11.10.2017

O homenzinho se proclama apto a debater comigo mas já sai todo cagado num simples confronto de posts no Facebook. Fraco e abusado.

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A coisa que deveria ser a mais óbvia do mundo, para quem quer que tenha ALGUMA cultura filosófica, é que as opiniões de um filósofo não têm todas a mesma importância, igual e chapada, mas se organizam numa totalidade hierárquica que desce dos seus princípios essenciais até as impressões passageiras sobre assuntos do momento.
No Brasil, essa obviedade se tornou, para toda a classe falante, um segredo esotérico inacessível.

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Eu gostaria de debater com o Antonio Negri justamente os dois pontos do seu pensamento com que mais concordo: sua teoria do Império e sua interpretação de Descartes como filósofo da burguesia ascendente.
Nunca me passaria pela cabeça discutir se ele é culpado ou inocente da acusação de homicídio.

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Imagino o que aconteceria se F. J. von Schelling tivesse nascido no Brasil: em vez da bibliografia sem fim sobre as suas teses filosóficas teríamos uma biblioteca inteira de considerações altamente moralizantes sobre o caso amoroso que ele teve com a esposa de um colega.

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Nos intervalos da guerra que me movem os Veadascos e similares, ainda tenho de desfazer, em inglês, as intrigas sórdidas que o Julio Soumzero envia incansavelmente aos membros protestantes do Inter-American. Ele se especializou em traduzir errado os meus textos e exibi-los como provas da minha maldade sem fim. Digo, por exemplo, que a campanha que os protestantes moveram contra a Igreja Católica desde o século XVI é a mais vasta e duradoura onda difamatória que já se viu no mundo (o que é uma mera observação quantitativa fácil de comprovar), e ele espalha que, na minha opinião, é melhor ser comunista do que protestante.
Lembro-me de que, na época em que esse sujeitinho se dizia perseguido pelos gayzistas — e eu acreditava –, alguém escreveu alguma coisa contra ele e me recusei a publicá-la no Mídia Sem Máscara porque me parecia uma covardia abjeta falar mal de alguém que já estava sob ataque cerrado.
A moral cristã dele consiste em fazer exatamente o inverso.
Lembro-me também de que, no tempo em que ele choramingava a escassez do apoio que recebia nos meios protestantes do Brasil, mobilizei em favor dele um grupo de católicos que tudo fizeram para lhe dar abrigo num país estrangeiro. Desde então, o ódio dele à Igreja Católica não parou de crescer.

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A produção anti-olavética do sujeitinho é tão vasta e persistente que o meu amigo John Haskins se viu levado a responder a uma parte dela em meu lugar. Reação da criatura: espalhar que o John faz isso por dinheiro.

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Cada vez mais confirmo que José Bonifácio de Andrada e Silva tinha razão: “Os brasileiros mostram altivez nas baixezas, amor-próprio nas bagatelas e obstinação em puerilidades.”

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Desde os tempos em que estava morre-não-morre no meu bercinho, acostumei-me a não contar com o dia seguinte e a considerar-me, para todos os fins de fato e de direito, antecipadamente falecido. Se não fosse isso, seria incompreensível que hoje eu me mantivesse relativamente tranqüilo e, na maior parte do tempo, até feliz no meio do pesadelo dadaísta em que tantos buscam transformar a minha vida.

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Se você lê a Bíblia direitinho, acaba se acostumando com esta idéia: nada mais normal do que o fim do mundo.

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Como todo escritor que se preza, tenho um amor vaidoso ao meu idioma e odeio escrever em língua estrangeira, mesmo que seja um bilhetinho de cinco linhas.

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Depois que mudei para os EUA, meu amor à língua pátria subiu às alturas de uma paixão delirante. Soljenítsin sentiu a mesma coisa na Suíça.

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Algumas pessoas se entregam com tamanha paixão à prática da mesquinharia que ela acaba subindo às dimensões de uma grandeza metafísica.

Professor, me perguntei porque essa desgraça estaria aparecendo em minha linha do tempo. Daí observei que é uma difamação patrocinada!!!
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Olavo de Carvalho Esqueçam. Essas coisas só têm interesse processual.
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Já está no ar o segundo episódio da nova série do Brasil Paralelo. Não deixe de ver. Clique no link abaixo e cadastre-se.

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Não há trejeito, não há micagem, não há pirueta que a mídia chique dos EUA não faça para esconder o envolvimento do ISIS no massacre de Las Vegas. Quando o repertório de truques se esgota e a verdade começa a aparecer, a ocultação cede lugar à desconversa: “Vamos mudar de assunto”, “Não adianta ficar remexendo feridas”, etc. etc.

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Roxane Carvalho Sem o seu carinho eu estaria caquético.

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Não há trejeito, não há micagem, não há pirueta que a mídia chique dos EUA não faça para esconder o envolvimento do ISIS no massacre de Las Vegas. Quando o repertório de truques se esgota e a verdade começa a aparecer, a ocultação cede lugar à desconversa: “Vamos mudar de assunto”, “Não adianta ficar remexendo feridas”, etc. etc.

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