Daniel Fernandes

Daniel Fernandes

Dissentir de um mestre, e de mestre experimentado e ímpar como o professor Olavo, preceptor de uma geração, constitui uma temerária ousadia. Pode-se discordar de alguma das suas interpretações, pode-se dissentir de alguma de suas opiniões, algumas de suas afirmações podem não ser precisas ou verdadeiras. Tudo isso é normal. Antes, contudo, convém se perguntar: com que fundamento me atrevo a dissentir de um grande filósofo, na inteligência deste ou daquele assunto? Por que ouso imaginar que o filósofo se enganou, na interpretação dos fatos? Domino suficientemente este tema ou assunto? Compreendi corretamente o que o filósofo quis dizer? Acontece que em quase 100% dos casos, o professor Olavo é contestado pelo preconceito, pela incompreensão, pela inveja e pelo analfabetismo funcional. 
Dissentir é, na maioria das vezes, um privilégio das pessoas inteligentes, fundamentadas e respaldadas, capazes de compreender o pensamento do interlocutor, sem falsificá-lo. Coisa rara. 
A verdade é que, poucos homens sabem respeitar as prerrogativas do espírito com o seu sagrado direito de dissentir e duvidar. A maioria dissente sem compreendê-lo. Por isso, nada mais chato e estúpido do que esse antiolavismo monótono e aborrecido. Por sorte, os antiolavistas serão esquecidos. Terão o destino das folhas secas. 
Olavo é patrimônio nacional.

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