13.10.2017

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Diálogo no automóvel:
Stella: — Se eu tivesse de escolher alguém para sofrer junto, seriam você e a sua família, porque vocês levam tudo numa boa.
Eu: — É. Nóis toma no cu rindo.

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Sábado no COF: O que é arte e o que não é.

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Nada como ser profeta. Desde que o Chico Cazzo noticiou o meu fim, o número de seguidores desta página aumenta à base de duzentos por dia.

Fábio de Nunes Quando ele disse “A queda do Olavo…” realmente ficou claro que ele se referiu ao seu pinto,professor.

Olavo de Carvalho É. Ele apalpou e achou que não estava duro o suficiente para as necessidades dele.

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Uma coisa curiosíssima, no que os sábios opinadores de plantão escrevem a meu respeito – e me refiro aos dotados de algum preparo acadêmico –, é que NENHUM deles discute nem as teses centrais da minha filosofia nem as interpretações que faço das obras de filósofos do passado, como Aristóteles, Maquiavel ou Descartes. Todos concentram-se em opiniões esporádicas que dei sobre assuntos do momento, as quais, se eu jamais as tivesse emitido, não fariam a menor falta no conjunto da minha obra.
O resultado é: aquilo que escrevem de mim nada diz sobre mim, mas tudo sobre eles.

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O sentimento mais constante e mais nítido naquilo que de mim se escreve na mídia é o DESPEITO: o desprezo posado, fingido — ora patente, ora camuflado em benevolência paternal — com que a alma do invejoso busca aliviar um insuportável e aliás justo complexo de inferioridade.
O número de casos é mais que suficiente para ilustrar a doença moral disseminada nas nossas classes falantes.

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Nenhuma confusão atual na definição de “arte” provém de dificuldades intrínsecas da matéria. Todas se originam em atitudes forçadas desde fora por interesses comerciais ou políticos.

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Na aula que gravei para o sábado, deixei propositadamente de lado algumas exceções aparentes ao critério adotado para a definição de arte, as quais explicarei em outras aulas.

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12.10.2017

No debate com o prof. Duguin, nenhum de nós dois estava tentando se mostrar superior ao outro. Nossos eguinhos não ocupavam o centro do palco. Estávamos ambos discutindo uma questão MORTALMENTE SÉRIA, talvez a mais séria da política mundial: A Nova Ordem que ia se formando com pretensões de administração global era uma extensão do poder nacional americano ou, ou contrário, como eu argumentava, uma força anti-americana empenhada em dissolver, junto com todas as soberanias nacionais, a dos EUA em primeiro lugar? A segunda tese acabou se demonstrando a verdadeira, não só no campo dos argumentos, mas muito mais ainda no desenrolar subsequente dos fatos. Nem eu saí me achando o gostosão, nem o prof Duguin teimando vaidosamente na tese impugnada. Nós dois somos estudiosos sérios, não palhaços exibidinhos como esses que superlotam as cátedras universitárias, os cargos de consultoria e as colunas de mídia deste país.

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Divirto-me às pampas assistido à antiga série “The Saint”, baseada nos contos de Leslie Charteris. Sou o fã numero um do Roger Moore. Tudo o que ele faz é engraçado, sugestivo, cheio de sentido.

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Depois desta. a CNN merece ter o seu registro cassado:

https://www.infowars.com/cnn-claims-alex-jones-fabricated-soros-nazi-ties/

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Continuando o trabalho iniciado pela Carla Farinazzi, a Stella Caymmi acabou de preparar o segundo volume dos meus “Diários”, um catatau de oitocentas e tantas páginas baseado, como o primeiro, nos meus posts do Facebook, e igualmente recheado de notas de rodapé. Ainda vem um terceiro volume.

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Espero que saiam os três volumes juntos.

Pablo Daniel Mendes de Carvalho Mestre, seria essa coleção”O Guru de Varginha”, que o senhor falou em 2015 (salvo engano) em um hangout com o Lobão?

Olavo de Carvalho Pablo Daniel Mendes de Carvalho Sim. Só que “O Guru” é título do primeiro volume apenas.
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O estudante que acompanha regularmente as minhas aulas e faz um esforço sério para apreender as estruturas profundas do meu pensamento, ainda que sem aderir a todas as minhas opiniões sobre pontos particulares, especialmente da política atual, torna-se um continuador e um intérprete qualificado da minha obra. Se, em vez disso, o cidadão apenas adere a algumas opiniões minhas que chegaram ao seu conhecimento, fazendo ou não delas a inspiração principal e o polo orientador da sua militância cultural ou política, isso não faz dele, evidentemente, um “discípulo” nem representante do meu pensamento, por mais simpático que ele seja à minha pessoa e aos meus esforços.
Essa distinção é corriqueira, em todo o mundo, na interpretação das idéias de QUALQUER filósofo ou escritor, mas no Brasil ela permanece um segreso esotérico inacessível até mesmo a “formadores de opinião” com pretensões de ser intelectuais acadêmicos. Alguns destes não se envergonham nem mesmo de basear sua visão do meu trabalho em coincidências fortuitas que enxergam entre opiniões periféricas que emiti sobre alguma coisa e a imagem estereotipada que têm deste ou daquele partido político ou candidato presidencial, brasileiro ou estrangeiro. A lista desses palpiteiros idiotas não tem mais fim.
Não é preciso dizer o quanto esse fenômeno ilustra o estado de completa destruição em que se encontra a cultura superior no Brasil e, em razão disso, o debate público nacional sobre qualquer assunto que seja.
Nas entrevistas que tenho dado à repórter Flávia Tavares, da revista “Época”, tenho insistido naquela distinção – o que, repito, seria desnecessário em qualquer país culturalmente normal –, e ela parece tê-la compreendido adequadamente.
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