12.7.2017

A aliança PSDB-MBL já FODEU com o movimento popular em 2015. Vai foder, agora, com o que resta da “direita”.
Será que esse povo não aprende nunca?

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Com todos os seus méritos de administrador, que ninguém nega, o Dória não é nada além de uma nova reciclagem do estamento burocrático.

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O Dória é o FHC com Gerovital H3.

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Na época do monopolismo globalista, “livre mercado” é um sonho utópico do passado. Nada mais. Para defender o restinho dele que ainda sobrevive, só há um caminho: a revolta intransigente dos povos e nações contra a ditadura globalista. Não se trata de discutir “modelos econômicos”, mas de quebrar determinados esquemas de poder. Pessoas e grupos que sinceramente acreditam em livre mercado podem estar contribuindo para destruir esse restinho na medida em que, para parecer moderninhos, aderem a políticas impostas pelo globalismo.

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Excetuando o pessoal da boa e velha esquerda, não conheço, entre os “formadores de opinião”, na política e na mídia deste país, um só que não viva de migalhas do meu pensamento, colhidas de orelhada com décadas de atraso e misturadas a cacoetes da moda.

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Há quem venda a idéia de “livre comércio” em nome do “livre mercado”. Mas, embora se pareçam nos nomes, “livre mercado” (interno) e “livre comércio” (internacional) são conceitos antagônicos. O livre comércio é o instrumento por excelência da expansão globalista que acaba por espalhar controles burocráticos por toda a superfície do planeta. Não conheço um só liberal que entenda isso, mas Karl Marx entendia, e por isso mesmo era um entusiasta do livre comércio.

Saulo De Tarso S S M Professor, nunca havia sacado essa distinção. Muitas percepções podem mudar por conta dela. Penso que um trabalho de pesquisa focado em esmiuçar as diferenças entre os conceitos pode ser bastante frutífero. Quais obras são fundamentais para compreender o antagonismo entre as expressões?
Olavo de Carvalho Nunca vi essa explicação em parte alguma, mas ela é óbvia.

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Se com isso desagrado pessoas que me elogiam, espero que elas se lembrem de que não foi afagando-as que as salvei da indolência mental brasileira. A indolência mental é um deserto de muitos andares: você sai de um e cai em outro. O despertador não pode parar de tocar, e não é nunca um som agradável.

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A velocidade da circulação das idéias no Brasil ainda é MUITO BAIXA. Em vez de estar continuamente renovando sua capacidade intuitiva, as pessoas, quando abandonam uma bobagem, logo se encostam em outra para descansar.

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Quando digo que vim para foder com tudo, não falo só das coisas velhas, mas de muitas das novas.

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Resposta dada a uma entrevista, mais de vinte anos atrás:
— Você acredita em ETs?
— Sim, eu mesmo sou um deles.

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Os meninos do George Soros, mais conhecidos como CMI, estão perdendo o gás. Antes incitavam as pessoas a me matar, agora só a me processar. Quanta meiguice.

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Recordando:
Requerimento

Olavo de Carvalho

Folha de S. Paulo, 03 de março de 2003

Exmo. sr . Luiz Inácio da Silva, dias atrás recebi de um admirador seu a proposta de uma solução final para o problema Olavo de Carvalho. “Quem sabe uma sessão de tortura”, insinuava gentilmente o remetente, passando em seguida à descrição técnica do procedimento, com detalhes de ordem fisiológica que não devo reproduzir diante das senhoras aqui presentes.

Se a curiosidade de V. Exª. for muita, posso enviar um “forward” ao Palácio do Planalto, ou então V. Exª. talvez queira pedir informações suplementares diretamente ao signatário, skatecore@ibest.com.br, endereço que deploravelmente suponho ser falso. Qualquer que seja o caso, o fato é que recebo dúzias e dúzias dessas coisas, assinadas por militantes ou simpatizantes petistas.

Outros não se contentam com enviá-las a mim: publicam-nas na internet. No site CMI encontrei esta: “Mate o Olavo de Carvalho. Você estará contribuindo para fazer uma humanidade mais feliz”. V. Exª. há de admitir que essa solução é muito mais definitiva que a anterior.

Mas, em geral, os remetentes, zelosos, não se limitam aos insultos, ameaças de morte e promessas de torturas indescritíveis. Espalham invencionices escabrosas a meu respeito, especialmente a de que sou agente a soldo de tais ou quais grupos financeiros, serviços secretos ou movimentos políticos internacionais. Para dar-lhes um ar de credibilidade, falsificam mensagens em meu nome com repugnante conteúdo racista e fascista e enviam-nas a sites de discussão, onde funcionam como provas cabais da minha maldade e incitam as massas a dar cabo de tão abominável criatura.

Não faz três meses que V. Exª. botou o sr. André Singer para rastrear e punir quem espalhasse coisas ruins a seu respeito, o que mostra que se preocupa com elas. Voltada contra o cidadão comum, sem partido ou organização que o proteja, sem recursos financeiros para defender-se de tantos ataques simultâneos, similar onda de maledicências é incomparavelmente mais devastadora. E as mensagens contra mim são bem mais ferozes que as piadinhas que despertaram os instintos justiceiros do sr. Singer.

O mais lindo, porém, é o lado moral. Nada evidencia melhor a índole de uma facção política do que a conduta coletiva de seus adeptos. O fato de que tantos deles se prestem a tomar parte nesse bombardeio de infâmias é a melhor ilustração da mentalidade socialista ou esquerdista, que quanto mais se afunda na iniquidade mais se enaltece e se beatifica, proclamando servir à humanidade e até a Deus. As coisas são assim desde que Lênin decretou que os fins justificam os meios, omitindo-se de esclarecer que os meios são causa eficiente dos fins e portanto os determinam.

V. Exª. buscará talvez minimizar o caso, alegando que a hostilidade insana provém do excesso de zelo de uns tipinhos obscuros, cuja conduta em nada reflete o espírito dos altos círculos de esquerda neste país.

Mas, Exª., não é nada disso. O estímulo, a incitação e mesmo o conteúdo essencial da massa de difamações atiradas contra mim não partiram de nenhum anarquista de porão, mas de notáveis representantes da política e do pensamento petistas, inclusive dois colaboradores ministeriais de V. Exª. Milhares de joões-ninguém não ousariam sair cuspindo num escritor que mal conhecem, se não tivessem a respaldá-los o precedente aberto pelas celebridades.

As premissas das quais essas mensagens truculentas são a conclusão inevitável foram lançadas na mídia pelos srs. José Dirceu, Luiz Eduardo Soares, Emir Sader, Carlos Nelson Coutinho e Leandro Konder, entre outros. Foram eles que, inaptos a contestar racionalmente minhas opiniões, inauguraram o apelo geral à difamação grossa, pondo em circulação a lenda de que “represento” tais ou quais organizações ou grupos que, na verdade, ignoro ou desprezo. Dirá V. Exª. que Soares e Dirceu, Sader, Coutinho e Konder são joões-ninguém?

Pois foram eles que, com suas palavras levianas, legitimaram a troca do meu rosto autêntico por um estereótipo asqueroso, deslanchando a enxurrada de ódio irracional que desde então não cessa de entupir meu computador e infernizar minha existência. Tudo o que disseram a meu respeito está documentado, ao alcance do público, no meu livro “O Imbecil Coletivo” e no meu site, www.olavodecarvalho.org.

Partindo das premissas que eles lançaram, a arraia-miúda partidária é inevitavelmente levada a enxergar, em mim, não um homem de carne e osso com quem se deve discutir, mas uma força política impessoal, temível e maquiavélica, que deve ser destruída a qualquer preço e contra a qual vale tudo. E as mensagens de cima não deram aos de baixo só o conteúdo das mentiras, mas o exemplo legitimador de um estilo de luta que, se aceito pelos mais célebres, deve ser bom também para os pequenos e anônimos.

Não tendo eu cargo público do qual possa ser expelido nem mandato do qual possa sofrer impeachment, o que é que essa campanha visa destruir, senão as garantias para o desempenho de minhas tarefas de jornalista e escritor e a possibilidade mesma de minha existência na sociedade brasileira? E quem lucra com isso, sr. presidente, senão o seu partido e a sua pessoa? Quem, sobre essa base de infâmia e calúnia, ergue bem alto sua imagem de probidade, pureza e quase santidade?

Solicito, pois, a V. Exª. que faça saber a seus adeptos e admiradores que a preservação da boa imagem, tal como a liberdade de constrangimentos e ameaças, é direito constitucional de todos os brasileiros -inclusive eu, por incrível que isso pareça a alguns-, e não somente de V. Exª. e deles próprios.

Nando Castro Há alguma forma de acionar as autoridades americanas contra isso, professor?
Olavo de Carvalho Nem penso numa coisa dessas.
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Eu JAMAIS votaria em quem promete “administração moderna”, “mudança do quadro institucional” e outras generalidades tão lindas quanto ocas. Voto no Bolsonaro porque tudo o que ele promete é concreto e substantivo: (a) liberar as armas para o povo brasileiro se defender; (b) cortar as verbas de ONGs parasitas; (c) tomar de volta os “territórios indígenas” dados de graça a organizações estrangeiras. São coisas simples e reais. Nada de blá-blá-blá engomadinho, importado diretamente da ONU ou do BRICS.
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Se as eleições de 2018 se tornarem um confronto aberto entre os interesses nacionais e as ambições loucas dos globalistas, elas poderão dar vida nova ao entusiasmo popular que os tucanos roubaram, desviaram e esvaziaram em 2015. Essa é, a curto prazo, a ÚNICA esperança de dias melhores para o Brasil por via política.
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Não sou guru de candidato nenhum, mas sugiro enfaticamente ao Bolsonaro que aposte inteiramente no eleitorado brasileiro e não procure apoio NENHUM no Exterior. Que a dele seja a única candidatura AUTENTICAMENTE NACIONAL.
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 Se convidado a conversar com governantes ou bilionários estrangeiros, que responda:
— Com prazer, mas só depois de eleito.
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Creio e temo que, a esta altura, TODOS os jovens conservadores e liberais que têm algum espaço na mídia — olavettes ou não — já tenham sido cooptados pelo PSDB.
Se isso aconteceu, é de novo a autocastração ocorrida em 2015, o sacrifício da força criativa do povo no altar do estamento burocrático.
Como diz uma velha canção americana, “Oh, when will they ever learn?”
Klauber Cristofen Pires Mas Professor, qual partido então?
Olavo de Carvalho Qualquer partido que lance a candidatura Bolsonaro.

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Se o PT se esmerou na “ocupação de espaços”, o PSDB se especializou na sedução discreta, na cooptação sorrateira.

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O Dória não é nenhuma “Nova Direita”: é o tucanato com botox.

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Querem um renascimento do PT? Coloquem o PSDB no poder.

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Nada tenho contra o Dória em pessoa, mas TUDO contra o partido dele.

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Cientificamente, falar de uma “Nova Direita” não faz sentido. Ainda não existe nenhuma direita como força partidária organizada e autoconsciente, e aquilo que não existe não pode ser renovado. A expressão vale apenas como truque de propaganda e isca para pegar apressadinhos..

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Já avisei e repito: Declaro-me eleitor do Bolsonaro enquanto estiver seguro de que ele não tem rabo preso com nenhum esquema globalista. Se descobrir que tem algum, voto em branco.

Célio Rodrigues Olavo, não entendo… Depois de todas as evidências de fraude nas últimas eleições, e de nada ter mudado de lá para cá, para reverter o quadro, você não acha que nas eleições de 2018 não serão usados os mesmos meios para impedir que o Bolsonaro seja eleito, como fizeram com o Aecio? Ou seja, com apuração secreta e urnas eletrônicas ainda em vigor, Bolsonaro pode ter noventa por cento das intenções de votos, e o Lula, dez por cento, mas com a ajuda da Mídia e das fraudes, seria bolha de sabão acreditar que pelo voto conseguiremos mudar algo? Não seria o momento de enfatizar isso, por mais que tenha decorrido o prazo para exigir voto em papel e apuração pública? Uma campanha sistemática em favor da abstenção, tendo como pano de fundo a tomada de CONSCIÊNCIA popular, que já entendeu o esquema e que se opõe sistematicamente ao estamento burocrático não seria o mais coerente, além de ser um recurso para quebrarmos a autoridade dos que querem se perpetuar no Poder?
Olavo de Carvalho Isso é bem possível. Se o eleitorado aceitar novamente a apuração secreta, o país estará perdido para sempre.
Luís Panadés O problema não é, exactamente, elle ser deshonesto. É elle ser usado sem nem perceber.
Cercado de uns chineses estranhos ligados à Odebrecht
Olavo de Carvalho Luís Panadés O governo chinês já manifestou apoio ostensivo à candidatura Ciro Gomes. E o chinês sócio da Odebrecht, definitivamente, não é o governo chinês. Mais ainda: o Partido Comunista da China JAMAIS daria apoio a um candidato solto, sem longas e velhas conexões com o movimento comunista mundial. Sei como essas coisas funcionam.
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O PSDB não “tem” uma agenda. Ele É uma agenda.
Nando Castro E qual seria essa agenda, professor? A de ser sempre uma vaselina pro PT passar sem dificuldades?
Olavo de Carvalho Não. É a agenda da ONU.
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Excelente aula do meu aluno, o psiquiatra Ítalo Marsili. Não percam.
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Circula um zunzum de que o Bolsonaro ouve conselhos de um empresário chinês sócio da Odebrecht. Não me impressiona nem no mais mínimo que seja. Um empresário chinês NÃO É o governo chinês, o qual já manifestou apoio ostensivo à candidatura Ciro Gomes. Mais ainda: O Partido Comunista da China JAMAIS, REPITO, JAMAIS daria apoio a um candidato sem longas e velhas conexões com o movimento comunista mundial. Sei como funcionam essas coisas.
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Repito: Até o momento, a única candidatura realmente NACIONAL é a do Bolsonaro. Espero que continue assim. Ciro Gomes é homem do bloco eurasiano, usando um discurso falsamente nacionalista como camisinha. O Dória é uma cabeça feita pelo globalismo ocidental. O bloco islâmico ainda não tem força para moldar um candidato presidencial no Brasil.
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Vejam o caso dos Clintons: O governo chinês os apoiou — e recebeu favores — porque DESDE OS TEMPOS DE FACULDADE eles já estavam ligados ao movimento comunista. Sem uma carreira dessas, ninguém receberá da China nem mesmo um agradinho.
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Vejam tudo o que o Richard Nixon — o presidente mais trouxa que a América já teve — fez pela China, tirando-a do buraco para transformá-la numa potência, sem JAMAIS receber dos chineses, em troca, nem um arremedo de apoio moral.
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A gratidão dos chineses consistiu em risadinhas sádicas quando viram cair um velho inimigo do comunismo.
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Talvez esse panorama eleitoral já tenha chegado ao nível de complicação que justifique uma aula no COF. O número de pessoas que estão tomando partido com base em impressões superficiais é demasiado grande, num momento em que TUDO, tudo depende de uma visão clara da situação,
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