1.9.2017

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Seja trouxa: acredite na grande mídia:

https://www.infowars.com/cnn-accused-of-staging-hurricane-rescue-video/

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Sonhei que a minha casa foi invadida por quatro pentelhos com más intenções. Aí eu batia em um, eles saiam correndo, mas logo estavam de volta. Eu batia em outro, eles fugiam e voltavam. A cena repetiu-se várias vezes, até que apareceu o Sílvio Grimaldo e eu apelei a ele:
— Me ajuda aí, porra. Eu tô cansado.
Mas antes que ele pudesse me ajudar, acordei.

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Acontece na mesma semana em que o Google faz ameaças a sites conservadores que tenham “discursos de ódio”:

https://www.infowars.com/black-man-who-wanted-to-kill-all-white-people-accused-of-white-killing-spree/

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Nunca se viu, na história do mundo, uma obra de escritor e filósofo ser respondida com tal profusão de crimes e iniquidades e nenhuma, absolutamente nenhuma reação intelectualmente relevante. A alma brasileira realmente desceu a abismos de baixeza dos quais nenhum esforço humano poderá resgatá-la jamais.

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Inspirada num ódio psicopático infernal e desprovida de qualquer explicação humana, a quantidade de crimes que se tem cometido contra mim é tão imensa e inabarcável que, se dedicasse a ela cada minuto de atenção até os meus últimos dias de vida, eu não teria conseguido sequer descrevê-la. O fato de que a maior parte desses crimes seja cometida diante de um público relativamente pequeno, em comparação com a multidão dos meus leitores, não diminui em nada a sua gravidade nem a sua feiura hedionda, que, segundo todas as probabilidades, jamais será punida neste mundo.

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Falar em “assassinato de reputação”, diante desse fenômeno, é apelar a um doce eufemismo. A difamação e a calúnia, quando ultrapassam uma certa medida, já não têm o objetivo de meros crimes humanos, mas assumem a dimensão de um rito demoníaco, de uma “missa negra” destinada a entregar às chamas do inferno, não a minha alma, mas a de milhares de participantes desse festival de horrores.

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Quem me assassinasse a tiros num paroxismo de ódio insano carregaria decerto menos culpa do que aqueles que se dedicam, há décadas, ao esforço consciente, deliberado, coletivo e pertinaz de me pintar à imagem e semelhança da fantasia macabra que os assombra dia e noite, fazendo de mim um monstro tão inverossímil, tão inconcebível, tão impossível, que no mais das vezes sua projeção na tela pública não exerce, sobre a platéia, senão o efeito de uma gigantesca piada de humor negro, nem recebe, em resposta, senão um bocejo de tédio e um riso de desprezo.

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Ao Londerson Araújo e demais interessados: Escrever em períodos longos, com muitas cláusulas intermediárias bem fechadinhas no final, é um recurso pedagógico que emprego para desenvolver no leitor e aluno uma continuidade de consciência que em geral falta aos nossos “formadores de opinião”, jornalísticos e universitários, incapazes de escrever três linhas sem melar-se em alguma contradição no meio.

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Os períodos longos são também, com freqüência, a única maneira de apreender a unidade de certos fenômenos complexos. Max Weber já havia notado isso. Infelizmente, nem todas as línguas favorecem igualmente esse recurso. O português e o alemão, sob esse aspecto, são privilegiados.

A língua inglesa perdeu força desde o século XVIII. Hans Gerth e C. Wright Mills não conseguiam traduzir os períodos longos de Max Weber senão picotando-os em fragmentos.

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Já comentei que o Graciliano Ramos, supremo artista dos períodos curtos, foi uma péssima influência sobre milhares de macaqueadores, os quais já não conseguem escrever senão com aquelas horríveis paradas e solavancos intermitentes que, para usar uma expressão do próprio Graciliano, acabam dando aos seus escritos a aparência de “mijadinhas blenorrágicas”.

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Graças à influência da mídia e de pentelhos como Hemingway, a língua inglesa perdeu força construtiva desde o século XVIII. Hans Gerth e C. Wright Mills não conseguiam traduzir os períodos longos de Max Weber senão picotando-os em fragmentos.

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Nunca entendi a admiração devota do Otto Maria Carpeaux pelo Hemingway (sobretudo em contraste com o seu desprezo pelo gênio autêntico de Charles Morgan). À medida que o tempo passa, as histórias do Hemingway se revelam cada vez mais artificiosas.

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“Por Quem os Sinos Dobram” é mera autolisonja comunista, e a história do neguim que perdeu o saco na guerra é realmente um saco.

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William Faulkner não tinha medo de escrever períodos de vinte linhas, mas em geral os americanos acham que lê-lo é difícil.

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Em filosofia, os períodos curtos denotam uma certa índole marcial, dogmática e autoritária. Isso aparece em Hegel e no Berdiaeff (por intenções diferentes).

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Não sou o maior admirador que os dois Renés, Descartes e Guénon, já tiveram, mas não consigo deixar de achar uma delícia aqueles períodos compridíssimos que eles escrevem.

Fernando Ferreira Jr Prof. Olavo, repetindo a pergunta do José Lima: quais seriam os mestres dos períodos longos em Língua Portuguesa?
Olavo de Carvalho José Geraldo Vieira, Euclides da Cunha, Ruy Barbosa, muitos outros.

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Ainda acho que o “Beto Rockefeller” do filme do Olivier Perroy, o pé-rapado que se faz de milionário, é o resumo de muitas vidas brasileiras, modelos de vacuidade e sem-sentido. O Paulo Porcão, o comunista que, por ódio a alguém que ele nunca viu nem conhece, não se vexa de fazer-se de católico tradicionalista por anos a fio, é um caso exemplar de vida jogada fora, sacrificada no altar da futilidade. Não espanta que, no restante do tempo, ele se dedique a contemplar no espelho a lindeza kitsch da sua musculatura. Tocar punheta faz mais sentido do que isso.

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Todo livro que não deixa ao menos implícita a confissão de que o autor é um bosta não vale a pena de ser lido.

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31.8.2017

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A Igreja ensina que o patriotismo é um dever que decorre do mandamento de honrar pai e mãe. Quem não respeita pai e mãe vai lá querer saber da pátria? Ela que se foda!

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Na adolescência morei uns tempos com uma tia que não era má pessoa, mas era tão mandona, tão mandona, que só me deu vontade de sair correndo de volta para casa. Foi a saudade que me ensinou a honrar pai e mãe.

Arthur Danzi Professor, você tem alguma sugestão de livro sobre as castas enquanto tipos humanos?
Olavo de Carvalho Louis Dumont só trata do assunto pelo lado sociológico, e o Schuon desde o ponto de vista espiritual. As castas como tipos psicológicos são assunto novo.

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Os comunistas começaram a se camuflar sob o rótulo de “antifascistas” na década de 30 do século XX — justamente enquanto a URSS estava ajudando a Alemanha nazista a construir em segredo o seu exército — e até hoje, quando eles usam esse disfarce de novo, ainda há quem acredite que eles estão realmente combatendo o fascismo.

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Quem se aventure, aliás menos por legítima curiosidade biográfica do que por espírito mexeriqueiro, a revirar a mixórdia alucinante que foram os primeiros quarenta e poucos anos da minha existência, só vai conseguir reduzi-los a alguma totalidade de sentido se trilhar o mesmo caminho interior que percorri, o que seria mais fácil de realizar frequentando os meus cursos com assiduidade do que bancando o agente 86 e tentando descobrir, por trás de mim, algum fantasma oculto. Isso é aliás a coisa mais óbvia do mundo: se você não entende nem mesmo o que estou lhe transmitindo com plena consciência, que raios vai apreender do meu suposto “subconsciente”?

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Contribuição do Samuel de Sousa :
“A verdadeira glória é a ressonância de um nome na memória dos imbecis.”
(Nicolas Gómez Dávila)

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Quem são os anti-semitas, não de 1940, mas DE HOJE?

http://www.wnd.com/2017/08/revealed-europes-source-of-surging-anti-semitism/

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GOOGLE assume que é ditadura mesmo:

https://www.washingtonpost.com/news/posteverything/wp/2017/08/30/zephyr-teachout-google-is-coming-after-critics-in-academia-and-journalism-its-time-to-stop-them/?utm_term=.33119ba5f96b

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Contribuição do Andre Chilano : Depois de aparecer aos beijinhos com a Dilma Rousseff, Paulo Porcão, o “defensor fidei” que me acusa de gnóstico, revela, finalmente, aquilo que sempre foi: nada mais que um comunista, devoto puxa-saco de Fidel Castro.

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Aos poucos, e sem que eu faça o menor esforço nesse sentido, a vida inteira daqueles que adoram escarafunchar o meu passado em busca de munição difamatória será revelada integralmente, com todas as provas dos seus crimes e baixezas. É inevitável.

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Onde menos se espera, vão aparecer alguns meninos de recados do tucanato…

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Um deles é, informo desde já, peixinho do Zé Serra.

NÃO É quem vocês estão pensando.

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Este caso é velho, mas só agora tive notícia dele. Em 2016 alguém me enviou os dados de um cidadão que parecia ser a verdadeira identidade por trás do pseudônimo Luciano Aymeuânus. Não lembro direito se era ou não era, mas agora fiquei sabendo que, por causa desse episódio, o Aymeuânus escreveu um artigo furibundo contra mim, acusando-me de tentar arruinar, com isso, a reputação da criatura. É isso o que, em retórica, se chama “argumento suicida”: o articulista confessa, literalmente, que tem péssima reputação e jura que quem quer que seja confundido com ele está automaticamente sujo perante a opinião pública. Nunca vi tamanha carência de auto-estima…

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Com 370 mil e tantos seguidores nesta página e outro tanto na minha fan-page, é praticamente impossível que qualquer informação que me seja útil de algum modo não acabe chegando espontaneamente ao meu conhecimento mais dia, menos dia. É preciso ser muito paranóico e ignorante do cálculo de probabilidades para imaginar, como tantos anti-olavettes, que tenho uma equipe montada para fazer esse serviço, hackear páginas, vasculhar a vida alheia, isto é, fazer precisamente o que eles fazem. Não preciso de nada disso. Sou um homem tranquilo e feliz. Acordo cantando e vivo rindo.

Carlos Estevam O theRealTalk morreu? Lembro que estava parado.
Olavo de Carvalho Não consegui fazer os melhoramentos de que a página precisava. Vou retomar o projeto em breve,

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Tirei de um filme de 1939:

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Se você não quer que eu leia a sua mensagem com dez ou doze meses de atraso, não a envie inbox.

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Disse tudo:

http://www.wnd.com/2017/08/blacks-stop-believing-white-privilege-is-real/

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Boa observação do Fábio V. Barreto :
Muitos dos que se davam ares de superiores ao falar de mim já morreram e até hoje a tal superioridade não apareceu. A sorte dos anti-olavettes ainda vivos não será diferente.

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O Paulo Porcão finalmente assumiu. Porra, não sejam maliciosos. Assumiu que é COMUNISTA. O lindo detalhe do pezinho é mera coincidência.

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Na juventude tive um amigo homossexual que, na única vez em que tentou sexo com uma mulher, passou mal e vomitou. Análoga reação de repulsa pode aparecer no heterossexual que se veja assediado para a prática do sexo gay. No meu modesto entender, o desejo sexual contém, como seu elemento integrante e inseparável, a repugnância instintiva por aquilo que, num momento de excitação erótica, contraste de maneira chocante com o objeto de desejo presente ou imaginário.
Proibir a expressão dessa repugnância é uma violência psicológica intolerável.