo com ilusões sentimentalóides.
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Sempre que você promete amor eterno a uma mulher, Deus ouve, acha lindo e implora que você busque a ajuda dos sacramentos para realizar o seu sonho. Você não Lhe dá ouvidos e o seu sonho vai para o brejo.
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No mundo da imaginação vulgar — adolescente, na verdade –, tudo o que não é amor eterno é puro sexo. Esse dualismo não é só besteira, como difamação. O amor natural não é só sexo, ele contém elementos de bondade e generosidade que o humanizam, que o puro sexo não explica e sem os quais Deus não seria bobo de sacramentá-lo. O único problema com o amor natural é que ele, por si, não tem o poder de durar para sempre. Mas, que ele é um amor verdadeiro, é.
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O puro desejo sexual sem amor nenhum não é humano, é infra-humano. É coisa mais rara do que a vã imaginação burguesa acredita.
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Até um ator pornô pode ter algum amor natural às atrizes que contracenam com ele.
* O amor é SEMPRE querer o bem da pessoa amada. Isso existe já no nível do amor natural. Se não existisse, Deus não poderia sacramentá-lo. Deus não sacramenta o que é mau.
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O puro desejo sexual sem amor não é natural no ser humano. É um produto da imaginação abstrativa que cria uma separação mental entre o ato e a realidade humana concreta das pessoas envolvidas, apegando-se àquele em vez destas. É um artificialismo, é literalmente uma PER-VERSÃO: um impulso dirigido ao objeto errado por interferência de uma inteligência perversa. O cristãozinho que imagina que tudo o que não é casamento religioso é puro sexo não passa, na verdade, de um difamador diabólico da espécie humana.
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Um homem pode amar várias mulheres, ou uma mulher vários homens? Se é amor natural apenas, pode. Isso acontece o tempo todo. Nem por isso deixa de ser amor verdadeiro, apenas limitado pela fraqueza humana, já que lhe falta o suporte sacramental.
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O desprezo ao amor natural cai no pecado de angelismo, que faz de você um diabinho. O Bem está por toda parte, e é até superabundante no amor natural, que é verdadeiro amor, apenas frágil e impermanente.
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Se uma casa é construída com materiais frágeis, e cai depois de uns anos de uso, pode-se dizer que jamais foi uma casa?
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O casamento monogâmico durável ou é um milagre sustentado nos sacramentos, ou é uma ficção jurídica inventada pelo Estado moderno. Essas duas coisas não têm as mesmas propriedades. A base fundamental do Estado moderno é a mentira.
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O catolicismo no mundo decaiu tanto, que o casamento religioso acabou virando um mero complemento estético do casamento civil — a verdade, um adorno da ficção.
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O amor natural é imperfeito porque TUDO na Natureza é imperfeito. Nem por isso é mau.
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O sacramento aperfeiçoa o bem, não o mal.
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Não há NADA de intrinsecamente imoral na poligamia em si. Se houvesse, ela não teria sido permitida aos antigos profetas. O casamento monogâmico indissolúvel é, como os demais sacramentos, um MISTÉRIO instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, tendo como finalidade a vida eterna, não a moralidade terrestre.
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Se um homem tem quatro ou cinco mulheres, que ele sustenta, protege, auxilia por todos os meios e de vez em quando come, o que ele está fazendo é um MAL? Do ponto de vista meramente terrestre e humano, ninguém tem o direito de acusá-lo disso, embora seja desse ponto de vista que ele será mais frequentemente criticado. A conduta dele torna-se um mal na medida em que, não podendo santificar pelos sacramentos todos esses amores, mas somente um deles, ele está se impedindo a si mesmo, e às mulheres, de integrar-se no Corpo de Cristo e alcançar a salvação eterna. É perante Deus que ele está errado, um Deus que tudo fará para perdoar e salvar a ele e às mulheres, e não perante a sociedade humana, a qual, inversamente, fará tudo para arruinar a vida dele e delas. Muitas vezes, o que as pessoas chamam de “moral” é simplesmente a inversão da hierarquia e a usurpação do lugar de Deus. E muitas pessoas deixam de salvar-se porque, atormentadas pelo falatório humano, fogem de Deus pensando que esse falatório vem d’Ele.
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Agora explicando melhor. A procriação é a finalidade NATURAL do casamento. “Natural” quer dizer que a Natureza a realiza por si, independentemente da consciência e dos desejos dos cônjuges. A Igreja NÃO QUER que você fique pensando em procriação cada vez que faz amor. Só quer que você NÃO IMPEÇA a Natureza de fazer o trabalho dela. Acima da finalidade natural existe a finalidade HUMANA, que a Igreja define como amor e ajuda mútua. E do amor faz parte inerente o desejo e — segundo Sto. Tomás — o DIREITO que cada cônjuge tem de (expressão dele) “deleitar-se no corpo do outro”. Acima da finalidade humana há uma finalidade ESPIRITUAL, que consiste em cada um ajudar na santificação do outro e na salvação da sua alma. Não é nenhum bicho-de-sete-cabeças, é?

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2.1.2018

 

http://m.folha.uol.com.br/…/1943569-movimentos-negros-repet…

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Desafio os Paulos Robertos de Almeida e similares a me mostrar um livro, um artigo, uma página onde eu tenha proposto ou defendido algum modelo de sociedade, alguma fórmula ideológica pronta, algum projeto de governo.
Ideólogo é a puta que os pariu.

Todo aquele que usa os termos do debate político no sentido atual que têm na mídia, sem levar em conta a história da formação do seu significado, nem portanto as ambiguidades camufladas que ainda carregam, é um charlatão.

Mesmo nos meus momentos de mais exaltada presunção vaidosa, nunca me pareceu que as minhas fantasias sexuais fossem algo mais valioso do que a ocasional inspiração de uma punhetinha. Por que as dos outros merecem até proteção estatal?

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Paulo Roberto de Almeida se pavoneia de cultor dos “fatos”, mas, quando lhe apontamos os títulos de um ou dois livros que expõem e documentam os fatos que ele precisaria conhecer para poder julgar o que estamos dizendo, ele se recusa a lê-los e, do alto do seu poder divinatório supostamente infalível, os deprecia antecipadamente como “Bullshit”. Ele tem, portanto, toda a razão ao declarar: “Minhas palavras se sustentam por si mesmas.” Para quê os fatos, se o mero apelo teatral à palavra “fatos” os substitui com vantagem?

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Nunca, na minha vida, tive a infeliz ocasião de debater com alguém que ignorasse tão completamente o assunto em debate quanto o Paulo Roberto de Almeida. Ainda estou chocado com a cara de pau com que esse cidadão opina sobre o que desconhece no todo e nos detalhes. Nem o Emir Sader chegou a tanto.

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Não li nem muito menos citei o livro do tal Walter Veith, nem muito menos falei em Illuminatti (já tendo, inclusive, contestado o valor descritivo desse termo). Só citei dois livros, INTEIRAMENTE COMPOSTOS DE DOCUMENTOS DE FONTE PRIMÁRIA: “The Deliberate Dumbing Down of America”, de Charlotte Yserbit, e “False Dawn” de Lee Penn. O Paulo Roberto de Almeida diz que não quer discutir com fundamentalistas e teóricos da conspiração, mas, na verdade, é só com eles que ele discute, porque, misturando fatos com especulações, eles dão a cara a tapa e são fáceis de desmoralizar. O que é supremamenta calhorda é, ao contestá-los, fingir que está contestando a mim e às minhas fontes, quando na verdade tudo o que fez foi fugir covardemente de nós mediante o recurso chocho do “boneco de palha”. Definitivamente, o Paulo Roberto de Almeida NÃO É SÉRIO.

No Brasil, ter cultura é racismo.

A única coisa que o Paulo Roberto de Almeida provou, de maneira cabal e definitiva, foi que só conhece o esquema de poder global pelas versões “pop” que encontrou no Youtube ou em blogs de ocultistas. É como o sujeito achar que demoliu o marxismo porque se saiu bem numa discussão com o Gregório Duvivier.

Estudar no Exterior não significa NADA. Mudar um burro de lugar não o torna inteligente.

Não há canalhice maior, numa discussão, do que fugir ao confronto com o interlocutor mediante o expediente de contestar argumentos vagamente e aliás falsamente parecidos com os dele e, com isso, fingir que o derrotou. O Almeida usa e abusa desse truque sujo. Bate num fracote qualquer que encontrou pelas ruas e jura que o infeliz era eu.

Um dos objetivos mais claros e constantes do poder global em formação é diluir o cristianismo numa vaga e oca religião mundial “humanista”. É a religião do Paulo Roberto de Almeida, que ele ao mesmo tempo professa e diz não existir.

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COF

O Mário Chaínho está montado na razão: a única verdadeira introdução à obra e ao pensamento do Olavo de Carvalho é o COF. Poderão haver algumas pouquíssimas excepções.

Ler um, dois, até três livros deste filósofo não são certamente suficientes para alguém dizer que sabe exactamente qual é o pensamento deste autor. Unicamente no COF estão dadas todas as explicações, perspectivas e abordagens que sustentam o seu pensamento, além de um contacto directo com o próprio Olavo, onde temos a oportunidade de ver um filósofo a… fazer o quê? A filosofar “em cima do acontecimento”. Isso é coisa que raramente aprendemos através da leitura de uns quantos artigos e livros. Mais: só no COF podemos ir observando e aprendendo o que o professor tantas vezes explicou: irmos vendo o objecto ao qual as aulas se referem a ir tomando forma diante de nós, NÃO DE UMA SÓ VEZ, mas através de diferentes e sucessivas perspectivas e sobre o mesmo objecto ao longo de várias aulas. É deste modo que o objecto se torna tridimensional.