A Carta – Depoimentos III


Conheço o Olavo há uns 4 ou 5 anos só, queria tê-lo conhecido antes, mas antes tarde do que nunca. Quando falei para um colega que descobri um sujeito chamado Olavo de Carvalho e que ele falava umas coisas bem interessantes, a primeira coisa que ouvi foi: “Esse cara é nazista”. Procurei as evidências desse nazismo e não encontrei, pelo contrário, vi que tinha um grupo que o acusava era de ser sionista! Desde então eu já vi o Olavo ser chamado de nazista, sionista, católico tradicionalista, protestante, maçom, muçulmano, comunista (!), agente da CIA, empregado do George Soros e até de satanista. É por isso que quando vem alguém com ares de “inside information” falar mal do Olavo eu já começo a bocejar. O Olavo é maior do que a intelectualidade brasileira atual pode suportar. Como ele está muito acima, ninguém sabe onde enquadrá-lo, então cada um se reserva o direito de pintá-lo com as cores daquilo que mais detesta.

Davi Marciglio

Eu sinceramente não sei o que eu seria hoje sem a influência do professor Olavo de Carvalho. Depois da descoberta bombástica, em 2007, aqueles primeiros anos do COF, pra mim, foram uma escalada de mudanças e transformações. Se eu sou um pouco menos burro, hoje, é por causa dessa fase em que ainda vivo, mas que teve seus momentos de horror metafísico (com a minha própria ignorância antes desconhecida) a partir de 2009. Não conseguiria fazer um daqueles textões lindos que muitos têm feito e só consigo admirar e lê-los emocionado em ver que tantos, como eu, compartilham de tamanha gratidão. É possível que todos nós, fiéis alunos, tivéssemos uma ideia de que um dia ele sofreria um ataque severo. Basta compreender um pouco do fosso em que o país está afundado e o contraste com aquele profundo clima de entusiasmo pelo conhecimento, que presenciamos a cada aula, a cada raro encontro entre os alunos mais sérios, aqueles com quem, muitas vezes, nem encontramos seguidamente, mas quando estamos juntos percebemos a cumplicidade de termos sido retirados do profundo sono da brasilidade contemporânea. Como ele sempre nos ensina, não buscamos ser compreendidos, mas compreendermos o mundo que nos cerca, doa o que doer. A existência de uns Veadescos e Veadazzos é algo que sempre esperamos, dada a abrangência do bem que Olavo espalhou por este país. Isso só pode deixar o diabo indignado. E não há maior representante do diabo do que a inveja, a intriga e a ingratidão neste mundo.


 



Alexandre Borges:
Sou testemunha da extrema generosidade do Olavo. Não vou cometer qualquer indiscrição e revelar fatos específicos, mas posso atestar que ele faz o bem até a desconhecidos e sem qualquer expectativa de retorno. Falo porque já vi, não porque me contaram.
Nem estou mencionando o fato de ser o maior intelectual brasileiro vivo e praticamente o responsável por não sermos uma Venezuela. É um gigante do pensamento, alguém que inspirou e continua inspirando diretamente todos nós, mas esse não é o ponto aqui. O coração dele, acreditem, é ainda maior.
Olavo já disse sobre Viktor Frankl: “foi grande nas três dimensões em que se pode medir um homem por outro homem: a inteligência, a coragem, o amor ao próximo.” É impossível não dizer o mesmo do próprio Olavo.
Minha total solidariedade a ele, que a paz volte logo para sua bela família, que ele siga iluminando quem está aberto e disposto.
Viva Olavo!


Da página do Lucas Mafaldo:

Semana passada, descrevi um caso que não causou o espanto merecido: um jornalista decidiu propositalmente publicar uma notícia falsa para queimar a reputação de um desafeto político.

Em qualquer país sério, alguém que fizesse isso seria sumariamente demitido e o próprio jornal sofreria um abalo imenso em sua reputação.

Porém, o caso não gerou comoção alguma. Afinal, “o sujeito merecia”, disseram alguns, por supostamente ser incompetente ou ter a ideologia política errada.

(Como um amigo falou nos comentários, é o equivalente do “quem mandou usar saia” da intelectualidade.)

Agora, peço que parem um segundo e imaginem a premissa monstruosa que está implícita nesse raciocínio: quem possui defeitos pessoais ou ideias políticas diferentes das nossas não deve reclamar se for difamado pela grande imprensa.

Quem raciocina assim simplesmente não sabe o que é justiça. Essas pessoas não internalizaram que o justo/injusto é um valor INDEPENDENTE e MAIOR do que o critério do gosto/desgosto ou amigo/inimigo.

Afinal, se você acha que seu amigo merece ser tratado com justiça enquanto seu inimigo pode ser sacaneado à vontade, então você não se importa de verdade com a justiça — você se importa apenas com seu amigo.

Agora ampliem esse critério valorativo para todas as situações sociais. Imaginem que toda ida a um órgão público, audiência judicial e blitz de trânsito serão decidas sem qualquer referência objetiva, tendo apenas em conta a opinião subjetiva do sujeito sobre você.

É óbvio que isso vai virar um inferno em dois segundos. É a politização total da sociedade e o início da guerra de todos contra todos.

Porém, é só eu dizer o nome do cara que foi difamado que aparecerá um monte de gente dizendo “ah, mas esse aí merece mesmo, quem mandou…”.

***

Mas o pior é que, poucos dias depois desse meu espanto, apareceu uma difamação AINDA pior.

Tentem pensar no caso fazendo abstração do personagem: a imprensa resolve quebrar um silêncio inexplicável em torno de um dos autores mais populares do Brasil para escancarar detalhes da sua vida privada. Ou seja: até a véspera, tratavam-no como alguém irrelevante. No dia seguinte, como alguém que deve ser urgentemente destruído.

Mas a coisa fica ainda mais sinistra: a suposta denúncia tem como origem um grupo que se dedica integralmente à destruição da reputação do autor. O jornal não parece ter curiosidade alguma em investigar o fenômeno, em si mesmo estranhíssimo, de alguém ter inimigos tão dedicados. O faro jornalístico parece também insensível ao fato desses inimigos acusarem o autor de… tudo. Simplesmente: de tudo. Desde erros banais aos crimes mais sórdidos, passando por intenções contraditórias e impossíveis. Sem falar que a carta-denúncia ainda é assinada pela filha do autor, em uma história onde se misturam problemas pessoais e demandas financeiras.

Nosso investigador parece incapaz de dar o seguinte passo lógico: se alguém está sendo denunciado por tudo, é óbvio o objetivo não é a denúncia em si mesmo, mas a destruição da reputação do alvo.

No mínimo, o absolutamente mínimo, é que as pessoas dessem um passo para trás e observassem essa história com cuidado. Afinal, trata-se de uma situação envolta em um mar de confusão. Progredir nisso seria causar ainda mais injustiça.

Mas esse tipo de prudência não parece fazer parte da cultura brasileira. Tanto os jornais como várias personalidades intelectuais pareceram… comemorar o evento.

Como no exemplo anterior, é só citar o nome do personagem para aparecer um monte de gente justificando os ataques. “Ah, mas esse aí merece! Quem mandou…”.

***

Entrar em uma defesa integral da filosofia de Olavo de Carvalho é, como dizem os americanos, “miss the point”. O pressuposto seria, então, que só aqueles que escrevessem tomos filosóficos irrefutáveis mereceriam ser tratado com dignidade.

O que nos leva a outro vício cultural brasileiro: transformar toda discussão intelectual em um Fla-Flu interminável.

Se você citar o nome de Olavo, será categorizado eternamente como um “olavete”. Se discordar dele em um milímetro, irá atrair o clubinho dos anti-olavetes para uma reunião urgente na sua seção de comentários.

Mas eis o que deveria ser o óbvio do óbvio: não é assim que se lê um autor de filosofia.

Os brasileiros possuem o vício de se tornarem “X-istas”. Eles lêem as obras completas de X e passam a vida inteira defendendo X. Para essas pessoas, parece impossível que alguém leia também Y e Z e crie sua própria síntese com seus próprios miolos.

É exatamente isso que eu sempre tentei fazer (e não digo isso como mérito pessoal, pois isso é apenas a prática normal de qualquer estudante mundo afora).

Li com muito interesse parte da sua obra (aprecio muito seus comentários sobre a cultura brasileira), fiquei em dúvida em relação a algumas de suas teses (como a coisa sobre a “mentalidade revolucionária”), discordo frontalmente de outras (não partilho da sua impaciência com o Papa) e simplesmente não tenho interesse por algumas das suas referências (sempre achei instintivamente tudo relacionado ao perenialismo pura maluquice — e, pelo visto, ele também se afastou disso com o tempo).

Mas eis o que me parece óbvio: por que eu concordaria integralmente com alguém se eu mesmo estou sempre aprendendo e mudando de opinião? Leio para aprender e, quando aprendo com parte da obra de um autor, fico agradecido e sigo em frente.

Mas eis o passo que não consigo conceber: o sujeito que, por discordar de um pedaço, quer destruir… o próprio autor da obra.

O que me leva de volta à toxidade do clima intelectual brasileiro.

É o terreno do tudo ou nada. O mundo se divide entre amigos e inimigos. Justiça, estética, verdade e moral não são valores independentes: são apenas armas para meter porrada nos inimigos.

***

Talvez vocês pensem que estou exagerando. Que as coisas aí não são tão ruins. Ou talvez que aqui fora não sejam tão melhores.

Mas me digam se isso é normal: já perdi as contas de quantos professores, mesmo com cargos elevados em federais, me confessaram, olhando para os lados com sincero nervosismo, de que lêem Olavo, mas que não dizem nada por medo de terem suas carreiras destruídas.

Que tipo de país é esse onde um acadêmico tem medo de ser destruído por… ler o autor errado?

Esse tipo de pressão informal, evidentemente, existe também por outros motivos. Desde divergências teóricas e religiosas até a mera disputa por verbas. O que torna o cenário ainda mais lamentável. É pequeneza em cima de pequeneza.

Enquanto isso, sempre que vou ao Québec, saio para conversar com meus amigos da época do curso de filosofia, e, mesmo entre os eleitores dos partidos socialistas locais, eles falam dos colegas tomistas e straussianos (que possuem um peso político especial por aqui) como interlocutores dignos. Outro exemplo: o Alain Finkielkraut é considerado um autor “de direita”, mas está na Academia Francesa de Letras, nas páginas do Le Figaro, na France Culture e até convida figuras exóticas para seu programa de rádio.

É verdade que essa capacidade de diálogo tem caído, mas nada comparável ao poço sem fundo brasileiro, onde compartilhar notas difamatórias substitui a contra-argumentação.

***

Embora eu não tido a oportunidade de conviver com Olavo, eu tive algum contato com um dos seus alunos mais próximos: o Silvio Grimaldo.

Enquanto o meio cultural brasileiro está cheio de pessoas se esfaqueando pelas costas, o Silvio me tratou sempre com a mais absoluta generosidade. Já o procurei várias vezes pedindo conselhos, material bibliográfico e ajuda em assuntos variados e ele sempre me tratou com a maior atenção, sem pedir absolutamente nada em troca.

Minha impressão sempre foi estar diante de uma turma que queria apenas estudar e ajudar os outros. Exatamente o contrário da cultura média ambiente.

***

Foi o Silvio, aliás, que organizou meu primeiro e único encontro com o Olavo. Encontro, aliás, onde recebi dois conselhos que passei uma década para digerir.

O encontro ocorreu em 2008. Em um período de irritação com a carreira acadêmica, resolvi passar um semestre nos EUA. O Silvio então me convidou para ir conhecer o Olavo.

Estudante, sem um tostão no bolso, a família toda foi me buscar na estação de trem, em plena madrugada, e me hospedou pelo fim de semana. Passamos o fim de semana conversando e rindo.

Nem preciso dizer que não havia sinal algum do bicho-papão desenhado pelos difamadores. A única coisa que vi foi gente generosa e hospitaleira. Eu, um perfeito estranho, fui recebido como se fosse da família.

Embora eu nunca os tenha encontrado novamente, antes de ir embora, o Olavo me deu dois conselhos… que eu fui burro demais para por em prática.

Não me lembro das palavras exatas, mas a essência da coisa era mais ou menos o seguinte: a cultura brasileira era muito hostil e a academia brasileira era pior ainda. Em vez de voltar ao Brasil e insistir na carreira acadêmica, eu deveria ir morar fora, mesmo que fosse trabalhando em outra coisa.

Escutei o conselho, mas não quis abrir mão da academia. Até passei um tempo fora do país, mas voltei porque queria ser professor. Terminei mestrado, doutorado, pós-doutorado e ensinei em várias instituições.

Por todos os critérios exteriores, o meu sucesso nesse caminho parecia provar que o conselho dele estava errado. Mas…

… quanto mais o tempo passava, mais decepcionado eu ficava. Além dos problemas tradicionais do Brasil (violência, falta de segurança jurídica, burocracia, má qualidade dos serviços), eu não encontrava um mínimo de curiosidade intelectual ao meu redor. Ao contrário do que as pessoas geralmente dizem, o salário era a única coisa que não era ruim. Mas a falta geral de curiosidade e respeito pesava.

Teve uma hora que não deu mais. Decidi jogar tudo para cima e recomeçar em um ambiente mais agradável.

Creio que levou mais de um ano para cair a ficha: eu estava seguindo o seu conselho… com uma década de atraso.

Fui forçado a afirmar, calmamente, como quem diz uma obviedade, sem nem perceber que estava repetindo o tema do bordão:

– Caramba, não é que o Olavo tinha razão?


Depoimento da Meri Angélica Harakava

Olavo meu caro,

Sobre essa onda de fofocas e tentativas de prejudicar-te: por triste e doloroso que tem sido para ti, sei que isto é pouco perto do que passaste nos anos 80 (e um pouco todos nós que te acompanhamos na época mais desgraçada da tua vida). Enfrentaste duas seitas internacionais em sequência, sofrendo com assédio, boicote, desagregação familiar, desestruturação social e profissional, falsas denúncias, falsos amigos. Mas nunca se deixando vencer, viraste sempre a mesa, desmascarando e derrotando os mentirosos, moralmente e legalmente – sem esquecer de amparar os filhos e os amigos. Viveste durante anos num ambiente tumultuado, acolhendo na própria casa egressos das seitas (eu também), filhos e ex-esposa, uma imensidão de dramas humanos nas costas; mas nesses longos e atormentados dias punhas-te a estudar, escrever, lecionar, publicar, superando todos os adversários nos seus campos de estudo e ganhando o respeito dos melhores. Sinto-me honrada por ter lutado por isso, cedo, aos vinte e poucos anos, ter labutado nos teus cursos, escritos, publicações, ter enfrentado nos tribunais os falsos depoentes e o descrédito da sociedade. Foi duro, mas esse sacrifício na juventude foi compensado. Tenho a satisfação de ver multidões hoje constatarem aquilo que eu já sabia lá atrás: Olavo é um gênio e faz o Brasil valer a pena. E a todo momento ver manifestações do mais profundo amor e reconhecimento a ti por parte de pessoas que nunca tiveram a oportunidade de conhecer-te, que alegria isso me traz! Graças a Deus, Olavo, por teres razão, coragem, generosidade, fé inabalável, e por ajudar tantos a construir suas vidas sobre fundamentos firmes.


 

Quanto à carta de gratidão que escrevi ao prof. Olavo de Carvalho, deixo claro que refleti por muitos dias, seriamente, antes de tomar a decisão de fazê-la. Não sou aluna do Olavo, aliás nunca fui. Porém, ele fez parte de minha vida em um momento que se tornou importantíssimo em minha história, o momento de minha conversão e retorno à Igreja Católica. Como não ser grata a este homem? Como não expressar esta gratidão, que Deus sabe o quanto este senhor me ajudou, quando uma crise terrível surge sobre sua vida? Não sou ingrata. Jamais esquecerei o quanto seus artigos e palestras virtuais abriram meus olhos em direção à busca da Verdade – que irei perseguir até meu último suspiro, se assim Deus o quiser.

Se trilho hoje novas estradas de pensamento, até a isto devo-lhe gratidão. Se estas estradas rumam por outras direções, sejam filosóficas, intelectuais, ou mesmo espirituais, isto cabe somente à minha consciência. Espero com toda a força de minha alma, não perder nunca a compaixão, nem a capacidade de gratidão.

Maledicência é pecado mortal. Usem suas capacidades e tempo útil a pesquisar, escrever ou ajudar a quem enfrenta o duro combate cultural por meio da doação de suas vidas e emprego de seus esforços pessoais.


 

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22.9.2017

Pedagogia moderna:

http://www.wsbtv.com/news/local/video-teacher-is-repeatedly-slapped-during-fight-between-students/612117405

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A ideologia “multicultural” consiste, sumariamente, em ódio sem fim à massa do povão e amor incondicional aos bandidos, loucos, narcotraficantes, estupradores e similares. That’s all, folks.

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Karl Marx propôs a “crítica radical a tudo quanto existe”, mas nunca chegou a realizá-la. Não era capaz de odiar a humanidade inteira, nem de amar incondicionalmente os que queriam assá-la no espeto. Nem o próprio Georg Lukacs, que inventou a escola de Frankfurt, chegou a esse ponto. Esse privilégio estava reservado aos heróis intelectuais de 1968: Marcuse, Foucault, Bourdieu e tutti quanti.

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Nem o racismo é tão ruim quanto isso. Ninguém pode ser racista sem gostar ao menos de UMA raça, geralmente a própria.

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Vivo procurando um teórico racista que diga que a raça superior é a dos outros. Nunca encontrei.

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Nietzsche dizia que o seu próprio povo era uma bosta, que bons eram os franceses. Mas Nietzsche não era racista.

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A natureza é machista. Em todas as espécies de mamíferos, com exceção das hienas, o macho é quem manda, pela simples razão de que é difícil botar o pinto na mesa sem ter um pinto.

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Se você é contra isso, não é porque você seja bonzinho: é porque não concebe outra superioridade senão a do poder e da força.

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Não consigo ficar ofendido com nada que o Tomole diz. A voz dele é muito engraçada. Parece o Pato Donald.

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O Claudio Tomole fez curso de fonoaudiologia com o Tiririca.

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Comparada com o jornalismo do Tomole, a astrologia do Walter Mercado era uma ciência exata.

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Quem escolhe candidato pelo “sex appeal” não está procurando um presidente. Está procurando hômi.

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O sujeito quebra a cara nas primeiras páginas de “O Capital” e se sente aliviado ao saber que Karl Marx tinha hemorróidas, porque aí tem pelo menos algo a dizer contra ele.

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Quando os robôs se incumbirem de todas as tarefas e os seres humanos nada mais tiverem a fazer senão consumir drogas, aí talvez alguém entenda que a abundância universal é um flagelo infinitamente mais temível que a miséria.

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O típico pequeno-burguês da nossa época não consegue conceber que haja pessoas excepcionalmente boas ou más, Tudo o que ele enxerga são “cinquenta tons de cinza”, e o que esteja para além disso é história da carochina, teoria da conspiração ou, na mais generosa das hipóteses, “crença”, Não espanta que, nessas condições, o máximo de cristianismo que ele possa imaginar seja a “Campanha da Fraternidade”, e o maior dos demônios, no seu entender, seja — conforme a preferência política — o Lula ou o Bolsonaro.

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Sem querer, acabei de traçar o mapa cognitivo do Tomole.

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Já encontrei gente que via em Nosso Senhor Jesus Cristo uma espécie de Mahatma Gandhi. Não tive saco para explicar a diferença.

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A quase totalidade dos “formadores de opinião” no Brasil pensa por imagens estereotipadas, slogans, reflexos condicionados e sínteses confusas inanalisáveis. Pensa — literalmente — como um macaco.

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Quando você tem ódio de um filósofo porque não entende o que ele diz e se sente horrivelmente humilhado por isso, só lhe resta apegar-se a fofocas de quarenta anos atrás para dar — sobretudo a você mesmo — a impressão de que sabe alguma coisa dele.

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A representante máxima da zé-lite universitária brasileira:

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Dinheiro jogado fora, para valer, são os impostos do povão que custearam os estudos da Carina Vitral.

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Quanto custaram, ao povo brasileiro, os diplominhas de milhões de analfabetos funcionais? O Petrolão, perto disso, é trocadinho.
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Por que acham que me ofendem quando me chamam de astrólogo? Chamam-me até de jornalista!
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Asseguro e atesto, para os devidos fins, que, das cenas de “O Jardim das Aflições” filmadas comigo, o Daniel Aragão não dirigiu NENHUMA. Nem meia. Obedeceu as instruções do Josias Teófilo e não encheu o saco.
Daniel Aragão Professor, existe uma vertente do documentário comandada pelo Jonas Mekas desde o início do cinema caseiro (Anos 60, início do 8mm e 16mm) – nos anos 80 o cineasta brasileiro Eduardo Coutinho aperfeiçoou bastante o estilo do Mekas, talvez você até conheça o Coutinho pessoalmente já que ele morava no Rio – estude esses caras para você entender o que fiz quando estive em sua casa sem você ou o Josias jamais perceber. Mas não se preocupe não que só vou lançar esse filme quando o senhor morrer – deveria ter dado um Google no meu nome antes de deixar o Josias contratar um diretor fodaço como eu. 😉
Olavo de Carvalho Quando eu morrer, o caraio. Eu mesmo vou lançar a coisa.
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Se o Daniel Aragão filmou alguma cena minha em “off”, ela PERTENCE A MIM e só eu tenho o direito de exibi-la. Ele que me devolva o que é meu em vez de querer se promover na base do roubo.
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Daniel Aragão Roubei nada não, fêssô. Peguei emprestado só. Sempre esteve comigo. Quando estiver no Recife pode passar aqui em casa pra pegar pois o material é inviável de dar Upload dentro da técnologia internética gulaguiana brasileira. Garanto que serás tão bem recebido como eu fui em sua casa tantas vezes – a gente aproveita e toma um café e dá umas risadas novamente. O meu endereço é um prédio de 4 andares de frente ao Hospital do SUS Agamenon Magalhães. Se você se perder quando chegar, basta perguntar a qualquer frentista da zona norte do Recife onde mora o rasta do Opalāo bêge 😙
Olavo de Carvalho Daniel Aragão Perfeito. Andaram dizendo que você queria botar o material na internet, e eu — sinto muito — acreditei. Não tenho nada contra a divulgação, só me reservo o direito de fazê-la eu mesmo.
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Se o Daniel Aragão filmou alguma cena minha em “off”, ela PERTENCE A MIM e só eu tenho o direito de exibi-la. Ele que me devolva o que é meu em vez de querer se promover na base do roubo.
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Uma vez, um quarto de século atrás, estive bem no meio de um “arrastão” no Rio de Janeiro. Nunca me senti tão seguro e tranquilo. Os saqueadores só queriam saber de velhinhas e crianças. Homem adulto eles nem olhavam. Tive a premonição de que ali estava o futuro do Brasil.
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Perto disto, o Padre Pinto é pinto:
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Uma das melhores do genial Victor Borge:

21.9.2017

Milene Robles me enviou: é o altar natureba da Igreja Pirocólatra Veadasca:

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Tiago de Pauli

Vou rezar uma novena em nome de Olavo de Carvalho e Guilherme Hobbs.

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Quem acompanhou a 8a Jornada da Alfabetização em Casa sabe o quanto o trabalho do Carlos Nadalim é importante. Ele é a única alternativa real à obra de destruição da inteligência das crianças empreendida pelo Ministério da Educação, pelas faculdades de pedagogia e pelas escolas públicas e privadas. É por isso que recomendo o seu curso a todos meus leitores e alunos.

http://comoeducarseusfilhos.com.br/ensine-seus-filhos-a-ler-comprar-ok/?ref=A1956782S

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Da página do Pedro de Carvalho :

Estou vendo muita gente falando mal do meu pai sem conhecê-lo. Então para quem quer saber todos os podres de Olavo de Carvalho, aqui estão palavras verdadeiras de quem viveu com ele por mais de 20 anos.

– Ele é o pior jogador de futebol que já vi. Uma vez ele foi chutar uma bola parada e conseguiu pisar nela e cair.
– Ele não sabia brincar de lego. Quebrava tudo e misturava as peças.
– Ele não nos avisava com antecedência quando íamos nos mudar. Um dia ele disse que iríamos nos mudar para a França. Quando perguntei que dia, ele falou amanhã.
– Ele ria de tudo o que eu fazia e criou uma expectativa falsa em mim. Eu achei que era a pessoa mais engraçada do mundo, mas na escola ninguém ria das minhas piadas.
– Ele sempre foi muito exagerado. Quando eu pedia para ele me comprar um sanduíche no McDonalds ele me comprava treze.

Para vocês verem que horror de pessoa ele era. Esses foram os piores detalhes da sua profunda personalidade.

– A pior de todas é que eu nunca consegui respeitar muito meus professores. Eles pra mim estavam tão longe do meu pai que eu os considerava meus peers.

Te amo pai. Logo esqueceremos dessa maluquice toda e voltaremos a trazer sorrisos e risadas para sua vida.

Sem o Pedro a vida seria muito, muito triste.

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Depois de ouvir as gravações de conversas que a minha filha Heloisa teve com alguns dos meus alunos (as quais só divulgarei em último caso), estou cem por cento persuadido de que ela se encontra num estado de desequilíbrio mental alarmante, causado por uma sucessão de acontecimentos traumáticos quase simultâneos — morte da avó, fim do casamento, ruptura de relações com a mãe e com os três irmãos que lhe eram mais próximos, desastre comercial seguido de ameaças de agressão emorte, desmoralização pública por esse motivo –, além de alcoolismo compulsivo e talvez uso de drogas pesadas. Ela não me parece capacitada a avaliar racionalmente as conseqüências de seus atos e palavras. Súbitas mudanças de atitude, da afeição à agressividade extrema, manifestada até mesmo em AMEAÇAS DE MORTE que ela proferiu contra pessoas que não lhe haviam feito mal nenhum –, começaram a surgir desde uns meses atrás, denotando o início de uma crise psicótica, ou no mínimo pré-psicótica. Obviamente os meus inimigos mais perversos, que todos vocês conhecem, viram nisso a chance de ouro de ampliar num escândalo de mídia a obra de difamação sistemática até então limitado a blogs e a páginas do Facebook. Fingindo-se de amigos e prometendo ajuda financeira, induziram a Heloisa a esboçar a “carta aberta” à qual eles mesmos deram a redação final, patrocinando-a e distribuindo-a a um vasto público, bem como a órgãos de mídia, alguns dos quais não tiveram escrúpulos de publicá-la e mantê-la no ar a despeito de contradições patéticas do texto e mesmo depois que o crime mais grave ali relatado — ameaças que eu teria feito, de arma em punho, contra alguns dos meus filhos — já tinha sido desmentido em público PELAS PRÓPRIAS VÍTIMAS ALEGADAS, que declararam jamais ter recebido de mim qualquer tipo de ameaça, muito menos a mão armada. Trata-se evidentemente de um CONCURSO DE CRIMES, orquestrado e realizado mediante a manipulação cruel e desumana de uma doente mental. A batalha judicial que isso requer é imensa, ameaçando consumir o meu tempo e todos os meus recursos por muitos meses à frente, atrapalhando um bocado o prosseguimento normal dos meus estudos e do meu trabalho. Por isso peço abertamente a ajuda e a compreensão de todos os meus alunos e amigos e agradeço do fundo do meu coração aquilo que já fizeram por mim e — espero — continuarão fazendo até o fim desse pesadelo macabro.

*

Mensagem da Sandra Regina Ouro :

Professor Olavo,

Queria ter escrito antes, mas estava enrolada aqui e não sabia bem o que escrever para te dar um carinho, um pouco de apoio. Daí tive a idéia do que eu vou escrever aqui mas não dava para postar no face porque não ia conseguir escrever em poucas linhas, ia ficar muito grande para um post. Inspirada pelo post do seu filho Davi, em e da Paula Felix, em sua defesa, o que vem a seguir, é a tentativa de narrar um momento agradável que passamos e que para mim teve uma dimensão imensa, que o senhor nem imagina e se eu não te contar, o senhor nunca saberá. Como o senhor gostou do que a Paula Felix postou, de ter ganho muitas filhas, fiquei menos envergonhada de parecer piegas e pueril para o senhor. Tenha paciência com a “qualidade” da escrita.

Meu pai me ensinou a atirar, com uma espingardinha de chumbo, eu devia ter uns onze, doze anos, num terreno baldio que havia do lado da nossa casa. Havia uma casinha velha no meio dele e uma mureta, que talvez possa ter sido uma parede algum dia. O papai colocava latas de óleo de cozinha sobre a mureta para servirem de alvo. Ele ensinava a mim e ao meu irmão, cinco anos mais novo, a colocar o chumbinho, armar a espingarda e atirar. Meu irmão, tadinho, era muito novinho, errava todas. Eu acertava todas e, claro, amei o esporte. Depois meu irmão cresceu um pouco e eu continuava acertando tudo e ele errando quase tudo. Ele ficava doido com isso.

Começou aquela palhaçada de campanha do desarmamento, e eu não podia mais dizer que gostava de atirar, porque isso fazia de mim uma monstra. No entanto, eu tinha aquela lembrança boa, que comecei a acreditar que era um mal instinto mesmo. Passei anos pensando isso. Quando comecei a acompanhar o senhor, descobri as influência do Poder na vida de todos nós, da qual eu não fazia a menor idéia, em vários aspectos, inclusive na importância do desarmamento para o Estado. Mais importante para mim, que coisa mais linda e que libertador, foi descobrir que eu não era anormal nem monstruosa por gostar de atirar com espingardinha de chumbo!

Na data desta foto, fomos visitar o senhor, a Dahise, a Lilian e eu, com uns quarenta livros para o senhor autografar. Desculpa! Não faço nunca mais isso com o senhor! Mas, enquanto autografava pacientemente os livros e conversava conosco sobre resistência civil pacífica e outras coisas, e o senhor nos convidou algumas vezes para a irmos lá no fundo, no range, para dar uns tirinhos. Imaginava que só estava sendo gentil, então eu ficava na minha, por timidez, e não querendo abusar da sua hospitalidade. Por dentro, estava doida para ir lá atirar, por fora tentava parecer uma lady, com cara de monalisa, por educação, fingindo, creio que muito mal, indiferença. Até que o senhor tomou atitude: levantou e falou, vamos lá dar uns tiros.

A gente foi. Graças a Deus!

No caminho para o seu range, a impressionante similaridade da disposição do cenário me deu a sensação de estar fazendo uma viagem no tempo. A casa à direita, árvores a esquerda e ao fundo, aquele barulhinho das folhas no chão sob os nossos pés a cada passo, cheiro de mato. Eu só tinha atirado com chumbinho e, pela primeira vez, iria atirar com arma de verdade.

O senhor perguntou “quem vai ser a primeira? “, o coro das amigas respondeu “a Sandra”. Lá fui eu, nada ofendida. O senhor explicando tudo, me ajudando a segurar a arma. A Winchester, era pesada. Neste momento, um calor me envolveu, era tanta coisa invisível acontecendo ao mesmo tempo, dentro de mim. Prestando atenção ao que o senhor explicava, ansiosa e com um pouco de medo, afinal era uma arma de verdade, saudade do meu pai e ao mesmo tempo felicidade de ter mais um pouquinho dele, ainda que remotamente ali com o senhor, vontade de chorar. Já tinha vivido aquilo, e o senhor, sem saber, me fazendo reviver um dos momentos mais incríveis que eu tive. Tudo parecido, mas tudo novo. Se quando menina a arma era de faz de conta e o pai de verdade, naquele momento era um “pai” de faz de conta com uma arma de verdade. E o que o senhor nos ensina? A apreciarmos a verdade, a realidade. A Verdade, que transcende o tempo e o espaço. Esta é a sua orientação para todos os que se dispuserem a aprender.

Eu nunca fiz aquele exercício de deitar no chão, num jardim ou no mato, que o senhor até menciona no filme Jardim das Aflições, mas acho que esta experiência teve um efeito parecido. E isso da questão das armas, que era importante para mim desde cedo, foi só uma das muitas questões em que, graças a sua influência, eu consegui enxergar para além do que “era permitido”.

O senhor acaba sendo, sem querer, de muitas formas e em muitos sentidos, um pai pai para nós, seus alunos. Um dia eu te conto da minha conversão (ó não! Outro textão!). Se eu tiver alguma chance de ir para o céu, se um dia a gente se encontrar por lá, a responsabilidade é, em grande parte, sua. Não reclame! Rs

Eu tenho muito muito muito o que agradecer, professor Olavo, por tanto que o senhor faz por todos nós e por tanto que o senhor transformou na minha vida. Obrigada por tudo tudo tudo e por ter me dado aquele momento de lembrança, de amor e muito mais que eu não consigo traduzir em palavras. Foi o melhor e maior presente que eu jamais imaginei ser possível ganhar de alguém. Esteja adotado como “paifessor”.

Que Deus abençoe sempre sua vida e de sua família, que eu amo muito também.

Um beijão e um abração para o senhor, extensivo a todos aí, especialmente para a Roxane. Morro de saudades de vocês!

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Um aspecto facílimo de comprovar é que Veadascos e Rossis — agora com a ajuda da minha filha Heloísa — buscam desesperadamente QUALQUER COISA da qual possam me acusar, pouco lhes importando se é grande ou pequena, significativa ou irrisória, real ou irreal, atual ou de meio século atrás. Ciscam como galinhas alucinadas, maliciando e deformando TUDO — fatos ou palavras –, tentando dar a tudo ares de crime e monstruosidade, excluindo “a priori” que algum dia eu possa ter feito algo de bom ou respeitável, por mais mínimo que seja.
O intuito difamatório não poderia ser mais evidente.
Não se trata de “críticas” — pois em parte alguma discutem a minha obra enquanto tal — mas de uma CAMPANHA DIFAMATÓRIA sistemática e persistente.
Qualquer um pode comprovar isso com os seus próprios olhos.

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Mensagem do Luiz Gonzaga De Carvalho Neto e do Tales de Carvalho:

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Meus SETE filhos já desmascararam a farsa das “ameaças a mão armada” — a acusação mais pesada que apareceu na “carta aberta” preparada e patrocinada pelos irmãos Veadascos.
Querem agora que eu desminta também os gemidos de prazer ouvidos à distância, o pedófilo anônimo passador de mão (que a acusadora insiste em proteger), os fetos que depois de mortos e devorados continuam falando quarenta anos depois?
Querem que eu me rebaixe a contestador de puerilidades macabras?

Detalhe: antes de acusar alguém de “omisso” perante um crime, é preciso provar que o crime aconteceu.

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Recordar é viver:

https://www.facebook.com/ojardimdasaflicoes/videos/vb.617393518390274/901454453317511/?type=2&theater

Vocês acham que alguém faria uma declaração dessas sobre um pai psicótico e desumano que o ameaçou de arma em punho?

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Começa a nova série do Brasil Paralelo, que contará a história do Brasil pela primeira vez sem o viés do esquerdismo hegemônico. Para conhecer melhor a história do nosso país, inscreva-se aqui: http://bit.ly/2wQbQpu

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Recordar é viver:

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Mensagem do Percival Puggina

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Da página da Nancy Galvão :

Conheço o Olavo de Carvalho desde 1987. Estava em um período ruim de minha vida, frágil. Fui apresentada às suas aulas, que aconteciam em sua casa no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Comecei a frequentar o curso, sem pagar, porque não tinha dinheiro. Era uma casa aberta a quem quisesse estudar, trabalhar. Nunca precisei comer lá, mas muits faziam. Conheci todos os seus filhos, o mais novo, Pedro de Carvalho ainda estava na barriga da Ro. Mudei para o Rio de Janeiro é continuei a frequentar, sem pagar ainda, suas aulas. Nunca significou que ele era rico, ao contrário, ele sempre lutou muito porque enxergava a necessidade do que fazia. Nos fazíamos aulas, ríamos, atravessavamos a noite aprendendo com ele. Não, nunca o considerei um guru, nunca achei que ele fosse perfeito. Nem precisa ser. Minha vida intelectual, pessoal e profissional ficou com outra qualidade depois das aulas dele. Hospedei ele em minha casa, assim como outras pessoas aqui. Depois, ele pagava o aluguel. Passei Natal com ele. Fazíamos Saraus. Enfim, continuo e continuarei ao lado dele e de sua família. Dá para entender que, na falta de quesitos morais e intelectuais, pessoas queiram destruir seu coração, sua alma. Mas, que ele conte com nosso amor, com nosso respeito e confiança. E o que precisar. Um grande beijo Olavo, Roxane Carvalho Leilah Pedro Carvalho

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É claro que não vou discutir com a minha filha nem dizer nada contra ela, mas publico isto só como amostra de que ela não se encontra em bom estado de saúde mental. Leiam com atenção.

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O conjunto “filhos” pode conter algum elemento que não seja um deles?

Também revela confusão mental ela dizer que nem liguei para o seu psiquiatra para saber do estado dela, quando fui eu quem, por meio da Roxane, telefonou a ele pedindo que a atendesse — numa ocasião em que ela estava em plena crise — e depois novamente para saber dos honorários, que ele generosamente se recusou a receber.

É a coisa mais autocontraditória que tenho lido nos últimos tempos.

Que raio de filho é esse, que não entra na lista dos meus porque o gerei, mas porque a Heloísa lhe escreveu o nome?

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Nóis aqui só é bonzinho na frente das visita. Quando elas vai embora nóis só fica comênu feto, fazênu missa negra, provocânu uma guerra mundiar e encostânu revórvi na cabeça das criancinha. Quando uma das visita fica aqui durante uns mêis, nóis passa mar por síndrome de abstinência de ritos satânico.

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A incapacidade de perceber ironia ou sarcasmo é sinal seguro de doença mental.

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Mensagem do Percival Puggina :

Querida amiga Roxane. Estou acompanhando o sofrimento de vcs. Hoje, enquanto lia algumas mensagens que chegavam para o Olavo, em voz alta, para Mariza, engasguei e chorei. Como dói a injúria! Escrevi o texto que segue para ser postado aí. Poderia fazê-lo aqui, mas o assunto ainda não repercutiu e se o fizesse estaria ampliando o círculo da maldade. Se for útil, dispõe dele. Se o caso repercutir aqui, eu o publicarei como contestação. Bjs, meu carinho e orações.
***
Há muitos anos, tantos que não consigo mais precisar quando – mas foi lá pelo início dos anos 90 – recebi um convite do Olavo de Carvalho para reunir-me com ele e outras pessoas em São Paulo. Iríamos conhecer-nos e trocar ideias sobre os rumos do Brasil. Estranhei o convite porque eu era apenas aquilo que ainda sou, um discreto colunista provinciano interessado em Política. Como um filósofo do centro do país, com brilhantes artigos publicados assiduamente nos principais jornalões, havia tomado conhecimento da minha modesta existência? Até hoje não sei a resposta e não a obtive sequer quando compareci àquele e a outros encontros que se seguiram, em São Paulo e Curitiba. Nesses encontros conheci, entre outros, a Graça Salgueiro, o Heitor de Paola, o José Monir Nasser e o Nivaldo Cordeiro. Convivi com ele e sua família quando, morando em Curitiba, convidou-me para gravarmos um programa de TV com a participação do saudoso José Monir sobre meu livro “A tragédia da Utopia”. Se, por um lado, nesse breve convívio, conheci um sábio que passou a influenciar fortemente minha formação – ainda que nunca tenha sido formalmente seu aluno -, por outro conheci sua família, dormi na casa deles onde fui acolhido de modo doce e amável pela Roxane e pelos filhos, então pouco mais que adolescentes. Vi um lar como poucos, uma usina de amor e sabedoria (mais ou menos a mesma coisa, não?) que alguns anos mais tarde, desde a Virgínia, iria se derramar em proporções inimagináveis pelo país inteiro e mundo afora. Assisti isso acontecer com reflexos e numa proporção que só Deus conhece. Alunos do Olavo multiplicam-se por toda parte. No meu amado grupo de estudos, que há bom tempo se reúne semanalmente na minha casa, quase todos são alunos do Olavo. Jovens e idosos, nos vários ambientes que frequento, o mencionam, intuindo uma conexão que resiste à distância e aos muitos anos sem nos vermos e sem nos falarmos. Sinto que o Brasil ficou melhor graças a Olavo de Carvalho, de longe o intelectual que mais o influenciou positivamente no século 21. Durante anos li como quem come mel, lambuzando-me, os artigos que o Olavo escrevia para a principal página de opinião de Zero Hora dominical. Quando ele se desentendeu com a editoria do jornal, em 2006, ZH convidou-me para substituí-lo. Lembro que hesitei e, por isso, escrevi a ele, sabendo-o incomodado com o tratamento que recebera. A resposta que me enviou fala de sua grandeza de alma: “Fico feliz que sejas tu a defender aí nossas posições”. E foi o que tratei de fazer nos onze anos subsequentes. Enfim, escrevo estas linhas ferido, como milhares amigos, alunos e admiradores do Olavo com a injúria de que foi vítima. Dói-me a dor que ele expressa nos breves textos destas últimas horas. Dói-me. Trancou-me a voz ler a carta do filho Pedro. Se a pessoa que o acusa está perturbada, e o relato que faz é desmentido por todos os irmãos, aqueles que a incitam sabem o mal que fazem e são movidos por sentimentos tão desprezíveis que deveriam ser desprezados.
Difamar o Olavo é uma tarefa impossível porque sua fama supera toda falsidade. Mas a injúria fere, faz sangrar o coração e meu amigo sofre com isso. Caiu-lhe nos ombros uma cruz. Que o Senhor do bem, com nossas orações, lhe faça mais leve o peso no corpo e no espírito.

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Da página do Davi de Carvalho :

Nos porões da minha vida.

Agora há pouco, tive a infelicidade de ler um texto da Sei-lá-o-que Macedo, que dizia que minha mãe, meus irmãos e eu, morávamos no porão da casa da Vicente Prado.
Na verdade, nós vivíamos pela casa inteira. O escritório do meu pai era a parte mais reservada da casa, mas mesmo assim, ele nunca nos impediu de entrar.
Certa vez, eu e o Tales fizemos uma poção de molho inglês com shoyu, esquentamos e colocamos na xícara dele. Chegamos no escritório, como os melhores filhos do mundo, e entregamos a xícara para ele, que foi logo tomando um generoso gole. Ele imediatamente cuspiu todo em cima da mesa e exclamou: “que porra é essa? O que vocês fizeram?”. Nós saímos correndo e gargalhando pela casa. Ele nunca nos deu uma bronca por causa disso, mas aposto que até hoje ri dessa história.

Outra situação que sempre acontecia: nós tirávamos absolutamente todos os livros da estante, e montávamos um labirinto para o gato passar, colocando, muito estrategicamente, uma sardinha ao final do trajeto. Da mesma forma, nunca levamos uma bronca. Depois que o gato completava seu percurso, meu pai pacientemente juntava todos os livros e colocava de volta na estante.
Foi mal pela bagunça, Pai.

Mas, voltando ao que interessa: o porão.
O porão da casa da Vicente Prado era bem grande. Ou talvez eu fosse muito pequeno. Lá tinha uma sala de aula e várias cadeiras, de metal com assento plástico. O Gugu, o Tales e eu, como bons anjinhos que eramos, empilhávamos todas elas em um canto, com almofadas, cobertores e lençóis, e passávamos horas brincando de alpinista. De novo, nenhuma bronca.

Além desse porão, acho que a Sei-lá-o-que Macedo deveria saber que houve outro porão na nossa vida: o da casa da Escola Júpiter.
Alguns alunos compraram, sebe-se lá o motivo, vários sacos com pequenas bolinhas de isopor. Esse porão, acho eu, não era tão grande, então nós abrimos todos os sacos e espalhamos tudo, para brincar de piscina de bolinha. Não contentes, o Gugu teve a brilhante ideia de nos molharmos com a mangueira e mergulharmos nas bolinhas, para brincar de homem das neves. Fizemos exatamente isso, e fomos até o gramado para mostrar para o meu pai e… Bom, não preciso dizer que foi parar bolinha por todos os lados.
O que ele nos disse? “Vocês vão juntar todas essas bolinhas do gramado.”
Nessa hora, a brincadeira perdeu a graça, e nem preciso
dizer que essa foi a última vez que o homem das neves foi visto.

Em nenhuma dessas vezes nós levamos bronca, castigo ou qualquer coisa parecida. Em nenhuma dessas vezes, meu pai estava armado e nos ameaçou. Pelo contrário, ele sempre deu risada, como tenho certeza que vai fazer quando terminar de ler isso.

*

Depois de o Paulo Porcão, que posava de católico tradicionalista, confessar que é comunista, só faltava mesmo os Veadascos e o Caraio Rossi, que também se fingem de “defensores da fé”, se aliarem a essas fortalezas do petismo que são o Brasil 171 e o Diário do Cu do Mundo. Todos, com o tempo, acabam se revelando.

*

QUEM, senão psicopatas consumados, pode alegar como prova de crime um processo em que o réu foi INOCENTADO PELA JUSTIÇA?

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Acabo de ler, mas não posso divulgar, a mensagem que o meu filho Tales de Carvalho enviou ao nosso amigo comum Pe. Luis Luís Filidis.
É uma demonstração de respeito e amor filial que atesta, acima de quaisquer diferenças de opinião em matéria religiosa, a boa índole e o coração nobre desse meu filho querido, que nunca me causou dor senão a da saudade.

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Da página do Antonio Emilio Angueth de Araujo:

quinta-feira, setembro 21, 2017

O Olavo de Carvalho também apontou uma arma para mim. Só que ele atirou!

Dizem por aí que uma filha do Olavo anda dizendo que ele apontou uma arma para ela, e outras coisas mais.

Para mim, ele apontou não uma, mas várias, durante anos, desde 1999. A primeira bala que me atingiu foi um livrinho sobre erística, que naquela época era palavrão para mim. Feriu-me profundamente; feriu minha enorme ignorância. Depois, esse atirador de elite, um verdadeiro snipper, me feriu com o Imbecil Coletivo. Como eu era professor universitário, me senti incluído no coletivo e me achei bastante imbecil. Meu amor próprio, a tal auto-estima, foi para o hospital. Outro petardo veio com o Jardim das Aflições, que me causou várias aflições. Com mais de quarenta anos e com dois filhos para criar, eu não podia ficar muito tempo no hospital e esperava que o Olavo tivesse pena e parasse de me atirar. Mas não. Ele continuava semanalmente com seus artigos em vários jornais nacionais e com vários livros: sobre o futuro da inteligência brasileira, sobre os quatro discursos de Aristóteles, etc. Tudo parecia se destruir frente a chuva de balas que me atingia. Esse cara é, na verdade, um exército em posição de ataque.

Como não conseguia sair do hospital, levei meus filhos para lá e eles começaram a levar balas. Com o tempo, com os cursos e os vários livros que lemos, descobrimos que estávamos no Brasil e não no hospital. A percepção do Brasil como hospital foi nossa maior descoberta. Descobrimos também que não havia médicos nesse hospital, exceto o Olavo. Aquelas balas, que sentíamos como balas, eram os remédios amargos que ele nos fazia tomar, para nos curar.

Pouco a pouco, começamos a melhorar. Não saímos do hospital, pois ele é muito grande, mas agora tomamos as balas, ou melhor, os remédios, com gratidão, com afeto. Um dia, quem sabe, seremos também bons snippers.

Que Deus abençoe o grande Olavo!

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No meio de tantas invencionices difamatórias grosseiras que os Veadascos e seus parceiros colocaram em circulação, era impossível que, aproveitando-se da situação, não aparecesse pelo menos um cúmplice com ares de intelectual, tentando dar à difamação as cores róseas de uma contestação respeitável.
Não sei quem é o autor da porcaria enfeitada (v. https://www.facebook.com/AcaoAvante/posts/1525957147491223), mas, como se trata de um comunista de velho estilo, devoto confesso de Josef Stalin e hostil à esquerda “diversitária”, suspeito que seja aquele rapaz que aparecia em vídeos do Youtube vestido de soldadinho russo, coisa mais linda.
Eis aqui algumas acusações que o assanhadinho me faz:
1) “No livro ‘Aristóteles em Nova Perspectiva’, Olavo copia a tese central do filósofo e professor italiano Giovanni Reale.”
RESPOSTA: Desafio o cidadão a me mostrar livro e página onde o prof. Reale, ANTES OU DEPOIS DE MIM, tenha enunciado a tese central do meu livro, isto é, que a Poética, a Retórica, a Dialética e a Analítica sejam partes de uma ciência única do discurso, subentendida nos textos de Aristóteles. Ele não cita NADA. Joga a acusação no ar, com a esperança de que acreditem na sua mera palavra.
2) “Aliás, Olavo se gaba de ter sido o primeiro a divulgar a figura de Eric Voegelin no Brasil, o que também é mentira.”
RESPOSTA: Como posso ter-me gabado disso, se na página 368 de “O Jardim das Aflições”, de 1995, cito como fonte o livro do meu falecido amigo Nelson Lehmann da Silva, “A Religião Civil do Estado Moderno”, publicado DEZ anos antes, a primeira tese consagrada a Eric Voegelin por um brasileiro?
O que afirmei, sim, foi que fui o primeiro a difundir a obra do filósofo alemão NA GRANDE MÍDIA, o que é verdade estrita.
3) “Olavo não faz plágio apenas com conservadores. Foi dos marxistas da primeira metade do século XX que ele roubou o termo ‘paralaxe cognitiva’, que vende como seu. Slavoj Zižek, filósofo marxista contemporâneo, aborda a paralaxe cognitiva num estudo recente, citando os pensadores marxistas responsáveis pela criação do termo.”
RESPOSTA: Num artigo de ONZE anos atrás (http://www.olavodecarvalho.org/o-futuro-da-pustula/), já expliquei que entre a “paralaxe” tal como a entendo e tal como aparece entre os marxistas, principalmente Zizek, há apenas uma coincidência de termos, encobrindo conceitos totalmente diferentes e até antagônicos. Eis o que escrevi na ocasião:
“A paralaxe assim definida é um fenômeno específico, perfeitamente distinto, identificável historicamente.
Por isso mesmo convém explicar que esse fenômeno não tem nada a ver com aquilo a que o filósofo esloveno Slavoj Zizek (creio que isto se pronuncia Tchitchék) dá o mesmo nome no seu recente livro ‘The Parallax View’ (MIT, 2006), que ele próprio considera o seu magnum opus. Paralaxe, para Zizek – autor bem conhecido no Brasil desde a edição de duas das suas obras pela Boitempo –, é a descontinuidade entre uma coisa e a mesma coisa vista sob outro aspecto qualquer. Por exemplo, as regras monásticas de São Bento e a conta de telefone de um mosteiro beneditino. Ou o conteúdo deste artigo e os problemas matrimoniais do jornaleiro da esquina. Ou a filosofia de Slavoj Zizek e a fórmula da tinta com que seu livro foi impresso. Zizek acredita piamente que o exame de qualquer idéia sob um ângulo paralático tem o poder de revelar os pressupostos ocultos dessa idéia — um método que subentende a total indistinção entre as conexões lógicas e as curiosas coincidências. Entre os moleques da minha escola, chamávamos a esse tipo de investigação “o estudo da influência das barbatanas de tubarão nas marés”, mas creio que nisso ainda estávamos mais perto de alguma continuidade efetiva.
A paralaxe como a entende Zizek já era conhecida pelos antigos gregos, que a denominavam ‘metábasis eis allo guénos’, confusão de gêneros, e abandonaram o seu estudo por não querer dispersar neurônios com uma coleção infinita de semelhanças e diferenças irrelevantes. Aristóteles, com sua distinção entre os significados múltiplos do ser, e Leibniz, com a observação de que cada mônada contém em si a infinidade de suas diferenças para com todas as outras, disseram tudo o que havia para dizer de importante a respeito. Mas Zizek acredita ver em cada exemplo de paralaxe (no sentido dele) uma antinomia absoluta, insuperável dialeticamente, o que leva, em última instância, a admitir que a impossibilidade de fazer um gato empalhado miar é um problema filosófico tragicamente sério.
Para alívio geral da inteligência humana, no entanto, em muitos casos a descontinuidade alegada por Zizek não existe a não ser para quem imagina que ela existe. O exemplo mais lindo é o que ele chama de “paralaxe vaginal”. Sob esse nome ele designa a existência de um “abismo ontológico absoluto” entre a vagina considerada como canal do prazer e como conduto do parto. Esse abismo pode ser um problema para quem sinta dificuldade de ereção quando pensa em tornar-se pai, mas, nós, que já nos acostumamos com a idéia, não precisamos nos preocupar com ele de maneira alguma, de vez que até as prostitutas de rua se permitem ignorá-lo solenemente quando nos convidam a fazer nenéns. Na verdade, a síntese dialética entre os dois aspectos da vagina não somente existe como também – quem diria? — já foi descoberta pela ciência: chama-se “gravidez”.
No fundo, porém, acho a filosofia de Zizek perfeitamente razoável. Como o objetivo que ele busca declaradamente atingir com ela é a restauração do materialismo dialético, o apelo a um método desesperado é uma simples questão de lógica. E, como ele mesmo afirma que a única razão para adotar esse método é “a decisão política” de fazer isso, temos de admitir que ele está no pleno uso das suas garantias constitucionais. Nos tempos em que o materialismo dialético era doutrina oficial na Eslovênia, ele seria fuzilado se dissesse que para justificá-lo era preciso ir tão longe. Mas, numa democracia, é direito do cidadão fazer o que bem entenda com a sua própria filosofia.
O que não creio de maneira alguma é que exista descontinuidade ontológica absoluta, ou mesmo relativa, entre as doutrinas de Slavoj Zizek e o fato de que ele seja um dos filósofos prediletos do dr. Emir Sader, mentor da Boitempo. Ao contrário: eu diria até que eles foram feitos um para o outro.”

***
Será preciso contestar o resto? Acho que não. TRÊS falsas acusações de plágio num só artigo já bastam para mostrar que o autor, intelectualmente presunçoso o quanto seja, não passa de um veadasco com talquinho no bumbum.

*

Mensagem do Silvio Grimaldo :

Em 2006, fui visitar o professor Olavo de Carvalho e sua família em sua casa na Virgínia. Eu já era seu aluno desde 2002, mas nunca tivemos qualquer contato fora do auditório da É Realizações, em São Paulo. Eu era apenas mais um das centenas de alunos desconhecidos do Seminário Permanente de Filosofia e Humanidades. A visita deveria durar dois dias, mas acabei morando com eles por 8 meses. Desde então, minha vida é um vai e vem aos EUA, e a casa do Olavo, da Roxane, da Leilah, do Pedro, da Dona Olga, da Tiffany e dos bêbes tornou-se também a casa do Silvio Grimaldo. É minha segunda casa. Ou melhor, meu segundo lar. Não só porque sou um folgado que não tomou a dose diária de Semancol, mas porque desde o dia em que coloquei os pés ali, fui recebido e tratado como um membro da família.
Se alguém me pedisse para resumir o que presenciei e vivi no seio dessa família, eu diria o seguinte: ali encontramos o amor e a generosidade. Olavo de Carvalho é certamente a pessoa mais generosa que já conheci, e sua família lhe segue o exemplo de perto. É um homem extremamente afetuoso com a esposa, com os filhos e com os amigos. E também com os desconhecidos. Nunca vi ali uma briga, uma palavra ríspida, um comentário amargo. Não estou dizendo que não existam dificuldades, problemas, crises, tretas. Estou dizendo que o amor e a generosidade superam tudo, inclusive esse episódio grotesco em que uma trupe de bandidos exploram uma incapaz para tentar destruir um terceiro.
É justamente por isso, por conta do coração sem igual do nosso professor, que para cada dois Velascos que surgem de uma nuvem de enxofre com historinhas fantasiosas, levantam-se dois mil desconhecidos, anônimos, com uma história real de como o Olavo mudou suas vidas, de como os salvou da degradação em que estavam e lhes ajudou a encontrar um caminho para Deus e para a verdade. Todos nós que recebemos a vida de volta graças ao Olavo somos também seus filhos. E estamos muito agradecidos por isso tudo.
Um amor dessa magnitude, que construiu uma família de milhares de irmãos espalhados pelos quatro cantos do mundo, que procuram viver de acordo com o bem e com a verdade, certamente atormenta o Diabo e o deixa 227% putaço. Mas ele que fique lá xingando muito no twitter e se lamentando dessa puta falta de sacanagem. Nós seguimos em frente, admirando cada vez mais o cada vez mais foda Olavo de Carvalho.

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Da página da Beatriz Kicis :

Quem tem ou teve um dia a Graça de conhecer Olavo de Carvalho e Roxane Carvalho de perto conhece o amor que sua família inspira em cada um de nós. O clima é de aconchego, alegria, carinho e muita celebração pela vida, apesar e acima de todas as dificuldades e loucuras que esse mundo abriga. Amo vocês e vocês são uma fonte de inspiração e ensinamentos para milhões de indivíduos dispostos a crescerem e a aprenderem. Fiquem em paz.

*

Tem gente na internet assegurando, a sério, que eu não ter ficado traumatizado com leves bolinações sofridas na infância é prova de que defendo a pedofilia.
De fato, repito: o doidão no cinema e a véia no ónibus não me amedrontaram nem um pouco. Deveriam?
A hipótese de que eu fosse inocente demais para me assustar com essas coisas nem passa pela cabeça dessa gente.
De novo, Yeats tinha razão:

The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere
The ceremony of innocence is drowned;

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Para muita gente nesta sociedade, a inocência infantil se tornou IMPENSÁVEL.

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Não ser palhaço o suficiente para ficar choramingando traumas de infância aos setenta anos de idade é hoje o crime dos crimes. O modelo Lula — “menino pobre no Nordeste, ai ai ai” — virou norma.

*

Contei aqui, tempos atrás, a história da nobre alemã Amália von Graffen, que morreu no Brasil na mais deplorável miséria, nos anos 60. Hoje meu irmão me telefonou retificando um episódio: o marido dela parece não ter morrido na guerra, como pensei. Foi para a Alemanha lutar um duelo, venceu, mas morreu num naufrágio quando voltava ao Brasil. A família von Graffen remonta ao século XIII.

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Da página do Alvim Neto :

Desde pequeno, sempre busquei as coisas superiores do espírito, na tentativa de superar o meio medíocre em que vivia.
Em 2011, por meio dos seus palavrões no True Outspeak, conheci o professor Olavo. Em um vídeo de pouco mais de dez minutos, pude ver a sinceridade desse grande homem, uma segurança pessoal que eu jamais tinha visto.
Encantado, em 2013 entrei para o seu Curso Online de Filosofia, daí minha vida mudou completamente. Foi um total divisor de águas. Minha mãe, especificamente, sempre me afirma que o Olavo me mudou para melhor.
Hoje, sou um jovem mais consciente, o que me leva a tomar decisões mais corretas e sensatas. E é incrível como várias portas vão se abrindo quando o espírito busca retamente a Verdade.
Nunca serei suficientemente grato ao professor Olavo por ter me mostrado a obra de José Geraldo Vieira, Platão, Aristóteles, Mário Ferreira dos Santos e mais uma enorme lista de grandes homens, e por ter despertado em mim o interesse pela língua portuguesa e pela língua francesa, língua que me dá acesso a praticamente toda a literatura ocidental.
Desculpem-me, mais não possuo palavras adequadas para agradecer a esse grande homem que é Olavo de Carvalho. Talvez eu tenha que sair por aí, durante anos, no meio da rua, fazendo caridade para agradecer a Deus por ter conhecido tamanha generosidade e inteligência em uma só pessoa.