13/4/2017

 

A universidade brasileira criou, para seu consumo próprio, uma subcultura local semelhante à arte dos pintores “primitivistas” dos anos 60-70, cujos quadros valiam os tubos no mercado nacional e pelos quais ninguém, no Exterior, pagava ou pagaria um tostão.

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Num romance, pode-se quebrar a ORDEM temporal da narrativa, mas não a LÓGICA INTERNA do tempo linear.

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O tempo linear é a forma mesma do destino, da necessidade, da “ananke”, sem a qual tudo no mundo seria apenas uma piada idiota.

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A carreira universitária obriga você a publicar simulacros de “trabalho científico” que nem a sua mãe teria a caridade de ler.

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Se a “produção científica” das universidades brasileiras fosse publicada em rolos, teria ao menos alguma utilidade.

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O que o Estado brasileiro gasta pagando analfabetos funcionais para que posem de professores é o mais obsceno e criminoso desperdício de dinheiro dos contribuintes.

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Antes uma Dilma na presidência do que milhares de vigaristas nas cátedras.

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A universidade brasileira vive do estelionato e da chantagem.

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Um diploma de universidade brasileira não vale pelo que ele lhe dá, mas pelo que a falta dele lhe toma.

Um diploma vale quanto vale quem o assina.

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“Protecionismo versus livre comércio” é outra daquelas questões em que as preferências tendem a enrijecer-se em posições doutrinais fixas em vez de adaptar-se inteligentemente às exigências dos tempos. No Brasil, a famosa “reserva de mercado” foi concebida para proteger uma produção nacional inexistente, mas nos EUA, neste momento, alguma dose de protecionismo é questão de sobrevivência.

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Julien Green, um dos romancistas mais geniais do século XX, foi homossexual durante boa parte da vida. Escreveu uma peça de oitenta páginas sobre o assunto, e dezenas de volumes sobre outras coisas. Se ele fosse brasileiro, a sua obra inteira seria uma Enciclopédia Gay.

Gabriel Cms “durante boa parte da vida”. Ele passou a gostar da coisa certa depois?
Olavo de Carvalho Ele foi um caso típico de ex-gay.

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Machado de Assis, filho de uma lavadeira negra, subiu na vida sem maiores dificuldades e até hoje o criticam por não ter choramingado os draminhas de um jovem mulato nos meios literários do II Império.

João Emiliano Martins Neto Professor Olavo de Carvalho, eu prefiro ler Jonathan Swift metendo o pau em deficientes físicos do que ler o nosso Joaquim Maria Machado de Assis sendo cruel ante os loucos em O Alienista, porque a maldade de uma pessoa sã, ainda que doente fisicamente, não tem o limite e a indulgência que ao mundo é exigida para um doente mental clássico, além do que, a questão de se Bentinho foi ou não traído por Capitu com seus olhos oblíquos é uma solene e esplêndida besteira. kkkk
Olavo de Carvalho Swift era moralmente um monstro que odiava a humanidade inteira.

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Do nascimento até a idade madura, vivi numa merda de fazer gosto mas nem mesmo no tempo em que era comunista senti que fazia parte dos “humilhados e ofendidos”. Devo ser mesmo uma alma cruel e insensível.

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Lima Barreto, ao contrário de Machado de Assis, sentiu o peso da discriminação, mas só acertou a mão quando se esqueceu do seu drama pessoal e começou a escrever sobre pessoas bem diferentes dele, como Gonzaga de Sá e Policarpo Quaresma.

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Se a teoria da relatividade desmentisse o tempo linear, Einstein não teria ficado velho.

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Uma vez aconselhei ao Pedro, então ainda bem pequenininho: Quando você tem uma dor ou sofre por qualquer outro motivo, em vez de chorar, reze. Acho que ele aprendeu.

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No Brasil, a única maneira de fazer uma carreira acadêmica honesta é estudar em casa e comprar um diploma.

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Na leitura de um romance, a atenção do leitor recuar da “ilusão representativa” para a “construção lingüística” é sinal claro de cansaço ou psicastenia. Mais um pouco e o cidadão recua da “construção lingüística” para os sinais de tinta no papel, e depois vai dormir. Nas universidades brasileiras se ensina a fazer isso direitinho.

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Se você leva o Kant a sério, acaba acreditando que, no fim das contas, a única coisa que você enxerga é o seu próprio olho.

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Mutatis mutandis, você jamais transou com uma mulher. Transou apenas com o seu próprio pinto.

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Platão ensinava a subir dos estímulos sensíveis às idéias universais. Na universidade brasileira ensina-se a descer das idéias universais para uma coceirinha no cu.

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Nunca senti que uma mulher fosse “minha”. Sempre achei que eram apenas emprestadas por Deus. Estava enganado?

Priscila Garcia Well, estava – nem dadas nem emprestadas, mas enfim: elas provavelmente também pensaram a mesma coisa de você, então uma coisa “cancela” a outra e isso tudo acaba não tendo a menor importância.

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A Carta Capetal está na lista da Odebrecht. Onde mais poderia estar?

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Por mais que eu me confesse a Deus, sempre sinto que sou um farsante. Perante a Verdade mesma, todos somos farsantes.

João Emiliano Martins Neto Deus é onisciente, professor Olavo de Carvalho, Ele sabe de tudo, só Ele sabe o quanto somos maus, ou como diz a Bíblia, Deus sabe e diz na Sua Palavra que o coração do homem é desesperadamente corrupto e que o homem é por natureza filho da ira. Mas graças a Deus que por Jesus Cristo mandou-nos os seus eleitos, Martinho Lutero e João Calvino que promoveram a Reforma Protestante do século XVI que tem como pilar principal a doutrina da sola fide que faz jus à Bíblia que diz que o homem torna-se justo e meritório diante de Deus, somente mediante a fé em Cristo Jesus, não por obras para que ninguém se glorie. Cristianismo de boa cepa e verdadeiro é justificação, dikaiosyne, é Protestantismo. Felipe Silva Felipe Sanches Edson CamargoMarcelo Henrique Marcelo Félix Marciel Argentina Gyordano Montenegro BrasilinoGeremias Couto Altair Germano Ramiro Silva Augusto Campello Daniel Jacob Arminius Calvinista Monergista Angelo Cantidio Dylan Monteiro

Olavo de Carvalho João Emiliano Martins Neto Protestantismo é a mentira organizada.

Olavo de Carvalho João Emiliano Martins Neto Chega dessa estupidez anticatólica na minha página. Mais UM comentário desse tipo, e você será bloqueado sem possibilidade de retorno.

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CADA LINHA escrita por Nina Berberova nos seus “romances”, tão curtos que mal chegam a ser novelas, deixa marca no coração do leitor, para que não a esqueça nunca mais. Foi uma pena que só agora eu conhecesse essa maravilhosa escritora russa, que morreu exilada na Pensilvânia em 1993, aos noventa e dois anos de idade.

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Quando me confesso interiormente a Deus, cada frase que Lhe digo vem seguida de outra: “Não é bem isso. Não preciso explicar, né?”

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Só Deus sabe a fórmula exata para descrever cada imprecisão e nebulosidade da nossa alma.

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Por mais que eu tenha pecado na vida, nunca senti ter decepcionado a Deus, pois tenho a firme impressão de que Ele nunca esperou que eu acertasse o passo antes da velhice.

Xavier Gil Professor Olavo, uma curiosidade pessoal (e provavelmente de muitos): excetuados os ranhetas e analfabetos funcionais, quantos escritores minimamente sérios no Brasil já fizeram críticas à sua obra que o senhor levasse em consideração?
Olavo de Carvalho Xavier Gil De escritores de primeira ordem só recebi louvores, especialmente os de Herberto Sales, Josué Montello, Jorge Amado, Carlos Heitor Cony, Bruno Tolentino, Nélida Piñon, Maria José de Queiroz, Vamireh Chacon, Romano Galeffi, Ariano Suassuna, Ângelo Monteiro, Edson Nery da Fonseca, Paulo Mercadante e outros do mesmo porte.

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No Brasil, quando você sai da caverna de Platão, tem de voltar chutando cus antes que chutem o seu.

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Se nem de um escritor mundano se pode dizer que seu legado se resume à sua obra escrita, que sua presença humana não se impregnou nos corações dos que o conheceram, nas casas que habitou, nos lugares que amou, nos objetos que utilizou, como se pode pensar semelhante coisa de Nosso Senhor Jesus Cristo? Querem-nos fazer crer que todo o influxo do Seu espírito, o tom da Sua voz, o toque da Sua mão, o eco das Suas palavras no coração do povo, nada se transmitiu às gerações seguintes, nada permaneceu, tudo se apagou, tudo se desfez em pó exceto o que foi gravado em letra de fôrma numas dezenas de páginas do Evangelho? Ora, vão lamber sabão!

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Se o toque de mão de Jesus podia curar os leprosos e devolver a visão aos cegos, se Sua voz podia ressuscitar os mortos, aplacar as tempestades e expulsar os demônios, como não poderia Ele impregnar nas pessoas próximas que escolhesse o influxo do Espírito Santo de modo a fazê-Lo propagar-se, por mera ação de presença ou por transmissão ritual, de geração em geração?
Adorar a palavra escrita acima da ação da Pessoa viva é a MAIOR OFENSA que já se fez a Nosso Senhor Jesus Cristo. Sem o TOTAL E IRRESTRITO ARREPENDIMENTO, ela jamais será perdoada.

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Não vou discutir esse ponto. Já disse o que tinha de dizer. Se não gostou, roa o pé da mesa, mas não venha com nhem-nhem-nhem.

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Se a influência de Jesus pode-se transmitir através da palavra escrita, como não se transmitiria, de maneira muito mais direta e contundente, pela presença viva dos Seus discípulos e dos discípulos dos Seus discípulos? Negá-lo não faz o menor sentido, exceto por obra de uma MÁ-VONTADE DEMONÍACA.

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William Faulkner dizia que o negócio dele era “escrever sobre pessoas”. Alguma pessoa pode caber numa “construção linguística”? Evidentemente não. Não só a construção linguística remete a algo que vai infinitamente além dela própria, mas não há nenhum modo de o leitor apreender esse algo sem recorrer a um fundo de conhecimentos e de experiências acumuladas que ele próprio não teria, talvez, como expressar em palavras. É a ESSE FUNDO que o romancista se dirige, o que pressupõe que ele possua um bastante rico e abrangente — mais rico e abrangente, em geral, que o do leitor. Quando a comunicação entre autor e leitor se realiza nesse nível, é então e só então que se pode dizer que um romance foi “compreendido”– e, quando se chega a esse ponto, a “construção linguística” ficou tão para trás que ela já não chama a atenção por si mesma e para si mesma. É por isso que guardamos na memória as cenas mais decisivas e às vezes o enredo inteiro de “Crime e Castigo”, de “Os Noivos” ou de “Oliver Twist” quando TODAS as palavras do texto já desapareceram da nossa mente por completo.

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Talvez não fique claro por enquanto, mas a “concepção linguística da literatura” é um dos mais fortes pilares da dominação cultural repressiva que a militância esquerdista unida e organizada — organizadíssima — exerce sobre os estudantes universitários neste país. Como se vê por todos os produtos escritos dos próceres dessa escola, o que ela mais ensina é desaprender a ler e jamais aprender a escrever, dando a essa dupla impotência adquirida os ares de suprema realização acadêmica. Sem essa condição preliminar, nenhum estudante universitário — portanto nenhum futuro líder político ou empresarial — seria idiota o bastante para apostar o destino da nação em trapaceiros chinfrins como Lula e Dilma, e ainda achar que isso é prova de alta qualificação intelectual, negada aos profanos como nós.
Destruir essa máquina de imbecilização pedante é muito mais urgente e essencial do que eleger ou depor presidentes da República.

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Posso ter uma vaga simpatia ou antipatia por alguns virtuais candidatos, mas, visceralmente, NÃO ESTOU INTERESSADO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.

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É claro que análises semânticas, estilísticas e lingüísticas podem ajudar a esclarecer algo de um romance, mas SÓ DEPOIS de estabelecida a comunicação no nível do intercâmbio de experiências (vividas ou imaginárias).
Se, no entanto, o estrato lingüistico do romance é complexo e impenetrável, das duas uma: ou o autor está indeciso entre romance e poesia (o que pode acontecer a grandes escritores), ou ele ainda não apreendeu com suficiente clareza a FORMA da sua experiência humana adquirida e precisa compensar o seu déficit de consciência mediante artifícios puramente verbais — o que só acontece a bobocas metidinhos.

Lucas Novaes Professor, o senhor pode me recomendar um romance dos bons que falas, não muito complexo?
Olavo de Carvalho “Os Noivos”, de Alessandro Manzoni. É um dos grandes.

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Por que nunca escrevi um romance? É simples: meu negócio NÃO É escrever sobre pessoas.

Rônney Cardoso Professor, como o senhor se sentiu falando a ouvidos moucos na Brazil Conference?
O senhor explicando o óbvio sobre educação e os demais naquele discurso de palavras vazias falando sobre investimento na educação, modelos de educação, etc.
Olavo de Carvalho Rônney Cardoso : Boa parte da platéia entendeu tudo o que eu disse. Os demais, fiz de conta que não estavam ali.
Leandro Costa O senhor disse uma vez que já teve idéias, mas nunca teve tempo…
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Só espero que o tal do Kim — não o Katakokinho, mas o da Coréia — não jogue a porra do EMP antes de eu mudar de casa. Para um caipira incorrigível, morrer na cidade é muita humilhação.