7.7.2017

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Será que isso aconteceu só comigo ou acontece com todo mundo e ninguém conta? Quando criança, nunca perguntei “De onde vêm os bebês?” Instintivamente, eu sempre soube a resposta.

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Acho que só crianças imaginárias de manual de educação sexual fazem essa pergunta.

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Os psicólogos infantis são infantis mesmo. Vivem ensinando às crianças coisas que elas sempre souberam.

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O tal do Piaget querendo provar que as crianças desconhecem o princípio de identidade me faz rir até hoje.

Alvim Neto Professor, o senhor poderia especificar qual é o “teatro” que precisa ser criado por um terapeuta para ajudar um paciente seu a vencer a quarta camada da personalidade? Carrego essa dúvida há tempos.
Olavo de Carvalho Graduando os desafios até que o cidadão tome gosto de vencê-los.

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Também sempre me pareceram uma infantilidade as críticas ao “consumismo do Natal.” Como raios as pessoas iriam dar presentes sem comprá-los?

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Quando eu era criança, recebia um montão de presentes no Natal e isso nunca me impediu de me comover até às lágrimas (literalmente) com a história do nascimento de Jesus.

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De modo geral, toda crítica ao “consumismo” é idiota, principalmente na boca dos apóstolos da “justiça social”. Para que caralho alguém há de querer que as pessoas ganhem mais dinheiro, se não é para elas poderem comprar mais coisas?

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Até o meio da adolescência, as pessoas em torno já haviam fodido tanto com a minha vida, que fui levado a concluir que, se fosse alimentar ressentimento contra todas elas, acabaria virando um monstro. Aí parei com essa frescura para sempre.

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Lembro-me até de um dia ter pensado assim, só para raciocinar “per absurdum”: Se os gatinhos vêm das gatas, os cachorrinhos das cachorras e os cavalinhos das éguas, por que diabos os bebês humanos deveriam vir das cegonhas? Sem dúvida, é coisa que daria muito trabalho.

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Tive uma namorada que era um doce de gente, mas o namoro não sobreviveu ao dia em que ela me levou para assistir a um show do Milton Nascimento.

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Zeev Sternhell é um historiador cultíssimo e muito honesto, mas sua tese de que o fascismo prolonga a reação romântica ao racionalismo iluminista cai por terra ante a simples pergunta: Que raio de anti-iluminismo romântico é esse que traz em si o culto da técnica, do progresso industrial e da organização maquinal da sociedade?

Rodrigo Costa Lima Por favor senhor Olavo. O que o senhor acha da tentativa tão canalha de formação de uma direita sem Bolsonaro ou que marginalize seus militantes e apoiadores. Gostaria de saber do senhor.
Olavo de Carvalho Direita jujuba?

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Não paro de rir quando me lembro do Herberto Sales:
— Encontrei a solução para o Milton Nascimento: é preciso abatê-lo a tiros.

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Um velhinho casado há sessenta anos é entrevistado na TV:
— O senhor já pensou em divórcio?
— Jamais. Só pensei em assassinato.

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Nenhuma direita será possível no Brasil sem derrubar o mito da “luta contra a ditadura”. Antes bolsonarette do que arruinaldette.

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Nada melhor para um candidato direitista do que ser criticado por uma parcela da direita como direitista demais. Isso dá um ibope do caralho. .

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O MDB, partido da “luta contra a ditadura”, nunca foi nada mais que uma organização de fachada do PCB. Todo mundo na esquerda sabia disso.

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No Brasil, gênio é o João Gilberto, o Chico Buarque, o Gilberto Gil, o Caetano Veloso. Entendem por que o QI médio vem caindo há quarenta anos?

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No dia em que eu usar um eufemismo sem ser de pura gozação, minha carreira de escritor estará encerrada.

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O mais belo eufemismo da língua portuguesa é “Peidei no pau dele”.

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Meu mestre de estilo é aquele menininho espanhol: “Yo estaba cagando…”

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Não estou alinhado a direita nenhuma, mas não mudei em nada a minha convicção de que, num país saudável, devem existir uma esquerda e uma direita, ambas com o direito a uma quota igual de radicalismo. Se a esquerda tem o direito de fazer a apologia do Che Guevara, do Mao Dzedong e do Nicolas Pauduro, por que alguém deve ser proibido de dizer umas palavrinhas em favor do Coronel Ustra, que perto deles é um menino-passarinho? Direitista que quer ver a direita submetida às regras da guerra assimétrica é um comunista disfarçado ou, na mais branda das hipóteses, um idiota desprezível, um escravo mental da hegemonia esquerdista.

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Um grande amigo meu teve o sadismo de me apresentar o queijo Époisses Berthaut. Juro: quem não comeu isso, não viveu.

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Vejam por que o English Mastiff é e será sempre o meu cachorro preferido:

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DESARMAMENTISMO É GENOCÍDIO.

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