Entrevista exclusiva ao Boletim – Jardim das Aflições

“A originalidade de ‘O Jardim das Aflições’ é tratar de filosofia seriamente”, diz Josias Teófilo, diretor do filme sobre Olavo

Em entrevista exclusiva ao Boletim, o cineasta pernambucano Josias Teófilo, diretor da produção que aborda o percurso, a rotina e o pensamento de Olavo de Carvalho, fala sobre o filme e o boicote que tem sofrido

– Publicado no dia 22 de abril de 2017 –

Josias-Teófilo

Foto: Matheus Bazzo / Divulgação

Basta um bom motivo para que qualquer lançamento seja aguardado com apreensão. Para a estreia de O Jardim das Aflições, porém, a expectativa é grande por bem mais do que uma boa razão. Em primeiro lugar, o filme se debruça diante de um dos intelectuais mais influentes da “nova direita”: o filósofo Olavo de Carvalho, conservador, feroz crítico da esquerda, seguido por centenas de milhares de pessoas e lembrado em quase todas as manifestações de rua a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em segundo lugar, vem o fato de ter sido viabilizado por um financiamento coletivo que resultou em R$ 300 mil para a produção, o maior crowdfunding para um filme no Brasil – e sem precisar de um centavo do dinheiro público. Por fim, pelo fato de ser dirigido pelas talentosas mãos do cineasta pernambucano Josias Teófilo, que já lançou dois teasers de impressionante qualidade sobre a obra.

Nessa entrevista exclusiva ao Boletim da Liberdade, Josias abre o jogo sobre o boicote que o filme tem sofrido desde o início, culminando no fato de não ser aceito nos principais festivais nacionais – o que considera como prova de que “são instrumentalizados pela esquerda”. Ele também fala sobre o relacionamento que passou a ter com Olavo após gravar o documentário, cujos eixos temáticos são o percurso biográfico do filósofo, sua rotina nos Estados Unidos e seu pensamento. O Jardim das Aflições estreia nos cinemas brasileiros em maio.

Boletim da Liberdade: Você começou sua trajetória entrevistando personalidades para a revista Continente e agora começa a ser mais conhecido no Brasil pelo documentário que será lançado este ano sobre o filósofo Olavo de Carvalho. Em que medida todas essas suas diferentes experiências se complementaram e como veio a ideia de lançar-se sobre a obra de Olavo?

Josias Teófilo: É natural que o interesse por arte se manifeste num interesse pela vida dos artistas. Sempre tentei me aproximar das personalidades que admiro, e aprendi muito com essa aproximação. Quando escrevia para a Revista Continente, fiz de tudo para entrevistar grandes personalidades da cultura – inclusive entrevistei Olavo de Carvalho, mas a entrevista foi vetada, motivado por obscuras decisões editoriais (que sempre são políticas). Fui lá e fiz o filme sobre ele.

Boletim da Liberdade: O Jardim das Aflições tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros em maio. Apesar disso, um extra do filme já foi disponibilizado para compra na internet: As Doze Camadas da Personalidade. Qual tem sido a repercussão do extra? Quantas pessoas já o assistiram e como tem sido o feedback? Essa modalidade de compra ou aluguel pela internet é uma opção que viabiliza economicamente projetos de cinema documentário?

Josias Teófilo: A repercussão tem sido muito boa – mais de mil pessoas já compraram o extra. A ansiedade para ver esse filme e tudo que é relacionado a ele é imensa. Já fui até xingado várias vezes na internet por não ter lançado o filme ainda. Hoje já é possível inclusive fazer um filme inteiro com pré-venda na internet – tudo depende do interesse que o público alvo tem pelo tema.

Boletim da Liberdade: Pode-se dizer que sua iniciativa é, sob vários aspectos, pioneira. Além da temática, ela surge de um financiamento coletivo. Como você analisa o impacto e a originalidade dela, sobretudo se compararmos com o restante do que se tem produzido na indústria do cinema nacional?

Josias Teófilo: Na verdade, existia uma proibição tácita de fazer um filme sobre Olavo de Carvalho. Qualquer um que fizesse um projeto desse tipo seria boicotado, excluído e marginalizado do meio cinematográfico nacional. Foi o que aconteceu comigo – não é à toa que eu tive que me mudar para a Virgínia, onde estou morando atualmente. O clima para mim ficou irrespirável no meio cultural brasileiro.

 

Existia uma proibição tácita de fazer um filme sobre Olavo de Carvalho. Qualquer um que fizesse um projeto desse tipo seria boicotado, excluído e marginalizado do meio cinematográfico nacional.

A originalidade de O Jardim das Aflições está primeiramente em tratar de filosofia seriamente no cinema brasileiro. Não vi isso ser feito antes. E também na forma por que foi financiado, sem dinheiro público, e através de um sistema de fases para captação de recursos – que tornou um projeto desse tamanho exeqüível, porque dilui a meta de captação em fases menores. Também teremos um filme sobre um documentário sobre filosofia passando no circuito comercial – também nunca vi isso acontecer.

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Josias Teófilo (de costas), Roxane Carvalho e Olavo de Carvalho. (Foto: Matheus Bazzo / Divulgação)

Boletim da Liberdade: Como foi esse boicote? Até que ponto isso pode vir a influenciar a repercussão do filme na mídia?

Josias Teófilo: Várias pessoas do meio cultural tentaram impedir que O Jardim existisse tentando fazer com que profissionais não trabalhassem no filme. Alguns profissionais se negaram a trabalhar no filme por isso. O filme foi recusado pelos principais festivais brasileiros – o que reflete não um julgamento qualitativo do filme, mas antes o quanto os festivais brasileiros são instrumentalizados pela esquerda.

Boletim da Liberdade: Como é a sua relação direta com figuras e instituições do movimento liberal ou conservador, e de que maneira essa relação pode contribuir para produções cinematográficas como essa? E como é a sua relação com o próprio Olavo de Carvalho, como foi a disposição dele para contribuir para este filme?

Josias Teófilo: Fazendo o filme sobre Olavo eu acabei me aproximando de figuras que hoje me são muito queridas, como Rodrigo Gurgel, Elpídio Fonseca, Roberto Mallet. Olavo se tornou meu amigo próximo, assim como toda a sua família – que são pessoas realmente adoráveis.

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Boletim da Liberdade: Ainda no que tange à produção de cinema documental, quais temas ideológicos, políticos e culturais poderiam ou deveriam ser explorados entre os cineastas brasileiros? De que maneira o cinema documentário se complementa aos livros e artigos na disseminação cultural?

Josias Teófilo: Eu suponho que em arte a gente sempre trata do que poderia ser, e nunca do que deveria. Se a gente entra no “deveria” vai chegar à retórica e à política. A arte está sempre no campo do possível, e se ela for usada para divulgar ideias ou defender programas políticos pode perder todo seu significado profundo. Por outro lado, o cinema documentário tem uma relação mais próxima com o real que o cinema de ficção. Nós temos realizado uma parceria muito boa com a Editora Record, e O Jardim das Aflições sairá junto da biografia intelectual de Olavo de Carvalho – com fotos minhas com filme cromo e transcrições dos depoimentos por Wagner Carelli. O Jardim das Aflições não é um filme político nem retórico, mas faz parte de um momento cultural específico no Brasil, do qual a Editora Record com Carlos Andreazza também faz parte destacadamente.

O Jardim das Aflições não é um filme político nem retórico, mas faz parte de um momento cultural específico no Brasil

Boletim da Liberdade: Agradecemos a entrevista e perguntamos: quais são os planos para a divulgação do filme e os próximos projetos que você pretende encampar?

Josias Teófilo: Primeiro elemento de divulgação para o filme é o ódio dos esquerdistas. Eles nos ajudaram a financiar o filme, e agora estão nos ajudando a divulgá-lo. Cada vez que esperneiam, o filme atinge mais e mais gente. Os próximos projetos são um filme produzido por Danilo Gentili e Iconostasis, um documentário sobre o cineasta russo Andrei Tarkóvski e a tradição do ícone.

 

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23/4/2017

Se o próprio Deus Pai achou que o único remédio para os males humanos era o perdão, ainda que ao preço de sacrificar para isso o seu próprio Filho, quem é você para imaginar que tem uma solução melhor?

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Se fosse possível consertar os seres humanos em vez de perdoá-los, você acha que Deus Pai não teria tido essa idéia antes de você?

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Se Jesus deu aos apóstolos o poder de fazer valer no céu o que unissem ou separassem na Terra, é absolutamente inconcebível que esse mandato não incluísse a autoridade de transferir esse mesmo poder a quem eles julgassem habilitado a recebê-lo e de negá-lo a quem julgassem indigno de possui-lo. Contestar a sucessão apostólica é contestar abertamente a Palavra de Jesus.

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Isso não é teologia. É campanha contra o analfabetismo funcional.

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Conselho aos meus alunos: Há esperança para o Brasil? Há, mas não adianta vocês a procurarem em parte alguma. VOCÊS são a esperança. Não há outra em todo o horizonte visível.

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Agricultores

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Livre arbítrio não é só a capacidade de decidir. Isso até um computador pode imitar. Livre arbítrio é capacidade de decidir E DE ARCAR COM AS CONSEQÜÊNCIAS. Isso os computadores só poderão imitar quando inventarem um computador dotado de responsabilidade moral, civil, penal e “post mortem”. So simple as that.

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Para um povo não cair na loucura e na barbárie, duas coisas não podem parar: a missa e a educação clássica.

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Cultura literária não é ler muitas obras de literatura. É absorver delas, e incorporar na nossa própria alma as inumeráveis superfícies refletoras com que, pela imaginação de muitas vidas possíveis, elas nos ajudam a perceber e compreender a alma alheia. 
Quem não quer fazer o esforço para adquirir essa capacidade não tem NENHUM interesse em compreender o seu próximo, e toda a sua presunção de “amá-lo” é pura pose.

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Alguém pode receber do céu, de graça e sem nenhum esforço de auto-aperfeiçoamento cognitivo, o dom de compreender a alma alheia e poder então amá-la?
Pode, mas isso é evidentemente um milagre, e Cristo deixou claro: “Maldita a geração que pede um milagre”. Quanto mais malditos, então, não serão aqueles que acreditam ter DIREITO ao milagre e por isso se consideram dispensados do mero esforço humano de aprendizado?

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TODO o cristianismo é um apelo ao despertar da autoconsciência individual, biográfica, sem a qual o sacramento da confissão se reduz a um mero formalismo exterior. Esse despertar NÃO É FÁCIL nem se realiza num estalar de dedos só porque você teve, como hoje em dia tantos alardeiam com leviandade obscena, “um encontro pessoal com Jesus Cristo”. O PRIMEIRO sinal de uma autoconsciência individual maximamente desenvolvida só aparece com as “Confissões” de Santo Agostinho (397-400 a. D.), e essa obra contrastava de tal modo com a impessoalidade e oficialismo das autobiografias antigas, que durante mil e duzentos anos permaneceu um exemplo isolado, sem disseminar um novo gênero literário. Esse gênero só começará a dar seus primeiros sinais de vida a partir do século XVI.

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Sem o desenvolvimento da arte narrativa, a consolidação da autoconsciência biográfica seria IMPOSSÍVEL. As “Confissões” de Agostinho são o fruto de um milagre, anterior a todo esse desenvolvimento de séculos. A pergunta é: Por que todos os outros seres humanos não receberam o mesmo milagre e, em vez disso, tiveram de esperar muitos séculos até que o desenvolvimento da arte narrativa lhes desse os meios de autocompreensão que Agostinho recebeu do céu? É simples: Deus não quer fazer no seu lugar o que Ele quer que você faça.

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Roxane Carvalho 

Nosso amigo Mauricio Marques Canto Jr. está no hospital com um quadro clínico meio complicado, envolvendo um problema nos rins e na circulação sanguínea. Por favor, rezem pela recuperação da saúde dele.

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Para quem não está no COF, informo que esses tópicos sobre literatura e consciência autobiográfica foram partes do assunto da aula de ontem.

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Cada personagem, cada situação ficcional, cada emoção, cada ambigüidade e cada paradoxo da narrativa tem de se impregnar na sua mente como possibilidade humana concreta, reconhecivel na vida real — na sua própria e na das pessoas que você conhece. Tem de se transformar num ÓRGÃO DE PERCEPÇÃO. 
Só assim a leitura literária vale a pena e tem verdadeiro poder educativo. Faça isso com obras da literatura dos dois últimos séculos durante alguns anos, e depois você lerá a Bíblia com olhos mais penetrantes.
É preciso evitar, naquelas, todo tecnicismo acadêmico e, nesta, toda especulação teológica. Não “analise” o texto, apenas guarde os conteúdos na memória até que eles próprios comecem a lhe mostrar o que desejam lhe mostrar.
Análises técnicas e especulações teológicas, só muitos anos depois de ter assimilado muitos textos dessa maneira. Antes, não.
Leia tudo como se fosse narrativa de acontecimentos reais, sentindo intensamente a presença das situações, personagens, conflitos, etc. Acredite em tudo como se estivesse vendo com os próprios olhos ou vivenciando você mesmo as situações.

Flávio Lindolfo Sobral Eu não consigo entender como o protestantismo americano é de uma exuberância intelectual ímpar, enquanto o brasileiro chega a ser visceralmente averso à vida intelectual – ao ponto de exaltar a ignorância como um “dom divino”. Pois, a religião leva a uma vida intelectual.
Olavo de Carvalho Mas a culpa é do próprio protestantismo americano, que agora já superou o seu anti-intelectualismo mas primeiro o ensinou aos brasileiros. Leia o livro do Hofstadter que mencionei na aula.

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Em geral, o que os professores de literatura na universidade ensinam é não entender nada e teorizar sobre tudo.

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Os mesmos métodos que ensinei abaixo podem servir para a leitura de obras históricas e biografias. Muitos grandes homens do passado formaram a sua alma decorando as “Vidas Paralelas” de Plutarco, Shakespeare e a Bíblia.

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Muitas obras de ficção e teatro nada mais são do que simbolismos bíblicos “descompactados” e traduzidos em situações mais próximas da nossa experiência real.

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É importante abster-se de “interpretar” e “analisar”, seja em termos de teoria e crítica literárias, seja, mais ainda, de religião e teologia. DECORAR E SENTIR: isto é o que interessa no começo — um começo que pode durar muitos anos.

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Com essa prática, aos poucos as histórias da Bíblia se tornarão tão transparentes para você como se fóssem notícias de hoje em dia, sem que você precise “interpretá-las”.
É preciso ler a Bíblia sem a carga de lições morais e teológicas que geralmente antecedem e deformam a sua leitura. É preciso lê-la como se você estivesse VENDO tudo se passar diante dos seus olhos ou mesmo sentindo na carne como se você fosse um dos personagens. Mas você não conseguirá fazer isso com a Bíblia se antes não fizer o mesmo com MUITAS histórias da literatura simplesmente humana.

Jonas Faga Jr. Professor, confesso que, seguindo esse conselho, não consigo mais ver o deus do antigo testamento como algo sequer parecido com o Deus que Jesus nos apresentou. Onde estou errando, se é que estou? Obrigado.
Olavo de Carvalho Esse paradoxo existe mesmo. Tente antes resolver algum enigma mais fácil.

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Leibniz ensinava: O homem que tiver na mente mais figurinhas decoradas, ainda que totalmente ficcionais, será no fim das contas o mais inteligente.

Xavier Gil O Rafael Falcón ensina que, quanto mais a criança escuta estórias e mais tempo leva para ler e escrever, melhor será para ela, sendo que o ideal seria a alfabetização depois dos sete anos de idade. Confere?
Olavo de Carvalho Certíssimo.

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O primeiro livro que li com verdadeira paixão foi “O Caçador”, de John A. Hunter, um livro de memórias. Até hoje aqueles bichos e aqueles caçadores aparecem na minha mente, sem nenhum esforço da minha parte, como modelos de situações vividas.

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Meu primeiro modelo de conduta cristã foi a Sônia de “Crime e Castigo”. Foi com ela que aprendi que o cristianismo é, em essência, o perdão e nada mais.

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Tem muita gente que discute Bíblia o dia inteiro e até hoje não entendeu isso.

Xavier Gil Os fariseus eram doutores nas Escrituras. O que adiantou tanto estudo? Não entenderam nada e meteram Cristo numa cruz.
Olavo de Carvalho Exatíssimo.

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Aos poucos fui entendendo, sem interpretar nada e sem nem de longe pensar em controvérsias religiosas, aquilo que mencionei num post de ontem: Se o próprio Deus Pai não viu outra solução para os dramas humanos exceto o perdão, como poderia eu encontrar uma solução melhor?

Gabriela Barcelos Domingues Professor, te amo cada dia mais!!!!Suas ultimas postagens estão sensacionais. 
Olavo de Carvalho Obrigado, meu anjinho.

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A escala dos personagens segundo o PODER de cada qual, traçada por Aristóteles e exposta mais criticamente por Northrop Frye, é muito útil. É mais fácil você entender personagens banais, como Madame Bovary, ou mesmo idiotas autênticos como Policarpo Quaresma, do que personagens de alma nobre, rica e complexa como Hamlet. O pregador religioso quer que você entenda logo os santos e profetas, ou mesmo o próprio Jesus. Resultado, você entope a sua imaginação com estereótipos. Fica tudo horrivelmente artificial.

Fernando Ferreira Jr Prof. Olavo: o sr. lembra em qual livro/artigo o Frye desenvolve a escala do Aristóteles?
Olavo de Carvalho “Anatomia da Crítica”

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Como posso entender o drama de um DEUS, se não entendo nem o de uma empregadinha doméstica?

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Se ouvir alguém dizendo que “a literatura é uma construção linguística”, estrangule-o e não pense mais no assunto.

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Se aparecer alguém pontificando: “Sim, o perdão, mas tem isto, mais aquilo, patati-patatá”, responda: 
— Isso é direito canônico. Está acima do meu nível salarial. Pensarei nisso daqui a vinte anos.

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Se não consigo entender nem os meus próprios pecados, como posso imaginar Jesus subindo o Calvário, carregando nos ombros os pecados do mundo?

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Comece por tentar entender os pecados das criancinhas. Por que você roubou um pirulito?

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Espero mais dos meus alunos do que das três Forças Armadas juntas.

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Costumo acordar na mesma posição em que adormeci. Enquanto isso a Roxane rola, pula, me chuta, me dá cotoveladas no nariz e depois reclama que dormiu mal.

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O primeiro modelo de persistência que me impressionou foi o daquele rastreador africano que, em “O Caçador” de John A. Hunter, subiu numa árvore para fugir de um búfalo enfurecido e teve os testículos arrancados a dentadas. Ele passou décadas procurando AQUELE búfalo, matou-o e comeu-lhe os bagos.

Gabriel Maganha Essa história é real ou ficção?
Olavo de Carvalho Real. O rastreador era empregado do Hunter.

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NÃO leia a Bíblia buscando lições de moral. Leia buscando as histórias em si mesmas. A lição de moral vem sozinha, mas só depois de muitos anos.

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O Josias Teófilo, falando o mais genuíno inglês de Catolé do Rocha, arranjou uma namoradinha americana que é uma gracinha. Ele não fala uma palavra de português. Eles namoram em linguagem de surdos-mudos, suponho.

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Piada do Josias Teófilo, a melhor do ano. O boiolinha viajando de avião viu um homem atraente e combinou com ele um encontro no banheiro. A senha, quando o banheiro estivesse desocupado, era pedir um cigarro. Passa-se um tempo e a aeromoça vê um velhinho tiritando, rilhando os dentes, roxo de frio. Ela pergunta:
— Por que o senhor não pediu um cobertor?
— Eu não! Aquele rapaz pediu um cigarro e comeram o cu dele.

Josias Teófilo É do Espanta. Falecido humorista cearence, um clássico.

Josias Teófilo Mudando de assunto, professor, dá uma olhadinha na entrevista sobre O Jardim: http://www.boletimdaliberdade.com.br/…/a-originalidade…/

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O Boff tentando se limpar no Lula é um espetáculo mais degradante do que toda a corrupção reunida:

http://diarioconquistense.com.br/2017/04/22/lula-feriu-de-golpe-a-esquerda-no-brasil/

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Repito e repetirei mil vezes: Do ponto de vista da estratégia comunista, o Lula não fez mais do que a obrigação. Esquerdista fingindo que não sabe disso é pai que põe a filha no puteiro e, denunciado, a expulsa de casa.

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Todo comunista sério sabe que o Lula merece uma estátua. Como falar mal do homem que deu dinheiro às Farc, a Cuba, ao Chávez, a Angola, etc. e simplesmente salvou o movimento comunista da morte por inanição?

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O Lula é como um daqueles réus dos Processos de Moscou, o qual comete crimes em favor de uma revolução que depois o condena por esses mesmos crimes.

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Os metacapitalistas são hoje os maiores inimigos da espécie humana:

https://www.infowars.com/elon-musk-claims-transhuman-neuralink-next-stage-of-human-evolution/