21.7.2017

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Assim como na vida de todos os dias encontramos umas poucas pessoas que resolvem problemas e uma multidão que gosta de criá-los, assim também há filósofos que nos ajudam a encontrar nosso caminho e outros que adoram semeá-lo de obstáculos e armadilhas.

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Um muçulmano, aonde quer que vá no mundo, encontra as mesquitas de portas abertas para recebê-lo, abrigá-lo, alimentá-lo e protegê-lo. Um católico não encontra nem mesmo na sua própria cidade uma igreja onde possa se confessar, exceto em horários muito limitados. Para quantos católicos o amor ao próximo ainda significa alguma coisa além, precisamente, da dispensa de praticá-lo?

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A única coisa que vi católicos e protestantes jamais negarem a seu próximo são sermões de moral, principalmente quando são a última coisa de que ele precisa.

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Se os católicos rezam pela conversão de um judeu, é uma ofensa intolerável, mas, se os muçulmanos ameaçam matá-lo caso não se converta, é apenas “diversidade cultural”.

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Como os cristãos já não sabem envergonhar-se perante Deus, envergonham-se perante a opinião bem-pensante. Para que a confissão, se hoje temos a arte sublime do bom-mocismo?

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Há décadas não ouço, nas igrejas católicas, um sermão no qual se fale de milagres eucarísticos. O que não entendo é: por que um padre continua dando a comunhão se não confia que a hóstia é realmente o corpo de Cristo, capaz de verter sangue?

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Que a comunhão seja a repetição ritual e portanto real do sacrifício do Calvário, é algo que um católico não pode por em dúvida. Afinal, quando Cristo ofereceu aos apóstolos o pão e o vinho, afirmando que eram o Seu corpo e o Seu sangue oferecidos em sacrifício, Ele mandou que fizessem EXATAMENTE ISSO em memória dele, e não que apenas o recordassem. Recordar não é fazer.

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Assim que a construção da nova casa pegou velocidade, na velha os ratos, baratas e mosquitos começaram a se multiplicar. Eles entendem que chegou a nossa hora de dar no pé.

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O sofrimento e o fracasso são vícios endêmicos, às vezes incuráveis.

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Como pode alguém ser tão imbecil ao ponto de acreditar, ao mesmo tempo, que tudo é relativo e que o progresso é inevitável?

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Quando um católico perde o hábito de se confessar, ele adquire o de se foder.

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Alain (Émile Chartier) ensinava: Ninguém conseguiria dormir se não se persuadisse de que tudo pode ficar para amanhã.

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Alguns falam contra o celibato monacal, mas sem ele não existiria a maior parte dos queijos e vinhos da França.

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Não consigo tirar da cabeça aquela menininha índia que fala do MOQUITINHO. Isto aqui está um festival de moquitinhos.

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Se, como os ateus e ranhetas em geral, todo mundo só acreditasse nos fatos para os quais já tem explicação, ninguém teria estudado fato nenhum e tudo continuaria sem explicação.

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A ciência começa no instante em que alguém admite que o “o quê” vem antes do “porquê”.

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O número de coisas que eu realmente entendo é muito pequeno e, pior, eu me sinto perfeitamente bem com isso,

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Toda noite, penso assim: Ainda bem que eu não sou Deus. Se o universo dependesse de mim, estaria fodido.

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As minorias só devem ter um único direito: o de não sofrer perseguição. Tudo o mais é frescura.

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O legislador que escreve uma lei com figuras de linguagem está dizendo aos juízes: Façam o que bem entendam e digam que fui eu que mandei.

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Quem não entende que “casamento gay” é metonímia não entende porra nenhuma.

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Só estude lógica o suficiente para fazer dela um instinto. Depois esqueça tudo e siga o instinto.

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Ninguém jamais interpretou a “Carmen” de Bizet com a sensualidade da Denyce Graves. A mulher é um prodígio.

Carmen é sensual e má. Não é um papel fácil.

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Quando, nos anos 50-60, os intelectuais de esquerda começaram a compreender que (1) o regime soviético era uma tirania sangrenta pior que o nazismo, (2) o marxismo explicava errado o desenvolvimento do capitalismo, que foi que eles fizeram? Pediram desculpas à humanidade por tê-la metido no maior dos enroscos? Admitiram que os anticomunistas tinham tido razão desde o começo? Decidiram ir para casa curtir o vexame e ficar quietinhos para sempre? Que nada. Exigiram um novo crédito de confiança como se fosse um direito congênito e passaram a inventar novas maneiras de fazer merda, jurando: Agora vai!

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Todo intelectual de esquerda é vigarista. Não há exceções.

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Todo intelectual de direita que inventa uma proposta de sociedade é um intelectual de esquerda que pensa que é de direita.

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Eduardo Paiva tem razão: O pessoal de 68 trocou a Internacional Proletária pela Internacional da Inveja.

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O invejoso que é invejoso para valer inveja até o que os outros não têm.

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Platão não criou utopia nenhuma: inventou a “República” só para provar que era impossível.

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NINGUÉM, neste país, foi mais alvo de “massacre virtual” do que eu. Até apelos diretos ao meu assassinato foram publicados, sem que ninguém na mídia visse nisso nada de anormal ou ofensivo. Mas agora querem botar em mim a culpa de xingamentos enviados a uma dona que não conheço por pessoas que também não conheço.

http://www.gazetadopovo.com.br/ideias/bel-pesce-e-outros-cinco-linchamentos-que-revelam-a-era-do-odio-virtual-0n9bp4tfqmqxykt2td45313ts/?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=gazeta-do-povo

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Ouçam de novo e de novo:

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“Não seremos salvos por uma fórmula, mas por uma Pessoa.”
(S. João Paulo II)

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A minicanalha que escreveu a matéria da “Gazeta do Povo” disse que “tirei do contexto” a frase “Meu corpo, minhas regras” que apareceu na Revistinha da Mônica, dando-lhe o sentido de uma propaganda do aborto. Mas não há como disfarçar o conteúdo abortista de uma frase que é, por si, nome de uma campanha mundial abortista lançada pela Anistia Internacional:
“My Body My Rights is Amnesty’s global campaign to stop the control and criminalization of sexuality and reproduction. Join us in defending sexual and reproductive rights for all.”

https://www.amnesty.org/en/get-involved/my-body-my-rights/

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Como alardear sem nenhuma intenção abortista a frase que serviu de slogan ao DIA MUNDIAL DO ABORTO?

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Quem mudou a frase de contexto não fui eu, foram os editores da Revistinha da Mônica. Usando esse slogan num contexto aparentemente inócuo, eles se superaram na malícia ao instilar nas crianças a idéia de que abortar ou não abortar é uma decisão tão inofensiva quanto a de usar ou não aparelho de dentes.

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É TOTALMENTE IMPOSSÍVEL convencer, induzir ou forçar um esquerdista a julgar por um mesmo sistema de valores e critérios os seus correligionários e aqueles que ele vê como seus adversários. A mera sugestão de que ele deveria fazer isso o ofende e atemoriza como uma ameaça de morte.

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Mesmo que admitíssemos como veraz e adequado o horrendo slogan “Meu corpo, minhas regras”, é óbvio e patente que tudo o que, em vez de estar permanentemente no corpo humano como seu órgão, componente ou função, só passa por ele temporariamente para ser necessariamente expelido — um conceito que abrange desde os excrementos até os fetos — NÃO É PARTE DELE DE MANEIRA ALGUMA. Aplicar a esses elementos o conceito jurídico de “propriedade” é uma aberração lógica que não se torna mais aceitável quando subscrita em nome do “livre mercado” do que o é quando proclamada em nome do feminismo “enragé”.

E mesmo que o fosse. Extensão de um corpo é, por definição, aquilo que se estende PARA ALÉM dele.

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A gasolina não é parte do automóvel, a água não é parte do cano e o peido não é parte do cu.

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Um outro mundo é possível? É claro que é. Nada é tão ruim que não possa piorar.

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Do alto da sabedoria dos seus dez anos de idade, os meninos da minha escola, quando ouviram a canção caipira “Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora”, logo comentaram:
— Sacanagem. Neguinho aproveita o choro da dona e já vai passando a mão.

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A modernidade é mesmo doida. Faz tudo para matar os bebês nos ventres das mães só para depois fabricar mais outros tantos em laboratório.

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Ainda mais vergonhoso do que transformar o maior massacrado virtual do Brasil em massacrador é a Gazeta do Povo fazer isso copiando o Diário do Cu do Mundo com um ano de atraso.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-ataque-de-olavo-de-carvalho-a-turma-da-monica-por-luiza-gadelha/

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O mais lindo comentário à matéria do Diário do Cu do Mundo. O remetente não tem a menor idéia de que o tal debate no qual eu seria reduzido a pó efetivamente aconteceu, de que os lindos intelectuais de esquerda em que ele deposita sua esperança retroativa de acabar comigo se foderam de verde e amarelo no confronto, e muito menos de que os intelectuais de direita, como Paulo Francis, Roberto Campos, Meira Penna e outros, que segundo ele poderiam também dar cabo de mim com um peido, preferiram me ouvir humildemente e aprender comigo. A empáfia da ignorância é a oitava maravilha do universo.

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Não deixem de ler:

http://www.wnd.com/2017/07/plot-to-replace-europeans-with-refugees-exposed/

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