Inovação litúrgica

Os católicos deveriam pensar nisso antes de festejar qualquer inovação litúrgica, por mais arbitrária e de mau gosto, como um sinal de ‘progresso’ da religião. Quando S. Pio V, ao reunir e fixar o cânone da missa, lançou todas as maldições possíveis sobre quem alterasse uma só palavra do conjunto, ele sabia o que estava fazendo. É muito fácil para pessoas que ignoram o que seja um ritual, e que nada enxergam fora da ótica estreita de uma política reduzida ao confronto estereotipado de ‘conservadores’ e ‘progressistas’, julgar que tudo pode ser explicado nesses termos. Mas as alterações num rito têm consequências que se prolongam para muito além da atualidade midiática e que dizem respeito à sanidade espiritual da espécie humana. A atmosfera de loucura e a criminalidade crescente das últimas décadas têm muito a ver com as reformas litúrgicas, com a banalização da missa, bem como com o uso fragmentário, pelo show business, de ‘canções solenes’ fora do contexto ou num contexto invertido. E está fora de dúvida que muitas das pessoas que promovem essas reviravoltas estão perfeitamente conscientes dos vastos efeitos que pretendem suscitar.

Interpret a work of literature correctly

Whoever cannot interpret a work of literature correctly will never understand the facts of history and society, or even their own lives. Literary culture is the most basic requirement for understanding. I can`t stand seeing people who don`t know how to read “Twinkle, Twinkle, Little Star” interpreting the Bible.

Studying math is an extraordinary way of developing the capacity to think about what does not exist. Edmund Husserl started his life studying math. He stopped when he found out that to know what a number is is the most difficult thing in the world.
Today we have machines that can make calculations far superior than our capacities. But they have not invented a machine that can understand a sonnet by Shakespeare. There are mentally retarded people who are prodigious calculators. None of them is a prodigious “understander”. Only a perfect idiot confuses reasoning skills with comprehension skills.

That`s why I`m overtaken by murderous impulses when someone says that philosophy is `to teach how to think`.”

Olavo de Carvalho

Translated by Fabio L. Leite

31/03/2017

A pior cagada estilística é colocar entre aspas os termos de gíria ou as alusões piadísticas. Ou essas coisas se integram naturalmente no discurso culto, com o efeito humorístico decorrente dessa mesma naturalidade, ou é melhor não escrevê-las.

Paulo Coutinho Tudo hoje vem entre aspas. As pessoas fazem questão de fazer o gesto ao falar algo. Existe alguma explicação? É medo de ser rotulado?
Olavo de Carvalho É ignorância dos recursos do idioma.’

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Um escritor sério deve fazer piadas como Buster Keaton ou Raul Solnado: com a cara neutra de quem não está fazendo nada de mais.

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http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/como-o-socialismo-arruinou-meu-pais/

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A prova de que Kant não era gay é que ele nunca viu a coisa-em-si.

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Contribuição do Danilo Pedrosa : A longa lista das FALSAS DENÚNCIAS de “crimes de ódio” nos EUA. O número de denúncias comprovadamente falsas ultrapassa o dos autênticos crimes de ódio e mostra que a legislação a respeito só serviu para criar uma epidemia de calúnias.

http://www.fakehatecrimes.org/reports

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Um político tem de ser sincero, mas não impulsivo. Cada palavra que ele diz tem de ser calculada como uma obra de engenharia — não para enganar o eleitorado, mas prender antecipadamente os maliciosos numa armadilha fatal. O Ronald Reagan era um artista nisso.

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Quem grita é a presa ensangüentada. O predador fica em silêncio, porque está com a boca cheia.

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Quando neguim vem com boiolice, a única resposta possível é:
— Seja coerente. Dê o cu.

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Luciano Aymeuânus ataca de novo:

Rodolpho Loreto sentindo-se irritado

Luciano Ayan é realmente um moleque. Um mau-caráter em toda linha. O professor Olavo de Carvalho deixou claro que NÃO APOIA A CANDIDATURA CIRO GOMES, apesar de reconhecer algum mérito intelectual na questão globalista, e esse pulha safado insiste em querer arruinar a reputação do professor alegando que este apóia Ciro Gomes.

É o rebotalho mais abjeto que se possa pensar

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Teriam os antropóides evoluído para o estado humano atual escolhendo sempre as fêmeas menos peludinhas para ter nenês carecas?

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O Brasil foi meticulosamente planejado pelo capeta para que aí todas as vidas dêem errado, exceto as que não merecem dar certo.

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Não tenho nada contra os gays, mas acho obsceno que eles exijam direitos especiais num país onde ninguém tem direito nenhum.

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Num país cujos habitantes não têm nem o direito de se defender nem o de ser defendidos, o Art. 1 da Constituição é, na verdade, “Fodam-se”.

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Anos atrás já demonstrei que a distinção entre direito e garantia é só uma bela sacanagem. Ou o direito É uma garantia, ou é somente um direito hipotético, tão bom quanto saúde hipotética, dinheiro hipotético ou buceta hipotética.

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Oh, é claro, é claro: a ditadura Maduro é só mais um desvio acidental — o milésimo — que não compromete em nada a beleza sublime do ideal socialista, não é mesmo?

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A coisa mais linda do mundo é que a teoria que pretendeu expor as leis invariáveis do processo histórico tenha de sempre explicar a sua própria história por uma sucessão incrível de curiosas coincidências.

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Só acredito nestas três leis do processo histórico:
1. A difusão dos fatos produz novos fatos.
2. À medida que a difusão aumenta, os fatos se precipitam em velocidade alucinante, até o ponto em que ninguém mais consegue acompanhá-los.
3. A ignorância, a loucura e a confusão crescem na razão direta da quantidade de conhecimento disponível.

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Também é lindo que a teoria segundo a qual os ideais são somente projeções de forças materiais pretenda que o seu próprio ideal permaneça inocente dos crimes cometidos pela sua força material.

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As pessoas não acreditam na mentira porque estejam enganadas, mas porque gostam da mentira.

A mentira é o mais sublime dos poderes humanos: num relance, torna você superior ao conjunto da realidade.

Paulo Coutinho Professor, viver da mentira é defesa, loucura, frustração, ou pode ser as três coisas?
Olavo de Carvalho É um tesão indescritível, a julgar pelo número dos que gostam disso.

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Pense bem: O que é melhor para o seu conforto espiritual: Sair contando que comeu as mulheres mais gostosas do mundo ou confessar que lhe passaram a mão na bunda e você ainda não comeu ninguém?

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Vamos e venhamos: Depois que o sujeito foi enrabado, ele TEM de dizer que é bom, não é mesmo?

Vão-se as pregas, mas fique o orgulho.

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Ao longo dos séculos, os judeus tiveram a sua reputação horrivelmente manchada por meia dúzia de filhos da puta nos quais a massa enxergava, injusta mas irresistivelmente, a imagem de todos eles (esquivando-se, mui compreensivelmente, de submeter a sua própria comunidade a idêntica redução). Cada época teve algum George Soros, mas nenhum deles foi para os cárceres e os campos de concentração. Alfaiates, relojoeiros, vendedores de sapatos e fabricantes de brinquedos pagaram por crimes dos quais nada sabiam.

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Por definição, é mais fácil estereotipar a comunidade menor do que a maior. Há mais piadas de gaúchos e portugueses do que de brasileiros em geral. O problema é quando a estereotipagem inventa crimes em vez de piadas.

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Quem não consegue interpretar uma obra de literatura corretamente não conseguirá jamais entender os fatos da história e da sociedade, ou mesmo os da sua própria vida. A cultura literária é a condição mais básica do entendimento. Mas estou com o saco cheio de ver pessoas que não sabem ler “Batatinha quando nasce” interpretando nada menos que a Bíblia.

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Estudar muita matemática desenvolve tremendamente a capacidade de raciocinar sobre o que não existe.

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Edmund Husserl começou a vida estudando matemática. Parou quando descobriu que saber o que era um número era a coisa mais difícil do mundo.

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Hoje temos máquinas capazes de fazer cálculos muito superiores à nossa capacidade. Mas não inventaram máquina nenhuma que seja capaz de entender um soneto de Shakespeare.

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Só um idiota perfeito confunde capacidade de raciocínio com capacidade de compreensão.

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Existem retardados mentais que são calculadores-prodígio. Nenhum deles é um entendedor-prodígio.

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Por isso é que tenho impulsos assassinos cada vez que alguém diz que filosofia é “ensinar a pensar”.

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A “inteligência artifiicial” nunca passará de uma caricatura grotesca da consciência humana; tanto mais grotesca quanto mais super-eficiente em tarefas pré-programadas.
Isso só deixará de ser assim quando inventarem um computador capaz de responsabilidade civil, penal e moral, bem como de salvação e danação eternas.

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Não tive interlocutores até perto dos cinquenta anos de idade. Cresci num ambiente desprovido de qualquer estímulo intelectual, o que me obrigou a criar reservas de paciência para ouvir opiniões idiotas com algum interesse e sem fazer cara de desprezo.

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Todos os meus “debatedores” se beneficiam disso até hoje, imaginando, os coitadinhos, que a atenção que recebem é merecida.

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Nenhuma opinião é tão idiota que seu autor não mereça ao menos ser avisado disso.

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Quem acha que a diferença entre um computador e um ser humano são os “sentimentos” acredita que pintos e bucetas são sentimentos.

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Neste país cada analfabeto funcional acha que tem direito à sabedoria infusa.

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Qualquer sinal de respeito à CNBB, por mínimo, discreto e disfarçado que seja, é uma ofensa a Nosso Senhor Jesus Cristo.

http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/03/opiniao/549609-a-quaresma-paga-da-cnbb.html

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Acreditarei que os computadores se nivelaram à humanidade quando um cientista conseguir produzir um deles pelos métodos usuais da procriação humana.

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Incrível. A irmã mais velha de T. S. Eliot, quando ele era ainda muito jovem, percebeu claramente o procedimento poético que seria sempre o dele: “Você pensa o ritmo antes das palavras”.

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Lá pelos dezoito anos, cometi uma tradução muito meticulosa da “Canção de Amor de J. Alfred Prufrock”, que perdi para sempre, e me lembro nitidamente de que só consegui fazê-la imitando primeiro o ritmo e depois encontrando as palavras.

Auto-engano congênito da cultura contemporânea

Poucos livros foram tão fundo na compreensão do auto-engano congênito da cultura contemporânea.

Huxley era um ouvido especialmente atento às conversações dos intelectuais médios, das quais ele não apenas captava com facilidade o ‘espírito da época’, mas inferia as mais espantosas e acertadas conclusões sobre o rumo que as coisas iriam tomar se aquelas idéias, em vez de esgotar-se como puras futilidades de salão, fossem levadas à prática como modelos do mundo futuro. O Admirável Mundo Novo é o mundo que teria resultado – e que de certo modo resultou – da aplicação das modas intelectuais da década de 30. A Ilha é o mundo criado pelas utopias psicoterapêuticas e orientalistas dos anos 50-60.

Aldous Huxley morreu antes de que essas idéias tomassem corpo na cultura da ‘New Age’ e, partindo das esperanças utópicas de um novo mundo de sanidade e autoconhecimento, desembocasse na tragédia mundial das drogas, das seitas escravizadoras, das experiências psíquicas autodestrutivas. Não obstante, ele captou antecipadamente a loucura por trás de tudo isso, e é precisamente essa antevisão que dá o tema deste romance.

A Ilha não é a tragédia de um paraíso de liberdade destruído pela invasão de militares malvados: é a tragédia da autodestruição de uma utopia intrinsecamente má e mentirosa envolta em belas palavras.

No momento culminante da narrativa, Will Farnaby, finalmente rendido aos encantos da ‘religião sem dogmas’ dos palaneses, resolve experimentar a moksha, a erva alucinógena ritual que, em vez de precipitar somente o consumidor num estado de apatetado bem-estar como o soma do Admirável Mundo Novo, lhe abriria as portas do conhecimento transcendental. Nos primeiros instantes, Will ‘vê a luz’, ou pelo menos pensa que vê. Mergulha num estado de beatitude indescritível e supõe ter conhecido o próprio Deus. De repente, a visão se transfigura. Abrem-se as portas do inferno: vermes horrendos aparecem misturados à figura de Adolf Hitler que gesticula e berra. A visão de Will mostra a verdadeira natureza da religião palanesa: uma religião de ‘experiências psíquicas’, incapaz de transcender a dualidade cósmica e elevar-se ao reino da eternidade. É a religião dos ‘grupos-de-encontro’, o substitutivo postiço que uma estratégia política oportunista quis substituir ao cristianismo. Tão logo Will emerge do transe, ele ouve os primeiros tiros do exército invasor: é a mentira essencial de Pala que se desfaz ao mesmo tempo que a falsa visão espiritual.