12.10.2017

No debate com o prof. Duguin, nenhum de nós dois estava tentando se mostrar superior ao outro. Nossos eguinhos não ocupavam o centro do palco. Estávamos ambos discutindo uma questão MORTALMENTE SÉRIA, talvez a mais séria da política mundial: A Nova Ordem que ia se formando com pretensões de administração global era uma extensão do poder nacional americano ou, ou contrário, como eu argumentava, uma força anti-americana empenhada em dissolver, junto com todas as soberanias nacionais, a dos EUA em primeiro lugar? A segunda tese acabou se demonstrando a verdadeira, não só no campo dos argumentos, mas muito mais ainda no desenrolar subsequente dos fatos. Nem eu saí me achando o gostosão, nem o prof Duguin teimando vaidosamente na tese impugnada. Nós dois somos estudiosos sérios, não palhaços exibidinhos como esses que superlotam as cátedras universitárias, os cargos de consultoria e as colunas de mídia deste país.

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Divirto-me às pampas assistido à antiga série “The Saint”, baseada nos contos de Leslie Charteris. Sou o fã numero um do Roger Moore. Tudo o que ele faz é engraçado, sugestivo, cheio de sentido.

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Depois desta. a CNN merece ter o seu registro cassado:

https://www.infowars.com/cnn-claims-alex-jones-fabricated-soros-nazi-ties/

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Continuando o trabalho iniciado pela Carla Farinazzi, a Stella Caymmi acabou de preparar o segundo volume dos meus “Diários”, um catatau de oitocentas e tantas páginas baseado, como o primeiro, nos meus posts do Facebook, e igualmente recheado de notas de rodapé. Ainda vem um terceiro volume.

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Espero que saiam os três volumes juntos.

Pablo Daniel Mendes de Carvalho Mestre, seria essa coleção”O Guru de Varginha”, que o senhor falou em 2015 (salvo engano) em um hangout com o Lobão?

Olavo de Carvalho Pablo Daniel Mendes de Carvalho Sim. Só que “O Guru” é título do primeiro volume apenas.
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O estudante que acompanha regularmente as minhas aulas e faz um esforço sério para apreender as estruturas profundas do meu pensamento, ainda que sem aderir a todas as minhas opiniões sobre pontos particulares, especialmente da política atual, torna-se um continuador e um intérprete qualificado da minha obra. Se, em vez disso, o cidadão apenas adere a algumas opiniões minhas que chegaram ao seu conhecimento, fazendo ou não delas a inspiração principal e o polo orientador da sua militância cultural ou política, isso não faz dele, evidentemente, um “discípulo” nem representante do meu pensamento, por mais simpático que ele seja à minha pessoa e aos meus esforços.
Essa distinção é corriqueira, em todo o mundo, na interpretação das idéias de QUALQUER filósofo ou escritor, mas no Brasil ela permanece um segreso esotérico inacessível até mesmo a “formadores de opinião” com pretensões de ser intelectuais acadêmicos. Alguns destes não se envergonham nem mesmo de basear sua visão do meu trabalho em coincidências fortuitas que enxergam entre opiniões periféricas que emiti sobre alguma coisa e a imagem estereotipada que têm deste ou daquele partido político ou candidato presidencial, brasileiro ou estrangeiro. A lista desses palpiteiros idiotas não tem mais fim.
Não é preciso dizer o quanto esse fenômeno ilustra o estado de completa destruição em que se encontra a cultura superior no Brasil e, em razão disso, o debate público nacional sobre qualquer assunto que seja.
Nas entrevistas que tenho dado à repórter Flávia Tavares, da revista “Época”, tenho insistido naquela distinção – o que, repito, seria desnecessário em qualquer país culturalmente normal –, e ela parece tê-la compreendido adequadamente.
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