Marcelo Siqueira

Adverso O Jardim das Aflições

 

http://www.impresso.info/2017/05/30/adverso-o-jardim-das-aflicoes/#at_pco=smlrebh-1.0&at_si=594b59d7eeed41cc&at_ab=per-2&at_pos=1&at_tot=4

Não existe palavra mais proferida pela esquerda no Brasil, salvo o xingamento-capa “fascista”, que nasceu na esquerda italiana e agora é imputado aos conservadores, do que a palavra Democracia ou o “estado democrático de direito” que nada mais é do que a peça íntima da Hidra socialista. Não poderia ser muito diferente quando se assimila o ensinamento máximo atribuído à esquerda, “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”. A frase pode até não ser de Lênin, mas a esquerda usa com uma destreza ímpar. Ou alguém imagina um grupo de mortadelantes vociferando pra cima de algum conservador com os seguintes termos:

– Seu democrático!

– Seu defensor da liberdade!

– Seu monstro representante do Catolicismo criador da Universidade!

– Seu descendente de revisores da Lei Romana!

– Seu apoiador dos criadores da primeira Constituição!

Usa-se exatamente os termos que foram originados na direita, notadamente europeia. Mas não, a psicopatia brada ofensas reconhecidas no espelho de suas consciências imorais, vestindo uma capa com as características inatas de seus inimigos.

No “Decálogo de Lenin”, citado no livro “O pensamento Vivo de Lenin”, que foi escrito pelo comunista Paulo Trotello, Ulyanov revela seu décimo mandamento:

“Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo”

Na República das Bananas ocorre casos sistemáticos da inversão revolucionária, como bem nos alertou o Professor Olavo de Carvalho, basta que um aluno discorde de um professor marxista em sala de aula, ou que se descubra que um aluno leu um livro conservador, para o mesmo ser sumariamente humilhado e perseguido. Ou então, nos casos em que professores são punidos por oferecer lastro literário conservador aos alunos. Há casos em que um livreiro, este que vos fala, resolve organizar livros conservadores e de economia liberal, entre as estantes de sociologia e ciência política, estantes que concentram 90% de literatura de esquerda, sendo acusado de ser parcial, pós organização feita, recebendo “alertas” pelo ato antidemocrático de criar o ex adverso.

Sergio Augusto de Avellar Coutinho nos mostra como é a engrenagem da mentalidade desta gente:

“Etimologicamente, *democracia* é “governo do povo”. Ora, no pensamento gramsciano, a burguesia é “*não- povo*”. Portanto, numa dedução simplista, a democracia é o governo do proletariado, dos camponeses e dos marginais da sociedade, excluindo os burgueses”.

Ademais, já com o couro curtido por ter trabalhado em um dos maiores sanatórios (livraria-entretenimento) de Curitiba, por ter cursado Licenciatura em História em um dos maiores manicômios (Universidade) do Paraná e por ter nascido no maior hospício do mundo (Brasil), faz algum tempo que aguardo a estreia do filme O Jardim das Aflições, programado para exibição em 30 de maio de 2017, imaginando o alvoroço da esquerda.

Já em meados de 2016 eu imaginava o reboliço que o filme poderia causar, e ainda imagino, pois não creio que os grupos “defensores do amor, da paz, da pluridade intelectual e da democracia” deixarão os cinemas incólumes, sem suas especialidades, a intolerância e a sessão de terror. Não devemos nos espantar ao presenciar protestos nos cinemas, shoppings, festivais, enfim, tudo que envolver a exibição do filme sobre Olavo de Carvalho.

Não me surpreendeu ao ler matéria do Diário de Pernambuco de 10/05/2017, mencionando um boicote ao festival CINE PE por um grupo de “realizadores” cujos filmes foram selecionados para exibição no Festival.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2017/05/10/internas_viver,703163/cineastas-tiram-filmes-do-cine-pe-em-protesto-contra-selecao-alinhada.shtml

O que mais causa espanto, não é a saída deliberada, por livre arbítrio, mas a alegação canalha, mentirosa e esquizofrênica de que a escolha dos filmes foi” ideológica” se tornou “partidário e alinhado à direita conservadora”. É a tentativa criminosa da eliminação do pensamento oposto,  nem que esse mesmo oposto seja um trinta avos.

Ora, primeiramente o conservadorismo não é uma ideologia, e posteriormente, como pode um Festival de cinema com um único filme conservador e com SETE filmes de esquerda, sem mencionar que a grade do festival possui 26 filmes, demonstrar parcialidade para o conservadorismo????

Respondam seus Sete FILHOS DE UMA PUTA!!!

Serão capazes ainda de se vitimizar ao mostrar, agora com a saída, que o Festival é intolerante com filmes socialistas. Provavelmente ocorrerão manifestações para denunciar o fascismo, o golpe contra a “democracia cinéfila”, exigindo o “debate de boteco”, que só possui uma versão, reunindo maconha, cerveja barata e muita suruba mental, especialidade da esquerda.

Mas o filme é uma realidade, uma dura realidade para a esquerda, afinal (E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Mateus 13:42) ainda que Mefistófeles esteja aos berros pela rua, fumando maconha e praticando o terrorismo, com a conivência ambígua dos “novos pensadores” brasileiros, professores popstars e artistas palpiteiros, no mais vermelho fluxo que a cloaca Brasil poderia expelir.

“Tolerância não significa renunciar a todas as opiniões que outros podem considerar ofensivas. Não significa um relativismo maleável ou uma crença de que qualquer coisa serve. Ao contrário, significa aceitar o direito dos outros de pensar e agir de um modo que desaprovamos. Significa estar preparado para proteger as pessoas da discriminação negativa, mesmo quando odiamos o que pensam e o que sentem. No entanto, os autoproclamados progressistas de hoje em dia farão campanha para excluir pessoas do serviço público e do debate público em virtude de opiniões não ortodoxas”.  Roger Scruton

Para a mentalidade esquerdista é assim, tudo o que não for originário das suas mazelas mais profundas não terá o direito ao uso da democracia, se o oposto externo adentrar, se tornar parte mesmo que minimamente, o conceito então estará corrompido, como uma contaminação. Trata-se da total eliminação do contrário, não pelo confronto de ideias, não pelo debate, pela argumentação, mas pela “não-presença” do rival, como um Dom Quixote em um duelo, não contra o moinho, mas contra o vento, em que o barulho da espada no ar já é o suficiente para declarar a vitória contra o imaginário.

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