Livros sobre o marxismo

Direto do perfil de Flavio Morgenstern seguem alguns trechos de minhas postagens.

No Brasil é assim : Comunista só lê comunistas, liberal só lê liberais, e assim por diante. Cada um tem medo de contaminar a sua alminha com pensamentos pecaminosos.

Para um sujeito falar com alguma propriedade sobre o movimento comunista, deve antes ter estudado as seguintes coisas:

(1) Os clássicos do marxismo: Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao Dzedong.

(2) Os filósofos marxistas mais importantes: Lukács, Korsch,
Gramsci, Adorno, Horkheimer, Marcuse, Lefebvre, Althusser.

(3) “Main Currents of Marxism”, de Leszek Kolakowski.

(4) Alguns bons livros de história e sociologia do movimento
revolucionário em geral, como “Fire in the Minds of Men”, de James H. Billington, “The Pursuit of the Millenium”, de Norman Cohn, “The New Science of Politics”, de Eric Voegelin.

(5) Livros dos críticos mais célebres do marxismo, como Eugen von Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, Raymond Aron, Roger Scruton, Nicolai Berdiaev e tantos outros.

(6) Livros sobre estratégia e tática da tomada do poder pelos comunistas, sobre a atividade subterrânea do movimento comunista no Ocidente e principalmente sobre as “medidas ativas” (desinformação, agentes de influência), como os de Anatolyi Golitsyn, Christopher Andrew, John Earl Haynes, Ladislaw Bittman, Diana West.

(7) Depoimentos, no maior número possível, de ex-agentes ou militantes comunistas que contam a sua experiência a serviço do movimento ou de governos comunistas, como Arthur Koestler, Ian Valtin, Ion Mihai Pacepa, Whittaker Chambers, David Horowitz.

(8) Depoimentos de alto valor sobre a condição humana nas sociedades socialistas, como os de Guillermo Cabrera Infante, Vladimir Bukovski, Nadiejda Mandelstam, Alexander Soljenítsin, Richard Wurmbrand.

É um programa de leitura que pode ser cumprido em quatro ou cinco anos por um bom estudante. Não conheço, na direita ou na esquerda brasileiras, ninguém, absolutamente ninguém que o tenha cumprido.

A campanha dos histéricos contra os meus alunos não deixa de ter sua razão de ser. Eles pressentem que, quando vocês começarem a publicar livros, teses acadêmicas e artigos em jornais, o tempo deles terá acabado de uma vez para sempre.

Quem é Marilena Chauí, quem é Vladimir Safatle, quem é Breno Altman, quem é qualquer um desses vigaristas comparado aos melhores alunos dos meus cursos? Um nada, absolutamente um nada. Por enquanto, continuem estudando e se preparando em silêncio.

No momento devido, vamos restaurar a alta cultura neste país e não haverá mais lugar para a putaria subsidiada.

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2.7.2017

Se a popularidade de um cidadão pode-se medir pelo número de páginas falsas em seu nome que aparecem na internet, eu sou mais popular do que bola de futebol.
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Também sou recordista de críticos anônimos.

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Nos anos 50 do século passado, Otto Maria Carpeaux, numa das suas ranhetadas clássicas, disse que o romance de George Orwell, “1984”, logo seria esquecido. Decorridas seis décadas, o livro ainda é um sucesso mundial, e esquecido foi o Carpeaux, do qual, se eu não o retirasse do túmulo, ninguém lembraria mais nem o nome.

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“1984” vai muito além de uma mera sátira do regime soviético. Apreende certos traços estruturais da mentalidade revolucionária que sobrevivem ao comunismo, pelo simples fato de que o antecederam.

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Qualquer ser humano que fale em nome de uma comunidade — seja política, racial, religiosa, profissional, acadêmica ou esotérica — mente sem parar, mente desde a raiz, porque a identidade que assume já é fictícia, a voz que sai da sua boca não é dele, é a de um papel social.

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Muitas vezes, no afã de obter audiência, o cidadão fala como se fosse o porta-voz de um consenso, quando o consenso não existe e ele quer é produzi-lo. Tecnicamente falando, isso é A DEFINIÇÃO MESMA da erística, a arte de ludibriar o ouvinte.

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Por isso, quando ouvem um cidadão falar no tom de quem representa a autoridade de um consenso estabelecido, fiquem atentos: em CEM POR CENTO dos casos estarão diante de um vigarista. Não há exceções.

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Um escritor de verdade busca ENCONTRAR A PRÓPRIA VOZ, expressar a singularidade da sua experiência do mundo. O charlatão, ao contrário, sai no encalço de uma “egrégora”, de um aglomerado coletivo de vozes cuja autoridade possa parasitar. Tornar-se um professor universitário, no Brasil, consiste em aprender esse truque.

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Um escritor de verdade pode ser católico, comunista, liberal, protestante, maçom ou qualquer outra coisa, mas evitará por todos os meios imitar a voz dessas comunidades e marcará, no estilo, a singularidade da sua perspectiva existencial.

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O que se vê por toda parte é católico falando em tom cardinalício, protestante parodiando a Bíblia, comunista bancando o Comitê Cental do Partido, maçom posando de grão-mestre, e assim por diante.

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Quando um sujeito imita a voz do seu grupo, o que ele está fazendo é tomar a mediocridade como modelo — é tornar-se um aspirante a medíocre.

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Wolfgang Pauli costumava dizer que certas idéias são tão idiotas que não chegam nem mesmo a estar erradas.

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Pela milésima vez: Sentir-se ofendido é sinal de baixeza. Mesmo quando você foi ofendido realmente.

Nando Castro O que fazer, então? Haha
Olavo de Carvalho Mande tomar no cu e esqueça.

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Só uma pessoa no mundo pode humilhar você: Você mesmo.

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Quando um boboca me xinga, não sinto que ele está me ofendendo, mas tomando o meu tempo com bobagem.

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O Arruinaldo, por exemplo.