7.8.2017

Lamento informar ao distinto público: No Brasil NÃO HÁ cientistas políticos exceto aqueles que eu mesmo estou formando. E não pensem que no exterior existem muitos.

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Tão boa é a cobertura do Drudgereport e do Infowars na política interna dos EUA, quanto é péssima a que fazem da política latino-americana. Não sabem PORRA NENHUMA do que se passa “South of Rio Grande”.

Filipe G. Martins Que falta sua obra faz aos americanos, Professor. O Infowars se benficiaria imensamente de uma compreensão ampliada do globalismo. A visão caricata que o Alex Jones e a equipe dele têm desse fenômeno acabam prejudicando até mesmo as análises que eles fazem da política doméstica dos EUA.
Olavo de Carvalho Coloquei nos comentários um link para o meu debate com o Duguin, mas não sei se alguém no Infowars vai se interessar. Em todo caso, acho que salvar o Brasil já é uma tarefa superior às minhas forças, quanto mais salvar os EUA. Afinal, eu sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no bolso…

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A condenação do xerife Arpaio por “desacato à côrte” — uma acusação da qual não se conseguiu encontrar uma única testemunha — é uma vergonha inominável, uma clara tentativa de abafar o que ele descobriu sobre os documentos falsos do Obama. Se o Trump não intervier para parar esse escândalo, ele vai perder um bocado de apoio.

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Sei que “excomungar” não é o termo apropriado, mas existe no Judaísmo alguma coisa equivalente. Já aplicaram ao Spinoza, com razão.

Tercio Gonçalves Pereira Eles correram para dar o Cherém ao Espinosa, mas o George Soros banca um grupo de mais de quatrocentos Rabinos, e rola muita grana…
Olavo de Carvalho Es fueda. O homem é o maior comprador de consciências que já se viu no mundo.
Victor Grinbaum Acredite-me, professor: ele já foi bem mais que excomungado
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Não entendo por que os rabinos do mundo não se mexem para excomungar o George Soros, o pior inimigo que Israel já teve depois de Adolf Hitler.

Max Weber dizia que a condição BÁSICA para alguém ser um cientista social é ter um CONHECIMENTO COMPARATIVO de várias épocas e civilizações. NENHUM professor dessa área, na universidade brasileira, tem isso.

Nos anos 80 participei de um debate sobre religiões comparadas, organizado na USP pelo prof. Jacob Pinheiro Goldberg. Com as exceções dele e do prof. Ricardo Mário Gonçalves, que era monge budista, ninguém ali sabia PORRA NENHUMA do que estávamos falando.

Meu irmão, que é um gozador temível, uma vez me disse:
— Acho que vou vender a minha alma, porque a minha honra já vendi mas pagaram muito mal.

O mundo mental dos “formadores de opinião” americanos — aqueles sujeitos dos quais o De Frango jura que eu sou um discípulo — é tão diferente do meu que às vezes nem sei por onde começar a lhes explicar o que penso.

Jamais agradecerei a Deus o suficiente por ter colocado o meu cérebro no mundo latino em vez do anglo-saxônico. Cada minuto que um sujeito gastou lendo John Locke ou Thomas Hobbes é uma oportunidade perdida de ler Sto. Tomás de Aquino.

Eric Voegelin leu a “Teoria da Justiça” do John Rawls e disse que o autor não havia percebido que era na verdade uma teoria da injustiça.

Karl Marx — vimos na aula de sábado — também não percebeu que estava fazendo a teoria da impossibilidade da revolução proletária.

A crítica mais devastadora que se pode fazer a um autor é que ele diz o contrário do que pensa dizer.

Quando vim para os EUA, pensei que ia me sentir bem no ambiente intelectual americano. Hoje sei que sou mesmo é um anticorpo.

Os americanos que melhor me entendem são verdadeiros “mavericks”: Diana West, Cliff Kincaid e Jeffrey Nyquist.

Houve também o Max Singer, mas, se continua vivo, está com uns 453 anos de idade. E o Constantine Menges já morreu.

Hélder Araújo Mavericks seria o quê? Estranho no ninho?
Olavo de Carvalho Excluído, marginal.

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Na América, o QI do cidadão vai baixando à medida que ele sobe na escala social. No topo da escalada é difícil distingui-lo de um jumento.

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O Massimo Alberti diz que, nas cidades européias, tudo o que é bonito é anterior à “revolução científica”. Na América não é muito diferente.

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Os países que produzem os melhores analistas políticos, hoje, são a França e a Itália. Há também um bocado de gênios russos espalhados pelo mundo.

Há ainda uns canadenses de cultura francesa.

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Leio tudo quanto é análise política que encontro. As melhores são aquelas que ninguém lê.

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Quando o neguinho é convidado para falar num “think tank” americano, o prestígio dele começa a subir e o QI a cair.
Com medo disso, fugi deles a partir de 2009.

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Quando uma jornalista toda gostosinha me convidou para ser “editor latino-americano” de uma agência de notícias, peguei meu boné e fui me esconder no matagal da Virginia.

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A mentira como método do discurso abortista.