Aceitar seu destino

“Ninguém é mais patético e deplorável do que o homem que, incapaz de suportar a dimensão do trágico e do irreversível, se apega a esperanças pueris em vez de aceitar seu destino. Isso é mais que covardia: é blasfêmia, é desprezar a advertência de Nosso Senhor Jesus Cristo de que só os insensatos esperam algo deste mundo.”

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1.10.2017

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O Antagonista noticia que terei um debate com o deputado Jair Bolsonaro em Nova York. Não é verdade. Farei apenas uma palestra POR INTERNET, sem debate nenhum.

https://www.oantagonista.com/brasil/agenda-de-bolsonaro-nos-eua/

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Essa ideologia homista é muito incoerente. Se as mulheres não merecem casamento, comer umas putas só para esvaziar o saco, como propõe um discípulo do Alita, é uma abjeta concessão à parte feminina da humanidade. Para esvaziar o saco basta uma honrada e máscula punhetinha.

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Na lista dos novos amigos da minha filha Heloísa, esqueci um nome de projeção nacional, talvez internacional:
Lúcia Helena Isso.

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Quando a srta. Dani Schuverinho, que nunca me viu mais gordo nem sabe porra nenhuma da minha vida, se apressou em subscrever como verazes e fidedignas as historinhas inventadas pela minha filha Heloísa, tudo o que fiz contra ela foi dar-lhe um apelido. Nada mais.
Isso bastou para inflamar-lhe a imaginação e os brios ao ponto de levá-la a redigir umas quinze laudas de explicações um tanto ininteligíveis, incluindo a narrativa de episódios sombrios vividos num submundo infinitamente irrisório e tedioso, repleto de personagens miúdos e deploráveis, para mim totalmente desconhecidos, que na sua biografia parecem ter tido uma importância extraordinária.
Li a coisa até a metade e só tenho a declarar o seguinte: Dani Schuveirinho, se você rompeu o namoro com o Emerson Bundinha de Cetim, está de parabéns.

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Este singular documento, assinado e publicado pelo sr. Pedro Zambarda de Araújo em 23 de setembro de 2017, constitui, por si, uma prova cabal do estado de abjeção e inépcia a que chegou o jornalismo brasileiro.
Para compreender o seu alcance, é preciso notar, desde logo, que o autor, nele, não se limita a resumir ou reproduzir as declarações colhidas da minha filha Heloísa de Carvalho Martin Arribas na entrevista que fez com ela, mas emite, a respeito, conclusões e “considerações” (sic), isto é, a sua própria opinião.
Com isso ele abdica da possibilidade de imputar à entrevistada a responsabilidade exclusiva pelo conteúdo da postagem, assumindo ele próprio essa responsabilidade. Se ele não entende as conseqüências penais e cíveis dessa atitude, é um inocente menor de idade, inepto para a função jornalística. Se as entende e ainda assim persiste em dizer o que diz, é um criminoso cínico.
Em segundo lugar, ele declara que a conversa que teve com a entrevistada foi “produtiva”, isto é, gerou os resultados que ele esperava. Como esses resultados, feitas as contas, consistem no completo assassinato da reputação de uma figura pública, o sr. Zambarda, com essa declaração, admite que alcançou precisamente o seu desígnio.
Mais perfeita confissão de culpa não se poderia exigir.
Vejamos agora quais os pontos da entrevista que, tomando-os como verdadeiros sem discuti-los ou sequer pensar em averiguá-los, o sr. Zambarda considerou satisfatórios para os objetivos que tinha em vista.

A. “Não, Olavo não foi pago pela CIA. Ele está nos Estados Unidos financiado por um empresário brasileiro chamado Guilherme Almeida. Ele é herdeiro da construtora CR Almeida, investigada na Lava-Jato.”

Comentários:

1. Ao iniciar a frase com a negação, Zambarda mostra estar desmentindo uma crença que ele considera geral e disseminada no seu grupo de referência, isto é, os leitores e redatores do Diário do Cu do Mundo. Sabendo-se que esse site jamais publicou uma só linha a respeito dos meus livros, dos meus cursos ou do meu pensamento filosófico, concentrando todas as suas atenções na conjeturação paranóica das minha fontes de sustentação financeira e picuinhas similares, isso já mostra qual a esfera de interesses em que essa gente se move.

2. Zambarda não diz que o mencionado sr. Almeida apenas ajudou ou financiou a minha MUDANÇA para os EUA. Mesmo isto já seria falso, como veremos adiante. O que ele diz é o que aquele empresário FINANCIA (no tempo verbal presente) a minha PERMANÊNCIA e o trabalho que desempenho nos EUA. Não ouso sequer calcular a quantia que seria preciso dispender para esse fim ao longo dos doze anos que passei aqui desde 2005. Também não ouso perguntar como o professor de cinco mil alunos e autor do maior sucesso editorial do Brasil nas últimas décadas poderia depender da ajuda de um amigo por tanto tempo.

3. Na verdade, o sr. Almeida, malgrado toda a sua boa-vontade e a sua conhecida generosidade, não me ajudou sequer a mudar para os EUA, quanto mais a me sustentar neste país. Tudo o que ele fez foi ajudar UMA PRIMA DELE, residente em Nova York, a comprar uma casa no Estado da Virginia, para fins de investimento. A dona me alugou a casa e, quando não pude mais pagar o aluguel, me enviou uma ordem de despejo, ponto-me na rua com família, móveis, três cachorros e uma biblioteca de oito mil livros. Tenho todos os contratos e recibos. O sr. Almeida, condoído com a minha situação, me ofereceu então um empréstimo para pagar a entrada de um novo imóvel, mas não o aceitei. Apressei o lançamento de um curso que já vinha planejando desde muito antes, “Política e cultura no Brasil”, que, conforme atesta a contabilidade do evento, me rendeu o suficiente para comprar uma nova casa, bem modesta, começar a reformá-la e até pagar a multa de 24 mil dólares que a dona do antigo imóvel me exigia. Tais foram os benefícios financeiros que, nos EUA, recebi da família Almeida, “investigada na Lava-Jato”. Perdão. Houve dois outros. O sr. Almeida assistiu a dois cursos que proferi na Virginia, num deles trazendo até dois dos seus filhos, e pagou regularmente as devidas matrículas.

4. O sr. Almeida, de fato, me ajudou MUITO, mas não a me instalar ou a sobreviver nos EUA, e sim a mudar do Rio de Janeiro para Curitiba em 2003. Foi o fiador da casa que aluguei na r. Desembargador Vieira Cavalcanti, no bairro das Mercês, e depois sugeriu o meu nome como professor de um curso de pós-graduação em Administração Pública na Universidade Católica do Paraná. Ainda em Curitiba, comprou também alguns quadros de marchetaria do meu filho Davi de Carvalho, promovou um curso do Luiz Gonzaga de Carvalho Neto e pagou-me alguns jantares. De onde o sr. Zambarda tirou a conclusão de que isso é financiar a minha instalação e permanência nos EUA, é algo que nem preciso perguntar. Tirou-a da própria ânsia irrefreável de dar como verdadeira, sem necessidade de averiguação, qualquer invencionice apta a sujar a minha reputação.

5. Não posso dizer que o sr. Almeida não me ajudou em nada na minha mudança para os EUA. Quando vim para cá, ele e seu irmão, que são grandões e fortes, vieram comigo e me ajudaram a carregar para a nova casa a primeira leva de móveis que comprei no Target. Admito: É muito mais do que os brasileiros costumam fazer pelos seus amigos, mas o sr. Zambarda teria de estar muito mais louco do que a sua entrevistada para achar que isso é “financiar” a minha permanência nos EUA.

6. Ele poderia facilmente tirar as dúvidas, se as tivesse, fazendo-me perguntas ou até investigando minhas contas e documentos. Mas para quê? Tão logo ouviu histórias escabrosas sobre a minha pessoa e as saiu publicando mais que depressa sem nada averiguar, considerou satisfatoriamente cumprida a sua – digamos – missão jornalística.

B) “Na Virginia, ele declarou apoio a Donald Trump e tem proximidade de políticos americanos.”

Comentários:

1. Só escrevi umas coisinhas simpáticas a Donald Trump – assim como críticas – no Facebook, em português e para o público brasileiro. Isso é bem diferente de “declarar apoio na Virginia”, expressão que sugere uma intenção de influenciar em favor do candidato o eleitorado americano, intenção que nunca tive, pois não sou idiota como o sr. Zambarda me pinta à sua imagem e semelhança.

2. De fato tive contato com exatamente DOIS políticos dos EUA, durante não mais de dez minutos, no ano de 2002 (três anos antes de me mudar para cá). Foram eles os senadores Orrin Hatch e Rick Santorum, que me foram então apresentados pela nossa amiga comum Yeda Baker. Nunca mais conversei com nenhum personagem importante ou mesmo desimportante da política americana. Tal é o nível de “proximidade” que tenho com essas pessoas.

C) “Olavo transformou parte dos filhos em discípulos ou sócios da sua empresa. Por isso há um silêncio sobre os seus desvios de conduta, diz a entrevistada.”

Comentários:

1. Não tenho empresa nenhuma, portanto nem sócios. E, fora as despesas de manutenção que tive com o Pedro e a Leilah – que chegaram aqui menores de idade –, o ÚNICO dos meus filhos maiores que recebeu de mim algum benefício financeiro, aliás considerável, foi a própria Heloísa, a “entrevistada”.

2. Da parte dos meus outros filhos, não houve nenhum “silêncio”, e o sr. Zambarda sabe perfeitamente disso. Todos se pronunciaram aberta e publicamente, desmentindo a hedionda acusação criminal de haver recebido de mim ameaças a mão armada. E estão prontos a depor em Juízo confirmando o que disseram.

3. A insinuação de silêncio cúmplice, além de ser, por isso, falsa e caluniosa em si mesma, ainda dá a entender que, na mente do sr. Zambarda, todos os meus filhos são venais, exceto aquela que aceita dinheiro para fazer a caveira do pai. Com isso, o sr. Zambarda fornece o mais perfeito retrato moral de si mesmo.

É um canalha da mais baixa espécie.

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Nando Moura Prof. Olavo, o senhor vai processar todos esses sacanas?
Se for, nós mobilizamos um crowndfunding para custear tudo.

Olavo de Carvalho Obrigado pela sua generosa oferta, Nando Moura. Mas prefiro que, em vez de crowdfunding, haja apenas uma inscrição em massa no meu curso sobre o Mário Ferreira dos Santos, que anunciarei em breve. Se você me ajudar nisso, ficarei imensamente grato.

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Qualquer pessoa medianamente inteligente, e interessada na verdade em vez de fofocas, deve perceber, à primeira vista, que as historinhas da Heloisa são puras invencionices mitomaníacas. Pegam um pedacinho de fato e tecem em torno dele as variações mais emocionantes que a sua imaginação encontre no momento e que lhe pareçam as mais propícias a queimar a minha reputação.
Para eliminar qualquer dúvida a esse respeito, bastaria lhe fazer as seguintes perguntas, que um jornalista profissional qualificado (o que não é o caso do Zambarda) teria a estrita obrigação de fazer:
— De todas essas coisas que você está contando, quais você testemunhou pessoalmente e quais recebeu de outras fontes? E quais são essas fontes?
Por exemplo, se ela admite que viu o Guilherme Almeida apenas três ou quatro vezes, no Paraná, como pode saber o que ele fez ou deixou de fazer nos EUA? E se só o viu durante o tempo em que eu vivia no Brasil, como pode saber do que ele fez desde 2005, quando vim para os EUA?
São perguntas elementares e indispensáveis ante qualquer depoimento, jornalístico, policial ou judicial. Zambarda e, é claro, os Veadascos, fogem delas com horror.

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Ainda estou aguardando o nome do cidadão que, segundo a Heloísa, teria abusado dela com uma passada de mão na bunda. A mim me parece óbvio que só se pode acusar alguém de omissão ante um crime quando se tem alguma prova ou pelo menos um indício, por vago e remoto que seja, de que o crime aconteceu. Até agora, não veio nada, picas, porra nenhuma. Só bolhas de sabão verbais.

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Entre os favores que devo ao Guilherme Almeida, e que não têm absolutamente nada a ver com o alegado financiamento da minha permanênca nos EUA, esqueci o principal: foi ele quem, num jantar, me apresentou o Guilherme Afif Domingos, então presidente da Associação Comercial de São Paulo, o qual depois me convidou a escrever no “Diário do Comércio” como correspondente nos EUA. Eis aí quem financiou tudo: o meu salário de colunista daquele que era então o jornal mais elegante e inteligente da cidade de São Pauo, dirigido pelo grande Moisés Rabinovici.

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Nesse sentido, não é errado dizer que, indiretamente, devo ao Guilherme Almeida a minha vinda para os EUA. A imaginação mitomaníaca transfigura isso num patrocínio financeiro de doze anos, e ainda com vagas conotações criminais suficientes para molhar as calcinhas de inumeráveis Rochelles.

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Até nos detalhes mais irrisórios o depoimento da Heloísa é pura maluquice. Ela jura que a minha casa é uma bagunça dos diabos e depois diz que me dou o luxo de ter uma “doméstica”.

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Hoje em dia neguim ganha dois likes no Facebook e já diz que é “figura pública”.
Um cidadão que não lembro quem seja me informa que vai ter um debate com outro do qual também não me recordo, e provar que não é conservador e sim de esquerda.
Ótimo. Que sejam felizes e não me encham o saco.

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Alguns comentários na minha fan-page são amostras significativas de como uma quadrilha de ladrões conseguiu passar por santa e governar o país por doze anos.
Minha filha Heloísa se une aos meus mais cruéis e mendazes caluniadores, me acusa de toda sorte de crimes, fala o diabo dos irmãos, recebe dinheiro por isso e, quando respondo apenas que ela não está boa da cabeça, o sádico e malvado sou eu.

Jefferson Repetto Lavor Respeito a delicada questão familiar do amigo, mas creio que ‘me arvorando em seara alheia’ ela, a Heloísa, pelo que ela me disse, te ama cara, mas me parece que dói à ela dizer isso. Longe de ela estar fora de lucidez, creio, me arvorando mais, é coisa de filha e de pai, que respeito. E outra, os governos se alternam, como sabes mais do que eu, e é muito mais que só 12 anos. Só o PT foram 13 e o PMDB que nunca foi lá partido, além de interesses, não poderá ser nada entre muitos desde 1500. De 1889 para cá, para sermos mais precisos não venha me dizer que o Marechal Floriano Vieira Peixoto, foi flor que se cheirasse: assassino, inclusive dos que o ajudaram. Pois bem, acho, afinal grandioso comentares as suas questões familiares, pois muitos acham que és o Super Homem da Lógica, entre os quais me incluo.

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Jefferson Repetto Lavor É preciso ser MUITO canalha ou muito idiota para chamar de “questão familiar”, só porque a minha filha está envolvida, um conjunto de crimes de calúnia cometidos por uma uma gangue de celerados que há anos se dedica a esse tipo de atividade. Essa expressão resulta em insinuar que a minha vida privada é como os criminosos a descrevem. Retire o seu comentário ou serei obrigado a bloqueá-lo. Não considero você meu amigo e acho um acinte que você assim se intitule. Não o conheço nem desejo conhecer.

P. S. – Se. em vez de retirar o comentário já e sem discussões, você se atrever a justificar-se ou a desconversar, será bloquado de qualquer maneira.

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Uma filha que, por dinheiro, comete os mais aberrantes crimes de calúnia contra o pai e. no mesmo ato, diz que o ama, está fazendo pirraça de menina de três anos com armas de uma criminosa de cinquenta. Nem toda a compaixão do mundo pode curar uma alma que se deixa corromper a esse ponto. Só um milagre, o qual, convém lembrar, não é exigível.

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Os ataques que venho sofrendo são um CONCURSO DE CRIMES, planejado e executado, EM ASSOCIAÇÃO, por uma quadrilha de pelo menos SETE pessoas, Chamar isso de “pirraças de filha” é associar-se aos criminosos, estigmatizando como nervosismo de pai o meu direito de defesa.

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Antes de vir com essa conversa sentimentalóide de “questões de família”, responda, palhaço: Pedro Zambarda de Araujo é meu filho? Caio Rossi de Oliveira é meu filho? Carlos Velasco é meu filho? Jorge Velasco é meu filho? Emerson Setim é meu filho? Dani Schweri é minha filha? Rochelle d’Abreu Cysne é minha filha?

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É arqui-sabido que o assédio judicial foi, por décadas, o procedimento usual empregado pela tariqah do sr. Frithjof Schuon para calar a boca daqueles que lhe pareciam, por uma razão ou outra, seus inimigos temíveis. Está fazendo TRINTA ANOS que fui absolvido num processo por apropriação indébita que me foi movido por membros dessa organização.
Decorrido todo esse tempo, a ânsia incontida de me acusar de alguma coisa, de QUALQUER coisa, leva a sra. Rochelle d’Abreu Cysne, vendo a dificuldade de sustentar as acusações que me faz a gangue da minha filha Heloísa, a me imputar de novo o mesmo crime, mediante a tese aberrante e imoral de que absolvição por falta de provas não é absolvição: é “favorecimento”.

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De vez em quando aparece algum cidadão repetindo ensinamentos meus, mas colorindo-os com suas próprias idéias conspiracionistas, ufológicas, profetológicas — quando não fascistas, misóginas ou coisa similar –, as quais acabam, mais dia, menos dia, por neutralizar o material olavético originário. Creio que muitos de vocês já perceberam isso. Só peço que vocês mesmos aprendam a distinguir alhos de bugalhos e me poupem de examinar pessoalmente essas esquisitices.

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Yuri Vieira

Não sei se notaram, mas os posts dos alunos do Olavo de Carvalho têm centenas de vezes mais curtidas do que os posts dos jornalistas que tentam difamá-lo. Os espertalhões devem achar esse fato no mínimo desagradável…

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Não percam:

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