18.07.2017

TODA a política contemporânea no Ocidente baseia-se na premissa de que o processo histórico mundial caminha inevitavelmente no sentido da maior liberdade, da eliminação de todas as desigualdades e de toda forma de exclusão.
Só há portanto duas correntes políticas possíveis: a legítima, que vai na direção do inevitável, e a ilegítima, que opõe a ele uma resistência obstinada e vã.

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Samuel Taylor Coleridge, após uma estréia brilhante onde todo mundo viu o sinal do gênio, foi considerado um fracasso porque as exposições metafísicas que compôs na maturidade pareciam muito obscuras. Isso foi na Inglaterra. Na Alemanha, ninguém viu fracasso nenhum na obscuridade de Kant, Fichte, Hegel e Schelling. Só hoje, com dois séculos de atraso, o público culto anglo-saxônico começa a reconhecer que pagou mico.

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Fico impressionado com a minha diferença de desempenho entre o inglês lido e o inglês ouvido ou falado. Na velhice, o cérebro continua aprendendo (até mais do que na juventude), mas a audição fica cada vez pior e as porras das cordas vocais, quando você quer produzir um som, lhe dão outro.

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A grande cagada dos reacionários é querer defender as antigas hierarquias em vez de simplesmente boicotar a formação das novas.

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Botar um George Soros na cadeia ou levar qualquer metacapitalista à falência vale mais do que mil belos discursos em defesa de “valores tradicionais”.

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A luta essencial do nosso tempo NÃO É IDEOLÓGICA. É uma luta pelo controle dos MEIO DE AÇÃO. OU nós os democratizamos, ou eles nos estrangulam a pretexto de nos dar “mais direitos”.

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Quando vier um metacapitalista oferecendo “direitos humanos”, responda:
— Pode enfiar os direitos no cu. O que eu quero é o seu computador.

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Não aguento mais ouvir nos filmes a seguinte frase quando um personagem morre:
— Pô, ainda ontem ele estava vivo.

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Quando assisti “A Testemunha”, fiquei tão impressionado com a beleza da Kelly McGillis que, quando me perguntavam se ela era também boa atriz, eu respondia:
— Não sei.

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Por falar em “Não sei”, um parente meu teve de comer a chefe para não perder o emprego e, quando lhe perguntei se ela loira ou morena, me respondeu exatamente isso.

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Momentos inesquecíveis.
O Carlos Heitor Cony sempre aparecia no nosso estande na Bienal do Livro do Rio, cada vez com uma mulher mais linda que a outra, implorando:
— Eu não estive aqui. Eu não estive aqui.

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Gravamos anteontem. Não sei quando vai ao ar:

https://www.facebook.com/brasilparalelo/videos/585334228522919/

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Cada vez que vem um exterminador de insetos, as baratas se multiplicam. Elas poderiam ensinar ao PT o que é a verdadeira ocupação de espaços.

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Sociedade É hierarquia. Uma “sociedade igualitária” equaliza todo mundo tão baixo que já ninguém enxerga quem está por cima.

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Stalin fazia pelo menos discursos à multidão, de modo que todo mundo sabia onde ele estava. Os poderosos de hoje ficam invisíveis em bunkers, em condomínios fechadíssimos ou em ilhas paradisíacas, pagando uns políticos idiotas para ficar no palanque levando tomates na cara em lugar deles.

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