6.10.2017

Excetuados os judeus na Alemanha dos anos 30, nenhuma raça sofreu uma campanha de difamação tão vasta e sistemática quanto a raça branca está sofrendo agora. Com a diferença de que os nazistas falavam eufemisticamente em “solução final” — linguagem cifrada na qual só os iniciados do Partido captavam a alusão ao genocídio — e agora o pessoal fala abertamente em extermínio.

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Os impérios africanos e os traficantes muçulmanos escravizaram MUITO mais negros do que os europeus, e é POR ISSO MESMO que seus descendentes hoje lançam a culpa de tudo na civilização européia. Ninguém é mais eloqüente na retórica indignada do que o criminoso que descarrega suas culpas sobre um bode expiatório.

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Picas moles e verdades duras:

Mônica Camatti

Não entendo homem que defende o uso e a existência de uma coisa desprezível chamada: CAMISINHA.

Desculpe a sinceridade, mas o homem pra usar aquilo tem que estar muito arruinado, muito lascado.

Incapaz de conseguir uma mulher confiável e que confie nele, que ele ame e que o ame, lhe resta usar um pedaço de plástico intransponível para impedir o contato e para separar…

…tudo o que haveria de conexão autêntica e real, de pele e suor, de carne e sangue, que são as coisas que possibilitam uma verdadeira união e uma possível procriação.

Agora, usar isso dentro do casamento, aí já é abominação. É como dizer pra sua mulher ou seu homem: “eu te amo, baby, mas não arrisco me contaminar com você”. É uma piada boçal, né nón?

E mesmo numa relação ilícita, não consigo imaginar como a modernidade conseguiu normalizar nas mentes o uso disso, como conseguem interromper o fluxo do ato para colocar tamanha vergonha entre as pernas. Isso é uma verdadeira obscenidade.

Uma pessoa humana dificilmente consegue separar sexo de amor e a camisinha é o objeto que de fato e cabalmente, separa os dois. Um ato sexual por amor sempre arrisca tudo, sempre é completo, sempre é totalmente, a entrega jamais se restringe.

Não é só por isso que vejo com maus olhos, também é algo que, a meu ver, tira a dignidade da mulher. O homem pode até não confessar, mas ele não vê com os mesmos olhos uma mulher que aceita manter relações sem contato íntimo: ela se deixou ser uma peça na masturbação a dois dele.

É a animalização do ser humano, é um tipo de pornografia ruim e de mal gosto no meio do século das liberdades sexuais mais amplas e generalizadas. Na Idade Média o povo sabia aproveitar. No século XXI só sabem fazer imitação caricata e broxa de sexo.

Os homens estão viciados e hipnotizados pelo porn em hdtv e as mulheres estão morrendo de falta de macho. Uma avó de 80 anos teve 10 filhos, e até hoje conta suas histórias de sacanagens, enquanto as mocinhas e os rapazes jovens ~transam~ via app.

A realidade é um negócio que as vezes me incomoda tanto que eu não consigo ver isso sem falar nada. Vocês não sabem o que estão perdendo, jovens. Vocês realmente não sabem.

Homens, larguem o celular e o computador e vão procurar uma mulher de verdade. Pelo amor de Deus, das poucas que sobraram, façam uma boa escolha e bom romance. Não aguento mais ouvir chororô de vocês. A situação está ficando apelativa.

As mulheres estão abandonadas. Os homens não querem mais saber delas. Tem site, tem putaria online, comidinha da mamãe, pra eles tá tudo oks. Que lamento pra vocês, dessa geração ínfame. Que asco.

Uma relação monogâmica, limpa de químicas, de anticonceptivos e do consumo de soja, limpa dos aplicativos e estímulos virtuais, sexualmente ativa e disponível para amar e se apaixonar a cada dia, é o melhor dos mundos, não sejam tolinhos. O bom é casar.

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Alguém aí tem o texto completo da matéria da Veja sobre o Bolsonaro para me enviar? Obrigado desde já.

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Conservadorismo do Brasil

A “arte” moderna.

Performance: Queimando a rosca.
Em 2018 isso muda

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Grande parte da legislação moderna, no Brasil e em outros países, tem finalidades que vão muito além dos seus objetivos nominais e aparentes. Uma dessas finalidades é a permanente estimulaçaão contraditória destinada a debilitar a inteligencia da populaçao, de modo a habituá-la a aceitar passivamente a qualquer ordem absurda. É um efeito bem conhecido dos estudiosos de seitas pseudo-religiosas como as do Rev. Moon ou de Rajneesh. Recomendo, a respeito, a leitura do livro de Flo Conway e Jim Siegelman, já velho de três décadas, “Snapping. America’s Epidemic de Sudden Personality Changes”.
Um exemplo bem característico é que uma mãe pode ser presa por amamentar o seu bebê em público ou um avô por fazer inocentes carícias no rosto da sua neta, mas a lei protege a exposição em que uma criança toca, sem motivo aparente e para fins de mera exibição, o corpo de um homem nu deitado.
Seria um exagero ver neste último acontecimento uma propaganda ostensiva da pedofilia. Ele é antes um ato de dessensibilização moral da população, preparando-a para aceitar, no futuro, não somente a legitimação da pedofilia como “orientação sexual”, mas qualquer outra absurdidade que o governo deseje lhe impor. A propria indignação popular quanto ao que lhe pareceu uma promoção ostensiva da pedofilia já revela um certo estado de confusão, no qual ninguém consegue distinguir entre a longa e sutil preparação da atmosfera mental para uma futura modificação de comprotamento e a prática atual de um crime. Para mim, é claro que os criadores das duas exposições, do MAM e do Santander, já previam essa reação e a desejavam como oportunidade de expor ao ridiculo o moralismo conservador. Essas coisas não são assuntos para palpiteiros amadores. Leiam o livro de Pascal Bernadin, “Maquiavel Pedagogo”, e verão que as modificações comportamentais desejadas pela elite global são estudadas durante décadas em altos circulos cientificos, e só lentamente postas em prática, em caráter experimental, quando já se tem o controle suficiente das reações previsíveis, inclusive adversas, e os meios de desviá-las em favor do objetivo planejado.
As reações moralizantes, por dignas e respeitáveis que sejam em si mesmas, só revelam despreparo e amadorismo. A engenharia comportamental é uma disciplina que vem se desenvolvendo desde antes da II Guerra Mundial. Não é assunto para semi-analfabetos indignados.

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Que história, que palhaçada é essa de que sou “mentor” do candidato Jair Bolsonaro? Ele jamais assistiu a um curso meu, jamais conversou comigo em particular mais de alguns minutos por telefone e, que eu saiba, não leu da minha autoria senão alguns artigos de jornal e posts do Facebook. Mesmo na hipótese lisonjeira de que ele tivesse concordado com tudo, isso faria dele, no máximo, um leitor simpático, JAMAIS um discípulo, nem mesmo um aluno. Um mentor, que eu saiba, exerce uma influência formadora profunda e duradoura sobre a mente de um discípulo atento, dedicado e constante.

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Ana Clara Costa, a repórter da Veja, escreve que eu NEGO ter havido ditadura militar no Brasil. É uma garotinha boboca que se crê habilitada a descrever minhas opiniões sem ler NEM SEQUER OS MEUS POSTS DO FACEBOOK. Se os lesse, veria que, só no período de 2013 a 2015, me referi NO MÍNIMO QUINZE VEZES ao regime militar como “ditadura”. Na verdade, para perceber tal coisa ela não precisaria nem ler os meus posts. Bastaria consultar o bom e velho Google. Mas isso, para um jornalista brasileiro de hoje, é trabalho excessivo.

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O Prêmio Imbecil Coletivo tendo sido suspenso há muitos anos por excesso de candidatos, pensei em instituir, em seu lugar, o “Prêmio Filho-da-Puta do Ano”, mas prevejo que terá o mesmo destino do seu antecessor.

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A ameaça Bolsonaro – VEJA-2017-10-05

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MATURIDADE INTELECTUAL E ESTABILIZAÇÃO DA VIDA FAMILIAR

Não tenham pressa de encontrar o seu caminho. Encontrei o meu muito tarde. Posso até datar: foi aos 43 anos. Antes disso, minha vida foi apenas uma luta feroz pela subsistência, e só não posso dizer que foi tempo perdido porque eu aproveitava cada minuto livre para estudar e estudar, sem ter a menor idéia do que iria fazer depois com tanto estudo. Na verdade eu não estava nem buscando caminho nenhum. Aquele que encontrei foi simplesmente seguindo o conselho do meu amigo Juan Alfredo César Müller: “Quando você não sabe o que quer fazer, faça o que é do seu dever.” Isso simplifica muito as coisas.
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Faça o que tem de fazer e o que pode fazer. So simple as that.
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P. S. – Quando falo em estudos, não são só livros. Fiz muitas investigações “in loco”, experiências vivas que às vezes me botavam em encrencas danadas. Mas valeu a pena.
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Usei muito o método do “observador participante” que aprendi nos livros do B. Malinowski. Participava com toda a seriedade, mas para observar a entender, sem comprometimento emocional integral. Quando uns bobocas se aventuram a especular minha biografia, fazem como quem, estudando a vida de um antropólogo, concluísse que ele era índio.
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Até minha participação na esquerda foi assim. Eu cumpria tudo direitinho, mas sempre colocando a situação entre parênteses.
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De tudo o que vi, só comecei a fechar algumas conclusões a partir dos 43 anos. Até lá, sempre considerei tudo provisório e experimental.
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É claro, ninguém entra na água sem se molhar, mas não custa nada pular fora e se enxugar.
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Não por coincidência, o começo da minha maturidade intelectual veio junto com a estabilização da minha vida familiar com a Roxane, depois de décadas de amores loucos — experiências que, aliás, não maldigo, mas agradeço.