29.9.2017

Quando penso no número de autores que escrevem contra o sexo masculino ou o feminino, como se fossem entidades revogáveis, começo a suspeitar que o Richard Hogarth e o Ananda K. Coomaraswamy tinham razão ao considerar que a alfabetização é apenas uma forma superior de analfabetismo.

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A maior vantagem de estudar a filosofia clássica é antenar-se na espinha dorsal do pensamento humano e perder para sempre o fascínio das idéias esquisitas.

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Não há nada mais tedioso e deprimente do que um louco discursando em tom de profeta justiceiro. Quando ouço ou leio esse tipo de coisas, penso: Se a humanidade é ISSO, tentar educá-la é como dar lições de cálculo integral a um carrapato.

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Vivendo e aprendendo. Sabem quem foi um dos primeiros apologistas da “cura gay” na América Latina? O ex-presidente chileno Salvador Allende, um ídolo da esquerda mundial.

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O Daily Mail é geralmente confiável, mas não tive a ocasião de confirmar a veracidade desta notícia:

http://www.dailymail.co.uk/news/china/article-4929064/Chinese-police-ask-Muslims-hand-copies-Koran.html

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Todas as vezes em que lhe deram a chance de expressar sua opinião, seja em plebiscitos, protestos de massa, pesquisas ou qualquer outro meio, o povo brasileiro mostrou ter idéias sensatas e razoáveis.
Não se pode dizer o mesmo de NENHUMA corrente política do passado ou do presente, muito menos da mídia ou de qualquer outra parcela da elite falante.

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Da página da Ana Caroline Campagnolo :

Aquela jornalista super culta, inteligentíssima, honesta e que jamais praticaria estelionato, bem relacionada e virgem, Patrícia Lelé, está publicando denúncias de que Olavo de Carvalho não é confiável. Grande golpe contra o filosófo. Agora sim sua carreira vai acabar. Avisem-no para que se prepare! Tudo isso será publicado no jornal “Diário da Pintinha”.

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Se esse sujeito é mesmo o tal do Alita, talvez ele esteja tramando realmente uma coisa temivel: me enviar os livros dele.

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Desde criança recebo ameaças de malucos. Acho que vou morrer antes de saber por que isso acontece.

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Vejam só que belezinha.

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28.9.2017

Você quer ler o John Rawls, o Fukuyama ou o Robert Nozick? OK, mas primeiro termine de ler o Eric Voegelin, o Louis Lavelle e o Bernard Lonergan.

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No Brasil há dois tipos de pessoas: aquelas que aprendem comigo e aquelas que me recomendam ler “As Veias Abertas da América Latina”.

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A única parcela da elite governante que ainda tem credibilidade são realmente as Forças Armadas. Mas, se elas decidirem intervir diretamente no processo político, a mera presença delas no topo da hierarquia não será ainda uma solução, no máximo um alívio psicológico temporário. Tudo depende do que elas vão fazer depois. A mim me parece que um governo seriamente empenhado em recolocar o Brasil nos trilhos só terá UM caminho possível a seguir: Consultar o povo em todas as questões cruciais e seguir fielmente suas decisões. Dar por encerrado de uma vez por todas o império do estamento burocrático e inaugurar uma democracia de verdade.

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O Brasil foi estrangulado, esfolado e sangrado por uma sucessão de elites iluminadas que tinham horror à vontade popular e se achavam incumbidas da missão sagrada de reformar o país à imagem e semelhança das suas ideiazinhas, geralmente importadas de autores estrangeiros de quarta ou quinta categoria.
Chega dessa merda.

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Da página do Raphael De Paola :

CRIMES DO OLAVO DE CARVALHO Está na moda acusar o Olavo sem provas. Então, apenas para variar um pouco, acuso-o de cometer dois tipos de crimes, não uma nem duas, mas várias centenas de vezes cada um (OS DOCUMENTOS SÃO PÚBLICOS). Antes que perguntem, fui vítima dos dois, e disponho-me a testemunhar perante qualquer tribunal ou junta médica sobre os males que deles decorrem. Isto não é um relato pessoal, mas apenas a tipificação desses crimes no código mental de leis do brasileiro moderno, esse juizinho medíocre de coisas que não entende.

1) Com esse negócio de ‘filosofia da consciência’, Pai Olavo – sim, esse macumbeiro- consegue o efeito de, à distância, despertar a inteligência do ouvinte, convidando-o a, nas palavras dele, “tomar posse da sua própria inteligência”. Ele mostra que isso é não apenas possível (você nem lembrava que tinha uma, né?), mas também desesperadoramente necessário, sob pena de você virar… …bem, sob pena de você não virar nada, você apenas vai continuar a mesma besta quadrada de sempre — se bem que ele mostra que até para se manter estúpido você TAMBÉM vai despender um esforço monumental: basta um olhar honesto para si mesmo para se dar conta do quanto amamos as coisas estúpidas. (Eu sei, eu sei: VOCÊ não é estúpido nem um pouquinho, e concordo que para você esse negócio de “tomar posse da sua inteligência” é um insulto inominável. Pois então vamos combinar assim: fique você aí e sua inteligência lá, bem longe, guardadinha e intocada. Só não reclame depois quando você quiser dar um passeinho para exibi-la e, em vez dela ter se mantido virgem e pura, a gente mostre que ela foi estuprada por qualquer intelequitual vagabundo da moda – e nem fique chateado da gente tirar um sarro.)

2) Com esse negócio de “tomar posse da própria inteligência”, o Olavo – esse bruxo maligno-, SEM FAZER PROSELITISMO NEM PROPAGANDA DA RELIGIÃO, tem convertido e trazido de volta à Igreja levas e levas do público letrado brasileiro, coisa que a própria hierarquia não sabe mais como fazer, depois que decidiram que religião é esse bom-mocismo aviadado. E isso, na mente de muito religioso invejoso, de “direita” ou de “esquerda”, tradicionalista ou progressista, é mais que um crime, é um pecado: o Olavo, como EFEITO APENAS SECUNDÁRIO de seu trabalho, tem conseguido realizar aquilo que, apesar de sua OBRIGAÇÃO EXPLÍCITA, grupos, associações e obras religiosas – e a própria hierarquia- não têm tido força para fazer. Mas como é que lhe pagam? Com maledicência, difamação e calúnia. Tem sempre alguém para alertar: “Mas você sabe que o Olavo isso, que o Olavo aquilo…” PAREM DE RECLAMAR, seus bostas, o cara tá mandando os neguinho aí e você ainda reclama?

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Assim com o ex-presidente Dutra, um exemplo de modéstia, sempre que aparecia uma dúvida quanto ao que fazer respondia logo: “Consultem o livrinho” (=a Constituição), está na hora de vir um mais modesto ainda que responda: “Consultem o zé-povinho.”

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Podem me chamar de populista o quanto queiram. Sou mesmo, assumido e orgulhoso. Vim do povo pobre e não tenho porra nenhuma a ver com qualquer das elites iluminadas que foderam com este país.

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Quem quer que leia os meus textos e acompanhe os meus cursos sabe exatamente qual a influência que os doutrinários conservadores americanos exerceram sobre o meu pensamento: NENHUMA. E sabe também qual o meu interesse por esses autores: NENHUM.
 
As redes de pedófilos dominam cada vez mais a política mundial.
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Os ÚNICOS pensadores americanos que me influenciaram foram Josiah Royce (1855-1916) e o recém-falecido John Deely. E o que eles têm a ver com doutrinas conservadoras — ou progressistas — é, rigorosamente, PORRA NENHUMA.
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“Doutrinas conservadoras” — ou progressistas — são leituras para meninos. O melhor dos doutrinários conservadores americanos foi Russel Kirk, e Eric Voegelin considerava-o apenas um amador.
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Faço tudo para que os meus alunos se habituem a ler pesos-pesados. O resto pode ficar para o Alex Catarrinho, o Kim Katakokinho e aquele menino que gosta de se vestir de soldadinho russo.
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Em breve publicarei a minuta e o programa do curso que estou planejando sobre o Mário Ferreira dos Santos.
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27.9.2017

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AVISO: Quem quer que entre aqui ou na minha fan-page fazendo-se de meu amigo ou de superiormente neutro mas advertindo-me que “roupa suja se lava em casa” será BLOQUEADO SEM POSSIBILIDADE DE RETORNO, pois me acusa de responsável pelo escândalo público que foi montado contra mim, e me nega o direito de responder em minhas próprias páginas pessoais a acusações monstruosamente falsas que foram publicadas em PELO MENOS QUATRO órgãos de mídia, incluindo a revista semanal de maior circulação no país.
Creio que, se eu fosse um monstro capaz de – entre inúmeros outros crimes — matar, retalhar e comer os fetos dos meus descendentes, fazer ameaças a mão armada contra os meus filhos e manter relações sexuais com não sei quantas e quais mulheres na frente de uma criança, alguém na minha família já deveria ter reparado nisso faz tempo e fervido de indignação contra mim, ao passo que A FAMÍLIA INTEIRA – inclusive as pretensas vítimas da tal ameaça a mão armada — mostra, ao contrário, a mais extrema indignação contra a autora dessas acusações e os criminosos notórios com os quais ela se associou.

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LEIAM esta eloquente e comovida apologia do DIREITO À PRIVACIDADE, e notem que, depois de fazê-la, a autora não apenas infringiu gostosamente esse direito, negando-o ao seu próprio pai, mas, como se vê na segunda foto, ameaçou invadir e expor a privacidade de pessoas com as quais ela jamais se encontrou, que jamais viu de perto e das quais só sabe por intrigas de terceiros, tão maledicentes quanto ela própria.
Se, diante desses fatos, alguém ainda duvida de que a referida é uma personalidade instável e doentia, incapaz de controlar o impulso odiento de difamar e caluniar, esse alguém é demasiado estúpido ou tem razões para se fazer de estúpido.

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O Brasil é mesmo o país do anticlímax e das vidas promissoras jogadas no lixo. Vejam, por exemplo, o Caraio Rossi. Na juventude, ele queria ser um intelectual e até um escritor. Chegou a tomar algumas aulas comigo para ver se desasnava. Depois escreveu umas coisinhas para o Zé Serra, das quais muito se orgulha. Agora, já quase cinquentão, chegou ao ápice da sua carreira literária: arrumou um emprego de “ghost writer” de uma fofoqueira doida e semi-analfabeta do interior de São Paulo. É a quota de glória que lhe foi reservada nesta vida.

Minha própria filha mais velha, que a família inteira sabe que não é boa da cabeça.

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Só o bem enxerga o bem. O mal não pode sequer imaginá-lo. Quando o encontra, só vê nele o seu próprio rosto e, quanto mais se odeia, mais o odeia.

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Qualquer um que veja nos episódios recentes uma “briguinha de família” deveria ser reduzido à menoridade civil e penal e ter o seu título de eleitor cassado, por absoluta incapacidade de perceber uma INTRIGA POLÍITICA DE PROPORÇÕES NACIONAIS.

NA VERDADE, internacionais, se levarmos em conta os esforços do Julio Soumzero e do seu “ghost writer” americano para se aproveitar do episódio como instrumento para queimar a minha reputação perante as figuras de projeção mundial que compõem o Inter-American Institute.

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O detalhe mais revelador é que o material difamatório foi distribuído a QUARENTA MIL PESSOAS e a TODOS OS ÓRGÃOS DE MÍDIA. dos quais uns cinco ou seis morderam a isca.
E alguns canalhas ainda vêm dizer que EU é que estou dando repercussão ao caso!

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Quando meu livro “O Mínimo” se tornou o maior sucesso da história editorial do Brasil, superando o badaladíssimo Paulo Coelho, e quando o meu nome apareceu em milhares de cartazes naquilo que foi o mais vasto protesto popular já visto neste país, NADA DISSO FOI NOTÍCIA. Mas, assim que uma mulher obviamente desequilibrada inventou umas fofocas escabrosas, dignas de circular num cortiço de cidade do interior, aí sim a mídia descobriu a minha existência. A mídia nacional é menos maliciosa do que provinciana e estúpida.

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Quando digo que a minha filha Heloisa é uma personalidade instável. doentia, anormalmente agressiva e tendente à auto-exaltação mitomaníaca, não a estou xingando, nem exagerando, nem usando dessas expressões para fins de mera retórica defensiva. Estou apenas repetindo, com a precisão habitual dos meus escritos, uma obviedade que é conhecida e que é motivo de preocupação de TODA A NOSSA FAMÍLIA há décadas. As únicas novidades, nos episódios recentes, foram que (1) pessoas e grupos que me odeiam por motivos políticos sem nada poder fazer contra mim no campo dos debates de idéias resolveram utilizar-se dela como escudo humano, ultrapassando, nisso, toda a medida da sua abjeção usual; (2) uma mídia venal, estúpida e provinciana ficou toda assanhada ante a possibilidade de manchar a minha reputação usando historinhas de trinta ou quarenta anos atrás e atribuindo-me crimes sem nem mesmo ter a precaução elementar de consultar as vítimas para saber se se tratava de fatos ou de invencionices.
Tudo isso em nada depõe contra mim, mas contra os autores do espetáculo.

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No ano de 2016, quando PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA a Heloísa mostrou alguma consciência de que necessitava de ajuda psiquiátrica e moral, encaminhei-a a dois médicos, oferecendo-me para custear o tratamento, bem como a sacerdotes católicos meus conhecidos, que se dispuseram a dar-lhe toda a assistência religiosa e moral necessária.
Infelizmente. ela logo se afastou dos que podiam ajudá-la, mostrando que seu desejo de melhorar era mero fogo-de-palha, e entrando em seguida numa conduta que denotava um agravamento alarmante do seu estado mental.

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Não custa lembrar:

Estatuto do Idoso, Art. 10o.

§ 3o É dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

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Comentarei isto depois:

https://www.infowars.com/globalist-mag-trump-threatening-to-end-new-world-order/

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O controle tecnológico exercido pela elite burocrática e financeira sobre a sociedade por meio da Inteligência Artificial é um poder avassalador que não tem como ser enfrentado pelos meios de ação política usuais atualmente à disposição da massa popular numa democracia. Ele só pode ser abalado por uma guerra mundial, por algum tipo de catástrofe natural, por uma rebelião de parte da própria elite ou pela invenção de novos meios de ação tecnológica de uso fácil e barato colocados à disposição da massa, os quais ainda não existem.

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O saudosismo da ditadura militar, que circula pela internet com ares de esperança salvacionista, não chega sequer a ser uma proposta política. É apenas a expressão de um sentimento – ou ressentimento – vago e tosco, sintoma, ele próprio, da total impotência do pensamento politico brasileiro atual. QUEM, entre os politicos, “formadores de opinião” e blogueiros do momento tem condições de analisar o quadro internacional e situar nele o nosso país, de modo a extrair daí algo que ao menos se pareça com uma “proposta política” ? A resposta é clara: NINGUÉM. Só o que circula na mídia e na internet são reclamações, protestos, slogans e desconversas. Nunca, em parte alguma do mundo, o pensamento politico desceu tão baixo.

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Advertência séria recebida do IVANALDO SANTOS (que não conheço) por meio da minha amiga Sheila Figlarz:

Agradeço e parabenizo a gentileza da pronta resposta da minha solicitação. Como podem ver, pelos dados que forram levantados, esse rapaz, esse falso cristão, o Paulo Leitão é alguém muito perigoso. Não estou acusando Olavo de Carvalho de nada, afinal ele não tem a obrigação de ter todas as respostas, mas o Olavo de Carvalho parece que tem uma interpretação incompleta do Paulo Leitão. Olavo afirma que esse rapaz é apenas um playboy, ex-viciado em drogas, que não sabe bem o que fala, uma espécie de “maluco beleza”. No entanto, ao ver a postura desse rapaz a conclusão que se chega é outra bem diferente. Ele anda por aí dizendo que é um convertido ao cristianismo, que é um conservador, etc. Ele anda lotando auditórios pelo nordeste do Brasil com esse discurso. Na prática, o que ele faz é pregar para um público feito de pessoas simples, pessoas do povo um sermão defendendo uma tese estranha, uma tese que fala que “o PT trouxe o reino de Deus”, que “Cuba é o reino de Deus”, etc. Além dessa tese, ele afirma o discurso que vocês dois virão, um discurso profundamente antissemita, anti-judeu, anti-israelense. Na verdade, o Paulo Leitão é o tradicional “logo vestido em pele de cordeiro”. O que mais preocupa é que ele tem um programa de TV e, contrariando a tradicional lógica da esquerda católica (que não anda e não admite o pensamento moderado e conservador), padres e religiosos ligados a esquerda católica (os membros da teologia da libertação) andam de mãos dadas com o Paulo Leitão. Esse rapaz virou uma espécie de “animador de auditório” de paróquias e grupos católicos progressistas, liberais, etc. Nestes espaços ele faz o jogo duplo (se apresenta como convertido/conservador e tem um discurso de esquerda e antissemita). É necessário investigar, de forma mais profunda, esse rapaz. Ao que parece (pela estrutura em torno dele, pelo estilo de vida extravagante que leva, etc) existe uma estrutura mais profunda por trás desse rapaz. Uma estrutura que dá sustentação ao discurso louco e hipócrita que desenvolve. Pode ser mera impressão, mas podemos estar diante de uma sofisticada célula que usa a Igreja e os cristãos de boa vontade para divulgar ideias ligadas à esquerda, ao PT, etc e também divulgar ideias antissemitas. Vamos conversando. Obrigado. Ivanaldo Santos.

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O chamado “debate político brasileiro” do momento consiste em: (a) saudosismo comunopetista; (b) saudosismo militarista; (c) conversa mole tucana e semitucana.
Tendo em vista a complexidade do panorama internacional dentro do qual essa linda conversação se desenvolve, tudo está parecendo cada vez mais uma briga de velhinhos por causa de um jogo de baralho num asilo em chamas.

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Pensando no Flavio Gordon. Num é pa mi gambá, mas comparar o debate político entre os meus alunos com o que se vê na mídia e no parlamento é comparar uma academia de ciências com a disputa entre carrapatos por um espacinho no cu de um cachorro.

Paulo Antônio Briguet adicionou 2 novas fotos — com Olavo de Carvalho e outras 16 pessoas.

4 h · 

Flavio Gordon lança hoje em Londrina o livro “A Corrupção da Inteligência”. Uma obra imperdível. Leia mais na #AvenidaParaná:
http://www.folhadelondrina.com.br/…/sem-medo-de-ser-veraz-9…

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Por mais simpático que eu seja às explosões de indignação patriótica de alguns excelentes oficiais militares, não consigo deixar de constatar o seguinte: o problema não é os militares tomarem o poder. O problema é o que eles vão fazer lá, no atual estado não do Brasil, mas do mundo.

O Jardim das Aflições

http://www.amigosdoforum.com.br/ja-pensou-em-assistir-o-jardim-das-aflicoes-talvez-voce-goste/

 

Já pensou em assistir O Jardim das Aflições? Talvez você goste

O Jardim das Aflições não é uma cinebiografia de Olavo de Carvalho, mas fala sobre sua obra. E você pode gostar bastante.

Luide

O filme que não deveria existir“: é assim que, pouco antes de entrar em cartaz nos cinemas, O Jardim das Aflições foi apresentado pela campanha de marketing. Naquela altura já estava bastante claro que o documentário teria um público específico. A frase teria sido dita por algum profissional de cinema do Recife, e assim que Josias Teófilo a divulgou em seu facebook, ela se tornou o principal slogan de uma obra que foi abraçada pela polêmica. Do boicote no Festival de PE (onde o filme se consagrou vencedor meses depois) até mesmo o racha entre membros da produção (com direito a puxão de orelha do próprio Olavo), O Jardim das Aflições nasceu, cresceu se desenvolveu e agora entra para a história do cinema nacional como um dos documentários mais debatidos, amado e na mesma intensidade, odiado. Esse último um oferecimento de quem nem ao menos assistiu.

A abordagem escolhida por Josias Teófilo é bastante pessoal. O diretor é fã declarado da obra do filósofo e esse documentário é praticamente uma homenagem ao seus anos como escritor. Não é um documentário biográfico: são poucos os momentos em que Olavo ou sua esposa falam de suas vidas pessoais. Um momento em especial é quando, no sofá da sala, eles contam como se conheceram e de algumas situações estranhas de seus antigos cursos. Soa mais como uma conversa para refrescar e manter boas lembranças. Não é didático ou muito menos tenta pontuar a carreira de Olavo.

Em 2012, sabe-se lá porque, me deparei com um vídeo de Olavo de Carvalho. Era um trecho do programa True Outspeak, feito por ele no Youtube e também disponibilizado em podcast. Naquela época antes da releição da Dilma e principalmente das manifestações de junho, Olavo de Carvalho já era um best seller e intelectual influente. Porém, a grande massa que hoje o acompanha com fervor nas redes sociais, pouco ou quase nada sabia sobre ele. Foi graças a internet e de figuras influentes por aqui, que o filósofo ganhou ainda mais espaço. Seguido de perto políticos e apresentadores de TV, Olavo é visto por alguns como guru, já por outros, como um desserviço para a política nacional. Foi com esse argumento que os cineastas retiraram seus filmes do Cine PE.

Mas o fato é que indiferente ao zunido das redes sociais, O Jardim das Aflições é um excelente produto do audiovisual nacional, um belíssimo documentário que explora temas complexos de uma maneira simples e dinâmica. Belamente fotografado por Daniel AragãoJardim não esconde sua admiração por Olavo. O tempo todo a câmera o foca como esmero, o enchendo de poder. E longe daquele Olavo que tuita palavrões e grita diante das câmeras, o que temos aqui é um homem sereno, confiante de suas ideias. E, em determinados momentos, um homem brilhante.

Montado em atos, O Jardim das Aflições não deixa de ter um teor político, mas é justamente quando toca em temas mais universais que Josias Teólifo extrai o melhor de Olavo de Carvalho. Seu monólogo final sobre eterninade é para deixar qualquer um pensativo durante horas. É inevitável.

Entendo quem odeia Olavo de Carvalho, entendo quem ama e até quem não tem opinião alguma sobre ele. Mas não entendo que sai de O Jardim das Aflições sem dizer que assistiu a um belíssimo filme. Nacional.

Apesar do preço salgado, O Jardim das Aflições chegou em streaming.

 

Filosofia moderna

“-A característica mais geral e onipresente da filosofia moderna é a confusão entre a ordem do ser a a ordem do conhecer. Definir um objeto pelo nosso modo de conhecê-lo é como definir um elefante pelas propriedades das lentes com que o fotografamos. O esquema final pode até ser parecido, mas sempre ficará faltando a presença material do elefante. Na modernidade, todos os tigres são de papel até o dia em que eles comem o filósofo. Esse erro é endêmico. Está presente em Descartes, em Spinoza, em Kant, em Fichte, em Hegel e em todos os seus herdeiros.”

26.9.2017

Numa conferência que proferi em 1989 na Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, expliquei que o Brasil, país cuja cultura se voltava essencial e obsessivamente à busca da identidade nacional, estava condenado à destruição por ingressar no cenário histórico mundial justamente num momento em que as mais poderosas forças econômicas que a humanidade já conheceu se juntavam com o firme propósito de dissolver as soberanias nacionais e implantar algum tipo de administração global.
Não havia, no país, uma elite intelectual e política preparada para lidar com tão complexa e alarmante conjuntura, de modo que se tornava previsível que a própria política interna se tornaria, entre erros e desvarios, a colaboradora mais ou menos inconsciente do desastre que se preparava,
O primeiro e mais óbvio sinal de que as coisas tomavam esse rumo foi o eleitorado permitir que uma organização criminosa como o PT, nascida da aliança entre comunismo, narcotráfico e poderes mundialistas, existisse, prosperasse e chegasse a dominar o país por doze anos, governando mediante a corrupção, a chantagem e o discurso hipnótico da “democracia diversitária”, instrumento ideológico criado para a demolição sistemática de todas as resistências culturais que pudessem se opor à ascensão dos poderes globais.
A explosão de revolta popular entre os anos 2013 e 2015 pareceu anunciar uma tomada geral de consciência da gravidade da situação, mas, vendido a baixo preço pelos líderes improvisados que por um momento o personificaram, esse movimento acabou por se dissolver, não deixando, como propostas alternativas auto-incumbidas de dirigir os destinos nacionais, senão a eterna desconversa tucana que hoje nos governa e um vago e tosco saudosismo da ditadura militar. Hoje essas duas forças disputam com os remanescentes do comunopetismo o domínio do espaço público, nada prenunciando de bom para o futuro do país.

*

Faz parte da inteligência humana normal entender, à primeira vista, que quem mente no principal não é confiável, igualmente, nos detalhes secundários.
Por isso é um sinal alarmante de insanidade e burrice que, desmascarada pelas próprias vítimas a lenda do crime de ameaça a mão armada que eu teria cometido contra os meus filhos, algumas pessoas ainda venham me exigir “explicações” quanto a delitos e pecados menores que junto com ela me foram imputados, com a ajuda da minha filha mais velha, por algumas publicações venais metidas até à goela em escândalos de corrupção, que só têm leitores pela mesma razão pela qual tipos como Lula e Dilma Rousseff – para não falar de Fidel Castro e Nicolas Maduro — ainda têm admiradores.
Qualquer que seja o caso, não deixa de ser lisonjeiro que, escavando dia e noite a minha biografia real e imaginária em busca de atos ilícitos que pudessem me incriminar perante a justiça, e nada encontrando, tivessem de se apegar a historinhas de quarenta anos atrás, narradas pela memória deformante de uma mitômana paranóica, com as quais nada podem fazer contra mim senão brandi-las ante o tribunal da maledicência.
Mais lisonjeiro ainda é que nesse empenho se juntassem comunistas e fascistas, a dupla escória da humanidade.

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Depoimento da Meri Angélica Harakava

Olavo meu caro,

Sobre essa onda de fofocas e tentativas de prejudicar-te: por triste e doloroso que tem sido para ti, sei que isto é pouco perto do que passaste nos anos 80 (e um pouco todos nós que te acompanhamos na época mais desgraçada da tua vida). Enfrentaste duas seitas internacionais em sequência, sofrendo com assédio, boicote, desagregação familiar, desestruturação social e profissional, falsas denúncias, falsos amigos. Mas nunca se deixando vencer, viraste sempre a mesa, desmascarando e derrotando os mentirosos, moralmente e legalmente – sem esquecer de amparar os filhos e os amigos. Viveste durante anos num ambiente tumultuado, acolhendo na própria casa egressos das seitas (eu também), filhos e ex-esposa, uma imensidão de dramas humanos nas costas; mas nesses longos e atormentados dias punhas-te a estudar, escrever, lecionar, publicar, superando todos os adversários nos seus campos de estudo e ganhando o respeito dos melhores. Sinto-me honrada por ter lutado por isso, cedo, aos vinte e poucos anos, ter labutado nos teus cursos, escritos, publicações, ter enfrentado nos tribunais os falsos depoentes e o descrédito da sociedade. Foi duro, mas esse sacrifício na juventude foi compensado. Tenho a satisfação de ver multidões hoje constatarem aquilo que eu já sabia lá atrás: Olavo é um gênio e faz o Brasil valer a pena. E a todo momento ver manifestações do mais profundo amor e reconhecimento a ti por parte de pessoas que nunca tiveram a oportunidade de conhecer-te, que alegria isso me traz! Graças a Deus, Olavo, por teres razão, coragem, generosidade, fé inabalável, e por ajudar tantos a construir suas vidas sobre fundamentos firmes.

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É mais que evidente que, sem o salto para uma visão cultural mais universalista e abrangente, o Brasil continuará a ser feito de cabra-cega num jogo cuja complexidade ultrapassa infinitamente o horizonte de consciência do “debate nacional”.
No último meio século, duas tentativas foram feitas para dar à cultura nacional o “upgrade” sem o qual o país não poderá jamais, não digo escapar da trama globalista, o que me parece impossível, mas ao menos deslizar vantajosamente entre as suas malhas conservando um mínimo indispensável de autonomia.
A primeira dessas tentativas foi a obra do Mário Ferreira dos Santos. A segunda, o meu próprio trabalho que se tornou público desde o início da década de 90.
A primeira foi recebida com o silêncio e a presunçosa indiferença nascidos da total incompreensão. A segunda, com a mais virulenta e abjeta campanha de difamação que já se viu ao longo de toda a história nacional.
Só quem tem a perder com isso é… o país inteiro.

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Lucy e seu protetor.

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25.9.2017

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Essa revoada de carrapatos alucinados não vai alterar em NADA o conteúdo das aulas do COF. Fiquem tranquilos.

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Vigaristas acreditam piamente que só dois tipos de pessoas existem no mundo: vigaristas e otários. Defrontados com alguém que seja honesto sem ser idiota o bastante para que o façam de trouxa com a maior facilidade, irritam-se e desorientam-se por completo, entregando-se à compulsão viciosa de explicar o bem pelo mal, a inocência pelo crime. Falhando em encontrar o delito secreto que explicaria tudo, tratam de inventá-lo, e venderiam a própria mãe para pagar qualquer falsa testemunha que os ajudasse a compor uma ficcão difamatória convincente capaz de aliviar o desconforto sem fim de contemplar – oh, horror! – a honestidade triunfante. É aí que se transformam eles próprios nos maiores otários, dando repetidamente com a língua nos dentes, urrando de dor e ódio sob as gargalhadas da platéia, e acabando por revelar a ingenuidade pueril da sua falsa esperteza.

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Existe algo mais patético que que acusar alguém de omissão perante um crime sem apresentar a mais mínima prova de que o crime aconteceu e sem poder nem mesmo declarar o nome do suposto criminoso?
Existe. É acusar alguém de um crime cujas vítimas negam taxativamente que o crime aconteceu.
Nunca esperei viver o bastante para ver uma filha minha lambuzar-se até à medula nesse duplo ridículo, e fazê-lo por uma quantia em dinheiro que eu mesmo lhe teria dado sem lhe pedir nada em troca.

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A ânsia de posar de detentora de horripilantes “inside informations” sem levar em conta que a fonte delas é uma doida varrida ainda vai levar muita gente para a cadeia. O representante das FARC no Brasil, dr. EMIR SADER, informa a todos os seus três leitores que um dos donos de uma empresa investigada na Lava-Jato financiou a minha vinda para os EUA. A prova do crime é uma foto de aniversário, datada de 2007, na qual esse empresário, meu aluno na época, aparece ao meu lado. Se a alegação fosse verdadeira, ainda assim usá-la como instrumento para insinuar algum envolvimento meu com aquela empresa e com os crimes investigados na Lava-Jato seria absurdamente rebuscada e postiça, inspirada naquela malicia pueril tão comum entre bandidinhos de arrabalde e paus-de-galinheiro falantes. Infelizmente para o dr. Sader e similares, o que aquele cidadão fez foi apenas ajudar uma prima dele, residente em Nova York, a comprar uma casa na Virginia, para fins de investimento. Essa dona me alugou a casa e, quando não pude mais pagar o aluguel, fui despejado. Tenho todos os contratos e recibos. Homem bom e generoso, o empresário ofereceu-me então um empréstimo para dar de entrada em outra casa, mas não o aceitei. Lancei um curso novo, que me rendeu a quantia necessária para esse fim. That’s all, folks.

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Não percam:

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Mensagem do Leonardo Fernandes:

Professor,

Quero dar meu depoimento e afirmar que o senhor, além da incrível capacidade de dominar o conhecimento que adquiriu ao longo da vida pondo-o a serviço do Brasil por meio de áudio, vídeo e escrita, é capaz, a partir de um testemunho como verdadeiro homem, de nos trazer uma pessoa: Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nascido e criado em Vila Isabel, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, frequentei durante 11 anos o colégio Nossa Senhora de Lourdes. Dividido entre Deus e as medíocres aspirações de uma família burguesa que só acredita ser possível viver tendo um emprego, sucumbi e, antes dos 20 de idade, abandonei a fé e comecei a posar de ateu. Só assim eu poderia esquecer o que aprendi e viver conforme os exemplos a que tinha acesso.

Não tive pendor revolucionário algum, pois, dada a falsidade intrínseca das pessoas que compõem os quadros dos movimentos de esquerda, nunca me senti atraído pelos ideais por eles propagados, e, como um átomo solto numa atmosfera hostil, tentava enfrentá-los, burramente, com um conjunto de teorias capitalistas.

Esses pequenos interesses superficiais, porém, não eram capazes de dar sentido à minha vida e, então, refugiei-me na produção literária e filosófica de Albert Camus. Permaneci um bom tempo nesse marasmo corrosivo, alternando entre a sensualidade e a luta infrutífera contra os petistas. Somente ao conhecer sua filosofia, há quatro anos, em meio à desesperançada rotina auto-imposta, é que comecei a botar a cabeça para fora do inferno para vislumbrar o céu.

Obviamente, não fui o primeiro nem serei o último a ficar admirado com o preciso diagnóstico da situação brasileira feito pelo senhor ao encadear, num quadro amplo e geral, os fatos particulares. Algo me atraía de tal maneira que minha única ação foi embriagar-me com uma parte de sua vasta obra, intercalando textos em sites e vídeos no YouTube. Foi um momento de imersão total que mudou radicalmente a minha vida.

Quando ouvia-o comentar temas quotidianos com tanta propriedade, não podia deixar de lembrar que, antes de começar a explanação, fora pedido a intercessão da Santa Virgem. Eu falava sozinho: “Um homem com tamanho conhecimento pede a intercessão da Virgem, e eu fico na minha soberba. Tem algo de errado.” Desde então aprofundei-me no estudo da doutrina sagrada. O mais impressionante é que as aulas do COF davam forma a tudo o que eu aprendia e a minha visão expandia-se.

Um exemplo: num sábado, enquanto a turba se divertia nas mais variadas formas de entretenimento que uma cidade como o Rio de Janeiro oferece, eu assistia a mais uma aula do COF deitado em minha cama com o notebook em cima da minha gelatinosa barriga e um balde de pipoca ao lado que eu manejava preguiçosamente. O senhor explicava, pausadamente, o conceito de matéria e forma em Aristóteles usando como exemplo um gato. Dizia que ao vermos um animal desta espécie, não vemos o que realmente é, mas tão somente sua aparência. Por baixo, invisível aos dados dos sentidos, é que está o gato tal como ele é. A coisa em si projetada pela inteligência divina. No instante seguinte, PIMBA! A minha mente foi iluminada com uma passagem bíblica: “Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que vêem se tornem cegos.”. Espantado, arregalei os olhos. Só não caí para trás porque já estava deitado.

O processo foi doloroso, visto que viver em pecado condiciona o homem para o mal impossibilitando-o de fixar-se na verdade e fazer o bem. A esses pequenos flashes divinos sucediam-se quedas bruscas. Eu havia me cegado e, tentando enxergar novamente, era empurrado para baixo da mesma maneira que Dante relatara os luxuriosos: arrastando o peito no chão.

Um certo dia, ao chegar do trabalho à minha casa, liguei o notebook e vi um vídeo do Gugu – outra pessoa que me ajudou muito com consultas e conselhos – falando sobre tentação. Deitei na cama, com os dois braços dando apoio à cabeça, e comecei a remorar a minha vida desde a adolescência, tentado recuperar o ponto que me religaria ao céu. Vi meus pecados e disse: Sim, eu fiz tudo isso. Não sei como materializar o que me aconteceu, mas lembro de ter sentido um alívio e nunca mais tive impulso nenhum. É claro que vi uma quantidade de mal terrível na minha alma e tenho dó dessas pessoas que difamam e agem irrefletidamente. Não têm noção do que está ocorrendo.

Mesmo sem nunca ter trocado uma palavra com o senhor, sei que és uma boa pessoa porque é muito difícil um homem saber tudo o que sabes se não for autorizado por Jesus. “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai; e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho, e aquele a quem o Filho o desejar revelar.”

Professor, eu só tenho a agradecer ao senhor por ter escolhido ser filósofo. Caso contrário, talvez isso tudo não tivesse ocorrido comigo. Lembro de uma passagem do livro A peste, do Camus, na qual o padre Paneloux interpela Jean Tarrou, incitando-o a ser santo. Este responde que já tinha problemas demais ao tentar ser homem. Um dos males de nossa época e não conseguir ser homem, e o senhor conseguiu.

*

 

25.9.2017

Dezesseis livros, duas mil aulas e palestras, centenas de vídeos, tudo isso é só disfarce, máscara. Por baixo dessa fachada, o verdadeiro Olavo de Carvalho só se dedica a comer fetos, fazer missas negras e organizar surubas homéricas, além de preparar uma guerra mundial…E o paranóico, é claro, sou eu.

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Recordar é viver::

Seminário de Filosofia – 15 e 22 de dezembro de 2012

Notas para desenvolvimento em aula

Olavo de Carvalho

Crença e sistema. — “Acreditar” significa “dar crédito” — ceder em confiança algum bem material ou imaterial, contando com que disso não resultará perda ou decepção. Os dois elementos aí envolvidos são o valor do bem emprestado e a confiança no retorno.
Acreditar é uma decisão pessoal intransferível. Conselhos, pedidos ou razões externas podem reforçá-la, mas não determiná-la, muito menos criá-la. O acreditar envolve por isso uma responsabilidade – aquele que acredita hoje há de responder, amanhã, perante si mesmo ou perante terceiros, pela veracidade ou confiabilidade daquilo em que acreditou.
O acreditar não é somente uma atitude cognitiva, mas uma decisão, um ato moral interior. A autenticidade da crença confirma-se quando se tomam novas decisões baseadas nela, sobretudo se essas decisões implicam alguma responsabilidade perante terceiros.
Você pode acreditar numa pessoa, numa promessa, numa doutrina. Nos três casos, a estrutura do acreditar é a mesma. Você pode continuar acreditando numa pessoa que o decepcionou, numa promessa que nunca se cumpre ou numa doutrina que se demonstrou falsa. Quanto mais evanescentes as razões de acreditar, tanto maior o investimento psicológico necessário para sustentar a crença. Isso pode ir desde uma decisão corajosa de opor-se à opinião do meio até a ruptura com o mais elementar senso de realidade. Em todos esses casos a estrutura do acreditar continua inalterada.
Quando falamos de uma idéia ou doutrina, qual o valor da crença genuína como indicador da sua veracidade? Se um homem não acredita no que diz, por que deveríamos acreditar que diz a verdade?
Na técnica da argumentação – lógica, dialética ou retórica –, ensina-se que a sinceridade ou insinceridade do emissor é indiferente ao quociente de veracidade da tese que ele afirma. Negar essa tese com base na insinceridade do interlocutor é o que se chama tradicionalmente um argumentum ad hominem, e o argumentum ad hominem é tido como geralmente inválido. Na medida em que as afirmações versem sobre uma realidade que é independente dos indivíduos envolvidos na discussão, nada do que se diga a favor ou contra estes pode confirmá-las ou impugná-las.
A filosofia, porém, vai muito além da mera arte da argumentação. Por mais perfeita que esta se torne, algumas das suas regras, aplicadas de modo raso e direto às discussões filosóficas, às vezes falham miseravelmente.
Desde logo, nenhuma tese filosófica pode legitimamente ser amputada do “sistema” que a gerou, nem a expressão formal do sistema em palavras pode ser considerada separadamente da concepção do mundo que subjaz a ela na mente do filósofo. Esta observação permanece válida mesmo se tomamos a palavra “sistema” no sentido mais vago e frouxo que adquiriu no pensamento moderno após o descrédito dos grandes sistemas construtivos do racionalismo clássico.
Se é assim, nenhuma “tese” filosófica se esgota no seu próprio enunciado genérico, mas subentende um mundo de nuances e intenções inexpressas, que o intérprete deverá tentar desencavar para chegar a uma compreensão adequada do pensamento do filósofo.
Nesse sentido, a intensidade, seriedade ou sinceridade da crença que o filósofo deposita nas suas teses faz parte delas intrinsecamente. No mínimo, a consideração desse fator é indispensável para se avaliar a importância, o peso e o verdadeiro significado de uma determinada tese no conjunto do “sistema”. Uma tese filosófica, afinal, não é uma frase solta dita a esmo por um sujeito impessoal e anônimo, mas é uma das muitas perspectivas que se articulam na visão total do sistema.
Ora, o sistema só existe como expressão, ou consequência, da unidade da consciência humana.

***

Autoridade. — Como ninguém pode saber tudo, nem dirimir por si mesmo todas as dúvidas que o assaltam desde dentro e desde fora, cada um, mesmo entre os mais independentes, racionais e céticos, tem de se remeter em última instância à fé numa autoridade impessoal e coletiva, que a seus olhos possui ou deve possuir, real ou virtualmente, todas as respostas.
O fiel católico confia-se à Revelação e à sabedoria tradicional da Igreja; o militante revolucionário, ao tirocínio infalível do Partido; o cético e o materialista, ao consenso científico que ele julga representar o cume do entendimento possível no estado presente da humanidade; o esoterista, à unidade secreta e inapreensível de uma Tradição primordial que, imutável na variedade alucinante das suas manifestações, atravessa os tempos sem se deixar afetar por eles. E assim por diante.
Cada um deles, resguardada a margem de incerteza individual que todos admitem, acredita-se assim razoavelmente protegido contra os erros maiores e mais catastróficos. Sem essa fé, o exercício mesmo da razão individual estaria paralisado no nascedouro, esmagado e sufocado sob o impacto simultâneo de milhões de dúvidas irrespondíveis. Para raciocinar sobre o que quer que seja, é preciso deixar essas dúvidas em suspenso, mas isso só é possível graças à expectativa tranqüilizante de que alguma entidade ou corporação já tem, ou há de ter mais cedo ou mais tarde, todas as respostas essenciais.

***

Língua e mundo. — Nenhuma língua é um sistema fechado, nenhuma comunicação humana prescinde da referência a um universo extralingüístico de seres, coisas e fatos que linguagem alguma poderia jamais produzir.
Desde logo, não há linguagem sem sinais corporalmente sensíveis – visuais, auditivos ou tácteis – que, enquanto dados do mundo físico, não dependem da linguagem nem nela se originam, mas têm de ser encontrados prontos na natureza para poder integrar-se no sistema de comunicação no papel de signos linguísticos. E mesmo essa integração não é jamais completa: um som, um sinal gráfico, um estímulo sentido na pele conservam sua realidade de fenômenos corporais independentes de sua função linguístico, como o prova a simples existência de várias línguas diferentes: o som Schweinerei pode ser ouvido perfeitamente por quem não compreenda uma só palavra da língua alemã, assim como nada impede que um chinês recém-desembarcado no Rio de Janeiro, incapaz de dizer mesmo “Bom dia” em português, ouça, se não for surdo, tudo o que estou lhes dizendo aqui.

***

Lógica e temporalidade. — A lógica é a ciência do discurso coerente. Não do discurso sobre isto ou sobre aquilo, não deste ou daquele discurso, mas do discurso em geral, considerado independentemente de qualquer conteúdo em particular. Qual o conteúdo de um discurso sem nenhum conteúdo em particular? São entes hipotéticos, meros esquemas de possibilidade. Do ponto de vista do seu conteúdo, portanto, a lógica é a ciência das relações possíveis entre entes hipotéticos. Dito de outro modo, é a ciência da possibilidade em geral. Seu objeto é a estrutura da possibilidade enquanto tal. Mas nenhuma possibilidade pode ser concebida sem referência a um quadro de condições reais que a possibilitam, e nenhuma condição real pode fazer parte do objeto da lógica. O estudo da possibilidade, sem referência a nenhuma condição real, só pode ser feito desde o ponto de vista das limitações intrínsecas da possibilidade em geral. Os conceitos fundamentais da lógica são portanto o necessário e o impossível. O necessário e o impossível considerados em escala absoluta, incondicionada, independente de quaisquer variações reais que os modulem ou atenuem. Trata-se portanto da pura forma do necessário e do impossível. Todas as escalas intermediárias entre o necessário e o impossível – o provável, o razoável, o verossímil e o meramente possível – dependem necessariamente de condições reais que as delimitem, e não podem, por si mesmas, ser objetos da lógica. Esta considera o necessário e o impossível independentemente não só de quaisquer condições reais, mas independentemente do conhecimento humano.
No entanto, é evidente que, se o conhecimento humano, com todas as suas limitações e possibilidades, não pode fazer parte do objeto da lógica, ele faz parte, necessariamente, das condições que permitem a existência da lógica como ciência. A lógica, portanto, ignora necessariamente a condição de possibilidade da sua própria existência enquanto ciência. (Não cabe deixar-se enganar por meras palavras: a chamada “lógica material”, ou teoria do conhecimento, não é uma lógica de maneira alguma, mas a ciência de uma realidade empírica, que é o conhecimento humano.)
Considerada desde o ponto de vista da possibilidade da sua existência como ciência, a lógica é uma expressão, ou conseqüência, da unidade da consciência humana. Sem esta, a estrutura da possibilidade em geral permaneceria intacta, mas o seu conhecimento seria totalmente inacessível aos seres humanos, como o é para os ursos ou as galinhas.
A unidade da consciência humana verifica-se no tempo, na continuidade entre o que se pensa (ou se sabe) num determinado instante e o que se pensou (ou se soube) num momento anterior. A retenção do pensamento pensado e a sua protenção, ou projeção num pensamento seguinte, são as condições sem as quais nem poderia haver pensamento lógico nem muito menos uma ciência do pensamento lógico.
Os objetos da lógica, no entanto, por serem meramente hipotéticos, são intemporais, atemporais ou, se quiserem, supratemporais. A possibilidade de uma ciência da lógica repousa, portanto, inteiramente na possibilidade de objetos atemporais se tornarem acessíveis a uma consciência temporal por meio da mera continuidade desta última. Essa possibilidade só existe porque a consciência humana é capaz de transitar entre o simultâneo e o sucessivo, ou seja, de representar o tempo por meio do espaço e vice-versa. Suponhamos que você acompanhou uma longa demonstração lógica no quadro negro. O expositor escreveu uma proposição, depois outra, depois outra e assim por diante até a conclusão. É uma série de fatos que se desenrolam no tempo. No entanto, se você em seguida não for capaz de apreender a demonstração inteira em modo simultâneo, como um conjunto de relações independentes do tempo, a validade da demonstração lhe escapará por completo. A certeza absoluta da conclusão soará aos seus ouvidos como uma afirmação gratuita, uma opinião apenas.
Acontece que, com o desenvolvimento da técnica lógica e a utilização dos computadores, é possível traçar cadeias lógicas tão longas que escapam a qualquer possibilidade de verificação humana: nenhum ser humano é capaz de acompanhar todos os passos da demonstração e retê-los na memória de modo a apreender, no fim, a unidade entre eles e a conclusão.
A unidade da consciência humana, que possibilita o advento da lógica, torna-se aí um mero detalhe irrelevante no curso de uma seqüência de demonstrações que prossegue imperturbavelmente sem ela, ou a despeito dela. O sentimento subjetivo de certeza que acompanha as demonstrações lógicas é então substituído por uma aposta na confiabilidade das máquinas que efetuam as demonstrações. Essa aposta, por sua vez, depende da confiança que se deposite numa comunidade de pessoas qualificadas que subscrevem a mesma aposta.
Dito de outro modo: quanto mais se aperfeiçoam os instrumentos da lógica, mais as operações que ela realiza tendem a escapar de todo controle humano e a depender de um ato de fé na autoridade da comunidade científica.
Com isso, escapamos da esfera de razoabilidade do diálogo humano e entramos numa outra esfera de racionalidade, que já não se baseia no discurso coerente e sim numa rede mundial de máquinas e instituições que nenhum ser humano pode abarcar num só olhar e controlar intelectualmente.

*

Joice Hasselmann fez uma transmissão ao vivo.

24.9.2017

21687738_10155655601947192_7099245092859728190_n.jpgDa página Juntos pelo Brasil:

Leiam os depoimentos de SETE dos oito filhos de Olavo de Carvalho sobre o episódio da carta. O placar final é 7 a 1 em favor do Professor Olavo.
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“Difamar ou caluniar alguém por dinheiro é um pecado GRAVÍSSIMO, mas fazer isso contra os próprios pais é uma ABOMINAÇÃO SATÂNICA.”
– Luiz Gonzaga de Carvalho Neto.
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“Estou vendo muita gente falando mal do meu pai sem conhecê-lo. Então para quem quer saber todos os podres de Olavo de Carvalho, aqui estão palavras verdadeiras de quem viveu com ele por mais de 20 anos.
– Ele é o pior jogador de futebol que já vi. Uma vez ele foi chutar uma bola parada e conseguiu pisar nela e cair.
– Ele não sabia brincar de lego. Quebrava tudo e misturava as peças.
– Ele não nos avisava com antecedência quando íamos nos mudar. Um dia ele disse que iríamos nos mudar para a França. Quando perguntei que dia, ele falou amanhã.
– Ele ria de tudo o que eu fazia e criou uma expectativa falsa em mim. Eu achei que era a pessoa mais engraçada do mundo, mas na escola ninguém ria das minhas piadas.
– Ele sempre foi muito exagerado. Quando eu pedia para ele me comprar um sanduíche no McDonalds ele me comprava treze.
Para vocês verem que horror de pessoa ele era. Esses foram os piores detalhes da sua profunda personalidade.
– A pior de todas é que eu nunca consegui respeitar muito meus professores. Eles pra mim estavam tão longe do meu pai que eu os considerava meus peers.
Te amo pai. Logo esqueceremos dessa maluquice toda e voltaremos a trazer sorrisos e risadas para sua vida.”
– Pedro de Carvalho.
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“Meu pai, Olavo de Carvalho, é a pessoa que mais admiro e com quem mais aprendi e continuo a aprender nesta vida. Entre as virtudes que, nele, mais aprecio estão a magnanimidade, a generosidade e a caridade, tudo resumido no que se tornou, para tantos que com ele conviveram, a regra máxima da vida: não transigir no amor ao próximo.
Não recebi de meu pai, até hoje, senão gestos de carinho, compreensão e apoio. Se me apontou alguma coisa, desde que vim ao mundo, foi tão somente o seu olhar amoroso.
Que minha irmã mais velha, Heloísa, possa saber-se presente em minhas orações.”
– Inês de Carvalho.
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“Meu pai, Olavo de Carvalho, é a pessoa mais generosa e amorosa que já conheci. Ele sempre foi e sempre será o meu maior exemplo de ser humano. Dizer que ele é o melhor pai do mundo é pouco. Ele é muito mais do que isso. Meu pai, meu professor, meu herói, minha maior inspiração.”
– Leilah Carvalho.
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“Contaram-me a treta da Heloísa, li a carta aberta e gostaria de declarar apenas isto:
A Heloísa tem macacos no sótão e melhor faria se, em vez de soltá-los ao mundo, fosse penteá-los.
Espero que o pai não se deixe abater com isso. Ao que consta, sete dos seus oito filhos têm por ele gratidão, não rancor. Não é um número tão mau assim.”
– Percival de Carvalho.
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“Eu evitei qualquer tipo de comentário sobre toda essa situação entre a minha irmã, Heloisa, e meu pai, Olavo. Porém, sérias acusações estão sendo feitas e não posso me silenciar diante disso.
O fato é: meu pai NUNCA apontou uma arma para a minha cabeça, e também NUNCA o vi apontar uma arma para qualquer outra pessoa. As armas que ele me MOSTROU, foram entregues por ele nas minhas mãos, para que eu mesmo pudesse atirar no shooting range que havia na casa dele na Virginia. Uma dessas vezes foi registrada no vídeo abaixo.
O que eu tenho a dizer sobre o resto da carta da Heloisa, e das outras acusações, é que ela é uma ingrata. Sempre foi com todos. Com a mãe, com o pai, com amigos e até mesmo com a tia que a criou, e a quem eu também devo muito.
Eu realmente sinto muito que meu pai, a essa altura da vida, tenha que passar por isso, e amargar o desgosto de ter a própria filha voltada contra ele e ainda por cima abraçada na pior corja de seres humanos que existem.
Independente dos problemas que qualquer um de nós, filhos, possam ter com ele, qualquer rede social não é lugar para resolver. Meu pai não é perfeito, como qualquer outro ser humano, mas uma coisa eu posso dizer com certeza: ele sempre perdoou qualquer pessoa que lhe pedisse desculpas, e fosse sincera, colocando imediatamente uma pedra em cima do assunto.
Acredito que, por pior que seja a situação e as histerias da Heloisa, enquanto se está vivo, sempre há esperança.”
– Davi de Carvalho.
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“REPETINDO E REPETINDO E REPETINDO…
Sujar a imagem dos pais “lavando roupa suja em público” é um pecado GRAVÍSSIMO, mesmo que as acusações sejam verdadeiras. Inventar mentiras sobre os pais é uma ABOMINAÇÃO BLASFEMA da pior categoria que muitas vezes é seguida de punições divinas já nessa vida.
Quando os pais cometem injustiças contra nós, devemos perdoar ou, na pior, nos afastar. Quando os pais cometem injustiças contra terceiros, o máximo que podemos fazer é testemunhar a verdade diante de AUTORIDADES LEGÍTIMAS, nada além disso e JAMAIS em redes sociais.
Isso é o que Deus, através de nossa amada Religião, nos ordena, mesmo quando nossos pais não gostam muito dela 🙂
Compartilhem à vontade (copiando e colando) mas, nesse caso, insisto que citem a fonte.”
“”Nossos pais foram ELEITOS POR DEUS como intermediários de nossa criação, daí toda a necessidade de honra-los na medida do possível e de respeita-los sempre.
“Quem não é grato à criatura não pode ser grato ao Criador!” – Hadith””
– Tales de Carvalho.
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Estamos com Olavo de Carvalho!

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Pedro Zambarda, do Diário do Cu do Mundo, volta, DEPOIS QUE AS PRÓPRIAS VITIMAS ALEGADAS O DESMENTIRAM, a me acusar de ameaças a mão armada que eu teria feito a meus filhos. Maior evidência de dolo na prática do crime de calúnia não poderia haver.

*

Não se trata somente de assassinato de reputação. Os interessados buscam, com obstinação maníaca, descobrir QUALQUER coisa da qual possam me acusar na Justiça barsileira ou americana. Como não encontram nada, redobram a virulência da campanha difamatória.

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O Facebook recusa-se a impulsionar a mensagem sobre o Zambarda, sob a alegação de que “não segue as Políticas de Publicidade do FacebooK”. O mesmo Facebook recusou-se a bloquear a página dos Veadascos, sob a desculpa de que ela não viola a alta moralidade da instituição. O favoritismo é evidente.

*

Um detalhe insano entre mil outros. Na entrevista que deu ao Pedro Zambarda, milha filha Heloisa, misturando psicoticamente épocas, lugares e pessoas, disse que no Brasil sempre tive armas, por ser um paranóico incurável. Na verdade, só tive um velho revólver calibre 32, cedido por um vizinho, durante os poucos meses em que vivi na periferia de Duque de Caxias, RJ, um lugar onde somente um doido varrido se recusaria a ter uma arma para defesa doméstica. Na nossa casa da Bela Vista, São Paulo, havia duas armas, igualmente velhas, pertencentes a um casal que morava conosco (não dou os nomes para não envolver pessoas inocentes neste “imbroglio”). That’s all, folks.

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Dezesseis livros, duas mil aulas e palestras, centenas de vídeos, tudo isso é só disfarce, máscara. Por baixo dessa fachada, o verdadeiro Olavo de Carvalho só se dedica a comer fetos, fazer missas negras e organizar surubas homéricas, além de preparar uma guerra mundial…E o paranóico, é claro, sou eu.

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23.9.2017

Da página do Lucas Mafaldo:

Semana passada, descrevi um caso que não causou o espanto merecido: um jornalista decidiu propositalmente publicar uma notícia falsa para queimar a reputação de um desafeto político.

Em qualquer país sério, alguém que fizesse isso seria sumariamente demitido e o próprio jornal sofreria um abalo imenso em sua reputação.

Porém, o caso não gerou comoção alguma. Afinal, “o sujeito merecia”, disseram alguns, por supostamente ser incompetente ou ter a ideologia política errada.

(Como um amigo falou nos comentários, é o equivalente do “quem mandou usar saia” da intelectualidade.)

Agora, peço que parem um segundo e imaginem a premissa monstruosa que está implícita nesse raciocínio: quem possui defeitos pessoais ou ideias políticas diferentes das nossas não deve reclamar se for difamado pela grande imprensa.

Quem raciocina assim simplesmente não sabe o que é justiça. Essas pessoas não internalizaram que o justo/injusto é um valor INDEPENDENTE e MAIOR do que o critério do gosto/desgosto ou amigo/inimigo.

Afinal, se você acha que seu amigo merece ser tratado com justiça enquanto seu inimigo pode ser sacaneado à vontade, então você não se importa de verdade com a justiça — você se importa apenas com seu amigo.

Agora ampliem esse critério valorativo para todas as situações sociais. Imaginem que toda ida a um órgão público, audiência judicial e blitz de trânsito serão decidas sem qualquer referência objetiva, tendo apenas em conta a opinião subjetiva do sujeito sobre você.

É óbvio que isso vai virar um inferno em dois segundos. É a politização total da sociedade e o início da guerra de todos contra todos.

Porém, é só eu dizer o nome do cara que foi difamado que aparecerá um monte de gente dizendo “ah, mas esse aí merece mesmo, quem mandou…”.

***

Mas o pior é que, poucos dias depois desse meu espanto, apareceu uma difamação AINDA pior.

Tentem pensar no caso fazendo abstração do personagem: a imprensa resolve quebrar um silêncio inexplicável em torno de um dos autores mais populares do Brasil para escancarar detalhes da sua vida privada. Ou seja: até a véspera, tratavam-no como alguém irrelevante. No dia seguinte, como alguém que deve ser urgentemente destruído.

Mas a coisa fica ainda mais sinistra: a suposta denúncia tem como origem um grupo que se dedica integralmente à destruição da reputação do autor. O jornal não parece ter curiosidade alguma em investigar o fenômeno, em si mesmo estranhíssimo, de alguém ter inimigos tão dedicados. O faro jornalístico parece também insensível ao fato desses inimigos acusarem o autor de… tudo. Simplesmente: de tudo. Desde erros banais aos crimes mais sórdidos, passando por intenções contraditórias e impossíveis. Sem falar que a carta-denúncia ainda é assinada pela filha do autor, em uma história onde se misturam problemas pessoais e demandas financeiras.

Nosso investigador parece incapaz de dar o seguinte passo lógico: se alguém está sendo denunciado por tudo, é óbvio o objetivo não é a denúncia em si mesmo, mas a destruição da reputação do alvo.

No mínimo, o absolutamente mínimo, é que as pessoas dessem um passo para trás e observassem essa história com cuidado. Afinal, trata-se de uma situação envolta em um mar de confusão. Progredir nisso seria causar ainda mais injustiça.

Mas esse tipo de prudência não parece fazer parte da cultura brasileira. Tanto os jornais como várias personalidades intelectuais pareceram… comemorar o evento.

Como no exemplo anterior, é só citar o nome do personagem para aparecer um monte de gente justificando os ataques. “Ah, mas esse aí merece! Quem mandou…”.

***

Entrar em uma defesa integral da filosofia de Olavo de Carvalho é, como dizem os americanos, “miss the point”. O pressuposto seria, então, que só aqueles que escrevessem tomos filosóficos irrefutáveis mereceriam ser tratado com dignidade.

O que nos leva a outro vício cultural brasileiro: transformar toda discussão intelectual em um Fla-Flu interminável.

Se você citar o nome de Olavo, será categorizado eternamente como um “olavete”. Se discordar dele em um milímetro, irá atrair o clubinho dos anti-olavetes para uma reunião urgente na sua seção de comentários.

Mas eis o que deveria ser o óbvio do óbvio: não é assim que se lê um autor de filosofia.

Os brasileiros possuem o vício de se tornarem “X-istas”. Eles lêem as obras completas de X e passam a vida inteira defendendo X. Para essas pessoas, parece impossível que alguém leia também Y e Z e crie sua própria síntese com seus próprios miolos.

É exatamente isso que eu sempre tentei fazer (e não digo isso como mérito pessoal, pois isso é apenas a prática normal de qualquer estudante mundo afora).

Li com muito interesse parte da sua obra (aprecio muito seus comentários sobre a cultura brasileira), fiquei em dúvida em relação a algumas de suas teses (como a coisa sobre a “mentalidade revolucionária”), discordo frontalmente de outras (não partilho da sua impaciência com o Papa) e simplesmente não tenho interesse por algumas das suas referências (sempre achei instintivamente tudo relacionado ao perenialismo pura maluquice — e, pelo visto, ele também se afastou disso com o tempo).

Mas eis o que me parece óbvio: por que eu concordaria integralmente com alguém se eu mesmo estou sempre aprendendo e mudando de opinião? Leio para aprender e, quando aprendo com parte da obra de um autor, fico agradecido e sigo em frente.

Mas eis o passo que não consigo conceber: o sujeito que, por discordar de um pedaço, quer destruir… o próprio autor da obra.

O que me leva de volta à toxidade do clima intelectual brasileiro.

É o terreno do tudo ou nada. O mundo se divide entre amigos e inimigos. Justiça, estética, verdade e moral não são valores independentes: são apenas armas para meter porrada nos inimigos.

***

Talvez vocês pensem que estou exagerando. Que as coisas aí não são tão ruins. Ou talvez que aqui fora não sejam tão melhores.

Mas me digam se isso é normal: já perdi as contas de quantos professores, mesmo com cargos elevados em federais, me confessaram, olhando para os lados com sincero nervosismo, de que lêem Olavo, mas que não dizem nada por medo de terem suas carreiras destruídas.

Que tipo de país é esse onde um acadêmico tem medo de ser destruído por… ler o autor errado?

Esse tipo de pressão informal, evidentemente, existe também por outros motivos. Desde divergências teóricas e religiosas até a mera disputa por verbas. O que torna o cenário ainda mais lamentável. É pequeneza em cima de pequeneza.

Enquanto isso, sempre que vou ao Québec, saio para conversar com meus amigos da época do curso de filosofia, e, mesmo entre os eleitores dos partidos socialistas locais, eles falam dos colegas tomistas e straussianos (que possuem um peso político especial por aqui) como interlocutores dignos. Outro exemplo: o Alain Finkielkraut é considerado um autor “de direita”, mas está na Academia Francesa de Letras, nas páginas do Le Figaro, na France Culture e até convida figuras exóticas para seu programa de rádio.

É verdade que essa capacidade de diálogo tem caído, mas nada comparável ao poço sem fundo brasileiro, onde compartilhar notas difamatórias substitui a contra-argumentação.

***

Embora eu não tido a oportunidade de conviver com Olavo, eu tive algum contato com um dos seus alunos mais próximos: o Silvio Grimaldo.

Enquanto o meio cultural brasileiro está cheio de pessoas se esfaqueando pelas costas, o Silvio me tratou sempre com a mais absoluta generosidade. Já o procurei várias vezes pedindo conselhos, material bibliográfico e ajuda em assuntos variados e ele sempre me tratou com a maior atenção, sem pedir absolutamente nada em troca.

Minha impressão sempre foi estar diante de uma turma que queria apenas estudar e ajudar os outros. Exatamente o contrário da cultura média ambiente.

***

Foi o Silvio, aliás, que organizou meu primeiro e único encontro com o Olavo. Encontro, aliás, onde recebi dois conselhos que passei uma década para digerir.

O encontro ocorreu em 2008. Em um período de irritação com a carreira acadêmica, resolvi passar um semestre nos EUA. O Silvio então me convidou para ir conhecer o Olavo.

Estudante, sem um tostão no bolso, a família toda foi me buscar na estação de trem, em plena madrugada, e me hospedou pelo fim de semana. Passamos o fim de semana conversando e rindo.

Nem preciso dizer que não havia sinal algum do bicho-papão desenhado pelos difamadores. A única coisa que vi foi gente generosa e hospitaleira. Eu, um perfeito estranho, fui recebido como se fosse da família.

Embora eu nunca os tenha encontrado novamente, antes de ir embora, o Olavo me deu dois conselhos… que eu fui burro demais para por em prática.

Não me lembro das palavras exatas, mas a essência da coisa era mais ou menos o seguinte: a cultura brasileira era muito hostil e a academia brasileira era pior ainda. Em vez de voltar ao Brasil e insistir na carreira acadêmica, eu deveria ir morar fora, mesmo que fosse trabalhando em outra coisa.

Escutei o conselho, mas não quis abrir mão da academia. Até passei um tempo fora do país, mas voltei porque queria ser professor. Terminei mestrado, doutorado, pós-doutorado e ensinei em várias instituições.

Por todos os critérios exteriores, o meu sucesso nesse caminho parecia provar que o conselho dele estava errado. Mas…

… quanto mais o tempo passava, mais decepcionado eu ficava. Além dos problemas tradicionais do Brasil (violência, falta de segurança jurídica, burocracia, má qualidade dos serviços), eu não encontrava um mínimo de curiosidade intelectual ao meu redor. Ao contrário do que as pessoas geralmente dizem, o salário era a única coisa que não era ruim. Mas a falta geral de curiosidade e respeito pesava.

Teve uma hora que não deu mais. Decidi jogar tudo para cima e recomeçar em um ambiente mais agradável.

Creio que levou mais de um ano para cair a ficha: eu estava seguindo o seu conselho… com uma década de atraso.

Fui forçado a afirmar, calmamente, como quem diz uma obviedade, sem nem perceber que estava repetindo o tema do bordão:

– Caramba, não é que o Olavo tinha razão?

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Tempos atrás escrevi que a campanha difamatória movida pelos protestantes anglo-americanos contra a Espanha e a Igreja Católica durante cinco séculos foi mais vasta e mais duradoura do que qualquer empreendimento similar realizado pelos comunistas.
O Julio Soumzero, tentando impressionar os membros protestantes do Inter-American, traduziu assim: “Olavo diz que os protestantes são piores que os comunistas.”
Tsk, tsk.

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Já sei como o PT vai boicotar as eleições de 2018: vai se recusar a contar o resultado da apuração secreta dos votos.

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Isto é um simples dado da experiência. Vigaristas mal sucedidos têm um ódio implacável a pessoas que subiram na vida honestamente. Não se conformam com que elas tenham vencido a competição sem vender a alma e a honra, quando eles a perderam vendendo TUDO. É daí que nasce o clamor de “justiça social”: da ânsia incontida de fazer crer que a honestidade é apenas um forma socialmente aprovada de desonestidade, que roubar e não roubar não passam de duas modalidades de roubo.

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Já me fizeram de trouxa várias vezes, e nunca me ofendi demasiado por isso, pois não me gabo de ser o mais esperto dos espertos. Mas, se um sujeito não tem outra arma na luta pela vida senão a astúcia, ser ludibriado é a mais humilhante das ofensas. Nenhuma ira se compara à do vigarista que cai na trama de outro vigarista. Isso explica noventa por cento do clamor de justiça que se ouve no Parlamento e na mídia.

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Bertolt Brecht, ele mesmo um vigarista que roubava as peças escritas pela sua própria esposa, perguntava, pela boca do assaltante Mac The Knife: “Qual a diferença entre ROUBAR um banco e TER um banco?” Eu sei a diferença. O banquinho do interior no qual tenho conta jamais me roubou. Só me ajudou. Não posso dizer o mesmo dos bancos megabilionários pertencentes à grande burguesia que adora Bertolt Brecht.

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