27/4/2017

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Dizer coisas lindas de Deus por mero automatismo verbal, sem a presença de um sinal vivo, É usar o nome de Deus em vão.

Taho Prieto de Almeida Professor, eu gostaria que o senhor falasse mais sobre o que é “a presença de um sinal vivo”, por favor.
Olavo de Carvalho Uma prece atendida, por exemplo.

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Deus não muda o passado, mas modifica de tal modo o seu lugar no conjunto que o “alguma coisa” acaba sendo um “nada”.

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De uma vez por todas: Eternidade NÃO É “fora do tempo”. É ACIMA do tempo, contendo portanto o tempo e mais alguma coisa.

Taho Prieto de Almeida Seria certo também dizer que o tempo é compreensívelmente inrrelevante diante da Eternidade? É o que me parece.
Olavo de Carvalho Não. Se fosse, a Criação toda seria irrelevante.

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Se para Deus o tempo não existisse, Ele não poderia sequer compreender os pensamentos de um ser humano. O que transcende abrange, e o que abrange contém. Por definição.

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Na vida eterna existe algum tipo de temporalidade? Necessariamente sim, porque ali algo acontece. O acontecer é sucessão.

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A coisa mais importante é pensar na vida eterna, pois sem ela os Mandamentos divinos seriam incompreensíveis.

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Amputados da eternidade, considerados na pura escala da temporalidade terrestre, os Mandamentos divinos seriam tão arbitrários e desarrazoados quanto o código tributário nacional.

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Estou sentindo isso no couro. Se não me ocorrer a idéia de nenhum curso extra nos próximos meses, o Internal Revenue vai me capar.

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Célio Rodrigues Sugestão de próximo curso: “As lendas urbanas protestantes e sua relação com o pensamento revolucionário e o comunismo” Que tal? 😜
Olavo de Carvalho É bom, mas vai dar muito bafafá.
Olavo de Carvalho O americano que ganhe menos de US$ 9000.00 por mês está PHODIDO. E isso é a média nacional. Na Virginia é mais alto.
Fábio V. Barreto A reforma planejada pelo Trump pode corrigir isso?
Olavo de Carvalho Não em tempo de tirar a piroca tributária do meu cu.

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A Virginia é um lugar maravilhoso, mas o imposto estadual daqui é o mais alto dos EUA. Governador democrata, sacumé.

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Não posso compreender a vida eterna nem como atemporalidade pura, nem como retorno cíclico sem fim. Em suma, não posso compreendê-la de maneira alguma, o que é um ótimo sinal.

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Um articulista do “Guardian”, escrevendo sobre o “deep learning”, pergunta:
“Você já teve uma crise de identidade? Já sentiu que não é uma criatura real, mas apenas uma cópia inventada por alguma civilização extraterrestre mais avançada?”
Minhas respostas são: (1) Não. (2) Não.
O restante do artigo tenta provar que, para viver no mundo maravilhoso do futuro computadorizado, eu teria de responder “Sim” às duas perguntas, isto é, segundo entendo: (1) Ser um doido varrido. (2) Ser um membro devoto da Cientologia. 
Prefiro ficar por aqui mesmo.

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Quem inventou o capitalismo foi o capeta. O socialismo ele ainda está tentando inventar.

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O incompreensível é a única garantia que temos de que algo é realidade e não apenas pensamento nosso.

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José Ortega y Gasset observa, com muita razão, que o ser humano é o único animal que não tem um clima próprio, que se sente mais ou menos mal em todos os climas da Terra. Poderia dizer o mesmo de todos os sistemas econômicos.

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O capitalismo financeiro surgiu no momento em que os banqueiros descobriram que podiam receber cem reais em depósitos, emprestar mil e receber dez mil de volta.

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Se na eternidade não há NENHUM tipo de sucessão, como podem os anjos entoar cânticos a Deus? Como podem os eleitos festejar a chegada de uma nova alma? Como podem os santos interceder pelos que ficaram na Terra?
Uma sucessão DENTRO da eternidade é inconcebível para a inteligência humana, mas com certeza Deus tem alguma solução para esse problema.

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Recordar é viver:

SONETO DE NATAL 2016

Olavo de Carvalho

Nasceste neste mundo sem sair do eterno
E para lá voltaste sem sair daqui.
Discursaste aos demônios no fundo do inferno
Sem nem descer do Trono que pertence a Ti.

Ferido e mutilado no topo da Cruz,
Resgatavas da morte eterna os Teus algozes,
Que ao pregar no madeiro duro os Teus pés nus,
Sorviam com delícia as Tuas dores atrozes.

Não perdeste nenhum dos que o Pai Te entregou,
Mesmo os que relutavam em seguir Teus passos,
Sem saber que só em Ti podem dizer “Eu sou”.

Salva-nos por Teus méritos, Encarnação
Do Verbo, pois os nossos são falsos e escassos
E nem para louvar-Te jamais bastarão.

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Se você não está disposto a admitir que existem realidades inconcebíveis para a inteligência humana, desista de falar de Deus.

Domingos Torres Respeitosamente: se não aceitamos que é uma realidade sair do próprio corpo deveríamos desistir então de falar de deus? Porque ao lado da oração a viagem astral é um grande dom natural a todos. Mas um corpo dito incorrupto devamos aceitar como milagre sem questionar?
Olavo de Carvalho Em algum ponto você topará com o incompreensível. Não há como evitar.

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Vocês acham que foi só para posar de alma cristianíssima que Agostinho disse “Credo quia absurdum est”?

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Meditar o Credo cristão em profundidade é chegar inevitavelmente a mistérios insondáveis.

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Só Deus pode operar a “coincidentia oppositorum” sem nunca negar o princípio de identidade. Meditar o Credo cristão é ter de admitir que Ele faz isso e que não sabemos como.

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Por que as autoridades federais estão treinando os americanos para sobreviver em caso de ataque NUCLEAR, quando o risco é o de um EMP?

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O sistema judiciário americano é cada vez mais baseado na picaretagem vitimista. Uma dona está cobrando uma baita indenização da Delta Airlines porque no vôo em que ela viajou havia um passageiro tocando punheta. O cara esporra no seu avião e você ainda tem de pagar.

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Com meio século de experiência nessas coisas, sei perfeitamente distinguir se um sujeito está dizendo algo de substantivo ou apenas empilhando palavras em cima de uma ênfase emocional. No primeiro caso, o número de argumentos que ele pode apresentar é limitado; no segundo, ilimitado, porque depende apenas da vontade e não está comprometido com a visão de nenhum objeto real.

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Se não existe fé sem obras, a expressão “Sola fide” não significa NADA. É impossível uma pessoa com algum treino lógico não perceber isso desde o primeiro instante.

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Se as obras fazem parte da estrutura mesma da fé, a distinção entre uma coisa e a outra é puramente mental-mental, não mental-real e muito menos real-real.

Paula Felix Professor, será que o apóstolo Paulo não sabia disso? Por que motivo teria ele insistido em fazer distinção e afirmar ser uma, a causa da salvação, e outra, sua consequência? Se não há distinção entre fé e obras, das duas, uma: ou bem toda boa obra, não importando a fé ou a falta dela, vem de Deus, ou bem só as boas obras dos que crêem em Cristo são, de fato boas obras. Mas aí elas são decorrência, não causa.
Olavo de Carvalho Nada pode ser causa daquilo que é a sua própria possibilidade de existência. Os conceitos de causa e efeito NÃO SE APLICAM ao caso.

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Ou existe uma fé puramente pensada e imaterial, sem nenhuma expressão no mundo das ações, mesmo interiores, e que miraculosamente permanecesse estável por si mesma e sem nenhum suporte espaço-temporal, ou então a “Sola fide” é apenas um “flatus vocis”. Tertium non datur.

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Não estou afirmando que a “Sola fide” é uma doutrina falsa. Estou afirmando que ela não diz NADA, e que por isso mesmo não faz sentido aplicar a ela as categorias do verdadeiro e do falso. Afirmações desse tipo não podem ser provadas nem refutadas. Podem apenas ser cultuadas como um fetiche ou desprezadas como uma perda de tempo.

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Se o que salva é a Graça e não as obras — o que me parece a obviedade das obviedades –, então dizer que “a fé salva” é apenas uma metonímia para designar a ação da Graça. A “Sola fide” só entra aí como um equívoco verbal pueril.

Fabio L. Leite A conversa entre fé e obras é sem sentido. O agente da salvação é Deus e a matéria da salvação somos nós. Quando falamos em qualquer tipo de trabalho humano pela salvação, falamos de nos tornarmos cada vez mais obedientes à ação da Graça, o que exige esforço, que exige esperança, fé, amor, perseverança, materialização em atos, etc etc. É uma sinergia.

Já dizia o Apóstolo que é para trabalharmos pela nossa salvação.E também que a fé é necessária. É o “sola”, que sequer está em versículo nenhum da Escritura, que mata.

Carmela Manna Ferreira Pois é , os protestantes então afirmam ao mesmo tempo , que só a fé salva e o que salva é a Graça?
É isso ?
Olavo de Carvalho Esse é o problema.

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Digam “Sola Gratia” e acabou a discussão.

Luigi Amendola Professor Olavo de Carvalho, desculpe o assunto off topic, mas para a formação de uma literatura histórica de qualidade no Brasil é estritamente necessário que antes ressurja a literatura de ficção? Faço essa pergunta porque acho que tenho vocação para ser historiador, e se eu for esperar os romancistas fazerem o trabalho deles vai demorar muito, estou fudido.
Olavo de Carvalho Luigi Amendola Não espere nada. Apenas adquira a arte do romancista e a incorpore nos seus trabalhos historiográficos.

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Nos Evangelhos, quando se fala em “obras”, é dos rituais judaicos que se trata. Não da caridade, sem a qual a fé não é NADA.

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Mesmo supondo-se, para raciocinar por absurdo, que existisse uma fé sem obras, uma caridade sem obras seria um quadrado sem lados nem ângulos — exatamente como o seria a fé sem caridade.

Eric Lins Professor, e quando a fé surge exatamente no último momento possível de vida? No último suspiro? Acompanhada de um profundo arrependimento por não ter mais tempo de por em prática as obras devidas?
Olavo de Carvalho Isso não é uma ação?

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Muitas frases são gramaticalmente viáveis, mas logicamente vazias. A falta de treino filosófico (real, não acadêmico) produz essas coisas de montão e até alimenta em algumas pessoas o intenso desejo de morrer por elas.

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Se a fé sem obras não existe, dizer que as obras são um mero reflexo da fé é o mesmo que dizer que uma coisa existente é reflexo de outra inexistente.
É o festival nacional do “flatus vocis” piedoso.

Talita Oliveira Qual seria a inexistente a fé ou a obra professor Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho Se a fé sem obras não existe, estas não podem ser “efeito” daquela, pois são ela mesma.

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Por favor, reparem que não estou usando NENHUM argumento teológico. Só análise lógica.

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Paula Felix Você insiste em usar as expressões “causa” e “efeito” onde elas não se aplicam, e em tomar metonímias como realidades. “A fé vem pelo ouvir” é EVIDENTEMENTE uma metonímia.

Paula Felix Professor, o fato de que esse ouvir a que Paulo (não Paula) se refere ser da mesma natureza daquele “quem tem ouvidos para ouvir, ouça”, de Jesus, e o que deve ser ouvido seja a mesma coisa, que não é um som, não implica em que Paulo tenha se enganado

 na natureza da aquisição do dom. Sim, Professor, eu insisto no sentido que Paulo dá à oposição entre fé e obras. Que, EVIDENTEMENTE, não considera a fé como uma obra humana, mas de Deus, em oposição àquilo que podemos FAZER.
Olavo de Carvalho LEIA OS VERSÍCULOS ACIMA.
Olavo de Carvalho Paula Felix Você não tem respondido a nada. Apenas reitera o conteúdo da sua fé.

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Mateus 7, 21-23: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus.

Cumprir os mandamentos não é OBRA?

PadreCléber Eduardo Dos Santos Dias Prof. Olavo de Carvalho, não esqueçamos o julgamento descrito no Apocalipse 20, 12-13 sobre as obras: “Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras. O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo, a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras.”
Olavo de Carvalho Bem lembrado.

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Mateus 24,13 – Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.

Perseverar não é OBRA?

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A fé sem caridade existe e tem o poder de salvar? 
E existe caridade que nada faça pelo próximo? 
Se a resposta a essas duas perguntas for “Não”, a “Sola fide” já vem nula no seu próprio enunciado.

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O próprio “ego cogitans” de Descartes não passa de uma metonímia.

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Falo de pensamento metonímico e já aparece um gênio defendendo o uso de metonímias. Pensamento metonímico não é usar metonímias, que enriquecem e dão colorido ao discurso. É tomar as metonímias como substâncias.

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“Tua fé te salvou” é metonímia. A proposição formal subentendida é: “EU te salvei porque vi que tua fé é tão intensa que vieste até Mim como teu Salvador.”

Rafael Santos Professor, o senhor falava sobre um curso extra, por que não um sobre leitura, mais especificamente sobre as figuras de linguagem? Seria como um complemento ao “como se tornar um leitor inteligente”.
Olavo de Carvalho Puuuuuta idéia! Obrigado.
Célio Rodrigues A mesma interpretação se extende para o: “em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.” ? Mateus 17:20
Olavo de Carvalho Isso é hipérbole.
Julio Moscon Olavo imagine esta situacao: eu estou do seu lado, com uma faca no pescoso e vou morrer em 3 minutos. Eu me volto pra vc e digo: Olavo eu sei que vou morrer em breve e nao quero ir para o inferno. Diga pra mim o que devo fazer para ser salvo? Me diga rapido pq vou morrer muito em breve. ” o que vc diria pra mim?
Olavo de Carvalho Resposta: Faça isto: Peça para Jesus salvá-lo.

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O ilogismo piedoso é invencível. Se alguém não entende o que diz, muito menos entende a resposta.

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Repito: Provem-me que, quando o Evangelho diz “obras”, não se trata das práticas judaicas e sim da caridade cristã. Provem-no ou não me amolem mais.

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O pensamento metonímico é a praga endêmica da mente moderna, e Lutero foi um dos seus criadores.

Cleber Olympio Metonímia é apenas uma das figuras de linguagem bem empregadas na Palavra, como, por exemplo, pelo próprio Cristo.
Olavo de Carvalho Cleber Olympio Pensamento metonímico não é usar metonímias, que enriquecem e dão colorido ao discurso. É tomar as metonímias como substâncias.

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Deus me deu dois dons, que pretendo honrar até o fim dos meus dias: o de entender o que leio e o de não escrever o que não entendo.

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No impulso de argumentar, a maioria das pessoas vai MUITO ALÉM daquilo que entende.

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Se o sujeito acha que está falando em nome de Deus, então, NINGUÉM DÉTE.

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Rezo todos os dias pelos que me ofendem. Se não fizesse isso, não me sentiria autorizado a chutar-lhes o cu, pois o estaria fazendo por puro ódio.

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Uma vez viciado em pensamento metonímico, o sujeito não cura mais. Só o que se pode fazer por ele é arranjar-lhe um emprego de pastor evangélico.

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Lutero tinha tanto amor à Palavra de Deus que suprimia dela tudo o que lhe desagradava.

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Bem lembrado pelo Padre Cleber:

Apocalipse 20, 12-13 : “Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras. O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo, a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras.”

Julio Moscon Olavo eu te peco para continuar lendo ate o versiculo 15 que vc vera que existem varios livros e o livro da vida e quem nao estava nele foi condenado ao inferno. Ou seja foram abertos livros e o livro da vida. Existem livros que contem tudo o que pensamos, atos e acoes (obras) e todos humanos foram julgados baseado nas obras que estao escritas neste livros sim e claro ninguem escapou. Antes de dar a decisao final o ultimo livro aberto que foi o livro da vida e quem nao estava nele foi condenado ao inferno.
“15 E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”
Olavo de Carvalho Julio Moscon “julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras”. Fim de papo.

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Não foi à toa que Lutero quis tirar o Apocalipse da Bíblia.

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O homem vulgar usa os palavrões como expressões imediatas do seu estado emocional, seja de ódio, de espanto, de desprezo, ou qualquer outro. O escritor usa-os de maneira indireta e irônica, seja para caracterizar a fala de um personagem, se é obra de ficção, seja, em obras de outro gênero, para efeito humorístico ou com o propósito consciente de afastar da leitura as alminhas sensíveis e impressionáveis dos analfabetos funcionais.

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Nunca li uma linha do prof. Mangabeira Unger que analisasse alguma realidade. Parece que as Obras Completas dele podem levar o título geral: “O Que Vocês Devem Fazer”.

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A ênfase emocional desnecessária, o tom oratório e a imitação “kitsch” do estilo bíblico são sinais inconfundíveis da autopersuasão histérica que muitos confundem com a fé.

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Peço novamente que reparem nisto: Ao falar destes assuntos, não apelo NEM SEQUER UMA VEZ à autoridade da Doutrina Católica. Limito-me à análise lógica, que um ateu, um judeu ou um protestante, se tivesse o treino para isso, faria igualzinha à que fiz.

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A predestinação e a “Sola fide” são incompatíveis entre si. Se a fé ou a ausência dela são predestinadas, também o são as obras.


 

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