21.6.2017

*

 

Uma coisa muito estranha, estranhíssima, aconteceu. Eis que saiu uma matéria sobre O Jardim das Aflições na Revista Piauí, o máximo do jornalismo esquerda chic 

http://piaui.folha.uol.com.br/aos-inimigos-obrigado/

*

Coloquei esta notinha na página do João Brizzi, que entrevistou o Josias Teófilo para a revista “Piauí”:

Que história é essa de que os rednecks são “conhecidos por suas posições extremistas”? E de onde você tirou a idéia de que são todos brancos? Estou cercado de rednecks pretos (80 por cento da população na cidade onde vivo), e nunca vi um, branco ou preto, que fosse extremista em qualquer sentido da palavra. Os rednecks de que você fala só existem na imaginação dos novaiorquinos. Você anda lendo muita Fôia de São Paulo,

*

Neguinho assistiu “Deliverance” e acreditou.

*

Extremistas, na América, só existem nas universidades e entre o “beautiful people”. É preciso nunca ter estado aqui para ignorar uma coisa tão óbvia.

*

A PALAVRA “redneck” se originou, realmente, do pescoço queimado de sol dos lavradores brancos, mas A COISA que ela designa hoje em dia são os capiaus em geral. Imaginar a coisa pela palavra, em vez da palavra pela coisa, é de uma jumentalidade notável.

*

“Hegemonia” não significa que todos, conscientemente, seguem as suas idéias. Significa que, mesmo opondo-se a elas, não conseguem deixar de segui-las. É por isso que, num artigo manifestamente simpático ao filme do Josias Teófilo, o João Bizzi dá com a língua nos dentes ao dizer que escolhi viver entre os rednecks, definidos como “brancos conhecidos por suas posições extremistas”, isto é, obviamente, direitistas e racistas. O poder do estereótipo infamante é irresistível. A mente fraca repete-o quase sem querer. São palavras dignas de sair na Fôia. Falou do Olavo, tem de pintá-lo como uma espécie de Alfred Rosenberg brasileiro. Os fatos, a realidade, que se fodam. Pois, se quero viver entre brancos racistas, por que escolhi uma cidade que tem 79 por cento de pretos? Devo sofrer de alguma curiosa inversão cromática.

*

Escolhi viver entre os capiaus porque gosto deles, porque, brancos ou pretos, são as pessoas mais gentis do mundo. That’s all, folks.

*

Quer reconhecer um filho da puta à distância, seja no parlamento ou na mídia? Mais dia, menos dia, ele repetirá o slogan “A política é a arte do possível”. Como nem todo o possível é real, mas, por definição, todo o real é possível, qualquer merda que o cidadão faça pode ser sempre justificada, “ex post facto”, como aquilo que era possível no momento…

*

Por exemplo, os EUA arrasaram militarmente o Vietnã do Norte e depois, pelas mãos de Henry Kissinger, lhe deram a vitória diplomática de mão-beijada. Qual a explicação oferecida para semelhante estupidez? “A arte do possível”.

*

Um chavão pode coincidir com a realidade pelas mesmas razões com que um sapato número 41 pode coincidir com o tamanho do seu pé. Nem mais, nem menos.

*

A hegemonia de um partido mede-se pela sua influência sobre os que são CONTRA ele.

*

Por favor, NÃO me perguntem o que penso da afirmação do Pondé segundo a qual o Nelson Rodrigues foi “o maior filósofo brasileiro”. Tenciono chegar à mais extrema senilidade, à morte, ao túmulo e ao outro mundo sem ter tido jamais nenhuma opinião a respeito.

*

Ela sempre acaba dizendo a verdade:

http://www.breitbart.com/video/2017/06/21/camille-paglia-blames-dems-for-destroying-journalism-it-is-going-to-take-decades-to-recover/

*

Segundo a mídia bem-pensante, a eleição na Georgia era para ser o enterro do Trump. O tal do Ossoff, que era o matador de dragões, sifu. Esses caras são incapazes de prever um desastre aéreo quando os quatro motores já estão pegando fogo.

*

Sem os votos de imigrantes ilegais, o Partido Democrata estaria, para dizer como a Dilma, funhanhado:

*

*

Não se esqueçam que as inscrições vão até sábado apenas.

http://www.seminariodefilosofia.org/politica-e-cultura-inscricoes/

*

O número de likes NÃO cai da noite para o dia justamente quando o dono da página se torna um sucesso nacional no cinema. É claro, patente e inegável que o Facebook-Brasil está boicotando as minhas páginas, assim como as do Carlos Nadalim, da Joice Hasselmann e similares. Minha paciência esgotou. Ainda que a contragosto, vou ter de apelar a medidas policiais e judiciais.

*

A sacanagem em marcha:

19401807_10155370029862192_7794399539335641572_o

*

Indispensável:

http://midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/por-que-os-russos-inventaram-farsa-do-aquecimento-global/

*

Como é que os Três Patetas, tendo, segundo o FB, MILHÕES de seguidores e likes, vendem apenas 6 mil exemplares do seu livro, enquanto eu, vendendo 320 mil exemplares do meu, tenho muito menos seguidores e likes?
Essa história está fedendo.

*

Se, de acordo com o FB, tenho 350 mil seguidores, então vendi praticamente um exemplar do meu livro para cada um. É ÍMPOSSÍVEL que isso não exercesse imediatamente um efeito multiplicador no número de seguidores, mesmo sem levar em conta o sucesso do filme “O Jardim das Aflições”.

*

Até que enfim alguém na Fôia tenta fazer justiça ao filme do Josias Teófilo :

http://piaui.folha.uol.com.br/questoes-cinematograficas/o-jardim-das-aflicoes-morada-e-pensamento-do-filosofo/

*

Josias Teófilo O Eduardo Escorel, autor dessa crítica, é um dos maiores montadores do cinema brasileiro. Montou os filmes de Leon Hirszmann, Joaquim Pedro de Andrade (o que fez os curtas que inspiraram o Jardim sobre Manuel Bandeira e Gilberto Freyre) e do João Moreira Salles. Com essa crítica positiva dele eu me dou por satisfeito, não espero mais nada do Jardim.

*

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s