11.5.2017

Nietzsche tem às vezes umas intuições fulgurantes, mas é preciso ser um bocó deslumbrado para não perceber que sua filosofia contém uma dose igualmente notável de puerilidades grotescas. Quando ele projeta sobre toda a civilização os seus próprios mecanismos interiores de compensação do sentimento de inferioridade, é impossível a qualquer leitor com um QI superior a 12 — um tipo cada vez mais raro nas nossas universidades, admito — não enxergar aí o menino franzino e amedrontado querendo se fazer de fortão.

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Nada que possa ser explicado por simples idiossincrasias pessoais ou pela psicopatologia pode ter qualquer importância como tese filosófica. Boa parte da filosofia de Nietzsche não passa de sífilis terciária.

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Nietzsche era sobretudo um poeta, tinha o gênio do idioma, que, acoplado a uma agressividade psíquica incomum, acaba por torná-lo mais impressionante para a mente imatura do que para o filósofo sério.

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Nunca fui um grande fã de Ian Fleming, mas revendo, agora, o fato patente de que todos os vilões dos seus livros são bilionários globalistas enlouquecidos por um sonho utópico de controle mundial, noto que isso, nos anos 50-60 do século XX, era uma antevisão corretíssima, provavelmente baseada em fragmentos de informação real.
Também não deixa de ter uma ressonância profética o fato de que a força decisiva que se opõe às ambições globalistas seja a Inglaterra.

Olavo de Carvalho Fleming é o bisavô do Brexit.

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Às vezes o idioma Redneck do William Faulkner chega a me endoidar. “Knowed” em vez de “knew” e “naw” em vez de “no” a gente ainda entende, mas, convenhamos, “gwine” em vez de “going” es fueda.

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Pergunto onde é a Arrow Air, o negão não sabe e pergunta ao outro:
— Uiu no é-ou-é?
— What the fuck?
— É-ou-é.

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Na vida real é a mesma coisa. Pergunto onde é o ferro velho e o cidadão responde:
— Pororoc Street.
Imploro que ele fale devagar, e ele, muito solícito:
— Pororoc Streeeeeeeeet.
Depois de vários dias descobri que era Puddledock.

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Karl Jaspers chamou Theodor Adorno de “uma fraude”; Hannah Arendt, de “o tipo mais repulsivo que já conheci”; Lotte Lenya, de “idiota flamejante”; Siegfried Kracauer, de difamador e mentiroso; D. G. MacRae, de “o sujeito mais arrogante e auto-indulgente que já vi”; e Leo Lowenthal foi direto ao ponto: “Odeio o Teddy.”
Dá para entender que o personagem seja um ídolo dos universitários brasileiros.

Jairo Moraes Provocador 100 % !!! Resta saber se tudo isso é verdade, mentira, ou pura inveja…
Olavo de Carvalho Você acha que um filósofo realmente grande e de fama mundial como Jaspers teria inveja de um pensador menor e periférico? Aliás, é só ler “A Personalidade Autoritária” para ver como a mentira era quase institucional na Escola de Frankfurt.

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Lembrete: Daqui a dois dias é o centenário das aparições de Fátima.

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Vocabulário Redneck do William Faulkner:
“Dar tis” = “There it is”.

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O português falado de Portugal tende a suprimir as vogais; o inglês da América, as consoantes.

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A ditadura militar inventou a “censura prévia”: o censor via o filme e o vetava antes da exibição pública.
Os censores esquerdistas dão um passo além: proíbem o filme antes de que eles próprios o vejam.

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No Brasil a vida não imita a arte. Imita a piada. O “Não vi e não gostei” do Oswald de Andrade não apenas virou realidade, mas se tornou, em certos meios, uma obrigação moral.

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A naturalidade cândida com que os cinerastas querem vetar um filme que não viram mostra que, para eles, a simples HIPÓTESE de um filme que não seja propaganda esquerdista é escandalosa e impensável como uma invasão de marcianos ou a guerra atômica generalizada.
Depois disso, vai ficar muito difícil, para esses mimosos rapazes, negar que a esquerda tem exercido um controle hegemônico sobre o cinema nacional. Não apenas o tem exercido, mas o fez durante tanto tempo e se habituou de tal modo com ele, que ele acabou por se tornar, no seu imaginário, a própria natureza das coisas, ou, como diria Antonio Gramsci, “um imperativo categórico, um mandamento divino”.

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Não é que esses fresquinhos não suportem ser contrariados. Não suportam que alguém PENSE em fazer isso. Mas vão até um pouco além desse ponto: como, não tendo visto o filme, não sabem se o Josias teve realmente a intenção de contrariá-los, não suportam a mera idéia de que alguém possa VIR A PENSAR em fazer isso, e por todos os meios buscam desesperadamente impedir que ela se realize.
É o chilique duplamente antecipado, a apoteose da hipersensibilidade histérica, a frescura elevada à enésima potência.
Nunca se viu fenômeno semelhante em todo o mundo civilizado, bárbaro, troglodítico, animal ou vegetal.

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Mas a vergonha das vergonhas, a prova final da abjeção brasileira, é que estas linhas não estejam publicadas na grande mídia e tenham de buscar refúgio — limitado e relativo, como se sabe — no Facebook. O establishment nacional já perdeu toda noção da normalidade.

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O tom de normalidade com que a grande mídia trata o chilique cinerástico como se fosse um protesto político sério já basta para mostrar que a grande mídia está cem por cento nas mãos de doidos varridos. Os donos de jornais, revistas e canais de TV neste país têm de ser urgentemente reduzidos à menoridade penal.

http://tools.folha.com.br/print?url=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Filustrada%2F2017%2F05%2F1882827-cineastas-deixam-festival-cine-pe-em-protesto-contra-filmes-de-direita.shtml&site=emcimadahora

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Nem Stalin, Mao e Fidel juntos conseguiriam inventar esta idéia: censurar um filme antes de vê-lo.

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O tom de normalidade com que a grande mídia trata o chilique cinerástico como se fosse um protesto político sério já basta para mostrar que a grande mídia está cem por cento nas mãos de doidos varridos. Os donos de jornais, revistas e canais de TV neste país têm de ser urgentemente reduzidos à menoridade penal.

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Nem Stalin, Mao e Fidel juntos conseguiriam inventar esta idéia: censurar um filme antes de vê-lo.

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O filme, de fato, não tem PORRA NENHUMA de tudo o que os fresquinhos imaginam que ele contém. Agora não podem vê-lo jamais, senão terão de descobrir isso e confessar que são uns bostas.

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No tempo dos militares, a esquerda vivia inventando piadas sobre a censura. Hoje não é mais preciso fazer isso: a censura esquerdista é piada pronta.

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É errado classificar o episódio de discriminação ideológica. Ninguém pode discriminar ideologicamente aquilo que nunca viu. Trata-se, isto sim, de um fenômeno “sui generis”, só possível no Brasil: a censura divinatória.

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Uai, eu ajudei no górpi, eu? Caraio, na época o Arruinardo até me xingou de petista

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Nunca vi tamanho show de inépcia confessa, exibida, alardeada, atestada em cartório com firma reconhecida.
A intelectualidade esquerdista MORREU. Já está fedendo.

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“O Jardim das Aflições”: o primeiro filme nacional sem cu.

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http://sensoincomum.org/2017/05/11/desarmados-censurados-estreia-reprises/?utm_content=buffer6b270&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

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Nota cinegética: Cada vez que você mata um urso macho adulto, a população de ursos aumenta, pois são mais alguns filhotes que não serão comidos antes de poder crescer e proliferar. Espécie em extinção é o cu da mãe, pois mãe só tem uma e com um cu só.

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Ainda estou esperando que algum dos meus alunos escreva — sob a minha orientação ou sem ela — a história do BANIMENTO DOS INTELECTUAIS DE DIREITA DURANTE O REGIME MILITAR. O fenômeno, de amplitude notável, exemplifica a ditadura que a esquerda exercia com ferocidade incomum nos setores que dominava, enquanto não parava de choramingar contra um governo que, autoritário o quanto fosse, era MUITO mais tolerante do que ela.

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Durante décadas — desde o tempo dos militares — a direita não teve a menor chance de se organizar e nem mesmo de manter suas posições no “establishment” cultural, no sistema educacional e até nas manifestações de rua.
Contribuí como pude para mudar essa situação, mas a direita nascente ainda é franzina e sem representação política formal.
É claro que, de contrabando no meio dela, veio toda uma plêiade de aproveitadores, picaretas e pseudo-intelectuais que cresce junto com ela e constitui um novo modelo de vergonha nacional.
Estou só esperando essa praga crescer para ver se será preciso fazer com ela — pessoalmente ou por meio dos meus alunos — o que fiz com a esquerda.

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Pergunta angustiante: Mandar um cidadão tomar no cu é ofensa ou tentação?

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A grande tentação não é a de mandar tomar no cu. É a de obedecer.

Marlon Belotti Olavo de Carvalho Professor, o senhor poderia escrever alguma coisa sobre a sua passagem por Curitiba? O senhor tem boas lembranças dessa época?

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A dura realidade é que o ensino da filosofia praticamente desapareceu do mundo, e literalmente desapareceu do Brasil. Sobrou, na Europa e nos EUA, a transmissão de cultura filosófica, e no Brasil geralmente nem isso, porque ninguém pode transmitir o que não tem.
Quando decidi corrigir um pouco esse estado de coisas, inspirei-me deliberadamente no exemplo dos grandes professores do passado, aqueles que realmente fecundaram a inteligência dos seus estudantes. Alguns deles: Sócrates, Platão, Aristóteles, Sto. Tomás, Hugo de S. Vítor, Jules Lagneau, Alain, Manuel García Morente, José Ortega y Gasset, Julián Marías, Mortimer J. Adler.

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Nem todos os grandes filósofos foram bons professores de filosofia, mas todos os grandes professores de filosofia foram, no mínimo, bons filósofos. O mais perfeito em ambas as áreas ao mesmo tempo foi, para sempre, Platão.

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Cada vez que o William Faulkner introduz um novo personagem, ele volta atrás no tempo e conta a história inteira da criatura, de modo que o leitor apressado tem a impressão de que ele perdeu o fio da meada. Mas quando, páginas e páginas adiante, as várias pontas soltas começam a se juntar, lentamente e num “crescendo”, a coisa fica tão emocionante que dá até arrepio na espinha. É o cume da arte narrativa.

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Como alguém me convidasse para assistir ao último vídeo dos Veadascos, fiz o que pude para suportar a voz do narrador veadasquinho, mas tive de parar quando o referido afirmou que eu tinha problemas “piciquiátricos”.

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Três vezes o hímen esquerdista foi arrombado: com “O Imbecil Coletivo”, com “O Mínimo” e com o filme do Josias. Acho que agora nenhum cirurgião plástico vai mais aceitar o caso.

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