Josias Teófilo na  Folha de S. Paulo

Meu artigo na Folha de S. Paulo de hoje:

JOSIAS TEÓFILO
Esquerda faz retórica política no cinema

No final da década de 1960, no Recife, meu avô, o cineasta Pedro Teófilo, filmou dois longas-metragens em 35mm. Segundo relatos de família, uma rede de intrigas o impediu de concluir os filmes.

Meu avô morreu pobre e esquecido, delirante num quarto com as suas invenções. Nada de estranho nessa história: como diz Olavo de Carvalho, o Brasil é o país das vocações frustradas.

A história de Pedro Teófilo paira sobre a minha vida. Algumas semelhanças saltam aos olhos: resolvi fazer um filme através de um sistema de crowdfunding, parecido com as cotas de participação que o meu avô utilizara e, ainda como ele, vejo-me cercado igualmente por uma rede de intrigas e maledicências.

Desde quando resolvi fazer o documentário “O Jardim das Aflições”, um retrato do pensamento e do cotidiano do filósofo Olavo de Carvalho, vi-me numa trama típica do Brasil dos anos 2010, em que se busca politizar tudo.

A esquerda, desde os anos 1960, especializou-se em fazer retórica política no cinema. “De todas as artes, o cinema é a mais importante”, dizia Lênin. Hoje os esquemas da retórica socialista, da luta de classes até o discurso atualizado de opressão das minorias, tornaram-se o único terreno possível. Quem se opuser a isso frontalmente vai viver o mesmo que eu vivi.

Vi profissionais se recusarem a trabalhar no meu filme ou pedirem para não serem creditados, com medo de represálias da classe. Outros tentaram de todas as formas convencer profissionais a não trabalhar no documentário.

Antes tudo era subterrâneo. Ninguém falava nada sobre o documentário. Até que, depois de ser recusado por praticamente todos os festivais brasileiros, ele foi selecionado para o Cine PE, em Pernambuco.

Eu sabia que alguma coisa iria acontecer, mas não esperava tão escandalosa e ineficiente tentativa de censura. Não vou aqui entrar em detalhes sobre a absurdidade daquele ato; já o fizeram Cora Rónai, Cacá Diegues, André Barcinski, Ruth de Aquino, Eduardo Escorel, Carlos Andreazza e tantos outros.

Reforço apenas que se trata de um sintoma da condição doentia do establishment cinematográfico nacional ligado à esquerda socialista.

O cinema brasileiro é como uma casa fechada há três décadas. Quase tudo está mofado e podre. É preciso abrir as janelas e deixar o ar entrar.

No Recife, sentia-me como se tivesse chegado de Chernobyl: ninguém chegava perto, todos me evitavam, ninguém citava publicamente os meus projetos, nem mesmo meus amigos próximos. A classe falante da minha cidade permanece muda e complacente à tentativa de censura. Gilberto Freyre faz falta.

Em compensação, o público lota todas sessões do filme. A estreia no Recife confirmou essa visão: nunca uma plateia foi tão calorosa e atenta a um filme. Parecia final de Copa do Mundo, mas era só a estreia de um filme sobre filosofia.

Qual a explicação para isso? Esse é um público que foi ignorado por décadas no cinema brasileiro, por pura limitação ideológica.

O júri do Cine PE, liderado pelo mestre Vladimir Carvalho, consagrou “O Jardim das Aflições”com o prêmio de melhor filme e melhor montagem, e o público o elegeu como melhor pelo júri popular.

E eu dediquei os prêmios a Pedro Teófilo, meu avô.

JOSIAS TEÓFILO é cineasta e autor do livro “O Cinema Sonhado”. Dirigiu o documentário “O Jardim das Aflições”, sobre o filósofo Olavo de Carvalho.

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6.7.2017

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Em quatro países simplesmente NÃO ACONTECEM ATENTADOS TERRORISTAS: Japão, Polônia, Hungria e Eslovênia. Sabem por que? Porque ali é proibida a entrada de QUALQUER imigrante muçulmano.

http://www.wnd.com/2017/05/why-this-g7-nation-has-no-problem-with-islamic-terrorism/

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No dia em que eu começar a escrever só para expressar meus gostos, preferências e ojerizas, ou para dizer como eu gostaria que o mundo fosse, podem me internar. Um escritor que se preza tem de escrever sobre ALGUMA COISA, e essa coisa tem de existir e ser importante e complicada o suficiente para exigir esclarecimento. Fora disso, é melhor que fique quieto.

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Por que, em vez de me xingar logo e me ameaçar de morte como fazia o velho e saudoso Punheteu, os carinhas fingem uma condescendência paternal para não dar bandeira de que não entenderam porra nenhuma?

André Lima Lopes Olha o que Ciro Gomes disse

“Eu quero CONTROLE SOCIAL e o FIM da ilusão moralista CATÓLICA. A HUMANIDADE precisa SER CONTROLADA.”

Olavo de Carvalho André Lima Lopes Onde ele disse isso? Preciso documentar essa porra.

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Nesta cidade sinto-me como o Dersu Uzala na casa do capitão: Muito legauzíu, mas meu lugar não é aqui.

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Nossa Senhora pode aparecer em Fátima, em Lourdes, no interior da Paraíba ou num cafundó africano, mas duvido que tivesse o mau gosto de descer em Nova York.

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O Ciro Gomes fala bonito, faz diagnósticos econômicos brilhantes, mas no fim se revela:
— Eu quero CONTROLE SOCIAL.

Vejam em 1:24:22. https://www.youtube.com/watch?v=GaCmhZT6Cvk&feature=youtu.be. Agradeço ao André Lima Lopes.

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Quem, no mundo de hoje, não quer o controle social? Só aqueles que o sofrem. Quem o exerce adora e quer mais.

Fernando Henrique Freitas Prof., o senhor já leu algo do Nassim Nicholas Taleb? Estou lendo um livro dele e, de alguma forma que minha imaturidade não sabe identificar, parece-me que os senhores já andaram se comunicando, pelo menos intelectualmente.
Olavo de Carvalho Sim. “Black Swann” é um baita livro.

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Nenhum plano econômico do mundo, por lindo que seja ou pareça, justifica que, num país onde o rígido controle de armas produziu setenta mil homicídios por ano, alguém em seu juízo perfeito vote num desarmamentista.

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Tudo o que o Ciro Gomes quer é o pudê. Quanto mais, melhor.

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Se eu fosse candidato a presidente, meu programa de governo só teria três itens: (a) garantir a segurança da população; (b) impedir que analfabetos funcionais se tornassem professores; (c) tirar os nossos estudantes dos últimos lugares nos testes internacionais. Tudo o mais eu deixaria para o governo seguinte. Porque essas três coisas são tão difíceis que conseguir realizá-las numa só gestão seria quase um milagre.

Gustavo H. M. Gabriel Costa Professor quais seriam suas primeiras medidas para melhorar nossa lastimável educação?
Olavo de Carvalho Fechar imediatamente todas as universidades, públicas ou privadas, que tivessem mais de trinta por cento de analfabetos funcionais entre seus formandos, e cassar os diplomas de todos eles.

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Se o QI nacional médio está CAINDO e se o cidadão não tem nenhuma garantia de não ser assassinado, TODOS OS DEMAIS PROBLEMAS PODEM FICAR PARA DEPOIS. Nada é mais grave do que estar burro e morto.

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Falar de economia para eleitores que estão cada vez mais burros e com um pé na cova é CINISMO.

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Mas, sacumé, no Brasil a norma é resolver todos os problemas e ficar inteligente depois.

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Qualquer candidato a presidente que não dê prioridade máxima a garantir a segurança da população e salvar a educação nacional, não digo que não mereça o seu voto: Não merece nem a sua atenção.

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Se o sujeito aparecer falando muito de economia, mande logo tomar no cu.

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Para um povo alcançar a prosperidade, duas condições são absolutamente indispensáveis: (a) estar vivo, (b) ser inteligente. O resto, dá-se um jeito.

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Contrariando o entusiasmo insano dos nazistas pela germanização da cultura, Werner Sombart advertia que a preocupação obsessiva da “cor local” estrangula e mata toda força criativa.
O Brasil caiu nessa esparrela duas vezes: no Romantismo e na Semana de Arte Moderna de 1922: é por isso que hoje em dia a gente só lê José de Alencar e Mário de Andrade por um esforço de sacrifício patriótico.

Meri Angélica Harakava O Mário romancista, bem entendido… O ensaísta vale a pena.
Olavo de Carvalho Um pouquinho

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Fazer de Macunaíma o mito fundador da nacionalidade é o típico “Peidei no pau dele.”

Thomaz Carvalho Professor Olavo, mudando um pouco de assunto. O que o Senhor acha do Stefan Zweig?
Olavo de Carvalho Não é nenhum gênio, mas escreve de maneira deliciosa.
Alexander van Bezerra Olavo de Carvalho, o senhor conhece e já leu algo do Jean de La Bruyère? O que achou dele?
Olavo de Carvalho Prefiro Vauvenargues.
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Quanto mais um candidato se esmera em mostrar seus talentos de economista, administrador e jurista, mais ele prova que só enxerga abstrações em vez dos problemas reais do povo.
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Quanto mais um candidato se esmera em mostrar seus talentos de economista, administrador e jurista, mais ele prova que só enxerga abstrações em vez dos problemas reais do pov
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Numa hora em que setenta milhões de brasileiros estão sendo assassinados anualmente e a inteligência do povo decai a olhos vistos, um candidato exibir sapiência falando em “modelo institucional”, “superavit primário” e coisas similares só prova que ele é uma toupeira letrada.