6.6.2017

“Ser branco é terrorismo.”
(Reality Leigh Winner, a muié que vazou informações secretas da NSA)

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Nunca pensei que seria possível alguém sentir orgulho da cor da própria pele, que vem no ADN sem nenhum mérito pessoal. Mas é tanta gente se roendo de inveja e querendo dar cabo dos brancos que a gente acaba desconfiando que essa raça deve ter mesmo algo de especial.

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“O Jardim das Aflições” não deveria existir, mas, já que existe, fodam-se.

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Amanhã, quarta, darei uma entrevista ao Felipe Moura Brasil no canal do site O Antagonista. Não sei exatamente o horário em que irá ao ar.

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Aviso: Se você quer solicitar a minha amizade no Facebook, não comece por se fazer de superior aos olavettes. Eu mesmo não sou superior a nenhum deles, e a presença de uma criatura tão superior e maravilhosa como você pode nos deixar constrangidos.

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Site novo:

http://www.olavodecarvalho.org/

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O hangout de hoje está no ar:

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O JARDIM DAS AFLIÇÕES

Thomé Sabbag Neto

Quem assistiu ao filme “O Jardim das Aflições” viu condensada em símbolo a estrutura estratificada da influência pedagógica que o Olavo de Carvalho exerce sobre as pessoas: de fora para dentro e, em todos estes níveis, transitando-se constantemente entre o seu pensamento e a sua pessoa, vimos a camada política, a filosófica, a cultural e a radicalmente pessoal (ou seja, espiritual) sucederem-se de forma fluida, quase líquida, sem as quebras de unidade tão ao modo da paralaxe cognitiva que reina soberana, dividindo as consciências e, assim, inibindo e atrofiando as faculdades individuais de que as pessoas são dotadas.

É assim que aquele mesmo homem que iniciou falando sobre política, quando o duelo era então com a esquerda ou o PT, termina fazendo considerações radicalíssimas sobre a eternidade, confrontando-se, já agora, com a morte, com as inquirições e as inquietações sobre o sentido da existência. Aliás, ele termina mesmo com o silêncio e, penso eu, não poderia ser diferente sob nenhuma hipótese e qualquer que fosse o pretexto.

A unidade entre o pensamento e a pessoa de Olavo de Carvalho constitui modelo pedagógico exemplar, que escancara, sem dó, a deprimente mesquinharia das ambições nominalmente intelectuais ou culturais em voga. A busca pela conquista de uma personalidade autêntica, coesa, una, densa — que é o que todos devemos fazer — não é outra coisa senão a busca da dignidade necessária para que qualquer um de nós tenha o direito de dizer “eu”. E isso não se faz sem um sistema de compreensão aprofundada da realidade e de integração abrangente do homem nesta realidade, mediante a articulação de atividades tão distintas quanto as filosóficas, as científicas, as artísticas, as religiosas etc., mas também — e talvez sobretudo — mediante um modelo pedagógico em que aprendamos a ser sempre nós mesmos em tudo quanto fazemos. É isso o que Olavo não apenas ensina, como também nos apresenta, através do exemplo, que arrasta, como uma possibilidade efetiva.

Isso tudo não poderia ficar muito mais tempo reservado à área de acesso restrito do Seminário de Filosofia, senão por outros motivos, ao menos pela desértica ESCASSEZ DE EXEMPLOS que assola a nossa agonizante civilização e o nosso país: sem o filme — embora talvez mesmo com ele… –, a verdadeira pessoa do Olavo, em toda sua unidade e concretude, em sua simplicidade e desafetação, seguiria sendo um segredo imotivado ou, na mais branda das hipóteses, seguiria encoberta por uma imperdoável discrição

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Todo mundo é superior, até o momento em que acorda.

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