7/5/2017

Atenção:

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A primeira vez que dei um curso sobre “História das Estratégias Comunistas” foi, se bem me lembro, em 1993 no Rio de Janeiro (a Stella Caymmi deve lembrar a data certa). Muito da aula de ontem do COF foi um condensado desse curso.

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Rodrigo Jungmann Prof Olavo de Carvalho, a história registra algum caso bem-sucedido de contrarrevolução cultural contra a esquerda?
Olavo de Carvalho Sim. Na Hungria, na Polônia e na Itália.

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As similaridades estruturais entre as epopéias religiosas de várias épocas e civilizações são ao mesmo tempo esclarecedoras e enganosas. Esclarecedoras quanto aos limites da imaginação narrativa, ao simbolismo natural e a certas constantes da mente humana. Enganosas quando tentamos obter delas uma espécie de super-religião universal. Porque, similares entre si na sua estrutura e no retorno de alguns símbolos primordiais, algumas delas são verdadeiras e outras falsas, objetivamente, e não é possível alcançar nenhuma verdade superior misturando simplesmente verdades e falsidades. Seria mais ou menos como escrever a história de um país fundindo, numa só narrativa e no mesmo plano, biografias e romances.

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A “tradição primordial” de Guénon é o símbolo de certas verdades eternas que nunca desapareceram totalmente da consciência humano, ou, ao contrário, é uma entidade histórica real que se perpetua materialmente através de transmissão ritual entre homens de carne e osso? Guénon parece saltar livremente entre essas duas acepções do termo, de modo que nunca se pode provar nem refutar satisfatoriamente nada do que ele diz a respeito.

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Se tomada como símbolo, a Tradição primordial é de certo modo a espinha dorsal da história humana, “quod ubique, quod semper, quod ab omnibus creditum est”. Tomada como realidade histórica, é uma poeira de fragmentos e suposições alucinantes.

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Quando até o Arruinaldo Azevedo e o Pe. Renato Coelho iluminam a nossa inteligência com suas opiniões taxativas sobre a obra de René Guénon, é o caso de a gente pensar que Catolé do Rocha se tornou uma nova Atenas.

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Conheci um engenheiro indiano que, com umas décadas de experiência no nosso país, concluiu:
— O problema do Brasil são os pseudo-intelectuais.

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O mais engraçado de tudo é saber que o igrejó guénoniano existente em São Paulo me considera anátema pelo menos desde a década de 80,

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No Brasil, todo debate público ou privado é uma competição entre poses de boniteza. O parecer mais qualificado que aí se ouve é:
— Mãe, ói eu.

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Quanto mais primitiva, rombuda e tosca é a mente do cidadão, mais ele precisa emitir opiniões taxativas e finais com a brevidade lacônica requerida para dar-se ares de longa experiência no assunto.

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No Brasil, querer que as pessoas leiam alguns livros básicos sobre o assunto em que opinam é autoritarismo.

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Onde quer que o cristianismo tenha se tornado a influência dominante, as verdades da fé, junto com as ordens e proibições morais correspondentes, desabam sobre o indivíduo como imposições costumeiras da ordem social exterior muito antes de que seu coração tenha sido tocado por algo que se possa legitimamente chamar de “fé”. O que me pergunto é se esse tipo de pressão externa é em si mesmo uma graça concedida às almas ainda demasiado toscas para receber a verdadeira fé, ou se, ao contrário, reduzindo a religião a uma prática social sem maior significado interior, que o individuo aceita sem questionar por mera indolência intelectual, não constitui antes um embrutecimento da alma e um impedimento à descoberta da fé. Pergunto-me ainda se não pode ser ambas essas coisas, dependendo de mil variações circunstanciais que nenhuma regra geral poderia abarcar.

Leandro Steele Prof. Olavo de Carvalho, isso me leva a outra pergunta: havia, na sociedade medieval, esse tipo de pressão exterior ou ela surge com a substituição do teocentrismo pelo antropocentrismo, após o iluminismo?
Olavo de Carvalho Leandro Steele A pressão moral era muito menor, e o apelo imaginativo muito mais intenso. A era burguesa matou o apelo imaginativo e aumentou a pressão moral.

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Muitas pessoas têm ou criarão instantaneamente opiniões a respeito, mas eu ainda não consegui criar nem ter nenhuma.
Tenho só a pergunta sem resposta. E. com certeza, meras hipótese razoáveis não me contentarão, pois já me passaram pela cabeça e não resolveram o problema. Se você tem alguma, portanto, guarde-a para si.

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Esclarecendo a pergunta. Uma coisa é certa. A própria Bíblia reconhece que muitos elementos da religião, especialmente as promessas de Cristo, são chocantes e inverossímeis para a mente comum, só tornados críveis por um dom do Espírito Santo Não faz sentido, portanto, impô-los como se fossem verdades naturais e óbvias. Ninguém pode “crer” na vida eterna NO MESMO SENTIDO em que acredita no que vê e sente corporalmente. É um “crer” diferente, tingido de esperança, sustentado na confiabilidade de uma fonte remota e amparado em milagres dos quais muitos ouviram falar mas que poucos viram.

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Muitas pessoas dizem que têm fé mas não vemos nelas nenhum interesse pelos milagres. Será que são tão fortes quanto se imaginam? 
Eu, pobre de mim, perco a fé em uma semana se não leio histórias de milagres.

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Por essa mesma razão, não levo a sério nenhuma pregação que não mostre a fé como um problema, uma luta e um mistério.

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Posso ter cometido todos os pecados do mundo, mas tenho a certeza de que Jesus me reconhecerá entre aqueles que, no dizer de Pascal, “cherchent en gémissant”.

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Desculpem o tom confessional, mas, afinal de contas, isto é um diário ou não é?

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Muitos santos da Igreja defenderam idéias heréticas, que só corrigiram aos poucos, com dificuldade e muito sofrimento.
Mas, no Brasil, qualquer Zé-Mané está na ordodoxia com a facilidade de quem peida.

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O método filosófico dos Três Patetas consiste em encontrar a opinião mais aceita na mídia e chamá-la de filosofia.

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Corre por aí um zunzum de que xingo todos os que discordam de mim. Mas, até agora, NINGUÉM discordou de mim. Só me chamaram de astrólogo e disseram que não completei o ginásio. Disseram também que tenho “seguidores fanáticos”.

Entendo por discordância uma objeção formal seguida de algum esforço de prova. Até agora não vi nenhuma. Só ranhetice, fofoca e pose.

No Brasil, não gostar de um sujeito vale por uma refutação cabal das suas idéias.

Jamais contestei qualquer idéia filosófica dos Três Patetas. Apenas neguei que as tenham.

Toda e qualquer opinião filosófica é reação consciente e formal a alguma discussão que se estende há séculos. A opinião que não contém em si, explicita ou implicitamente, uma reflexão sobre o “status quaestionis”, não é uma opinião filosófica. Por isso digo que nunca encontrei nenhuma nos Três Patetas.

O Clóvis de Burros é o mais inteligente dos Três Patetas. Isso quer dizer que ele deveria inscrever-se no meu curso.

Tenho a certeza de que poderia fazer dele um filósofo. Os outros dois, não sei.

Antes de tudo, eu inscreveria os três no curso do Carlos Nadalim.

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O Macron é o Obama francês.

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Os franceses já tomaram tanto no cu que se sentiram obrigados a dizer que gostam.

Depois de se foder muito, o sujeito empina o nariz e diz que é orgulho gay.

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O crepúsculo das piruas. A muié do Macron é a imagem PERFEITA da França atual.

É tanto repuxão de botox que a fotografia dela vai sempre parar na página seguinte.

O Macron talvez não seja um motherfucker, mas que parece, parece.

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Considero esta uma questão da mais alta importância:

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Se você não faz um esforço para imaginar a salvação da alma e a vida eterna, a sua moral cristã é apenas um masoquismo terrestre que você vai querer compensar falando mal do vizinho.

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Ver a Tiffany Rene de Carvalho, já com o quarto bebê a caminho, ainda tão apaixonada pelo meu filho Pedro é coisa de derreter o coração de um pai.

Estou orgulhoso de ter dito ao Pedro, quando vi a Tiffany Rene de Carvalho pela primeira vez:
— É a garota mais bonita da América. Não deixe escapar.

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Quando lerem os e-mails hackeados do Macron, será tarde para perceber a cagada.

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Cortesia do Diego Gomes:

http://archive.is/e99fP

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Mais do Diego Gomes:

https://www.facebook.com/thierrytitouti.corporon/posts/1038704246263825?hc_location=ufi

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Últimos dias para as inscrições no curso Bases da Criação Literária, do meu amigo Rodrigo Gurgel.

Para o aspirante a escritor é a oportunidade de ampliar a consciência em relação ao seu próprio trabalho. Nesse sentido, é uma introdução — e um complemento — à Oficina de Escrita Criativa.

Indicado a todos que se interessam pelo tema: leitores, professores, críticos, estudantes de Letras, etc.


Para fechar o domingo:
Se você não faz um esforço para imaginar a salvação da alma e a vida eterna, a sua moral cristã é apenas um masoquismo terrestre que você vai querer compensar falando mal do vizinho. O de C

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