21/4/2017

18057039_10155177968012192_3838813023344377640_n.jpg“The Fearmakers”, dirigido por Jacques Tourneur e estrelado por Dana Andrews em 1958, é um dos poucos filmes de Hollywood que mostram como a merda geral americana começou.

 

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O protestantismo dividiu o cristianismo em 33 mil denominações (pelo menos) e ainda tem a cara de pau de tratar a Igreja Católica — uma e a mesma desde a sua fundação — como se fosse uma delas.

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Um ou outro corno ao longo da vida só é problema para quem deseja fazer crer que tem a pica ou a buceta mais irresistível do universo. O resto da cristandade perdoa e segue em frente.

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À beira dos setenta anos, estou pouco cagando para saber se agrado ou desagrado a protestantes, católicos, ateus, gayzistas, antigayzistas, esquerdistas, direitistas e ao resto do mundo. Quero me esforçar para dizer cada vez mais claro as coisas que vejo, e EXATAMENTE como as vejo. Ser um escritor é isso. O resto é relações públicas.

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Estou aprendendo muito, muito com William Faulkner. Ele fala de um mundo completamente diferente do meu, mas sempre parece que estou lá dentro.

Fabio Florence Professor, bom dia. O sr poderia contar um pouco sobre sua experiência com a obra de Balzac? O que aprendeu dele, de qual romance mais gostou, etc.
Olavo de Carvalho A coisa mais extraordinária em Balzac é a relação íntima e indissolúvel entre a sociedade como um todo e a vida secreta da alma individual. É um mundo vivo, intensamente real.

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 É a apoteose da porcaria

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Se puderem, procurem na internet o debate entre o historiador Joel Richardson e o teólogo Tommy Ice, que insiste na tese idiota e amplamente disseminada de que Roma é a Babilônia bíblica. Richardson (tão protestante quanto Ice, mas um “maverick” típico), reduz a tese a pó de traque.

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Meu ex-advogado, Dr. Mário Simas, quando eu lhe explicava a seita de Idries Shah, que era uma mistura de sufismo e estelionato, concluiu:
— Já sei. Eles inventaram o Sufi do B.

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O Jack é realmente um menino tranquilo e sem medo. Na outra casa, quando eu treinava tiro ao alvo, a única reação dele ao ouvir os disparos era dizer:
— BUM!

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No que afirmei abaixo sobre a campanha difamatória anticatólica movida por protestantes durante cinco séculos no mundo inteiro, talvez a dimensão e o sentido exatos da coisa não tenham ficado claros: eu não quis dizer apenas que eles praticaram e praticam esse truque sujo, mas que ele é, no entender deles próprios, PARTE ESSENCIAL, ONIPRESENTE E INDISPENSÁVEL da sua cultura, se não da sua religião mesma. Não pode ser explicada como desvio acidental ou mero acúmulo de pecados individuais — mesmo porque NENHUM protestante jamais mostrou o menor arrependimento por ter participado dessa operação e muitos se orgulham dela como prova de que são mesmo uns eleitos.

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Não posso dizer nada sem que apareça algum enfezadinho cobrando: “Cadê a fonte? Cadê a fonte?” 
Qual a fonte do número de denominações protestantes, que mencionei em posts anteriores?
Lá vai, metidinhos: “Dictionary of Christianity in America” (Downers Grove, IL: Intervarsity Press, 1990). Livro protestante.

Amanda Cavalcanti Prof, você mata a cobra e mostra o pau kkk 
Olavo de Carvalho O pau, muito discretamente.

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O número exato, segundo a edição de 2001, é 33,820. Só nos EUA.

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Os mais famosos livros católicos sobre o protestantismo, ao contrário, são, apesar da severa condenação doutrinal, notavelmente serenos e respeitosos, como o clássico “Lutero e o Luteranismo” de Heinrich Denifle, ou a biografia de Lutero por Ricardo García-Villoslada, “Martín Lutero, El Fraile Hambriento de Dios”.

Célio Rodrigues Essa polidez católica com protestante é a prova da infiltração demoníaca no seio da Igreja.
Olavo de Carvalho Não. Os católicos têm a OBRIGAÇÃO de considerar os protestantes como “irmãos separados”, nunca como inimigos. A recíproca não é verdadeira.

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De uma vez por todas: Protestantismo NÃO É SÉRIO.

Rosana Rabadji Com todo respeito professor Olavo de Carvalho: Concordo até um certo e grande ponto que o protestantismo NO BRASIL ( pois a minha experiência de convívio no meio protestante é limitado ao brasileiro e na região de São Paulo ) está atualmente muito fragmentada e comprometida, pois, há muitas e muitas denominações diferentes com doutrinas elaboradas por homens que acabaram destruindo o objetivo principal do que deve ser pregado dentro de uma igreja com seriedade, no caso o Evangelho. Mas existem poucas igrejas protestantes, algumas pequeninas, outras maiores, dispersas, mas que levam a sério esse objetivo de pregar o Evangelho, espalhar pelo bairro, pela cidade ou pelo mundo, usando a saber missões, o qual está plenamente de acordo com a ordenança de Jesus Cristo ( ide ao mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura ). Compreendo muito bem que o que pesa mais hoje em dia e o que estraga a imagem do protestantismo são gente como Valdomiro Santiago, Edir Macedo, Bispa Sônia, enfim, verdadeiros mercenários malditos arrastando gente ingênua em boa parte para um buraco. Mas assim como não posso generalizar dizendo que todo católico é um idólatra pelo fato de ter uma imagem da virgem Maria, também creio que é injusto generalizar que o protestantismo não é sério. Certos pastores e seus ministérios podem não ser sérios, assim como suas doutrinas. Mas o protestantismo é sério. É como um problema de assassinato cometido com uma faca: você pode dizer que a culpa é da faca? Ou é melhor analisar bem e chegar a conclusão que a culpa é de quem usou a faca, de que forma a usou?
Olavo de Carvalho Rosana Rabadji Lamento, mas a campanha difamatória é MUNDIAL, não brasileira. Já dura cinco séculos, e nunca alguma autoridade intelectual protestante se ergueu contra ela.

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Aproveitando a “boutade” do David Francisco Mattaroli, que responde “A fonte é Times New Roman”), informo aos interessados que a fonte usada nos meus livros da Vide é a raríssima Dutch Medieval, que copiei da extinta Editora Martins.

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Para mim, protestantes são apenas Católicos do B.

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O trecho que mais gosto na história do “Menino que Encontrou Jesus”, é quando Emanuel Segatashia pergunta a Jesus:
— Você atende as preces dos protestantes?
— Sim. Minha Mãe traz todas para Mim.

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Os dez maiores romances de todos os tempos, no meu modesto entender:
1 – Ilusões Perdidas, de Balzac
2 – O Vermelho e o Negro, de Stendhal
3 – Grandes Esperanças, de Dickens
4 – Os Demônios, de Dostoiévski
5 – Madame Bovary, de Flaubert
6 – Guerra e Paz, de Tolstói
7 – Os Noivos, de Manzoni
8 – Em Busca do Tempo Perdido, de Proust
9 – Etzel Andergast (trilogia), de Jacob Wassermann
10 – Luz de Agosto, de William Faulkner

Fora esses, há um monte de romancistas que admiro, como Joseph Conrad, Pío Baroja, Machado de Assis, Benito Perez Galdós, Eça de Queiroz, José Geraldo Vieira, muitos outros.

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Critério infalível para identificar um pentelho: Há mais coisas de que ele não gosta do que coisas de que gosta.

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Segundo critério: Ele se sente mal quando fala bém de alguém, e bem quando fala mal.

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Mais que o elo perdido, o bóson de Higgs, o sumiço da Atlântida ou a vida em outros planetas, a existência de pentelhos é um mistério que desafia a inteligência humana.

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Da página do Rodrigo Gurgel :

Os chamados romancistas atuais acham que desespero é ter de decidir entre o jogo de futebol na tevê, uma transa por obrigação e gritar “Fora Temer” da janela da quitinete.

Na verdade, tem-se a impressão de que eles decoraram Sartre. Ou Clarice Lispector. Mas a voz que narra é a de uma Clarice diluída, desfibrada. Talvez seja o perispírito da Clarice.

Há outras opções de estilo: pode ser um Guimarães Rosa canhestro — ou a corruptela de alguma tradução do “Ulysses”. Os que se consideram mais avançadinhos têm um altar em casa para o Paulo Leminski.

As frases raramente ultrapassam 12 ou 15 palavras. E são truncadas. Como se o escritor. Sofresse. De algum problema. Respiratório.

A superficialidade desses livrinhos faz-me lembrar do que Thomas Mann falava sobre o “tempo do homem criativo”.

Mann dizia que esse tempo “é de uma estrutura, de uma densidade e de uma produtividade diferentes daquelas frouxamente tecidas e passageiras da maioria”. E que o “homem da maioria”, admirado da “extensão de realizações que se podem acomodar neste espaço de tempo”, pergunta ao homem criativo: “Quando vais fazer tudo isso?”.

Essa perplexidade do homem comum em relação ao homem criador está perdida. Hoje, tudo é frouxo e passageiro. Hoje, o homem da maioria olha o “romance” de 21 páginas e pensa: “Isto até eu faço!”.

E sabem o que é pior? Ele tem razão.

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Melhores romances em português (a pedido da Bruna Luiza)
1- Os Maias, de Eça de Queiroz 
2 – Dom Casmurro, de Machado de Assis 
3 – Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto 
4 – A Mulher Que Fugiu de Sodoma, de José Geraldo Vieira 
5 – O Amanuense Belmiro, de Ciro dos Anjos 
6 – O Professor Jeremias, de Leo Vaz 
7 – Fogo Morto, de José Lins do Rego 
8 – São Bernardo, de Graciliano Ramos 
9 – O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo
10 – A Tragédia Burguesa (série) de Octavio de Faria

Aprecio muito Gustavo Corção, que nunca se realizou plenamente como romancista, e Camilo Castelo Branco, que só escreveu novelas. Além disso, Herberto Sales, Vergilio Ferreira, Ferreira de Castro, Aquilino Ribeiro, Antonio Lobo Antunes, Josué Montello e Guimarães Rosa.

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Posso estar enganado, mas a articulação dialética de sociedade e indivíduo, História e alma, é a essência do gênero romance.

Taiguara Fernandes de Sousa Professor Olavo de Carvalho, na esteira do seu último post, duas perguntas: o que o senhor acha de Alexandre Herculano?

Quais os melhores livros de literatura para compreender a cultura medieval lusitana e sua influência sobre a brasileira?

Roxane Carvalho Taiguara, ele disse duas coisas: 1) Alexandre Herculano, romancista de segunda ordem. 2) Cultura medieval e lusitana: “Preciso pensar”.
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Traduções brasileiras em geral não são boas, mas o Balzac do Paulo Rónai é esplêndido.
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Ainda sobre a lista dos maiores. O “Wilhelm Meister” de Goethe é um dos grandes livros da humanidade, mas até hoje os críticos não sabem dizer se é ou não é um romance, e quem sou eu para me meter nessa encrenca?
Tiago Barreira O que acha do Bildungsroman?
Olavo de Carvalho Gosto dos do Hermann Hesse. “O Processo Maurizius”pertende a esse gênero.
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Nove verdades e uma mentira:
1 – Toquei inumeráveis punhetas.
2 – Comi inumeráveis putas e outras nem tanto.
3 – Devo IPTU em Iguape
4 – Fumei maconha duas vezes. Nunca mais. Uma bosta.
5 – Roubei a Ética de Spinoza da biblioteca do colégio.
6 – Perdi um manuscrito, versão única, que o autor me deu para corrigir.
7 – Bêbado, dei uma cantada na mulher de um amigo meu, a qual, mui justamente, me mandou passear.
8 – Jamais comi mulher casada, exceto a minha.
9 – Escondi armas e terroristas durante a ditadura militar.
10 – Tive um caso de amor com o Zé Dirceu.
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Escandalizar os idiotas é um prazer indescritível.
 
O que eles não sabem é que a própria existência deles é um escândalo.
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Leilah Carvalho com Roxane Carvalho e outras 2 pessoas.

Thank you for sending us your beautiful CD, Kay!

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Pô, até o Eduardo Cunha está se beneficiando do programa de leituras para diminuição da pena, inventado pelo juiz Marcio Bragaglia com base no COF. 
Será que o Lula também vai entrar? Ele pode começar com “Reinações de Narizinho”.
P. S. “Narizinho” é o apelido da Gleise Hoffman.
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O fato bruto de cinco séculos de falso testemunho mundial e ininterrupto é mesmo chocante demais para ser respondido. Melhor refugiar-se em algum blá-blá-blá teológico, não é mesmo?
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De onde a campanha difamatória obteve sua inspiração? Eis aqui:
Não podendo matar todos os católicos, como pretendia o seu mestre, os discípulos se dedicaram a assassinar suas reputações:

“If we punish thieves with the yoke, highwaymen with the sword, and heretics with fire, why do we not rather assault these monsters of perdition, these cardinals, these popes, and the whole swarm of the Roman Sodom, who corrupt youth and the Church of God? Why do we not rather assault them with arms and wash our hands in their blood?“

Martin Luther, June 25, 1520

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O Protestantismo nasceu do ódio e da sêde de sangue. Sua inspiração cristã é ZERO.
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LUTERO nunca quis fundar uma igreja cismática. Ele quis simplesmente MATAR TODOS OS CATÓLICOS.
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SEJAM CORAJOSOS: LEIAM
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Parem de seguir um louco genocida dizendo que estão seguindo a Cristo.
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Não me meto em discussões teológicas. Atenho-me à História e aos fatos. Desconversa teológica não é resposta.
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Com exceção de umas pinceladas de darwinismo aqui e ali, todos os argumentos de Hitler contra os judeus foram copiados diretamente de Martinho Lutero.
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Que fazer com os católicos?
“Lavar nossas mãos no sangue deles.” (Martinho Lutero)
“Esmagar a sua Igreja como se pisa num sapo.” (Adolf Hitler)
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Leiam “Martin Luther: Hitler’s Spiritual Ancestor”, de Peter F. Wiener (o autor não é católico, é ateu).
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Quem destratar a Nancy Galvão, a Paula Felix ou qualquer outro amigo protestante receberá pelo correio um porco-espinho com instruções detalhadas sobre como enfiá-lo no cu.
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Sejam corajosos. Leiam “Bearing False Witness: Debunking Centuries of Anti-Catholic History” de Rodney Stark, e “L’Église au risque de l”Histoire” de Jean Dumont.
Olavo de Carvalho Nenhum dos dois autores é um pregador ou um apologista. O primeiro é um sociólogo, o segundo um historiador profissional.
Antunes Fernandes Professor, o senhor fez uma lista de romances, queria que comentasse seus poemas épicos preferidos.
Olavo de Carvalho 1) A Divina Comédia. 2) A Divina Comédia. 3) A Divina Comédia. 4) A Eneida.
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A Igreja Católica é tão omissa, covarde mesmo, ante a campanha difamatória protestante, que no prefácio às Atas do congresso historiográfico “L’Inquisizione”, o Papa João Paulo II pede perdão pelos crimes que, justamente, o conjunto do livro prova que nunca aconteceram.
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Um padre da Sociedade São Pio X proibiu um jovem de entrar na sua igreja porque este era meu amigo.
OK, siô padre. Vá me julgando sem me conhecer, só pelo zunzum que, na sua cabeça, vale como Palavra de Deus.
Mas, infelizmente, você e sua turma é que foram excomungados. Eu não.
Olavo de Carvalho Fernando ZB Vá comer seus ovinhos de Páscoa, brincar com os seus cachimbinhos, curtir suas gravatinhas borboleta, e não se meta em conversa de gente grande, ok? Você é inofensivo, boiola demais para me deixar brabo. Um gêmeo do Alex Catharino.
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A turma da Igreja tradicionalista tem razão em pelo menos noventa por cento do que diz, mas às vezes se sente tão escandalizada com as humilhações que sofreu, que o orgulho ferido lhe sobe à cabeça e se transmuta em revolta pura e simples e autoritarismo sem sentido.
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Vou na missa nova e na missa velha. Para mim, a Igreja será sempre uma só.
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Não recebo a hóstia na mão. Abro a boca, e fim de conversa. Nenhum padre moderninho jamais reclamou.
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“A tendência a tomar os próprios ódios como se fossem vinganças de um Deus justo é um pecado ao qual o protestantismo sempre foi inclinado.” 
(Cleanth Brooks, “William Faulkner: The Yoknapatawpha Country”)
Nada esclarece melhor a tragédia do protestantismo americano do que os romances de William Faulkner.
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Eu tinha um amigo judeu que, mal acabara de se converter ao catolicismo, recebeu o baque do Concílio Vaticano II. Ele transpirava indignação. Cada vez que o via, eu tinha a impressão de estar diante de uma ferida aberta. Que Deus tenha lhe dado na eternidade a paz que lhe roubaram em vida.
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Uma vez, mal informado, eu disse coisas horríveis contra um padre modernista. Ele provou que era tudo falso, me cobrou uma indenização e eu paguei, com satisfação. O que é justo é justo.
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O homem mais católico que conheci nesta vida me ensinou que a missa nova não é tão boa quanto a antiga, mas não é inválida. Desde então não me preocupei mais com o assunto.
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Quem mais esperneou contra a missa nova foi o Rama P. Coomaraswamy, que agia sob as ordens de… um sheikh muçulmano! 
Isso não me faz gostar da missa nova. Decididamente não gosto, mas nada sei dizer contra ela.
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Lutero, como os tradicionalistas católicos, foi injustamente humilhado pelos bispos, e pirou. Os tradicionalistas apenas piraram menos que ele.
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Uma das poucas coisas que me irritam no mundo são esses catoliquinhos de gravatinha borboleta e talquinho no bumbum. Sempre tão purinhos na maledicência.
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Uma vez um desses armou a maior fofoca a meu respeito, envolvendo até o D. Bertrand. Outro foi fazer intriga contra mim no Mosteiro de S. Bento, no Rio.
Fábio V. Barreto Putz! Mas D. Bertrand é admirador do senhor. 
Olavo de Carvalho É claro que ele não caiu na conversa do engraçadinho.
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TODO rigorismo moral humano é hipócrita. Sem exceção. Leigos que assumem ares sacerdotais — ou até cardinalícios — são a escória da Igreja. Macacos.
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POR CARIDADE, não me enviem mensagens inbox. Recebo mais de mil por dia. Não consigo nem ler todas, quanto mais respondê-las. Estou sempre em falta com centenas de pessoas, que acabam se irritando comigo por eu não fazer o impossível.
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Telefonemas e mensagens What’s App, então, transformaram a vida da Roxane num reboliço tal, que todo dia ela tem de decidir se vai fazer comida ou responder aos chamados. A comida às vezes ganha a disputa.
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Com o tamanho do público que esta página e meus livros alcançaram, minha situação hoje é: Tenho responsabilidades de ministro de Estado e recursos funcionais de um pipoqueiro.
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Fábio Salgado de Carvalho

A Jornada de um Ex-Batista ao Catolicismo Romano, Testemunho de Fábio Salgado de Carvalho

Este é um trecho do depoimento de Fábio Salgado de Carvalho 

….Minha jornada ao Catolicismo, creio eu, iniciou-se em 2011. Como praticamente todos os protestantes que conheço — fui dar-me conta das proporções do anticatolicismo dos protestantes apenas muito recentemente —, conhecia o Catolicismo apenas por meio de chavões, caricaturas e espantalhos. Nunca tinha lido nada católico e só conhecia a Igreja Católica de segunda mão, a partir das críticas dos protestantes. Minha mãe, tomando conhecimento do meu catolicismo no ano passado, perguntou-me: “Ué, você não dizia que tinha de ser muito burro pra ser católico?”. Sim! Eu já disse isso antigamente, quando não tinha a menor idéia de como os católicos continuavam adorando as imagens3 depois de um texto tão claro como o de Êxodo 20.4: “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra” [Nova Versão Internacional (NVI) — uma tradução protestante!]. De maneira semelhante, cheguei a dizer quando era agnóstico, antes da minha conversão ao Cristianismo em 2009, que poderiam internar-me em um hospício se algum dia eu tornasse-me um cristão. Ouvi falar do professor Olavo de Carvalho pela primeira vez por meio da extinta revista “Primeira Leitura”, que circulou entre os anos 2003 e 2006; contudo, foi apenas em 2009 que comecei a ler alguns textos do professor. Em 2010, passei a acompanhar o seu programa TrueOutspeak (http://www.blogtalkradio.com/olavo). Mesmo tendo começado apenas em 2010, ouvi todos os programas desde 2006, o que são mais de 300 programas, com média de 50min de duração. O professor Olavo, por quem tenho imensa consideração, respeito e admiração, sempre iniciava os seus programas dizendo o seguinte: “Começamos mais uma vez invocando a santíssima Virgem Maria e o Santo Padre Pio de Pietrelcina4 para que roguem a Deus que nenhuma injustiça se cometa nesse programa”. Quando percebi a erudição do professor Olavo e vi que ele era católico, logo, pensei: “é… ninguém é perfeito.”. Aquilo, entretanto, intrigava-me porque sabia que a última pessoa do mundo que eu diria que não estudou um assunto seria o professor Olavo. Será que ele, simplesmente, não sabia de passagens como a de Êxodo 20? Em 2011, ouvi um de seus programas citando o padre Paulo Ricardo (http://padrepauloricardo.org/). Procurei o seu site em outubro de 2011 e deixei uma pergunta que reproduzo aqui: ….

 

http://documents.scribd.com.s3.amazonaws.com/docs/6yosunehhc3mn07f.pdf

Ricardo Roveran

Uma vez estava em uma palestra da Marilena Chaui quando sentou-se ao meu lado direito, um senhor magro, calvo, de barba com um charuto na mão e um olhar apreensivo sobre o espetáculo que via.

– Boa noite, o senhor está gostando?
– Estou tentando ser imparcial.
– O que você faz?
– Psicanálise.
– Caramba, o que faz um psicanalista aqui?
– Na verdade eu sou de outra época, me chamo Sigmund, fui enviado para tentar entender o que está se passando.
– Outra época? Como assim?
– Morri em 1939, estava no purgatório, até que em 1994 apareceu um músico daqui, dizendo “O Brasil não é para principiantes”, então destacaram alguns nomes da história para analisar o que está se passando aqui. De loucura eu entendo…
– Caramba! Você não é o famoso…
 Sigmund Freud meu amigo! Sou eu mesmo… mas por favor, não dê alarde, minha tarefa está sendo árdua.
– Eu li um pouco de sua obra… O que o senhor acha dessa mulher doutor? Será a inveja do pênis?
– Não… Inveja do pênis tem aquele rapaz cabeludo ali do lado…
– Qual deles?
– O tal Jean Wyllys.
– Caramba! Mas e ela…?
– Ela TEM um pênis! Foi por isso que fui enviado… Deveriam ter enviado um geneticista…

Freud tirou um estranho celular do bolso e iniciou uma chamada:

– Crick, chame Watson com urgência! Preciso que vocês dois venham ver isso o mais rápido possível.

Freud me olhou e continuou:

– Aquela gorducha dentuça ao lado da Chauí, no princípio achei que fosse complexo de Édipo.
– Quem, a Dilma Rousseff?!
– Sim!
– E o que concluiu?
– Chamei especialistas, vão chegar a qualquer momento.
– Qual o problema afinal?!
– Ela TAMBÉM tem um pênis!
– Caramba!
– Olhe o volume nas calças dela, é maior que o da Michelle Obama!
– Doutor, mais alguma coisa que eu deva saber?
– Sim! Estarrecedor! Aquele senhor de pé…
– Quem? O Eduardo Suplicy?!
– Sim! Ele está morto há mais de dez anos e o espírito não abandona o corpo!

Do meu lado esquerdo me cutucou um senhor gordo de chapéu branco:

– Não se assuste, é exatamente o que eu disse! Eles não acreditaram… O Brasil não é para principiantes!
– Tom Jobim?!
– Eu vim para orientar o doutor, mostrar quem é quem.

Me despedi de Tom Jobim e Freud, e fui saindo, então um rápido clarão e vi uma dupla de doutores se aproximando.

 James Watson e Francis Crick! Sejam muito bem vindos, é uma grande honra conhecê-los! Freud e Jobim estão na terceira fileira, e lhes aguardam.

Os dois me olharam com uma expressão de espanto, quanto a mim, nada mais me podia assustar à aquela altura.

Percebi que o problema do Brasil estava além de minha compreensão, na saída encontrei os quatro e perguntei antes de vê-los desaparecer:

– Senhores, se eu contar ninguém vai acreditar, o que está se passando aqui?
– Também não estamos entendendo, vamos dar um pulo na Virgínia, o único que está entendendo alguma coisa mora lá… Avise o povo para ouvir esse homem! Ele TEM RAZÃO!
– De quem vocês estão falando?

O clarão os recolheu, e nunca mais os vi.