Pedro Henrique Medeiros ARRIVISMO CULTURAL

Pedro Henrique Medeiros ARRIVISMO CULTURAL

Tem uma galerinha nessa nossa “Direita” que só admite que é amiga, aluna, leitora, admiradora, que respeita, que foi influenciada ou que desfruta do espaço aberto e da estrutura criada e mantida pelo esforço, pelo trabalho, pela coragem, pela determinação, pela dedicação, pelas idéias ou pela ousadia do professor Olavo de Carvalho se, de alguma forma, essa declaração — pública ou particular — trouxer-lhe alguma vantagem ou benefício, sejam estes imediatos ou a longo prazo; como, por exemplo, angariar likes e seguidores em seu perfil pessoal ou páginas nas redes sociais, ser bem visto no grupo de referência mais próximo, ganhar pontos com a paquera que está na mira, para aumentar o público de leitores de seus blogs ou canais no Youtube, aumentar o número de doadores de suas campanhas de crowdfunding, para vender seus cursos, livros ou outras bugigangas, etc.

Não vou fazer listas, mas esses anos em que eu estou envolvido nesse meio forneceram-me (e acredito que não só a mim, mas a um grande número de pessoas) mecanismos para identificar esse tipo de gente rapidamente e, em algumas vezes, até mesmo fazer previsões sobre qual será o próximo a ter a máscara derrubada — ou, em expressões do próprio Olavo: aquele que vai ‘despirocar’ (geralmente é o tipo que demonstra algum sintoma de histeria) ou aquele que vai tomar uma pílula de ‘Desolavisol’ (este é mais dissimulado). Francisco Razzo não foi o primeiro, mas fez escola e praticamente criou um modelo quase padronizado de conduta, com uma espécie de passo-a-passo do processo. Esse tempo frequentando grupos reais e virtuais traz experiência e facilita, também, que sejam identificados aqueles que são realmente sinceros em seus depoimentos, elogios, críticas, análises e historiografias (quando alguém se mete a escrever sobre o papel do Olavo no curso da História recente).

O próprio professor Olavo possui esse sensor/radar muito mais apurado do que qualquer um, mas, por uma questão de contingência (o número de pessoas ao seu redor, nas redes sociais, ultrapassa os trezentos mil), fica praticamente impossível para ele, sozinho, observar e identificar todos os canalhas, sangue-sugas e maus-caracteres que o cercam. O fenômeno é tão importante que o próprio Olavo já se manifestou sobre a necessidade de ter que escrever um possível “Imbecil Coletivo da Direita”. Se Olavo fosse dedicar tempo para observar todos ao seu redor, teria tempo é para nada. Por isso mesmo é comum que vejamos o professor tratar respeitosamente, não fazer idéia de quem seja e até mesmo compartilhar postagens de pessoas que são conhecidas por caluniá-lo pela internet ou em outros grupos, ou que venham a dar-lhe uma facada pelas costas. Vimos brotar muitos tipos assim de dentro do anti-petismo e que, aos poucos, vão se revelando.

Olavo ensina o seguinte, mais ou menos com essas palavras: “Se você quer saber o que tem dentro de alguém de verdade, dê a essa pessoa todo apoio, oportunidade e meios de ação. Se a pessoa for boa, ela fica melhor ainda; se for filha da puta, fica ainda pior”. O que ajuda-nos a confirmar ou abandonar nossas suspeitas, sem cometer injustiças ou errar pela omissão. Veritas filia temporis.

Esse comportamento descrito nos dois primeiros parágrafos é conhecido como arrivismo, ou, em termos da biologia, parasitismo, que denota uma fraqueza de personalidade e uma grave falha de caráter.

Eu não abro mão de denunciar essas pessoas para meus amigos sempre que as vejo (em alguns casos graves, informo diretamente ao Olavo), removendo-lhes da minha lista de amigos, retirando o like de suas páginas, a inscrição de seus canais no Youtube, não contribuindo para suas campanhas e cursos, não adquirindo seus produtos ou serviços, e até mesmo xingando-as, se necessário.

Discordar de alguma idéia do Olavo é normal e comum, mas é interessante notar como alguns tipinhos são prepotentes, pretensiosos e arrogantes em suas divergências, e como dão publicamente ares de respeitosas a estas divergências enquanto camuflam um desprezo pela figura do professor (alguns só tem coragem de dizer o que realmente pensam em grupos secretos e panelinhas). Quando erram, seguem a vida como se nada tivesse acontecido, sem se desculpar, sem reconhecer o erro e sem fazer um mea-culpa, como foi o caso de todos que optaram pela estratégia da “Bicudagem” e do impeachment da Dilma.

O mais comum é vermos o perfil descrito acima em pessoas que se declaram Libertárias, Liberais ou “Liberais-conservadores”. São pessoas que querem se beneficiar das vantagens de estar ao lado do Olavo mas que ficam em silêncio quando estão diante de grupinhos e figurões (com algum poder aquisitivo ou de influência) que reconhecidamente atacam o professor de todas as formas, com mentiras, calúnias e difamações. Para ganhar um carguinho, agradar umas vadias, ganhar uma boquinha, publicar um livrinho, ser chamado para dar palestra ou ganhar uma coluna num site suspeito e obscuro vale até mesmo apelar para a chacota sobre temas como fetos da Pepsi e outras “teorias da conspiração” mais imputadas ao Olavo.

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em resposta a este post do Olavo:

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Já expliquei aqui que o anti-olavismo é um fenômeno sem similares na história do mundo e, ao mesmo tempo, o indicador mais visível — bem como a documentação mais acessível — da completa destruição da inteligência no Brasil.
De fato, nenhum escritor ou filósofo, em qualquer país ou época que seja, esteve tão desprovido de debatedores capacitados e tão cercado de meninos semi-analfabetos (de todas as idades) inflados de ódio insano e sem razão, empenhados na missão impossível de tentar destruir sua reputação por meio de xingamentos, risadinhas de deboche, pequenas intrigas, lendas urbanas, suposições paranóicas, piadas de mau gosto e outros instrumentos de combate inteiramente incapazes de atingi-lo exceto no tempo que lhe consomem.
Tão vasto, endêmico e deprimente é esse fenômeno, que a tendência mais natural do espírito humano — o meu inclusive — é negar-lhe atenção e deixá-lo passar como se nada tivesse acontecido.
Mas fazer isso é pura alienação de terceiromundista que não quer enxergar a miséria ambiente e prefere imaginar-se um intelectual europeu envolvido em altos debates com interlocutores qualificadíssimos, sem sujar suas delicadas mãozinhas na latrina em que, não obstante, corre o risco de afogar-se.
Não contem comigo para desempenhar esse papel fingido e kitsch. Uma vida autêntica — e especialmente uma vida intelectual autêntica — tem de construir-se desde a realidade em torno, e, na presente realidade brasileira, se você quer se elevar a Aristóteles e Platão, vai ter de começar com o Pirula e o Maestro Bagos, pois são eles que estão onde você está.

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