5.9.2017

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A autoridade intelectual é baseada numa visão implacavelmente realista e no exercício constante de um julgamento crítico severo, sem ranhetices mas também sem concessões paternais. Nem o melhor dos meus amigos pode esperar de mim um agradinho literário se ele escrever um livro ruim.

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http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/como-os-pais-podem-auxiliar-no-processo-de-alfabetizacao-dos-filhos/?ref=A1956782S

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No dia em que vocês me pegarem ensinando alguma teoria política normativa, podem me dar um chute no cu. O dever-ser é assunto para bedéis.

Alexander Junker Prof Olavo de Carvalho: existe algum livro ou estudo da história das críticas à modernidade? Algo como uma compilação dos autores que alertaram sobre a decadência do ocidente?
Olavo de Carvalho “Les Antimodernes”, de Antoine Compagnon, E vários livros de Zeev Sternhell.

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Compreender o que acontece é o meu negócio. O que deveria acontecer, Deus já disse a Moisés. Nada tenho a acrescentar.

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Ser tradicionalista e antimoderno é frescura. Não se luta contra uma época, já que toda época traz em si sua própria contradição. O antimodernismo é tão moderno quanto o modernismo.

Rafael Hollanda Então quer dizer que ser contra o MVNDO MODERNO é veadagem? 😭😭😂😂 
Olavo de Carvalho É claro que sim. Odiar o mundo moderno é coisa do mundo moderno.

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Quem tem saudade do passado busca repeti-lo no futuro. Julius Evola começou a vida como pintor futurista, e o tradicionalista Ananda K. Coomaraswamy era um entusiasta da aviação moderna.

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Épocas não são partidos políticos nem times de futebol.

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T. S. Eliot foi o exemplo mais típico do moderno antimoderno. Ele sabia que era as duas coisas.

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“Revolta contra o Mundo Moderno” – título do livro do Julius Evola — é evidentemente uma metonímia. Ninguém se revolta contra uma época, mas contra algumas coisas que acontecem nela.

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Podemos usar a expressão “espírito da época” se entendermos que é apenas um desenho convencional criado por formadores da opinião pública, os quais excluem desse desenho tudo o que, na mesma época, vai contra o que pretendem enfatizar.

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Jean-Paul Sartre e Georges Bernanos foram contemporâneos. Qual deles representa “o espírito da época”?

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Quanto mais estudo a vida de Hernán Cortez, mais admiro o gênio, a coragem e o humanitarismo desse grande capitão, que salvou mais de quinhentas tribos indígenas do jugo sangrento dos astecas, e ainda permitiu que os vencidos continuassem praticando sua religião, suprimindo apenas a poligamia e os sacrifícios humanos.

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Hoje faz dois anos do surgimento e morte de um herói brasileiro que nunca esquecerei. Francisco Erasmo Rodrigues de Lima, pai de 4 filhos, pedreiro, ex-presidiário, alcoólatra, divorciado e morador de rua. Foi morto em 04 de setembro de 2015 nas escadarias da Catedral da Sé.

Uma senhora, que rezava na Igreja, acabou sendo feita de refém por um criminoso foragido. Francisco sabia o que devia ser feito e não hesitou em seu medo: prendeu o último cigarro firme nos lábios e se jogou contra o bandido. Libertou a mulher e foi morto a tiros.

Homens assistiam o episódio, trabalhadores honestos filmavam com o celular, mas só Francisco, um mendigo ex-presidiário, foi a mão estendida que salvou aquela pessoa da injustiça. A virtuosa bravura veio de onde nenhum de nós esperava.

Chico foi um herói solitário na era pós-católica do caos, uma época onde ninguém mais espera que homens sejam realmente grandes sobre a Terra. Justamente por isso a sua história nos comove e nos enche com a esperança de sermos melhores.

Sua vida não foi um bom exemplo para ninguém, mas ele soube morrer como um herói e sua morte se tornou exemplo para todos os homens.

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.”

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Hollywood já fez tantos filmes em que a cobiça de riquezas aparece como causa de todos os males, que se diria que os donos das grandes empresas cinematográficas têm horror do dinheiro e não tocariam numa nota de um dólar por nada deste mundo.

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No falecido Orkut, a comunidade que melhor representava o povo brasileiro era a “Eu Só Me Fodo”.

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Quando um autor é badalado pela mídia — às vezes por interesses partidários ou financeiros os mais vis — ele passa a se achar representativo da sua “época”. Decorridos alguns séculos, os historiadores podem ver essa época mais perfeitamente representada por algum autor que passou por ela despercebido.

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Quando René Guénon publicou “Oriente e Ocidente”em 1924, quem tirasse desse livro a conclusão de que o século XX iria ser o da invasão islâmica no Ocidente seria considerado um doido varrido. E no entanto foi…

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Nenhuma época tem um “espírito” coerente e unívoco, exceto no mundo dos chavões.

Clichês ou chavões são sínteses confusas não analisadas, às vezes nem analisáveis, que servem para dar aos trouxas a impressão vívida de que sabem do que estão falando.

Se alguém aí tiver e quiser vender os volumes IX, X, XIII e XIV das “Oeuvres de Léon Bloy” publicadas pelo Mercure de France entre os anos 1950 e 1965, pago o quanto o interessado quiser. Nenhuma outra edição serve.

Se fazer piadas de gays fosse fascismo, o maior líder fascista que este país já viu teria sido o Costinha.

Um homem imitar os gestos e a voz das mulheres É histrionismo, É teatro, e às vezes é irresistivelmente engraçado. Nenhuma lei pode obrigar o cidadão a aceitar o teatro como realidade, a assistir à comédia com reverência circunspecta. Querer impor isso é uma violência psicológica intolerável.

Sejamos sinceros: dos homens que pretendem ser mulheres, só uns poucos, pouquíssimos, chegam sequer a PARECER mulheres, mesmo vagamente. Se entendemos que a feminilidade deles não é um dado biológico, mas um “gênero”, um papel social assumido e personificado mediante imitação, então temos todo o direito de achar ridículas as performances falhadas.

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Se um tipo obviamente macho tem o direito de nos obrigar a tomá-lo como mulher, deve ser também direito dos baixinhos o reconhecimento público da sua elevada estatura.

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Um amigo meu, de quase dois metros de altura, teve a má sorte de hospedar-se num hotel onde se realizava um congresso de anões. No elevador topou com um deles, que o olhou com despeito e sentenciou:
— Eu não gosto de você.
Meu amigo é um primor de polidez, e ficou quieto, mas eu teria respondido:
— É que você não viu o tamanho do meu pinto.

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A mais abjeta prepotência dos adeptos da “diversidade” é achar que podem diagnosticar intenções sociais inconscientes por baixo de alguma conduta individual e, no mesmo ato, condenar essa conduta como se fosse deliberada e consciente.

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Para que um cidadão tenha o direito de que os outros o vejam tal como ele “se sente” por dentro e não tal como se mostra diante deles, é preciso que eles percam o direito de vê-lo como o vêem, de senti-lo como o sentem. É a proibição de perceber e de sentir — uma escravidão psicológica que só uma mentalidade criminosa poderia desejar impor a qualquer ser humano.

Se você pensa que isso tem algo a ver com sexo e imoralidade, você é muito ingênuo. Isso tem a ver é com a total supressão do senso de realidade, com a escravização da própria rede neuronal humana aos caprichos de uma elite criminosa, prepotente e desumana.

Vocês já viram algum travesti ou transexual que preferisse antes vestir-se como humilde dona de casa, mãe de família ou operária da indústria do que como modelo ou “pop star”? A maior mentira do movimento LGBT é a história de que pretende “acabar com os estereótipos de gênero”. Toda conduta transexual é cem por cento imitação de estereótipos da moda, puras construções culturais.

O direito ao transexualismo — que reconheço integralmente — é o direito à imaginação. O que não tem sentido é negá-lo ao restante da espécie humana para fazer dele um monopólio dos transexuais.

A saudosa Rogéria fazia estimulação contraditória às avessas. Vestia-se de mulher, embonecava-se toda, ficava até bonita e então declarava: “Eu sou é hômi”.

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Na bela civilização global que nos prometem, a lógica será privilégio dos governantes, manipuladores e engenheiros comportamentais. A massa será alimentada com slogans hipnóticos e ilogismos paralisantes, que ela repetirá com servilismo bovino como se fossem verdades “per se notae”.

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Não tenham a menor dúvida: a crueldade mental da elite é ilimitada e incontrolável. Liquidar fisicamente alguns bilhões de seres humanos e reduzir os demais a um estado de vegetais falantes é para ela uma simples questão de custo x benefício.

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O mito dos “reptilianos” é uma imagem perfeitamente adequada para descrever a mentalidade da elite.

Célio Rodrigues Será que se trata mesmo de mito?
Olavo de Carvalho Há répteis humanos no mesmo sentido em que há bovinos humanos, papagaios humanos e jumentos humanos. O animal expressa a forma espiritual da criatura e não o seu desenho anatômico.

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João Felix Professor, desculpe mudar de assunto, mas o que o senhor acha da obra “A sabedoria da antiga cosmologia” para um iniciante no estudo de ciências tradicionais?
Olavo de Carvalho CADA LINHA do Wolfgang Smith merece atenção
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As mais poderosas armas da elite mandante são a indolência intelectual das massas populares e a paixão voraz da ralé militante por slogans, cacoetes verbais e palavras-de-ordem.

Só quem abdicou por completo de buscar qualquer felicidade terrena e se contenta humildemente com receber a quota que Deus lhe deu pode apreender a realidade. Os outros vivem todos no mundo da Grobo.

Negar as imensas contribuições do tradicionalismo guénoniano à compreensão das antigas tradições espirituais — o próprio cristianismo incluso — seria tão estúpido quanto ignorar que embutido nesse legado precioso vem um projeto de islamização mundial.

É difícil decidir o que é mais estúpido: ser gnóstico ou ter medo de parecer gnóstico.

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Um pouquinho de felicidade entre as angústias, dores e trabalhos deste mundo é mais que suficiente para preencher um coração humano e mantê-lo forte enquanto aguarda a ressurreição.

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A única técnica literária que pratico é: prestar atenção aos fatos, seres e situações até que o algoritmo verbal contido secretamente neles apareça e exija ser escrito.

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“Como se a própria vida falasse”: Esta expressão, que alguém usou a propósito dos romances de Tolstoi, é o mais alto elogio que se pode fazer a uma obra escrita.

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Hahahahahahaha, Olavo é impagável.

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Dissolvidas as soberanias nacionais pela elite global e demolida pela ação pertinaz da ralé militante toda hierarquia de valores e critérios, não restará na sociedade outro princípio ordenador reconhecido como legítimo exceto a pura racionalidade econômica e tecnológica impessoal e anônima, imposta por grupos megabilionários a cujo poder, a essa altura, ninguém mais poderá resistir. Esse desenvolvimento do presente estado de coisas é INEVITÁVEL, exceto na hipótese de guerras ou catástrofes de escala mundial.

Jonas Faga Jr. Tá certíssimo professor. Mas no caso da Suely, ela disse que o senhor A REPRESENTA. Foi apenas um mal entendido. 
Olavo de Carvalho
 Desfeito o equivoco. Beijinhos, Suely Fagá.

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A coisa mais idiota que alguém pode me dizer é que “não o represento”. Não sou deputado, senador, vereador nem candidato a porra nenhuma. Não represento NINGUÉM, exceto a minha própria e humilde pessoa.

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Os primeiros franciscanos que fizeram pregação entre os astecas converteram um bocado deles chamando os seus deuses de “putos”.
Por que deveria eu ser mais educadinho?

Hugh Thomas escreveu grandes coisas a respeito.

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Ninguém, no cinema, retratou tão sinteticamente o fim de uma era como o Mel Gibson na cena final de “Apocalípto”, em que o indiozinho, fugindo dos carrascos astecas, vai parar numa praia onde vê, entre névoas, os primeiros soldados espanhóis desembarcando.

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Os restos da civilização asteca que vi no México me inspiraram o mais puro e indisfarçado horror. Sensação semelhante só senti no Museu do Holocausto em Varsóvia e, em escala menor, no mercado de escravos em Olinda. Nunca visitei um campo de concentração nem pretendo visitar.

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A expressão “desfeito o equívoco”, que uso de vez em quando, vem de uma história que me contaram no Jornal da Tarde. Um dos meus colegas de redação estava no botequim da esquina quando viu entrar um desconhecido e exclamou:
— Que tipo lombrosiano!
O colega puxou-lhe a camisa:
— Fique quieto, rapaz. Esse homem é desembargador.
— Desfeito o equívoco! Um cafezinho aqui para o magistrado!

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Roxane Carvalho

O máximo!

http://ojardimdasaflicoes.com.br/lancamento-o-jardim-das-aflicoes-o-1354/

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Ele disse que tentando mostrar medo eu parecia estar é cagando.

Aí cheguei à decepcionante conclusão de que só me restava ser eu mesmo.

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Que é que eu fiz para merecer tanta alegria, meu Deus?

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Baby-sitter:

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Depois de admitir que não teria futuro no teatro, descobri que também não servia para o cinema, nem para a militância esquerdista, nem para as artes marciais, nem para o jornalismo diário, nem para a astrologia, nem, pensando bem, para porra nenhuma. Então realizou-se na minha vida a profecia de José Ortega y Gasset:
“Serán filosofos… todos los que no puedan ser otra cosa.”

Josias Teófilo Terminou por servir para o cinema
Olavo de Carvalho Kkkkkkkk. No emocionante papel de “Yo mismo”.
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