23/3/2017

 

Não agüento mais essas discussões entre privatistas e estatistas. Para um país periférico, sujeito a todas as pressões e contrapressões de um cenário global em perpétua mudança, a escolha entre privatizar ou estatizar, assim como entre livre comércio e protecionismo, não é uma opção de fé e doutrina, um juramento de fidelidade eterna como tantos idiotas parecem imaginar, mas apenas uma questão de momento, de oportunidade, de tática — inclusive militar em certas situações. Não conheço um só político ou administrador público que compreenda isso.

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As universidades privadas são instrumentos de perversão da mente juvenil tanto quanto o são as públicas.

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As ONGs estrangeiras não são instituições estatais brasileiras. Elas já dominam um terço do território nacional.

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O problema do Brasil NÃO É o “tamanho do Estado”. É a desproporção entre a força da classe política e a inermidade da sociedade civil. É um problema totalmente diferente, que não se pode resolver mediante “privatizações”.

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A mídia, por exemplo, é propriedade privada e é cem por cento instrumento do “establishment”. Ela faz muito mais mal ao país do que todas as burocracias imagináveis.

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“Público versus privado” NÃO É o problema real do Brasil. É um cacoete mental das classes falantes, e nada mais.

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O “estamento burocrático” NÃO É uma instituição estatal. ELE — e não o Estado — é o problema.

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Privatizar uma empresa estatal é tirá-la de uma parte do estamento burocrático para dá-la a outra parte do estamento burocrático.

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Antigamente, quando o sujeito ficava gagá, babava na gravata. Agora já estão babando no pinto.

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Liberais e libertarians costumam confundir o texto das leis com a estrutura real do poder. Por isso confundem também o estamento burocrático com “o Estado”, como se este surgisse do nada, sem uma base social anterior. Então remexem o Estado sem perceber que deixam a base social intacta.

Cristiano Fiori Chiocca Que besteirada. Em todo lugar do mundo são os libertarians que batem de frente no confronto com o establishment. São os que confrontam toda a estrutura financeira mundial que o establishment montou e sua monumental máquina de propaganda midiática.

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Os privatistas dividem-se em dois tipos: os doutrinários ingênuos, que imaginam que uma coisa existe de per si tão logo tem um nome — “o Estado”, para eles, é uma “causa sui”, sem precisar de uma base social — e os beneficiários de privatizações. Os primeiros são burros, os segundos são demasiado espertos.

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Privatização consiste em entregar as propriedades do Estado aos mesmos grupos que financiam os partidos estatistas.

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Que é “propriedade privada”? Não é um ente material. É um limite imposto ao uso de alguma coisa por terceiros. Esse limite não existe sem um acordo legal reconhecido e defendido por uma autoridade externa. É inútil dizer que a propriedade é um direito natural. Se o direito natural não é consagrado num direito legal e protegido por uma autoridade, ele simplesmente não tem vigência. Longe de ser o inimigo da propriedade privada, o Estado é a única garantia dela. Tanto que o socialismo, que promete abolir a propriedade privada, nada mais faz senão tomá-la de uns para dá-la a outros.

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Socialismo não é abolição da propriedade privada. É a EXTREMA CONCENTRAÇÃO dela.

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Quando um cretino puxa discussão, tenho ganas de responder como o Macunaíma: ”Me dá uma preguiiiiiiiça…”

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Se quem manda no Estado é o establishment e não ao contrário, então privatizar não adianta NADA. Como de fato não adiantou. A onda de corrupção não veio justamente depois do festival de privatizações do governo FHC?

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Discutir com Cristiano Fiori Chiocca é mais ou menos assim:
Ele: — Onde vai?
Eu: — Vou pescar.
Ele: — Bobagem. Você deveria é ir pescar.

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Não tenho agenda nenhuma a defender, expresso apenas as conclusões de análises muito cuidadosas que venho fazendo há tempos. Aí vêm uns sujeitos que são agendas vivas e puxam discussão. Não tenho nada a ver com eles.

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Alguém quer me convencer de que, se os canais de TV não fossem concessões do Estado, a Rede Globo seria menos politicamente correta?
No Brasil o estatismo é globalista e o liberalismo não o é menos. A discussão “público versus privado” só serve para impedir o povão de enxergar o verdadeiro problema.

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Algum idiota vai querer me convencer de que a Globo só defende as agendas globalistas porque o Estado malvadão a obriga a isso?

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Meu sonho é ir caçar no Alasca tendo como guia o Bob Cusack ou as filhas dele. Mas custa os olhos da cara.

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Olavo de Carvalho Não menos de quarenta mil dólares, mais despesas
Ana Pualla C. Lins De Aragão Bora fazer uma vaquinha, gente!!!!
O professor Olavo tem que realizar este sonho antes de partir para eternidade!!!!
Olavo de Carvalho Nããããããããããããããooooooo!!!!!!!!

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A tragédia permanente de toda política é que a conquista e manutenção do poder são necessariamente ações de grupos organizados, ao passo que a percepção correta da realidade é monopólio do indivíduo isolado. É a fábula do cego e do aleijado levada às suas últimas conseqüências.

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A disputa entre estatismo e liberalismo não passa de uma briguinha de família entre globalistas.

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Em 1989, numa conferência dada na Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, eu já me perguntava o que seria do Brasil, país cuja cultura era maciçamente voltada para a busca da identidade nacional, numa época em que as identidades nacionais eram proclamadas coisas do passado e por toda parte um poder global se erguia soberanamente. Decorridos vinte e oito anos, noto que essa questão vital simplesmente desapareceu do horizonte de consciência dos políticos de esquerda e direita, cada vez mais alienados da situação real e enrijecidos em meras poses num teatrinho montado pelos globalistas.

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O Parlamento brasileiro discutindo banheiros unissex enquanto a economia, a educação, a assistência médica e a segurança pública vão para o ralo — nunca se viu uma cena que mais merecesse o título de “Hotel do Apocalipse”.

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Uma vez, acompanhando até o seu carro uma aluna que ficara na minha casa conversando até tarde da noite, deparamos com uma dupla de mendigos esfarrapados, ambos homens, transando em cima do capô. Gentilmente pedi que removessem o seu arrebatamento erótico para local mais apropriado, de modo que a minha aluna pudesse voltar para o seio da família, no que eles consentiram com igual gentileza.
Até hoje essa cena me parece um condensado simbólico da história do Brasil nas últimas décadas.

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Requintes de luxúria no meio da miséria, da sujeira e da humilhação. Isso é o Brasil.

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Aviso: Quando removo o seu post sem bloquear você, acredite: Foi para o seu próprio bem.

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Alegria de brasileiro é tocar punheta no meio do lixo.

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Se é para tomar no cu, tanto faz ser de esquerda ou de direita.

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Só muuuuuita vontade de dar o cu explica um sujeito achar que gayzismo é a expressão máxima do esquerdismo.

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O cidadão tem de estar muito louco para imaginar que dando o cu põe em risco o capitalismo.

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Não fique se gabando de que reza. Continue rezando e peça para ficar inteligente.

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Muito bom artigo:

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