30.6.2017

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Aniversário da Tiffany:

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A quem possa interessar esta merdinha: A história do Josias Teófilo dizendo que com o dinheiro do crowdfunding ia comprar uma casa na Virginia e morar com a ruivinha era OBVIAMENTE piada. Ao chegar aqui, ele alugou um apartamentinho brega por três meses e comprou a preço de banana um carro velho que vendeu ao voltar para o Brasil (esquema muito mais barato do que alugar um carro). Com a ruivinha, que eu saiba, o máximo de coabitação que teve foi tomar sorvete no Sweet Frog.

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Nunca afirmei que o mal do Brasil fosse “a esquerda”, tomada assim genericamente, mas sim ESTA esquerda que temos nos últimos quarenta anos. Essas coisas não podem ser julgadas adequadamente sem pontos de comparação históricos. Que mal fez a esquerda à cultura brasileira entre os anos 30 e 50 do século passado? Mal nenhum. Só fez o bem. Inspirou, estimulou e promoveu os melhores talentos, produziu literatura de primeira qualidade, abriu o ambiente da capital aos escritores e artistas de todas as regiões do país. A esquerda que faz mal ao Brasil é a que surgiu desde os anos 70, tão pobre de inspiração, de talento, de cultura e de boas intenções quanto ávida de dominação hegemônica a todo preço. A esquerda do “Imbecil Coletivo” e do “Mínimo”. Uma esquerda que, esta sim, jamais deveria ter existido e que não tem direito NENHUM de existir.

Beto Barreto Professor, na parte que o senhor escreve “inspirou, estimulou e promoveu os melhores talentos, produziu literatura de primeira qualidade, abriu o ambiente da capital aos escritores e artistas de todas as regiões do país”, a que personalidades o senhor se refere? A esquerda sempre fez uso dos artistas como instrumento de propaganda, posto que em sua maioria é massa de manobra altamente influenciadora e influenciável. Eu não consigo ver nada de bom nisso.
Olavo de Carvalho Beto Barreto Você evidentemente desconhece a história da cultura nacional. No período a que me referi, mesmo escritores esquerdistas sabiam perfeitamente distinguir entre literatura e propaganda.

Geraldo Ribeiro Recordar é viver:

“(…) [Um] conjunto de valores, ou contravalores, que a nossa classe letrada consagrou como leis, (…) [vem] moldando as cabeças dos brasileiros há muitas décadas.

(…)

Seria plausível supor que esses preconceitos surgiram como reação à ditadura militar. Mas, na verdade, são anteriores. A imagem do crime na nossa cultura compõe-se em última análise de um conjunto de cacoetes e lugares-comuns cuja origem primeira está na instrução transmitida pelo Comintern em 24 de abril de 1933 ao Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro, para que procurasse assumir a liderança de quadrilhas de bandidos, imprimindo um caráter de ‘luta de classes’ ao seu conflito com a lei.

A instrução foi atendida com presteza pela intelectualidade comunista, que produziu para esse propósito uma infinidade de livros, artigos, teses e discursos. Os escritores comunistas não eram muitos, mas eram os mais ativos: tomando de assalto os órgãos de representação dos intelectuais e artistas, elevaram sua voz acima de todas as outras e, logo, suas idéias prevaleceram ao ponto de ocupar todo o espaço mental do público letrado.”
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Olavo de Carvalho, em ‘O Imbecil Coletivo’, Rio, Faculdade da Cidade Editora, 1997

Olavo de Carvalho É óbvio que fizeram isso, mas o número de escritores esquerdistas que nunca cederam a essa pressão era enorme.
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Por que, caralho, por que fui ensinar à garotada o que era socialismo fabiano? Agora eles enxergam socialismo fabiano até em barraquinhas de cachorro-quente.
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É ÓBVIO, patente e inegável que o Dória, por exemplo, não é um socialista fabiano. É um liberal globalista. É também uma bela merda, mas nada no mundo justifica confundir cocô de cabrito com cocô de vaca.
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Eu também nunca disse que havia uma esquerda boa e uma esquerda má. Disse que dos anos 30 a 50 a esquerda foi uma força positiva a favor da nossa CULTURA — o que não significa que sua POLÍTICA, enquanto tal, fosse coisa boa. Brasileiro nunca perde a oportunidade áurea de não entender alguma coisa.
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Em noventa por cento dos casos em que a expressão é usada com fins polêmicos, “socialista fabiano” é o cu da sua mãe.
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Hoje em dia não sabem distinguir entre um socialista fabiano e um liberal globalista. Pela simples razão de que não querem entender nada, apenas xingar.
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Aviso, para os devidos fins, que pretendo votar em Jair Bolsonaro para a Presidência da República e acho que todos os brasileiros deveriam fazer o mesmo, mas isso não é motivo para eu adotar uma retórica de cabo eleitoral e, a pretexto de eleger um presidente, contribuir para estragar a língua portuguesa mais um pouco.
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Querem a lista dos escritores brasileiros de esquerda que NUNCA consentiram em prostituir sua arte no leito da propaganda? Comecem por pensar em Graciliano Ramos, Érico Veríssimo. Alvaro Lins, Paulo Duarte, Paulo Emílio Salles Gomes, Sérgio Milliet, Carlos Drummond de Andrade, só para dar umas amostrinhas.
Estar na “direita” não autoriza você a pensar por estereótipos ou a ignorar a história da cultura nacional.
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Não faz sentido, exceto na “logica brasiliensis”, exaltar a iniciativa individual contra o estatismo salvador e ao mesmo tempo apostar TUDO numa eleição de presidente.
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Eu, que contribuí para o filme “O Jardim das Aflições” com apenas meio século de trabalho, não recebi meus direitos autorais e não estou reclamando de porra nenhuma. Estou esperando pacientemente e sei que tudo se resolverá no fim. O Josias não é nenhum vigarista, e quero ver qualquer dos apressadinhos conseguir fazar um crowdfunding, produzir um baita filme, organizar a distribuição do filme no país inteiro, enfrentar perguntas maliciosas de jornalistas o tempo todo, lutar contra boicotes e pressões em todos os fronts da guerra cultural e, no meio de tudo isso, manter todas as continhas em dia só para não dar chance às más línguas. Digo isto porque tem gente que não suporta sequer o atraso na remessa de um poster e já sobe nas tamanquinhas com aquele ar de dignidade ofendida…
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Tenho a maior apreciação pelo trabalho do Daniel Aragão e toda a simpatia pela sua pessoa. Não acho que ele é nem um pouco desonesto, mas, cá entre nós, estou persuadido de que ele é completamente biruta.
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Acho que, tendo em vista a situação turbulenta, até que a contabilidade do filme está saindo rapidinho.
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Da página do Filipe G. Martins (a respeito dos meus posts sobre socialismo fabiano):

Muito disso tem a ver com a confusão que há sobre os papéis próprios dos intelectuais, dos ativistas, dos militantes e dos políticos. Há quem espere dos políticos a postura de um intelectual, quem espere de um intelectual a atitude de um militante, quem espere de militantes e ativistas a flexibilidade de um político ou o compromisso com a verdade que se espera dos intelectuais. Em geral, não há nenhuma visão de conjunto. Pior, há muitos que sequer se dão conta da categoria em que se enquadram, e isso acaba resultando em mil confusões, não apenas de ordem conceitual, como de ordem estratégica.

Aqueles que utilizam conceitos da ciência política como meras ofensas só contribuem para a confusão que beneficia os grupos que, como a esquerda, são capazes de articular uma estratégia holística que integra coerentemente intelectuais, políticos e militantes; além, é claro, de atrapalhar quem poderia lançar luz sobre a situação e ajudar a dissipar essa confusão.

Professor, o senhor só pisou na bola em ter postado esse texto que está circulando no whatsapp

 

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Filipe G. Martins Isso não é uma afirmação do Olavo, e sim o título do texto que ele compartilhou. Tudo o que o Olavo fez foi dizer que era necessário ponderar sobre esses pontos, ou seja, que era necessário refletir a respeito dos pontos levantados pelo texto antes de chegar a alguma conclusão. Ele não chancelou a terminologia do autor nem as conclusões do texto, apenas fez um convite à reflexão. Se as pessoas não conseguem notar nem isso, não podem esperar entender coisas mais complexas.

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O Daniel Aragão acha ruim ter perdido muitos amigos na esquerda. Eu perdi TODOS — e foi uma das melhores coisas que já me aconteceram.

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Se o Charlie Gard fosse um macaco ou um rinoceronte, a mídia mundial estaria em peso protestando contra a eutanásia.

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A inspiração de Brasília:

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Entre os anos 30 e 50, o confronto de arte e propaganda era um tema constante de debates na esquerda brasileira. Todo mundo ali estava consciente de que havia um problema. Foi depois dos anos 70-80 — coincidindo com o progressivo descrédito intelectual do marxismo no mundo e com o fenômeno que Christopher Lasch denominou “nietzscheização da esquerda” — que essa distinção se tornou um segredo esotérico inacessível.

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A crença de que tudo provenha ordenada e hierarquicamente de uma ordem divina pressupõe que Deus não tenha a liberdade de deixar que as coisas aconteçam contra a Sua vontade, à margem dela ou a despeito dela. O determinismo integral amplia tanto a onipotência que acaba por negá-la.

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Platão, em algum texto que não lembro o qual, já matou a questão ao dizer que Deus imprime um giro ao universo e deixa que o universo dê o giro seguinte por sua própria conta.

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Quando René Guénon define a Possibilidade Universal como total ausência de determinações, ele não explica — nem poderia explicar — como diabos o indeterminado poderia, de repente, ter a idéia (e menos ainda o poder) de determinar-se. Como nenhuma ação ou manifestação é possível sem alguma determinação, a Possibilidade Universal como ele a concebe equivale, no meu entender, à Total Impossibilidade. Tenho insistido, ao contrário, na existência de um ESTRUTURA da Possibilidade Universal, portanto a de um sistema de determinações que separa, eterna e irrevogavelmente, o possível do impossível. Mencionei isso na aula passada e tentarei explicar melhor na aula de amanhã.

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É irracional supor que tudo sempre se passe de maneira racional.

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O grande erro da “Lebensphilosophie” (filosofia da vida) alemã, a qual tantos culpam injustamente pelo advento da ditadura nazista, foi supor que a razão é o oposto dos instintos, quando na verdade a mais superficial observação já basta para mostrar que a razão expressa um dos mais elementares instintos humanos: o medo.
Klages, Nietzsche e similares não tiveram culpa nenhuma pelo advento do nazismo, o que, evidentemente, não torna acertos os erros filosóficos monstruosos que cometeram.

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Levada ao seu mais refinado desenvolvimento, a razão não apenas inclui a consciência das suas limitações, mas CONSISTE nela.

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Confesso, do alto dos meus setenta anos de experiência neste planeta, que sou extremamente sensível à desordem do ambiente físico em torno. Se o meu escritório novo não ficar pronto logo, a bagunça desta moradia provisória vai se infiltrar no meu cérebro e vou acabar virando o Leandro Espiritual.

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Iniciativa da Adriana Martel Poggi :

Povo da Terra de Santa Cruz, vamos pedir clemência à Rainha da Inglaterra para que liberem o bebê Charlie aos cuidados de seus pais. Seguem os contatos. Liguem, liguem, liguem sem parar!

1) Consulado de UK em São Paulo: (011) 3094-2700

2) Sala de imprensa da Familia Real: (+44) (0)20 7930 4832.

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Sem a noção de IMPOSSIBILIDADE, que na experiência humana se traduz pelo sentimento de impotência e pelo medo da derrota e da destruição, a razão humana não poderia atinar com o conceito de “necessidade”, e portanto não poderia sequer existir como faculdade cognitiva.

Eduardo Paiva mas os animais também tem noção de impossibilidade e de necessidade e não tem razão a razão humana. Ou entendi errado?
Olavo de Carvalho É verdade. O sentimento da impossibilidade é necessário para o funcionamento da razão, mas não basta para produzi-la.

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Conseguir representar matematicamente o caos não o torna menos caótico.

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Não entendo como nenhum filósofo, antes da minha humilde pessoa, atinou com a noção — que já expliquei em algumas aulas, mas à qual voltarei — de “acidente metafisicamente necessário”. Noção que por si afirma, resolutamente, a necessidade do acaso e de uma quota de indeterminismo no coração mesmo da necessidade.

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Não deixem de ver:

https://www.youtube.com/watch?v=kxT6SGFrNgs

América Sob Cerco – Islã Soviético [legendado]

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Vou pedir pela milésima vez: NÃO ME ENVIEM MENSAGENS INBOX.

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