17.7.2017

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Praticamente todos os analistas políticos americanos, inclusive os melhores, são muito convencionais, atêm-se à superfície dos fenômenos e, quando arriscam uma visão histórica mais ampla, submetem-se ao consenso usual dos acadêmicos conservadores. Não conheço um só que alcance hoje a profundidade do velho A. James Gregor.

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Em política, tirar do caminho um pseudolíder, mesmo pequeno, é mil vezes mais importante do que refutar qualquer idéia. Só amadores acreditam que política é luta de idéias, de ideologias ou de “propostas”. Política é luta entre pessoas e grupos.

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Até hoje não se sabe exatamente qual a ideologia de Napoleão Bonaparte, de Abraham Lincoln ou de Franklin Roosevelt. Nem por isso eles deixaram de influenciar o curso real das coisas,

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Suponham que um político genial tenha uma linda idéia na cabeça. Para realizá-la ele tem de alcançar e manter o poder, e isso, com certeza, tomará mais tempo e energia da sua vida do que o empenho de realizar a idéia linda. O mesmo vale para as idéias mais porcas.

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A velhice, a debilidade e a confusão mental crescente são obstáculos mais sérios a uma candidatura Lula do que qualquer sentença judicial.

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Lula é um homem sem substância. Não tem fibra para resistir bem à adversidade. Sua mente está se desmantelando a olhos vistos.

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A qualidade de um político não se mede pela força com que encarna uma idéia, mas pela habilidade com que sobrevive a ela.

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Todo intelectual (ou semi-intelectual) que abandonou a ortodoxia marxista sem querer, no entanto, contaminar-se de direitismo é um castrado político e, como acontece com todos os castrados, seu maior sonho será castrar o restante da espécie humana.

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É por isso que o progressismo democrático pós-marxista vem inventando instrumentos de dominação mais eficientes e temíveis do que a tradição marxista teria sequer ousado imaginar.

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O maior dos males é acreditar que a política pode nos libertar de quaisquer males, exceto menores e locais.

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Foi com Éric Weil que aprendi como se expõe uma filosofia alheia, porém não aprendi mais nada.

Fábio V. Barreto Ele não tem contribuições originais?
Olavo de Carvalho Porra, quer mais do que isso?

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O prazer e a dor, assim como as partículas atômicas, as radiações, a gravidade, as combinações químicas, o espaço, o tempo e uma infinidade de outros fatores estâo presentes em tudo o que os seres vivos fazem e em tudo o que lhes acontece. Mas, no Brasil, o cidadão tem de passar por uma traumática revolução interior e estudar muitos anos com o Olavo de Carvalho para um dia, finalmente, entender que aquilo que está presente em todos os fenômenos não pode ser causa de nenhum deles em especial.

Não tenho a ambição de poder explicar isso ao Alfredo Marcolin Peringer.

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Se um cidadão critica o marxismo ou as variadas formas de esquerdismo desde um ponto de vista “conservador” ou “liberal”, ele vai acertar em parte e errar em parte. Isso é inevitável. Só pode pretender a uma dose mais elevada de acerto a crítica que não dependa da adesão a nenhum valor cultural historicamente localizado e que se fundamente por inteiro nos critérios mais duráveis da validade científica e filosófica.

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Já expliquei aqui que o anti-olavismo é um fenômeno sem similares na história do mundo e, ao mesmo tempo, o indicador mais visível — bem como a documentação mais acessível — da completa destruição da inteligência no Brasil.
De fato, nenhum escritor ou filósofo, em qualquer país ou época que seja, esteve tão desprovido de debatedores capacitados e tão cercado de meninos semi-analfabetos (de todas as idades) inflados de ódio insano e sem razão, empenhados na missão impossível de tentar destruir sua reputação por meio de xingamentos, risadinhas de deboche, pequenas intrigas, lendas urbanas, suposições paranóicas, piadas de mau gosto e outros instrumentos de combate inteiramente incapazes de atingi-lo exceto no tempo que lhe consomem.
Tão vasto, endêmico e deprimente é esse fenômeno, que a tendência mais natural do espírito humano — o meu inclusive — é negar-lhe atenção e deixá-lo passar como se nada tivesse acontecido.
Mas fazer isso é pura alienação de terceiromundista que não quer enxergar a miséria ambiente e prefere imaginar-se um intelectual europeu envolvido em altos debates com interlocutores qualificadíssimos, sem sujar suas delicadas mãozinhas na latrina em que, não obstante, corre o risco de afogar-se.
Não contem comigo para desempenhar esse papel fingido e kitsch. Uma vida autêntica — e especialmente uma vida intelectual autêntica — tem de construir-se desde a realidade em torno, e, na presente realidade brasileira, se você quer se elevar a Aristóteles e Platão, vai ter de começar com o Pirula e o Maestro Bagos, pois são eles que estão onde você está.

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Conselho meu, bem lembrado pelo Pedro Henrique Medeiros :
“Se você quer saber o que tem dentro de alguém, de verdade, dê a essa pessoa todo apoio, oportunidade e meios de ação. Se a pessoa for boa, ela fica melhor ainda; se for filha da puta, fica ainda pior”.
Isso aplica-se a amigos, alunos e familiares.

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Parece que a uruca foi embora. A construção está subindo. Obrigado pela torcida e orações.

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Em 20 de julho de 2015 escrevi:

“O horror do esquerdismo é muito maior do que o conservador vulgar imagina.
O incesto, a zoofilia e a necrofilia estão no programa . É questão de tempo.”

Pura teoria da conspiração, né? Vejam agora a mensagem do Rafael Kenji Mekaro, logo abaixo.

https://www.infowars.com/swedish-liberal-youth-party-wants-to-legalize-necrophilia-child-porn/

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O exercício normal da democracia consiste em conceder aos cidadãos mais desonestos e mentirosos a autoridade de legislar sobre todos os outros.

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TODA a política contemporânea no Ocidente baseia-se na premissa de que o processo histórico mundial caminha inevitavelmente no sentido da maior liberdade, da eliminação de todas as desigualdades e de toda forma de exclusão.
Só há portanto duas correntes políticas possíveis: a legítima, que vai na direção do inevitável, e a ilegítima, que opõe a ele uma resistência obstinada e vã.
A total eliminação desta segunda corrente é tão inevitável quanto o sucesso universal da primeira.
Essa premissa e suas conseqüências não foram inventadas em maio de 1968. Elas apenas cristalizam numa fórmula simples uma teologia da História que veio se desenvolvendo desde o século XVII pelo menos.
Não conheço um só liberal ou conservador que não as aceite como verdades óbvias e inegáveis, tanto quanto as aceitam os socialistas e comunistas, contra os quais os liberais e conservadores, tentando deter a marcha em direção a um futuro que antevêem catastrófico, não fazem senão brandir os mesmos princípios que a puseram em movimento.
Isso quer dizer que todo o debate político contemporâneo, na medida em que se resuma a um confronto de ideologias, já está decidido se antemão, só restando aos liberais e conservadores tentar desacelerar uma queda que não podem deter e para a qual eles mesmos contribuem com fervor quase religioso.
Só é possível sair desse impasse mediante o reconhecimento (para a maioria, a descoberta) de que o curso real das coisas não depende de uma luta ideológica, mas da ampliação dos MEIOS DE AÇÃO, determinada, por sua vez, pelo progresso tecnológico que evolui independentemente e à margem da luta ideológica.
Quando se leva esse fator em consideração, torna-se claro que a sociedade, em vez de evoluir no sentido pretensamente inevitável acima mencionado, corre velozmente na direção do maior controle social e da consolidação de diferenças hierárquicas cada vez mais sólidas e indestrutíveis.

Num é pa mi gambá, mas, somado, tudo o que nos últimos trinta anos saiu do cérebro e da boca dos “analistas políticos” brasileiros, jornalísticos ou universitários, tem menos substância do que esse parágrafo.

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Samuel Taylor Coleridge, após uma estréia brilhante onde todo mundo viu o sinal do gênio, foi considerado um fracasso porque as exposições metafísicas que compôs na maturidade pareciam muito obscuras. Isso foi na Inglaterra. Na Alemanha, ninguém viu fracasso nenhum na obscuridade de Kant, Fichte, Hegel e Schelling. Só hoje, com dois séculos de atraso, o público culto anglo-saxônico começa a reconhecer que pagou mico.

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