28.7.2017

J. O. de Meira Penna assumiu integralmente o ideário liberal da escola austríaca, mas deu-lhe um brilho literário que ele nunca havia alcançado em parte alguma do mundo.

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Estamos entrando numa época em que o cúmulo da veadagem será o sujeito gostar de mulher.

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Considero a sua obra tão ou mais importante e valiosa quanto a de João Francisco Lisboa ou Joaquim Nabuco.

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Recebo do nosso amigo comum Luiz Jardim a notícia de que faleceu hoje, centenário e glorioso, o embaixador José Osvaldo de Meira Penna, um dos escritores mais originais que o Brasil já produziu no campo das idéias políticas.
Oremos pela sua alma.

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Inspirado na “boutade” do Gurdjeff (“os fins não interessam, só os meios importam”), há décadas venho dizendo que, em política, o que decide o curso das coisas não são as finalidades proclamadas, mas os meios de ação disponíveis. Não há no mundo um porra de um “filósofo da História” ou de um “cientista político” capaz de entender isso?

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Na época, nem os apóstolos nem os inimigos da ideologia de 68 se lembraram de fazer a pergunta essencial e óbvia: QUEM vai promover essas mudanças? Quem tem os meios de fazê-lo? Quem, senão a burocracia estatal e os grupos megabilionários?

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Também se comportaram de manera ridícula e pueril os inimigos do “espírito de 68” quando se puseram a combater as suas propostas nominais em nome de valores morais e religiosos, embarcando numa discussão de superfície — meras “tomadas de posição” — em vez de analisar o fenômeno na sua constituição interna e prever que a política diversitária era menos má pela imoralidade aparente dos seus ideais do que pelas sementes de opressão e tirania que ela trazia escondidas nas dobras de uma promessa de liberdade. Muitos ainda não saíram dessa fase: discursam bonito em defesa de “civilização ocidental e cristã” sem nem tentar compreender a natureza verdadeira do inimigo: enxergam apenas uma suruba de jovens intoxicados de liberdade onde há realmente o avanço de tropas bem armadas impondo por toda parte uma nova forma de tirania praticamente indestrutível.

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Por exemplo, quando Herbert Marcuse pregou a “politização do cotidiano”, como foi possível que o fizesse sem nem por um minuto se lembrar de comparar essa idéia com a definição de “política” em Carl Schmitt como aquele setor da existência humana em que nenhum conflito tem solução racional e tudo, portanto, tem de ser resolvido pela força? Bastava pensar nisso por UM MINUTO para entender que a politização do cotidiano, em vez de banir a opressão e a brutalidade, iria expandi-las para todas as áreas da vida social em níveis jamais observados antes. Mas, quando neguinho quer só fazer bonito numa cátedra de filosofia, para quê cumprir as obrigações elementares de um filósofo, a começar pela primeira delas, que é pensar no que está dizendo?

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Desde o início, a coisa mais óbvia do mundo era que a política diversitária iria criar a sociedade mais estratificada, controladora e opressiva de todos os tempos. Era impossível que fosse de outro modo. Que respeito intelectual se pode ter para com tipos como Michel Foucault e Herbert Marcuse, que saíram apregoando finalidades sem nem pensar nos meios de ação nem muito menos atinar com as conseqüências INEVITÁVEIS do seu emprego? Chegamos ao ponto em que bobocas intelectualmente imaturos são celebrados como grandes filósofos e continuam a sê-lo mesmo quando o desenrolar dos fatos já mostrou sua imprevidência e superficialidade.

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A lógica interna da política diversitária é implacável :

http://www.wnd.com/2017/07/state-segregate-students-who-object-to-sharing-showers-with-transgenders/#!

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O sucesso do Trump na área econômica contrasta de maneira assistadora com a sua incapacidade de manter os inimigos internos sob controle.

https://www.infowars.com/economy-expands-at-faster-2-6-percent-pace/

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O Lucas Novaes do qual escrevi há pouco NÃO É o Lucas Novaes amigo desta página. É um homônimo.

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Não é preciso ler toda a minha obra para concluir que não é possível me classificar como representante, porta-voz ou mesmo simpatizante de qualquer partido ou corrente política existente no Brasil ou fora dele. Ler os meus artigos políticos é mais que suficiente. Mas, no fundo, não é preciso nem isso. Basta notar a variada gama de correntes ideológicas das quais provêm os meus detratores: comunistas, socialistas, petistas, globalistas, liberais, libertarians, consevadores, rad-trads, evangélicos “enragés”, católidos jujubas e “hard core”, impeachmentistas, intervencionistas etc. etc. etc Cada um, vendo-me pelo ângulo da sua própria igrejinha, acredita abranger o horizonte inteiro do meu pensamento ao definir-me como o inverso simétrico da referida, o diabo do seu respectivo deus.

P. S. Também, em cada uma dessas correntes,há alguém que concorde comigo em alguma coisa, é claro.

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Da página do Fabio Blanco:

https://www.facebook.com/fabio.blanco.79/posts/1448179848596556?hc_location=ufi

Fabio Blanco

FILÓSOFO EM TEMPO REAL

Virou moda no grupo semi-intelectual da internet brasileira considerar os alunos e admiradores do professor Olavo de Carvalho como que uma segunda classe de intelectuais. Isso porque começam a considerar o próprio professor um intelectual de segunda classe. Criticando-o no nível da aparência de seu discurso, têm-no por grosseiro, retrógrado e, como se isso fosse um xingamento, apenas por um religioso conservador.

O fato é que nessa arrogância juvenil – porque não se trata de nada mais que isso – esses meninos estão perdendo a oportunidade de acompanhar, em tempo real, um pensador de primeiríssima linha – algo que não houve igual, por causa das diferenças tecnológicas, na história do mundo. Existiram filósofos gigantescos na história, e o próprio Olavo refere-se a eles constantemente, mas nenhum deles pôde ser acompanhado no desenvolvimento de suas ideias, como se seus alunos morassem na casa desses pensadores. Nós, porém, temos isso, mas nem todos se dão conta.

Sempre que eu leio algo escrito pelo professor Olavo de Carvalho, vejo que, nele, tudo o que é expresso tem peso de realidade, de verdade, de concretude. Ao mesmo tempo que suas investigações mergulham em profundezas inacessíveis a boa parte dos que o lêem, elas nunca são tomadas por abstracionices, por palavras vazias. Seus pensamentos possuem a força da realidade e mostram-se comprometidos com a experiência verdadeira da vida.

Isso tudo fica mais evidente quando leio aqueles que tentam comentar o que o Olavo escreve. Façam esse teste! É incrível a disparidade no peso das ideias. Enquanto o que o professor diz parece remexer com a matéria viva, com o âmago dos problemas, geralmente seus comentadores apenas lançam slogans e lugares-comuns, que assemelham-se à névoa.

A verdade é que esse comprometimento com a experiência real, sem abrir mão de sua substância, aliado a sua vasta cultura, é que faz do professor Olavo de Carvalho um fenômeno vivo.

No entanto, os quase letrados virtuais insistem em apenas criticá-lo na base do concordo/discordo, gostei/não gostei, certo/errado. Com isso, perdem o mais importante nessa experiência, que é a possibilidade da observação imediata de uma mente privilegiada que está sempre expondo ideias que são fruto de suas diversas leituras e de sua capacidade acima da média de sintetizá-las.

De minha parte, reconhecendo que, por seu talento, experiência, dedicação e capacidade filosófica comprovada, o professor Olavo, quando escreve, está expondo algo que contém uma imensidão de outros conhecimentos subjacentes, antes de tentar fazer qualquer crítica, me pergunto: quais são os dados que ele rastreou para chegar a essa conclusão e quais meios intelectuais usou para tanto? Isso porque eu sei que nisto está o seu legado, nisto está o seu mais sério ensinamento e eu tenho certeza que é essa a lição que ele quer passar para seus alunos.

No entanto, uma parte dos leitores jamais vai entender isso, porque lhes falta humildade para reconhecer a distância que existe entre eles e um filósofo de verdade.

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Hoje, sábado, às 18h30, horário de Brasília, darei uma palestra no encontro “A Direita e o Conservadorismo no Brasil”, à qual TODOS os meus alunos do COF terão acesso online. Não sei se depois disso será possível dar a aula semanal do COF. Avisarei no fim da palestra.

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Segundo o tal Lucas Novaes, eu, Olavo de Carvalho, afirmo que o Barack Obama é um agente estrangeiro colocado na presidência americana para criar uma nova religião mundial.
Preciso dizer mais?
Por que, meu caralho, por que tantas pessoas insistem em escrever sobre assuntos que estão manifestamenta acima da sua compreensão, do seu nível de cultura e da sua capacidade?
Por que não escrevem sobre coisas que conhecem, coisas da sua vida real, coisas das quais tiveram experiência direta?

Lucas Novaes Professor Olavo de Carvalho, que foi aquilo de Lucas Novaes falando de Barack Obama?
Olavo de Carvalho Lucas Novaes Sei que você jamais escreveria uma asneira daquelas, mas na hora não me lembrei de avisar que se tratava de um homônimo.

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Geigê Gonçalves, André Cohn e demais organizadores da exibição do filme “O Jardim das Aflições” no Arts and Design Museum de Nova York superaram todas as minhas expectativas em matéria de eficiência e gentileza. Agradeço a todos, de coração.

Geigê Gonçalves II Querido professor Olavo, em meu nome, do AndreDrica, Ana, Lena, Helena, CelsoValéria e de todos que integram o nosso grupo em NYC, receba o nosso “Obrigado”! Nós sempre imaginamos esse evento como algo que devesse, minimamente honrar sua visita e, mais que isso, demonstrar nossa gratidão por tudo o que o senhor tem feito para “abrir as mentes” dos brasileiros em relação à organização/modelo das Esquerdas! Para nós todos aquí, foi um prazer e uma honra receber o querido Prof Olavo e família! Gratidão RoxanePedro e Leilah

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Da página da Geigê Gonçalves:

https://www.facebook.com/100007920347347/videos/1921080618165931/

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