Inovação litúrgica

Os católicos deveriam pensar nisso antes de festejar qualquer inovação litúrgica, por mais arbitrária e de mau gosto, como um sinal de ‘progresso’ da religião. Quando S. Pio V, ao reunir e fixar o cânone da missa, lançou todas as maldições possíveis sobre quem alterasse uma só palavra do conjunto, ele sabia o que estava fazendo. É muito fácil para pessoas que ignoram o que seja um ritual, e que nada enxergam fora da ótica estreita de uma política reduzida ao confronto estereotipado de ‘conservadores’ e ‘progressistas’, julgar que tudo pode ser explicado nesses termos. Mas as alterações num rito têm consequências que se prolongam para muito além da atualidade midiática e que dizem respeito à sanidade espiritual da espécie humana. A atmosfera de loucura e a criminalidade crescente das últimas décadas têm muito a ver com as reformas litúrgicas, com a banalização da missa, bem como com o uso fragmentário, pelo show business, de ‘canções solenes’ fora do contexto ou num contexto invertido. E está fora de dúvida que muitas das pessoas que promovem essas reviravoltas estão perfeitamente conscientes dos vastos efeitos que pretendem suscitar.

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