20.10.2017

Se alguém vier com a conversa de individualismo versus coletivismo, pergunte como foi que a humanidade viveu perfeitamente bem sem perceber que essa merda existia até o século XIX.

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Olavo de Carvalho O erro básico é que Schopenhauer se baseia na teoria do conhecimento de Kant, segundo a qual não conhecemos o real em si mesmo, mas só a sua aparência. Partindo disso, ele conclui que o real deve ser uma força irracional.

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George Rafael Freyre Gomes

Podem bater, denegrir, chamá-lo de astrólogo da Virgínia, o Prof. Olavo de Carvalho continuará tendo razão naquilo que diz em seus livros, artigos e cursos. E mais!, o seu pensamento único, sua maestria no ensino e sua honestidade intelectual está trazendo — e vai trazer muito mais — a verdadeira intelectualidade à tona neste país. Continuem a ranger os dentes, o choro é livre, ninguém déte!

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Diego Lobo Professor, o querido Felipe Moura Brasil fez ontem um destaque citando o “Mínimo” e o senhor. Veja o vídeo:

https://youtu.be/c1i7KY-5TR8

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Da página da Joice Hasselmann :

Olavo de Carvalho e eu esperamos você amanhã às 22h! Beijos!

P. S. – É HOJE, sexta-feira, 20 de outubro. 22h00

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Josias Teófilo

Já arrancaram todos os cartazes da exibição do Jardim das Aflições na UFPE dia 27. Assim vai lotar fácil. Cartaz arrancado chama mais gente que um outdoor.

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Supondo-se que existissem, realmente, uma ética “coletivista” e uma “individualista” (a rigor elas não existem), tomar posição em favor de uma ou da outra seria decidir o rumo de TODA a vida social — um poder que você não tem, eu não tenho, o distinto público não tem e os grandes tiranos da História tentaram ter, sem conseguir. Logo, seria brincar de Demiurgo, um joguinho que deveria ser proibido para maiores de doze anos de idade.

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Noventa por cento daquilo que as pessoas imaginam ser “questões filosóficas” não passam de punheta universitária.

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Oração a São Pedro de Alcântara (contribuição do Célio Rodrigues):

Ó grande amante da Cruz e servo fiel do divino Crucificado, São Pedro de Alcântara; à vossa poderosa proteção foi confiada a nossa querida Pátria brasileira com todos os seus habitantes. Como Varão de admirável penitência e altíssima contemplação, alcançai aos vossos devotos estes dons tão necessários à salvação. Livrai o Brasil dos flagelos da peste, fome e guerra e de todo mal. Restituí à Terra de Santa Cruz a união da fé e o verdadeiro fervor nas práticas da religião.
De modo particular, vos recomendamos, excelso Padroeiro do Brasil, aqueles que nos foram dados por guias e mestres: os padres e religiosos. Implorai numerosas e boas vocações para o nosso país. Inspirai aos pais de família uma santa reverência a fim de educarem os filhos no temor de Deus não se negando a dar ao altar o filho que Nosso Senhor escolher para seu sagrado ministério.
Assisti, ó grande reformador da vida religiosa, aos sacerdotes e missionários nos múltiplos perigos de que esta vida está repleta. Concedei-lhes a graça da perseverança na sublime vocação e na árdua tarefa que por vontade divina assumiram.
Lá dos céus onde triunfais, abençoai aos milhares de vossos protegidos e fazei-nos um dia cantar convosco a glória de Deus na bem-aventurança eterna. Assim seja!

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Se você gosta de uma idéia, pergunte: QUEM tem o poder de levá-la à prática? Se a resposta é “Ninguém”, gostar dessa idéia é como tocar punheta pensando em comer uma mulher que não existe.

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Da página do Rafael Nogueira :

Ouvi as gravações da entrevista que Flávia Tavares fez com o professor Olavo de Carvalho (a mesma que produziu a matéria difamatória publicada pela revista Época).

Ela ganhou uma baita aula de graça, mas como não tinha os requisitos mínimos de cultura, boa vontade, sinceridade e inteligência, não pôde aproveitá-la.

Flávia percebeu que não seria tão fácil expor as “contradições” do pensamento do Olavo que, em seu grupinho, devem ser fofocas debochadas corriqueiras, e por isso, fez cara de contrariada por não ter como responder, e pareceu até, por vezes, começar a concordar.

Por isso, endossou a fofoca caluniosa de lavagem cerebral — vendo-se prestes a concordar com o homem de quem tanto zomba às escondidas (junto com os idiotas “da sua geração”), recuou e preferiu pensar que se tratava de uma espécie de bruxaria, ou técnica fina de persuasão irracional.

Essa coisa de falar em nome de uma geração é muito louca! Se ele é um autor de “best seller” entre jovens adultos, de quem ela está falando? De seus amiguinhos e de seus coleguinhas de universidade e de trabalho? Eles são a nata de uma geração? São os exemplares representativos dela? Que mentalidade provinciana e tacanha!

Ela não conhecia nenhum livro básico dos assuntos de que falou, mas tinha sempre uma risadinha de deboche acompanhada uma tirada digna de comentário de You Tube, pensando que com isso arremataria a questão e surpreenderia o velho escritor. Ela que acabava surpresa ao final de cada assunto, exposta à sua tremenda ignorância.

É um perfeito exemplar do estrago que tem sido feito às mentes brasileiras.

A generosidade do professor Olavo foi enorme. Se o leitor observar bem, ele esteve aberto e confiante na possibilidade de ajudá-la a desenvolver seu entendimento e sua inteligência para captar aspectos da realidade, para, então, poder se aproximar à superfície do verdadeiro pensamento dele.

Ele se dispôs a falar, deu-lhe aula de graça, ofereceu-lhe matrícula do COF também de graça, confiou na boa vontade dela, indicou nomes de alunos mais próximos para ela procurar, e o que ela fez com tudo isso? Pescou elementos para redigir uma peça de maledicência da mais baixa qualidade intelectual e moral. Em outras palavras, cuspiu no seu benfeitor.

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Sociologicamente, o anti-olavismo distribui-se por igual entre todas as correntes ideológicas e (ao menos da boca para fora) confissões religiosas. Não é um fenômeno político, mas cultural e psicológico.

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Seria bom se vocês acompanhassem a discussão entre a Stella Caymmi e um grupo de multiculturalistas assanhados, e dessem alguns palpites. Saiu até no Diário do Cu do Mundo.

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Quando você conversa com um profissional de qualquer área científica, especialmente se formado no Brasil, é quase impossível fazê-lo compreender que TODA teoria científica tem alguma base filosófica apriorística cuja validade (ou falta de) NÃO PODE ser comprovada pelo desenvolvimento posterior da mesma ciência. Uma vida inteira dedicada ao estudo da física newtoniana não levará ninguém a provar ou impugnar as noções de “espaço absoluto” e “tempo absoluto” que Newton tomou como premissas, pela simples razão de que todos os cálculos e experiências, nessa área do conhecimento, estão previamente baseados nessas noções. É pueril acreditar, como é comum entre os profissionais da área, que, se a teoria em questão “funciona”, isto é, dá certo nos experimentos e aplicações, isso valida retroativamente as suas premissas filosóficas. Essa validação só poderia ser obtida, ou por argumentos filosóficos, ou pela prova do fracasso de todos os experimentos e aplicações baseados em premissas diferentes ou antagônicas. Mas em geral o próprio sucesso prático de uma teoria dissuade a classe científica de tentar esses experimentos alternativos.

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Se a filosofia é a busca da unidade do conhecimento na unidade da consciência, a ciência experimental só pode progredir rompendo essa unidade e levando as conclusões dos experimentos às suas últimas conseqüências, façam elas sentido ou não para a consciência humana. A física quântica é o melhor exemplo de teoria comprovada experimentalmente cujo “sentido”, confessadamente, escapa aos seus próprios formuladores. A ciência experimental não se ocupa em resolver problemas filosóficos, mas em criá-los.

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O progresso ilimitado da ciência experimental, sem a devida e concomitante integração dos seus resultados na harmonia interna da consciência humana, produz inexoravelmente o caos intelectual que só por um milagre deixará de resultar no caos generalizado da existência social.

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O amor a esta ou àquela ciência em particular, desacompanhado da preocupação filosófica com o seu “sentido”, é apenas uma idiossincrasia pessoal sem valor, um “gostinho” que o sujeito tem, como o gosto por futebol ou alpinismo. Levar isso a sério demais é um sinal de imaturidade intelectual.

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Da página do Dawson Canedo Marques:

“Tudo no cu, nada contra o cu, nada fora do cu.” (Jean Mussolynis)

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Não me considero um leitor qualificado nem muito menos um estudioso erudito da Revistinha da Mônica. Apenas assinalei que a adoção do lema feminista “Meu corpo, minhas regras”, ainda que num contexto alheio à origem desse slogan (ou aliás precisamente por isso), é um exemplo típico daquela estratégia propugnada pelo Richard Rorty, um dos pais fundadores da esquerda multicultural: ele recomenda que a militância esquerdista não procure persuadir ninguém de nada, apenas habituar as pessoas a copiar o seu modo de falar. Com isso ele visava a transferir a disputa desde o campo do conflito de idéias para o da indução sutil de comportamentos, à margem de toda possibilidade de confronto racional. Essa estratégia é hoje amplamente usada no sistema educacional, na mídia, no show business e — por que não? — em revistinhas infantis.
Não creio que isso seja contestável.
As objeções apresentadas, até agora, são todas de ordem puramente emocional.

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Olavo de Carvalho Também aprendi muito com Henry Gasser:

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Pessoas que desconhecem a origem “high brow” das opiniões, chavões e cacoetes mentais circulantes não estão qualificadas para opinar sobre NENHUMA questão pública.

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Duvido que alguém, na equipe da Revistinha da Mônica, tenha a menor consciência de que está seguindo uma sugestão do Richard Rorty. Como já observava Willi Münzenberg, na semi-intelectualidade da mídia e do show business as palavras-de-ordem se espalham desde cima sem a menor necessidade de um esforço de propaganda, com o automatismo espontâneo de uma criação de coelhos.

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A maior parte dos palpiteiros não tem a menor idéia de como as “suas” idéias foram parar na sua cabecinha. Aderem emocionalmente a uma coisa ou outra e a intensidade do seu apego funciona como prova de que são “opiniões próprias”.

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A técnica do Rorty NÃO É propaganda subliminar, embora se pareça com ela nos seus efeitos.

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Toda discussão com semi-intelectuais é inútil, porque eles se formaram DENTRO de um sistema de engenharia social do qual não têm a menor consciência e, reagindo precisamente no sentido em que foram adestrados, acreditam piamente expressar intuições diretas da realidade.
O contexto cultural só pode ser mudado DESDE CIMA, nas esferas mais altas da vida intelectual e científica, jamais em discussões meramente jornalísticas.
Quando uma orientação vinda das altas esferas se torna “lugar comum”, não adianta combatê-la no nível da discussão popular, a qual se baseia precisamente na ignorância dessa origem.
Só a reforma integral da vida intelectual superior pode dar um jeito nisso. Precisamos menos de “militantes conservadores” que de estudiosos sérios.

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Sergio Bruno Professor Olavo de Carvalho, boa tarde. Sobre história: É válido estudar Toynbee, Spengler, Dawson, etc… para compreender a transição dos impérios antigos? Por exemplo da Babilônia a Roma???

Olavo de Carvalho Toynbee é só erudição cretina. Spengler e Dawson são valiosos.
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Não existe “opinião própria” sem o conhecimento crítico-analítico das suas fontes. Em geral, o que as pessoas chamam de “opinião própria” não passa de macaqueação de alguma fonte ignorada.
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Se digo que é urgente formar uma elite intelectual e, por outro lado, digo que só um período de regime plebiscitário pode tirar o Brasil do mar de merda, É ÓBVIO que a elite que tenho em vista não se destina a “tomar o poder” e criar um Brasil à sua imagem e semelhança, como o tem feito uma série de elites pseudo-intelectuais. A função da elite é apenas desempenhar o papel próprio da intelectualidade, sem ambições de governo.
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A reforma da vida intelectual superior exerce POR SI um influxo benéfico sobre toda a sociedade, sem ser preciso “fazer política”.
“Militância conservadora” é outra coisa, totalmente diferente. Posso dar algumas sugestões sobre como formá-la, mas não vejo como assumir pessoalmente esse encargo.
“Formação de lideranças” é uma terceira coisa ainda, distinta das duas anteriores.
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A confusão mental dos opinadores de plantão no Brasil é tamanha, que o Satanás já mandou estudá-la para copiar o seu modelo no inferno.
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Se não sei nem de onde veio uma idéia, como posso dizer que ela é “minha”?
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A geração de estudantes que estou formando já arejou um pouco o ambiente pela sua mera presença. Mas o trabalho mal começou, e a melhor maneira de abortá-lo é gastar tudo em discussões de mídia.
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Em geral os palpiteiros não têm personalidade nenhuma, e por isso mesmo sentem como sua, própria e personalíssima qualquer bobagem que repitam sem saber onde a ouviram.
Tanto quanto a do Rorty, a técnica do Eisenstein, justapor duas imagens para que uma terceira se forme na mente do espectador, que assumirá como sua a opinião injetada, também NÃO É propaganda subliminar.
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Só há propagands subliminar quando O ESTÍMULO MESMO, e não só o mecanismo do seu efeito, permanece imperceptível.
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“Lavagem cerebral”, “propaganda subliminar”, “programação neurolinguistica”,etc. são termos descritivos científicos e se referem a fenômenos distintos e precisos, que o uso desses termos como porretes só mela e confunde.
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Petrus Evelyn Estudo PNL desde 2011 e atuo nas áreas de hipnose e afins. Vi a explicação do senhor sobre as diferenças entre a PNL e a lavagem cerebral e ela está totalmente correta. Quem já viu os vídeos de Milton Erickson colocando as pessoas em transe percebe a sensibilidade que ele tinha em guiar a pessoa para um estado mental de mais liberdade do pensamento. É quase o contrário de uma lavagem cerebral – o objetivo é tornar a pessoa mais livre das amarras mentais que as circunstâncias da vida lhe trouxeram, enquanto lavagem cerebral é a destruição do eu.
Olavo de Carvalho Erickson era um gênio e um benfeitor da humanidade.
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Bala coisa nenhuma. Você quer é chupar uma piroca.
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Saiu no Diário do Cu do Mundo.
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Antes, muito antes de derrotar uma opinião na mídia, é preciso derrotá-la no campo da ciência e das discussões intelectuais sérias. Se você não pode fazer isto, não tente fazer aquilo.
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Por que o Benê Barbosa, ao contrário da maioria dos polemistas “conservadores” e “liberais”, sempre se sai bem nos debates? É que ele vem com TODA a retaguarda científica pronta.
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Benedito Gomes Barbosa Jr. Trecho de um pequeno texto escrito por conta do seu aniversário: “Em 2000 tive o prazer de conhecer Olavo de Carvalho e Ubiratan Jorge Iorio pessoalmente em uma palestra numa universidade de Campinas, interior de São Paulo. Vi Olavo destruir o coordenador do curso de uma forma que eu jamais tinha visto acontecer. Naquele dia eu pensei: quero ser assim quando crescer!”
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Benedito Gomes Barbosa Jr. Eita! Que honra! Muito obrigado, Professor Olavo de Carvalho!
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Como é possível que, no ódio comum à minha pessoa, se juntem, como se fossem irmãozinhos, os comunopetistas do “Diário do Cu do Mundo” e os tucanos Arruinaldo Azevedo, Marco Antonio Vil e Bolívar Lamuriento, a feminogayzista assanhada Flávia Putavírus e o moralista reacionário Julio Soumzero, os coroinhas da Montfaible e o entusiasta do parto anal Dr. Pauno Bundadelli?
De onde vem essa causa superior que dissolve os antagonismos e funde os incompatíveis numa suruba anti-olavética ardente e apaixonada?
A situação parece estranha e inédita, mas reflete um arquétipo antiqüíssimo e ilimitadamente repetível, que Eric Voegelin assim descreve em “Modernity Without Restraint”, Collected Works, vol. V, p. 258:
“A pergunta do filósofo representa uma tentativa de ir para além da opinião, em direção à verdade, por meio da análise científica tal como desenvolvida por Aristóteles nas ‘Analytica Posteriora’. Com o instrumento de análise, as afirmações correntes sobre assuntos políticos são divididas em opiniões pré-analíticas e proposições científicas em sentido estrito; e os símbolos verbais, em expressões pré-analíticas, ou insuficientemente analisadas, e conceitos analíticos da ciência política. Desse modo, os advogados das opiniões que se atacam umas às outras na política diária se juntam contra o seu adversário comum, o filósofo.”
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Definindo-me, cada qual, pela “bête noire” de estimação que assombra as suas noites solitárias, é assim que me nomeiam, ora de fascista, ora de comunista, ora de sionista, ora de anti-semita, ora de catolicão carola, ora de gnóstico satânico ou agente secreto islâmico. Literalmente, vale tudo. No fim das contas a conclusão é uma só: Temos de matar esse filho da puta.
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Na juventude, fiquei devendo um favor ao físico e esoterista argentino Lívio Vinardi. Até hoje vêm me contar histórias horríveis dele, e não repito nem repetirei NENHUMA JAMAIS.
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O que me ofende não é o sujeito querer me matar. É ele achar que pode fazer isso com um tiro só.
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Não lembro em que filme vi esta cena, ou se alguém me contou.
Na II Guerra, prisioneiros italianos num campo inglês, onde o sargento ranheta os proibia de falar sua língua natal. Um deles pergunta:
— Che ore sono?
— Sono le cinque…
Aí o prisioneiro vê o sargento inglês chegando, e completa depressinha:
— Ocrók.
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É hoje, às 22h00:
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