22.7.2017

Não deixem de ler:

http://www.wnd.com/2017/07/plot-to-replace-europeans-with-refugees-exposed/

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Até agora os bravos apóstolos da “diversidade” não mostraram um único caso de agressão a gay ou travesti, ocorrido no Brasil, que tivesse por autor um cristão praticante e por motivo a indignação religiosa. A inexistência de exemplos não impede, no entanto, que tipos como Luisa Gadelha e Flavio Moura continuem lançando sobre o “fanatismo religioso” a culpa de crimes que nenhum cristão praticou. Diluindo o específico no genérico, essa expressão lança sobre as principais vítimas da violência islâmica — 150 mil assassinados por ano — as culpas dos seus perseguidores e algozes. É uma confusão semântica tão grosseira e injustificável, que só um ódio anticristão essencialmente genocida, aliado a doses maciças de analfabetismo funcional, explica a sua presença constante no vocabulário da mídia.

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Órgãos de mídia anêmicos, falidos ou semifalidos, descobriram o truque mais sórdido para atrair leitores: publicam alguma mentira idiota contra o Olavo de Carvalho e em seguida lhe oferecem, fingindo gentileza, o direito de resposta. Sabem que o ofendido tem mais leitores do que jamais tiveram ou terão, e esperam, mediante essa manobrinha infame, parasitar uma parcela do seu público.

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Outra constante observada no puteiro sociológico nacional: ninguém pode aparecer na internet como aluno, leitor ou admirador do Olavo de Carvalho sem ver-se imediatamente cercado, em pessoa ou por mensagem escrita, de parasitas anti-olavistas que lhe oferecem cursos, hangouts, espaço em alguma publicação chinfrim, convites para congressos políticos e mil e uma outras lisonjas sedutoras.
Minha imagem pública tornou-se alimento para todo um exército de áscaris lumbricóides.

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Estendendo-se para muito além do círculo de leitores sérios que buscam conhecer o seu pensamento, a imagem pública de um escritor é um resíduo longínquo, diluído e inevitavelmente deformado da sua obra e da sua presença, como um cocô é um resíduo longinquo dos alimentos, esvaziados das suas propriedades nutritivas nobres e reduzidos a repasto de vermes. É justamente sobre ela que se lançam, famintos, os representantes de ONGs, de movimentos políticos e de empreendimentos comerciais, tentando viver da única parte dos ensinamentos do Olavo de Carvalho que lhes é acessível.

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Burrice e maldade são irmãs siamesas: onde vem uma, a outra vem junto.

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Li apenas as primeiras páginas de “Os Invernos da Ilha”, de Rodrigo Garcia Duarte, e já vejo que estou diante de um escritor de verdade, um dominador perfeito do idioma e criador de um mundo imaginário fascinante — em suma, um inesperado sobrevivente dos tempos em que havia uma literatura brasileira.

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Quando a gente pensa que o Brasil chegou ao fundo do poço, vem alguém e cava mais fundo. Uma professora Lucia Helena Issa colocou no Youtube um vídeo no qual promete “desmascarar as falácias do Olavo de Carvalho” sobre a Idade Média,e cita como fonte histórica “O Nome da Rosa”, do Umberto Eco, uma obra de ficção baseada numa hipótese impossível, a de que a segunda parte da Poética de Aristóteles tivesse sido proibida pela Igreja… numa época em que ninguém sabia sequer da existência da primeira parte (só descoberta em 1548).
Não contente com isso, a dona recomenda a leitura de Platão (na edição “Os Pensadores”, caraio!), jurando que na Idade Média a Igreja “proibia a filosofia grega”, o que transforma num mistério insolúvel o fato de que o platonismo dominou o pensamento católico desde Agostinho até o advento de Sto. Alberto e Sto. Tomás.
São pessoas como essa rematada imbecil que progridem nas nossas universidades e aí dominam todos os postos, repassando a seus alunos o vírus do analfabetismo funcional.

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Essa dona superou o Pirula, que ostentava todos os DEZESSEIS livros da sua biblioteca.

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Que inveja dos sobrinhos do Pato Donald, porra!

http://blogs.correiobraziliense.com.br/nqv/crianca-limonada-multada/

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Está sem som mas vale a pena assim mesmo. Estréia do Jack no mundo teatral. Sem inibição nenhuma, um autêntico cara-de-pau como o vô, ele já sobe ao palco levando a sua claque — os irmãozinhos Isaac e Gwen. Adoro esse menino.

https://www.facebook.com/tiffany.noyes/videos/10154805028911417/

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Com enorme satisfação, recebi do tradutor Fabiano Rollim, a quem agradeço, um exemplar da sua versão brasileira do livro de Michael Davies, “A Reforma Litúrgica de Cranmer. A Destruição da Catolicismo por Meio da Mudança Litúrgica”, que sai pela Editora Permanência, do Rio, criada pelo meu saudoso amigo Dr. Julio Fleichmann. Davies dá um show de erudição historiográfica e teológica ao ilustrar como, ao longo dos tempos, o conteúdo doutrinal da fé (a “lex credendi”) pode ser destruído sem sofrer nenhum ataque direto, por meio de simples mudanças na liturgia (a “lex orandi”). O livro é o primeiro da trilogia em que o autor rastreia as remotas origens históricas das reformas litúrgicas empreendidas desde o Concílio Vaticano II, que acabaram se revelando realmente — e, como demonstra Davies, inevitavelmente — desastrosas. Parabenizo efusivamente o tradutor e a editora, esperando que também coloquem à disposição do público brasileiro os dois volumes restantes da série.

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De nada adianta você ensinar a verdade se primeiro não destrói a ignorância, rasgando impiedosamente os véus com que o hábito e o falatório geral bloqueiam as operações da inteligência. Hegel falava do “trabalho do negativo”, mas muito antes de ler Hegel eu já havia aprendido isso com Swami Dayananda Sarasvati: “Avidyanasa”, a destruição da ignorância, é o primeiro e na verdade o único dever do filósofo, do intelectual, do escritor, do professor. Quando tentamos dizer a verdade divina, a pobreza dos nossos recursos lingüisticos e a má qualidade da nossa alma podem deformá-la e a nossa influência pessoal pode se sobrepor, indevidamente, à mensagem que queremos transmitir. Mas, quando nos limitamos a destruir a ignorância, deixamos o ouvinte ou leitor livre para perceber a verdade por si mesmo, com a ajuda direta de Deus e sem passar pelo nosso filtro.
Ah, como eu gostaria de que todos os pregadores aprendessem isso!

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A Roxane é um docinho, mas por que, por que toda vez que vem me fazer carinho ela enfia o dedo no meu olho?

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A tal Lucia Helena Issa reage conforme a receita consagrada. Eu sabia. Sempre que são desmoralizadas intelectualmente, essas criaturas apelam ao chororô autovitimizante.
Muçulmanos podem matar 150 mil pessoas da nossa comunidade por ano, e nós não podemos nem xingá-los um pouquinho que eles já se debulham em lágrimas.

Eu sabia. Sempre que são desmoralizadas intelectualmente, essas criaturas apelam ao chororô autovitimizante.

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Curiosamente, a filosofia grega foi perseguida e reprimida, oficialmente, em muitos países islâmicos, onde teve de se refugiar nas sociedades esotéricas. No Ocidente isso NUNCA aconteceu. Não espero que uma idiota como essa empombada professorinha tenha a menor informação a respeito.

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LÁGRIMAS DE CROCODILO
A todas essas auto-alardeadas vítimas de “perseguição direitista”, pergunto:
1) Algum de vocês foi ameaçado de morte? Eu já. Centenas de vezes.
2) Algum de vocês teve o seu endereço publicado, com uma convocação ostensiva a que alguém fosse lá para matá-lo? Eu já.
3) Algum de vocês já viu a história da sua família ser vasculhada, deformada e achincalhada com toda sorte de intrigas e insinuações maliciosas? Eu já.
4) Algum de vocês teve a lista dos seus débitos fiscais e pessoais invadida e publicada? Eu já.
5) Algum de vocês já teve a sua foto alterada em fotoshop para dar a impressão de que você é um agente estrangeiro? Eu já.
6) Algum de vocês já foi sugerido como candidato à execução pública pelo garrote vil? Eu já.
7) Algum de vocês tem uma coleção de VINTE MIL PÁGINAS de ataques publicados contra a sua pessoa? Eu tenho.
Vocês choram por coisa pouca. Atacam, xingam, ameaçam, achincalham, e à primeira reaçãozinha já se fazem de vítimas.

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Versão sonora: Estréia do Jack no mundo teatral.

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A tal da Dona Issa é tão cristã quanto eu sou vegetariano.

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Estou acostumado com esse tipo de ignorantes metidos. A única coisa que me espanta é a Dona Issa acreditar que REALMENTE conhece História da Idade Média.

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“Éramos há pouco tempo um país em que judeus e muçulmanos tinham suas lojas lado a lado no Rio e SP e eram amigos, em que cristãos e muçulmanos conviviam em harmonia! Éramos modelo de tolerância religiosa segundo a ONU, mas Carvalho e pessoas como Silas Malafaia estão conseguindo destruir isso.”
Lucia Helena Issa

É claro: os muçulmanos matarem 150 mil cristãos por ano não perturba a paz de maneira alguma. O que perturba são umas palavrinhas do Olavo de Carvalho e do Silas Malafaia.

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Que a Dona Issa se ache erudita em História já é inexplicável. Mas, examinando as fotos na página dela, verão que ela também se acredita sexy. Aí transcendeu.

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Como é freqüente e até endêmico no Brasil, a dona alardeia não sei quantos diplomas, mas ainda não aprendeu a distinguir entre o verbo “haver” e a preposição “a”.

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Eu, que não tenho títulos nem sequer no protesto, me permito humildemente duvidar daqueles que os empombadinhos vivem alardeando. Nunca fui investigar esses casos, mas, sacumé, depois do diploma falso ostentado por uma PRESIDENTE DA REPÚBLICA, tudo é possível neste país.

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Nada me deprime tanto na vida quanto mocréia exibida.

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Meditem por alguns minutos os termos “progresso”, “democracia”, “tolerância”, “fraternidade”, “liberdade”, “igualdade” e similares, e terão aprendido a noção número um da arte de ler, isto é, que doutrinas, metas e estratégias opostas entre si ao ponto da inimizade mortal e do combate sem tréguas podem ser expostas EXATAMENTE COM AS MESMAS PALAVRAS.

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A lição número dois é enormemente mais difícil: é aquela que Hegel resumia ao dizer que nenhuma idéia ou proposição é verdadeira ou falsa fora do SISTEMA TOTAL em que se integra.

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A lição número três, que o próprio Hegel não chegou a perceber, é que o sistema total jamais se compõe somente de um conjunto de idéias, mas contém em si um conjunto de ações reais, manifestadas no espaço-tempo terrestre, que às vezes expõem o verdadeiro sentido das idéias muito mais exatamente do que as palavras em que elas se expressam.

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Por exemplo, quando um sonso profissional como o Marco Antonio Vil diz a palavra “comunismo”, o que ele expressa com isso são apenas outras palavras, aquelas que definem o termo no dicionário. Quando eu uso a mesma palavra, quero indicar a unidade virtual entre um conjunto de idéias que evoluem e se modificam no tempo até transformar-se, por vezes, nas suas opostas, e uma longa e conflituosa história de ações humanas que vem desde o início da modernidade até os nossos dias. Tudo depende do seguinte: qual a dimensão do complexo de representações que o falante consegue ter diante dos olhos da sua imaginação quando diz uma palavra?

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Creio que as explicações que dei na aula de ontem sobre a evolução histórica do marxismo ilustram bem essa diferença.

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Outro exemplo. Um guerreiro valoroso que tenha morrido em combate após matar um punhado de inimigos é geralmente chamado, na tradição cristã ocidental, de “herói”. No Islam, é chamado de “mártir”, um termo que no cristianismo se reserva àqueles que se ofereceram docemente para morrer sem ferir ninguém. A palavra “martir” é a mesma nos dois casos. No seu uso, há todo o universo de diferenças entre duas civilizações milenares. Na igreja em que fui criado, a de Nossa Senhora da Paz no bairro paulista do Cambuci, havia DUAS lâmpadas votivas permanentemente acesas, cada uma no fundo de uma grande bacia de mármore em cujas bordas vinham esculpidas as dedicatórias em italiano: “Ai martiri” e “Agli eroi”…

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By the way, até hoje acho que nada no mundo exerceu influência mais profunda e duradoura na minha mente do que os painéis do Fulvio Pennacchi na mesma igreja. Este é um deles:

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Recordações.
Aos quinze anos, meu primeiro namoro sério foi abruptamente interrompido pela intervenção de parentes moralistas. Semanas depois, fui expulso da escola por ter dito uns palavrões de pura gozação para um funcionário que, surpreendentemente, os levou a mal e foi-se queixar ao diretor, o qual ainda teve a pachorra de convocar os pais dos meus amigos para lhes advertir que não deixassem seus filhos andar em companhia de tão mau elemento (anos mais tarde fiquei sabendo que o homem era um contumaz vendedor de diplomas). De repente me vi privado da minha namorada, dos meus amigos, de toda a minha vida social e de boa parte da família, com quem não briguei mas da qual me afastei em silêncio.
Não foi a primeira nem a última vez na vida em que fiquei totalmente sozinho, mas foi aquela em que descobri, antes mesmo de conhecê-la, a lição de Nietzsche: “O que não te mata te fortalece,”

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