30.7.2017

Para quem quer falar da Inquisição sem dar uma de Dona Issa:

Agostino Borromeo, “L’inquisizione: atti del Simposio internazionale, Città del Vaticano, 29-31 ottobre 1998”, Roma, Biblioteca apostolica vaticana, 2003 – 788 páginas.

Alvim Neto Professor, desculpa a pergunta fora de tópico. Seria correto afirmar, analogicamente, que Machado de Assis está para Tostói assim como o José Geraldo Vieira está para Dostoiésvsky, levando em consideração os estilos de ambos e as suas respectivas importâncias dentro das suas literaturas nacionais?
Olavo de Carvalho O José Geraldo tem algo a ver com Dostoiévsky, mas Machado nada tem em comum com Tolstoi.
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No minuto 4:34, profetizei em 2012 o advento de Dona Issa ao planeta:

 

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A forma mais extrema da credulidade é a incredulidade ante o inabitual. As inteligências anêmicas dependem inteiramente do círculo da sua experiência costumeira — delas e do seu círculo de referência –, para além do qual nada enxergam e tudo lhes parece inverossímil.
Só que no Brasil essa deficiência cognitiva é motivo de orgulho. Cada um ostenta a sua como se fosse o critério supremo da realidade, chamando tudo o mais de “teoria da conspiração”, “paranóia” etc.
Já faz uns cinco anos que indiquei treze livros básicos sobre a questão da Nova Ordem Mundial, e até hoje milhões de mentecaptos, sem ler nenhum deles, continuam apegados às suas opiniões, que adquiriram na Rede Globo.

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Ao longo da minha vida, conheci de perto muitos personagens de envergadura mundial: filósofos, escritores, cientistas, artistas, governantes, bilionários, burocratas de alto calibre, mestres espirituais autênticos e falsos, terroristas, vigaristas apocalípticos etc. etc. Também estudei o suficiente para atender à exigência básica para a formação de um cientista social (segundo Max Weber), que é o conhecimento comparativo de épocas e civilizações diversas. E vivi experiências tão variadas e extremas que todo apego que eu pudesse ter às opiniões da vizinhança foi desfeito em pó.
Não creio que, sem esse tipo de vivências, alguém possa ter alguma idéia aproximada do que seja a realidade da História mundial hoje em dia.
Mas tem neguinho que nunca saiu de casa e fica aí cagando regra.

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Uma vez uma dona apareceu com um livro de dois ingleses segundo o qual Jesus tinha se casado com Maria Madalena e ido morar com ela no Japão, onde tiveram muitos filhinhos aos quais transmitiram os segredos do cristianismo esotérico.
— Limpe o cu com essa coisa, recomendei.
— Mas é uma pesquisa séria, ela respondeu.
— Melhor ainda. Limpar o cu é coisa séria.

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A atitude mais patética que conheço é um sujeito comparar a minha vida de estudos com o seu diplominha da Universidade Internacional de Vila Nhocunhé e concluir pela superioridade deste último.

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Por volta dos 23 anos, tomei uma decisão que recomendo a todos: ler livros que dissessem o oposto daqueles que eu havia lido até então. É uma experiência da qual a maioria foge entre gritos de horror e dores indescritíveis.

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A frase mais linda que já ouvi de um jovem brasileiro foi esta de 2013:
— Você não sabe nada. Você não leu “Veias Abertas da América Latina”.

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O primeiro livro reacionário que eu li depois de anos de intoxicação comunista foi “La Rebelión de las Masas”, de José Ortega y Gasset, escolhido propositadamente como antimodelo. A cada linha eu era obrigado a confessar:
— E não é que o filho da puta tem razão?

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Acabei lendo todos os livros do autor — e dos outros filósofos espanhóis amigos dele — e escrevendo a respeito um breve ensaio que foi premiado pelo governo da Espanha. Aos 26 anos eu era um orteguiano de estrita observância.

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O segundo filósofo que me encantou foi Éric Weil. Não é um pensador muito original, mas talvez o melhor leitor de filosofia que o século XX conheceu.

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Foi por volta dos 28 anos que mergulhei em Platão e Aristóteles para não abandoná-los nunca mais.

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Ainda leio ou releio Giorgy Lukacs, Henri Lefebvre, Max Horkheimer e Lucien Goldmann de vez em quando, com algum proveito. Não conheço nenhum liberal ou conservador que tenha esse hábito.

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O mais brilhante dos reacionários, segundo opiniões respeitáveis, foi Charles Maurras. Conheço bem a história dele, mas não consigo ler os seus livros. Há no estilo dele um não-sei-quê que mata o meu interesse logo nas primeiras linhas.

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Um reacionário que leio até hoje com imenso prazer é Léon Daudet, um discípulo de Maurras. Que verve, que eloqüência, que vivacidade!

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Dos escritores anticomunistas mais famosos, um que não cesso de ler com prazer sempre renovado é Arthur Koestler — não os seus romances, mas os ensaios e memórias. “Arrow in the Blue” e “The Invisible Writing” estão entre os mais interessantes relatos autobiográficos de todos os tempos.

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Aos trinta e poucos anos, minha inteligência recebeu um reforço inigualável com a leitura das “investigações Lógicas” e da “Crise das Ciências Européias” de Edmund Husserl. É preciso lê-los com lápis e papel ao alcance, como livros de matemática. O esforço pode levar meses ou anos, mas é imensamente recompensador. Ninguém jamais será um filósofo se não levou umas boas doses de Husserl na veia.

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Conselho de amigo: Não leia Ortega em tradução. Ele é o maior prosador espanhol de todos os tempos, um encanto intraduzível.

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A sorte é que quem foi educado em português do Brasil entende espanhol quase que por instinto. A recíproca não é verdadeira.

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Até hoje não entendi bem a diferença entre pagar impostos e tomar no cu.

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Segundo o Fuckerberger, transexuais, assim como gays em geral, são “grupos protegidos” que não podem ser alvos de uma palavra dura e nem mesmo de uma piadinha. O mesmo não se aplica, é claro, a religiosos e leigos cristãos. De fato, pensando bem, de que valem todos aqueles santos e mártires, aquelas freiras que desistem de todos os prazeres materiais e vão para os mais bárbaros cafundós do universo cuidar de órfãos, de tuberculosos, de leprosos, de que valem essas pessoas em comparação com a grandeza moral de um Laerte ou de um Jean Uiui? Que gravidade têm 150 mil assassinatos anuais de cristãos em comparação com o horror indescritível de uma piadinha de gays?
O novo código moral que Fuckerbergers e similares querem impor ao mundo é criminoso, psicopático, monstruoso.

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Recordar é viver (contribuição do Ricardo Ribeiro de Souza):

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Orgulho hétero é veadagem.

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Aprendam, bostinhas da Câmara Federal:

https://www.facebook.com/jairmessias.bolsonaro/videos/884120468403607/

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Casamento gay significa que ninguém mais poderá dar o cu sem certidão.

Clea Coppola Me perdoe: e esta errado? cada um dá o que tem e pode. A aprovação da união foi justa. Se dou, como você fala o “cu”, dou pq quero. Acha justo que eles não tenham segurança jurídica nessa relação? Não menciono nada de religiosidade e sim, de direito. Vi casais conviverem em união por anos e, ao falecer um deles, a família que nada fez por eles, disputam seus bens. Sou hétero , mas justa. Quem teria mais direitos? O convivente ou a família que o rejeitou? O mundo mudou: sou a favor? Não. Mas não me nego a aceitar a nova realidade.

Clea Coppola : Você não entendeu a piada, mas, sem perceber, inventou outra melhor ainda: dar o cu com segurança jurídica.

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Para acrescentar à coleção de velhas canções francesas:

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Nada se pode fazer para restaurar a inteligência de quem não percebe, à primeira vista, que “casamento gay” é metonímia e que “união estável entre pessoas do mesmo sexo” é eufemismo.

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O que define o casamento não é a mera “união”, mas o direito recíproco ao desfrute sexual entre os parceiros, claramente delimitado, no casamento tradicional, pela diferença entre os órgãos sexuais dos cônjuges. Numa “união entre pessoas do mesmo sexo”, esse direito é indefinível e mesmo indescritível. Basta isso para mostrar que tudo aí não passa de uma figura de linguagem destinada a dar ares de união matrimonial ao que não o é de maneira alguma nem pode sê-lo jamais.

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Por exemplo (se ainda não ficou claro): Num casamento tradicional, o homem não tem NENHUM direito legalmente assegurado de fazer sexo anal na mulher, embora ela possa permiti-lo se quiser (e mesmo que o permita ela não tem nenhuma obrigação legal de continuar a permiti-lo quando não quiser mais). O “casamento gay” vai assegurar esse direito, fornecendo ao gay ativo a mesma garantia jurídica que nega ao marido heterossexual?

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Uma união juridicamente estável que não regule os direitos sexuais dos cônjuges ( e que até finge ignorá-los) não é nem será jamais um matrimônio, exceto em sentido paródico.

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Que é que esse sujeito está fazendo no Brasil, senão promover, com o beneplácito do governo, a mais descarada apologia do terrorismo?

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Nosso hangout está um pouquinho atrasado por problemas técnicos, mas vamos entrar no ar daqui a pouco.

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Uma vez legalizado o casamento gay, nada impedirá que, instado a isso por maridos assanhados, o Estado institua a paridade de direitos entre o macho heterossexual e o gay ativo, forçando as mulheres a aceitar o coito anal.

29.7.2017

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J. O. de Meira Penna assumiu integralmente o ideário liberal da escola austríaca, mas deu-lhe um brilho literário que ele nunca havia alcançado em parte alguma do mundo.

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Que Saint Olav, cujo dia é celebrado hoje, proteja e abençoe o meu Olavo. Obrigada, Ju! Juliana Camargo Rodrigues

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Roxane Carvalho

Estive junto a alguns grandes homens do passado, quando Olavo os encontrava em diversas ocasiões, algumas delas em nossa casa. Herberto Sales, cuja humildade era de derreter corações de pedra, Paulo Mercadante, sempre inspirado, e Meira Penna sempre de bom humor e super vivaz. Espero que tenham encontrado a salvação eterna. O Bruno Tolentino também, que Deus o tenha, mas ele não conta, era quase um parente. Que sorte, a minha!

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J. O. de Meira Penna escreveu o melhor livro sobre a psicologia do brasileiro: “Psicologia do Subdesenvolvimento”. Depois fundiu-o com outros escritos para formar o “Em Berço Esplêndido”, mas ainda prefiro lê-lo na primeira edição.

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Diálogo:
Pedro: — Will you come here today?
Amigo: — Yes, but I have to ask my boss first.
Pedro: — Boss? Do you have a job now?
Amigo: — I mean my wife.

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De um amigo do Pedro:
A história de terror mais curta de todos os tempos:
O último homem do mundo ouve alguém bater na porta,

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AVISO: Vai haver a aula normal do COF daqui a pouco, mas será mais curtinha, porque vim de Nova York de carro e estou esbagaçado.

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Da página da Joice Hasselmann: Fotos do Arts and Design Museum de Nova York na exibição do filme “O Jardim das Aflições” (27 de julho):

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Bem observado pela Roxane: Os americanos não são muito de beijinhos e abraços, mas são muito afetuosos em palavras. Qualquer merdinha que a gente faça, eles já dizem: “I love you”, “I’m so proud of you” e coisas assim.

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“A pior cólera de um pai contra seu filho é mais terna que o mais terno amor de um filho por seu pai.”
(Henri de Montherlant)

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De Brasília, só gostei de um lugar: o jardim da casa do Meira Penna, onde passei tantas tardes inesquecíveis e conheci tantas pessoas queridas. O embaixador tinha, entre muitos outros talentos, o de aproximar amigos.

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Durante muito tempo só tive amigos trinta anos mais velhos ou trinta anos mais jovens. Daqueles, só restam agora, vivos, o Vamireh Chacon, o Carlos Heitor Cony e a Maria José de Queiroz. Meira Penna, Paulo Mercadante, Miguel Reale, Antonio OIlinto, Gerardo Mello Mourão, Roberto Campos, Mário Vieira de Mello, Herberto Sales, Josué Montello, todos já se foram. Que geração esplêndida! Quando teremos outra?

P. S. – O Bruno Tolentino e o Paulo Francis não entram na lista porque eram mais ou menos da minha geração.

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Conselho importantíssimo para os meus alunos. Quando você estiver lendo um livro, ouvindo música clássica ou vendo um filme, se alguém vier interrompê-lo com alguma conversinha banal do cotidiano, lance-lhe um olhar de fúria assassina e ordene-lhe, aos berros, que nunca mais faça isso. A atividade onírica é essencial para a saúde da inteligência, e aquelas três atividades são sonhos acordados dirigidos. Aquele que não consegue se transportar a um mundo imaginário e vivenciá-lo como real durante o tempo em que o contempla não poderá jamais elevar sua inteligência acima do círculo da banalidade e da mesmice. E quem o destitui dessa experiência, sobretudo se o faz de modo usual e frequente, NÃO É AMIGO DO SEU ESPIRITO.

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Leibniz, o maior gênio da Europa no período moderno, dizia que aquele que visse mais figurinhas, ainda que puramente imaginárias, se tornaria o mais inteligente.
Veja figurinhas.

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O livro do Dr. Lobaczewski foi publicado no Canadá, mas numa edição chinfrim, estragada ademais por um prefácio semilouco escrito por uma médica local. Seu alcance fui muito encurtado por isso. Essa a razão pela qual pedi à Vide que suprimisse o prefácio na edição brasileira.

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Dica essencial: Nunca, nunca, nunca selecione os seus livros pela qualidade da edição ou pelo prestígio da editora. É como selecionar namorada pela beleza do sapato.

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Uma edição boa ajuda, é claro, mas nada indica sobre a qualidade do livro.

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Os livros mais importantes já escritos no Brasil — os do Mário Ferreira dos Santos — circulam até hoje em edições de merda. Até o momento, a única exceção que conheço, embora parcial e ainda insatisfatória, é a minha própria edição das “Leis Eternas”.

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O grande Léon Bloy não teve até hoje uma edição completa que prestasse. E 2017 é o centenário da sua morte.

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Se a sua namorada ou namorado quer ser a coisa mais importante na sua vida, fuja enquanto é tempo.

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Na mais branda das hipóteses, explique à queridinha ou queridinho:
— Só Deus alimenta o amor entre dois seres humanos. Se você toma o lugar d’Ele, estamos ambos, como diria a Dilma, funhanhados.

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Contrariando a opinião quase universal, Pierre Boutang dizia que a poesia é a mais traduzível das linguagens literárias. Nunca testei essa hipótese, mas vou fazer isso se der tempo. Até hoje só arrisquei duas traduções: a da “Canção de Amor de J. Alfred Prufrock” de T. S. Eliot e a do Canto I da “Divina Comédia” de Dante. Esta última experiência o Prof. Romano Galeffi me assegurou que deu certo, mas até hoje não sei não.

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Um dos mais renitentes obstáculos ao desenvolvimento da inteligência é a dificuldade de enxergar verossimilhança em qualquer situação que seja muito diferente da experiência habitual. O ÚNICO meio de superar isso é a experiência imaginária reforçada pela “suspension of disbelief”.

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A experiência habitual é autoconfirmante, sobretudo quando reforçada pela do grupo de referência. Tal é o terreno onde florescem as certezas mais absurdas e onde são sepultadas as possibilidades mais ricas da inteligência.

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Um tal de Domingos Salomão ainda está na minha lista de amigos, mas não sei o que está fazendo lá, já que se acha tão superior aos meus alunos e tão mais habilitado do que eu a promover mudanças benéficas no curso das coisas. Vejam o que o engraçadinho escreveu:

“”Se formos esperar pela revolução cultural, seremos mortos bem antes. A “revolução cultural” defendida pelo Olavo e seus alunos é uma utopia, pois o brasileiro tem horror a ler livros, é composto de 83% de analfabetos funcionais, e apenas absorvem o que é mais fácil de absorver.”

Quem passa 5 minutos observando as pessoas em uma fila de banco, num consultório dentário, ou numa barbearia, sabe que isso é um fato.

O cara quer mudar o mundo pela cultura, e isso pode até acontecer, mas não pense que acontecerá enquanto você viver.

Então, eu sempre disse que o Brasil precisa ser destruído para dos escombros nascer algo de bom. E isso foi dito várias vezes também por Olavo de Carvalho.

Mas tem ainda um outro porém. Olavo disse que a salvação do Brasil sairá do COF. Em sentido genérico pode até ser que sim. Mas em sentido estrito, NEM A PAU. Não tem um aluno dele capaz, no sentido que foram capazes todo um séquito de intelectuais de 50 anos atrás. Por favor! Pra cima de mim não cola. Estamos reaprendendo TUDO novamente. Esse processo vai durar 50 anos NO MÍNIMO. É para isso que estou preparando minha prole. Para quando houver a oportunidade ela estar lá e tomar as rédeas da situação.

Mas os alunos do Olavo, me parece, acreditam piamente que são protagonistas ativos no processo. Ninguém jamais andou pelas estradas que ajudou a abrir no facão. E nunca os trabalhadores no meio da floresta hostil se viram sozinho sem caçadores de elite protegendo-os enquanto faziam o seu glorioso trabalho. Essa conversa de dizer que não se pode lutar em várias frentes é palhaçada. Porque é exatamente isso que a esquerda fez, faz e fará, SEMPRE.”

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Nunca esquecer que a palavra “idiota” vem de “idios” = “o mesmo”. O idiota nada concebe fora do seu círculo de experiências repetidas ou daquilo que se diz no seu grupo de referência. Em 99 por cento dos casos, o que lhe falta NÃO É capacidade de raciocínio, mas imaginação. Só em imaginação podemos ver e sentir como vêem e sentem pessoas diferentes de nós, em épocas e lugares diferentes dos nossos. Sem esse exercício, estamos presos em nós mesmos.
Não deixa de ser significativo que a nossa época, que tanto fala em “diversidade”, só a conceba pelo padrão dos estereótipos convencionais, isto é, da mais empedernida mesmice.

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O idiota do nosso tempo não tem dificuldade para se identificar com os “diferentes”, mas só com aqueles dos quais ouve falar todos os dias na mídia — muçulmanos, gays etc.
O que ele chama de “diferente” é apenas aquilo com que já está acostumado.
Mostre-lhe um camponês do século XII, um herói de guerra, um santo da Igreja ou um simples homem valente e ele jurará estar diante de um extraterrestre.

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Assistindo ao excelente filme francês “Rapt”, um “thriller” de primeira ordem baseado numa história real, começo a entender como é possível a sociedade, às vezes, punir um seqüestrado em vez do seqüestrador.

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Nos meios direitistas, conheci nas décadas passadas umas centenas de garganteiros metidos a machos, que desprezavam a força da cultura e prometiam resolver tudo na porrada. Não fizeram BOSTA NENHUMA, enquanto eu, sozinho, abria espaço para que até gente como eles pudesse falar em público depois de quarenta anos de silêncio temeroso, cabisbaixo e resignado.
Se esses tipos sabiam o que fazer, por que não fizeram? Por que deixaram que logo eu, que não sabia nada, fizesse tudo?

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Eu não disse que os alunos do COF são a esperança do Brasil. Disse — e repito — que SÓ eles são a esperança do Brasil. E nem acrescento que o tempo dirá, porque já está dizendo.

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Sem nenhuma presunção, e como simples constatação de fato, noto que no horizonte mental brasileiro de hoje em dia só há dois tipos de idéias em circulação:
1) Idéias do Olavo de Carvalho, no original ou em cópias variadas, umas fiéis, as outras quase sempre diluídas, muitas delas camufladas e quase irreconhecíveis.
2) Idéias de jerico.

A investigação

A investigação de qualquer coisa começa sempre pelo repertório das opiniões dos sábios” – dizia Aristóteles. Evidentemente essas opiniões são discordantes entre si e justamente por serem discordantes, elas lhe permitem olhar o seu assunto sob vários ângulos e enriquecer a sua perspectiva total.

(do COF)

Santo Olavo

Χρόνια Πολλά, Δάσκαλο Ολάβο δε Καρβάληο, γυά την ονομαστική εορτή σου!

Muitos anos, Professor Olavo de Carvalho, pelo seu Dia do Nome!

Santo Olavo da Noruega
O santo, glorioso, justamente-vitorioso mártir e correto-fiel Rei Olavo II da Noruega, também conhecido como Olaf Haraldson, era filho do Conde Harald Grenske da Noruega. Ainda em vida também foi chamado de Olavo, o Gordo. Nasceu em 995 DC e governou de 1015 até 1028, quando foi exilado. Morreu dois anos depois no campo de batalha de Stiklestad, morto por seu apoio à fé cristã e sua tentativa de unir a Noruega em uma só nação. Sua festa é no dia 29 de julho e não deve ser confundido com seu predescessor Olaf Tryggvason (Rei Olavo I da Noruega).
De acordo com Snorri Sturluson (um historiado islandês dos séculos XII e XIII), ele foi batizado em 998 na Noruega, embora mais provavelmente cerca de 1010 em Rouen, França pelo Arcebispo Robert. Ainda bem jovem, foi à Inglaterra como um viking, onde participou de muitas batalhas e adquiriu sincero interesse no Cristianismo. Depois de muitas dificuldades foi eleito Rei da Noruega, e determinou como prioridade a extinção do paganismo para tornar a religião cristã a religião base de seu reino.
É o grande legislador norueguês para a Igreja, e como seu predescessor Olaf Tryggvason, realizou severos ataques à fé e aos costumes antigos, demolindo templos e construindo igrejas cristãs em seu lugar. Trouxe muitos bispos e padres da Inglaterra, como o Rei Canuto IV faria mais tarde na Dinamarca. Alguns destes sabe-se os nomes: Grimkel, Sigfrid, Rudolf, Bernhard). Parece que ele considerava o modelo anglo-saxão como referência para a organização eclesiástica de seu reino.

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Entretanto, o agravamento contra ele tornou-se tão forte que os poderosos clãs uniram-se em rebelião contra ele, pedindo ao Rei Canuto II da Dinamarca e Inglaterra que os ajudasse, no que foram prontamente atentidos, sendo Olavo expulso e Canuto II eleito rei da Noruega. Olavo fugiu para o Principado de Kiev e na viagem ficou ainda algum tempo na Suécia, na província de Nerike, onde de acordo com lendas locais, batizou inúmeras pessoas.
Depois de dois anos de exílio, voltou para a Noruega com um exército. Ao pisar em terra, foi ao encontro de seus súditos rebeldes liderados pelos nobres noruegueses em Stiklestad, onde a célebre batalha ocorreu em 29 de julho, 1030. Nem o rei Canuto nem os dinamarqueses participaram da batalha. O Rei Olavo lutou com grande coragem, mas foi mortalmente ferido e caiu no campo de batalha orando “Deus, ajuda-me”.

Note-se que o ressentimento contra Olavo não era apenas por causa de seu cristianismo, mas em alta conta por sua inflexível luta contra a antiga constituição de condados e pela unidade da Noruega. Ele considerado pelos noruegueses como o grande campeão da independência nacional.

Muitos eventos miraculosos ocorreram ligados à sua morte e posterior exumação um ano depois, quando rumores de sua santidade espalharam-se por toda parte. Seus amigos, o Bispo Grimkel e o Conde Einar Tambeskjelver, deitaram o corpo em um caixão e o colocaram no grande alta da Igreja de São Clemente em Nidaros (hoje Trondheim). Olavo tem sido considerado desde então um santo, não apenas pelo povo da Noruega, mas também por Roma. A Igreja Ortodoxa o venera como um dos seus antigos santos ocidentais antes do Grande Cisma.

Em 1075, seu corpo incorrupto foi guardado no que se tornaria a catedral de Nidaros (Trondheim), e que subsituíria a capela, tornando-se local de peregrinação. Durante a a Reforma Protestante seu corpo foi removido e re-enterrado. Sua devoção fora reforçada pelo reino impopular de Swein, filho de Canuto; a morte de Canuto em 1035 resultou na fuga de muitos dinamarqueses da Noruega e na acensão do filho de Olavo, Magnus. A partir de então sua devoção espalhou-se rapidamente. Adão de Bremen (c. 1070) registrou que sua festa era celebrada em toda Escandinávia.

Sua devoção espalhou-se ainda mais ao longo da Idade Média, chegando até a Inglaterra. Em londres na Hart Street, há uma Igreja de Santo Olavo, há muito dedicada ao glorificado Rei da Noruega. Em 1856, uma bela Igreja de Santo Olavo foi eregida em Christiania, a capital da Noruega, onde uma grande relíquia de Sto. Olavo, uma doação do Museu Real Dinamarquês) é preservada e venerada. As Armas da Noruega são um leão como machado de batalha de Santo Olavo nas suas patas dianteiras.
A ordem norueguesa de Cavalaria de Santo Olavo foi fundada em 1857 por Oscar I, rei da Suécia e Noruega, em memória deste rei. Ele é chamado Rex Perpetuum Norvegiæ, rei eterno da Noruega.

Um fato interessante e algo bizarro sobre as relíquias de Santo Olavo trata de seu sucessor, Harald III Haardraade, que foi rei da Noruega entre 1040 e 1066, e entre 1040 e 1047, co-regente com Magnus, o Bom, filho de Santo Olavo. Trinta e cinco anos depois da morte de Santo Olavo, Harald planejava invadir o norte da Inglaterra em 1066 sob provocação do exilado Conde Tostig, irmão do Rei Haroldo II da Inglaterra. Ele visitara o santuário de Santo Olavo em Trondheim, destrancara a porta, cortara seu cabelo e unhas, os quais ainda cresciam devido à incorrupção de seu corpo, e então trancou novamente o santuário e atirou a chave no rio Nid ao lado. No fim, Harald foi derrotado e morto pelo exército de Haroldo II da Inglaterra, que por sua vez foi derrotado por William, o Bastardo (ou “o Conquistador”) na Batalha de Hastings.
O Santo Rei Olavo também é considerado fundamental na cristianização tanto da Islândia quanto das Ilhas Féroe. Ambos os países, sob influência da monarquia dinamarquesa sob a qual as ilhas estiveram pesadamente sujeitas até o século XX tornaram-se luteranas durante a Reforma Protestante. Ainda assim, apesar da ausência de séculos seja de fiéis católicos ou ortodoxos, Sto. Olavo é tido em alta honra. Sua festa é no dia 29 de julho, e em faroês chama-se Ólafsøka, ou Vigília de Sto. Olavo, sendo o feriado nacional das ilhas Féroe.

Tropário (Tom 4)
Desejando a glória transcedente de Deus, realmente lutaste por Ele até o fim de tua vida terrena, e tendo realizado a boa obra, aumentaste os talentos que te foram confiados, sendo fiel a Ele até derramar teu sangue. Por isso, como um mártir recebeste uma coroa por tuas dores diretamente da mão direita de Cristo nosso Deus, a Quem com sinceridade suplicais, para que salve a nós que cantamos teu hino, Ó glorioso Rei Olavo.

Santo Olavo, orai por nós.

Hinos de Santo Olavo
https://www.youtube.com/watch?v=U-Umqg9XrCc
https://www.youtube.com/watch?v=sCSESAo09Vs

Ofício completo de Santo Olavo:
http://www.orthodoxengland.org.uk/servolav.htm

Pesquisa no Facebook

Recebi estas ótimas dicas do leitor do blog Diodoro Cirino
Acredito que pode ser útil pra todos!
 

Prezada, acredito que você seja a responsável pelo árduo, mas excelente trabalho de compilar as notas do Olavo em suas redes sociais. Pois bem, acredito que as dicas a seguir facilitarão bastante o seu trabalho. Trata-se de uma pequena lista com os principais tópicos de pesquisa do “Facebook Graph Searching”, que era a ferramenta de pesquisa anterior do Facebook, executada através da caixa de pesquisa até 2014. Aquele método podia ser reproduzido diretamente através do URL. Esse mecanismo só funciona se seu facebook estiver configurado em inglês. Pois bem segue a lista:

PESQUISAS POR DATA

[Olavo de Carvalho’s posts from this year]
https://www.facebook.com/search/698992191/stories-by/this-year/date/stories/intersect/

[Olavo de Carvalho’s posts from 2017]
https://www.facebook.com/search/698992191/stories-by/2017/date/stories/intersect/

[Olavo de Carvalho’s posts from November 2016]
https://www.facebook.com/search/698992191/stories-by/2016/nov/date-2/stories/intersect/

[Olavo de Carvalho’s posts from November 15, 2016]
https://www.facebook.com/search/698992191/stories-by/2016/nov/15/date-3/stories/intersect/

PESQUISA POR PALAVRA-CHAVE

[Posts about “Lutero” by Olavo de Carvalho]
https://www.facebook.com/search/str/lutero/stories-keyword/698992191/stories-by/intersect/

PESQUISA POR PALAVRA-CHAVE E DATA

[Posts about “Lutero” by Olavo de Carvalho from 2016]
https://www.facebook.com/search/str/lutero/stories-keyword/698992191/stories-by/2016/date/stories/intersect/

[Posts about “Lutero” by Olavo de Carvalho from April 2017]
https://www.facebook.com/search/str/lutero/stories-keyword/698992191/stories-by/2017/apr/date-2/stories/intersect/

[Posts about “Lutero” by Olavo de Carvalho from December 27, 2017]
https://www.facebook.com/search/str/lutero/stories-keyword/698992191/stories-by/2016/dec/27/date-3/stories/intersect/

 

Diodoro Cirino
O número 698992191 é o ID do perfil do professor Olavo. Todo perfil do facebook tem um número de ID. Para descobrir o número de ID de um perfi, você deve primeiro configurar ir nas configurações do facebook e mudar o idioma para English (US). Em seguida copie o link completo do perfil desejado, cole-o no espaço indicado no site Find My FB id .com* e clique no botão “Find numeric ID”.
Diodoro Cirino
* [o endereço do site é todo junto, mas o facebook não permitiu escrever o link de forma correta].
Para maiores detalhes sobre esse método de pesquisa, basta acessar o site: http://netbootcamp.org/facebookpeoplesearchtips/
Parabéns pelo trabalho. Que Nosso Senhor Jesus Cristo a abençoe.
Atenciosamente, Diodoro

Fabio Blanco

FILÓSOFO EM TEMPO REAL

Virou moda no grupo semi-intelectual da internet brasileira considerar os alunos e admiradores do professor Olavo de Carvalho como que uma segunda classe de intelectuais. Isso porque começam a considerar o próprio professor um intelectual de segunda classe. Criticando-o no nível da aparência de seu discurso, têm-no por grosseiro, retrógrado e, como se isso fosse um xingamento, apenas por um religioso conservador.

O fato é que nessa arrogância juvenil – porque não se trata de nada mais que isso – esses meninos estão perdendo a oportunidade de acompanhar, em tempo real, um pensador de primeiríssima linha – algo que não houve igual, por causa das diferenças tecnológicas, na história do mundo. Existiram filósofos gigantescos na história, e o próprio Olavo refere-se a eles constantemente, mas nenhum deles pôde ser acompanhado no desenvolvimento de suas ideias, como se seus alunos morassem na casa desses pensadores. Nós, porém, temos isso, mas nem todos se dão conta.

Sempre que eu leio algo escrito pelo professor Olavo de Carvalho, vejo que, nele, tudo o que é expresso tem peso de realidade, de verdade, de concretude. Ao mesmo tempo que suas investigações mergulham em profundezas inacessíveis a boa parte dos que o lêem, elas nunca são tomadas por abstracionices, por palavras vazias. Seus pensamentos possuem a força da realidade e mostram-se comprometidos com a experiência verdadeira da vida.

Isso tudo fica mais evidente quando leio aqueles que tentam comentar o que o Olavo escreve. Façam esse teste! É incrível a disparidade no peso das ideias. Enquanto o que o professor diz parece remexer com a matéria viva, com o âmago dos problemas, geralmente seus comentadores apenas lançam slogans e lugares-comuns, que assemelham-se à névoa.

A verdade é que esse comprometimento com a experiência real, sem abrir mão de sua substância, aliado a sua vasta cultura, é que faz do professor Olavo de Carvalho um fenômeno vivo.

No entanto, os quase letrados virtuais insistem em apenas criticá-lo na base do concordo/discordo, gostei/não gostei, certo/errado. Com isso, perdem o mais importante nessa experiência, que é a possibilidade da observação imediata de uma mente privilegiada que está sempre expondo ideias que são fruto de suas diversas leituras e de sua capacidade acima da média de sintetizá-las.

De minha parte, reconhecendo que, por seu talento, experiência, dedicação e capacidade filosófica comprovada, o professor Olavo, quando escreve, está expondo algo que contém uma imensidão de outros conhecimentos subjacentes, antes de tentar fazer qualquer crítica, me pergunto: quais são os dados que ele rastreou para chegar a essa conclusão e quais meios intelectuais usou para tanto? Isso porque eu sei que nisto está o seu legado, nisto está o seu mais sério ensinamento e eu tenho certeza que é essa a lição que ele quer passar para seus alunos.

No entanto, uma parte dos leitores jamais vai entender isso, porque lhes falta humildade para reconhecer a distância que existe entre eles e um filósofo de verdade.

28.7.2017

J. O. de Meira Penna assumiu integralmente o ideário liberal da escola austríaca, mas deu-lhe um brilho literário que ele nunca havia alcançado em parte alguma do mundo.

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Estamos entrando numa época em que o cúmulo da veadagem será o sujeito gostar de mulher.

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Considero a sua obra tão ou mais importante e valiosa quanto a de João Francisco Lisboa ou Joaquim Nabuco.

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Recebo do nosso amigo comum Luiz Jardim a notícia de que faleceu hoje, centenário e glorioso, o embaixador José Osvaldo de Meira Penna, um dos escritores mais originais que o Brasil já produziu no campo das idéias políticas.
Oremos pela sua alma.

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Inspirado na “boutade” do Gurdjeff (“os fins não interessam, só os meios importam”), há décadas venho dizendo que, em política, o que decide o curso das coisas não são as finalidades proclamadas, mas os meios de ação disponíveis. Não há no mundo um porra de um “filósofo da História” ou de um “cientista político” capaz de entender isso?

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Na época, nem os apóstolos nem os inimigos da ideologia de 68 se lembraram de fazer a pergunta essencial e óbvia: QUEM vai promover essas mudanças? Quem tem os meios de fazê-lo? Quem, senão a burocracia estatal e os grupos megabilionários?

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Também se comportaram de manera ridícula e pueril os inimigos do “espírito de 68” quando se puseram a combater as suas propostas nominais em nome de valores morais e religiosos, embarcando numa discussão de superfície — meras “tomadas de posição” — em vez de analisar o fenômeno na sua constituição interna e prever que a política diversitária era menos má pela imoralidade aparente dos seus ideais do que pelas sementes de opressão e tirania que ela trazia escondidas nas dobras de uma promessa de liberdade. Muitos ainda não saíram dessa fase: discursam bonito em defesa de “civilização ocidental e cristã” sem nem tentar compreender a natureza verdadeira do inimigo: enxergam apenas uma suruba de jovens intoxicados de liberdade onde há realmente o avanço de tropas bem armadas impondo por toda parte uma nova forma de tirania praticamente indestrutível.

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Por exemplo, quando Herbert Marcuse pregou a “politização do cotidiano”, como foi possível que o fizesse sem nem por um minuto se lembrar de comparar essa idéia com a definição de “política” em Carl Schmitt como aquele setor da existência humana em que nenhum conflito tem solução racional e tudo, portanto, tem de ser resolvido pela força? Bastava pensar nisso por UM MINUTO para entender que a politização do cotidiano, em vez de banir a opressão e a brutalidade, iria expandi-las para todas as áreas da vida social em níveis jamais observados antes. Mas, quando neguinho quer só fazer bonito numa cátedra de filosofia, para quê cumprir as obrigações elementares de um filósofo, a começar pela primeira delas, que é pensar no que está dizendo?

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Desde o início, a coisa mais óbvia do mundo era que a política diversitária iria criar a sociedade mais estratificada, controladora e opressiva de todos os tempos. Era impossível que fosse de outro modo. Que respeito intelectual se pode ter para com tipos como Michel Foucault e Herbert Marcuse, que saíram apregoando finalidades sem nem pensar nos meios de ação nem muito menos atinar com as conseqüências INEVITÁVEIS do seu emprego? Chegamos ao ponto em que bobocas intelectualmente imaturos são celebrados como grandes filósofos e continuam a sê-lo mesmo quando o desenrolar dos fatos já mostrou sua imprevidência e superficialidade.

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A lógica interna da política diversitária é implacável :

http://www.wnd.com/2017/07/state-segregate-students-who-object-to-sharing-showers-with-transgenders/#!

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O sucesso do Trump na área econômica contrasta de maneira assistadora com a sua incapacidade de manter os inimigos internos sob controle.

https://www.infowars.com/economy-expands-at-faster-2-6-percent-pace/

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O Lucas Novaes do qual escrevi há pouco NÃO É o Lucas Novaes amigo desta página. É um homônimo.

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Não é preciso ler toda a minha obra para concluir que não é possível me classificar como representante, porta-voz ou mesmo simpatizante de qualquer partido ou corrente política existente no Brasil ou fora dele. Ler os meus artigos políticos é mais que suficiente. Mas, no fundo, não é preciso nem isso. Basta notar a variada gama de correntes ideológicas das quais provêm os meus detratores: comunistas, socialistas, petistas, globalistas, liberais, libertarians, consevadores, rad-trads, evangélicos “enragés”, católidos jujubas e “hard core”, impeachmentistas, intervencionistas etc. etc. etc Cada um, vendo-me pelo ângulo da sua própria igrejinha, acredita abranger o horizonte inteiro do meu pensamento ao definir-me como o inverso simétrico da referida, o diabo do seu respectivo deus.

P. S. Também, em cada uma dessas correntes,há alguém que concorde comigo em alguma coisa, é claro.

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Da página do Fabio Blanco:

https://www.facebook.com/fabio.blanco.79/posts/1448179848596556?hc_location=ufi

Fabio Blanco

FILÓSOFO EM TEMPO REAL

Virou moda no grupo semi-intelectual da internet brasileira considerar os alunos e admiradores do professor Olavo de Carvalho como que uma segunda classe de intelectuais. Isso porque começam a considerar o próprio professor um intelectual de segunda classe. Criticando-o no nível da aparência de seu discurso, têm-no por grosseiro, retrógrado e, como se isso fosse um xingamento, apenas por um religioso conservador.

O fato é que nessa arrogância juvenil – porque não se trata de nada mais que isso – esses meninos estão perdendo a oportunidade de acompanhar, em tempo real, um pensador de primeiríssima linha – algo que não houve igual, por causa das diferenças tecnológicas, na história do mundo. Existiram filósofos gigantescos na história, e o próprio Olavo refere-se a eles constantemente, mas nenhum deles pôde ser acompanhado no desenvolvimento de suas ideias, como se seus alunos morassem na casa desses pensadores. Nós, porém, temos isso, mas nem todos se dão conta.

Sempre que eu leio algo escrito pelo professor Olavo de Carvalho, vejo que, nele, tudo o que é expresso tem peso de realidade, de verdade, de concretude. Ao mesmo tempo que suas investigações mergulham em profundezas inacessíveis a boa parte dos que o lêem, elas nunca são tomadas por abstracionices, por palavras vazias. Seus pensamentos possuem a força da realidade e mostram-se comprometidos com a experiência verdadeira da vida.

Isso tudo fica mais evidente quando leio aqueles que tentam comentar o que o Olavo escreve. Façam esse teste! É incrível a disparidade no peso das ideias. Enquanto o que o professor diz parece remexer com a matéria viva, com o âmago dos problemas, geralmente seus comentadores apenas lançam slogans e lugares-comuns, que assemelham-se à névoa.

A verdade é que esse comprometimento com a experiência real, sem abrir mão de sua substância, aliado a sua vasta cultura, é que faz do professor Olavo de Carvalho um fenômeno vivo.

No entanto, os quase letrados virtuais insistem em apenas criticá-lo na base do concordo/discordo, gostei/não gostei, certo/errado. Com isso, perdem o mais importante nessa experiência, que é a possibilidade da observação imediata de uma mente privilegiada que está sempre expondo ideias que são fruto de suas diversas leituras e de sua capacidade acima da média de sintetizá-las.

De minha parte, reconhecendo que, por seu talento, experiência, dedicação e capacidade filosófica comprovada, o professor Olavo, quando escreve, está expondo algo que contém uma imensidão de outros conhecimentos subjacentes, antes de tentar fazer qualquer crítica, me pergunto: quais são os dados que ele rastreou para chegar a essa conclusão e quais meios intelectuais usou para tanto? Isso porque eu sei que nisto está o seu legado, nisto está o seu mais sério ensinamento e eu tenho certeza que é essa a lição que ele quer passar para seus alunos.

No entanto, uma parte dos leitores jamais vai entender isso, porque lhes falta humildade para reconhecer a distância que existe entre eles e um filósofo de verdade.

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Hoje, sábado, às 18h30, horário de Brasília, darei uma palestra no encontro “A Direita e o Conservadorismo no Brasil”, à qual TODOS os meus alunos do COF terão acesso online. Não sei se depois disso será possível dar a aula semanal do COF. Avisarei no fim da palestra.

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Segundo o tal Lucas Novaes, eu, Olavo de Carvalho, afirmo que o Barack Obama é um agente estrangeiro colocado na presidência americana para criar uma nova religião mundial.
Preciso dizer mais?
Por que, meu caralho, por que tantas pessoas insistem em escrever sobre assuntos que estão manifestamenta acima da sua compreensão, do seu nível de cultura e da sua capacidade?
Por que não escrevem sobre coisas que conhecem, coisas da sua vida real, coisas das quais tiveram experiência direta?

Lucas Novaes Professor Olavo de Carvalho, que foi aquilo de Lucas Novaes falando de Barack Obama?
Olavo de Carvalho Lucas Novaes Sei que você jamais escreveria uma asneira daquelas, mas na hora não me lembrei de avisar que se tratava de um homônimo.

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Geigê Gonçalves, André Cohn e demais organizadores da exibição do filme “O Jardim das Aflições” no Arts and Design Museum de Nova York superaram todas as minhas expectativas em matéria de eficiência e gentileza. Agradeço a todos, de coração.

Geigê Gonçalves II Querido professor Olavo, em meu nome, do AndreDrica, Ana, Lena, Helena, CelsoValéria e de todos que integram o nosso grupo em NYC, receba o nosso “Obrigado”! Nós sempre imaginamos esse evento como algo que devesse, minimamente honrar sua visita e, mais que isso, demonstrar nossa gratidão por tudo o que o senhor tem feito para “abrir as mentes” dos brasileiros em relação à organização/modelo das Esquerdas! Para nós todos aquí, foi um prazer e uma honra receber o querido Prof Olavo e família! Gratidão RoxanePedro e Leilah

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Da página da Geigê Gonçalves:

https://www.facebook.com/100007920347347/videos/1921080618165931/

27.7.2017

“Jå cheguei àquela idade em que as ůnicas preocupaçõés artísticas só a do termo próprio e a de nada acrescentar.” Henri de Montherlant

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Confesso: “Opóbrio” e “ourifício anal” valeram o meu dia.

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Precaução e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém: Se você é católico, nunca, nunca aceite receber a hóstia nas mãos.

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26.7.2017

Umberto Eco era um gozador, e escreveu “O Nome da Rosa” com plena consciência de que a hipótese fundamental do enredo era materialmente impossível. Ele teria orgasmos múltiplos ao saber que num certo país do Terceiro Mundo o livro chegou a ser citado como fonte historiográfica…

Camila Hochmüller Abadie Professor, há alguns anos os vilões das novelas são xingados pelas pessoas nas ruas. O povão já nem sabe mais a diferença entre uma novela de TV e a vida real.
Olavo de Carvalho Bem observado. Quando comecei a trabalhar no jornalismo, só jornais de baixíssimo nível noticiavam os conflitos das novelas como se fossem fatos reais. Hoje a Fôia e o Grobo fazem isso com a maior cara de pau.

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Mocréia exibida e jumento empombado são as pragas maiores do Brasil. Mas a perfeição da merda é quando alguém é essas duas coisas ao mesmo tempo.

Tercio Gonçalves Pereira Mestre Olavo de Carvalho, o senhor acreditaria em um milagre quanto à ”conversão” desta senhora ao Olavismo?
Olavo de Carvalho Nem cagando.
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Se, de alguma coisa que eu digo, você tira a conclusão de que a sua própria inteligência é deficiente, não se espante. Não é nada inteligente alguém se supor, “a priori”, imune à queda geral do QI. Ninguém nascido nas últimas quatro décadas escapou ileso. Os mais inteligentes percebem isso e tentam superar a deficiência.
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Sheldrake também está certíssimo ao dizer que esses fenômenos nada têm de espiritual. É interessante comparar as observações dele com as explicações do dr. Wolfgang Smith em “The Quantum Enigma”.
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Desde o início avisei — e repeti mil vezes — que a eleição presidencial de 2014 tinha sido uma fraude, que era preciso anular o seu resultado e cassar o mandato da presidente e do vice, e que a estratégia do impeachment obteria no máximo uma vitória de Pirro, já que removeria a presidente ao custo de legitimar a fraude e deixar impunes os seus autores.
Foi como falar com um tijolo.
Pior: Expliquei que a fraude estava no simples fato da apuração secreta, independentemente de qualquer adulteração das máquinas de votar. Nos meses seguintes apareceram milhares de indignados falando das máquinas e esquecendo o principal, o óbvio, o fato notório que não precisaria nem ser provado, porque era prova de si mesmo.
Nenhum dos trapalhões — que chamarei, respectivamente, de impeachmentistas e maquinistas — desconfiou, nem por alto, que estava exemplificando, em pessoa, a queda nacional do QI médio.

Cristiano Fiori Chiocca Que juiz compraria essa tese?
Olavo de Carvalho Um juiz não tem de comprar tese nenhuma. Tem de ser forçado a engoli-la mediante argumentos IRRESPONDÍVEIS.
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O problema dos conservadores e cristão no Brasil é que são todos piás de prédio: Não sabem brigar — e em geral não querem aprender com quem sabe.
Os piores de todos são os advogados, que só sabem raciocinar na clave da sua especialidade tecnoprofissional e não têm a menor idéia da utilização política da justiça, que é uma das mais velhas habilidades da esquerda.
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Mas com freqüência os advogados erram até na sua própria área.
Por exemplo, no caso de uma ofensa à religião, se o crime não teve um destinatário pessoal, se não houve a interrupção de uma cerimônia religiosa nem o vilipêndio a um objeto FÍSICO de culto, NÃO ADIANTA PROCESSAR NINGUÉM.
Só serve para acumular jurisprudência favorável ao criminoso.
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Mesmo essa situação desfavorável pode, no entanto, ser utilizada de maneira proveitosa. Só digo o “como” a quem vier aqui perguntar pessoalmente.
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Não é pa mi gambá, mas, se hoje há no Brasil algum espaço para a circulação de idéias conservadoras, liberais e cristãs, quem o abriu fui eu e mais ninguém, o que significa — ou será que não? — que eu SEI como se faz isso. Um sujeito não precisa provar que sabe fazer aquilo que já fez.
E não somente fiz, como avisei que essa era apenas a primeira batalha da guerra cultural, cujas batalhas subseqüentes eu não poderia travar sozinho.
Então apareceram vários interessados, cada um empreendendo sua batalhazinha conforme sua própria cabeça, sem me perguntar nada, ou, quando perguntava, acabava por fazer o oposto do que eu havia recomendado, só para provar a si mesmo que “pensava com os próprios miolos” e, sobretudo, que não era “idólatra”. Essa vaidade idiota tem custado derrotas em cima de derrotas, todas desnecessárias.
Rafael Nogueira Professor, eu não sei se esta advertência é para os alunos ou para os militantes políticos desvinculados de suas aulas, mas ligados ao cominho que o senhor abriu. Mas fica aqui registrada minha visão: tudo que eu faço eu tento derivar do que aprendi com o senhor, procurando abrir espaços para disciplinas que o senhor sugeriu, indicou, recomendou para que fizéssemos, e que, pelo que observo, poucos o fizeram, e se o fizeram, foi individualmente, sem estender o bem recebido. Só não o consulto mais constantemente porque sempre penso que vou atrapalhar seus já inumeráveis afazeres. Mas posso encher mais o seu saco, se me permitir, hahah. Abração.
Olavo de Carvalho Rafael Nogueira : SÓ os alunos do COF têm alguma idéia do que fazer. Os outros só fazem CAGADAS. E note que o COF não é nem formação de militância, mas o simples fortalecimento da inteligência já faz uma diferença brutal. Se o cidadão acha que pode resolver os problemas primeiro e ficar inteligente depois, ele MERECE se foder.
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Há sugestões úteis e práticas que só podem ser dadas em privado, porque, se publicadas, só quem tira proveito delas são os esquerdistas. Eles não se envergonham de aprender com o Olavo de Carvalho, quando lhes interessa.
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Por exemplo, a proposta de anulação das eleições, em março de 2015, era uma arma terrível, fortalecida ademais pelo apoio popular maciço. Mas preferiram seguir Janaínas e Kims, com o único resultado de entregar essa arma aos esquerdistas. Hoje são eles que estão fazendo o que eu disse para a direita fazer em 2015.
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Não sou líder de organização nenhuma e nem sequer tenho contato com qualquer delas. Limito-me a publicar sugestões e a dar a entender que tenho outras, a ser dadas em privado. O pessoal ouve as primeiras e não quer saber das segundas. Então se fode e não sabe por quê.
Tânia Dantas Santos Professor para ser um bom catequista me indique um livro além da Sagrada Escritura e do catecismo. Deus abençoe.
Olavo de Carvalho Chesterton.
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Pergunta oportuna e resposta necessária:
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O óbvio dos óbvios: Se o cidadão não tem a capacidade de aprender, e nem mesmo a capacidade de entender que precisa aprender, muito menos terá a de “pensar com os próprios miolos”. Ele será sempre alguém que exige um patinete de presente antes de ter aprendido a andar.
Moema Viana A leitura é mais eficaz com ou sem voz alta?
Olavo de Carvalho Isso varia de pessoa a pessoa, conforme predomine nela a memória visual ou auditive.
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Nunca tentei ensinar algo que eu mesmo não soubesse fazer. Tenho consciência dos meus limites.
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Isso é GENOCÍDIO:
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Michel Foucault é muito louvado por ter descoberto que em todas as relações humanas há um elemento de poder e dominação. Mas antes dele havia alguém que ignorasse isso? Poder e dominação são tão onipresentes quanto o amor, as ondas eletromagnéticas, a linguagem, a comunicação não-verbal, a ressonância mórfica, a anatomia humana, os números, as necessidades excretivas e um milhão de outros fatores. O celebrado filósofo não era inteligente o bastante nem mesmo para entender a regra número um da história social: qualquer fator que esteja onipresente num determinado universo de fenômenos não pode ser, por si, causa de nenhum deles.
O mais estranho é que, tão fascinado pela “dominação”, o referido autor não se lembrasse de estudá-la com especial atenção na esfera social em que ela aparece da maneira mais crua e indisfarçada: os clubes de sadomasoquismo que ele frequentava.
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É preciso ser muito idiota, exageradamente idiota, para não perceber, logo à primeira vista, que qualquer tentativa de eliminar da sociedade a “microfísica do poder” (por exemplo, as relações de mando e obediência na família ou na escola) só pode se realizar mediante um acréscimo considerável do poder “macrofísico”, isto é, do poder do Estado e das grandes corporações. Onde os “maîtres à penser” de maio de 68 viam o caminho da libertação, só havia a garantia segura de maior opressão. A experiência histórica demonstrou isso abundantemente, mas não era preciso esperar para aprender com a experiência. A simples análise lógica dos conceitos “diversitários” então postos em moda bastaria para revelar aonde a sua aplicação prática iria levar.
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Aprendi com o Gurdjieff: “Os fins não vêm ao caso. Só os meios têm importância.”
É uma hipérbole humorística (como quase tudo o que esse homem dizia), mas não deixa de ser uma precaução saudável.
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Só Deus tem o poder de moldar os meios pelos fins. Nas ações humanas, são os meios que, na realidade, acabam determinando os fins.
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“O inferno está cheio de boas intenções.” Não, não está. Não há boa intenção nenhuma em idolatrar um fim sem pensar na força autônoma dos meios.
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No Brasil só existe um partido que funciona, ao qual estão subordinados todos os outros: o PCC, Partido da Cagada Criminosa.
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Nossa tentativa de impulsionar pelo Facebook a venda do livro do Pascal Bernardin, “O Império Ecológico”, recebeu esta resposta, linda de morrer:
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Momentos inesquecíveis.
Nos anos 60-70 do século passado, fazer psicoterapia era chique, dava um status danado. Principalmente se fosse com algum psicólogo ou psicanalista famoso. Com ou sem neurose, as pessoas exibiam seus terapeutas como quem dissesse que estava comendo a Sharon Stone. Tentei vários, mas nenhum foi adiante. Todos acabavam dizendo que o meu problema não era psicológico, e sim “existencial”. Isto é, que eu não tinha neurose nenhuma, estava era fodido mesmo.
 P. S. – A glória máxima era ser paciente do Hélio Pellegrino.
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Na sua “História Intelectual da Europa”, um dos grandes livros do século XX, Friedrich Heer diz que as antigas heresias jamais foram extintas. Desmoralizadas na superfície culta da sociedade, continuaram prosperando no subterrâneo, em geral nos próprios locais onde haviam surgido, esperando o dia de reaparecer em público. Temos hoje a prova disso, quando fenômenos como “O Código da Vinci”, “The Shack” ou “O Evangelho de Judas” nos vendem, como espetaculares descobertas historiográficas, os mesmos “ensinamentos secretos de Jesus” que o próprio Jesus disse que jamais deu a ninguém.
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No Brasil a quase totalidade dos opinadores só raciocina na base do “pró” e do “contra”, como se tudo fosse uma disputa eleitoral, um projeto de lei ou uma partida de futebol. É uma prova incontestável de analfabetismo funcional endêmico e baixíssimo QI. Se digo, por exemplo, que os tribunais inquisitoriais da Idade Média foram pioneiros na instituição do direito de defesa do acusado — o que é uma realidade histórica abundantemente comprovada –, já concluem que sou “a favor” da Inquisição, como se eu fosse, à semelhança deles próprios, idiota ao ponto de ser pró ou contra coisas que não existem mais.
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Acho que, além da inépcia fulgurante, esse fenômeno tem outra causa: é muita maconha. A “cannabis” elimina o senso da passagem do tempo. Neguinho tem a impressão de que conflitos de décadas ou séculos atrás estão se travando agora mesmo e exigem que ele urgentemente “tome uma posição”…
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Se digo, por exemplo, que os governos militares exerceram menos controle sobre a mídia e as universidades do que as organizações de esquerda exercem hoje — o que é um fato puro e simples –, já concluem que “o Olavo de Carvalho quer a ditadura de volta”, e alguns até afirmam que fui um dos inspiradores intelectuais dela, eu que naquela é época estava escondendo foragidos políticos e me escondendo eu mesmo.
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Brasileiro jamais perde a oportunidade de ouro de não entender alguma coisa. É uma temível imprudência, neste país, imaginar que alguma obviedade é de domínio público. Nenhuma é. Digo que no Brasil os diplomas universitários são motivos de vergonha, e logo aparecem uns enfezadinhos ostentando orgulho dos seus diplomas de agronomia, zootecnia ou engenharia elétrica. Aí eu tenho de explicar — desenhando — que algumas áreas técnicas são nichos independentes, que estão fora do debate cultural e que não é delas que estou falando…
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Sempre achei que o título do livro do Zuenir Ventura, “1968, O Ano que Não Terminou” fosse uma prova viva dos efeitos da maconha numa certa classe social. E é mesmo.
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É lindo ver como até sujeitos nascidos na década de 90 estão traumatizados pelo golpe de 1964.
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Estou aqui para reforçar inteligências e não para afagar a que você já tem.
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Atenção:
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Por favor, por caridade, conservadores e liberais: Parem de tratar diferenças de QI como se fossem divergências ideológicas. O problema dos seus adversários não é que eles são marxistas, é que são JUMENTOS.
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A primeira coisa que tento reforçar nos meus alunos é a confiança na sua capacidade de apreender a realidade. A segunda é a consciência da dificuldade de fazer isso. A terceira é a posse dos meios necessários.
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Yes!

A pressão funciona!
Fora terroristas e seus apoiadores.

Todo mundo que denunciou o convescote de araque, digo, Araki, está de parabéns.

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O poder do óbvio:
“Quando você me vê, a imagem que você enxerga não está dentro do seu cérebro, mas exatamente aqui onde eu estou.”
(Rupert Shekdrake)
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Pelo menos uns oitenta por cento da educação científica circulante consistem em bloquear percepções elementares e substitui-las por hipóteses teóricas jamais provadas.
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A torção subjetivista da percepção humana, iniciada por René Descartes, intensificada por Immanuel Kant e consolidada pela relatividade einsteiniana espalhou por toda a humanidade o complexo do Piu-Piu — o passarinho que troca as percepções imediatas por uma sucessão de perguntas idiotas.
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Um lutador que suba ao ringue cheio de idéias kantianas, acreditando que não vê o adversário-em-si mas só a sua aparência fenomênica, vai levar porrada pacarai.
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O Rupert Sheldrake está repleto de razão quando diz que os chamados fenômenos paranormais são inteiramente normais. O dr. Juan Alfredo César Müller me falou de muitos casos em que a perda de uma certa capacidade telepática mínima era causa de um quadro neurótico chamado “despersonalização epiléptica”.
*
Para o materialista, qualquer merda que ele não veja é espiritual. E, como o espiritual não existe, só pode ser cultural. Donde concluímos que o comportamento das partículas subatômicas é uma construção cultural que lhes foi imposta pela sociedade machista.
*
Tanto os materialistas “hard core” quanto os deslumbrados da Nova Era desconhecem a “materia secunda” de Sto. Tomás (v. “The Quantum Enigma”) e por isso vêem espíritos por toda parte. Uns não acreditam, os outros sim, mas é tudo bobagem.
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Quando a Dona Issa escreve “ourifício anal”, só as mentes incompreensivas acham que é um erro. Ela está aludindo à galinha dos ovos de ouro.
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Também o dr. Emir Sader não deve ser acusado de anarfa quando escreve “opóbrio”. É que ele se preocupa com os pobres.
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“Opóbrio”, vamos e venhamos, é do caralho. Eu daria um braço para ter inventado essa.
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Agradeço essas informações ortográficas à Priscila Garcia.
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Já fiz a experiência de ir a sessões espíritas e ficar pensando insistentemente uma frase, até que o médiium a repetia. Rupert Sheldrake explica.
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Não mandei ninguém tomar no ourifício.
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Tive um gato chamado Bartolomeu que sempre me esperava na porta, pouco importando se eu chegasse em horas irregulares. Sheldrake explica.
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Na casa da dona Emma de Mascheville havia uma aranha que sempre se deslocava no teto para ficar em cima do lugar onde o marido dela (da dona Emma, não da aranha) estava tocando violino. Mas isso não é um caso de ressonância mórfica, é apenas cultura musical.
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O hábito mais abjeto na conduta da “classe científica”é o desprezo “a priori” que tantos dos seus membros têm pelas experiências comuns da humanidade que eles não consigam ou não desejem repetir pelos seus métodos usuais.
Se é para a ciência conservar algo do seu prestígio, essa merda tem de acabar.
Ninguém pode ficar esperando o beneplácito acadêmico para perceber o que percebe e sentir o que sente.
O próprio Aristóteles já ensinava que um certo respeito pelo conhecimento pré-científico é uma condição indispensável da ciência.
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Todo sujeito que pretende que a humanidade sempre esteve enganada a respeito de tudo, e que ele é o primeirão a saber a verdade, deve ser trancado na privada com uma foto dele mesmo para tocar punheta contemplando-a pelo resto dos seus dias.
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Nenhum cientista consegue explicar a consciência, e é por isso que tantos deles se empenham em modificá-la.
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|Quando Karl Marx criticou os filósofos por tentarem compreender o mundo quando o que importava era transformá-lo, ele não chegou a pensar no desastre que aconteceria quando as pessoas tentassem modificar aquilo que não compreendiam.
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A fé genuína do mais santo dos santos não se compara, em intensidade e força autopersuasiva, à fé postiça do histérico.
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Nenhum santo seguiu até o fim o caminho da santidade baseado na pura fé. Todos receberam alguma ajudinha de Deus, alguma confirmação factual. O histérico, por seu lado, acredita tanto mais intensamente quanto mais escassas ou inexistentes são as confirmações.
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Se Deus nunca atendesse às minhas preces, eu já teria parado de acreditar n’Ele faz tempo. Os socialistas continuam acreditando em socialismo PRECISAMENTE PORQUE ele jamais atendeu às suas expectativas.
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Bergoglio sempre odiou a missa tradicional, mas agora parece que ele quer ir longe demais na sua mania: