Jardim das Aflições Daniel Bastos 

Hoje vivi um momento inesquecível. Fui logo pra missa das 16:00 que à noite iria fazer uma coisa que nunca fiz: ir ao cinema sozinho. Tô com o dedão do pé machucado, aí lá fui eu meio que mancando e tal, mas disfarçando. Para assistir ‘O Jardim das Aflições’ vale tudo. Aliás quase tudo.

Chego no cinema sozinho, e entro na sala já ansioso. Li relatos de protestos durante a exibição. Resolvi que se algum asno tivesse a ousadia de prejudicar meu deleite passaria momentos de dor e agonia. Rezei para que tudo desse certo, esse era um filme especial pra mim. Aliás o mais especial. Poucas pessoas, e tal, todas quietinhas, ufa. Começaram os trailers, e eu me concentrando pra não ficar emocionado. Afinal, o documentário tinha nada mais nada menos que o prof. Olavo de Carvalho, a quem provavelmente mais amo no mundo depois dos meus parentes mais próximos.

Pois bem, Spider Man, Planeta de Macaco, um filme lá francês água com açúcar e tal, daí apagam as luzes. Já fiquei tenso, chega apertei a cadeira. Segura! Não deu, infelizmente. Foi a porra do filme começando e jorrando água olho abaixo. Puta que pariu! Eu vendo um filme do prof. Olavo de Carvalho no cinema do Shopping Recife. Nem funguei, nem nada, pra ninguém pensar que tava vendo um documentário ao lado de um maluco que já começa chorando, do nada. Utilizando de técnicas secretas, engoli o choro por instantes aí, bum, Olavão em tela de cinema! Tivesse sozinho tinha aberto o berreiro e mandado dar pausa. “É muitcha emoção”, na voz daquele fita do Papa Capim.

Por instantes me perdi em lembranças de anos atrás quando lia aqueles textos numa página de fundo bege clarinho. Mas quem é esse cara que escreve isso? Era tudo tão diferente do que se lia nos jornais e revistas, e eu achava fantástico. Acho que eu li aquele site quase todo. Nem sei que ano foi aquilo. Sei que eu tinha um iMac daqueles translúcidos, azul. Em 2003, será? Não sei como, achei. Sei que no lançamento do ‘Mínimo’ eu já fiquei todo feliz, poxa que massa, livro todo colorido moderno, pop. Comprei dei a amigos, aquela coisa toda. Do escondido pro mainstream.

No Facebook fiquei sabendo do filme, tinha uma parada de financiar, corri lá e dei uma pequena ajuda, e fiquei na ansiedade, até hoje. Finalmente fui realizar esse desejo. O resumo foi esse.

Achei o filme simplesmente perfeito. Estão todos de parabéns. Passei a exibição toda com uma lágrima querendo cair. O filme acabou e aquela coisa toda de ligar as luzes e tal, vou fingir que sou cinéfilo e ficar lendo os créditos. Quando boto fé, João Pedro Cavalcanti nos agradecimentos, já engoli seco. Para completar minha sessão de tabacudo, começa um monte de nomes, e sem brincadeira nenhuma fiquei com as pernas bambas. “Financiadores”. Letra A, B, C… D! Tô lá olhando arregalado ‘Daniel Bastos’. Que arrepio. Saí andando meio que flutando.

Nós podemos fazer coisas grandiosas nos unindo com boas pessoas. Um pequeno esforço, no sentido certo, de várias pessoas ordenadas, pode resultar num grande acontecimento. Saber que jovens como Lucas Grimaldivão ao prof. na telona me enche de esperanças no futuro do Brasil. Tanta coisa errada os ladrões todos soltos, tudo de cabeça pra baixo. Dá uma desesperança. Fiquei com pouco de vergonha de mim depois que acabou, pois só na Bíblia tem mais de 300 vezes dizendo pra gente não ter medo, a primeira coisa que São João Paulo II disse em sua posse foi “Não tenham medo”. A burrice, o socialismo, comunismo, globalismo, islamismo, não prevalecerão, um homem sozinho alertou tantas pessoas, e agora estamos atentos, e Deus nos guiará para tempos melhores, assim como acabou a URSS, o III Reich. A verdade vencerá!

Parabéns Josias, Matheus Bazzo, Daniel Aragão e todos responsáveis, vocês botaram para fuder.

Prof. Olavo, foi uma honra e uma emoção muito grande assisti-lo na telona. Seu amor deixa a Roxane mais bonita, e tenha certeza que o seu amor pela verdade deixa a todos nós muito mais inteligentes. E nós vamos chegar lá!

Quem não assistiu ainda o filme, recomendo MUITO.