O Jardim das Aflições Raul Martins

Raul Martins com Josias Teófilo e Olavo de Carvalho.

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A AFLIÇÃO SÓ COMEÇOU: O JARDIM E SEUS (AUTOPROCLAMADOS) CRÍTICOS

Vamos e venhamos: ninguém dar a mínima para o cinema nacional de hoje em dia é ótimo sinal.

A nossa sétima arte — miçangueira, lacradora, caipira e mais feia do que bater na mãe por causa de mistura — há tempos não consegue, e a bem dizer nem quer, falar com o povo. A cada festival, a cada nova leva de filmes com aqueles nomes idiotamente herméticos, o cinema brasileiro consegue a proeza de se esquivar de tudo o que presta. Nem chanchadas, nem elevação espiritual. Quando aqui surge um Capitão Nascimento, é como tiro saído pela culatra. Presos entre a Fada da Kéfera e Filó, a Fadinha Lésbica, o sábio povo brasileiro fica com o Silvio Santos e vai dormir o sono dos justos.

Não é à toa, portanto, que O Jardim das Aflições só tenha encontrado, até aqui, por parte de nossos cineastas (cadê os filmes?) e críticos (sério?), ouvidos moucos (Foro? Folha? Forró?) quando não reaçõezinhas histéricas e faniquitos autoritários. Não é de se espantar. À luz do Jardim, correm as baratas, fingem-se de mortas as baratas, escrevem resenhas birrentas as baratas. Mas a luz é luz, e baratas são baratas.

Ô, seus críticos, deixa eu lhes dizer algo, em português claro e sonoro: fechar os olhinhos não fará sumir o Bicho-Papão do armário. Afetar superioridade em suas críticas analfabetas já não funciona mais. O Jardim está às soltas; quem tem olhos, está vendo. Para nós, que assistimos ao filme, ler as suas resenhas é constrangedor, como se um cego nos estivesse tentando ajudar a atravessar a rua. Só que a cegueira, aqui, é incompetência, e o mau-caratismo faz mal às vistas. Parem, por favor. Parem de tentar justificar as suas birras com “laivos” pra cá e “cultura intimidatória” pra lá. Estamos ruborizando. Para o bem de suas reputações que não existem, parem de fingir que sabem do que estão falando.

Em suma, parem de brincar de fazer crítica: agora, a coisa ficou séria. As Aflições, para vocês, só estão começando.

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