4.10.2017

Marco Antônio Vil chamou Olavo de Carvalho de “analfabeto”. É um pichador de muro dizendo que Caravaggio não sabe desenhar.

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A violência assassina voltada em Las Vegas contra uma massa de patriotas e conservadores é o produto nítido e inevitável de uma campanha de ódio empreendida por toda a mídia chique e por praticamente todo o establishment universitário americano há décadas. Novos episódios desse tipo sucederão inevitavelmente, e os inspiradores do crime ainda tirarão proveito dele como propaganda desarmamentista — no caso presente, fazendo vista grossa ao fato de que, praticado com arma legalmente proibida, o crime é a prova viva da falácia desarmamentista.

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Tipos como Marco Antonio Vil SABEM que são charlatães, que só podem se fazer de “intelectuais” graças à interproteção mafiosa e ao rateio de cargos na mídia e na academia. Mas acho ótimo que esses tipos comecem a proliferar na ala direita do espectro político, para tirar dos liberais e conservadores a ilusão de que o mero antipetismo ou anticomunismo os torna especiais, enobrecendo a sua indolência intelectual, mil vezes mais criminosa que a da esquerda.

Gaspar Henrique Stemmer Como algo pode ser mais criminoso que a maldade dos esquerdistas?
Olavo de Carvalho O desprezo pelo saber viola o I Mandamento.

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A esquerda, quando chegou ao poder, trazia um patrimônio de SESSENTA ANOS de debates internos e de realizações culturais de primeiríssima ordem. É verdade que essa tradição secou quase que imediatamente, cedendo lugar à demagogia auto-hipnótica vulgar e estúpida, caquética ao ponto de se mostrar incapaz de conscientizar a própria degradação intelectual e até mesmo de tirar proveito das suas glórias passadas.
Examinem sob esse mesmo ângulo a “direita” que veio surgindo nos últimos anos, e perguntem se ela tem feito ou tem a capacidade de fazer algo para ocupar o espaço vazio deixado pela esquerda, ou se em vez disso uma boa parte dela não se dedica somente a tentar destruir. de mãos dadas com remanescentes da esquerda, quem se esforça para fazer esse algo.

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Os que desejam uma intervenção militar ainda não repararam nem sequer no fato patente de que as MESMAS forças econômicas que apoiaram os militares em 1964 estão hoje a serviço integral da “revolução multicultural”. Pelo menos isso a “direita” poderia ter aprendido com as exposições do Santander e do MAM.

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Em matéria de idéias, a direita brasileira nada conhece além de um liberalismo chocho e de um vago moralismo autoritário policial-militar que não chega sequer a ser uma ideologia autoconsciente. Não é de espantar que, nessas condições. deixasse até mesmo a elite financeira cair sob o domínio hipnótico da “revolução cultural”.

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Artigo meu na Folha:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/10/1924100-guerra-dos-simbolos-encobre-disputa-invisivel-as-faccoes-em-luta.shtml

A Folha colocou um ponto antes do “A” inicial, que no original vinha em minúscula e antecedido de um travessão.

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A estratégia geral da campanha anti-olavética é me atacar por muitos lados diferentes, e sempre por picuinhas que nada têm a ver com o meu trabalho, de modo a forçar-me a ter de escolher entre gastar todo o meu tempo defendendo-me de bobagens ou permitir que estas se espalhem sem resposta até tornar-se crenças gerais inabaláveis.
Se os meus cursos fossem realmente uma “seita”, ou se eu estivesse a soldo de alguma organização política, de algum governo, de algum serviço secreto, eu teria, como os Reverendos Moons, os Rajneshs e os Chomsky, toda uma equipe de advogados bem pagos para me defender sem que eu tivesse de mover um palito.

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Inserir essas cenas não faria mal nenhum à minha reputação, só tornaria o filme mais atraente para algumas pessoas. Mas o preço seria desviar o foco, transferindo-o de idéias importantes para meras historinhas curiosas de quarenta anos atrás. Cada parcela do público, afinal, busca num autor aquilo que esteja mais à altura dos seus próprios interesses, bem como da sua capacidade de absorção. O Josias fez a seleção dele e o resultado foi uma obra-prima de altíssima significação cultural. Não sei o que aconteceria se o Daniel Aragão fosse o diretor.

PS – Qualquer que seja o caso, as imagens mencionadas pertencem a mim e ao Josias, não ao Daniel.

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Será que o Daniel Aragão espera chocar o mundo com a revelação inédita de que o Olavo de Carvalho diz palavrões em casa?

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JS Cesar Quais os 5 maiores sonetistas da hist pro sr?

Olavo de Carvalho Petrarca, Shakespeare, Camões, Baudelaire, Gerard Manley Hopkins, Rilke, Wallace Stevens.
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Da página da Roxane:

No meio dessa loucura, além de responder aos ataques da gangue da filha, do Villa, do Julio Severo, dos Veadascos e tudo o mais, ele está preparando o curso do Mário Ferreira dos Santos, estudando para a aula de sábado no COF, buscando os livros que estão num depósito alugado para preparar-se melhor, escrevendo artigo para a Folha de S. Paulo e comprando revestimento para o piso da biblioteca. Detalhe, a motorista da casa sou eu, risos.
Só para vocês fazerem uma idéia.

P. S. do Olavo: E eu não tenho sequer uma secretária para tomar um ditado.

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Eu gostaria de estar ensinando a filosofia do Mário Ferreira dos Santos, mas isso vai ter de esperar enquanto explico que não comi os fetos dos meus descendentes, não ameacei meus filhos à mão armada, não sou agente islamo-sionista (seja isto lá que porra for) e não estou preparando a IV Guerra Mundial.

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