13.7.2017

“A política é a arte de distinguir entre diferentes nuances do pior.”
(Emil Cioran)

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Desde que li a “Biographia Literaria” de Samuel Taylor Coleridge, mais de quarenta anos atrás, tornei-me um fã incondicional do poeta e filósofo inglês e fiz o voto de um dia ler as suas obras completas. Só agora pude começar a colecioná-las e estou impressionado com o volume da produção do autor, que se considerava, vejam só, um indolente, um preguiçoso. A lista da Routledge menciona apenas quinze volumes, mas, quando você vai ver, cada volume se desdobra em não sei quantos tomos, e a coisa não para mais. Meu plano para o ano que vem é ler tudo e, se possível, escrever algo a respeito.

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Mas, confesso, enquanto eu não mudar de casa não vou produzir nada que preste. A confusão, as baratas e os ratos da nossa moradia provisória esfarelam o meu pobre cérebro e o dispersam ao vento. Nunca na minha vida fui sensível ao ambiente físico em torno, mas é impossível ficar velho sem cair um pouco na ranhetice.

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Estive ontem na nossa casa nova. Para não dizer que não fizeram nada, os construtores já grudaram no chão de concreto uns parafusinhos para fixar as colunas de aço. Tudo na Virginia é demorado. Os virginianos são os baianos da América.

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A única coisa rápida aqui é a polícia. Em um minuto os meganhas aparecem no local, principalmente quando não está acontecendo nada.

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Os lugares de que mais gosto no Brasil são: o Nordeste, pelas tradições culturais; o Rio, pela beleza; o Rio Grande do Sul, pela intensidade dos debates políticos; e o Paraná, pelos bons estudantes que produz.

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A coisa que MAIS me impressiona no Brasil é a turma dos políticos falando bonito enquanto em volta nossos compatriotas são abatidos a tiros como pombos de barro num estande e o QI médio da população cai como uma bola de chumbo jogada num poço. Falam de problemas econômicos e administrativos como se não estivesse acontecendo mais nada, como se tudo o que falta ao nosso povo fossem uns empreguinhos e uns postes de iluminação. É uma alienação psicótica.

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O que político brasileiro mais gosta é brincar de Primeiro Mundo, falando em “administração moderna”, “quadro institucional” e “tecnologia de ponta”. Cada um mais palhaço que o outro.

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Político americano que não fala como um homem do povo e não sabe contar piadas é logo jogado no lixo. A linguagem empolada dos nossos deputados e senadores, aqui, seria considerada um sintoma de demência.

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A Hillary se fodeu porque falava muito posado.

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Quando eu morava no Rio, sempre dizia: “Se pintassem essas casinhas do morro, as favelas virariam atração pictórica.” Vejo que a idéia começou a pegar.

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Se eu fosse prefeito do Rio, a primeira coisa que faria seria dar um balde de tinta a cada morador das favelas.

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Quando ouço político brasileiro falar em “investimentos em educação”, a única resposta que me ocorre é:
— Sim, siô dotô, o senhor deveria investir algum dinheiro na sua própria educação.

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Frase do dia:
— Quando inventam uma merda nova, chamam de “choque de gestão”.
(Cassiano José Pimentel)

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Perguntam se gosto de praia. Gostava, mas um dia, bêbado, dormi na areia e acordei torrado. Nunca mais fui lá. Cachorro mordido de cobra tem medo de lingüiça.

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Um país em que o FHC, o Leandro Espiritual e o Gilberto Dimenstein são “homens cultos” está fodido para sempre.

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Se a cultura que um sujeito diz ter adquirido não o ajuda a entender as situações reais da vida, é que ele não adquiriu cultura nenhuma, apenas se recobriu de penduricalhos como uma passista de escola de samba.

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O desejo de parecer educadinho pode elevar um cidadão às alturas de um ridículo quase sublime. Outro dia o Leandro Espiritual, em vez de “porra nenhuma”, preferiu dizer “sêmen nenhum”. A palavra “porra”, no uso popular da expressão “porra nenhuma”, já perdeu toda alusão fisiológica e se tornou mero sinônimo de “coisa”. O que o cidadão fez foi devolver à expressão um sentido obsceno que ela já havia perdido fazia tempo, e achar que com isso dava prova de polidez. NINGUÉM pensa em esperma quando diz “porra nenhuma”. Só o Leandro Espiritual.

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A inabilidade dos nossos “formadores de opinião” no uso da linguagem raia a dislexia pura e simples.

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Nossas universidades deveriam dar títulos de Ph. D. em Escrotidão.

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Num país que assassina setenta mil pessoas por ano, proibir armas de brinquedo é uma gozação macabra. Mais macabro ainda é levar essa proibição a sério, como faz o Dória.

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Em vez de armas de plástico, os meninos brasileiros são ensinados a brincar com o piruzinho dos colegas. Na doutrina oficial do nosso governo, isso fará deles cidadãos modelares.

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Nosso Senhor ORDENOU que Seus discípulos comprassem armas, mas, na ideologia oficial dos nossos políticos engomadinhos, isso é anticristão.

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Pelo menos SETE escritores de primeira ordem ocuparam a Presidência dos EUA: Thomas Jefferson, John Adams, Abraham Lincoln, Theodore Roosevelt, Herbert Hoover, John F. Kennedy, Ronald Reagan. Quem, hoje, vai ler as merdas de discursos do Getulio Vargas ou do JK? Só como soporífero, talvez.

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Tão importante nos EUA é um político adquirir fama de escritor antes de arriscar uma candidatura à Presidência, que o Barack Hussein Obama, um semi-analfabeto como seus trabalhos de estudante o comprovam, teve de contratar escondido um escritor hábil, o Bill Ayers, para inventar a sua autobiografia.

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Do tempo do Império até à presente República, o nível intelectual dos nossos políticos caiu mais fundo do que Satanás chutado do céu.

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O culto da “diversidade” não surgiu como uma evolução espontânea da cultura ocidental, mas como uma mutação interna, consciente e deliberada da estratégia comunista a partir dos anos 60. A facilidade solícita com que políticos “soi disant” liberais e conservadores aceitam esse novo princípio como se fosse uma obviedade matemática ou um dado do senso comum já prova o quanto são escravos mentais de seus inimigos e portanto completamente incapacitados para combatê-los. QUALQUER concessão a essa mentalidade, por mínima e disfarçada que seja, prova uma fraqueza, uma covardia e um oportunismo que, na mais branda das hipóteses, beiram a traição. Esse ponto deve ser levado em consideração, de maneira PRIORITÁRIA, na escolha de um candidato “direitista” à Presidência.

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Levy Fidelix

‘O BRASIL SE LIVROU DO FORO DE SÃO PAULO GRAÇAS A OLAVO DE CARVALHO, TODO O BRASIL PRECISA APRENDER COM ELE’, AFIRMA LEVY FIDELIX

O presidente e líder nacional do PRTB, Levy Fidelix, fez um agradecimento público ao filósofo Olavo de Carvalho, ressaltando que ele foi o primeiro a denunciar o Foro de São Paulo. Assista ao vídeo: https://youtu.be/xJXZxRy3GM0

Para Fidelix, Carvalho “foi o primeiro a alertar o Brasil sobre o Foro de São Paulo e o risco que o Brasil corria com Lula em 1990. Lula queria, com Fidel Castro, Chávez e Foro de São Paulo, tirar recursos públicos do Brasil, como tiraram, e muito, e mandar para a Venezuela – fizeram o metrô lá -, porto de Mariel em Cuba, Rafael Corrêa, Evo Morales, Kirchner… o Lula drenou nosso dinheiro como se o cofre fosse dele. Tá aí o Brasil quebrado, e nós financiando”.

Para Levy Fidelix, “A esquerda brasileira se uniu aos os capitalistas selecionados – Odebrecht, Eike Batista, as grandes empreiteiras -, pegavam a grana a juros de 6% ao ano com o BNDES, enquanto o BNDES pagava 14% , a assim que a coisa ia, com o brasileiro financiando isso tudo”.

Com informações do site “Correio do Poder” em http://www.correiodopoder.com/2017/…/foro-de-sao-paulo1.html

Obrigado, Levy Fidelix. Você é um homem bom.

https://m.facebook.com/story.php…

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Pureza ideológica não é nenhum atestado de boa conduta. A acomodação de um liberal ou conservador aos cânones da “diversidade” não significa que ele seja um “falso direitista”, significa apenas que é pessoa de baixíssima qualidade, seja moral, seja intelectual.

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Um sujeito que é sinceramente liberal ou conservador pode achar que concessões à “diversidade” sejam taticamente úteis. O problema dele não é falta de pureza ideológica, é falta de inteligência ou de vergonha na cara.

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“Não façam pouco do princípio de identidade, pois ele é Deus.”
(F. W. von Schelling)

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Uns agradinhos à “diversidade” somados a um pouco de “administração moderna” não formam nenhuma “Nova Direita”. Formam apenas o desenho inconfundível do erro mais velho de todas as direitas.

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Já se esqueceram do Paulo Maluf? Ou do Cláudio Lembo?

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A figura mais patética que já vi na direita foi o Cláudio Lembo ansioso para mostrar que não era reacionário.

Fábio V. Barreto Ainda me lembro bem daquela figura: http://www.olavodecarvalho.org/os-autores-do-espetaculo/

Olavo de Carvalho Até um bosta merece ser defendido quando acusado injustamente.

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Há um ditado árabe que jamais esqueço: “Só é lícito bajular aquele que é lícito matar.”

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“Pensar”, quando não é pura ociosidade ou hobby elegante, é apenas recordar e expressar em detalhe o conteúdo de uma apreensão intuitiva. Tudo o que é compreendido, é compreendido num relance. O discurso é apenas o mapa que permite ao ouvinte percorrer de trás para diante o caminho que leva à apreensão intuitiva.

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Nenhuma visão objetiva e realista do regime de 1964 verá nele só os horrores alardeados pela esquerda nem só as glórias lembradas pelos seus últimos saudosistas nonagenários. A ânsia de limpar a própria imagem de qualquer contaminação com aquele passado supostamente negro é uma concessão abjeta à maior farsa historiográfica que já se viu neste país. Ela é a marca da direita capada, que não é nova de maneira alguma, mas que já existe desde os tempos de José Sarney, Paulo Maluf e Cláudio Lembo.

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A religião civil dos nossos dias proclama que as minorias são oprimidas e a maioria é opressora. Nada mais natural, portanto, do que as elites financeiras e políticas apoiarem as minorias, boicotando e frustrando as decisões e preferências da maioria. Assim, de um só golpe, num relance, é suprimido o princípio fundamental da democracia sem que, num primeiro instante, a maioria se dê conta do que está acontecendo.
Mas o mais cínico de tudo é que essas minorias, quando estudadas de perto, revelam sempre ser mais opressoras do que a maioria da qual, mediante chantagem emocional e publicitária, elas usurpam benefício após benefício, vantagem após vantagem, subsídio após subsídio, queixando-se e acusando-a tanto mais quanto mais dela recebem. “Opressoras” é eufemismo. Não há uma só delas que não tenha imposto, seja à sua própria minoria interna, seja a comunidades vizinhas, os tratamentos mais discriminatórios, cruéis e sanguinários que se pode imaginar, só parando de fazer isso — em parte, ao menos — quando, à força, por vontade própria ou até num empreendimento de “ocupação pela imigração”, saíram de seus países e se integraram numa daquelas nações ocidentais que elas rotulam de “opressoras”.
Julgadas pelos mesmos critérios morais que brandem contra as suas hospedeiras, essas comunidades não merecem nenhum pedido de desculpas, mas têm muitas desculpas a pedir. E não deveriam desfrutar de NENHUM beneficio especial, e nem mesmo do estatuto de “vítimas”, enquanto não se arrependerem de seus crimes hediondos, que muitas delas continuam praticando a olhos vistos.
Todo pretenso defensor do Ocidente, da cristandade e da democracia que consinta em fazer QUALQUER concessão ante a mentalidade diversitária imposta ao mundo pela aliança macabra entre essas comunidades, a militância esquerdista e as elites bilionárias, deve ser considerado, na mais branda das hipóteses, um idiota indigno de atenção e, na mais rigorosa, um traidor consciente da causa que alega defender.

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Em 2007, a convite do falecido Dr. Vicente Bonnard, fui a um jantar da Câmara de Comércio Brasil-EUA, oferecido em homenagem a uma empresária brasileira de grande sucesso. Sob aplausos gerais da zé-lite ali reunida, a dona começou seu discurso tecendo as mais inflamadas loas à “revolução dos jovens” de 1968, que segundo ela, tinha inaugurado “um mundo novo”. Pois bem, o mundo novo estava todo ali, bem diante dos meus olhos: a aliança da militância “enragée” drogada e furiosa com as elites financeiras internacionais, para a satisfação vaidosa daquelas e o aumento ilimitado do poder destas últimas. É nesse mundo que vivemos hoje.
Minha salvação foi que, na mesa em que eu e a Roxane nos sentamos, havia uma senhora que não entendeu porra nenhuma do discurso e só ficou falando de receitas de comida o tempo todo. Meno male.

Caio Fonseca Professor Olavo de Carvalho, o senhor chegou a falar com a palestrante sobre essa questão?
Olavo de Carvalho Eu jamais tentaria uma coisa dessas. Rico não aprende nada depois dos vinte anos de idade.

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É hoje: